sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cuidado...

Este não é um post sobre Cardozo.

A alerta é sério.

Aparentemente o clube Porto entrou em parafuso e em estado de quase histeria.
Foram os ataques antes do jogo, durante o jogo (quem viu as imagens de Vitor Pereira aquando da entrada de Maxi percebeu bem o que lhe saiu da boca) e sobretudo depois do jogo. Houve um toque a reunir e a chamar as "tropas". Onde estava Proença?, reclamaram presidente, técnicos e até jogadores. "O grande Benfica é isto", disse o seu treinador, acusando-nos de praticar um pontapé para a frente.

O mais estranho é que o clube do Porto nem perdeu o jogo. Mais, acabou o jogo a colocar defesas nos tempos de desconto e salvou-se a um minuto do fim dos descontos de um penalty que me parece muito evidente sobre Garay e que foi "transformado" em livre contra o Benfica.

Mas o medo está lá e os pedidos de colo não se fizeram esperar, assumindo grandes brados na imprensa. E logo vieram Proença e Vitor Pereira (o dos árbitros) multiplicar-se em explicações.

E os resultados não demoraram a aparecer. Primeiro foi Jorge Sousa em Coimbra - que não teve oportunidade de brilhar, porque os artistas daquela noite foram quem deve ser - os jogadores - que não deixaram margem de intervenção ao árbitro. Eu aliás nem acho Sousa o pior - tem as suas noites de anti-benfiquismo (como no Algarve na noite em Bruno Alves distribuiu pancada por tudo e todos ou em Braga, onde se passou coisa parecida) mas já teve arbitragens em que decidiu a nosso favor (lembro-me de um jogo em Leiria em que teve a coragem de assinalar um penalty - que existiu - sobre Aimar e que nos deu a vitória bem como a expulsão - justa - de Amoreirinha logo no início do jogo em Setúbal, que abriu caminho para uma grande vitória). Ainda assim, não sendo dos piores, é certo que não morre de amores por nós e que se sente muito pressionado para nos prejudicar.

Mas como o Benfica superou sem mácula esta eliminatória, já foi nomeado, agora sim, um dos maiores artistas da nossa praça: João Capela. Este é o tal de um célebre jogo em Olhão. O tal que expulsou Aimar nessa partida e expulsou Cardozo por bater na relva no importantíssimo jogo contra o Sporting do ano passado na Luz.


Será mais uma prova de fogo para os nossos atletas, que não apenas têm que defrontar 11 da equipa adversária como também os que deveriam estar em campo apenas para arbitrar mas que afinal estão a puxar para um dos lados.

Não tenho dúvida de que Capela terá percebido bem o que lhe é pedido, ao ser nomeado para este jogo. De uma "boa" arbitragem, isto é, uma arbitragem que prejudique o Benfica, dependerá uma boa nota e futuros prémios para este árbitro. Eles bem sabem como o sistema funciona.

Não me espantaria que os responsáveis do Moreirense também estivessem alerta para este facto e que os seus jogadores entrassem em campo com uma confiança redobrada por saberem que tinham as costas quentes.

O que depende porém de nós é como entrarão os nossos jogadores. Deixar-se-ão afectar por esta nomeação? Por atitudes provocatórias do árbitro?

A diferença desta época para as anteriores tem que passar muito por aí. A equipa tem que ter a capacidade de transformar ambientes e arbitragens adversas em factores motivacionais extras.

Já começámos a demonstrar essa atitude e estou seguro de que o continuaremos a fazer. Acho que, por uma vez, até deveríamos estar agradecidos ao sistema: é que com a superação destes obstáculos e armadilhas que constantemente nos vão colocando no caminho, cada vez ficamos mais fortes, mais unidos, mais confiantes. Cada vez se tornará mais patente como será muito difícil pararem-nos. Cada vez o desespero do sistema aumentará - e quanto mais isto acontecer mais perto ele ficará de cometer um erro fatal que torne de uma vez por todas visível a todo o País a sua face grotesca.

Continuemos pois a apoiar a nossa equipa e ela continuará certamente a dar-nos muitas alegrias. Não é contra tudo e contra todos, porque nós benfiquistas somos muitos, mas é seguramente contra adversários e contra o sistema.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

À Benfica - atitude e classe em Coimbra

Académica-0 Benfica 4

           Ola John 5', Lima 8' e 27' e Sálvio 71'.


O Benfica teve hoje uma resposta extraordinária em Coimbra depois de um jogo de grande desgaste no Domingo e de quase uma semana de contínuos insultos e provocações.
Foi exactamente a equipa que se pedia: afirmativa, decidida, concentrada no que tinha a fazer e que não perdeu tempo a entrar no jogo.
O Benfica tornou fácil o que era difícil, não deixando espaço para complicações, pondo-se cedo a salvo dos imponderáveis do futebol.
Grande exibição, belíssimos golos e um jogo colectivo ao nível do melhor. Há que aplaudir o que o Benfica fez esta noite, perante um adversário que nos tem dado problemas nas últimas épocas e num estádio onde outros já caíram com estrondo para esta mesma competição.
Lima esteve em grande, assim como Enzo, Sálvio e Ola John. Mas todos os jogadores estiveram num bom plano, demonstrando uma óptima atitude, vontade e raça para continuar o caminho para o Jamor.
A seguir vem o Paços, adversário que teremos também que respeitar e encarar com muita seriedade para ficarmos um passo mais próximos de vencer a Taça, segundo objectivo da época.
Em breve volta também o campeonato, com a terceira ida da época a Moreira de Cónegos. No entretanto saboreemos porém esta gostosa vitória, que tanto merecemos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Armstrong e doping: entrevista é transmitida amanhã

Uma vez que o assunto foi aqui abordado en passant há uns dias, gostava de clarificar a situação de Lance Armstrong.

De acordo com múltiplas fontes na imprensa norte-americana, Armstrong, depois de anos a negá-lo, admitiu a Oprah Winfrey (na tal entrevista que só amanhã será transmitida) ter usado múltiplas drogas para melhorar a sua performance e que normalmente se classificam como doping.

Armstrong terá usado várias formas ilegais de aumentar o seu rendimento desportivo, desde transfusões de sangue, a dosagens de testosterona, cortizona e sangue de vitela...

Afinal, Armstrong era mesmo batoteiro. Cai mais um mito do desporto.

Pareceu-me interessante uma passagem da reportagem da ABC (o link está abaixo):

"those who know Armstrong best say pictures of his face during competition tell you everything - ferocious and focused" (os que conhecem melhor Armstrong dizem que a sua cara durante a competição diz tudo: feroz e focado).

Imprensa assume-se

Longe parecem ir os tempos em que a independência era vista como ideal de toda a imprensa, defendido por todos os cânones, e a marca da sua credibilidade. Longe vão os tempos em que essa independência, o rigor e a isenção da imprensa era apresentados como uma das marcas distintivas da democracia.
Cada vez mais, a imprensa alinha-se quase sem disfarçar com uma cor política ou clubística.
Talvez essa independência e isenção nunca tenham passado de um mito. Mas era ainda assim um mito em que se acreditava. Se algo vinha na imprensa, atribuia-se-lhe credibilidade.
Mas isso está a acabar.
São cada vez menos os exemplos de isenção, de pensamento equilibrado sobre um assunto, de uma escrita que procure a objectividade e se alicerce em factos.
Chegou-se ao caricato de um burlão cadastrado ser apresentado em jornais e televisões como um "especialista", um "perito insuspeito" com a chancela das Nações Unidas, que apresentava com suposta autoridade soluções milagrosas para o País.
Os gabinetes de imprensa e as tenebrosas agências de comunicação sopram hoje "notícias" e factos para os jornais, que muitas vezes, quase nem se dão ao trabalho de as verificar, ao passo que grupos económicos dominam uma série de orgãos de informação (expressão que em breve tem que começar a levar aspas, tal a tendenciosidade que demonstram), não se coibindo de fazer deles veículos para avançar as suas agendas.
Em Portugal, por razões que algum dia serão cabalmente explicadas, o grupo de Joaquim Oliveira adquiriu uma posição de influência na nossa sociedade que chega às esferas mais altas do poder.
Não é porém o único. A lógica de grupo da Imprensa também começa a imperar sobre a lógica - e a ética - de informação, à semelhança do que se passa noutros aglomerados de comunicação.
Sobre a forma como as coisas são feitas e o carácter das pessoas ficámos recentemente bastante esclarecidos com a lavagem de roupa suja entre o ex-director de comunicação da RTP, Nuno Santos, e uma série de jornalistas e quadros daquela televisão pública.

No futebol, onde o grau de discernimento das pessoas é ainda por cima toldado pelas paixões clubísticas, este fenómeno de parcialidade e de assumir cores, é ainda mais evidente e ainda mais descontrolado.

Muitos se recordarão do que o "jornalista" Manuel Tavares fazia na sua coluna n' "O Jogo" e que as escutas puseram a nú. Simplesmente deplorável.

Mas há muitos outros exemplos de gente que se servia e serve do espaço que lhes dado e da capacidade de chegar ao público para enganar, manipular, distorcer, induzir, influenciar ilegitimamente ou intoxicar os leitores, ao invés de os informar, como o código deontológico do jornalista diz que deve fazer.

Na passada segunda-feira e ontem, os três diários desportivos assumiram as suas cores: "A Bola" assumiu a posição benfiquista e criticou a postura portista de ataque ao árbitro do jogo, "O Jogo" assumiu a posição do Porto e procurou sustentar as respetivas teses, o "Record"... fez da vitória do Sporting em Olhão capa a toda a largura, dedicando ao clássico uma tira no cimo da primeira página.

Note-se bem que eu não estou com isto a dizer que "A Bola" é o orgão oficial do Benfica, como os portistas e sportinguistas gostam de dizer. Se fosse, não teria como colunistas Sousa Tavares, Rui Moreira, e Paulo Teixeira Pinto, entre outros. Não teria, por exemplo, Cruz dos Santos a dar "pareceres" sobre arbitragem constantemente desfavoráveis ao Benfica, até quando as evidências vão em sentido contrário e entram pelos olhos dentro. "A Bola" tenta ser equilibrada (e é, entre os 3 desportivos, a referência e o mais credível), embora sendo visível que há uma tendência mais benfiquista.

O "Record" é um jornal ligado ao Sporting. Tal como "A Bola" em relação ao Benfica, quando o Sporting perde (e tem sido muito), acaba por ser mais crítico para com o "seu" clube do que por vezes é em relação aos rivais.

Coisa diferente é o que se passa com "O Jogo". Se é verdade que existem lá jornalistas sérios e até alguns benfiquistas, a grande maioria é do Porto e não o esconde. E o jornal acaba por ser um eco das posições da direção do Porto. Aliás, existe uma diferença entre o conceito de isenção no Porto e em Lisboa, reflexo de uma mentalidade bairrista versus uma mais aberta.

Nessa medida, as coisas não ficam "empatadas". Ou seja, é muito mais pro-Porto "O Jogo" do que é pro-Benfica "A Bola".

Até aqui tudo relativamente normal. O problema (em termos de intoxicação da opinião pública) surge quando analisamos outra imprensa de referência, nomeadamente o Diário de Notícias, a TSF ou a RTP e a Antena 1 (com a agravante destas duas últimas serem estações públicas, que vivem do dinheiro dos contribuintes). Isto para já não falar, claro está da SportTV.

Porque nessa imprensa de referência verificamos que o clube do Porto continua a ter uma predominância muito grande. Só assim se explica que alguém como Manuel Queiroz, conhecido portista, com ligações fortes à direção do clube e absolutamente incapaz de ser imparcial nas suas análises, continue sistematicamente a comentar tudo que é jogo do Porto e até muitos do Benfica.

Este homem está na TSF, na Antena 1, no DN, na TVI, na RTP Norte. Ele está em todo o lado apesar de qualquer adepto de futebol conhecer bem a sua preferência clubística tanto mais que ela é absolutamente indisfarçável.

Ontem no "Diário de Notícias", que é o congénere de Lisboa ao "Jornal de Notícias", Manuel Queiroz fez algo que eu estava habituado apenas a ver em blogs clubísticos (e mesmo assim só nos mais fanáticos): enunciou todos os lances em que jogadores do Benfica poderiam ter levado cartões amarelos (algumas ridículas e patéticas na alegação de que seriam merecedoras dessa punição disciplinar) e não citou nenhum (e foram tantos!) em que jogadores do Porto podiam ter levado cartões amarelos e até vermelhos!

Que falta de seriedade! Que desonestidade intelectual! Que insulto à inteligência dos leitores!

Agora notem bem, isto não foi no "JN", isto foi no "DN". Mas como nós somos Mouros, temos que comer com isto.

O que sucederia se algum benfiquista fosse escrever dislates em sentido inverso (por exemplo dizendo que o Porto deveria ter acabado o jogo com 8 e ter tido duas penalidades contra) no JN?

Como o título deste post afirma, a imprensa assume cada vez mais as suas cores clubísticas e partidárias. É pena, porque deixamos de ter confiança nela. É pena porque somos empurrados para posições cada vez mais radicais e fecham-se as portas para o diálogo, para o entendimento, para a convivência.

Neste quadro não podemos porém ser os papalvos da história. Estou seguro de que não devemos optar pelos mesmos métodos, pois isso só nos tornaria iguais a eles. Mas temos a obrigação de não nos deixar espezinhar, de defender as nossas cores, de não deixar denunciar sempre, a todo o momento, a falta de honestidade desta gente.

No espectro oposto saúdo a lucidez de Carlos Daniel. Muito embora alguns benfiquistas possam não ter gostado da sua análise ao jogo, eu penso que ela foi equilibrada e que tentou identificar as causas pelas quais se arrasta a incapacidade do Benfica vencer o Porto, sem branquear proençadas e afins e deplorando as declarações do treinador do clube do Porto. Existem ainda assim muitos que se tentam distanciar, que tentam ser objectivos, cuja forma de estar não visa a propaganda ou ofender os adversários.

E há mais uma lição a tirar desta história: enquanto o grupo de Joaquim Oliveira tiver esta posição na sociedade portuguesa e no mundo do futebol em particular o Benfica terá muita dificuldade em vencer de forma consistente e sustentada. Era bom que os nossos dirigentes o percebessem de uma vez por todas. É que os jogos, como outros confrontos do domínio da estratégia, se começam a ganhar no plano das mentes e da psicologia. E esta, neste momento, apesar enfrentarmos gente sem ética desportiva, é-nos desfavorável. A causa? O anti-benfiquismo é todos os dias instilado na opinião pública.

Académica-Benfica: antevisão

O Benfica joga amanhã a passagem às meias-finais da Taça de Portugal contra um adversário muito difícil. Não apenas a Académica é uma equipa que tradicionalmente nos cria dificuldades e uma equipa muito vocacionada para competições como a Taça, como também o seu treinador Pedro Emanuel tem tido muita, mas mesmo muita sorte contra o Benfica.
Em 2010/2011, quando ostentávamos o título de campeão da época anterior, fomos derrotados em casa por 1-2 logo na primeira jornada por esta equipa, num jogo em que tivemos oportunidades para golear. Na época seguinte houve a célebre "miguelada", com um pontapé a Aimar na área adversária a ser "transformado" por artes de arbitragem numa falta do nosso jogador, custando-nos os 2 pontos que tinhamos de vantagem sobre o Porto. Já esta época houve "xistrada" e voltámos a deixar 2 pontos em Coimbra.
Amanhã para a Taça não há pontos em disputa mas um jogo a eliminar, contra a equipa detentora do título. Para além das questões de arbitragem, há que perceber que a Académica é uma equipa perigosa e matreira. Uma equipa que se fecha toda no seu meio-campo e que aproveita bem as poucas saídas para o ataque que consegue. Não é por acaso que ganhou a Taça no ano passado nem que este ano foi uma das únicas 3 equipas a "roubarem-nos" pontos para o Campeonato.
O Benfica tem que ter isto em mente e ser capaz de duas coisas: não ser ansioso no ataque, não se precipitar a tentar finalizar as suas oportunidades e não desguarnecer demasiado a defensiva. O Benfica tem que ser mais cerebral e mais" neste jogo. E não cometer erros!

É difícil adivinhar o que está na cabeça de Jesus em relação a este jogo. Provavelmente dentro de duas horas (quando JJ fizer a antevisão) saberemos um pouco mais. Mas arrisco-me a antecipar que não haverá muitas mexidas. Já não estamos a disputar a Taça da Liga em casa em posição vantajosa, nem temos um clássico no Domingo (aliás só jogamos para o Campeonato na segunda-feira).

É natural que Paulo Lopes volte à baliza e que André Almeida recupere a titularidade (para o lugar de Maxi ou de Enzo), o mesmo se passando com Ola John. Matic será seguramente titular, tal como Cardozo e muito me surpreenderia se Luisinho substitusse Melgarejo nesta partida. A questão Lima ou Rodrigo (estando este disponível) é mais duvidosa. Diz-se também que Luisão pode voltar à titularidade mas aí não arrisco nenhum prognóstico, dado que Jardel está em grande forma.

Sejam quem forem os 11 que entrarem em campo, eles envergarão a nossa camisola e serão seguramente mais jogadores do que os 11 adversários. Mais rodados, com mais qualidade. Resta agora que sejam a melhor equipa e que se saibam por a salvo de quaisquer actuações habilidosas por parte da arbitragem. Aliás, é importante que mesmo que esta seja tendenciosa, a nossa equipa não se deixe afectar psicologicamente. A atitude deve ser a contrária - de "raiva" e esforço redobrado se isso acontecer.

Este é um momento em que muitos que nos querem mal, sentem que estamos vulneráveis, que se instalou em nós a dúvida depois de não vencermos em casa o único rival para a conquista do título. Cabe a Jesus e à equipa darem a resposta em campo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Adeptos do Porto assumem-se


Ao rever as fotos da belíssima coreografia oferecida pelos adeptos do Benfica (ver a este propósito a nossa página "Estádio da Luz") no jogo do passado Domingo, verifiquei que uma delas capturara também parte da falange portista que ocupava a "caixa de segurança" do terceiro anel.

O título deste post diz quase tudo e uma imagem fala por mil palavras. Menciono apenas que por norma os adeptos gostam de se identificar (NN Almada, DV Norte, por exemplo) mas que neste caso um grupo de adeptos do Porto quis ser ainda mais preciso e ir directo ao assunto.

Quem quiser perceber do que falo é clicar na foto para ampliar (só para adultos e não recomendável a Senhoras).




Adeptos do Porto assumem-se durante bela coreografia no Estádio do Glorioso.


Jesus e Mourinho - vida de treinador

Quando criticamos Jorge Jesus - e todos nós em diferentes momentos já o fizemos, com mais ou menos legitimidade mas certamente convictos das nossas opiniões - há duas coisas que devemos ter em mente:

1) nos últimos 20 anos (entre as épocas 1992-1993 e 2011-2012), o Benfica venceu três Campeonatos (1994, 2005 e 2010), três Taças de Portugal (1993, 1996 e 2004), quatro Taças da Liga (2009, 2010, 2011 e 2012) e uma Supertaça (2005). São 6 títulos "maiores" e 5 títulos "menores" num total de 11. Em termos de "maiores", isto dá um a cada 3,333 anos. Em termos de menores, dá um em cada 4. Em três épocas à frente do Benfica, Jorge Jesus conquistou 1 título "maior" e 3 "menores".

2) Qual seria a alternativa a Jesus? Carlos Azenha? Leonardo Jardim? Rui Vitória? Ou alguém acha que o Benfica vai contratar Lippi, Ancelotti ou Guardiola? Ou até, quem sabe, o próprio Mourinho? Mas há ainda outro aspecto a considerar: é que mesmo estes que não temos possibilidade de contratar, todos os treinadores sem qualquer excepção, têm lacunas e limitações.
Atentemos por exemplo ao caso de Mourinho. Com um currúculo imaculado em termos de conquistas, campeão em Portugal, Inglaterra e Itália, vencedor da Taça UEFA e duas vezes da Liga dos Campeões, Mourinho está a ter vida muito difícil em Espanha. É contestado pela imprensa, por vários adeptos e até alguns jogadores. Mas a questão não é tanto sobre se ele é ou não amado. A questão prende-se sobre a avaliação da sua competência. E mesmo aí, onde o currículo e a reputação o deviam colocar a salvo de qualquer suspeita, a verdade é que há críticas às suas opções tácticas. Acusa-se o Real de não ter dinâmica, dos sectores estarem desligados. A equipa está arredada da luta pelo título espanhol e uma possível eliminação prematura da Liga dos Campeões aos pés do Manchester não deixaria de tornar a posição de Mourinho muito difícil. Não há portanto génios imbatíveis. Eu recordo mesmo que Mourinho viu o seu Real ser derrotado precisamente por 5-0 em Nou Camp. E depois de ter voltado a ser campeão e parecer ir readquirir para o Real a primazia do futebol espanhol, deu dois passos atrás e está na situação atrás descrita. Existem similaridades entre a situação em Espanha e em Portugal. Também lá existe um clube do Norte que reclama representar uma "nação" e que se queixa do "centralismo" da capital, apesar de ser super protegido pelos árbitros e pela imprensa. Aí não há diferenças. Mourinho ensaiou a estratégia de denúncia e combate a esta situação mas não é muito acompanhado pelas suas "hostes". E, convenhamos, embora o Barcelona seja protegido, o Real não é assim tão prejudicado, ao contrário do que acontece com o Benfica em Portugal.
Mourinho, como Jesus, como qualquer treinador, têm qualidades e têm defeitos. Mourinho, como Jesus, como qualquer treinador, trabalham com o que têm, com os jogadores que constituem o plantel e com as outras contingências que as circunstâncias ditam. Mourinho, como Jesus, como qualquer treinador, são julgados pelos resultados. Num Benfica como num Real Madrid, cada um à sua escala, o grau de exigência é elevadíssimo e a convivência com o insucesso é muito difícil de gerir. A Mourinho "resta-lhe" ser Campeão Europeu, a Jesus "exige-se" ser Campeão Nacional. Pela minha parte acredito que ambos o podem alcançar mas espero sobretudo que o nosso treinador consiga conquistar os objectivos da época. O que não pode é haver desunião, desânimo, desistências pelo caminho. Essa é a fórmula certa e segura para o insucesso. Para o confirmar basta olhar para o que se passa em Alvalade.
A época será longa e as armadilhas estarão espalhadas pelo caminho. A rota para o sucesso é estreita e só o melhor Benfica se conseguirá manter nela. Veremos o que nos trás já a arbitragem de quinta-feira. Todos os cuidados são poucos. Mais uma vez digo: só o melhor Benfica ganhará o próximo jogo. Ele disputa-se Coimbra e vale a passagem às meias-finais da Taça. É para ganhar.

Calendário dos próximos 12 jogos do Benfica

Académica-Benfica, quinta-feira dia 17, 20.45h, quartos de final da Taça de Portugal.
Moreirense-Benfica, segunda-feira 21, 20.00h, Liga Zon Sagres.
Braga-Benfica, Domingo 27 (hora a definir), Liga Zon Sagres.
Em caso de apuramento, o Benfica irá jogar quarta-feira dia 30 com o vencedor do Paços de Ferreira-Gil Vicente, para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Benfica-Setúbal, Domingo 3 de Fevereiro, 20.15h Liga Zon Sagres.
Nacional-Benfica, Domingo 10 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Bayer Leverkusen-Benfica, Quinta 14 de Fevereiro, 18.00h, Liga Europa.
Benfica-Académica, Domingo 17 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Benfica-Bayer Leverkusen, Quinta 21 de Fevereiro, 20.05h Liga Europa.
Benfica-Paços de Ferreira, Domingo 24 de Fevereiro. Braga-Benfica, Quarta-feira 27 de Fevereiro, Meias-finais da Taça da Liga.

Beira Mar-Benfica, Domingo 3 de Março, Liga Zon Sagres.


Entre 10 e 27 de Fevereiro, ou seja em 18 dias, o Benfica tem agendados 6 jogos! Dá uma média de um jogo a cada 3 dias. Nessas alturas da época deixa propriamente de haver treinos. Estes servem sobretudo para descomprimir e ensaiar a táctica. É de admitir e é mesmo quase certo que o jogo Nacional-Benfica deverá ser antecipado, até porque antes disso teremos jogado apenas para o Campeonato no fim de semana anterior. De qualquer modo é uma sobrecarga enorme de jogos. Outra curiosidade é que nos próximos 30 dias jogaremos para todas as competições em que estamos envolvidos: Taça, Campeonato, Liga Europa e Taça da Liga.

Treinadores e tácticas

Desde que Jorge Jesus chegou ao Benfica que jogamos com dois pontas de lança/avançados (Saviola é mais um segundo avançado do que um homem para jogar sozinho na frente).
O Benfica joga num 4-4-2 ofensivo, ou num 4-1-3-2. Digo isto sem pretensões de rigor excessivo.
O que eu quero dizer é que a equipa é por regra constituída por 4 defesas, um médio defensivo, um ofensivo, dois extremos e dois avançados. Os laterais são bastante ofensivos.
Por outro lado sei, porque o próprio já o disse explicitamente, que JJ compreende os riscos desta táctica mas que defende que a matriz ofensiva é congénita ao Benfica e que os adeptos desejam e exigem tal matriz, futebol atacante, golos e o espectáculo daí adveniente.
Aliás há uma coisa que os benfiquistas devem recordar para perceber melhor isto: no Belenenses, JJ era super defensivo e mesmo no Braga havia uma consistência defensiva grande. Jesus sempre se distinguiu (antes de chegar ao Benfica) por dar essa consistência e segurança às suas defesas. Cheguei a ver o Belenenses jogar em Munique contra o Bayern e perder por apenas 1-0.

Por outro lado, eu sempre achei que o 4-3-3 era um sistema mais seguro. O meio campo tem sempre 3 jogadores e quando a equipa defende pode ainda derivar os extremos para o centro do terreno fechando muito os espaços à equipa adversária. Por outro lado, nos desdobramentos ofensivos os médios aparecem muitas vezes no ataque confundindo a defesa que não sabe bem quem são os opositores directos. Por outro lado, o 4-3-3 permite uma coisa que os outros sistemas dificilmente conseguem: colocar 3 jogadores numa faixa, o lateral, o extremo ou ala e o interior. Numa época o Guimarães fez isto com muito sucesso com José Carlos, Paneira e Capucho.
Isto sou eu que observo e digo, na minha visão um pouco simplista, admito-o das tácticas.

Aqui há uns anos atrás deu ideia de que o chamado 4-4-2 em diamante era uma táctica ainda melhor, porque juntava o melhor de dois mundos: criatividade e vocação ofensiva (mantendo os dois pontas de lança) e um meio campo não já com 3 mas com 4 jogadores, conseguindo o aparentemente impossível: ter superioridade numérica no meio contra equipas que jogassem em 4-3-3. Parecia a quadratura do circulo.
Lembro-de de que por exemplo o Milão jogava nesse esquema, jogando com Gattuzo, Pirlo, Rui Costa e Seedorf.
A questão é que para poder jogar num tal sistema, sem que os jogadores se atropelem no meio campo e sem afunilar todo o jogo pelo meio, são necessários intérpretes de uma qualidade verdadeiramente excepcional.

O 4-3-3 acaba assim por ser um sistema mais simples de adoptar e com resultados semelhantes. É por isso o preferido da maioria dos treinadores e está implementado no Porto, por exemplo, há bastante tempo.

Como exemplo de um 4-4-2 mais conservador, ainda assim extremamente eficaz e incrivelmente ofensivo, temos o do Manchester United. É um sistema mais de duas décadas, que, se alguns especialistas tivessem razão deveria ser completamente previsível mas que continua a "dar" títulos.
Acontece porém que o 4-4-2 do Manchester é mais conservador do que o do Benfica no sentido dos dois jogadores do meio serem mais defensivos, ou de contenção como agora se diz, dos que o do Benfica. Acresce que nalguns jogos (foi o caso do último com o Liverpool), Fergusson optar por um sistema mais próximo de um 4-2-3-1.

Isto dá um pouco que pensar.

O que parece estar a acontecer com o Benfica é que contra as equipas pequenas o sistema está a funcionar muito bem mas em jogos mais difíceis ele está a emperrar. Contra o Porto a falta de controle do meio campo foi evidente. Aliás, há uma coisa em que JJ não aprendeu a lição do ano passado: a colocação de Lucho no jogo da época passada (muito avançado no terreno, a pressionar Javi Garcia) foi decisiva para emperrar o jogo do Benfica. Este ano aconteceu algo semelhante, com uma pressão intensa, mais em bloco, sobre os nossos defesas, que JJ não conseguiu contrariar durante toda a primeira parte. Aliás o erro duplo e indesculpável de Artur encontra ainda assim uma explicação nesse factor: muito pressionados e sem linhas de passe os nossos defesas viram-se muitas vezes obrigados a jogar para o guarda-redes. Isso criou um sentimento de grande insegurança desde o início e explica parte do "temor" que a equipa sentiu pelo adversário que pelo contrário era sempre muito confiante nas saídas da defesa, não temendo o 1 para 1 e conseguindo quase sempre o portador da bola ultrapassar (quase sem dificuldade) a nossa primeira linha de pressão.

O Benfica está neste momento a jogar sem nenhum "trinco" (o United joga com dois, embora obviamente eles tenham capacidade de passe e de sair com a bola) e apenas com um jogador mais vocacionado para tarefas defensivas. Mas há outro problema: é que com o quadro de jogadores que temos não se vislumbram muitas alternativas tácticas. Daquilo que se tem falado no Benfica é se devemos jogar com dois pontas de lança ou apenas com um. Mas se jogar apenas com um, a respetiva vaga não vai para um lugar no meio campo mas sim para um jogador de ligação meio-campo/ataque, como Aimar, Gaitan ou até, de certo modo, Rodrigo.

As alternativas seriam a meu ver os jovens Andrés. Ao lado de Matic eles podem eventualmente dar outra consistência ao meio campo que Perez nesta altura não parece garantir.

Enfim, são questões que JJ certamente estará a ponderar, até porque o jogo em Braga se aproxima e na segunda volta haverá um Porto-Benfica que poderá - aí sim - ser decisivo para a atribuição do título. Isto para já não falar da eliminatória contra o Bayer, equipa de alta rotação.
Uma última nota: a questão da renovação ou não de Jorge Jesus vai (penso) depender de como conseguir resolver esta questão e de ser capaz de vencer nos jogos mais importantes contra equipas da dimensão do Benfica. JJ conseguiu elevar o patamar de futebol do Benfica e o rendimento dos jogadores, daí resultando muito importantes vendas para os nossos cofres e uma consistente e sustentada luta pelo título. Mas em última análise o futebol são títulos e no Benfica isso é ainda mais evidente. Por outro lado, ainda que com todas as condicionantes conhecidas, os resultados com o Porto começam a ser curtos. Até por aí me parece que o jogo da segunda volta será decisivo. Tudo o que fique abaixo do título de Campeão esta época saberá a pouco e tornará a continuidade de JJ muito difícil.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Académica-Benfica, quartos de final da Taça de Portugal



O Benfica mantém intactas as possibilidades de alcançar os objectivos a que se propôs esta época: ser campeão nacional, vencer a Taça de Portugal, vencer a Taça da Liga e ir o mais longe possível nas competições europeias, que neste momento é a Liga Europa.

Em particular no tocante à Taça, o segundo objectivo da época em termos de importância, há que assinalar que é uma competição em que o Benfica lidera a conquista de troféus, com 24 vitórias, mas que não vence há 9 anos, desde 2004.

Nunca na sua história o Benfica tinha estado tanto tempo sem ganhar a Taça. O máximo tinham sido 8 anos entre 1996 e 2004 e entre 1972 e 1980. Ou seja, entre 1996 e 2012 o Benfica venceu apenas duas Taças, o que é manifestamente pouco.

Na "era" Jorge Jesus, em 2009-2010, o Benfica jogou na primeira eliminatória com o Mosanto (0-6) e foi depois logo eliminado, num jogo de que muitos se lembrarão, com o Guimarães em casa por 0-1. Infelicidade mas também pouca competência. Em 2010-2011, não vale a pena recordar o que se passou com o Porto nas meias finais, pois todos se lembram. E finalmente em 2011-2012, depois de vencer fora o Portimonense (0-2) e a Naval (0-1), o Benfica vai ao Funchal perder por 2-1 com o Marítimo depois de ter estado à frente do marcador. Foi lamentável.

Na era LF Vieira, o Benfica venceu uma Taça em 2004, com Camacho e perdeu uma final em 2005, com Trapattoni. Também aí foi inadmissível ver fugir um troféu para uma equipa mediana, para ser simpático, depois de estar em vantagem cedo no marcador e com o Estádio repleto de benfiquistas.

Por todas estas razões, sem soberbas nem desrespeito pelos adversários, caso consiga vencer este jogo contra a Académica, o Benfica fica muito perto da final, pois as meias-finais serão contra Paços ou Gil Vicente (provavelmente o primeiro, que está a jogar melhor), em duas mãos. Na final estará também uma destas quatro equipas: Guimarães, Braga, Arouca ou Belenenses.

Tudo dito, resulta que o jogo de depois de quinta-feira se reveste de uma importância extrema, sobretudo depois de um jogo para o campeonato que, não tendo comprometido nada, teve ainda assim sabor a desilusão, por não se ter confirmado o favoritismo que o Benfica detinha por jogar em casa e estar aparentemente bem melhor do que o seu adversário. É que o balanço do Benfica-Porto de ontem - e o próprio balanço da época - em muito dependerão do resultado que obtivermos quinta-feira.

Vencendo, o Benfica mostrará que continua na luta, que mantém intactos os seus objectivos, que esta época pode ser de facto uma grande época e que podemos voltar aos títulos maiores do futebol. Mostraremos que o que passou passou e que a equipa não se perdeu nem desconcentrou. Que o que fizemos de bom até agora é para continuar e que existe fibra e estrutura para enfrentar a fase final e decisiva do ano futebolístico.

Há que preparar bem o jogo e encará-lo como ele é: um jogo a eliminar, em que se discute a presença na meia-final da segunda competição nacional mais importante.

Regresso do futebol - e a Taça é já quinta

Eu ia ainda escrever sobre as inacreditáveis declarações do treinador do Porto mas já chega.

Hoje dei por mim no estádio a perder as estribeiras demasiadas vezes. A violência, as provocações constantes, os insultos, o ódio que esta gente nos tem, arrastam-nos por vezes para baixo, para (e eu assumo que o fiz no jogo de hoje) dizer coisas que normalmente não diríamos, ter comportamentos abaixo do que nos é exigível.

Não se justifica portanto perder mais tempo com gente desta, gente que faz com que um desporto se transforme numa guerra, gente que só sabe viver neste clima. O jogo foi bom e podia ter sido melhor se João Ferreira tivesse a tempo impedido os jogadores do Porto de fazerem anti-jogo, interrompendo impunemente logo à nascença todas as saídas do Benfica para o ataque. Chegou-se ao cúmulo de um jogador ser assistido dentro do campo com o jogo a decorrer e do treinador que fez aquelas declarações ter impedido Matic de repor a bola em campo rapidamente. Valeu quase tudo e tudo isso o árbitro permitiu. No fim foi Maxi a pisar o risco mas nessa altura já Moutinho tinha feito falta atrás de falta e já todas aquelas e outras situações se tinham passado com impunidade. Isso passou-se, está passado e agora há que olhar para a frente.

Chega portanto de falar daquela gente e de alinhar por uma bitola parecida. E eu própio aqui me penitencio por ter nalguns momentos descido ao nível deles.

Bem esteve Jorge Jesus que soube valorizar o que de positivo houve esta noite e não baixar o discurso. É assim que tem que ser.

Agora temos apenas e só que nos concentrar em nós.

Não ganhámos este jogo importante mas continuamos na frente e em boa posição para cumprir os objectivos para a época.

Nada de depressões, nada de deitar a toalha ao chão. A equipa teve dois contratempos injustos e muito difíceis de contrariar e teve força para ir atrás do resultado e não ter perdido o jogo, o que, isso sim, seria muito mau.

Encerrado este capítulo voltemos ao que é o futebol. À festa, ao jogo, sem folclores acessórios, sem insultos ou provocações. E quinta feira há já nova eliminatória da Taça.

Jogo da maior importância em Coimbra contra a Académica. Uma vitória coloca-nos uma etapa mais perto da Final, sobretudo sabendo-se que as meias se disputam em duas mãos.

Há que recuperar os jogadores com mazelas e preparar muito bem esse jogo.

Depois volta o campeonato no fim de semana e volta a necessidade de conquistar 3 pontos. O Benfica está bem e estará certamente à altura.

Motor a meio gás

Um golo resultado de um livre a meio do meio campo e um frango sem explicação deram ao Porto dois golos caídos do nada. Por duas vezes, sem que absolutamente nada o justificasse em termos de futebol jogado, o Benfica esteve em desvantagem e teve que ir atrás do resultado.
Grande atitude da equipa nesses momentos, dois golos espectaculares, voltaram a empatar o jogo. Na outra grande oportunidade da partida faltou um tudo nada a Cardozo. Por um lado faltou frieza (também pode ter sido pernas, uma vez que ele esteve em dúvida para o jogo por problemas físicos), por outro lado voltou a faltar sorte, pois a bola foi ao poste.
Para o Benfica empatar precisou pois de criar bastante futebol, para o Porto marcar bastou-lhe marcar (bem) um livre a meio do meio campo e assistir a Artur - por duas vezes ! - não ser capaz de afastar a bola da zona de perigo e entregá-la ao avançado do Porto Martinez.
É verdade que depois o Porto soube controlar bem o meio campo e guardar a bola, pondo-se a salvo de grandes sobressaltos.
O Benfica teve mais uma ou outra meia oportunidade e a já referida de Cardozo.
Mas há aqui coisas estranhas também. Pelo menos para mim, que já tenho visto um ou outro jogo do Porto esta época, é algo estranho ver a forma como os seus jogadores ganharam quase todas as bolas divididas e como exibiram uma pujança física tão grande. Não parecia a mesma equipa que costuma jogar. Talvez um dia isto seja esclarecido num sentido ou noutro. Talvez. Se calhar não há nada absolutamente estranho. Também havia um ciclista que era o super homem e ganhava sempre. Agora diz-se que tomou substâncias proibidas. Se calhar é mentira e não tomou nada. Não estou a ironizar quando digo isto. De certa forma gostava de que Armstrong fosse inocente porque foi um ídolo, o recordista de vitórias, etc. Mas a verdade é que existem inúmeros testemunhos contra ele.
O que convinha realmente é que estas questões fossem mais transparentes, porque já houve acusações, já houve um livro de Fernando Mendes que depois disse que afinal não tinha dito o que anteriomente disse, ou não tinha querido dizer o que todos perceberam e há de facto coisas estranhas.
Ou será normal que um jogador que no Sporting há anos que estava lesionado apareça aparentemente sem limitações dias depois, com a camisola do Porto, num jogo de intensidade máxima?
Quanto à arbitragem, eu realmente vi coisas diferentes do que já ouvi dizer. Eu vi um árbitro que permitiu quase tudo aos jogadores do Porto e que marcou praticamente tudo contra o Benfica. Vi um árbitro que não deu cartões amarelos aos jogadores do Porto. Só aos 82 é que amarelou Moutinho.
Vi o Porto a usar o que era legal e o que era ilegal para parar imediatamente o futebol do Benfica e não nos deixar sair a jogar. E vi o árbitro deixar.
Vi até partirem a cabeça a Cardozo e entradas a matar no início da segunda parte, creio que sobre Gaitan, passarem completamente impunes. E depois Matic levar amarelo numa bola normal.
No fim do jogo, é verdade que Maxi poderia e se calhar deveria ter sido expulso por uma entrada que não percebi até que ponto ou com que força acertou no jogador do Porto mas que pareceu uma entrada ao homem, com o pé muito alto. Mas aí já o jogo estava no fim e já se tinha passado tudo o que dissemos. Ainda não vi o lance em que Cardozo foi praticamente atacado por trás e por isso não sei se seria para amarelo ou vermelho. Mas, face a isto, só gente deformada a nível mental e moral, gente bruta e mentirosa se pode queixar do árbitro ignorando tudo aquilo em que foram beneficiados e que foi muito.

Mas ao Benfica faltou alguma coisa ainda a nível mental. Não a todos os jogadores, mas a alguns. Parece-me que Artur teve um tremelique nas pernas e Cardozo alguma falta de frieza para poder dar a vitória. Lima também não esteve no seu melhor, embora aí a questão não me pareça mental mas sim de falta de bolas. Maxi teve altos e baixos, porque é verdade que apoiou também o ataque e nos impulsionou muitas vezes para a frente. Mas cometeu erros e perdeu algumas bolas e aquela entrada permite aos nossos inimigos virem-se queixar da arbitragem. Faltou concentração naquele primeiro golo do Porto. Não pode aparecer um jogador completamente sozinho quase na pequena área. A nossa defesa estava toda parada, isso não pode ser.

Eu tinha aqui dito que estes jogos são para encarar de uma forma muito especial, muito concentrada. Infelizmente houve falhas demasiado grandes que nos impediram de ganhar.
O apoio das bancadas foi excelente.

Matic, Sálvio (a atacar), Gaitan estiveram muitíssimo bem.

Adenda: estou quase seguro (só pelo que vi no Estádio) de que há um penalty no fim do jogo por falta sobre Garay. O árbitro marcou falta de Garay.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Hora de arrancar - hora de Benfica

É hora de arrancar para o Estádio e é hora de arrancar rumo ao título.
Um passo muito importante da caminhada é este jogo que estamos confiantes que será um jogo para recordar.
Vamos embora benfiquistas! Todos a mobilizar. Parece que ainda há bilhetes! Não tenham medo da chuva e menos ainda do adversário. Nós somos o Benfica, uma força imparável!