sexta-feira, 24 de maio de 2013

Taça de Portugal - vamos fazer a festa!

Domingo joga-se o último jogo da época, o mais importante jogo do calendário nacional, a Final da Taça de Portugal.

É uma festa bonita, que não pode nunca ser estragada por nenhum acontecimento extra-futebol, por nenhum comportamento menos próprio fora do campo, como infelizmente já aconteceu no passado. Espera-se desportivismo e civilidade de todos. 

A final joga-se num dos estádios mais bonitos do País, num ambiente sempre especial.

Há muito, há demasiado tempo que o Benfica não marcava presença no Jamor. A seguir ao campeonato, esta é a competição nacional mais importante. Como tal é sempre um objectivo prioritário para o Benfica e um que o seu treinador em particular vem procurando há algum tempo. 


Lembro-me de estar presente no Jamor numa vitória sobre o Sporting por 2-1, com golos de Diamantino. Foi um dia de festa como devem ser sempre as finais da Taça. 


Domingo lá voltaremos a estar, com a plena determinação de vencer e poder finalmente celebrar. Estes jogadores, treinadores e sobretudo adeptos do Benfica já merecem.

Campeonato falsificado - começam a aparecer indícios

Caros benfiquistas, quando digo que o campeonato foi falsificado não estou a falar de um erro arbitral, nem sequer de uma predisposição dos árbitros (que já sabemos existir sempre) para prejudicar o Benfica e beneficiar o Porto.

Quando digo que o campeonato foi falsificado, estou a falar de uma autêntica golpada, estou a falar de batota deliberada e cozinhada entre vários intervenientes. Estou a falar de matérias que, a serem provadas, levariam à irradiação de pessoas e à descida de divisão de clubes. Estou a falar de situações ao nível do mais grave que se passou nos anos do Apito Dourado.

É possível que Pinto da Costa tenha ontem falado "demais". Não vi a entrevista evidentemente. Mas já tive ecos e já vi hoje alguns excertos. E reitero esta ideia: Pinto poderá ter dito o que não devia.

E nem sequer estou a falar da frase: "Eu espero que nos próximos 20 anos se atribuam os campeonatos aos árbitros".

A todos os benfiquistas peço para estarem alerta. Há coisas que se fazem que deixam sempre marcas aqui e ali. A forma como não apenas portistas mas também muitos sportinguistas nos têm tentado calar, com a conversa de que estamos com um "melão" e que perdemos por culpa própria, devendo estar calados porque até é "ridículo" queixarmo-nos, mostra como também sentem que há algo aqui que não bate certo, que há algo aqui que cheira demasiado a esturro. Daí andarem por tudo quanto é rede social e blogs a deixarem comentários, a tentarem desviar atenções, a tentarem ridicularizar as nossas legítimas queixas e perplexidades em relação a algumas das coisas que se passaram nas últimas jornadas.

Por enquanto é tempo de nos concentrarmos na Taça de Portugal, troféu importantíssimo que é fundamental ganhar.

Depois disso voltarei ao tema. Há mais dados que importa investigar até ao fim. Todos podemos dar um contributo, na medida daquilo que vamos sabendo ou ouvindo, para que a verdadeira história do que se passou seja conhecida.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Concentração total na Taça

De 3 já só podemos ganhar uma. Temos que a vencer.

Para o Benfica, a Taça terá sempre que ser um objectivo prioritário da época, independentemente do que tenha acontecido no seu decurso.

Não há aqui lugar para cansaço, falta de motivação ou desalento por ter visto os outros objectivos da época esfumarem-se. A Taça vale por si mesma.

Domingo aplicar-se-á o mesmo que a todos os outros jogos: ganhará quem for capaz de mostrar mais, quem for mais inteligente, quem conseguir aplicar todo o seu talento, quem tiver mais querer nas bolas divididas.

Acredito plenamente que será o Benfica e desejo não apenas que vençamos mas que acabemos bem a época, com uma grande exibição.


Não se trata de salvar coisa nenhuma, trata-se de ganhar o segundo troféu mais importante do calendário nacional.

Nos últimos dias tenho falado bastante sobre o que se passou esta época em termos de campeonato; sobre o que considero uma total falsificação da verdade desportiva, face à indiferença de um País que parece completamente anestesiado face aos evidentes e descarados atropelos à mesma.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/campeonato-falsificado.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/campeonato-falsificado-parte-ii.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/no-pais-do-frutabol.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/continuamos-ser-comidos-por-parvos.html

Sinto que é minha obrigação como benfiquista e que devo à verdade denunciar tudo o que vi passar-se nestas últimas semanas. 

Há ainda mais para dizer, mas neste momento creio que devemos concentrarmo-nos em absoluto no Jamor e em vencer essa final. Não podemos deixar que o que se passou nos afecte em relação a esse jogo. Aí sim, a corrupção sairia vencedora.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Campeonato falsificado (parte II)

Infelizmente aquilo que eu previa já há meses acabou por se verificar.

A seguir ao jogo da Luz com o Porto, os seus treinador e presidente, ainda em Lisboa e no nosso Estádio, fizeram-nos todo o tipo de ataques, acusando a arbitragem de os ter "impedido" de ganhar o jogo e dizendo que o Benfica jogava através de pontapé para a frente.

Mais do que por via do resultado do jogo, o campeonato começou-se a definir no seu rescaldo.

A arbitragem tinha sido razoável - dois pisões de Fernando e uma entrada duríssima de Mangala sobre Cardozo (que lhe partiu a cabeça) a merecerem cartão alaranjado e diversas faltas de Moutinho para amarelo tinham escapado à punição disciplinar, ao passo que uma entrada clara para vermelho de Maxi Pereira, nos instantes finais do jogo, tinha sido punida apenas com amarelo. Houve lances de fora de jogo mal tirados a jogadores do Porto (dois deles perigosos) logo no início do jogo e um penalty bastante claro sobre Garay no fim da partida, "transformado" em falta contra o Benfica. No fim do jogo, pesadas as coisas, houve algum equilíbrio na arbitragem. No entanto o Porto queixou-se - e muito.

Estava dado o mote - até porque o Benfica optou por elogiar a arbitragem e assim deixar passar a imagem de que estava contente.

Os ataques continuaram, apesar do Porto continuar a ser beneficiado.

A 10 de Fevereiro avisei que era importante agir.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/02/mais-uma-vergonha-no-futebol-portugues.html

No dia seguinte "ameacei" acabar com o blog se nada acontecesse, quer dizer, se o Benfica não reagisse.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/02/benfica-continua-calado.html

E, como era de esperar, para além de Rui Gomes da Silva (que não é levado muito a sério porque demasiadas vezes exagera) o Benfica manteve-se em silêncio. O blog parou mesmo mas acabei por recuar e voltar a publicar, não apenas devido à paixão benfiquista mas porque Vieira entretanto anunciou o fim da sporttv, o que me pareceu um rombo muito grande e importante no sistema.

Uma época imaculada levou-nos a chegar à jornada 26 em 1º lugar com 4 pontos de avanço. E aí houve o Benfica-Sporting.

Até então, de acordo com a lista elaborada por João Querido Manha (que não contabiliza vários, nomeadamente o referido de Otamendi sobre Garay), tinham ficado por marcar 7 penalties contra o Porto. Tinham sido marcados vários inexistentes ou duvidosos, que tinham "desbloqueado" vários jogos, nomeadamente 2 penalties contra o Rio Ave (jogo em que pelo contrário foi negado um, existente, à equipa de Vila do Conde) e um penalty em Setúbal, que foi ainda acompanhado de duas expulsões de jogadores de jogadores sadinos (uma aliás por pretensa simulação num lance muito duvidoso na área do Porto), para não falar de lances de fora de jogo mal tirados aos adversários. No mínimo dos mínimos, o Porto teria perdido 6 pontos (2 contra o Setúbal, 2 contra o Braga e 2 contra o Rio Ave). E note-se que nem sequer estou a contabilizar perdas de pontos em dois dos jogos cujas imagens abaixo ilustram!

Imagem do Facebook do Benfica Lovers



Já o Benfica tinha sido espoliado em Coimbra (2 penalties contra, ambos inexistentes), prejudicado contra o Braga (golo mal anulado) e prejudicado na Choupana (uma expulsão ridícula e uma duvidosa, para além de um possível penalty não assinado). No mínimo, o Benfica foi prejudicado em 4 pontos (2 Braga e 2 Académica). A seu favor, o Benfica teve uma decisão, ainda assim considerada acertada pela generalidade dos comentadores, no jogo em casa contra a Académica: penalty sobre Gaitan no fim do jogo, que alguns alegaram ter sido precedido de falta do nosso jogador. Façamos as contas mais negativas para nós, digamos mesmo que o penalty contra a Académica não deveria ter sido marcado, esqueçamos o Nacional, e temos ainda o Benfica prejudicado em 2 pontos.

À 26ª jornada, o Benfica deveria portanto ter mais 2 pontos e o Porto menos 6. A diferença de 4 pontos seria de 12. Uma vitória sobre o Sporting faria do Benfica virtual campeão (ficaria a faltar um ponto nas  restantes 4 jornadas).

E foi nessa altura que surgiu a arbitragem de João Capela, árbitro que na época passada prejudicou muito o Benfica e que neste jogo terá eventualmente beneficiado. Já falei sobre isto: o árbitro adoptou um critério no início do jogo que aplicou uniformemente durante toda a partida. Não teve dualidade de critérios em nenhum caso. Foi o Sporting que acabou por ser prejudicado por este critério uma vez que teve mais lances duvidosos na área do Benfica? Certamente! - mas isso não quer dizer que não tenha havido coerência.

Os portistas porém perceberam que tinham ali um filão - e agarraram-se a ele com unhas e dentes. Era o único caso que tinham para apresentar. E com ele limpavam toda uma época de benefícios em barda ao seu clube.

Estou convicto que o Benfica ganharia o jogo com o Sporting mesmo que fosse assinalado algum penalty. É absurdo falar em 4, primeiro porque no máximo existem 2, segundo porque há também dois lances duvidosos na área do Sporting, terceiro porque se o árbitro não tivesse sido coerente com o critério que adoptou desde o início do jogo e fosse mais rigoroso em relação a lances dentro da área do que a lances fora, obviamente que ao primeiro penalty os jogadores passariam a ser mais cautelosos e o jogo seria diferente.

Mas mesmo que, por absurdo, tivesse havido 4 penalties a favor do Sporting, nenhum a favor do Benfica e o Sporting os marcasse todos e o Benfica perdesse o jogo, manteríamos 9 pontos de vantagem a 4 jornadas do fim do campeonato.

Esta foi a primeira falsificação do campeonato, feita à vista de toda a gente e com total cobertura por parte de imprensa - e perante o silêncio dos dirigentes benfiquistas.

A segunda surgiu nas últimas 3 jornadas.

Encontrado o "caso Capela" e "rebaptizado" o campeonato, já se tinha criado a ideia de que o Benfica seria um campeão sem mérito, que precisara da "ajuda" de Capela no momento "decisivo" (como se todos os jogos não valessem 3 pontos).

Tudo estava portanto justificado: os ataques do treinador do Porto tornaram-se cada vez mais soezes e inflamados, cada vez mais violentos e baixos. E começou a falar dos jogos do Benfica todas as semanas, pressionando as arbitragens e dando a entender aos adversários do Benfica que teriam que fazer tudo para tirar pontos à nossa equipa.

Entretanto, surge a jornada 28, em que o Benfica se podia sagrar campeão caso o Porto perdesse na Choupana (onde o Benfica empatara, recorde-se) e o Benfica vencesse o Estoril.

E mais uma vez, o treinador do Porto lança atoardas em todas as direcções: "há 0% de possibilidades do Benfica perder pontos com o Estoril". "Se não for de uma maneira é outra". "Se houver dificuldades surgirá um penalty". Isto depois de Pinto da Costa ter deixado uma mensagem cujo alcance alguns não perceberam bem: "depois do que tenho visto, já não acredito tanto".

Estas declarações configuram em si mesmo violações dos regulamentos (vidé fim deste post) pois são claras tentativas de condicionar as arbitragens. Algo que eles já vinham fazendo desde o jogo da Luz...

A outra leitura a fazer disto é que para o Porto, os pontos na Madeira já eram dados como adquiridos. A sua preocupação era o Estoril.

E, vendo o jogo, percebe-se como é que estavam garantidos. O primeiro golo do Porto é inacreditável: os jogadores do Nacional parecem autênticos infantis, de tão patético é o lance. O segundo é em claro fora de jogo. O terceiro é de um penalty em que há efetivamente um toque do jogador do Nacional mas que nunca seria suficiente para derrubar o jogador do Porto (que aliás estava parado sobre a linha de grande área, numa jogada sem qualquer perigo).

E assim aos 22 minutos o Porto ganhava por 3-0. Uma autêntica vergonha, um atentado à verdade desportiva, quer pela arbitragem, quer pela equipa escalonada pelo treinador do Nacional, quer pela falta de atitude dos jogadores do Nacional. Com o jogo resolvido, passou-se a ritmo de treino e até um penalty se marcou contra o Porto, para resolver o problema "estatístico".

http://www.tvgolo.com/jogo-showfull-1367695019---39

E depois surge o Estoril a fazer aquele jogaço segunda-feira à noite na Luz; a comer relva para não perder o jogo, como se disso dependesse a sua vida.

Curiosamente, este mesmo Nacional, tenrinho, tenrinho, tenrinho contra o Porto, foi na jornada seguinte ganhar a Braga por 3-1. Seria a mesma equipa?

Esse resultado foi altamente surpreendente - ou talvez não. Em virtude disso, o Paços de Ferreira garantiu matematicamente o 3º lugar - e já não tinha nada por que jogar na última jornada.

Os jogadores do Porto sabiam assim à partida que vencendo o Benfica eram campeões, pois o último jogo eram favas contadas. Ele há cada coincidência...

Aliás, o facto do Porto-Benfica não se jogar no mesmo dia e hora do Paços e do Braga violou o espírito da lei pois os resultados de Braga e Paços TIVERAM IMPLICAÇÕES NA LUTA PELO TÍTULO.

NOMEADAMENTE, O PORTO-BENFICA JÁ SE JOGOU NUM CONTEXTO EM QUE O PORTO SABIA QUE O PAÇOS TINHA A SUA SITUAÇÃO JÁ RESOLVIDA E NÃO PRECISARIA DE PONTUAR NO ÚLTIMO JOGO. ESTA SITUAÇÃO ERA MAIS CONFORTÁVEL DO QUE UMA DE INCERTEZA.

Se os jogos todos tivessem sido ao mesmo tempo, o Porto não teria tido essa segurança e jogaria pelo contrário na convicção de que na última jornada teria mais um jogo muito difícil, o que só lhe aumentaria a pressão.

ORA UM JOGO QUE (EM VIRTUDE DE UM ESQUISITO BRAGA-1 NACIONAL-3) SE TORNOU NUM MERO CUMPRIR DE CALENDÁRIO PARA O PAÇOS, PELO CONTRÁRIO ERA DETERMINANTE PARA BENFICA E PORTO  PARA A ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO.

Os dirigentes do Benfica tinham que estar atentos a estas jogadas! Mas andaram a dormir!!

MAIS UMA VEZ HOUVE BATOTA!

MAS MESMO ISSO NÃO CHEGAVA PARA ESTAR O PORTO ABSOLUTAMENTE DESCANSADO. Foi por isso preciso nomear Hugo Miguel e este fazer o que fez, mais uma vez com influência no desfecho do jogo e por arrasto na decisão do campeão. Como diz Bagão Félix, nos outros países os campeonatos de 16 equipas têm 30 jogos. Em Portugal têm 29 jogos e 22 minutos. Miguel aos 22 minutos, correndo com o vermelho na mão e marcando penalty por uma simulação que ocorre fora da área assegurou o campeonato ao Porto. E para que o 2-0 não se transformasse em 2-1, provocando calafrios nos minutos finais, ainda deixou de ver um penalty contra o Porto.

Alguém ainda tem dúvidas de que este campeonato foi falsificado?

Então apresento-vos (ou recordo) mais uma. Uma pista: tem a ver com o nosso "amigo" Pedro Proença. Ele esteve em ambas: o adiamento de um jogo porque choveu e a arbitragem desse mesmo jogo quando ele se realizou (até marcou um penalty e expulsou dois sadinos). Simplesmente o jogo não se realizou dentro dos 30 dias seguintes regulamentares! Foi mais um atropelo das regras, sem que ninguém explicasse porquê e sem o Benfica apresentar qualquer reclamação ou protesto.


Meus amigos, andamos a dormir - e eles não. Mais uma vez, fomos levados. A batota voltou a vencer.
 
 
O QUE PASSOU NESTAS ÚLTIMAS 3 JORNADAS FOI A MAIOR GOLPADA DESPORTIVA EM PORTUGAL DAS ÚLTIMAS DÉCADAS. Antero Henrique deve novamente ter dito: "Olhe que eu já lhe tinha visto muitas, mas esta...Presidente, você é um génio"


Abaixo transcrevo os artigos relevantes dos regulamentos disciplinar e de competições da Liga. Claro que em Portugal nada é para cumprir, sobretudo quando se trata de um certo clube.

PS - pelos vistos a relação do Porto com o Estoril afinal é muito próxima (Carlos Eduardo). Eu só me pergunto: será que caso se prove que houve uma "mala" aquando da visita dos canários à Luz, alguns benfiquistas me continuarão a dizer que o Estoril fez apenas a sua obrigação? Ou será que perceberão finalmente que as equipas têm que jogar todos os jogos com a mesma determinação e atitude e não jogar um deles como se fosse o decisivo? É que o jogo era realmente decisivo - mas não para o Estoril. Estou farto de satélites, sobretudo à nossa porta!


Artigo 28.º
Adulteração da verdade desportiva

Nos casos de combinação, predeterminação ou alteração do resultado de um jogo em 
consequência de suborno, corrupção, coacção, ou simples acordos, utilização dolosa de jogadores em situação irregular e, em geral, todos aqueles em que a infracção integra uma alteração grave da verdade desportiva, a Secção Disciplinar poderá, independentemente das sanções que a cada caso corresponda, modificar o resultado do jogo viciado, nos termos e limites estabelecidos no presente Regulamento. 

Artigo 66.º
Coacção
1. Os clubes que exerçam violências físicas ou morais sobre delegados da Liga, observadores de árbitros, dirigentes, jogadores, treinadores, secretários ou auxiliares técnicos, médicos, massagistas e delegados ao jogo do clube adversário, que ocasionem inferioridade na sua Página 23 de 92 representação aquando dos jogos oficiais e contribuam para o desenrolar deste em condições anormais, serão punidos nos termos do n.º 2 do artigo 62.º
2. Se os factos referidos no número anterior forem cometidos sobre qualquer elemento da equipa de arbitragem com o fim de, por qualquer forma, ocasionar condições anormais na direcção do encontro com consequências no resultado ou levem o árbitro a falsear, por qualquer modo, o conteúdo do boletim do encontro, o clube serão punidos nos termos do n.º 1 do artigo 62.º
3. Os factos referidos nos n.os 1 e 2, quando na forma de tentativa, serão punidos com sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 125 UC e o máximo de 250 UC.
4. Os clubes são considerados responsáveis, nos termos dos números anteriores, pelos factos cometidos, directa ou indirectamente, por qualquer dos seus dirigentes ou representantes, ainda que de facto, e funcionários, e bem assim pelos agentes desportivos a si vinculados.

Artigo 67.º
Declarações sobre arbitragem antes dos jogos
1. O clube que, publicamente, através de meio de comunicação social, por divulgação de escrito ou de outro meio de reprodução técnica, faça declarações ou emita juízos pondo em causa a imparcialidade ou competência técnica dos árbitros, árbitros assistentes e observadores designados para o jogo que vai disputar, bem como a nomeação desses agentes por parte dos órgãos responsáveis pela arbitragem das competições organizadas pela Liga é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 50 UC e o máximo de 250 UC.
2. Os clubes são responsáveis pelas infracções previstas no número anterior quando cometidas por titulares dos seus órgãos ou, no caso de sociedade desportiva, dos órgãos do clube fundador, bem como por outros seus representantes, ainda que de facto.
3. Em caso de reincidência a sanção referida no anterior n.º 1 é elevada para o dobro, nos seus limites mínimo e máximo.


Artigo 129.º
Coacção e comparticipação na falta de comparência
1. São punidos com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de oito anos e, acessoriamente, com multa de montante a fixar entre o mínimo de 25 UC e o máximo de 250 UC os dirigentes dos clubes que cometerem as infracções previstas no n.º 2 do artigo 66.º.
2. Os dirigentes que cometerem as faltas previstas no n.º 1 do artigo 66.º e no n.º 1 do artigo 77.º do presente Regulamento são punidos com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de sete anos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 25 UC e o máximo de 250 UC.
3. No caso previsto no n.º 3 do artigo 66.º os dirigentes são punidos com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de seis meses e o máximo de dois anos e, acessoriamente, com a sanção de multa prevista no número anterior reduzida a um quarto nos seus limites mínimo e máximo.

Artigo 130.º
Declarações sobre arbitragem antes dos jogos e sobre a organização das competições
1. O dirigente que praticar as infracções previstas no n.º 1 do artigo 67.º e no n.º 1 do artigo 68.º é punido com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de 15 e o máximo de 90 dias e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 10 UC e o máximo de 50 UC.
2. Em caso de reincidência, os limites mínimo e máximo das sanções previstas no número anterior são elevados para o dobro.

Artigo 62.º
Corrupção da equipa de arbitragem

1. O clube que através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa, ou de qualquer outra vantagem patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar a esses agentes, expressa ou tacitamente, uma actuação parcial e atentatória do desenvolvimento regular de jogos integrados nas competições desportivas, em especial com o fim de os jogos decorrerem em condições anormais, alterar ou falsear o resultado de jogos ou ser falseado o boletim de jogos, será punido com a sanção de descida de divisão e, acessoriamente, com a sanção de multa de
montante a fixar entre o mínimo de 500 UC e o máximo de 2000 UC.
2. Se o ilícito for cometido na forma de tentativa, o clube será punido com a sanção de subtracção de pontos a fixar entre o mínimo de cinco e o máximo de oito pontos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 250 UC e o máximo de 1000 UC.
3. Se a prova em que os factos forem praticados for disputada por eliminatórias, o clube, para além das sanções previstas nos números anteriores, será punido:
a. No caso do n.º 1, com a sanção de desclassificação da prova em curso e, acessoriamente, com a sanção de exclusão dessa mesma prova por um período a fixar entre o mínimo de uma e o máximo de três épocas desportivas;
b. No caso do n.º 2, com a sanção de desclassificação da prova em curso.
4. Os clubes são considerados responsáveis, nos termos dos números anteriores, pelos factos cometidos, directa ou indirectamente, por qualquer dos seus dirigentes ou representantes, ainda que de facto, e funcionários, e bem assim pelos demais agentes desportivos a si vinculados.
5. Não cabem nas previsões dos números anteriores as simples ofertas de objectos meramente simbólicos.

Artigo 63.º
Corrupção dos clubes e jogadores
1. Os clubes que façam ou intervenham em acordos com vista à obtenção de um resultado irregular, quer seja pela actuação anómala de uma ou ambas as equipas contendoras ou de algum dos seus jogadores, quer pela dolosa utilização irregular de qualquer um destes, quer pela apresentação de uma equipa notoriamente inferior ao habitual ou outro procedimento conducente ao mesmo propósito, serão punidos com as sanções previstas no n.º 2 e na alínea b. do n.º 3 do artigo anterior.
2. Quando os acordos referidos no número anterior tiverem por fim a viciação de apostas desportivas, ainda que organizadas ilegalmente ou no estrangeiro, e bem assim quando forem celebrados com associações criminosas ou no contexto de actividade criminosa altamente organizada a sanção será de exclusão das competições profissionais de futebol.
3. O jogo em que hajam ocorrido os factos previstos nos números anteriores será declarado nulo e mandado repetir, desde que não haja sido homologado, e caso resultem prejuízos para o clube interveniente não culpado ou para terceiros igualmente não responsáveis.
4. Os clubes que derem ou aceitarem recompensa ou promessa de recompensa, para os fins
referidos no n.º 1, serão punidos com as sanções nele previstas.
5. Os clubes que pratiquem os factos ocorridos nos números anteriores, quando na sua forma
de tentativa, serão punidos com:
a. Subtracção de pontos a fixar entre o mínimo de dois e o máximo de cinco pontos na
classificação geral;
b. Derrota no jogo de prova disputada por eliminatórias ou, se o jogo se encontrar homologado, derrota em jogo ou subtracção de três pontos na prova em curso na época desportiva correspondente à data em que a decisão condenatória se tornar definitiva;
c. A multa prevista no n.º1 deste artigo reduzida a metade nos seus limites mínimo e máximo.
6. Os clubes são considerados responsáveis, nos termos dos números anteriores, pelos factos cometidos, directa ou indirectamente, por qualquer dos seus dirigentes ou representantes, ainda que de facto, e funcionários, e bem assim pelos demais agentes desportivos a si vinculados.

Artigo 64.º
Corrupção de outros agentes desportivos
Os clubes que derem ou prometerem recompensa a qualquer agente da equipa adversária, com vista à obtenção dos fins assinalados nos artigos anteriores, serão punidos com as sanções previstas no n.º 2 do artigo 62.º









Artigo 19.º (Regulamento de competições)

Calendários
1. A Liga estabelecerá, em coordenação com a Federação Portuguesa de Futebol, até ao dia 15 de Junho de cada ano, as datas das provas oficiais, incluindo as referentes às dos jogos das competições internacionais de clubes e das Selecções Nacionais, durante a época, salvo nos anos de realização das fases finais do Campeonato da Europa e do Mundo.

2. Os jogos das competições oficiais adiados no decurso da primeira volta têm de ser realizados obrigatoriamente no decurso das quatro semanas que se seguirem à data inicialmente fixada para o jogo, salvo casos de força maior devidamente comprovados e reconhecidos por deliberação da Comissão Executiva.

3. Depois do início da segunda volta os jogos adiados têm de ser realizados no decurso da mesma semana ou, caso um dos clubes tenha de realizar nessa semana outro jogo das competições oficiais nacionais ou internacionais da UEFA ou da FIFA e ainda no caso de se realizar um jogo da Selecção Nacional e qualquer dos clubes intervenientes tenha jogadores convocados, dentro das duas semanas seguintes.
 

Campeonato falsificado

Mais do que um campeonato sujinho, este é um campeonato falsificado.

Que aliás acaba de uma forma bem simbólica: com uma simulação fora da área a dar penalty e expulsão para o Porto (resolvendo o campeonato aos 20 minutos de jogo) e os seus adeptos em delírio e a festejar, repetindo à exaustão: "limpinho".

PARA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS, AQUI ESTÁ O LANCE:
http://1.bp.blogspot.com/-h15FJM-Gses/UZ3x2sIecxI/AAAAAAAAH68/NP5ZxLbQ4rU/s1600/gMeBa.gif

Eles habituaram-se a ganhar assim e já acham normal. Porventura até gostam mais.
O que no fundo é coerente.
É um lugar comum dizer-se que não se confunde a instituição e os adeptos com "certas pessoas" que o representam ou dirigem. No entanto, neste caso há uma identificação total entre as partes. Vejamos.
O sucesso do Porto assenta em Pinto da Costa. De um clube raramente ganhador e quase derrotado cada vez que vinha a Lisboa, Pinto da Costa fez um grande clube, hegemónico em Portugal a um ponto sem paralelo em nenhum outro país. É uma hegemonia que se começou a desenhar há 30 anos, desde que Pinto da Costa assumiu a liderança e que é hoje quase absoluta. 8 títulos em 10 anos é algo que nem no Iraque de Saddam ou na actual Coreia do Norte deve acontecer.
Pinto da Costa "inventou" este Porto. Foi buscar para símbolo o dragão (no Ocidente sempre conotado com o mal), criou uma guerra com o "Sul" e elevou o Porto a patamares de competitividade nunca vistos.
Pinto da Costa tem grandes qualidades: é um líder nato, tem visão, sabe jogar estrategicamente, sabe muito bem o que diz e os efeitos que as suas palavras têm, tem qualidades interpessoais excepcionais, sabe muito de futebol.
O problema é que Pinto da Costa é desonesto, é manipulador, não olha a meios para alcançar fins, recorre à batota, à coacção, à violência e ao suborno.
Nesta medida, Pinto da Costa devia estar preso. As provas reunidas pela PJ foram absolutamente esclarecedoras e irrefutáveis. Simplesmente, Portugal é um País que vive de compadrios e pequena corrupção, onde a justiça chega tarde, se é que alguma vez chega. Um País de brandos costumes no que diz respeito à punição da criminalidade. Política, justiça e futebol tudo se misturou e confundir para que o processo redundasse em quase nada. 
Mas a culpabilidade estava irreversivelmente estabelecida e à vista de todos, o que colocou um problema aos adeptos do Porto: ou renegavam Pinto da Costa por acharem inaceitáveis os seus métodos (a batota, a corrupção, os favores, a coação) - e com isso deixavam de apoiar o Porto; ou fingiam que nada disso alguma vez acontecera, vivendo em pura negação.
Porque ninguém de bom senso poderá acreditar que Pinto da Costa, depois de ter feito o que fez e nunca ter mostrado o mais pequeno arrependimento, tivesse agora, já praticamente na velhice, mudado radicalmente. As coisas que ficaram demonstradas que fazia eram demasiado graves (subornar, ordenar espancamentos, bater em mulheres, angariar prostitutas para árbitros, pagar viagens, mentir deliberadamente, inventar histórias para manipular e obter certos efeitos, etc, etc) para acreditar numa tal mudança. Além disso, a sua entourage é a mesma dos velhos dias.
Num País normal, seria impensável Pinto não ter sido preso, quanto mais continuar à frente de um clube de futebol. Mas Portugal não é um País normal. É, digo-o com todas as letras, uma choldra.
Ainda em relação aos adeptos do Porto, não apenas eles optam por fingir que nada se passou (e continua a passar, mas aí já chegaremos) como adulam Pinto da Costa como se ele fosse um santo. É mais do que um culto da personalidade - é praticamente uma idolatria.
Passando ao presente, se alguém acreditasse na súbita auréola de Pinto da Costa, bastaria olhar para as arbitragens do Porto para perceber que algo continua mal.
Mais uma vez, nesta choldra as arbitragens do Porto podem parecer normais mas num País normal a indignação generalizada já teria posto termo ao que se passa quase ininterruptamente há 30 anos.
São raros os jogos do Porto em que esta equipa não seja beneficiada. Eu repito, são raros os jogos do Porto em que não há benefícios, por vezes com influência real no desfecho do jogo.
Quando o Porto joga há sempre uma interpretação das leis que lhe é favorável: mãos dos adversários dão invariavelmente penalty, mas mãos dos jogadores do Porto nunca são deliberadas; contactos dos adversários são muitas vezes penalty mas dos jogadores do Porto quase nunca (este ano houve um penalty assinalado, num jogo já resolvido e porque a coisa estava já a dar demasiado nas vistas), nos foras de jogo muitos lances legais são invalidados aos adversários ao passo que nenhum ao Porto - e às vezes até marcam em claro fora de jogo, sem que o fiscal tenha visto.
É uma farsa completa, descarada, perpetrada à vista de todos.
Mas que é bem mascarada. O Porto tem o exclusivo das transmissões da Liga Portuguesa, através da Sporttv que escolhe muito bem os lances para não evidenciar esta realidade. Depois temos o infame "tribunal d'o Jogo" onde três ex-árbitros muito bem escolhidos fazem nova lavagem cerebral aos que se deixam (ou querem deixar) enganar. A RTP é totalmente dominada, na secção de desporto que lá está sediada, pelos "estúdios do Porto", de onde Gobern foi demitido por ser benfiquista. E finalmente temos ainda a TVI, que com a sua parceria com o "mais futebol", do anti-benfiquista Luis Sobral e do fanático portista Manuel Queirós, ajudam à festa, para já não falar da abencerragem sportinguista Fernando Correia. Manuel Queirós então está em todo o lado: é na TVI, é no "mais futebol", é no Diário de Notícias, é na Antena 1.
A SIC, durante muito tempo a televisão mais pro-Benfica do panorama português, está também agora "minada", com Luis Marçal a dominar o desporto e Ribeiro Cristóvão a aparecer a fazer comentários absolutamente lamentáveis. Depois há Jorge Batista que é benfiquista mas anti-Jorge Jesus e que critica o treinador do Benfica mesmo depois das vitórias.
Um panorama lastimável mas que demonstra mais uma vez a força do Porto e a sua capacidade de influência. Que também se faz à chapada: quando alguém faz perguntas ou comentários incómodos apanha. Resultado: pouco tempo depois desaparece da antena.

A mensagem é sempre a mesma, para árbitros ou jornalistas: ou é como nós queremos ou comes pela medida grande.
Às vezes pergunto-me se alguém no Benfica está atento a estas manobras (que fazem toda a diferença) ou se acham que a BenficaTV chega para inverter esta intoxicação dos media. Se acham estão totalmente enganados porque não chega e nalguns casos até pode ter um efeito contrário.

(continua)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gobern - demitido! E Carlos Abreu Amorim?

João Gobern era, até há um ano, um comentador de um programa de futebol. Num momento em que pensou que a câmara estava num outro plano (e estava) levantou o braço em comemoração de um golo do Benfica. 

Esse gesto - que NÃO PODE DE FORMA NENHUMA OFENDER NINGUÉM - foi considerado imperdoável pela RTP. Gobern foi demitido. Agora voltou à RTP mas noutras funções, as de adepto "residente".

Um deputado da Nação OFENDE todos os benfiquistas. Achincalha, fala em magrebinos, promovendo a artificial divisão do País entre Norte e Sul, manda-os "curvarem-se".

O que acontece? NADA.

Conclusão: o cargo de comentador de futebol é de muito mais responsabilidade e exigência do que o de deputado da nação e vice-Presidente de um partido como o PSD. Ou é isso ou então ESTE PAÍS É UMA BRINCADEIRA. Ou se calhar são as duas coisas juntas.


JÁ NÃO HÁ VERGONHA

Campeonato foi perdido na Luz contra o Porto

Ao contrário do que temos dito, este campeonato não foi perdido só contra o Estoril.

Este campeonato começou a ser perdido quando o Benfica, na altura da época em que estava mais forte, não foi capaz de derrotar o Porto em sua casa. Foi a jornada 14.
Este é um estigma que o Benfica (e Jesus, se continuar como tudo indica) terão que ultrapassar rapidamente. E rapidamente é já na próxima época, vindo já com pelo menos dois anos de atraso.

O Benfica estava muito melhor do que o Porto e entrou no jogo a medo, tendo sofrido logo um golo nos primeiros minutos.

Foi um remake do que aconteceu na época passada, quando o Benfica tinha 5 pontos de avanço, deixou-os fugir (também graças ao inenarrável Hugo Miguel e a um penalty escandaloso sobre Aimar em Coimbra, que o árbitro propositadamente não marcou) e ainda foi "capaz" de perder com o Porto na Luz a 9 jogos do fim. Ainda houve muito mais batota até ao fim: por exemplo o jogo com o Sporting em Alvalade, perdido muito graças aos penalties que Soares a Dias não viu a nosso favor e ao que inventou contra nós; o escândalo da penúltima jornada contra o Rio Ave perpetrado pelo inefável Olegário e a capelada (sim, foi esse mesmo!, o da Liga Capela) de Olhão.

Em campeonatos que se discutem a 2, o Benfica precisa de ganhar ao Porto - pelo menos em casa. São mais 3 pontos, acabam-se os ciclos infinitos de invencibilidade e dá-se um rude golpe na confiança do adversário. Se o Benfica vencer os seus jogos em casa terá muito mais facilidade em pelo menos empatar nas antas. E mesmo se perder já não será por aí que está em desvantagem.

Em 4 anos de Jorge Jesus no Benfica, o Benfica tem uma vitória, dois empates e 5 derrotas com o Porto para o campeonato. Isto é demasiado mau e obriga a muita reflexão.

Este ano o Benfica foi claramente infeliz mas será que o Porto tem sempre sorte? E se tem, porque é que a tem?

Existe - parece-me claro - um bloqueio psicológico. Há medo em jogar com o Porto. É aliás por isso que normalmente perdemos pontos nos jogos que antecedem confrontos com o Porto.

Há uma questão de mentalidade. Já o vi escrito noutros blogs e concordo: para o Porto estes não são jogos normais, nem são apenas clássicos: são capítulos de uma guerra santa. O ódio dos portistas é evidente. E os nossos jogadores pelo contrário tentam encarar estes jogos (penso que essa será mesmo a mensagem de Jesus) como iguais aos outros que importa ganhar como os outros. Ora estes não são jogos iguais aos outros e se os abordarmos dessa forma nunca os ganharemos.

O Benfica tem que se impor desde o primeiro minuto, a pressão tem que ser constante, o ambiente à volta do campo (em todas as suas vertentes) tem que ser muito forte, tem que tirar o Porto da sua zona de conforto. O Benfica tem que mostrar a sua força, tem que assumir a sua identidade e remeter o Porto a uma dimensão provinciana. Lisboa tem que voltar a ser um trauma para os nortenhos e a Luz tem que ser uma fortaleza inexpugnável para o Porto. Como já foi e como tem que voltar a ser.

Jesus tem que perceber isto. No seu primeiro ano venceu o Porto e foi campeão. Desde então não voltou a vencer e nunca mais celebrou. Isto tem que ser inculcado nos jogadores. O ambiente tem que ser muito mais hostil, muito mais desfavorável ao Porto. Este clube tem-se usado da hospitalidade e do cosmopolitismo de Lisboa e da tradição desportivista do Benfica para vir a Lisboa passear, sem grande pressão adicional extra-futebol, retribuindo com recepções feéricas e selváticas ao nosso clube, onde tudo vale para desestabilizar e intimidar a nossa equipa. Não admira que os resultados sejam o que são.

É altura de mudar este estado de coisas.

Impensável falhar a Taça

Fui e sou um defensor da continuidade de Jorge Jesus. Acho que o Benfica melhorou muito, está agora num patamar competitivo muito alto e só lhe falta melhorar alguns aspectos.

No entanto, há que perceber que a Taça de Portugal terá que ser ganha.

Até agora houve um erro sério (o não ganhar o jogo com o Estoril) e duas derrotas nos descontos plenas de infelicidade. Qualquer "não vitória" contra o Guimarães no Jamor viria afinal dar razão a quem diz que o Benfica falha nos momentos decisivos; faria o clube voltar a recuar a outros tempos e poderia criar uma dinâmica de derrota irreversível para Jorge Jesus no Benfica.

Se o Benfica não ganhou o Campeonato e a Liga Europa, apesar das boas exibições, essa deve ser mais uma razão para jogadores e treinador querem mostrar na última competição que resta como isso foi injusto, fazer uma grande exibição e conquistar categoricamente a Taça.

É isso que se exige nesta altura.

Qualquer outra atitude de derrotismo, de desmoralização, de se deixarem abater, teria que ser lida pelo contrário como a prova de que este grupo não era afinal um grupo vencedor e tirar daí as necessárias conclusões.

De qualquer modo, do que estou absolutamente convencido é de que o Benfica fará uma grande exibição e vencerá o jogo no Domingo, dando aos adeptos a alegria possível nesta altura e posicionando-se para o que terá que ser a próxima época: vencer troféus e derrotar o Porto, começando logo pela supertaça.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A vergonha já chegou lá fora

A vergonha do futebol português começa finalmente a ultrapassar fronteiras. Sigam o link e vejam o que se diz. Porque quando somos nós a dizê-lo cá dentro é porque somos facciosos e temos mau perder. A história é a mesma há 30 anos. Nem com provas irrefutáveis esta gente foi presa ou sequer afastada fo futebol. Daí eu lhe chamar frutabol.

Lá fora diz-se "simulação chocante", "decisão escandalosa". Cá dentro anda-se para a frente como se nada fosse e fala-se dos "deméritos do Benfica" que perdeu "por culpa própria".

Vejam então a notícia dum site internacional:


http://www.givemefootball.com/346457-porto-claim-portuguese-title-after-outrageous-penalty-decision?fb_comment_id=fbc_365683363541578_1826683_365753743534540#f22edafb738070e

No País do frutabol

No País do frutabol vale tudo para ganhar.

No País do frutabol quem ganha é sempre o "melhor" e um "vencedor justo".

No País do frutabol ganha sempre o mesmo. E quando não ganha houve túneis ou capelas.

No País do frutabol é normal um clube ser beneficiado pela arbitragem em pelo menos dois terços dos jogos e prejudicado em 0.

No País do frutabol o clube que ganha sempre e é quase sempre beneficiado pelas arbitragens passa a época a queixar-se das arbitragens.

No País do frutabol todos os agentes desportivos olham para o lado para não terem que ver ou comentar esta situação.

No País do frutabol quando alguém se atravessa à frente do clube que ganha sempre é trucidado.
Se for árbitro a sua carreira está arruinada, se for jornalista leva pancada, é demitido ou passa à prateleira, se for jogador nunca mais ninguém lhe pega, se for clube pequeno vai, sem contemplações, parar à segunda divisão.

No País do frutabol quando um comentador é incómodo leva uns sopapos dos seguranças de Pinto da Costa, mas depois tudo passa e tudo é esquecido.

No País do frutabol qualquer árbitro pensa duas, três e quatro vezes antes de tomar uma decisão que o clube que ganha possa considerar prejudicial aos seus interesses - é que se arrisca a não voltar a apitar ao mais alto nível.

No País do frutabol quando o único clube que tem poder e dimensão para fazer frente ao clube que ganha é beneficiado por uma arbitragem cai o carmo e a trindade: semanas depois desse "escândalo" imprensa e comentadores ainda não falam noutra coisa.

No País do frutabol quando o Benfica vai ao Porto são precisos mil polícias armados para evitar a tragédia.

No País do frutabol quem comprovadamente corrompe é absolvido em tribunal, continua a dirigir o clube que ganha, a gozar na cara os adversários e a usar os mesmos métodos, agora ainda mais seguro de si mesmo e mais endeusado por uma legião de fanáticos e de aduladores.

No País do frutabol aqueles que perdem desta maneira desleal, são constantemente insultados em todos os jogos do clube que corrompe e não apenas ainda são gozados como não têm ninguém que verdadeiramente defenda o seu emblema.

No País do frutabol para além dos comentadores que são silenciados e agredidos, restam poucos independentes, pois a maioria, por medo, cobardia ou desonestidade faz activa ou passivamente o jogo do clube do sistema.

No País do frutabol os comentadores de serviço são constantemente portistas (Manuel Queirós, Freitas Lobo, Bruno Prata) ou sportinguistas (Fernando Correia) ou até madrilistas (Dani) pois quando um é benfiquista (João Gobern) demitem-no, colocando-o ao lado de fanáticos nos programas de paineleiros.

No País do frutabol, quem ganha tem sempre razão. Adula-se quem ganha e cospe-se em quem perde.

No País do frutabol não há vergonha na cara.

No País do frutabol todos sabem disto mas ninguém faz nada.

No País do frutabol mete nojo ver futebol.

Afinal houve um penalty em Paços (mas contra o Porto)

Obviamente não vi o jogo do Porto, fui ouvindo o relato.
Já sabia que o primeiro golo (o desbloqueador) foi obtido na sequência de dois erros (?). O primeiro: um passe do defesa do Paços a isolar o jogador batoteiro; o segundo: o assinalar de penalty quando não há falta e se houvesse era fora da área. Terão sido mesmo erros ou pelo contrário terá sido a execução do plano de "rigor" da máquina portista?


Espera, isto é a "Liga Capela". Portanto vale tudo. Como Capela terá "dado" 2 ou mesmo 3 pontos ao Benfica - vamos dizer que sim, que ele marcava 4 penalties contra o Benfica e nenhum a favor que é o eles queriam (para se rirem ainda mais de nós claro) - nessa medida o Porto tem "direito" a ser beneficiado contra o Setúbal, o Rio Ave, o Braga, o Guimarães e, para acabar em beleza, o Paços de Ferreira.

É que, acabei de saber agora, ainda ficou por marcar um penalty (esse sim, terá existido) contra o Porto.

De acordo com o próprio "jogo", ficou por marcar um penalty contra o Porto por falta de Varela aos 67'.

E ainda riem e ainda gozam e ainda há vice-presidentes do PSD a chamar-nos magrebinos e a dizer para ajoelharmos e ainda vão para o Marquês enxovalhar-nos.

E isto acontece ano, após ano, após ano...


CORRECÇÃO: o tal lance que foi branqueado por toda a imprensa, um alegado penalty a favor do Paços não é referido n"o jogo" mas sim no Record. Aqui fica o link:

http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior_premium.aspx?content_id=822765

Continuamos a ser comidos por parvos

Enquanto andamos nas nuvens a sonhar com épocas perfeitas, os outros andam a manobrar onde melhor sabem - nos pântanos.

A "Liga Capela" preparou o que faltava do caldo.

Porque é que o Porto "nunca falha nos momentos decisivos"?

Se falhar é humano, como já diziam os latinos, será que eles não serão humanos?

Claro que o Porto falha, como todos falham. O que não falha é a batota.

A "Liga Capela" deu ao Porto o que começava a parecer difícil. Um ardil para fazer uma campanha e uma última ofensiva contra o Benfica.

Toda a imprensa propagou esta ideia à exaustão. E o Benfica caiu como um patinho!

O Benfica foi beneficiado com o Sporting? Seguramente que sim. Mas daí à "Liga Capela" vão duas mãos de Alex Sandro, dois penalties contra o Rio Ave, uma mão de Danilo contra o Setúbal etc, etc, etc ... Praticamente não houve jornada em que não houvesse casos.

Desde a Liga Capela, o Porto foi beneficiado à descarada, de forma a ser impossível perder quaisquer pontos até ao jogo com o Benfica no dragão. Depois veio a vergonha do Nacional, que a jogar com juniores aos 20 minutos já perdia 3-0.

E assim ficou o jogo do Estoril a ser o decisivo. Já li em vários blogs que o Estoril terá recebido "incentivos", isto depois dos ordenados em atraso do Olhanense terem sido misteriosamente pagos na véspera do jogo com o Benfica.

Mas é por isto que o nosso falhanço contra o Estoril é IMPERDOÁVEL. As manobras foram feitas nas nossas barbas e nós fomos comidos por parvos. Os jogos ganham-se lá dentro mas também se ganham cá fora.

Depois, como eu já antecipava, foi a guerra. Houve petardos e tiros à porta do Hotel onde a nossa equipa estava no Porto - MAS TUDO CORREU MUITO BEM! Até Proença foi chamado para "abençoar" o jogo do título. Não houve casos? E a invasão de campo após o golo do Porto? Como é que depois disso Proença acaba o jogo apenas 30 segundos depois dos 4 que tinha concedido, quando a bola vai no ar num cruzamento para a área do Porto? Para nós isso não é um caso mas fosse ao contrário veriam como no fim do jogo não se falaria de outra coisa.

Por isso digo, continuamos a ser comidos por parvos. E digo mais: eles são mais aguerridos, como se vê até pelo treinador que passou o ano a atacar Jorge Jesus, com este a nunca lhe responder à altura. Eles têm-nos ÓDIO. E nós andamos em lirismos. Felizmente Jesus não entrou em parabéns a Vitor Pereira e ao Porto, depois da hipocrisia suprema daquele ao vir agora ao fim do campeonato com elogios.

O nosso lirismo continua ao não comentarmos a nomeação de Hugo Miguel, o artista de Coimbra, que transformou um penalty sobre Aimar no ano passado numa falta contra o Benfica. Fosse a situação inversa e o Porto desde logo diria que o campeonato estava entregue e que as faixas deveriam incluir o nome de Hugo Miguel.

Voltámos a ficar calados e o resultado está à vista. Miguel fez de novo das suas. Já no dragão James tentara a habilidade, sem que "o melhor do mundo" o sancionasse com o devido cartão. Desta vez, sabendo-se impune, fê-lo de novo. E aí está nova Liga - a "Liga Miguel, Soares Dias, Xistra e Proença". Como nós só "temos" a "Liga Capela", ficámos em clara desvantagem.

Ainda agora diz Rui Santos que o Benfica foi beneficiado no jogo com o Estoril. O tal em que tivemos um jogador expulso e sofremos um golo em fora de jogo. Fosse ao contrário...

O Benfica é isto. Não tem capacidade de influência sobre coisa nenhuma, da imprensa à arbitragem.

Sabiam que desde o jogo com o Sporting que não apenas Capela mas o próprio comentador Pedro Henriques foram banidos? Pedro Henriques lá voltou nos últimos dias a aparecer mas apenas para comentar jogos internacionais.

Nas antas, há uma semana dois repórteres da Antena 1 foram espancados, o ano passado foi o comentador da TVI (nesse caso por capangas de Pinto da Costa) e se recuarmos no tempo há muitos mais casos. No entanto quando uma vez perguntaram a Pinto da Costa (já há muitos anos, pelo que se vê como a coisa vem de trás) e citaram vários casos, este riu-se e disse "qualquer dia monto lá um hospital".

E a imprensa bajula-o, beija-lhe os pés!

Acreditem, somos comidos por parvos.

E enquanto formos comidos por parvos, podemos jogar muito bem que não ganhamos coisa nenhuma.

Esperar pela justiça e pela verdade em Portugal implica morrer de velho sem nunca a alcançar. Isso já se percebeu há muito.

O Benfica é o maior clube de Portugal em adeptos. No entanto continuam a fazer de nós o que querem, gato sapato autêntico. Agora até já há festa do Porto no Marquês de Pombal. Quando os nossos tentaram festejar há 3 anos nos aliados foram corridos à paulada.

O Benfica é o maior clube português mas não tem peso nas instituições, é desrespeitado constantemente e tratado como um desgraçado. E depois aparece como um coitadinho. Para mim começa a ser demais.