sábado, 11 de maio de 2013

Aguentem corações!

Nós só queremos o Benfica Campeão - é a mensagem que há vários meses transmitimos à nossa equipa.

Estamos em 3 frentes mas hoje só o campeonato conta.

A todos os benfiquistas desejo um grande jogo, uma grande noite de futebol.

Quero-vos encontrar a todos mais logo no Marquês!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Anedota do dia

"Os títulos não se dão nem se compram" - treinador do Porto Vítor Pereira.

É preciso dizer mais?

É, mas é dentro de campo. É aí que agora temos que responder a esta e todas as outras situações, provocações, insultos, ameaças e bazófias.

Já foram manifestados todos os apoios à equipa, feitos diversos vídeos e até um avião já passou a mensagem aos nossos jogadores. Os adeptos já fizeram a sua parte, tal como os blogs e a grande maioria do universo benfiquista.

Agora resta-lhes a eles jogadores dar a resposta que todos esperamos e que outros merecem. No Porto, no jogo decisivo, na "final" do Campeonato.




Bilhetes para o Jamor à venda domingo

Finalmente foi disponibilizada a informação relativa aos bilhetes para a final da Taça de Portugal.

Os bilhetes custam: 


Categoria 1 (Central) – 30€;
Categoria 2 (Lateral) – 20€;
Categoria 3 (Topo Norte) – 15€.

A venda será feita no Estádio da Luz, bilheteiras da Praça Centenarium (nas condições abaixo especificadas), mas também online no site da FPF ( www.fpf.pt ) durante o dia 12, domingo, devendo logo esgotar nesse dia. Para além disso, o Guimarães tal como o Benfica receberá também 12.689 bilhetes.


Seguidamente transcrevemos toda a informação disponibilizada pelo Benfica e pela FPF nos seus sites.

Bilhetes de acordo com informação oficial do Sport Lisboa e Benfica:

Benfica – V. Guimarães

Bilhetes para a Final da Taça de Portugal à venda este domingo

Esta quinta-feira, o Sport Lisboa e Benfica vai receber 12.689 bilhetes para a Final da Taça de Portugal, que coloca frente-a-frente os “encarnados” e o V. Guimarães. A partida realiza-se no estádio do Jamor, no dia 26 de Maio, pelas 17h15 (abertura de portas às 14h45).

A comercialização dos bilhetes a Sócios do SL Benfica irá iniciar-se no próximo domingo, dia 12 de Maio, nas bilheteiras da Praça Centenarium, nas seguintes condições:
• Entre as 8 horas e as 14 horas – Exclusivo a Sócios com Red Pass Fundador, Centenarium e Premium, com quota de Março de 2013 em dia.

• Entre as 14 horas e as 22 horas – Abertura a todas as categorias de Red Pass, com quota de Março de 2013 em dia.

 Caso ainda haja bilhetes, o Clube continua a venda no dia 13 de Maio, segunda-feira, nas seguintes condições:
• Entre as 8 horas e as 14 horas – Exclusivo a todas as categorias de Red Pass, com quota de Março de 2013 em dia.

• Entre as 14 horas e as 22 horas – Abertura a todos os restantes Sócios, com quota de Março de 2013 em dia.

Categorias de bilhetes disponíveis:
Categoria 1 (Central) – 30€;
Categoria 2 (Lateral) – 20€;
Categoria 3 (Topo Norte) – 15€.

A venda é exclusivamente efectuada na Bilheteira da Praça Centenarium do Estádio do SL Benfica (não há venda nas Casas do Benfica nem no Site Oficial).


Informação FPF:


COMO COMPRAR BILHETES PARA A FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL?
Os bilhetes para a final do Jamor estarão disponíveis no dia 12 de maio. As vendas serão efetuadas somente pelos clubes finalistas, Benfica e Vitória de Guimarães, e pela Federação Portuguesa de Futebol, exclusivamente através do site www.fpf.pt

A QUE HORAS É O JOGO ?
O início da final ficou marcado para as 17h15 e terá transmissão em direto na RTP1.

COMO COMPRAR BILHETES ATRAVÉS DA FPF ?
A FPF disponibiliza bilhetes para a Final da Taça de Portugal exclusivamente através da compra de bilhetes online no site no dia 12 de Maio.

POSSO RESERVAR BILHETES ANTES DO DIA 12 de MAIO ?
Não há qualquer possibilidade de fazer reservas de bilhetes antecipadas ou necessidade de fazer qualquer pré-registo no site da FPF.

PORQUE NÃO CONSIGO FAZER O REGISTO NO SITE da FPF ?
Não é necessário qualquer registo ou pré-registo para proceder à compra no dia 12 de Maio.

COMO VAI SER O PROCESSO DE COMPRA DIA 12 de MAIO ?
A compra faz-se mediante a prestação das informações requeridas e seleção da zona e categoria de bilhetes.

QUANTOS BILHETES PODEREI COMPRAR ?
Cada adepto pode adquirir no máximo quatro bilhetes.

POSSO ESCOLHER O MEU LUGAR ?
Não é possível escolher o lugar,apenas a zona.

QUE TIPO DE PAGAMENTOS ACEITAM ?
Apenas VISA, MasterCard e Mbnet.O meio de pagamento Multibanco não será disponibilizado.

ONDE POSSO LEVANTAR OS BILHETES QUE COMPREI ? 
No ato da compra é disponibilizado, por email, um voucher ao cliente. 
Esse voucher terá de ser trocado por um bilhete, entre dia 15 e dia 25 de maio, das 10h às 12h e das 16h às 19h, no Ponto de Troca de Vouchers instalado na Praça da Maratona no Estádio Nacional.
Cada voucher só será trocado pelos correspondentes bilhetes,mediante apresentação de fotocópia legível do bilhete de identidade do comprador.

NÃO ME POSSO DESLOCAR AO PONTO DE TROCA, POSSO PEDIR A ALGUÉM QUE LEVANTE POR MIM ?
Sim. O representante do dono dos bilhetes deve-se fazer acompanhar de:
Bilhete de Identidade ou Cartão de cidadão
Fotocópia do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão do comprador dos bilhetes
Email / Voucher enviado no ato da compra.

QUAIS SÃO OS PREÇOS DOS BILHETES DA FPF ?
O preço dos ingressos varia entre os 15 e os 30 euros.Haverá bilhetes a 15, 20 e 30 euros.

HÁ BILHETES RESERVADOS PARA CIDADÃOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA ?
Sim, pelo preço de 10€. A venda deste tipo de bilhetes só será efectuada através dos clubes finalistas. 

AS CRIANÇAS PODEM ENTRAR LIVREMENTE NO ESTÁDIO ?
Entrada proibida de crianças até completarem 3 anos. A partir dessa idade só e permitida a entrada no Estádio Nacional de crianças munidas de bilhete.

QUAL A CAPACIDADE DO ESTÁDIO NACIONAL ?
A capacidade do Estádio Nacional no dia da Final da Taça é de 36.941 bilhetes.

Caça-fantasmas

Faltam menos de 48 horas.

Escrevi um post há algumas horas, tentado afastar um pouco as atenções de todos nós do clássico de sexta, para descontrair, falando de Alex Ferguson, e consegui a proeza desse ser o post menos lido de sempre deste blog!

Não há volta a dar: os benfiquistas estão focados a 100% no jogo com o Porto.

O que se percebe perfeitamente, até nos casos em que há desconfiança ou pessimismo. Nos últimos 30 anos, por um conjunto de factores de que aqui temos falado várias vezes, o Porto tem sido uma espécie de papão.

É altura porém de por um ponto final nisso.

Com respeito pelo adversário (independentemente do que os seus dirigentes ou funcionários possam dizer acerca do Benfica), com respeito sobretudo pelo jogo e pela competição e, claro, acima de tudo pelo Benfica, a sua história e símbolo, a nossa equipa tem todas as condições para vencer no Porto e de lá trazer o título de campeão.

É hora de acabar com os fantasmas. É hora de desferir um golpe definitivo no sistema, na sua própria casa.




 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sir Alex Fergusson - lenda do futebol

Nos dias que restam da semana e tendo em vista distrair um pouco a nossa atenção do jogo decisivo de sábado - a bem da nossa sanidade mental - tentaremos também falar um bocadinho de outros assuntos da agenda futebolística que não o Porto-Benfica.

Já falámos de Mourinho ontem e hoje debruçamos-nos sobre a saída de Ferguson do Manchester United.



Trata-se indiscutivelmente de um dos maiores nomes das últimas décadas, que fez de um clube grande mas pouco ganhador num clube dominador no futebol inglês e dos maiores da Europa.

Com um estilo muito próprio, uma idiossincrasia muito forte e um esquema táctico muito claro, Ferguson conseguiu fazer a sua equipa jogar um futebol atacante, atractivo e vencedor, simultaneamente formando e afirmando vários jogadores no panorama europeu.

São da sua lavra, no sentido em que lhes deu projecção e dimensão, jogadores como: Ryan Giggs, Mark Hughes, Roy Keane, Paul Scholes, o louco Eric Cantona, os irmãos Neville, Denis Irwin, Peter Schmaichel, Beckam, a dupla Andy Cole-Dwight Yorke, Evra, Cristiano Ronaldo, Nani, Van Nistelrooy, Wayne Rooney, entre tantos outros, como Solskjaer, Stam, Rio Ferdinand, Vidic e Van der Saar. Fornadas e mais fornadas de grandes jogadores, lendas do futebol.

Curiosas são também as histórias relativas à forma como se dirigia aos jogadores no balneário: se não gostava da exibição de um jogador (sobretudo ao intervalo) dava-lhe o "tratamento de secador", quer dizer berrava-lhe tudo quanto pensava ao ouvido. Uma vez, irritado, atirou com uma bota a Beckam. Embora se pense que não o queria fazer, a chuteira atingiu mesmo o jogador inglês na cara, causando-lhe um olho negro. Mas era um grande formador e líder de jogadores.



Ferguson ocupa um lugar quase único como uma grande lenda do futebol, tendo conquistado pelo Manchester United 13 campeonatos, 5 F.A. Cups, 4 Taças da Liga e duas Ligas dos Campões para além de supertaças e outros troféus intercontinentais.

Como muitas vezes tem sido assinalado, Ferguson esteve vários anos no Manchester antes de conseguir ganhar um título de campeão: entrou a meio da época de 86/87, quando o clube era penúltimo, tendo acabado a época em 11º. Na época seguinte seria 2º mas na terceira época voltaria a terminar em 11º e na quarta (89/90) quase desceu de divisão, com adeptos e jornalistas a pedirem a sua demissão. O primeiro título surgiu porém precisamente nessa época, a FA Cup, título muito importante em Inglaterra, o que lhe poderá ter garantido a continuidade.

Na época seguinte (90/91), Ferguson conquistou a segunda Taça das Taças da sua carreira (a primeira fora ganha pelo Aberdeen da sua Escócia natal): o Manchester United bateu na final o Barcelona por 2-1 (curiosamente o Aberdeen vencera sob o seu comando o Real Madrid na final em 82/83 também por 2-1). Aqui chegado, e tendo terminado o campeonato inglês em 6º, Ferguson prometeu o título inglês para o ano seguinte.

Isso porém não aconteceu. Na sua sexta época como treinador do United, Ferguson ficou novamente em 2º, tendo vencido a Taça da Liga e a Supertaça Europeia.

No ano seguinte, em 92/93 finalmente chegou o primeiro campeonato, primeiro de muitos, apesar de ter chegado a estar em 10º lugar durante o mês de Novembro. O resto da história é mais conhecido: a primeira Champions surgiu em 99 e a segunda em 2008. Depois perdeu ainda duas finais em 2009 e 2011.

Ferguson em confrontos com o Benfica

Durante a sua carreira no Manchester United, Ferguson defrontou o Benfica por 6 vezes (todas na fase de grupos da Champions) e o balanço é favorável ao Benfica, apesar das estatísticas não o demonstrarem. Com efeito, o Benfica apenas vencer um desses jogos e empatou dois, tendo das outras 3 vezes Ferguson e o United saído vencedores. Em todos os jogos houve golos. No entanto, nas épocas de 2005/06 e 2011/12, o Benfica viria a passar aos oitavos de final, ao passo que o Manchester seria eliminado nessa mesma fase de grupos, precisamente pelo Benfica. Apenas em 2006/07 o Manchester eliminou o Benfica numa fase de grupos.

O histórico de resultados é o seguinte:

2011/2012Group CManchester United-SL Benfica2:2
2011/2012Group CSL Benfica-Manchester United1:1
2006/2007Group FManchester United-SL Benfica3:1
2006/2007Group FSL Benfica-Manchester United0:1
2005/2006Group DSL Benfica-Manchester United2:1
2005/2006Group DManchester United-SL Benfica2:1



Ferguson gostava de celebrar as vitórias com uma garrafa de vinho e de mascar chiclete durante os jogos. Nunca hesitou em dizer na cara aos árbitros o que pensava e muito menos aos jogadores. Tinha um temperamento único e foi um grande vencedor. O futebol terá muitas saudades suas.

Será Proença.

Diz a RTPorto, que normalmente está bem informada sobre assuntos relativos à sua região que há 90% de hipóteses de Pedro Proença ser nomeado para o jogo de sábado no dragão.

Os 10% restantes são repartidos entre Olegário e Duarte Gomes. Como este último é conotado pelo Porto com o Benfica e como Olegário seria uma afronta ainda mais gravosa, os benfiquistas terão que se "contentar" com a nomeação de Proença.

Eles não andaram o ano todo a pedi-lo e a chorar por ele? O loChu, o Vitinho, todos fizeram as suas declarações de amor, depois de na época passada, curiosamente no jogo de consagração do Porto contra o Sporting, todos terem andado com ele aos beijinhos.

Não há surpresas.

Mas ainda assim acredito que ganhamos. A não ser que perpetre em directo para milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo um roubo à descarada. Se calhar isso acontece mesmo e depois Proença retira-se da arbitragem no final da época. Eu já acredito em tudo.

Mas ainda acredito mais na força dos nossos jogadores e em que desta vez se fará justiça. Justiça benfiquista.

Faltam dois dias. Se fosse possivel hibernar e acordar apenas no sábado acho que o faria agora.

Saudações benfiquistas a todos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mourinho - para descontrair e distrair

Nos últimos 15 anos, a escolha do Real Madrid revelou-se desastrosa para muitos jogadores e treinadores.

Treinadores são aos pontapés: com excepção de Del Bosque e Capello (e, de alguma forma, Schuster), nenhum teve o sucesso esperado num clube tão monstruoso (32 campeonatos de Espanha, 18 Taças, 9 Taças dos Campeões e 2 UEFA, entre outros troféus).

A lista é demasiado longa e foi referida há dias por Mourinho.

Quanto a jogadores, muitos quase acabaram carreiras (até aí notáveis) no Real Madrid sem grande brilho.

Figo foi bom mas nunca atingiu o patamar que exibiu no Barcelona, o mesmo se podendo dizer de Ronaldinho; Beckam foi uma desgraça, Steve Mcmanaman quase nunca jogou, Cannavaro foi uma desilusão. A era dos galácticos foi patética: estrelas de milhões não apenas perdiam com eram goleadas por equipas de segundo e terceira linha.

A questão é que no Real Madrid o patamar de exigência é tremendo - talvez o mais elevado do mundo - e portanto um treinador ou um jogador têm mais a perder do que a ganhar em termos de reputação. Um jogador pode brilhar e destacar-se num clube médio ou até bom mas quando chega ao Real Madrid as coisas como que se invertem: o muito bom é o normal e tudo o que seja menos do que isso é visto como uma desilusão. Depois evidentemente que há a questão das estrelas e dos egos que tornam a gestão daquele clube mais difícil, gerando-se dinâmicas negativas difíceis de inverter.

Por estas e outras razões desde o início que achei muito arriscada a escolha de Mourinho como treinador do Real.

Mourinho está habituado a clubes que não são os principais dos seus países e a utilizar um discurso guerrilheiro para fomentar a união das suas "tropas" e a motivação contra o exterior.

Esse discurso não pega em Madrid.

Madrid é Castela, a principal força aglutinadora de Espanha, acusada de centralismo, de dominar o poder político, de condicionar e asfixiar as diversas regiões.

Em Barcelona Mourinho poderia resultar (se a história tivesse sido diferente) porque aí existe um espírito regionalista, uma bandeira e uma identidade que se afirma pelo "contra" alguma coisa.

Em Madrid não.

Além disso, o Real Madrid, como o nome indica, é um clube distinto, ligado à monarquia e à elite. Um discurso muito polémico, muito aguerrido, muito contra o "sistema" vigente, a apontar inimigos aqui e ali, não colhe e não cai bem num tal clube.

Em Londres, num clube que não era campeão há 50 anos e não tinha tradição vencedora em Inglaterra, Mourinho tinha tudo a ganhar - e ganhou-o, com excepção da Champions. Em Milão, num clube que nem sequer é o principal de Milão, quanto mais de Itália, Mourinho conseguiu um feito espantoso ao ser campeão europeu.

Mas em Madrid as coisas seriam sempre muito arriscadas: ganhar uma Champions seria bom mas normal, não a ganhar seria sempre um fracasso, dado o orçamento do clube e o facto de contar com Cristiano Ronaldo no plantel. Vencer o campeonato seria muito bom, dado a hegemonia do Barcelona nos últimos anos, mas ganhar só uma vez em 3 anos é pouco.

A verdade é portanto que Mourinho nestes 3 anos não trouxe ao Real Madrid nenhuma marca positiva face ao passado. Nem sequer se pode dizer que a equipa joga particularmente bem, apesar da qualidade dos intérpretes: tudo é muito aos repelões, por fogachos, não se vislumbrnado um modelo de jogo perfeitamente definido e muito menos um estilo atractivo. Mourinho sempre foi aliás demasiado "resultadista" para o meu gosto, tendo no passado tido a fortuna que tantas vezes faz a diferença entre ganhar ou perder.

Agora, quando a saída parece certa, Mourinho dispara em todas as direcções: depois da imprensa, são
agora os jogadores do Real Madrid os culpados pela situação: Casillas e Pepe. Note-se que eu não tenho dúvidas que Casillas pode ter criado um mau ambiente no balneário mas a verdade é que Mourinho deveria ter gerido a situação de outra forma, até tendo em conta que o jogador já ganhou tudo o que há para ganhar no futebol, o que prova à saciedade que qualidade não lhe falta.

Com Pepe então a situação é ainda mais insólita - tendo o jogador defendido Mourinho no passado, estranha-se que tenha agora feito estas declarações. Mas ainda assim a reacção de Mourinho foi desproporcional e insustentável: atacar daquela forma Pepe, dizendo que ele foi "atropelado" por Varane parece-me errado sobre vários pontos de vista, incluindo o da coesão do grupo e do ambiente entre os colegas (Pepe e Varane no caso). Antes já tinha havido casos com Sérgio Ramos (que não deve ser flor que se cheire) e Ronaldo.

Em suma, a tarefa de Mourinho era desde o início difícil e cheia de perigos para a sua carreira, mas a verdade é que Mourinho não foi capaz de dar a volta à situação, apesar de ter tido tempo para isso - este ano será o pior dos 3. Pior do que tudo, Mourinho sairá a mal de Madrid e não deixará saudades a ninguém (os próprios adeptos já não parecem estar com ele).

Se a escolha for o Chelsea, será de novo uma opção de grande risco: estes regressos onde se foi feliz não costumam dar grande resultado, como Camacho, por exemplo, demonstrou na segunda passagem pelo Benfica. Mourinho diz que em Inglaterra é amado, mas se isso é verdade é pelo que lá fez e pelos resultados que obteve e não em virtude de um qualquer crédito acumulado. Como o próprio sabe, para Abramovic o passado, mesmo o recente, não garante coisa nenhuma: quer ele, quer Di Matteo, este depois de realizar o sonho do milionário e fazer do Chelsea, que Villas Boas deixara em cacos, campeão europeu, foram despedidos no início de épocas que se seguiram a grandes sucessos.

Porto-Benfica - o terror e a glória


Na jornada anterior ao jogo decisivo do "dragão", o Porto deslocava-se à Madeira e o Benfica recebia o Estoril.

No painel de apostas do jornal "Sol", todos os concorrentes apostaram numa vitória do Benfica: 10 deles por uma diferença de 2 ou 3 golos e outros dois por 1 golo.

Em relação ao jogo do Porto, sete dos concorrentes apostaram numa vitória portista por um golo de diferença, três por 2 golos e dois apostadores previram um empate.

No entanto o Estoril fez um jogo incrível, talvez o jogo das suas vidas na Luz, empatando e por pouco não vencendo. Carlitos, que foi jogador do Benfica sem nunca ter justificado a sua contratação, esteve, quase 10 anos depois dessa passagem, endiabrado, correndo até ao fim dos 95 minutos, tal como Licá e tantos outros.

Quanto ao Nacional, com  apenas 22 minutos de jogo decorridos perdia já por 3-0 contra um Porto que jogou quase a passo.

Claro que o Benfica podia ter feito mais e melhor, bastando para isso ter concretizado alguma das múltiplas oportunidades de golo, mas não é menos verdade que a determinação e capacidade dos jogadores do Estoril, mesmo reconhecendo-se a sua qualidade exibida ao longo da época, não deixou de ser surpreendente: havia sempre um jogador a interceptar os nossos remates, inclusivamente sobre a linha de golo. E à frente o perigo espreitava a todo o momento: desde Licá ao referido Carlitos, as pilhas não pareciam acabar. O resultado é até lisonjeiro para o Benfica face ao que se passou em campo.

Compare-se esta exibição do Estoril à do Nacional, cujos jogadores e treinador pareceram apáticos e conformados desde o primeiro minuto de jogo. Nacional que jogava em casa e que tinha ainda esperanças de chegar à Europa, face a um Porto que jogava com a pressão de saber que, perdendo, dizia adeus definitivo ao título.

Comparem-se as previsões do painel do "Sol" com os resultados que se verificaram.

Estranho? Certamente que sim. Infelizmente porém esta estranheza já se tornou mais ou menos normal neste País, sempre que o Porto é interveniente. Infelizmente sabemos, por múltiplos testemunhos e registos áudio irrefutáveis, que a trapaça é vista naquele clube como um recurso que não se hesita em utilizar para obter os resultados desejados.

Dito isto, não tenho a menor dúvida de que esses métodos (legítimos e ilegítimos) serão novamente usados no sábado. Não tenho dúvida de que será criado um ambiente terror à volta do jogo. Não tenho dúvidas de que o árbitro entrará em campo fortemente condicionado e muito predisposto a agradar à turba.

Contra tudo isto terá o Benfica que jogar. Tal como em 1991, quando César Brito calou as antas. Eu estava lá! Eu estive lá, não no seio da claque benfiquista, mas entre os adeptos do Porto. Eu sei o que foi aquele ambiente. Eu sei o que sofreram muitos benfiquistas após o fim do jogo, com grupos de adeptos do Porto a perseguir, roubar e espancar adeptos do Benfica que se limitavam a sair em silêncio do Estádio! Polícia nem vê-la! Foi até à estação da Campanhã a fugir, com cafés, portas de prédios, vãos de escada a servirem de abrigo contra a fúria de magotes de portistas. Nada disto saiu na altura na comunicação social, muito embora graças a um grande Senhor, de nome João Santos, se tenha então sabido o que aconteceu a jogadores e dirigentes do Benfica, que estiveram sequestrados nas Antas e tiveram (nalguns casos) que sair numa ambulância para fugir à fúria de adeptos, dirigentes portistas e até de autoridades que os deveriam proteger.

Sábado muitas destas coisas acontecerão de novo. Sábado todos benfiquistas que estarão naquele Estádio serão dignos de admiração pela coragem física que tal demonstra.

Contra tudo isto, uma vitória revestir-se-á de características que a tornarão única e inesquecível. São circunstâncias irrepetíveis que temos que saber aproveitar.

Vi alguns blogs - bem - alertar contra a questão do possível uso de substâncias dopantes. É mais um factor de preocupação. Contra um Benfica com já muitos jogos nas pernas, um porto dopado seria ainda mais difícil de bater. Não temos provas de que assim acontecerá - mas temos muitas suspeitas, perfeitamente sustentadas em testemunhos, alguns dos quais bem recentes.

Esses testemunhos não foram inventados pelos benfiquistas. São reais e vêm de pessoas que nada têm a ganhar ou perder com Benfica ou Porto. Aquilo que vemos também é de molde a criar, no mínimo, algumas perplexidades.

Tomemos por exemplo o jogo de Málaga (Málaga 2- Porto- 0). Será ilegítimo relacionarmos a prestação, por todos reconhecida como abaixo do expectável, do Porto nesse jogo com o facto de ter existido um controlo antidoping que até atrasou a sua comitiva? Será ilegítimo pensarmos que houve alguma razão que levou a que os jogadores escolhidos para este controlo tenham sido Fernando e Mangala?

As suspeitas não são infundadas, como fica demonstrado.

Simplesmente elas não podem servir de desculpa. Se algo de anormal existe, o Benfica tem que saber nas sedes próprias lidar com as situações. Conhecendo-se o passado deste Porto de Pinto da Costa, o Benfica não se pode colocar à mercê das suas múltiplas manobras ilegítimas. Tem que ser agressivo na defesa dos seus interesses e da lisura e verdade desportiva da competição.

De tudo o que fica dito, gostaria de concluir da seguinte forma: em 1991, o Benfica foi capaz, mesmo com terror e violência e tudo o mais que então se passou, sair com a vitória. Esta conquista-se antes de mais no plano mental e aplica-se depois na prática. Nenhum factor estranho será capaz de condicionar nenhum jogador do Benfica se a sua vontade dentro de campo o não permitir. Se a sua crença e determinação superarem a do adversário. É isso que eu espero ver acontecer sábado.



Semana histórica

O Benfica está à beira de uma das melhores épocas de sempre.

No cenário de sonho, vencendo as 3 finais que faltam (Porto, Amsterdão e Jamor), o Benfica consegue o que NUNCA conseguiu até hoje na sua história: juntar à "dobradinha" um título europeu.

Estamos à beira de fazer história. Conseguimos estar nesta posição, que é obviamente extremamente difícil, graças a um grande trabalho e um imenso mérito, mas é também um facto que ainda nada está ganho.

Nos próximos 8 dias porém dois títulos poderão estar conquistados! É para esse cenário que os jogadores têm agora que olhar. Com excepção do gigantesco Bayern de Munique (que inclusivamente já garantiu o campeonato alemão), nenhum outro clube europeu está nesta posição!

O Benfica tem sido consistentemente a melhor equipa do Campeonato, com alguma superioridade sobre o Porto. Essa superioridade não se refletirá totalmente na classificação (onde a questão poderia já estar resolvida não fossem factores estranhos ao normal desenrolar das provas desportivas e não será uma "capelada" que branqueará tais factores) mas ainda assim o Benfica parte em vantagem para o estádio das antas ou "dragão". Esta é a realidade.

Não acredito em "pernas de gelatina" dos nossos jogadores. Em diversos ambientes e em diversos estádios, eles mostraram já este ano que podem figurar na galeria dos melhores. Têm dois jogos para o provar. Eu acredito e, mais importante do que isso, Jorge Jesus e jogadores também. Eles sabem o que têm que fazer para às 22.23 h de dia 11 de Maio de 2013 serem campeões nacionais. Depois virá a final da Liga Europa onde, com a motivação que confere um título já garantido, tudo será possível.

Sei que alguns dos nossos jogadores estão bastante desgastados. Mas atenção: faltam agora 180 e poucos minutos de intensidade futebolística máxima. Depois disso ficam a faltar apenas dois jogos, de menor grau de dificuldade, com Moreirense e Guimarães, para a época acabar. Certamente que com mais ou menos cansaço e sacrifício os nossos jogadores serão capazes de dar tudo nestas 3 horas que faltam, sabendo que podem no decurso desse tempo garantir dois títulos maiores.

Estamos à beira de fazer história. Como é possível não acreditar agora?


terça-feira, 7 de maio de 2013

Falta pouco

Há uma coisa boa nesta semana.

O Benfica podia ter o campeonato praticamente ganho se tivesse vencido o Estoril, mas a verdade é que perdendo no dragão tudo ficaria na mesma adiado para a última jornada. Com a agravante de perder a invencibilidade que registamos até agora.
Nessa medida as coisas não mudaram assim tanto. Simplesmente estamos "proibidos" de perder no dragão - o que é uma coisa boa! - e, ganhando, garantimos o título.

Há três semanas escrevi contra a euforia. Ele era bigodes, ele era marqueses, ele era já gozar com os adversários. Como se pode ser tão parvo? Nada estava ganho, como agora se percebe perfeitamente. Para quê tanta estupidez, para quê, com uma atitude arrogante e sobranceira, abandonar a mentalidade que nos colocara onde estávamos?

Desde criança que sei que "não se deitam foguetes antes da festa". Espero que os patetas que andaram fazendo a festa antecipadamente tenham percebido de uma vez e para sempre quão prejudicial é essa atitude. Até a própria equipa se deixou contagiar e festejou antes do tempo na Madeira o que ainda não estava ganho.

Faltava vencer o Estoril para ter uma almofada de segurança para o dragão. Agora essa almofada desapareceu. No dragão não haverá margem de manobra, não haverá espaço para "poupanças", não haverá rede de segurança. Qualquer erro pode deitar tudo a perder.

Estamos ainda por cima à mercê de uma nomeação muito perigosa. Depois de semanas a fio de propaganda portista, o caldo está cozinhado para "corrigir" a "capelada". Ou seja, preparemo-nos para na arbitragem ter mais um factor adverso no sábado.

O que pode então afinal ser "bom" nesta semana, como afirmo na frase de abertura deste post?

O jogo é já no sábado. Ou seja, não teremos que esperar - e agonizar - muitos dias até ao jogo decisivo.

E o Benfica começa a ganhar. Estamos à frente e isso faz toda a diferença. Não é ainda estamos à frente. É: estamos à frente e assim queremos acabar o jogo. Mais: queremos acabar o jogo campeões.

Quando surgirá outra oportunidade tão perfeita para fazer história? Para marcar uma superioridade no futebol português, que esta época ficou patente em tantos momentos?

Sábado não há desculpas, não há justificações, não há margem para ficar abaixo do exigível. Sábado é mesmo o tira teimas. Querem ser campeões? Têm que o fazer no terreno do adversário! Com muita coisa contra, excepto a classificação, que resulta do mérito de toda uma época até aqui, e o futebol que formos capazes de explanar em campo.

Tudo depende do Benfica, do que o seu treinador e os seus jogadores forem capazes de fazer em campo. Os adeptos, num contexto de uma crise que vai já praticamente numa década, têm dado à equipa tudo o que se lhes pode exigir. Nesta altura a equipa vai a terreno inimigo, num ambiente de terror para se afirmar de uma forma decisiva e final.

Esqueçam tudo o mais. Esqueçam a Liga Europa, esqueçam a Taça de Portugal, esqueçam todos os jogos que estão para trás!

Só há um jogo, só há uma oportunidade, só há 90 minutos. É no terreno adversário. Terá que ser assim. Mas até por isso terá outro valor trazer de lá o título.

Pessimismo? Derrotismo? Não fazem sentido. Quem não quer estar nestas situações não pode ser adepto de futebol. Quem quer ganhar de forma fácil, sem sofrimento, sem emoção, sem nervos deve escolher outro desporto para seguir. Querem ganhar sem defrontar os rivais que querem estar na nossa posição? Isso não é possível.

Este é o jogo maior que se pode imaginar. Este é o jogo maior que se pode jogar. Este á o jogo maior com que um adepto sonha, às vezes quase uma vida. Estamos a 90 minutos de fazer história.

E o jogo é já sábado.

Superstições

Superstição 1: não gostei de como o dia estava cinzento ontem.
Superstição 2: preocupou-me um pouco não poder ir ao Estádio e não estar com os meus amigos com quem tenho estado nos últimos jogos.
Superstição 3: não gostei nada de termos jogado a primeira parte a atacar para a baliza Sul.
Superstição 4: quando Lima não conseguiu marcar aos 10 segundos antevi logo o pior.

Depois há outras coisas estranhas que esta jornada produziu: uma equipa que poderia complicar a vida a um candidato (e acabar de vez com as suas chances) aos 23 minutos já perde em casa por 3-0; uma equipa que era claramente mais fraca vai à Luz quase dominar; Carlitos mostrou ontem uma pujança que nunca lhe vi há quase 10 anos quando jogava no Benfica.

Enfim, superstições....

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Benfiquistas ou medrosos?

Eu não costumo utilizar este tipo de linguagem mas depois de escrever o meu anterior post resolvi dar uma vista de olhos por outros blogs e deparei-me com um conjunto de comentários que me levam a ter que intervir.

Depois de uma época quase perfeita, com exibições monumentais, um futebol ao nível dos melhores da Europa, golos e espectáculos, como é possível haver gente que ao menor deslize vem atacar Jorge Jesus e dizer que seremos "esmagados" no dragão?

São benfiquistas ou são infiltrados, ressabiados à espera de que algo corra mal para virem minar tudo o que se vem construindo com tanto esforço de tanta gente?

Não é admissível os Benfiquistas deixarem-se derrotar desta forma a si mesmos. Esta gente não pode vingar no nosso seio, tem que ser denunciada e os verdadeiros benfiquistas precisam, agora mais do que nunca, de dizer que não desistem, que continuam com toda a sua paixão clubística a apoiar todos os nossos bravos que no sábado vão ao Porto vencer por nós!

Um benfiquista não se vira contra os seus na altura decisiva da época! Um benfiquista está com a equipa, unido aos seus nos momentos mais difíceis. Um benfiquista não desiste nas vésperas de um confronto com um clube que representa tudo o que de mais antagónico existe ao espírito desportivo.

Os que vêm afundar, insultar, denegrir, desmoralizar não fazem qualquer falta. Podem-se ir embora, devem-se ir embora - e aqui nunca terão nenhum espaço para comentar. Para fazer o jogo dos nossos adversários já há bastantes para ainda os termos no nosso seio.

Um benfiquista apoia e dá força quando o clube mais precisa, não foge nem se põe de lado.

Quem tem medo compre um cão. O BENFICA VAI ÀS ANTAS PARA GANHAR - E VAI GANHAR!

Palavra de benfiquista.

Agora preparem-se para a guerra

Iria ser de qualquer modo, mas agora é o título que depende do seu desfecho.
Falo da batalha do "dragão".
Podia e devia ter sido de outra maneira.
Tudo o que precisávamos era de ter ganho um jogo à partida "fácil". Certamente que o Estoril é uma boa equipa, mas o Benfica em casa, com o Estádio cheio tinha todas as possibilidades de ganhar.
Não conseguiu por um conjunto de razões: demasiados falhanços à frente da baliza, um Estoril a fazer o jogo das suas vidas e muito, mas mesmo muito cansaço.
Nem de outra forma poderia ser: depois da exibição e do desgaste frente ao Fenerbahçe, a equipa necessariamente que se ressentiria.
Daí a aposta em tentar ganhar o jogo logo no início: aos 10 segundos de jogo o Benfica podia ter feito o primeiro golo.
Acontece que as bolas não quiseram entrar (e que os nossos avançados, sobretudo Lima, foram um pouco perdulários, o que, volto a dizer, se deve ao cansaço nas pernas).

JJ tem feito uma época quase imaculada e hoje terá cometido alguns erros ao não rodar a equipa: justificava-se a titularidade de Rodrigo e também o "descanso" de Enzo Peres, substituido por Carlos Martins, André Gomes ou mesmo André Almeida.
Mas isso diz o treinador de bancada, que não está no banco a ter que assumir a responsabilidade das decisões.

JJ, apesar de, na minha óptica ter errado ao não rodar mais jogadores, não pode de forma nenhuma ser responsabilizado pela perda de pontos. As oportunidades criadas deviam ter chegado para ganhar e se estamos a ter uma época soberba a ele o devemos.

Seja como for, a única realidade indesmentível é que na próxima jornada o Benfica não pode perder ou arrisca-se a deixar fugir o campeonato mesmo sobre a recta de chegada.

O jogo naquele estádio onde impunemente se atiram bolas de golfe e na cidade onde se lançam pedras a autocarros será - tudo o indica - mesmo decisivo. A margem de erro que teria existido ganhando hoje desapareceu.

Será uma autêntica guerra. Se durante todas estas semanas, com o Porto a ver o campeonato praticamente perdido, o nível do discurso e de ódio foi o que foi, imagine-se o que será daqui para a frente com o jogo a poder decidir tudo.

Voltaremos às piores páginas, aos piores episódios do tempo do guarda Abel ou do clima de terror de há 3 e 2 anos atrás. Será muito perigoso - estou a falar fisicamente - para os benfiquistas deslocarem-se às antas.

Mas a verdade é que estamos nesta situação por culpa própria. Por isso teremos que arcar com a responsabilidade do jogo e estar à altura do momento. Dentro de 5 dias podemos estar a festejar o campeonato. Tudo continua a depender de nós e só de nós.

Outra consequência deste deslize é que de certo modo a Liga Europa está quase perdida e só quase um milagre nos permitirá vencê-la poucos dias depois de um jogo decisivo para o Campeonato e com a equipa nos limites da resistência física. Não é impossível mas ficou muitíssimo mais difícil até sabendo-se quão forte é o adversário, que este fim de semana derrotou o campeão inglês em terreno adversário.

Agora só nos resta mesmo esquecer tudo o resto e apontar baterias para o Porto.

No Benfica dos últimos 20 anos não há vitórias fáceis. Tudo é obtido com um esforço quase desumano, até à última pinga de suor.

Antes do jogo com o Estoril nada estava ganho mas muita coisa estava encaminhada. Depois de um simples deslize, contra uma equipa que fez o jogo não da época mas da VIDA, nada está perdido mas tudo será muito difícil.

Nada apaga o que foi feito até agora. Que no fim de semana no Porto a nossa equipa o confirme e sublinhe com uma página ainda mais gloriosa.

União para concretizar as conquistas

Está a ser uma grande época, que todos esperamos que acabe numa tripla conquista para o Benfica.
Nada está ainda concretizado, mas tudo está agora muito mais perto. A crença existe e tem sido alimentada com muito espírito, muito suor, muita dedicação e cabeça por parte de todos, falta agora concretizar nos próximos 4 ou 5 jogos a conquista de títulos.
Aquela competição que foi definida como prioridade, o campeonato, não podendo ficar matematicamente garantida hoje, pode porém ficar na prática resolvida. Uma vitória sobre o Estoril praticamente assegura a conquista do campeonato. Ficam a faltar dois jogos, nos quais um empate no primeiro deles ou uma vitória em qualquer um, garante esta conquista.
Falta portanto um pequeno passo que não deixa de ser grande: tudo se tentou para colocar pressão, para instabilizar, para condicionar.
O nosso treinador esteve porém muito bem ao sublinhar que nada neste momento podia desviar as atenções do fundamental: o jogo com o Estoril.
Trata-se de uma boa equipa: arrumada, competente, com bons jogadores em todos os sectores, sobretudo a defesa e o ataque. Precisamos, como tem vindo a acontecer, de união, concentração e espírito para superar mais esta etapa.
O Estádio estará cheio para dar à equipa ainda mais força para este encontro. Já desde sexta-feira que não há bilhetes disponíveis.
Primeiro pensemos apenas e só neste jogo, depois se verá o resto. É certamente um lugar comum do futebolês mas este jogo, que é próximo, é certamente o mais importante neste momento.

Força a todos, os que estarão dentro de campo, no banco ou nas bancadas.