sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos - nova final na canoagem para Portugal com benfiquista.

Desta vez é a canoísta Teresa Portela, atleta do Benfica, a atingir nova final. A portuguesa ficou em terceiro na sua série e apurou-se para a final de K1 200 m. Recorde-se que a atleta já tinha participado numa final, mas na série B, que não dá direito a medalhas, nos 500 m.
Desta vez é mesmo a final A, com medalhas em disputa. Realiza-se amanhã às 10.14h.
Será, como é evidente, muito difícil à portuguesa conseguir uma medalha, uma vez que o seu tempo de qualificação ficou muito aquém das primeiras classificadas. Em particular a húngara e a australiana serão muito difíceis de bater. Outra das adversárias que parte com melhor tempo, é a espanhola que incrivelmente tem o mesmo nome: Teresa Portela Rivas!
Esperemos que a nossa Teresa possa ter sorte, fazer uma grande prova e trazer mais uma medalha. Bem nos faz falta.

Jogos Olímpicos - EUA ultrapassam (definitivamente) China em medalhas

Em dois dias os EUA não apenas ultrapassaram a China em número de medalhas como se destacaram bastante e já não deverão perder esse lugar. Os EUA lideram 39-37 em medalhas de ouro e 90-80 no total. A Grã-Bretanha vem depois com 52 medalhas e 25 de ouro, seguida da Rússia que tem mais medalhas, 56, mas apenas 12 de ouro.
A China viu-se penalizada nesta fase final dos jogos pela sua pouca capacidade em atletismo - apenas 3 medalhas contra 24 dos EUA. Isto apesar dos 100 e 200 m, em que a Jamaica destronou um domínio de décadas dos EUA. Mesmo apesar disso, o domínio americano foi muito grande e a tabela de medalhas reflete esse facto.
Em relação a Portugal, o essencial já ficou dito aqui. Tem sido realmente a canoagem a salvar a participação portuguesa do completo desastre mas não pode deixar de se fazer uma reflexão sobre o desporto em Portugal.
Nota também para novos países da União Europeia terem conquistado medalhas, nomeadamente a Irlanda, a Bulgária e a Letónia. Nesta altura apenas Áustria, Luxemburgo e Malta não o conseguiram.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"A Bola" garante que Witsel está de saída

Já tinha aqui falado do assunto anteriormente. "A Bola" assegura que Benfica e Real Madrid já acordaram na transferência de Witsel. Como disse na altura, se a palavra de Vieira for mantida e o Real pagar a cláusula de rescisão, então nada poderemos fazer para impedir a saída. No entanto, teria que se garantir rapidamente um substituto de qualidade e provas dadas, pois Witsel foi fundamental no ano passado para o equilíbrio do meio campo - não podemos voltar ao sistema de Javi Garcia sozinho naquela zona do terreno. São porém vários "ses" e temos que aguardar para ver. Os desportivos têm, durante esta silly season, brindado os seus leitores com muitas "notícias" de proveniência duvidosa e intuitos mal disfarçados, desde os elogios desmedidos ao Sporting, que estaria a construir um plantel temível..., até às milionárias propostas por Hulk, que nunca se confirmaram. Enfim, há que escrever alguma coisa.
Até eu já estou a cair nisso...

Ao dia 12 chega a primeira medalha

Finalmente, a quatro dias do fim, Portugal vence a primeira medalha, de forma surpreendente. É a primeira medalha dos Jogos Olímpicos de Londres e a primeira de sempre da canoagem portuguesa. Os autores da proeza foram Fernando Pimenta e Emanuel Silva. Os portugueses conquistaram a prata, terminando a prova atrás dos hungaros e à frente dos alemães.
Mais cedo eu tivese escrito a criticar a nossa prestação em Londres e mais depressa teríamos ganho medalhas.
Está de parabéns a nossa canoagem que  esteve também esta manhã na final feminina de K4 500 m, tendo as nossas canoistas alcançado o 6º lugar e participará ainda numa terceira final, de K2 500 m também em senhoras (Joana Vasconcelos e Beatriz Gomes) amanhã, dia 9, às 10.35h.

Londres 2012 - Brasil na final de futebol como esperado

O Brasil está na final, como seria de esperar, com mais uma "chapa" 3, mas o futebol continua, a meu ver, a dar um mau exemplo e uma má imagem de si próprio no palco máximo do desporto que são os Jogos Olímpicos.
Se o futebol feminino tem sido uma agradável surpresa, já o masculino tem desiludido pela pouca competitividade e pouco emotividade exibida, algumas escaramuças desnecessárias e ainda pelos persistentes casos. Por exemplo, como é possível que o árbitro não tenha visto um penalty flagrante contra o Brasil no início da segunda parte?

Sinceramente, não vejo noutras modalidades uma proliferação tão grande de casos e decisões patéticas dos árbitros.

Naturalmente que acredito que o Brasil é de longe a melhor seleção e que acabaria por vencer. Mas, até por isso, para quê manchar a sua vitória com um caso destes? O penalty foi por demais evidente para todos... excepto quem o devia ter visto. Os árbitros de futebol estão a destruir o desporto.

De resto esperamos ainda pelo melhor Neymar e Hulk... tem correspondido ao que eu dele esperava. Um jogador super protegido no campeonato português, o "super herói" apaga-se sempre nos palcos internacionais. Hulk é um bom jogador mas não é excepcional.

Daí eu assistir com ironia à novela em torno da sua contratação, que o Porto tanto tenta promover para realizar as verbas de que necessita urgentemente. Todos os dias saiem notícias de "interessados" mas a verdade é que em Inglaterra (onde ainda existe alguma capacidade financeira) ninguém parece especialmente ansioso por contratar o brasileiro. Certamente que os treinadores ingleses vêm o mesmo que eu: um jogador com capacidade física acima da média mas muito, mesmo muito sobrevalorizado. Hulk acaba por ser o reflexo mais visível da falta de verdade desportiva portuguesa - e está a ser penalizado por isso.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Participação Portuguesa nos Jogos Olímpicos - decepcionante

A 5 dias do fim dos Jogos Olímpicos, Portugal continua com zero medalhas e prestações modestas, quando não decepcionantes.
O cenário só não é completamente desolador porque temos o remo, onde já estivemos presentes numa final, o double skull, e a canoagem em que estaremos amanhã, quarta-feira dia 8, em mais duas: k2 1000 m masculinos às 10.16h e k4 500 m femininos às 10.44h. Jessica Augusto teve uma participação honrosa na maratona feminina e Clarisse Santos, uma amadora, alcançou um feito enorme ao estar presente na final dos 3.000 m obstáculos. Temos ainda uma cavaleira na final de saltos e um cavaleiro na final de ensino individual, em hipismo.
Para avaliar os resultados de Portugal é preciso perceber que há neste momento 70 países medalhados e que desde 92 que não voltamos dos Jogos Olímpicos sem conquistar medalhas. Que dos países da União Europeia, para além de nós, apenas os seguintes não conquistaram ainda medalhas: Áustria (8,3 milhões de habitantes), Luxemburgo (500.000), Irlanda (4,5 milhões), Bulgária (7,7 milhões), Letónia (2,3 milhões) e Malta (400.000).

Todos os outros países da União Europeia, incluindo a Lituânia (3,3 milhões de habitantes), Chipre (800.000), Estónia (1,3 milhões), Eslovénia (2 milhões), Eslováquia (5,4 milhões), conquistaram já no mínimo uma medalha.

Países de dimensão semelhante à nossa (10,6 milhões) conquistaram até ao momento:

Bélgica (10,7milhões) - 3 medalhas
Hungria (10 milhões) - 8 medalhas
República Checa (10,5 milhões) - 5 medalhas
Suécia (9,2 milhões) - 6 medalhas.

A Holanda (menos de metade do tamanho de Portugal, com uma população de 16,4 milhões), tem "apenas" 13 medalhas. A Espanha, que tem estado menos bem, tem ainda assim 6 medalhas e antevê-se que venha a conquistar mais.

Estes são os dados, objetivos e comparativos, da nossa participação. A avaliação só pode ser uma: um fracasso que só não é completo em virtude do remo e, talvez, da equitação.

O que pode explicar estes resultados embaraçosos?

Os factores serão certamente múltiplos mas para explicar tantos maus resultados alguma coisa estará a ser mal feita.

Façamos o exercício ao contrário: porque estão os resultados do remo e da canoagem (modalidades em que não temos tradição) a ser tão positivos em contraponto à triste prestação da vela?

Penso que a resposta é a mesma que noutros domínios da vida explica o sucesso: muito trabalho e organização. Sem planeamento, sem continuidade, sem saber o que se está a fazer é impossível vencer nestes patamares. Depois há o trabalho e as aptidões físicas.

E é tudo isto que está a faltar no desporto em Portugal.

Certamente não somos dos povos fisicamente mais aptos do planeta. É evidente que não temos velocistas, como dificilmente temos atletas ou ginastas que possam competir ao mais alto nível. Os nossos melhores atletas, como Naide Gomes e Nélson Évora são a excepção mas se olharmos para modalidades como o lançamento do peso, do martelo ou do dardo, apenas conseguimos pensar em Marco Fortes que é um atleta apenas médio a nível internacional. A nível da ginástica então não temos nenhum nome de relevo.

Não podemos competir com os melhores (americanos, chineses e franceses) na natação. Não temos representantes no boxe, na luta livre ou no levantamento de peso. No judo, que combina técnica e vontade com força e atleticismo, conseguimos nos últimos anos bons resultados, nas categorias mais leves.

Em suma, não somos os melhores atletas, nem o mais forte dos povos, é preciso admiti-lo. Isso não quer porém dizer que sejamos os piores ou que não possamos nunca ganhar.

Uma das razões pelas quais não somos grandes atletas é a ausência de uma cultura de desporto em Portugal. O desporto promove o desenvolvimento das aptidões físicas, ao passo que a inércia o seu definhamento. Em Portugal o desporto escolar é pouco menos do que uma anedota, especialmente quando comparado com os países desenvolvidos, nos quais existem equipas das escolas e universidades que disputam campeonatos entre si nas mais diversas modalidades.

A ausência de cultura desportiva também se reflecte na pouca adesão do público ao desporto que não o futebol. O que faz com que as modalidades, sobretudo as não colectivas, se desenvolvam quase na clandestinidade, sem apoios nem visibilidade. O que mata a alta competição.

As multidões que enchem os estádios ingleses para ver Usain Bolt, a canoagem ou a maratona transformar-se-iam em Portugal nalgumas centenas ou poucos milhares de espectadores. O português tem pouca cultura de ar livre, prefere ficar em casa a ver televisão. Tudo isto se reflete na nossa prestação nos olímpicos, pois os nossos atletas emanam do nosso país e não de uma esfera celestial.

Outro factor que se reflete nos nossos resultados internacionais é o estado geral de falsificação do desporto competitivo em Portugal. Enquanto não houver uma limpeza geral dos orgãos dirigentes do desporto português (que do futebol se transmite à generalidade das modalidades), que só acontecerá com uma intervenção do governo e das autoridades judiciais, dificilmente o desporto será limpo e são. Sem isso não há verdadeira competitividade nem verdadeiros campeões, apenas espertos que manobram o sistema em benefício próprio e para ilusão de muitos.

Por fim, tendo consciência das limitações do país, inclusivé financeiras, as autoridades deveriam provavelmente concentrar esforços nalgumas modalidades, nas quais temos mais possibilidades de vencer. A vela é um exemplo lamentável. Com costa, vento e uma tradição de séculos acabamos a fazer tristes figuras, a desprestigiar o país. Não estão em causa os atletas, que darão o seu melhor mas está certamente em causa a Federação da modalidade (uma coutada de alguns) e uma falta de aposta do governo e privados na modalidade. Também no meio fundo e no fundo temos tido grandes atletas e a aposta tem que ser renovada. No judo os maus resultados não devem levar ao desinvestimento mas antes a uma nova aposta. É um desporto e uma arte que tem tradição em Portugal e que, ao contrário de outros ditos desportos de combate, não promove a violência mas sim a disciplina, o respeito por si próprio e pelo adversário. O futebol deveria também estar nos jogos e se isso não acontece, a responsabilidade é da federação, dos clubes e dos dirigentes que não apostam devidamente na formação e no jovem jogador português.

É precisa uma reflexão de fundo. Aqui ficam algumas ideias.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Londres 2012 - contagem de medalhas. China volta a liderar.

China e EUa continuam uma disputa ombro a ombro, medalha a medalha, parecendo quase impossível como, entre tantas competições em disputa, podem estar a todo o momento separados por apenas uma medalha. No entanto é exactamente isso que tem acontecido quase desde o início dos Jogos.
Neste momento a China lidera com 61 medalhas, 30 de ouro, contra 60 dos EUA, 28 das quais de ouro.

Este foi entretanto um fim-de-semana absolutamente memorável para a Grã Bretanha. Só no sábado foram 6 as medalhas de ouro conquistadas! Desde o ténis, com Murray a cilindrar inesperadamente Federer, ao ciclismo e ao atletismo, a equipa olímpica da Grã Bretanha deixou em delírio os súbditos da rainha. De 8 medalhas que tinha a 1 de Agosto, a Grã-Bretanha passou, em apenas 5 dias, para 38 medalhas (16 de ouro)! Está isolada no terceiro lugar na contagem de medalhas, tendo ultrapassado a Coreia do Sul.

Destaque ainda para o Cazaquistão que leva 6 medalhas, todas de ouro e que assim aparece em 7º lugar das contagens oficiais, à frente da Alemanha e da Rússia, que têm menos medalhas de ouro, embora tenham no total conquistado já 22 e 35 respetivamente.

A Portugal restam ainda algumas possibilidades de conquistar medalhas, feito que vários pequenos países já alcançaram.