quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sporting vai ver como elas mordem

Após o roubo descarado de que o Benfica foi vítima em Alvalade há uns anos (penalty não assinalado sobre Gaitan, penalty fantasma de Luisão sobre Wolfsvinkel que partira de posição de offside, não expulsão de João Pereira, expulsão de Luisão) adverti os sportinguistas (que estavam muito contentes) de que aquilo não fôra para beneficiar o Sporting - fôra para beneficiar o Porto que ainda temia que o Benfica pudesse chegar ao título.

Domingo, quando tiverem o mesmo árbitro a arbitrar o clássico vão perceber bem o que eu então dizia.

Este é o desavergonhado que ofereceu a sua camisola a um adepto no estádio do cavalo marinho. Não havendo Proença (será que está mesmo lesionado ou pelo contrário em "sabática", depois das últimas vergonhas, para ver se a coisa se esquece?) recorreu-se a este Artur Soares Dias, que tem tudo para seguir as pisadas do "melhor do mundo". Pelo menos já tem o beneplácito do Porto, que através de Guilherme Aguiar, por exemplo, já lhe vaticinou carreira de sucesso. Vai no "bom" caminho.

De facto este nosso futebol é verdadeiramente inqualificável. Veja-se como os árbitros que se falavam para o clássico eram Benquerença, um "árbitro" de uma desonestidade absoluta, com um enorme rol de "erros" gravíssimos na sua carreira, de Leiria (onde se faziam grandes almoçaradas e grandes cozinhados), Jorge Sousa e este Soares Dias, dois árbitros do Porto. Isto para apitar um jogo entre o 1º classificado (por sinal do Porto) e o 2º, de Lisboa. Também se falou de Duarte Gomes, igualmente um mau árbitro com amplo historial de erros, mas esse estava fora de questão pois uma vez permitiu-se errar contra o Porto. Ainda se desculpou no Facebook mas aí o mal já estava feito...

Garanto-vos já aqui, a 3 dias do jogo: o Porto vai ser beneficiado pelo árbitro e se não for demasiado incompetente vai ganhar o jogo. Esta nomeação garante isso mesmo, ainda antes do jogo começar. Todos os jogadores do Porto entrarão em campo já instruídos de que o árbitro vai ser "amigo".

E isto tudo acontece com a direção da arbitragem a cargo de Vítor Pereira, supostamente um sportinguista. Esta gente não tem clube, o clube são eles próprios e as suas carreiras. E essas dependem de Pinto da Costa e Joaquim Oliveira. O resto é paisagem.

Pior do que o jogo foram as declarações no fim

Tinha advertido que o momento era mau e que este jogo era decisivo. Quase ao mesmo tempo em que aqui escrevia isso mesmo, Jorge Jesus na habitual conferência de imprensa de antevisão da partida dizia que o jogo era importante mas não decisivo.
 
Para mim é errado abordar um jogo contra o clube com que se disputa o apuramento (já ontem eu dava, como está mais do que confirmado, o PSG como apurado e o Anderlech como eliminado) com a ligeireza que as declarações pareciam denotar. Contribui para uma atitude de pouca responsabilização dos jogadores num ano em que temos a final da Champions na Luz e em que o mínimo exigível é a passagem aos oitavos de final, sobretudo num grupo destes.
 
A equipa entrou mal, sem atitude, sem pressão, sem qualidade a fazer as coisas. De certa forma aconteceu o expectável, uma vez que os resultados não aparecem e os nervos vão subindo.

Mas foi capaz de recuperar de uma desvantagem, deu a impressão de até poder ganhar o jogo caso este durasse mais 5 ou 10 minutos e pode-se objectivamente queixar de pelo menos uma decisão errada do árbitro, ao mandar jogar num lance de penalty absolutamente evidente sobre Siqueira. Com espanhóis infelizmente a história é sempre a mesma...

Em resumo, foi (mais) um mau jogo do Benfica mas que felizmente não compromete as nossas aspirações. Tudo continua a estar nas nossas mãos, ou por outra, não dependemos dos resultados de terceiros.
 
No fim do jogo importava saber aproveitar o que de bom se passou (sobretudo a capacidade de luta e espírito combativo da equipa) e projectar confiança para os próximos jogos.

Ao invés disso, Jorge Jesus vem dizer que a equipa jogou muito bem nos primeiros 30 minutos (o que não corresponde ao que se passou), que fomos surpreendidos pela qualidade de Domingues e - o mais lamentável - que "de dois jogos fora, teremos que ganhar um".
 
Jorge Jesus está cansado e confuso. Não me parece no pleno das suas capacidades. Aquilo que diz não faz sentido: caso percamos na próxima jornada, ficamos praticamente arredados dos oitavos de final! Que o Anderlech perderá na Grécia é coisa que praticamente não oferece dúvidas, pelo que perder em Atenas praticamente elimina-nos da Champions.
 
Como pode o treinador do Benfica dizer algo desta natureza? É verdadeiramente incompreensível.
 
Luis Filipe Vieira tem que muito rapidamente ter uma conversa com o treinador e perceber o que se passa. Se Jorge Jesus já não tem condições psicológicas para estar à frente do Benfica (como sinceramente parece, a avaliar por estas declarações quase desconexas) há que tomar uma decisão no imediato, antes que seja tarde demais.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As transmissões patéticas da TVI

É insólito mas indiscutível. A TVI (que já foi a televisão da Igreja) é hoje o canal mais rasca, mais deplorável da televisão portuguesa. Vive à custa de big brothers, que repete uns atrás dos outros dando-lhes diferentes nomes e contratando gente cada vez mais brega, mais ordinária para encher as "casas". Como se não bastasse, ainda faz edições "VIP" destes programas, onde coloca figurinhas que deveriam envergonhar e repugnar Portugal inteiro, não estivesse o nosso País tão desorientado. É para mim verdadeiramente incompreensível que alguém perca tempo precioso das suas vidas a ver aquelas grosserias.

Igualmente estranho (mas igualmente indesmentível) é o facto da TVI se ter tornado um canal de tendência "azul-e-branca" no que ao futebol diz respeito. Que a RTP, onde os estúdios do Porto assumiram já há bastante tempo preponderância, pelo menos no que ao desporto diz respeito, assuma essa tendência ainda se percebe, até porque àquele factor acresce o domínio que a Olivedesportos exerceu no canal público durante muitos anos. Já no caso da TVI a coisa se torna menos explicável. Aparentemente, a coisa começou pelo site "mais futebol", que também se podia chamar "mais porto", tal o seu tendenciosismo. Nesse site destaca-se em particular um tal de Luis Sobral, cujo ódio anti-Benfica assume proporções de autêntico fetichismo. Por outro lado, Júlio Magalhães, actual diretor do Porto Canal também terá feito "bem" o seu trabalhinho de portização do canal de Queluz.

Eu sei que houve e há benfiquistas na TVI (também era o que faltava que não houvesse). Fizeram parte dos seus quadros, como comentadores ou convidados, Valdemar Duarte, Pedro Ribeiro e João Querido Manha. Mas a verdade é que aos poucos eles foram desaparecendo ou ficando diluídos no meio de uma tendência muito pouco disfarçável.

Fernando Correia, que desde há anos para cá muito me desiludiu, pois imaginava-o no passado como um Artur Agostinho ou um Jorge Perestrelo (locutores que nunca colocaram as suas preferências clubísticas à frente da sua condição de jornalistas), não tem (creio) aparecido tanto como no ano passado, mas as transmissões continuam a ser de uma qualidade paupérrima.

Manuel Queirós, cujo portismo chega a enjoar, está em todas e os próprios repórteres de campo são tudo menos isentos.

Ontem o caricato chegou a isto: depois da expulsão - justa - de um jogador do Porto, o entrevistador da TVI pergunta na "flash interview" se achava que o jogo podia sequer ser comentado dada "a expulsão injusta"!! Depois, apercebendo-se do que dissera, acrescentou, de uma maneira forçada, "na sua opinião". Simplesmente o jogador do Porto não tinha dito que a expulsão fora injusta!

Isto para já não falar do ambiente carregado que a derrota do Porto na anterior jornada da Champions gerou naquela estação, que contrastou de forma bem visível com o que se passou aquando da derrota do Benfica para a mesma competição. Em resumo, uma tristeza.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jogo decisivo na Champions

O grupo C da Champions League, em que o Benfica se encontra, está muito longe de ser um grupo fácil.
Depois da derrota com o Paris Saint-Germain, de alguma forma um resultado "normal" pois jogámos fora contra a equipa teoricamente mais forte, e da vitória do Olympiacos na Bélgica, a margem de erro do Benfica diminuiu quase para zero.

Seguindo a "lógica" do que é previsível, o Paris seguirá em frente. Nos próximos dois jogos jogará com o Anderlecht e, salvo alguma grande surpresa, fará 6 pontos. Com 12 ficará desde logo qualificado.

Tal deixa uma vaga em aberto que será disputada entre o Benfica e Olympiacos (o Anderlecht perdendo os dois jogos fica desde logo eliminado).

Nessa medida, os jogos de confronto directo entre Benfica e gregos assumem uma importância crucial. Ora o jogo na Luz é portanto para ganhar.

O Olympiacos é uma equipa muito móvel e com vários jogadores bem dotados tecnicamente. O Benfica terá que estar a alto nível, muito melhor do que nos últimos jogos.

A paragem no campeonato poderá ter sido positiva para tranquilizar um pouco Jorge Jesus, assentar ideias e para os jogadores interiorizarem que sem o seu total empenho e dedicação será impossível dar a volta ao mau início de temporada. Sem essa "volta", esta temporada poderia desde muito cedo ficar comprometida e isso não pode interessar a nenhum deles.

Face a este quadro, importará também os adeptos apoiarem a equipa, esquecendo as divergências que todos sabemos existirem e as críticas (fundadas) que muitos (entre os quais me incluo) em devido tempo formularam.

Não há, repito, margem de erro e todos devemos estar conscientes desse facto. Todos teremos que remar para o mesmo lado, se ainda queremos ter sucesso nesta época. Até pelo seguinte: por muito mau que tenha sido este início (e foi-o de facto) nada está ainda perdido. A qualidade existe, é inquestionável. A competência está lá e foi demonstrada no passado. É altura de, sem ansiedades mas com muita concentração, colocar em campo toda essa qualidade e superar esta altura difícil. Talvez assim, somando  bons resultados, a coisa se possa encaminhar. As vitórias trazem estabilidade e confiança e ajudam a resolver muitos problemas. Que todos sejam pois responsáveis, desde o treinador aos jogadores, passando até pelo público. Façamo-lo pelo Benfica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Arrogância e a provocação terão a resposta devida

Continuam a vir do clube do Porto provocações e manifestações de arrogância numa base diária.
Agora foi a vez de um jogador que custou 15 milhões querer compensar a falta de rendimento dentro de campo com atoardas, baboseiras e ataques gratuitos ao Benfica. Para compor o ramalhete, veio um aspirante a "grande líder", Antero de seu nome, lançar também provocações e insinuações.
Ontem escrevi sobre o que se passou há 20 anos num jogo no Porto. Ou seja, há já muito tempo que este padrão de comportamento se verifica.
Um dia - e penso que talvez já não falte muito - todo o Portugal e não apenas os benfiquistas terão oportunidade de ver esta gente cair. Cairão por si - e com muito estrondo. Porque neste mundo pode-se enganar algumas pessoas durante muito tempo e toda a gente durante algum tempo. Mas quando se quer enganar toda a gente durante muito tempo - e ainda se gaba arrogantemente dessa falsidade - a resposta chega quando menos se espera. Um dia a mentira é desmascarada. E quanto maior ela for maior a queda de quem a promove.

Breve nota sobre Portugal

Portugal tem jogado muito mal, isso é uma evidência absoluta.
Não responsabilizo o seleccionador nem culpabilizo demasiado os jogadores, que apesar de poderem ter feito melhor no apuramento sabemos que procuram honrar o seu País.
A meu ver o que se passa é que esta geração denota algum cansaço, sendo necessária alguma renovação, dificultada pelo pouco espaço que os jovens portugueses têm nos grandes, assim se diminuindo o campo de recrutamento de Paulo Bento.
Creio que a situação pode começar a reverter-se em breve. Quero pelo menos acreditar nisso.
Estou convencido de que Ivan Cavaleiro, Bruma e outros valores começarão em breve a impor-se.
No imediato, penso que Paulo Bento deveria mudar um pouco o figurino da equipa (mantendo naturalmente a estrutura base, Patrício, Moutinho, Ronaldo), apostando nalguns jovens que podem dar mais garra e energia à seleção. Por muito que isto possa parecer cruel, penso que Rúben Micael, Meireles e Hugo Almeida, pelo menos neste momento, são jogadores que não devem ser convocados pois não acrescentam rigorosamente nada à seleção.
Quanto ao resto teremos que estar unidos visto que o adversário é muito sólido e calculista. Nunca fui daqueles que diziam que "com maior ou menor dificuldade estaremos no Mundial", precisamente porque sabia que não havia nenhuma inevitabilidade nesse sentido e que nos podia calhar (como aconteceu) um adversário muito forte. De qualquer modo também não nos dou por eliminados nem entro em pessimismos. Temos que fazer dois grandes jogos, estar concentrados a todo o momento e ter as nossas estrelas a 100%. Se assim for podemos passar.

domingo, 20 de outubro de 2013

RTP Memória mostra o grotesco

Sábado de madrugada, o zapping leva-me à RTP Memória. Para minha surpresa está a dar um Porto-Benfica. No canto superior direito explicita-se o ano: 1993.
 
O Benfica tem uma equipa de sonho: Neno, José Carlos, Hélder, Mozer, Veloso, Shwartz, Kulkov, Isaías, Vitor Paneira, João Pinto e Rui Águas. O Porto é Baía, João Pinto, Fernando Couto, Paulinho Santos, Aloísio, André, Jaime Magalhães, Rui Filipe (falecido), Semedo, Timofte, Domingos e Kostadinov.
 
Na segunda parte, com 0-0 no marcador, o Benfica domina completamente o jogo e parece perto de marcar. Nisto há o célebre lance: um atraso para Neno, este chuta a bola, Domingos levanta os braços e "defende" a bola, que então fica à mercê de Kostadinov, que empurra para a baliza. O golo é bem anulado e a partir daí é o descontrolo: Kostadinov corre a toda a velocidade para o fiscal de linha e agride-o com uma peitada. Todos os jogadores do Porto rodeiam, empurram e insultam José Pratas. Dirigentes (?), adeptos (?) berram com o fiscal, um deles tenta agredi-lo com algo que parece um chicote. Finalmente a polícia aparece e apazigua esta gente que estava mesmo junto à linha lateral. Dentro de campo, quem faz de polícia é Mozer: revoltado com a situação, empurra os jogadores do Porto e impõe a sua autoridade. Os jogadores do Porto sabem que com Mozer não brincam. No fim da comoção, Fernando Couto leva um amarelo.
Se já na primeira parte tinha havido várias situações "no limite", a partir daí vale TUDO!
Os jogadores do Porto empurram, rasteiram e o árbitro deixa passar tudo. Nas bancadas, quando há um canto para o Benfica a turba cospe, insulta, tenta atirar objectos (ainda havia redes).
Deixa de haver faltas marcadas a favor do Benfica por muito que os jogadores do Porto as façam.
A turba rejubila.
É então que Fernando Couto, já amarelado, dá um pontapé a Isaías com o jogo parado mesmo à frente do árbitro. O comentador diz que Couto este acto pode custar a expulsão a Couto. Mas José Pratas corre para os jogadores, separa-os e nada faz. Há depois um canto, Mozer e Couto embrulham-se e aquele dá uma cotovelada (com bastante força) na cara de Couto. Este fica no chão a contorcer-se. Desta vez o árbitro não terá mesmo visto pois o lance passa-se longe da disputa da bola.
Um pouco mais e Paulinho Santos placa João Pinto numa jogada perigosa. Nada de cartão.
No lance seguinte, o mesmo Couto entra a pés juntos (uma agressão) de novo sobre Isaías. O árbitro, em vez de dar o vermelho, mais uma vez nada faz perante a indignação dos jogadores do Benfica.
 
Mais uns minutos e uma bola é metida em profundidade no ataque do Porto. Mozer ganha a posição, Kostadinov aparece no chão e Pratas mostra o vermelho ao nosso jogador. Na repetição fica a ideia de que Mozer coloca o cotovelo à frente do queixo do atacante do Porto. Como este, caso passasse, ficaria na cara de Neno, o vermelho aceita-se (Mozer não tinha ainda amarelo, apesar do lance referido). No entanto, Couto teria que ter sido expulso pelo menos duas vezes antes, tal como Kostadinov uma, tendo então o árbitro feito vista grossa.

Na sequência do livre é golo do Porto.
Não aguento mais e deixo de ver.
 
Mas quando decido escrever este post, apenas para mostrar como pouco mudou em 20 anos no futebol português, vou à net para recordar o que aconteceu até ao fim do jogo.
 
E o que aconteceu foi que um Benfica reduzido a 10 e a perder 0-1 contra uma equipa para a qual tudo valia, teve a raça e a fortuna de empatar nos últimos minutos. Aguentámos até ao fim o empate e, como o jogo era para a Taça, recebemos depois o Porto e vencemos. Acabaríamos por vencer a Taça nesse ano.
 
Apesar do grotesco do comportamento dos jogadores e público do Porto, apesar de uma arbitragem incapaz de ser imparcial face à insuportável pressão, os nossos jogadores não se deixaram vergar e tiveram o seu merecido prémio. Apesar de tudo o que se passava no campo e fora dele, aqueles nossos jogadores não tinham medo!