sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Escultura para FCP JÁ

Tendo em conta a "indignação"* dos responsáveis do clube do Porto (Antero Henriques é seguramente o mentor desta campanha tão pungente) pela decisão da cidade de Lisboa de fazer uma estátua a Cosme Damião, gostaria desde já de propor uma petição pública para que o Porto tenha também uma escultura que invoque os sucessos do seu principal clube.

A escultura poderá ser algo assim:


* Nota: as aspas explicam-se pelo facto da indignação ser sentimento próprio de quem tem coluna vertebral, o que não é o caso. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Azar ou maldição

Realmente o Benfica é uma equipa com pouca sorte. Começa mesmo a ser um case study.

Nas últimas 3 décadas atingiu quatro finais europeias e perdeu todas, incluindo uma nos penalties (ao 6º pontapé) e outra aos 92 minutos. No passado mais longínquo já tinha perdido várias, algumas das quais de forma muito injusta.

Na época 2012/2013, o Benfica perdeu um campeonato e a referida final europeia de forma totalmente injusta e cruel, vindo ainda a perder a final da Taça de Portugal num jogo em que, tendo estado bastante mal, fez ainda assim o suficiente para ganhar. 

Haverá alguma maldição, algum estigma sobre o Benfica?

Por muito que "especialistas" e pseudo-analistas tenham sempre explicações para os resultados a verdade é que muitas vezes os desfechos dos jogos dependem apenas e só de um simples facto: sorte. 

E nesse domínio, a realidade objectiva é que o Benfica é uma equipa muito pouco favorecida. Por um ou dois jogos em que o Benfica seja feliz numa época, acaba por ser infeliz e ter azar em muitos mais, sobretudo naqueles que realmente são decisivos.

Vemos inúmeras vezes (quase todos os jogos internos) o Benfica ter oportunidades umas atrás das outras e matar-se a jogar para conseguir um ou dois míseros golos. Já outras equipas passam o jogo inteiro sem criar uma única oportunidade digna desse nome e ainda assim conseguem muitas vezes ganhar.

Ontem repetiu-se este filme já anteriormente visto e uma equipa grega voltou a bater injustamente uma equipa portuguesa.

Para se perceber como a sorte é importante, veja-se como a Grécia se sagrou campeã europeia. Antes de 2004, a Grécia tinha estado apenas num Euro. Tinha sido em 1980 e a participação saldara-se num ponto conquistado e um golo marcado.

A sua qualificação para o Euro 2004 começou com duas derrotas que quase a afastavam prematuramente. Mas desde aí venceu todos os jogos, incluindo a Espanha fora. Durante o torneio propriamente dito, a Grécia não jogou praticamente nada, não criando mais do que uma ou duas oportunidades por jogo. Portugal jogou e encantou, com golos espectaculares e grande futebol durante quase todo o torneio. E na final, a Grécia limitou-se a defender o jogo todo, marcando um golo num canto e sagrando-se campeã da Europa. O "anti-futebol" vencera.

Ontem passou-se algo de parecido. O Olympiacos foi inicialmente expectante, depois completamente dominado e manietado pelo Benfica, não conseguindo fazer uma única jogada com princípio, meio e fim durante todo o jogo, marcou num canto, depois disso continuou apenas a defender e contou com Roberto e com a sorte.

O azar que o Benfica tem é inversamente proporcional à sorte que os gregos têm. Com um futebol miserável conseguiram ser campeões da Europa, ao passo que Portugal com tudo o que já deu ao futebol mundial, desde Eusébio a Cristiano Ronaldo, passando por Chalana, Futre e tantos outros, ainda nunca ganhou (e provavelmente nunca ganhará) coisa nenhuma. O que aconteceu ontem, seguindo esta "lógica" da sorte, estava por isso já previamente escrito.

O Benfica é um clube que joga muito bem, que tem um futebol bonito e atacante mas que infelizmente na maior parte das vezes perde as competições em que está envolvido. Essa é a realidade, por muito que nos custe. Temos pouca sorte.