sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

12ª jornada e o novo ciclo de muitos jogos que se inicia

É já amanhã que o Benfica volta a jogar para o Campeonato, desta vez com o Marítimo em casa.

São mais 3 pontos que é necessário garantir. Depois disso jogaremos com o Estoril fora e depois com o Porto na Luz.

Não pode portanto haver distrações nem facilitismos por estes dias. É um facto que o Marítimo não tem estado ao nível da última época mas muitos dos jogadores e o próprio treinador são os mesmos, pelo que é necessário o Benfica estar concentrado e jogar bem para vencer.

Se eu estivesse na posição de JJ procederia a pelo menos uma alteração nas faixas para dar tempo a Nolito ou Gaitan que nas últimas vezes que actuaram estiveram a meu ver muito bem. Por outro lado, John e Sálvio têm tido uma carga física muito forte e pelo menos um deles poderia descansar.

Pelo que se sabe, Luisão, Aimar e Carlos Martins continuam de fora, ao passo que Enzo deverá estar pronto para regressar. Veremos se joga de início - "A Bola" diz que André Gomes vai ser titular.

Lima também precisará de algum descando pois tem feito exibições impressionantes sobretudo pelo que corre e trabalha para a equipa. Não poderá deixar de ter algum desgaste.

Mas vem aí também a Taça da Liga e, finalmente, a Taça de Portugal. O jogo com o Marítimo é o último do Campeonato em 2012 após o que se inicia a Taça da Liga. Pode ver aqui o calendário de todo os jogos em Dezembro.

A Taça da Liga será uma oportunidade de rodar jogadores, o próprio Jorge Jesus já o disse, nomeadamente da equipa B. Será porém igualmente uma oportunidade para dar mais tempo e ritmo aos que têm sido preteridos, como Miguel Vítor, os referidos Nolito e Gaitan e também Luisinho. Caso entretanto recuperem, esta competição poderia também permitiar a Aimar e Carlos Martins recuperarem ritmo de competição. Jogamos a 19 e a 30 de Dezembro.

A recepção ao Aves para a Taça de Portugal é logo três dias depois, quarta-feira dia 2 de Janeiro. E depois disso iremos ao Estoril logo dia 6, de novo para o Campeonato. Três dias depois (dia 9 de Janeiro) jogaremos de novo para a Taça da Liga, com a Académica em casa e para Domingo, dia 13, está agendado o Benfica-Porto. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Domingos Amaral sacrifica a verdade desportiva à sua vaidade

Há coisas estranhas - ou talvez não.

Numa altura em que finalmente se começam a ouvir vozes independentes (não só já de benfiquistas) a dizer com clareza que o Porto continua a ser constantemente beneficiado pelos árbitros; numa altura em que começa a ser patente o nervosismo da estrutura portista e o esgotamento, por exaustão, da sua propaganda, surge um "benfiquista" a publicar um livro espantoso. Um livro que diz que vai revelar "porque é que" o Porto "é campeão" e o Benfica "só ganha Taças da Liga". A revelação não tarda: o Porto paga mais salários.

É mesmo isto. É tão primário e simplista quanto isto.

A tese é por si mesma absurda. Evidentemente que não é por pagar mais ou menos que a essência da qualidade de um jogador se altera. O que o autor quererá dizer é que quem pode pagar mais tem melhores jogadores e quem tem melhores jogadores ganha.

Mas isto não é necessariamente verdade.

Em 1996-97 o Barcelona de Robson (que tinha tinha Figo, Ronaldo, Stoichkov, Giovanni, De la Pena, Guardiola, Luis Henrique, Nadal, Fernando Couto, Baía, etc, etc) ganhou tudo - menos o campeonato.

O Real Madrid dos "galácticos" esteve 3 anos sem ganhar qualquer troféu (e na altura ainda não existia Messi) e ainda por cima foi várias vezes goleado. 

O Chelsea de Abrahmovic constantemente investiu milhões e milhões em estrelas e até Mourinho não conseguiu ser campeão (e depois dele só por uma vez, com Ancelotti). Por outro lado, Mourinho foi campeão em Itália sem ter, de perto nem de longe, os melhores jogadores.

Os exemplos podem ser multiplicados.

Mesmo que a tese fosse verdadeira, dado que o Benfica é: o clube com mais sócios, com maior receita de quotização, com mais adeptos, com o maior Estádio em Portugal e com mais assistências nos seus jogos o enfoque do livro (se o autor fosse realmente um benfiquista e não alguém que se quer usar do Benfica para fazer fama) deveria ser "como pode o Porto pagar mais do que o Benfica"?

O monopólio da Olivedesportos e a forma como esta beneficia o Porto são aspectos abordados no livro mas que se diluem face a um título daqueles. Título que parece feito para gozar com o Benfica e desvalorizar a Taça da Liga - algo que naturalmente agrada aos portistas mas que se estranha muito que algum benfiquista possa sequer aceitar quanto mais promover.

Aliás muito haveria a dizer do rigor desta publicação, mesmo nos seus pressupostos. Domingos Amaral, pelo que me foi dado a perceber, fez uma pesquisa leviana e de um grau de superficialidade quase incrível. Limitou-se a ir aos Relatórios e Contas dos clubes sem verdadeiramente trabalhar e analisar os dados, chegando ao ponto de nem sequer contabilizar devidamente salários e prémios de jogo.

O livro presta um serviço aos argumentos do sistema e um pretexto para nada mudar: afinal está tudo bem, o que o Benfica precisa é de gastar mais. E o Sporting também, provavelmente. Notável. Por isso foi ver na segunda-feira Guilherme Aguiar a exibir orgulhosamente esta obra prima da literatura futebolística. Pudera! Ele bem sabe como ela lhe poderá servir de alibi para mais uns penalties e umas expulsões. Já nem é preciso argumentar que o árbitro não viu daquele ângulo ou que o jogador estava a proteger-se. Basta acenar com o livro. Lá está declarado, lá está provado: ganha (o campeonato) quem gasta mais. Quem gasta menos ganha a Taça da Liga e provavelmente quem não gasta nada ganha a Taça de Portugal. Lamentável.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Propaganda para acéfalos

O Benfica já fez comunicados com os quais não me identifiquei. E teve no passado recente comportamentos (sobretudo um) que não honram a sua história. Aliás a maioria dos benfiquistas não tem problemas em reconhecê-lo.

Felizmente porém, há muito que não existem comunicados bacocos nem comportamentos menorizantes. As declarações de Vieira sobre Godinho poderão ser excessivas para alguns mas porventura limitam-se a, de forma muito crua e directa, reflectir uma realidade, aliás depois de múltiplas provocações de Godinho.

À parte disso o Benfica tem sido uma voz quase solitária a pugnar por valores que deveriam ser indiscutíveis para todos os agentes desportivos: a luta pela verdade desportiva, a defesa da integridade da competição, da imparcialidade dos árbitros, da justiça dos castigos, da sustentabilidade dos clubes. Não só essa voz tem sido quase solitária como os poderes instalados do futebol se têm multiplicado em tentativas para a silenciar.

O presente status quo interessa só a um, embora exista outro que, apesar de estar praticamente na falência (desportiva e financeira), continuar a julgar que dele pode beneficiar.

Ora esse clube do Porto que, em grande parte graças a estes factores, tem ganho quase tudo a nível nacional, vê-se obrigado (para evitar que mude seja o que for), a permanentemente lançar acções de autêntica propaganda, não se detendo perante nenhuns princípios morais e não hesitando em recorrer à distorção dos factos ou a flagrantes mentiras. É uma estratégia que já cansa de tão velha mas que alguns (felizmente cada vez menos) não se cansam de engolir ou até mesmo (espantem-se os ingénuos) de elogiar.

Os adeptos do clube do Porto lançam pedras (até sacos de pedras) a carros, bolas de golfe e galinhas para o relvado? Nada se passa porque os órgãos de comunicação, não deixando de reportar os factos (não o podiam porque as imagens eram flagrantes) não assumem porém uma postura muito crítica e os órgãos de disciplina lidam com o caso como se fosse igual a qualquer outra situação de "comportamento incorrecto dos adeptos". Da justiça da República então nem vale a pena falar.

Jornalistas são agredidos verbal e fisicamente por Pinto da Costa e capangas? Um ou outro diz que é "lamentável" e anda-se para a frente.

Morre um adepto atropelado em fuga (se é que foi mesmo assim e não ainda pior) das claques do Porto? Nada se pode dizer, pois nada foi "provado", estando as circunstâncias ainda "por apurar". Aliás é uma "vergonha" criticar-se o Porto por esse facto quando "tão pouco se sabe". Não se sabe nem nunca se saberá... A família da vítima é que já não tem a mesma sorte.

Infelizmente várias vezes aqui alertei para os perigos do que se estava criando no Porto, sugerindo que mais dia menos dia alguém morreria. Agora já morreu mas pelos vistos tudo continua como se nada se passasse...

Em termos de arbitragem é o que é: semana após semana a equipa do Porto beneficia de "erros" grosseiros de arbitragem, ao passo que o Benfica é, em contrapartida, prejudicado por "erros" ou até invenções xistrenses e ... Rui Gomes da Silva é castigado 11 meses por alertar para uma DENÚNCIA CONCRETA.

E atenção - espere-se até ao Benfica ser beneficiado por alguma decisão arbitral (também há-de acontecer um dia). A partir daí tudo ficará justificado. Todos os "pecados" estarão lavados e uma nova série de penalties, expulsões, foras de jogo bem ou mal assinalados conforme as cores, estarão automaticamente garantidos e à partida justificados.

E no fim da época lá virão os comentadores explicar aos ignaros como "os erros se equilibram no fim", como "o melhor acaba por vencer", o balanço acaba por ser "igual para todos".

Os corruptos protegem-se uns aos outros e infelizmente há muitos corruptos no futebol. Depois há toda uma série de gente que, não sendo criminalmente corrupta, se deixa corromper moralmente. São aqueles que devem ou esperam favores, aqueles que se curvam reverencialmente perante o poder e a autoridade do "papa". Ou aqueles que pura e simplesmente têm medo dele - e são muitos.

Pinto da Costa, o maior de todos os corruptos do futebol português (não sou eu que o digo são as nauseantes escutas), é glorificado pela Comunicação Social pela sua "gestão", pelo seu "rigor" e (isto é o que eles mais gostam) pela sua "fina ironia".

Claro que o corrupto, aquele que acredita que vale tudo para avançar os seus interesses, é por natureza um cínico. Essa é mesmo a definição de cínico. E entre a ironia e o cinismo há uma linha ténue. Alguém que só fala por "ironia", fina ou grossa, é alguém que tem pouco gosto pela verdade tal qual ela é e prefere esconder-se atrás das insinuações e chistes.

Vem isto a propósito, claro está, das últimas "finuras" de Pinto da Costa - mas não só. Vem também a propósito de declarações de um Rudolfo Moura e do treinador Vitor Pereira.

Comecemos pelo "papa" e pela sua pífia resposta. Depois de Vieira falar, aí sim com algum humor , falando de "uma equipa em que aparece um segundo guarda-redes" (é-lhes permitido jogar agora já não apenas com uma mas com as duas mãos dentro da área), veio Pinto dizer que até gostaria que as regras mudassem e que "com dois guarda-redes o Porto seria imbatível".

POIS...

Como essa situação (de um jogador jogar com as mãos dentro da área) realmente se verificou e ficou impune, Pinto assume que o Porto é até agora imbatível para o campeonato porque tem feito batota. É simples e deduz-se dos factos e das palavras. Devemos assim agradecer a Pinto por ter implicitamente reconhecido o que aqui eu já disse.

Por outro lado, Pinto mostrou que é um batoteiro que ainda por cima acha graça à batota. Embora isso já não surpreenda, não deixa de ser estranho é que mais aí veja humor. Que mais alguém, que não os mais fanáticos portistas e seu séquito de aduladores, ache que isto é, sequer, "ironia". Isto é só uma coisa: rir-se da verdade desportiva.

Mas o medo do Porto de perder o poder que detém sobre a arbitragem é tão evidente que vários dos seus assalariados já vieram a terreiro expressá-lo. Repare-se que o Porto não tem medo de ser prejudicado pela arbitragem. O PORTO TEM MEDO DE DEIXAR DE SER BENEFICIADO.

Isso é tão facilmente verificável quanto Lucho se queixar da arbitragem no fim de um jogo em que foi perdoado um penalty contra a sua equipa. Porquê? Porque noutra decisão o árbitro expulsou um jogador do Porto. Para Lucho o árbitro deveria beneficiar o seu clube não apenas no penalty mas no resto do jogo.

Ao Porto não incomoda ganhar sem merecimento, por favores arbitrais. NEM SEQUER SE IMPORTAM QUE TODO O PAÍS VEJA DE FORMA CLARA QUE O PORTO È SISTEMATICAMENTE BENEFICIADO PELAS ARBITRAGENS. Isso não lhes interessa. OS OUTROS SÃO TODOS "MOUROS". POR ISSO PINTO ATÉ SE DÁ AO LUXO DE RIR E GOZAR.

O QUE PREOCUPA O PORTO É O STATUS QUO PODER MUDAR. É O PORTO DEIXAR DE PODER CONTAR COM AJUDAS, COM "ERROS" - O PENALTY MAIS QUE FORÇADO A SEU FAVOR, O PENALTY CONTRA PERDOADO, A EXPULSÃO DE UM ADVERSÁRIO QUANDO O JOGO ESTÁ DIFÍCIL.

PORQUE NESSA ALTURA O PORTO VENCERÁ NOS JOGOS EM QUE O MERECER (E NÃO DUVIDO QUE VENÇA MUITAS VEZES) MAS PERDERÁ QUANDO OS OUTROS FOREM MELHORES.

ORA O PORTO QUER GANHAR SEMPRE, DE QUALQUER MANEIRA, O QUE SÓ ESTÁ GARANTIDO QUANDO SE TEM NA MÃO OS ÁRBITROS E OS PODERES DE JUSTIÇA.

Por isso a campanha começou. Por isso Vitor Pereira veio mentir descaradamente. Por isso Rudolfo Reis, de quem para além destas declarações pouco se sabe do que tem feito nos últimos anos, veio dizer que "Vieira já está a preparar os árbitros". Ele deve saber do que fala, pois ao contrário de Vieira, têm-nos "preparado" e "cozinhado" muito bem. E a sua preocupação é só uma: que eles não deixem de estar preparados.

A premissa básica da propaganda é esta: nunca subestimar o grau de estupidez do destinatário da mensagem. O Porto tem-na aplicado até à exaustão. Veremos até que ponto alguns insistirão em engolir tanta patranha.

Mas mal-amado por quem?

Cada vez que Cardozo joga bem e marca golos (e são muitas vezes, felizmente) lá vem a ladainha de que "há muitos adeptos benfiquistas que não gostam dele", que "não é consensual", que "existe entre Cardozo e os adeptos uma relação de amor-ódio",  que é mal-amado.

É impressionante como tudo o que possa ser negativo no Benfica é empolado à exaustão ao passo que noutro clube nem mesmo os acontecimentos mais graves, nem mesmo tiros e mortes sejam suficientes para motivar críticas ou sequer perguntas.

E assim lá tivemos que ouvir, depois do hat-trick em Alvalade a história do "mal-amado". O próprio jogador, na flash-interview (que expressão pomposa), em vez de ser questionado sobre o grande jogo que acabava de fazer teve que ouvir perguntas sobre a sua suposta impopularidade entre alguns adeptos.

Mas eu pergunto: quais? Quantos?

Cardozo teve e tem, como todos os jogadores, alguns jogos menos bons. Houve um determinado período em que foi um pouco menos produtivo e em que recebeu alguns assobios, tendo reagido de forma menos feliz com um dedo esticado à frente da boca. Foi esse evento, perfeitamente circunscrito e totalmente resolvido em jogos posteriores que serve para, há mais de ano, quase dois, alimentar esta ladainha.

Mas há algum jogador que não tenha em dado momento da sua carreira sofrido críticas? Hulk, o tal que era incrível e excepcional e valia 100 milhões, foi assobiado VÁRIAS vezes pelos seus adeptos.

Mas porquê esta fixação em Cardozo? Claro que a pergunta é retórica, porque já sabemos qual a resposta. Tudo serve para tentar criar polémicas, para desestabilizar e para tentar apoucar o Benfica. Só me espanta que alguns benfiquistas ainda embarquem nesta conversa.

Cardozo é, felizmente como vários outros jogadores do Benfica, um atleta de qualidade muito acima da média, de enorme valor e até de grande dedicação e paixão pelo Benfica. Tem certamente as suas carências, ou então estaria quase ao nível de Ronaldo ou Messi. Se à capacidade concretizadora acrescentasse uma mobilidade extraordinária e uma capacidade técnica ainda maior, não tenho dúvidas que estaria entre os melhores do mundo. Assim está entre os melhores de Portugal e os melhores do Benfica.

Um jogador que ao longo dos anos nos tem dado inúmeras alegrias e títulos e que trouxe de volta ao Benfica o instinto goleador e a capacidade de concretização que há muito nos faltavam. Há muitos, mas mesmo muitos anos, que o Benfica não tinha um goleador desta qualidade.

O resto nem sequer chega a ser conversa.

Vieira - politicamente incorrecto, cruamente verdadeiro

A atitude da actual direção do Sporting para com o Benfica tem sido deplorável.

Uma direção tão incompetente como a de Godinho Lopes, que mais não tem feito senão afundar o Sporting a um ponto que começa a parecer de não-retorno, deveria abster-se de arranjar ainda mais inimigos.

No entanto, na linha de imitação da mentalidade de um certo clube regionalista, pensaram os dirigentes do Sporting que atacando o Benfica a despropósito ganhavam motivação e arregimentavam as suas tropas. Enganaram-se - nem a mentalidade tacanha de gente corrupta podia servir a um clube lisboeta e de vocação nacional. Mas também dificilmente tal estratégia resultaria quando os pressupostos dos ataques são tão mesquinhos.

O ano passado foi a história da "jaula" que alimentou todo o anti-benfiquismo primário durante semanas e que quis criar um factor extra-futebol para nos atacar. Não contentes, no fim do jogo, vieram ainda queixar-se de "condições pré-históricas", enquanto que seus adeptos criminosos ateavam fogo ao nosso Estádio.

Ainda não contentes, tiveram a ousadia de dizer que "não se reviam" naqueles acontecimentos, evitando cuidadosamente a condenação dos mesmos, e a falta de hombridade de nunca ter pedido desculpa pelos lamentáveis incidentes. Continuam aliás sem pagar os estragos, o que denota uma atitude de caloteiro.

A isto veio-se seguir a rábula patética de "exigir" o adiamento de um jogo e de hostilizar o Benfica apenas porque choveu em Lisboa na quinta-feira. Mas que culpa tem o Benfica do jogo com o Videoton (aliás completamente a feijões) ter sido adiado? A atitude arrogante, prepotente, de desrespeito para com o Benfica vinha afinal a propósito de quê? Mas nós temos alguma culpa da má gestão do Sporting?

Como é evidente, o Benfica - que até poderia ter ponderado adiar o jogo se para tal tivesse sido civilizadamente abordado - não aceitou dictats. Ainda por cima mascarados de respeito pelos regulamentos que de forma nenhuma a tal obrigavam. Godinho Lopes diz que mandou um SMS a Vieira e que a sua advogada ligou para o advogado do Benfica...

Mas é assim que se tratam os assuntos para aqueles lados? Ainda por cima com o historial acima descrito? Advogados? SMS?

A avaliar pelo tom da entrevista de Godinho Lopes ao "Record", ainda a agravar mais Luis Filipe Vieira ("não é pessoa com quem tenha prazer em falar", "liguei à tarde porque de manhã ainda seria mais desagradável" - o que é isto??), esse SMS deve ter sido de uma enorme cordialidade e simpatia. E como se não bastasse ainda vem dizer que "Vieira teve medo". Medo de quê? De Godinho?

Face a isto e talvez a outras coisas que nós não sabemos, Vieira respondeu como tinha que responder: "só dou confiança a quem quero". Nem mais.

Alguns ficaram muito incomodados por Vieira ter acrescentado depois que no Benfica "tivemos um aldrabão durante 3 anos", sugerindo que tal se poderia estar a passar no Sporting.

Vieira é assim. Rangel ouviu das boas durante a campanha. Mas colocou-se a jeito... Tal como Godinho. Se calhar as pessoas que estão tão incomodadas deviam era estar preocupados com o que anda Godinho a fazer no Sporting. É que aquilo está muito mal. E quem deveria estar mais preocupado são antes de mais ninguém os sportinguistas. Se calhar deviam estar agradecidos a Vieira. Ele avisou...


ADENDA: Segundo o "Correio da Manhã", Macaco, o líder da claque do Porto não apenas esteve em Alvalade como teve mesmo direito a ser recebido pelo "diretor de segurança" e entrar pela porta VIP, enquanto outros espectadores aguardavam ainda a abertura das portas. O Sporting atinge um novo patamar de baixeza.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Hat-trick resolve - adeptos de parabéns

Arrancada para o título

Este campeonato começou por ter uma história muito negra, ao nível do que de pior vem acontecendo em Portugal de há 30 anos para cá.

A "geração dos quinhentinhos" como o próprio Presidente dos árbitros, Vitor Pereira, agora admite que existiu, pode já não estar no activo mas a geração dos Proenças e Xistras durante as primeiras jornadas tudo fez para nos abater animicamente.

Não conseguiram! E o Benfica não se calou: pelo contrário, denunciou com todas as suas forças a vergonha que muitos árbitros e observadores continuam fazendo. O que se passou em Coimbra ultrapassou os limites da decência: um jogo que o Benfica deveria ter vencido tranquilamente foi completamente falsificado pelo árbitro com dois penalties que seriam para rir se acontecessem nas distritais ou em qualquer campeonato das arábias.

Pensavam, na tal torre onde acontecem coisas estranhas, que com isso nos abatiam, nos derrotavam. Não conseguiram. O Benfica continua focado no seu trabalho e com enorme competência a conseguir os seus resultados.

E assim continuam os mesmos de sempre (os Olegários, os Xistras, os Capelas e outros), semana após semana a ter que fazer vista grossa a penalties claros e a ter que assinalar foras-de-jogo inexistentes quando joga a equipa dos dois guarda-redes. Mas isto só para nos acompanhar e não, como no passado, para a equipa dos dois guarda-redes ganhar avanços de 5, 10 e 15 pontos.

Ontem o Benfica venceu o jogo teoricamente mais difícil até ao fim do ano e certamente um dos mais difíceis do campeonato. E venceu bem, apesar de ter tido um longo período durante a primeira parte (entre os 9 minutos e os 35) e um pequeno na segunda (até ao golo do empate) em que jogou muito mal e podia ter comprometido tudo. Nesse período deu demasiadas facilidades, alguns jogadores fugiram um pouco ao choque e aconteceu precisamente a tal sobranceria contra a qual eu adverti antes do jogo. Só um Benfica ao melhor nível poderia vencer e foi esse que, tal como Cardozo, apareceram na segunda parte.
Felizmente não fomos demasiadamente penalizados pelas falhas (já na segunda parte o Sporting teve três oportunidades claras de golo) e um hat-trick de Cardozo deu a volta a um jogo que esteve difícil, mas cuja vitória acaba por ser justa e até natural.

O Benfica está de facto hoje num patamar de qualidade bastante alto e a nível nacional será difícil de parar. Importa nunca ser complacente, pois há gente que está sempre à espreita na esquina, escondida na sombra, para nos prejudicar. Importa abordar todos os jogos com a mesma exigência e rigor.

Ontem, o Benfica esteve bem no seu jogo atacante, criando uma série de oportunidades e boas jogadas. Lembro-me assim, de repente, de pelo menos duas oportunidades claras na primeira parte e mais três na segunda, para além dos golos.

Mas na defesa não esteve tão bem. Jardel desta vez não esteve ao seu melhor nível, tendo sido batido em velocidade pelo menos duas vezes e outras tantas em antecipação. Por outro lado, o remate ao poste de Insua (uma das tais três oportunidades do Sporting) acontece porque todo o nosso meio campo defensivo lhe abre um corredor, quase uma passadeira. Isto já aconteceu em vários jogos do Benfica e deve ser revisto.

Mas, feitas estas ressalvas, o Benfica na segunda parte jogou muito bem, teve períodos excepcionais em que verdadeiramente dominou por completo o seu adversário e soube ter a tranquilidade para chegar aos golos e à vitória. Tal como Cardozo teve a necessária frieza para concretizar daquela forma tão segura o penalty. A partir daí a vitória estava assegurada. Era uma questão de números.

Há que dar agora continuidade a esta vitória, para ela possa constituir uma verdadeira arrancada para o título de Campeão que merecemos o ano passado e devemos fazer por conquistar este.

Uma palavra também para os adeptos que estiveram excelentes, apoiando a equipa mesmo quando ela estava a perder e dando-lhe muita força para a reviravolta. Há que continuar assim.

Uma nota final acerca do hat-trick: para mim Cardozo fez três golos. O primeiro até pode ter sido um autogolo. Mas para mim foi Cardozo que o marcou.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Respeito e competência

Preparando-me para entrar em estágio queria apenas desejar à nossa equipa toda sorte que lhe tem faltado ultimamente e exigir-lhe, como sócio e adepto de todas as horas, máxima concentração e raça para logo à noite. Respeito pelo adversário e competência do nosso futebol é o que precisamos. Se assim fôr, podemos criar as condições para ganhar, como todos desejamos e acreditamos que venha a acontecer. Mas só assim.

Sem medo, mas com respeito pelo adversário. A arrogância e a soberba podem ser apanágio de outros mas não do Sport Lisboa e Benfica. Joguemos sem subestimar o adversário mas com toda a confiança em nós mesmos. Venha de lá uma exibição À BENFICA!

Recortes de imprensa

Em dia de derby e para ir enganando o nervoso miúdinho, vamos a alguns recortes de imprensa, sobretudo de hoje mas não só.

Em primeiro lugar, destaque para uma belíssima crónica de Maria João Avilez n' "A Bola" - O Benfica ganha sempre. Conta histórias de vitórias celebradas em Alvalade, com os adeptos da casa a insultarem-na e a tentarem agredi-la. Termina com um "Viva o Benfica!". Grande Maria João Avilez, merece estar no topo.

Em matéria de visitas ao estádio do adversário e em puro contraste, surge Rui Moreira.

Na sua crónica no "Record", José António Saraiva descreve, a propósito da  morte do adepto do Braga (silenciada por quase todos), uma ocasião em que foi com os seus filhos ao Porto.

Vale a pena transcrever:

"Morte em Braga

O Braga-Porto foi marcado por um lamentável acontecimento: um atropelamento numa via rápida nas imediações do estádio, de que resultou um morto. Segundo alguns testemunhos, a vítima fugiria de adeptos do Porto. Não sei se é verdade.

 O que posso testemunhar é uma viagem que fiz há anos ao Porto com a família para assistir a um FC Porto-Benfica. Os meus filhos eram pequenos e, ao contrário do pai, fervorosos adeptos do Benfica, levando cachecóis ao pescoço. Logo à saída da estação percebemos que o ambiente era hostil, e aconselhei os rapazes a esconderem os cachecóis.

Mas o pior aconteceu no fim do jogo, à saída do estádio. O Porto não tinha ganho, e os seus adeptos queriam dar largas ao descontentamento. Nas ruas criou-se um ambiente de autêntica batalha campal. De caça ao homem. Os adeptos do Benfica, mesmo de bandeiras enroladas e cachecóis debaixo dos casacos, eram perseguidos e agredidos. Havia gritos e correrias em todos os sentidos. A dada altura o ambiente era tão assustador que peguei nos meus filhos e meti-me com eles num café, fazendo votos para que adeptos do Porto não entrassem por ali dentro à procura de “mouros”. Estivemos ali cerca de uma hora, aguardando que o ambiente na rua acalmasse. E dali partimos directamente para a estação, como sombras, esperando que ninguém nos identificasse.

Não sei se este indivíduo que morreu atropelado ia a fugir de adeptos do FC Porto. Mas sei uma coisa: pelo que vi naquele dia no Porto, podia muito bem ser que fosse. Aquela gente em fúria era de meter medo. Eu nunca tinha visto nada assim."

Claro que Rui Moreira, o tal que chamou Palermo a Lisboa e que saiu de um programa em directo depois de equiparar a leitura de uma escuta a um "auto de Fé" (ocasião em que a Inquisição queimava pessoas), se sentiu ofendido. Depois de atacar (?) Saraiva, vem ele garantir que em Lisboa acontece igual ou pior.

Pois bem, deixo aqui dois testemunhos, duas situações que eu presenciei.

1ª, há muitos anos atrás, não sei precisar quando:

Depois de uma vitória do Porto em Belém (penso que por 1-0 com golo de Gomes) duas ou três mulheres do Porto, enquanto desciam a Avenida Ilha da Madeira, ao lado do Estádio do Restelo(penso que ali já se chama Rua dos Jerónimos), entoavam a seguinte "balada": "E viva o alho e viva o alho e viva o alho, e o Belenenses foi p'ró ...". Umas autênticas senhoras. Não vi ninguém ir ao seu encontro ou persegui-las até ao Tejo. Na Ribeira não imagino o que lhes teria acontecido.

2ª, o ano passado no Estádio da Luz:

Hulk marca golo logo cedo no jogo e no terceiro anel, atrás de mim, na bancada TMN, dos sócios do Benfica, um indivíduo levanta-se aos berros a festejar, e gritando ainda "Hulk, Hulk, Hulk". Isto é tão verdade quanto este blog se chamar Justiça Benfiquista. Ninguém me contou, eu vi. Nada aconteceu a este indivíduo.

No mesmo jogo, na mesma bancada do terceiro anel, na zona interior do Estádio, ao pé dos bares e dos sócios e adeptos do Benfica, estava uma rapariga com um cachecol do Porto. Que eu tenha visto nada lhe aconteceu.

Mas Rui Moreira além de intelectualmente desonesto é de um enorme ridículo. No "Correio da Manhã" de hoje aparece num qualquer encontro de moda numa figura que não se acredita.

Outra "notícia" curiosa é a d' "A Bola" que declara: "Jackson - já são 5 pontos na conta pessoal". Muito bem. E na conta dos árbitros quantos são? E à conta das "defesas" de Alex Sandro? Ficam as perguntas.

O melhor derby, o melhor clássico

Em Portugal não há nenhum outro jogo mais vibrante, interessante e emocionante do que o Sporting-Benfica. É a rivalidade mais autêntica e saudavelmente competitiva do País. Cada clube representa valores e formas de estar muito diferentes. O contraste das cores é acentuado e vibrante. Joga-se em Lisboa, com um clube praticamente a só ter que atravessar a rua para ir ao estádio do adversário, mas é seguido por todo o Mundo, desde a Europa às Américas, de África a Timor. Isto é uma realidade tão verdadeira quanto eu estar neste momento a escrever ou o leitor estar no seu momento a lê-lo.

Em Portugal há 3 clássicos e alguns derbies. Já houve seis clássicos: quando o Belenenses era um dos "grandes". O Braga quer-se imiscuir neste campeonato à parte mas ainda lhe falta qualquer coisa (ganhar títulos por exemplo).
Os clássicos são o Benfica-Sporting, o Sporting-Porto e o Benfica-Porto.
Se pensarmos no pouco interesse e emotividade que o Porto-Sporting gera, percebemos a essência do futebol português: é o Benfica e os outros. E entre os outros, a rivalidade maior é com o Sporting, que é a seguir ao Benfica o clube mais representativo em termos de adeptos. Por isso (e porque o Sporting, para além do caso Pereira Cristóvão, não tinha estado envolvido em corrupção, como o clube do Porto)  s Sporting-Benfica é o grande derby (derby é entre rivais da mesma cidade) e também o grande clássico (jogo entre "grandes"), embora neste capítulo o afastamento do Sporting da luta pelos primeiros lugares tenha vindo a tornar o Benfica-Porto no clássico mais importante do futebol português. Em termos de beleza de um jogo é no entanto o Benfica-Sporting o grande jogo, o mais vibrante, o mais contagiante.
Os jogadores transcendem-se, absorvem a energia que rodeia o relvado e alcançam patamares de grande qualidade.
Em termos de derbies, existem mais: aos derbies de Lisboa, que incluiam o Benfica-Sporting, o Benfica-Belenenses e o Belenenses-Sporting (cenário que espero se venha a verificar novamente já para o ano), juntam-se o derby do Minho, entre Guimarães e Braga, o derby da Madeira, entre Nacional e Marítimo e o derby do Porto, Boavista-Porto, único daquela cidade, agora que o Salgueiros praticamente se extingui e que mesmo assim está "suspenso" pela situação do Boavista (também aqui pode haver novidades face à decisão judicial de regresso do Boavista à Primeira Liga).
De todos estes derbies só um é porém nacional: o Sporting-Benfica. Mais ainda, este derby tem, como talvez nenhum outro no mundo, uma dimensão verdadeiramente mundial, face à diáspora portuguesa espalhada pelo mundo e ao número de adeptos que ambos os clubes têm em África e até na Ásia.

É esta noite, dentro de pouco mais de 8 horas. Joga-se em Lisboa, vê-se em todo o Mundo. Esperamos que o Benfica volte às vitórias e dê uma grande alegria aos milhões de adeptos que estarão a torcer por si.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Uma equipa campeã

Uma equipa campeã ignora todo o ruído e agitação e entra em campo para ganhar.

Uma equipa campeã sabe que tem os seus verdadeiros adeptos incondicionalmente atrás de si e dá tudo por eles.

Uma equipa campeã sabe que a camisola por si só não ganha jogos - mas conhece bem a que enverga e não a deixa nunca ficar mal.

Uma equipa campeã começa a construir-se no balneário, onde a amizade, a solidariedade e a entreajuda são os valores que cimentam as vitórias.

Uma equipa campeã quer sair do campo com o dever cumprido e por isso quando entra sabe bem o que tem que fazer.

Uma equipa campeã durante os 90 minutos nunca desarma, nunca facilita, nunca compromete os seus objectivos.

Uma equipa campeã tem a raça e a fibra benfiquista para abordar cada lance, cada bola disputada e saber finalizar com frieza, como conclusão natural, as oportunidades criadas na área adversária.

Uma equipa campeã sabe o seu valor e impõem-no aos adversários.

Uma equipa campeã vence no campo do adversário.