sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Benfica da próxima época

Daquilo que me pude aperceber e do que fui lendo, o Benfica já contratou grandes jogadores para a próxima época. Djuricic e Sulejmani são reforços importantes e Markovic é um jogador extremamente promissor.

Djuricic é um médio criativo de 21 anos, um jogador de grande talento que, se afirmar plenamente a sua categoria, será sem dúvida um sucessor à altura de Pablo Aimar. Pode vir mesmo a ser um caso sério. Convém porém recordar que o esquema táctico do Benfica não tem contemplado um "número 10" puro, um organizador do futebol atacante. Essa tarefa tem sido repartida por Matic e Enzo, que porém têm que fazer todas as tarefas defensivas do meio-campo. Não me parece que Djuricic esteja particularmente vocacionado para este papel pelo que estou curioso para ver como será encaixado. Recorde-se que na primeira época havia apenas Javi Garcia nas costas de Aimar, mas esse desequilíbrio era compensado por Ramirez que tem características quase únicas no futebol mundial.

Sulejmani é um avançado de 24 anos, um jogador tipo Saviola (um pouco mais encorpado mas, tal como o argentino, bastante técnico, talentoso e com capacidade de fazer muitas assistências), para jogar provavelmente como segundo avançado. Chega a custo zero e procura de alguma forma relançar a carreira depois de ter sido a contratação mais cara do futebol holandês e de se ter apagado na última época no Ajax. Creio que o clube pretendia que o jogador renovasse, tendo-o "castigado" por isso não ter sucedido. Não é um goleador nato, enfatizo esta ideia, mas um jogador técnico de combinações.

Quanto a Markovic, que o Benfica ainda não confirmou mas a imprensa dá como adquirido, possivelmente nos moldes do negócio de Ramirez (sair para o Chelsea um ano depois de ingressar no Benfica), é considerado, apesar da juventude (19 anos), o maior talento da Sérvia dos últimos anos. É um jogador forte, rápido, com bom remate, que tanto pode jogar nas alas como na área. Marca golos e penso que Jesus tenderá a colocá-lo como atacante móvel mais do que como extremo, até porque neste momento existem muitas soluções para as alas. Penso que, a confirmar-se, seria uma excelente aquisição.

Uros Matic (médio, tal com o seu irmão, 23 anos) e Mitrovic (central, 22 anos) são ainda jogadores em fase de afirmação a precisar de bastante trabalho.

Fica a faltar aquilo que é evidentemente mais urgente: um defesa esquerdo de categoria e um médio defensivo para ser alternativa a Matic (a não ser que o seu irmão seja esse jogador); perceber se Maxi e André Almeida chegam para o lugar de defesa direito (e caso contrário encontrar um lateral de raiz para o lugar); um guarda-redes e eventualmente um central de categoria caso Garay saia mesmo. Caso Cardozo saia também, penso que será necessário um goleador para alternar com Lima.

Com estas contratações, que não tenho dúvida que virão a ser feitas uma vez que Jesus já disse que não quer voltar a ter que "inventar", o Benfica será com toda a probabilidade mais forte na próxima época.

Fica a faltar obviamente alterar algumas coisas ao nível da organização do futebol do Benfica mas disso falarei noutra altura.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Jorge Jesus continua

A decisão já terá sido tomada por JJ e Vieira. Falta colocar o preto no branco, quer dizer assinar o contrato.


Aguardemos com serenidade o anúncio. A mim parece-me apesar de tudo a decisão acertada e devo admitir que me surpreende pois achei que Vieira não resistiria à pressão (quer dos adeptos, naturalmente desgostados e revoltados pelos desaires e muito especialmente pela vergonhosa exibição no Jamor, quer de vários elementos da SAD que - foi mais ou menos público - se opunham a este desfecho).

Caso não existam mais reviravoltas neste processo, o acordo deverá ser anunciado em breve, imagino que ainda hoje ou o mais tardar amanhã.

A decisão indica que Jesus se sente com força anímica para continuar, premissa fundamental.

Mas é preciso perceber que a paciência já se esgotou e que nova época de insucessos não será tolerada pelos sócios. Este é pelo menos o meu sentimento.

É preciso também mudar várias coisas, mas isso será objecto de análise da minha parte no futuro.

Campeonato falsificado - Josué

Josué, do Paços de Ferreira, assinou pelo Porto.

Se esta contratação era já por si só pouco recomendável e mesmo suspeita, pois suscita dúvidas quanto à verdade desportiva do jogo Paços-Porto, o que pensar dela quando vemos que o jogador (burro) veio dizer o seguinte: "Tinha duas certezas, uma que iria regressar e que nunca ia jogar no Benfica, por isso é que hoje estou aqui. Sou do FC Porto, de coração, e toda a gente que é do clube ninguém gosta do Benfica e eu não fujo à regra"?
 
Mas, mais ainda do que isto, há uma outra coisa que torna esta contratação altamente suspeita. Trata-se de algo que terá sido confidenciado por Josué na semana que anteceu o jogo com o Porto e que chegou à blogosfera benfiquista por esses dias (há cerca de duas semanas). Note-se que nessa altura ninguém do Benfica sabia que Josué viria realmente a ingressar no Porto e a confirmar (como fez ontem) que é do Porto e que não gosta do Benfica.

Leiam e tirem as vossas ilações:
 
* Josué, jogador preponderante na equipa do Paços e membro dos "Superdragões" desde há muitos anos, garantiu no seu circulo de "amigos" que estava tudo controlado. Têm sido constantes os encontros entre neste atleta e alguns dos mais conhecidos membros da claque portista. Segundo palavras do mesmo "não há razão para preocupações, o porto será campeão ou… Campeão".
Josué tem também aconselhado colegas a não se armarem a heróis porque "aquela malta não brinca". Este talentoso médio tem servido como uma espécie de infiltrado daquele grupo de marginais no balneário Pacense. Domina os mais fracos, demove os indecisos e denuncia os íntegros. Estes últimos os principais alvos do terror psicológico em relação às familias.

http://planetaslbenfica.blogspot.pt/2013/05/josue-diz-estar-tudo-controlado-porto.html
 
 
MEUS AMIGOS ESTAMOS PERANTE A MAIOR E MAiS DESCARADA FALSIFICAÇÃO DA VERDADE DESPORTIVA JAMAIS PRATICADA EM PORTUGAL. NEM NOS TEMPOS ÁUREOS DO APITO DOURADO SE ATINGIU ESTA DESVERGONHA.
 
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Este campeonato foi como a venda de Moutinho

Não me refiro a fruta podre. Refiro-me a gato escondido com o rabo de fora.

Pretender que Moutinho vale 25 milhões e James 45 é já levar a farsa a um outro nível: ao da chacota dos enganados.



Seria como emprestar o seu estádio a uma equipa uma semana depois de contra ela ter jogado o jogo decisivo do campeonato. Seria como desatar a contratar jogadores de outra equipa que foram capazes de empatar o seu único adversário. Seria como... tantas outras coisas (in)dignas não apenas do frutabol que temos mas de uma autêntica república das bananas.

A razão por que Freitas Lobo tem tanto respeitinho ao Porto


Aqui há uns anos o Guilherme Aguiar avisou-o... Depois Freitas foi para a Sporttv...

Quando os do Porto falam é para dar recados. E os destinatários (jornalistas ou árbitros) é bom que os ouçam. Caso contrário...

Por este aviso de Guilherme Aguiar (e outros que depois lhe terão feito) Lobo se tornou num "apreciador" do Porto e do seu "rigor".
Por isso este ano Lobo se indignou quando os adeptos do Nacional, depois de um jogo vergonhoso da sua equipa e da de arbitragem (3 golos irregulares do Porto* - ver fim do post), cantaram "Glorioso SLB". Mas quando são os do Porto a cantarem a versão ultra ordinária desse cântico, mesmo em jogos internacionais, Lobo cala-se bem caladinho.

Por isso Lobo agora não fala de arbitragens e prefere falar "do jogo", encontrando sempre no "jogo" explicações para o resultado.

Já agora, vejam também neste vídeo, curiosamente de um Paços Ferreira-Porto, o golo anulado ao Paços. O frutabol é tão previsível e repetitivo que podemos quase ao calhas ir buscar jogos de qualquer ano que a história é quase sempre a mesma.

O frutabol dá  volta ao estomago de qualquer pessoa bem formada!


* - o primeiro golo do Porto surge na sequência de uma recuperação de bola de Varela, ficando dúvidas sobre se a bola sai ou não pela linha final. Examinando as imagens (recurso que os árbitros não podem usar), verifiquei que a bola de facto não sai. Depois o lance acaba da forma que a imagem ilustra, com 4 defesas do Nacional, mais o guarda-redes, a não serem capazes de cobrir um único do Porto. Aqui, não há de facto irregularidade, só mesmo negligência por parte dos nacionalistas, que agora parece que estão no Brasil.

O segundo golo do Porto está em fora-de-jogo: o jogador está à frente do último jogador do Nacional e da bola, esta é passada para a frente.
O terceiro golo do Porto resulta de um penalty inexistente. Há efetivamente um contacto (ligeiríssimo) entre Varela e o jogador do Nacional, quando aquele está parado, sem progressão. Há tanto contacto entre o pé do nacionalista e Varela como entre o pé do nacionalista e a bola. Penalty à Porto.


terça-feira, 28 de maio de 2013

A decisão

A decisão é sempre solitária.

Vieira fez até hoje um trabalho muito importante de recuperação do Benfica, a nível financeiro, de credibilidade, de estabilidade, de competitividade, de qualidade dos plantéis.  Mas tem-lhe faltado o mais importante: títulos. Dois campeonatos em 12 anos não chega.

No anterior post identifiquei o que para mim foram os erros mais crassos que cometeu esta época, que mais uma vez (e contra todas as expectativas) redundou num rotundo fracasso.

Não quer dizer que tenha feito tudo mal. Também identifiquei algumas coisas boas.

Eu não sou anti nem pro-Vieira. Eu sou e serei sempre Benfica. Enquanto Vieira for o Presidente nunca terá a minha oposição. Nunca andarei a minar o caminho mas também não deixarei de dizer o que penso, nos momentos que considero certos. Por isso ponderei fechar o blog quando me começou a ser impossível calar críticas muito fortes ao que já na altura me parecia um caminho errado, arrepiei caminho quando foi tomada uma decisão que me pareceu na direção certa (romper com a Sporttv) e só falei agora, quando a época já está decidida.

A vida faz-se de escolhas, faz-se de decisões entre diferentes opções ou alternativas.

Até ao momento não apareceu um rumo alternativo credível para o Benfica. O Benfica é uma instituição colossal, um barco muito difícil de pilotar.

Muito do que disse de Vieira, aplica-se a Jorge Jesus.

Elevou muito a qualidade da equipa, trouxe-a a patamares de competitividade não vistos no Benfica há MUITOS ANOS, identificou talentos que rentabilizou para a equipa e em proventos de vendas para a SAD. Mas faltam-lhe títulos!

JJ tinha o campeonato na mão e deixou-o fugir entre os dedos! A Liga Europa podia ter sido ganha, o que teria sido um feito histórico, extraordinário, mas Jorge Jesus também o deixou fugir.

Sim, JJ é tão responsável pela forma como jogámos - e que surpreendeu e encantou não só os benfiquistas como a Europa do futebol - como pela forma como o perdemos. O primeiro golo do Chelsea é o resultado do talento de Torres mas também de uma forma de jogar por vezes quase suicida (que já vem desde a primeira época), de um quase amadorismo em termos defensivos. O segundo golo resulta de uma ingenuidade dolosa, quase "criminosa", na forma como o canto é concedido que depois resulta num golo também inaceitável em termos defensivos. Consta que Enzo Peres estava revoltado com Jesus no fim do jogo porque tinha-o advertido de que o Chelsea costumava bater o canto para o segundo poste com Ivanovic a aparecer naquele espaço, tendo por isso sugerido uma marcação homem a homem ao sérvio, no que teria sido ignorado. E não esqueçamos também que o Chelsea era a equipa da Europa com mais jogos nas pernas.

Nesta medida, o jogo da Taça era ABSOLUTAMENTE DECISIVO. SALVAVA A ÉPOCA, ao contrário do que foi dito! Não salvava o campeonato, que estava perdido, mas salvava a época. Ficaria o registo de um campeonato perdido com infelicidade nos descontos do penúltimo jogo da época, uma honrosa prestação em Amsterdão e uma Taça!

Esse título (são os títulos, estúpido!) era fundamental para manter uma boa média, como assinalei em Janeiro. Perdido esse jogo, JJ perdeu praticamente toda a sua margem de manobra. Ficou abaixo da média do Benfica nos últimos 20 anos (se contabilizarmos conjuntamente Campeonatos e Taças de Portugal). Não ganhou nada este ano.

O jogo da Taça, até pela forma como decorreu, era um jogo facílimo de ganhar. O Benfica jogou a passo, sem atitude, sem determinação, sem espírito vencedor, sem garra, sem qualidade nenhuma. Cada vez que mexeu, Jorge Jesus piorou a equipa.

A conclusão lógica é a de que Jorge Jesus deve deixar o Benfica.


Mas atenção, deve deixar para vir quem? Essa é que é para mim a verdadeira questão.


Rui Vitória? Sinceramente parece-me um erro tremendo. Vitória não me parece ter arcaboiço, unhas para esta guitarra. A pressão no Benfica é uma coisa tremenda, não é para qualquer um. O mesmo se aplica a Paulo Fonseca e mais ainda ao treinador do Estoril. O Benfica não é o Porto onde o verdadeiro "treinador" e líder é Pinto da Costa. Onde qualquer um é campeão. Onde as arbitragens fazem o jeitinho e a "estrutura" ampara os golpes (para além de manter os jogadores em sentido não permitindo indisciplinas).

É tudo isto que Vieira terá que ponderar muito bem. Neste momento a sua credibilidade está no ponto mais baixo. Os benfiquistas estão fartos de perder, fartos de ilusões e desilusões e já não acreditam em mais promessas. Uma aposta falhada reflectir-se-á muito na presidência de Vieira. Voltará a contestação e a instabilidade interna. Uma aposta desastrosa poderá levar o clube à semi-ingovernabilidade ao estilo sportinguista. E não estou sequer a equacionar como poderão reagir os benfiquistas à eventual ida de JJ para o Porto...

Estamos em águas agitadas e cheias de perigos. A derrota na final da Taça foi o momento chave que fez precipitar toda esta situação. É isso que mais me custa e que de alguma forma me revoltou contra Jorge Jesus que até aí eu sempre defendera. É que o espectro do Porto e de Pinto da Costa (mesmo já depois de nos tirarem o campeonato), verdadeira praga do Benfica nos últimos anos, pairou logo sobre o Jamor.

Esta é talvez a decisão mais difícil e importante de Vieira desde que é Presidente do Benfica. E que marcará sempre a sua passagem pelo Benfica.

Época perdida - o papel de Vieira

Este ano o Benfica tinha tudo para ser feliz.
Com expectativas baixas face às saídas de Witsel e Javi Garcia, bem como por um empate em casa, logo na primeira jornada, com o Braga, a equipa não apenas aguentou esse embate como surpreendeu toda a gente, atingindo patamares quase impensáveis em Agosto/Setembro.

Foi um Benfica demolidor o que chegou ao fim do mês passado em condições de ganhar tudo. Houve alguns momentos menos bons, como o empate em casa com o Porto no fim da primeira volta (mantenho que se tivéssemos vencido esse jogo, como podíamos, teríamos sido campeões) ou o jogo contra o Sporting em casa, em que apesar do golo de antologia não conseguimos ser a equipa que normalmente somos.
Mas outros houve que foram sensacionais, como a segunda parte contra o Newcastle na Luz ou a segunda mão contra o Fenerbahçe. Houve exibições seguríssimas, como as vitórias claras em Coimbra e em Paços para a Taça de Portugal, ou as vitórias na Madeira contra o Marítimo e em Guimarães contra o Vitória. Isto para não recuar ao início do campeonato, em que demos goleadas e alguns festivais de futebol.

Já nem nos lembramos destas coisas...

O que correu então mal?

É simples e escreve-se com 6 letras: Vieira.

Vieira terá trabalhado nos bastidores para que vergonhas como a de Coimbra não se repetissem. E teve sucesso nessa tarefa, nomeadamente "saneando" árbitros que claramente têm como objectivo perseguir e prejudicar o Benfica.

Tivemos assim para os nossos jogos nomeações de árbitros jovens ou sem historial de prejuízo ao nosso clube, o que se reflectiu, até ao último terço do campeonato, numa época quase sem casos, em que não fomos prejudicados pelas arbitragens.

O campeonato parecia ganho, pois era evidente que sem invenções, sem xistremas, o Benfica era a melhor equipa.

O Porto dava sinais de desespero.

Mas foi aqui que Vieira (e a estrutura que o acompanha, pois há lá mais gente que tem a obrigação de manter os olhos abertos) errou: achou que as coisas estavam ganhas e subestimou o poder do FC Porto e a influência de Pinto da Costa, que os benfiquistas já davam quase como morto (em sentido figurado, obviamente). 

Deixou-se Vitor Pereira fazer demasiado alarido, demasiada pressão sobre os árbitros sem resposta adequada. Quase todas as semanas o treinador do Porto falava de jogadores do Benfica que deviam levar cartões: ora era Maxi, ora era Matic.

Assim, quando entramos na fase final do campeonato, quando o Benfica podia finalmente criar a décalage decisiva, alargando a sua vantagem para 6 ou 8 pontos e deixando o Porto irremediavelmanente atrasado, este Porto é aguentado pelos árbitros à custa de penalties (a seu favor ou perdoados).

Pinto da Costa sabia que parar o Benfica seria muito difícil (até porque Vieira aí controlou bem Vitor Pereira, o dos árbitros, no sentido de não termos Xistras, Soares Dias nem miguéis semana sim semana não) pelo que optou por controlar as arbitragens do seu clube, praticamente assegurando os pontos todos do Porto até à visita do Benfica ao dragão. Qualquer deslize da nossa equipa até lá tornaria esse no jogo do título.

Há que o dizer, a estratégia foi bem pensada e bem executada se formos capazes de nos abster de um juízo moral, que tem que ser condenatório, desse controlo das arbitragens do Porto. Que foi por demais evidente.

LFV falou e bem a dada altura acerca de um jogador de andebol do Porto, dizendo que eles jogavam com dois guarda redes. Só que isso foi em Dezembro. 

Ora este "ataque final" ocorreu em Março/Abril e aí o Porto contou com um caminho aberto resultante do completo silêncio da parte do Benfica.

Vieira achou que o mais importante era o Benfica concentrar-se em si mesmo. Ganhando, conseguindo ser campeão mesmo apesar das arbitragens teria ainda mais sabor.

Infelizmente não foi a estratégia mais correcta (embora a possa compreender e ela tenha algum apelo). Não foi a mais correcta porque obrigou a equipa a um desgaste que se reflectiria no rendimento da equipa nas "finais".

Tudo aquilo que até disse atrás não justifica porém o título deste post. Se Vieira tivesse apenas cometido os "erros", se é que o são, que aponto atrás, considerando que fez por outro lado um trabalho invisível e muito importante de acabar com os roubos descarados ao Benfica, o balanço seria altamente positivo.

O problema é que os erros estavam ainda por chegar.

E chegaram na semana fatídica que antecedeu o jogo com o Estoril em que tudo se perdeu - e aí o principal responsável é Vieira.

Bastava ganhar ao Estoril para o Benfica ser campeão. Repito, bastava ao Benfica ganhar ao Estoril para ser campeão. Dificilmente perderíamos no Porto (o empate já dava matematicamente o título) e poderíamos rodar alguns jogadores para ter mais frescura física em Amsterdão. Pelo que se viu nesse jogo, com essa frescura adicional poderíamos mesmo ter ganho (muitas vezes quando os jogadores falham golos é porque fisicamente estão muito desgastados - a finalização é o movimento que exige mais rapidez de execução e portanto melhor condição física) a Liga Europa.

O que aconteceu então? Um remake do ano passado! O ano passado, com o Benfica 5 pontos na frente e nos quartos de final da Champions, Vieira deu uma entrevista à RTP na qual parecia já convencido de que o mais difícil já estava feito e que, além de ser campeão nacional, o Benfica poderia mesmo vencer a Champions.

Desde aí foi o descalabro.

Este ano, Vieira, que tinha estado calado toda a época, aparece nessa semana fatídica a dar nova entrevista, desta vez à Benfica TV. Era a consagração! Quando nada estava ganho, como tantas vezes aqui alertei!!

Mas pior, uma vez que alguns poderão achar que estou a ser supersticioso (que não é o caso) e que a entrevista não influiu sobre o rendimento da equipa (apesar do exemplo do ano anterior), Vieira, que até então não falara do tema, veio introduzir a questão da renovação de Jorge Jesus! Na véspera de um jogo decisivo!!!! QUE INCOMPETÊNCIA! QUE AMADORISMO!

Alguns falam da viagem ao Brasil mas aí, se calhar erradamente, não dou uma importância muito grande ao facto. Vieira não passa os jogos no banco ou ao lado da equipa, pelo que a sua ausência não terá sido assim tão notada pelos jogadores. Eles têm é que estar concentrados no seu trabalho e não em quem está à volta.

O pior foi quebrar o silêncio, que naquela altura era de ouro, e introduzir um factor de perturbação, de distração, quando a concentração no jogo com o Estoril devia ser total e absoluta

Penso e muitos dizem que Pinto "atacou" e prometeu prémios aos jogadores do Estoril, percebendo que era a última oportunidade de poder tentar tirar o título ao Benfica e sabendo que havia cansaço de uma eliminatória fortíssima, disputada em ritmo frenético, com o Fenerbahçe. Se é verdade, mais uma vez ele foi esperto e nós fomos burros!

As coisas correram como correram. Mas ainda havia uma forma de salvar a situação: era LFV anunciar a renovação com Jorge Jesus na semana antes do jogo com o Porto, reforçando a confiança de todos antes daquele embate decisivo. NADA.

E depois perde-se a Liga Europa, da maneira que foi, e Vieira vem dizer (talvez ainda acreditando no milagre do móvel) que JJ era o seu treinador até ao fim do seu mandato.

Para quê? Das duas uma: ou renovava antes das decisões (como deveria ter feito), ou esperava até ao fim da época. No meio é que NÃO PODIA ter dito nada. Só criou instabilidade, distração.

Finalmente, o tal epílogo de que eu falei aqui há duas semanas foi a final da Taça. Nova derrota e desta vez com uma exibição miserável que levou alguns adeptos no Jamor a interrogar-se sobre se não haveria aqui um espectro do Porto a pairar e um anuncio, sob forma do resultado do jogo, acerca do futuro de JJ. Sentiu-se (até pelas expectativas criadas e pelo apoio incondicional dos adeptos) que havia algo de traição naquele desfecho e naquela exibição. As substituições foram algo de indescritível, anunciando logo que iríamos mesmo perder a final.

Porém o mal já estava feito e já vinha de trás. A partir daí, da sucessão de erros de Vieira que identifiquei, tudo se desmoronou como um castelo de cartas. Jesus, já de si bastante emotivo, perdeu o controle emocional e começou a cometer erros a um ritmo cada vez mais acelerado. 

Faltam apenas dois episódios desta peça. Um deverá ser anunciado já hoje, o outro também muito em breve. A não ser que eu esteja muito enganado e que Vieira agora me surpreenda. 

Então e agora?

Luís Filipe Vieira: “Jorge Jesus é o meu treinador”
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03-05-2013 18:41

Presidente à Benfica TV

Luís Filipe Vieira: “Jorge Jesus é o meu treinador”

O presidente do Sport Lisboa e Benfica afirmou esta sexta-feira, em entrevista à Benfica TV, que há pessoas que estão muito preocupadas com a permanência da sua pessoa e do treinador Jorge Jesus no Clube.

“Temos sempre romances no final das épocas. Lembro-me que, no ano passado e no ano anterior, a saída do Jorge Jesus era pedida por muita gente. No ano passado, face ao fracasso da época, perguntaram-me concretamente sobre a continuidade de Jorge Jesus e disse que era o meu treinador. Se é o meu treinador e se vou continuar como presidente do Benfica, logicamente que vai continuar, não vale a pena fazer especulações”, afirmou Luís Filipe Vieira.

O presidente do Sport Lisboa e Benfica fez questão de serenar a nação benfiquista, referindo que a seu tempo tudo será comunicado. “Não somos obrigados a dizer, nem eu, nem o Jorge Jesus, o que fazemos. Dá ideia que as pessoas estão muito preocupadas que o Jorge Jesus e o Luís Filipe Vieira continuem juntos. Os benfiquistas podem ficar serenos, que na altura própria irão saber o que vai acontecer no futuro, neste momento estamos em pleno Campeonato, em plena final da Liga Europa e da Taça de Portugal. Conheço suficientemente bem o Jorge Jesus e vice-versa e de certeza que o Jesus sabe o meu pensamento, bem como o contrário. Praticamente é só passar para um papel, mas não vale a pena especular”, revelou.

Luís Filipe Vieira lembrou ainda que houve quem criticasse o técnico da equipa e que agora tudo mudou. “Para aqueles que falam hoje muito do Jorge Jesus, se calhar são os mesmos que disseram que devia sair do Benfica. A memória dessas pessoas é às vezes curta”, mencionou.

O Benfica está ainda em três frentes e Luís Filipe Vieira realçou que a ideia que nada foi conquistado. “Este é o quarto ano que o Jorge Jesus está no Benfica e é natural que, com alguns erros que cometemos e que corrigimos, podíamos de certeza continuar a sonhar e a ter objectivos bem claros. Este ano é o corolário desse trabalho todo, ainda que não tenhamos ganho nada”, afirmou.

A valorização do plantel benfiquista
Em termos de plantel, o líder máximo das “águias” começou por salientar a forma como o Benfica conseguiu colmatar as ausências de Javi García e Witsel. “Sabíamos que iríamos encontrar soluções e isso que é sempre aliciante e é para isso que o treinador Jorge Jesus está no Clube e vai continuar de certeza, para fazer esse tipo de trabalho. O plantel do Benfica está supervalorizado em termos internacionais”, apontou.

A saída de Óscar Cardozo foi muito falada durante algum tempo, curiosamente envolvendo o nome do Fenerbahçe, adversário que o Benfica veio encontrar nas meias-finais da Liga Europa. Sobre esse assunto, o presidente foi peremptório: “Não negociámos com ninguém. As pessoas podem chegar ao pé do Benfica e tentar aliciar qualquer jogador, mas nesse caso concreto a resposta foi sempre não.”

Questionado se têm existido actualmente propostas para os jogadores, Luís Filipe Vieira afirmou que “a porta está fechada neste momento”. “Temos objectivos para cumprir e só pensamos nisso. Não sabemos o que vem a seguir, mas o que os benfiquistas podem saber é que estamos na Liga dos Campeões na próxima época e a final é no Estádio da Luz, por isso, queremos ter uma equipa competitiva como esta, para conseguirmos o nosso sonho”, acrescentou.

Fotos: Arquivo / SL Benfica

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Chega de derrotas, chega de perdedores

Parece-me evidente que as coisas ontem foram demasiados más para JJ poder continuar no Benfica.
Não sinto nenhum prazer em dizê-lo e será até de certa forma injusto que assim aconteça, pois se excluírmos o jogo de ontem, a época fica marcada por muita infelicidade. Por 3 ou 4 minutos, por 2 ou 3 centimetros tudo teria sido diferente.
Mas não foi.

E a crueza dos números é esta: JJ tem um campeonato em 4 anos. Tem taças da Liga? Tem, mas essas contam pouco. Tem uma final da Liga Europa? Tem e isso tem muito mérito e é um marco que fica, mas que infelizmente fica como a 7ª derrota consecutiva numa final europeia.

JJ teria feito campeonatos extraordinários se estes começassem à 2ª jornada e acabassem à 26ª. E - não esquecer - se em 8 jogos com o Porto não tivesse 5 derrotas e apenas uma vitória. Assim...

Bom, assim, a crueza dos números diz que o balanço é medíocre.

Porque, e eu tive esta discussão muitas vezes, há números que não interessam em termos de campeonatos, como os recordes de vitórias seguidas ou percentagens de vitórias. Nos campeonatos uma e só uma coisa importa: ganhar. E isso JJ, apesar de todas as suas boas intenções, conseguiu-o apenas uma vez, logo no primeiro ano, sendo nos seguintes trucidado pelo Porto. JJ ganha um campeonato em que o adversário é o Braga e perde três para o Porto, em dois deles com o Porto invicto, feito que até há 4 anos pertencia apenas ao Benfica.

JJ deu o seu melhor? Não tenho dúvidas de que sim, embora as histórias recorrentes de contactos com o Porto não sejam muito abonatórias. Mas a estratégia que montou para vencer foi consecutivamente derrotada.

Há uma coisa que não pode ser esquecida. No ano seguinte a sermos campeões, foi o ano de "vingança" do Porto. E aí fomos cilindrados por 5-0. JJ perde depois 2 meias finais (Taça e Liga Europa) de uma forma quase inacreditável. E o Porto é campeão em nossa casa, com rega e apagões.

Eu já disse e repito - desde essa humilhação absolutamente vergonhosa que esperei ouvir alguma coisa, alguma explicação, alguma desculpa, alguma justificação aos adeptos por parte de algum responsável, acompanhada da promessa de que as coisas mudariam. De Jesus talvez, mas sobretudo de Vieira. Até hoje estou à espera.

Veio a época seguinte, a que eu pensei seria da nossa "vingança". 5 pontos de avanço à entrada da segunda volta, os jornais a explicarem que nunca uma equipa tinha perdido o campeonato com tal avanço, e o descalabro a acontecer, acabando no golo de Maicon em fora de jogo na Luz. Mais uma vez, os adeptos do Benfica tiveram que engolir.

E veio ainda mais uma, esta, que agora sim ia ser a de sonho e que acaba desta forma.

Chega. Os benfiquistas estão fartos de derrotas e, há que o dizer, humilhações. Porque perder desta forma - hoje com o Guimarães, o único troféu que podiamos ganhar na época - é vexante.

Isto não é o Benfica.

Andamos nos blogs a empreender uma luta anti-sistema, andam os adeptos a apoiar a equipa pelos 4 cantos do mundo, para depois sermos "traídos" por uma derrota vergonhosa como a de hoje? Sim, porque depois do que se passou hoje (e mesmo tendo havido um golo ilegal do Guimarães) já nem nós temos vontade de falar de arbitragens. Perdemos peso, perdemos autoridade para falar de arbitragens. Porque não falámos quando devíamos (quando outros falaram e pressionaram, retirando daí dividendos óbvios) hoje somos uns derrotados.

A derrota da Taça é vergonhosa porque o adversário, apesar de toda a seriedade e de merecer todo o respeito, era muito fraquinho, muito limitado.

Um Guimarães parecido levou 6-2 neste mesmo estádio há 2 anos.

Numa outra "estrutura" JJ seria bi, ou quem sabe tetra campeão. Estes dois últimos campeonatos nunca teriam sido perdidos, nunca!

O problema é que JJ não está noutra estrutura, está nesta.

Por favor não falem do Bayern porque não há comparação possível. O Bayern é um colosso que nos últimos 11 anos ganhou 6 campeonatos, 5 Taças e 1 Liga dos Campeões!
Jupp Heinckes perdeu as 3 competições no primeiro ano. E venceu no segundo.

O Benfica transformou-se nos últimos anos num clube perdedor. Custa-me dizê-lo mas é verdade. Jorge Jesus tentou inverter esse ciclo e parecia bem encaminhado, ao ganhar logo no primeiro ano. No entanto no futebol português há demasiadas forças obscuras a actuar e JJ precisava do apoio de uma estrutura que nunca teve. Simplesmente é a que há.

E como ela não se vai alterar, até porque não se perfilou até hoje nenhuma alternativa credível para liderar o Benfica, a coisa vai partir - como sempre - pelo elo mais fraco.

Jorge Jesus entrou no Benfica com um discurso motivador e uma atitude vencedora. Ontem no Jamor foi o espelho do medo, da descrença, numa palavra, da derrota. Vivemos num mundo cão. As cenas do fim da partida são demasiado tristes. Eu estive no Estádio até aos jogadores recolherem aos balneários (coisa que não podiam fazer até ao Guimarães receber a Taça).

Ao subir a escadaria, Luisão parecia comandar um cortejo fúnebre. Mal organizado, com Lourenço Pereira Coelho a gritar não se percebeu bem o quê e Luisão a fazer ainda um compasso de espera, decidindo-se depois a avançar. O ambiente era muito mas muito pesado. Ninguém merecia este desfecho, nenhum o desejava e sei que todos terão feito o que pensavam melhor para as coisas correrem de outra forma. Infelizmente não foi assim. Neste mundo cão que é o nosso, nem sempre o trabalho é recompensado. Mas as responsabilidades não podem ser alijadas.
Com orçamentos tão elevados há que ter mais do que um campeonato para apresentar ao fim de tantos anos. Ou 2 se recuarmos a 2005.
O Benfica começa a ser um clube cronicamente perdedor. E o drama é que não se vê saída à vista.
Não com estes protagonistas.

Não foi

"Aconteça o que acontecer, esta época será brilhante" - Jorge Jesus, 10 de Abril de 2013.

Era para perder, Jorge Jesus?

Porquê André Almeida no lugar de Melgarejo? Porque não substitui-lo ao intervalo quando estava a ser claramente o pior jogador do Benfica em campo?

Que entrada foi aquela na segunda parte?

Tirar Cardozo, claramente o mais perigoso jogador do Benfica nesta fase final da época, a mais de 20 minutos do fim?

Urreta? Quantos jogos fez Urreta esta época?

Defender o resultado e recuar, quando já se demonstrou que o Benfica não o sabe fazer, frente a um adversário de outra forma tão frágil e inofensivo, não será convidar o adversário a acreditar?

"Pensámos que o 1-0 bastaria"???

O que aconteceu a André Gomes?

Porquê tirar Gaitan, o mais inconformado e o mais imprevisível quando precisávamos de atacar?

O que foi fazer Aimar para dentro de campo?

Não é evidente que Aimar deixou há muto de ter condições para jogar? É esta a despedida que oferece ao jogador?

"Este resultado não influencia a decisão acerca da continuidade"??? Então o que é que influencia?

São perplexidades a mais Jorge Jesus.

Custa-me vê-lo chorar, custa-me ver adeptos do Benfica tentarem agredi-lo e cuspirem-lhe. Mas a verdade é que fez tudo errado e a derrota tem a sua cara.

Vai ficar tudo na mesma?

Ou alguém vai assumir responsabilidades por desilusões atrás de desilusões que se seguem a humilhações e mais humilhações?

Será que vão continuar a fazer elogios aos árbitros?

Será que as lágrimas dos míudos que vêm o Benfica a perder, a dor dos emigrantes que sofrem ao longe, o sofrimento dos adeptos do Norte e especialmente do Porto não merecerão que alguém assuma que falhou rotudamente?
Será que para o ano é que é?

Será que apagar as luzes e lançar a rega, sair do Jamor antes da equipa adversária receber a Taça ou praticamente jogar um campeonato sem jogadores portugueses honram a história do Benfica?

Será que perder sistematicamente os melhores jogadores para o Porto é normal? É normal negociar Falcao, Alex Sandro, Danilo entre outros e estes depois assinarem pelo adversário?

Já dei, juntamente com muitos, muito para este peditório.

Já não acredito nesta liderança.

O falhanço está à vista.

JJ vai sair, penso que é inimaginável outro desfecho, mas os problemas vão continuar.

E o problema é tanto maior quanto não se vislumbra nenhuma alternativa credível a esta liderança que nos últimos 3 anos nos trouxe tantas e tão amargas tristezas.

domingo, 26 de maio de 2013

Imperdoável

Patético. Anedótico.

São os adjectivos que me vêm à mente para caracterizar este encerrar de época do Benfica. O pior Sporting não faria melhor (ou pior, conforme se olhe para a coisa).
 
Triste é outra forma de caracterizar o que aconteceu depois do apito final. Vi coisas tristes, como Cardozo a confrontar JJ ou adeptos de cabeça perdida a tentarem bater e cuspir em Jorge Jesus. É a raiva descontrolada por uma desilusão impensável há 3 semanas atrás.
 
Este final de época será dos piores de sempre da história do Benfica e é evidente que as responsabilidades têm que ser assumidas.
 
Jogámos lindamente até ao jogo com o Estoril? Sem dúvida!
 
Mostrámos querer e qualidade? É indiscutível.
 
Mas não se pode esperar que as coisas aconteçam por si mesmas só porque se chegou à fase das decisões.

Nesse momento tem que aparecer liderança, tem que aparecer mentalidade vencedora, têm que aparecer campeões.

E isso não aconteceu.

O impensável aconteceu mesmo. Quando, para nos desestabilizar, os nossos rivais diziam que ainda iríamos perder tudo, ninguém (nem os próprios!) acreditava num descalabro desses.

E a verdade é que aconteceu. Por isso alguém tem que assumir responsabilidades.
 
Porque a equipa que entrou hoje no Jamor foi uma autêntica VERGONHA para o Benfica. Face a um adversário muito fraquinho, o Benfica fez uma exibição frouxa, apática, sem determinação, sem categoria nenhuma.
 
Jorge Jesus é o responsável por esta lamentável, RIDÍCULA exibição. Errou desde logo ao não jogar com Melgarejo e jogar com André Almeida que fez um jogo lastimável. Mas isso JJ não podia saber, foi uma opção que o jogo revelou errada.
 
Mas é INDESCULPÁVEL a entrada da equipa na segunda parte. Sobretudo sabendo-se da tendência para sofrer golos nos últimos minutos, era imprescindível marcar o segundo para tranquilizar e AO MENOS REALIZAR UMA BOA EXIBIÇÃO PARA terminar a época.
 
É INDESCULPÁVEL tirar Cardozo com muito tempo para jogar!
 
É AINDA MAIS INDESCULPÁVEL tirar Gaitan que era dos mais inconformados!!
 
JORGE JESUS, EM QUE ESTAVAS A PENSAR?
 
QUE JOGO FOI ESTE?
 
QUE TÁCTICA FOI ESTA?
 
QUE ESTRATÉGIA FOI ESTA?
 
POUPAR NO ÚLTIMO JOGO? DEFENDER O RESULTADO CONTRA UMA EQUIPA QUASE INEXISTENTE? DANDO-LHE CRENÇA PARA PROCURAR O RESULTADO?
 
O que se passou com o Estoril foi mau. O que se passou com o Porto foi de uma grande infelicidade. O que passou contra o Chelsea foi cruel, mas relativamente normal considerando que jogávamos contra o campeão europeu.
 
O que aconteceu hoje É IMPERDOÁVEL.
 
Jogámos contra uma equipa muito inferior e perdemos por culpa própria. POR CULPA PRÓPRIA. Fizemos o necessário para perder. Lamentável.

Depois do que se passou, Jorge Jesus tem condições para continuar?
 
Para mim não.
 
Mas há mais coisas que estão mal.