sábado, 5 de abril de 2014

Porto trabalha para regresso da batota

 
 
Sempre que, nos últimos anos, o Porto perde um campeonato (e infelizmente têm sido poucas as vezes que tal acontece), de imediato começa uma campanha nos bastidores para novamente garantir o regresso da batota e da viciação dos resultados.

Vejamos, após anos e anos de apitos frutados, passou a haver sorteio dos árbitros - e o Porto perdeu. Na altura o Benfica estava demasiado fraco (devastado pela era Artur Jorge e, depois, por Vale e Azevedo), mas o Boavista e o Sporting conseguiram títulos.
 
 

O que aconteceu? O Porto manobrou para acabar com o sorteio dos árbitros e voltou a ganhar, nomeadamente com visitas nocturnas de árbitros para aconselhamentos matrimoniais.

Paulatinamente, o Benfica fora-se reconstituindo, construindo bons plantéis e começou a apresentar-se como candidato a regressar às vitórias.

Em 2005, com uma "vigilância" muito grande resultante de um Euro em Portugal, que atraiu sobre nós as atenções dos organismos internacionais, e com José Veiga no departamento de futebol do Benfica (ele que conhecia bem os meandros do futeluso e o modus operandi portista), o Benfica de Trapattoni conseguiu voltar aos títulos.

Veiga saiu, Trappatoni também (o Benfica também não tinha de facto um plantel assim tão forte) e o Porto voltou a ganhar.

Entretanto chega Hermínio Loureiro e Ricardo Costa e há uma tentativa de moralizar o futebol português. Em 2010 o Benfica é campeão com mérito inquestionável, mas rapidamente o Porto manobra para voltar a controlar o poder do futebol. Depois de desgastar e minar o poder de Loureiro (nomeadamente a campanha infame do "campeonato do túnel", na qual agressores são transformados em vítimas), com vigílias e outras singularidades, o Porto (operando então através da Federação) consegue que aquele saia da Liga. Através do poder da Federação, o Porto conquista o poder da Liga. A primeira medida de Fernando Gomes é demitir Ricardo Costa e o Conselho de Disciplina.  

O sinal estava dado e os protagonistas rapidamente o perceberam - o poder voltara ao Porto e agora assumia-se até como legítimo, porque eleito. Joaquim Oliveira, com a sua Olivedesportos e Sporttv, Pinto da Costa e seus sequazes promovem os seus árbitros, que se tornam as principais vedetas e principais desequilibradores dos campeonatos: é a era de Proença, Benquerença (ambos já com muita história), Jorge Sousa e Artur Soares Dias, todos eles candidatos a melhor do burgo e, quem sabe, do mundo.
 
 
 
O Benfica não desarma, o Sporting insurge-se e abandona a sua posição de acólito do Porto e as coisas começam a mudar. A BenficaTV é uma pedrada no charco que provoca ondas de choque brutais. A crise afecta muito o grupo de Oliveira e o sistema abana.
 
De imediato o Porto sente os efeitos de uma alteração do equilíbrio de poder, agora mais distribuído, e é relegado para a sua justa posição, condicente com a sua capacidade dentro das quatro linhas: se nas últimas duas épocas (para não recuar demasiado no tempo), o Porto não tivesse sido tão escandalosamente beneficiado, teria acabado os campeonatos à mesma distância a que agora está do Benfica.
 
E eis senão quando um filme já tantas vezes visto, qual sequela de má qualidade, volta às telas: desta vez sob a forma de uma campanha incessante para demitir o presidente da Liga (pela simples razão deste ter afrontado o monopólio e o poder da Sporttv), com episódios caricatos como a reunião de ontem debaixo de um toldo de uma bomba de gasolina. Esteve lá a fina flor...
 
 
 
Não se iludam, o desejo do Porto é só um: voltar ao passado, voltar à batota, voltar a ser constantemente beneficiado, voltar a contar com o proteccionismo dos árbitros, voltar a controlar todas as instâncias decisoras do futebol português (neste momento controlam apenas algumas), voltar a colocar o papa no poleiro.
 
Pois eles sabem que só assim não vão parar ao seu lugar natural, que é o terceiro, vencendo apenas muito episodicamente.

Por isso estão a tentar colocar um fantoche, possivelmente o tal Rui Pedro Soares, à frente da Liga. Para lhes fazer todos os fretes, amparar todos os golpes, para jogar o seu jogo. Que todos sabemos qual é: fruta com café com leite.

Vergonha para os acólitos deste papa miserável e decrépito, que andam ao seu lado em bombas de gasolina em beija-mãos desonrosos para comer algumas migalhas que caiam da mesa do seu suserano.

Chega! Chega de tanta vigarice! Não podemos desarmar, não podemos dar espaço a esta gente para continuarem uma história suja de 30 anos. Se baixarmos a guarda arriscamo-nos a mais ter mais 3 ou 4 anos de xistradas e palhaçadas e o futebol português arrisca-se a falir de vez. O Sistema não quer mesmo morrer, mas cabe ao Benfica assumir a liderança da batalha para não o deixar voltar ao poder.

Sem espantalhos não haverá mais papas no futebol português e deixará de haver estruturas infalíveis. O Porto tornar-se-á um clube igual aos outros: ganhará quando tiver que ganhar (quando for realmente melhor) e perderá todas as outras vezes (e serão muitas). E o ambiente tornar-se-á muito mais sadio no futebol português.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Notas soltas de uma sexta-feira chuvosa

Ainda sobre a Liga dos Campeões, o Bayern aparece como claro favorito a passar às meias-finais, o Real Madrid praticamente já lá está, o PSG deu um passo muito importante para tal e Atlético de Madrid e Barcelona disputarão uma segunda mão de grande intensidade e alto grau de incerteza. O Barcelona é ainda, para mim, favorito, pois quem tem Neymar e Messi "arrisca-se" sempre a ganhar, mas a solidez defensiva do Atlético não deve ser subestimada.

Desta eliminatória resulta a queda de um "mito". Não me refiro à queda de José Mourinho enquanto tal, mas ao desmentido absoluto de que as equipas de Mourinho nunca deixam isto ou aquilo, ou nunca sofrem golos assim ou assado. Todas as equipas perdem e todas cometem erros, por vezes quase inacreditáveis. Quem passa a vida a criticar o Benfica e o seu treinador devia lembrar-se sempre disto.




Mourinho não é nenhum deus e perde tal e qual como os outros. Na passada quarta-feira o seu Chelsea até teve uma boa reacção ao golo sofrido (embora para mim o penalty de que resulta o seu golo não exista pois é Óscar que propositadamente faz o seu pé bater na anca de Thiago Silva - que jogador! - provocando o contacto) mas depois foi completamente banalizado na segunda parte, a ponto de sofrer um dos tais golos infantis que "as equipas de Mourinho nunca sofrem". E se virem bem, Lampard é um dos jogadores que fica pior naquele lance, pois Pastore passa por ele três vezes. Lampard, um dos jogadores mais fiáveis do futebol europeu na última década!

Todos erram, todos falham. Todos menos, claro está, os especialistas que criticam tudo e todos - mas muito especialmente o nosso treinador Jorge Jesus, por este não obedecer aos cânones que eles definiram.

Portugal é, já Camões o dizia, um País onde a inveja se eleva acima de quase tudo o resto e no qual o mérito é constantemente desvalorizado.



Passando então para a Liga Europa, gostaria de destacar ainda mais uma vez o facto do Benfica ter vencido categoricamente sem o seu meio campo habitual e, pior ainda do que isso, tendo durante o jogo sofrido uma lesão do seu habitual 3º centrocampista, Rúben Amorim a quem desejo rápido restabelecimento. É um grande jogador que está a justificar plenamente o seu regresso ao plantel. 

Muitos não terão percebido por que razão Jorge Jesus se riu no fim da entrevista quando lhe perguntaram pela exibição de André Almeida. Aquilo que Jorge Jesus optou por não dizer desta vez (mas a que subtilmente aludiu) é que se não jogar o Fedja "joga o Manuel" (a partir dos 2:50), tal como respondeu há alguns meses quando o questionaram sobre a saída de Matic que, como se viu, não implicou a queda abrupta do rendimento da equipa.


Eu nem sei se devia dizer isto, porque algum maluco ainda se vai lembrar de dizer que JJ está a desvalorizar os seus jogadores... Aquilo que JJ na realidade está a dizer é que a equipa já tem a sua dinâmica e que os jogadores que entram (e que obviamente têm qualidade) sabem o que têm a fazer e integram-se bem na mesma. Parabéns também ao André Almeida pela grande exibição. Não se deu pela ausência de Fedja, a ausência de Enzo, a ausência de Rúben. E começámos a época com Matic... Isto diz muito acerca da qualidade daquilo que está a ser feito no Benfica.

Mas continua a haver gente que se declara insatisfeita! Que protesta, que "exige" isto e aquilo. Eu pergunto-me, o que se passou com esta gente durante os anos 90, depois da enorme equipa que venceu 6-3 em Alvalade ter sido desfeita e termos penado durante mais de uma década sem ganhar o campeonato? Durante os anos negros de Vale e Azevedo? Pelo que dizem hoje, nessa altura imagino que tenham estado à beira do suicídio. 

Aquilo que eu digo é: que os nossos problemas continuem a gravitar à volta do que JJ disse ou não disse. É sinal de que continuamos a ganhar e de que para atacar - porque há muitos que precisam de estar sempre a atacar; é, talvez, algo de muito português - os "críticos", os especialistas, aqueles que sabem tudo e nunca se enganam precisam de se continuar a agarrar a minudências, a ninharias, a insignificâncias. Que os nossos problemas continuem a ser qual o grau de "poupança" que exibiremos em quartos-de-final e meias finais de competições europeias e nacionais, ano após ano. É sinal de que lá andamos constantemente.

Ah, e para finalizar. Jorge Jesus tem toda a razão quando diz que as finais se disputam. Há duas equipas em jogo, pelo que só uma pode ganhar. A mentalidade de "disputar" é a correcta, a mentalidade de que "não se joga" é doentia. A primeira é desportiva e saudável, a segunda nasce de uma atitude de ganhar a todo o custo, implicando que os "outros" são sempre figurantes. A máxima de Mourinho é boa quando se ganha mas torna-se ridícula quando se perde. E não se pode ganhar sempre.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Esta equipa enche-nos de orgulho

Dá gosto ver este Benfica.
 
A forma organizada, consciente, determinada como o Benfica joga, inclusivamente com jogadores que chegam a ser 3ªs escolhas, é admirável e digna dos maiores elogios. Este Benfica é de facto uma equipa de enorme qualidade, que enche de orgulho todos os adeptos. Naturalmente que nada está ganho e que convém por isso não exagerar nos elogios, até para que a atitude humilde, trabalhadora e concentrada da equipa não sofra qualquer decréscimo.
 
A eliminatória está evidentemente muito bem encaminhada mas isso não faz do Benfica favorito. Há boas equipas - o Basileia venceu o Valência por 3-0 (e recorde-se que já no ano passado esteve a um passo da final), o próprio Porto ou o Sevilha são adversários de respeito - e há, claro, um grande favorito: a velha senhora Juventus que disputará a final em casa. Aliás devo dizer que, caso o Benfica passe, eu preferiria defrontar a Juventus nas meias finais para pelo menos disputar metade da eliminatória em casa.
 
Em termos de destaques, Sálvio é evidentemente um dos mais merecedores de elogios, quer pelo golo, quer pelas combinações e entrega ao jogo, quer ainda pela sua qualidade em ter e manter a bola. Gaitán esteve também ao nível elevado a que sabe jogar e os centrais praticamente irrepreensíveis. André Gomes e André Almeida foram enormes no meio campo com imenso critério e sentido posicional. Rodrigo foi sempre um perigo à solta e Cardozo surpreendeu-me positivamente pelo que conseguiu fazer e pelo papel decisivo que tem no golo. Pela negativo refiro apenas Maxi, que está num momento menos bom. Aliás já vi o próprio Siqueira fazer melhor. Para terminar com uma nota positiva, considero que Artur foi decisivo com um par de defesas enormes que nos permitiram manter o empate naquela altura do jogo. É verdade que teve um deslize no fim, mas eu valorizo mais as grandes defesas que fez.
 
E pronto, esta já está, venha o próximo jogo, de grande importância e responsabilidade, contra uma equipa que sabe jogar em contra-ataque e tem alguns bons jogadores em termos técnicos (embora não tenha Bebé, como erradamente comecei por aqui escrever - agradecimentos ao leitor pela correcção).
 
Esta noite porém temos o direito de festejar. A equipa (como um todo, treinador e jogadores) deu ao Benfica um motivo de alegria e celebração.

Empate seria muito bom

O Benfica parte para estes quartos-de-final como favorito, o que se torna numa posição algo perigosa quando a diferença entre as equipas não é assim tão grande e o factor motivacional desempenha um papel importante. Face às inteligentes declarações do seu treinador, o AZ Alkmaar parte para o jogo sem pressão, sem nada a perder e com tudo a conquistar. Os jogadores jogarão pelo seu orgulho. 
JJ respondeu bem e destacou que seria também um grande feito para o Benfica alcançar as meias-finais de uma competição europeia, sobretudo depois do que já fez no ano passado (e há 3 anos) na prova.
Considerando porém que entrará em campo - e bem - uma equipa menos rodada, não creio que o Benfica seja favorito, especialmente se nos reportarmos a este jogo. Em sua casa e a jogar contra um Benfica mais fraco, o Alkmaar tem todas as hipóteses de vencer o jogo.
O empate seria pois para nós um bom resultado. Em casa, sendo efectivamente mais forte, e podendo contar com mais titulares habituais (nomeadamente Fedja e/ou Enzo), o Benfica poderia resolver a eliminatória a seu favor.
No jogo de hoje Cardozo voltará - tudo o indica - a ser titular, apoiado por Djuricic. Este é um dos aspectos que mais me preocupa. Com Lima e Rodrigo, a equipa tem uma tremenda agressividade, sendo de tal modo pressionante que não deixa a outras equipas organizarem o seu jogo. Quando o Benfica baixa as suas linhas, um deles (por norma é Lima) recua, fechando espaços e dando apoio ao meio campo. 
Ora Cardozo não tem obviamente esta capacidade e Djuricic também ainda não engrenou, não se encaixou na equipa, embora todos reconheçamos que tem qualidades. Cardozo, ponta de lança com uma história ímpar no Benfica nos últimos anos, tendo sido o principal obreiro da nossa presença na final da Liga Europa no ano passado, neste momento não consegue render. Fisicamente não está bem e não consegue dar o seu contributo à equipa. Estamos sempre à espera de que essa situação mude e que Cardozo possa com golos compensar a sua "ausência" do jogo. Veremos se isso é possível mas esta situação, aliada ao pouco rendimento de Djuricic leva-me a temer que a equipa possa ter dificuldades em segurar a bola no ataque e fique sujeita a bastante pressão por uma equipa holandesa rápida, jovem e virada para o ataque. 

Por outro lado, este jogo constitui uma excelente oportunidade para uma série de jogadores se poderem afirmar, como o referido Djurici, o próprio Sulejmani (que pode fazer melhor do que tem feito), André Gomes, para Sálvio continuar a melhorar e para o próprio Cardozo desmentir o que eu atrás referi e voltar a ser o goleador temível que tem sido nos últimos anos nas provas europeias.

Cuidado com os caldinhos

Já há algum tempo que ando para escrever isto e determinados factos de que tive conhecimento nos últimos dias levam-me a fazê-lo agora.

Há uma (nova) orquestração em marcha para fazer Jorge Jesus sair do Benfica no fim da época.

É óbvio que o balanço do ano desportivo só pode ser feito no fim e que ainda não ganhámos nada (como tantas vezes aqui tenho repetido).

No entanto há que alertar os benfiquistas para que estas manobras começam a ter lugar nos bastidores.

Ainda na segunda-feira ouvia o comentador João Rosado na TSF (que sinceramente ainda não percebi se é mal intencionado ou simplesmente um completo tonto que não sabe o que diz) "explicar" que Jorge Jesus não tinha condições para continuar no Benfica quer ganhasse quer perdesse o campeonato...

Enfim, como é evidente, nem vale a pena perdeu um segundo a desmontar esta idiotice que se anula a si própria. Mas vale a pena referi-la na medida em que vem insidiosa (ou estupidamente) lançar novas sombras sobre a continuidade de JJ.

É evidente que Jorge Jesus comete erros e que não está acima da crítica. No fim da época passada, depois da derrota no Jamor, que para mim foi algo de incompreensível e inaceitável, fiz críticas muito duras a JJ. Como sempre defendi, o futebol mede-se em resultados.

Defendi na altura que JJ deveria sair porque não acreditei que tivesse condições para inverter o estado de depressão e a dinâmica de derrotas que se instalara. No entanto, JJ, felizmente, tem vindo esta época paulatinamente a desmentir essa aparente fatalidade e a dar a volta às coisas.

Estamos neste momento numa posição privilegiada para ser campeões. Se o conseguirmos (e este se é a pedra de toque deste raciocínio) teremos então que a isso aliar excelentes prestações a nível europeu (ao nível do melhor que o Benfica fez em décadas, com presenças consecutivas nas últimas fases das competições, incluindo uma final e grandes jogos e vitórias), tendo necessariamente que concluir que o balanço é largamente positivo.

Se o Benfica for campeão (deixando o Porto a uma larga distância), seria uma loucura completa deixar sair Jorge Jesus e mergulhar de cabeça no escuro, começando de novo do zero ou perto disso e abrindo portas a potenciais ciclos vencedores dos nossos adversários.

Seria uma perfeita loucura, uma inconsciência.

E não me venham com os argumentos dos plantéis. Se os plantéis têm sido bons, isso se deve também em parte ao treinador. Veja-se o Chelsea, vão-me dizer que o seu plantel é medíocre? Um plantel que pouco difere do que conquistou a Liga dos Campeões há dois anos e a Liga Europa o ano passado?! E a verdade é que este ano quase de certeza que não vai ganhar nada. Isto com aquele que muitos defendem ser o melhor treinador do mundo!
 
Se - repito, se - o Benfica for campeão este ano, seria uma inconsciência trocar de treinador. Os adeptos do Porto e do Sporting sonham porém que isso venha a acontecer e essa é uma das razões pelas quais começa a haver movimentações nesse sentido e alguns jornalistas vão deixando recados aqui e ali.

Mantenho que a indefinição à volta do futuro de JJ foi uma das razões pelas quais o fim da época passada correu tão mal. Não repitamos por favor o mesmo erro esta.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cautela máxima

Por razões compreensíveis, os jornais desportivos já embandeiraram em arco e falam de "festa" do título. Claro que todos os benfiquistas queremos que isso aconteça - e cremos que acontecerá - mas sabemos bem que ainda falta vencer 3 jogos e que os jogos não se vencem sozinhos. É preciso fazer por isso, é preciso marcar mais golos do que o adversário. Também sabemos que qualquer "descompressão" leva a surpresas e faz com que as coisas não corram bem. Em resumo não se pode facilitar e há que, como disse JJ, "estar desconfiado" do adversário.

No futebol acontecem muitas surpresas, como foi o caso de ontem. Um Manchester United que tem feito uma péssima época, sem organização, sem rasgo, sem alma, jogou contra o "super-Bayern" que tem desmantelado os seus adversários e a verdade é que não só equilibrou o jogo como até foi superior nalguns períodos. Enquanto o resultado esteve 1-0, a eliminatória esteve algo periclitante para os alemães. Diga-se aliás que Rooney é quem tem carregado o United às costas, mantendo a equipa viva. A sua qualidade e determinação têm estado em níveis altíssimos esta época, destoando da maioria dos outros jogadores. 

O que nos leva ao próximo desafio europeu do Benfica, o supostamente modesto Alkmaar. Há que recordar que este clube esteve há alguns anos à beira da final (perdendo essa chance para o Sporting já nos descontos) pelo que não se pode considerar como de terceiro plano. Está desta vez nos quartos-de-final, para o que certamente eliminou adversários de valia. Tem um bom treinador.

Claro que o Benfica é à partida mais forte mas só se de facto fôr capaz de o provar dentro de campo (correndo e jogando melhor do que o adversário) é que passará a eliminatória. Qualquer atitude de complacência, de desinteresse ou sobranceria trar-nos-á amargos de boca. O treinador do Alkmaar aliás foi inteligente e tirou toda a pressão dos seus jogadores dizendo que não têm hipótese contra o Benfica. Há mais um facto que contribui em larga medida para que o Benfica tenha que enfrentar este jogo com o máximo cuidado e rigor: Fedja e Enzo estão indisponíveis pelo que jogaremos com um meio campo diferente e não rotinado.

Face a todos estes factores penso que o empate já seria um bom resultado para este jogo que teremos que enfrentar com muita cautela e caldos de galinha. Este como o que se segue, na segunda-feira, a primeira das chances que temos para conquistar as 3 vitórias que faltam. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Tropeção do Chelsea e sprint do City e do Liverpool

A Liga Inglesa está ao rubro.

Com duas surpreendentes derrotas em três jornadas o Chelsea sofreu uma forte pancada nas suas aspirações. Mourinho queixa-se da arbitragem na primeira dessas derrotas (contra o Aston Villa) mas na segunda, ainda mais inesperada, contra um Crystal Palace que anda perto dos lugares de descida, não há nada a dizer. Desta vez o treinador português não terá abordado o jogo da melhor forma. E esta derrota pode-lhe sair cara, pois faltam apenas 6 jornadas para o fim do campeonato em Inglaterra. 

No imediato, a consequência foi a ultrapassagem por parte do sensacional Liverpool. Como já o fiz no passado, dou o braço a torcer no que concerne a este histórico, que não considerei candidato no início da Liga, dada o seu passado recente: agora já não há dúvidas, não apenas o Liverpool é candidato como está numa boa posição para vencer o campeonato, uma vez que receberá ainda Chelsea e Manchester City.

Os "cidadãos" estão novamente num bom momento e caso tivessem batido o Arsenal teriam ultrapassado o Chelsea, embora em igualdade pontual (em Inglaterra o critério de desempate é a diferença de golos - e recorde-se que ainda em 2012 o campeonato foi decidido assim). Dependem apenas de si para ser campeões, o que, com o plantel que têm, é uma verdadeira vantagem. Continuo pois a achar (aqui não mudei de opinião) que o City é o principal favorito. 

Tudo está porém em aberto e dependerá dos últimos jogos. Quem fôr capaz de manter uma boa forma nos últimos jogos estará em vantagem, sendo que tudo se poderá decidir nos despiques directos. A propósito de forma, o Liverpool é o clube que se encontra melhor, com uma impressionante série de 8 vitórias consecutivas. A qualquer momento porém as coisas podem mudar, como se viu com o Chelsea. 

Já quanto ao Arsenal, que como eu previ que viria a acontecer, saiu fora desta corrida. Saiu com alguma dignidade, pois até fez um bom jogo contra o City, merecendo mais do que o empate que alcançou. Vencendo esse jogo ainda manteria algumas ambições, assim já não. Foi sobretudo nos duelos com os grandes que o Arsenal se foi abaixo. Pode-se também queixar de algumas lesões mas penso que sobretudo Wenger não conseguiu preparar táctica e mentalmente a sua equipa para aqueles embates. A derrota com o Chelsea (e outras) foram humilhantes. Seria para mim uma surpresa se Wenger não abandonasse o clube no final da época. 

Quanto ao Tottenham, que defrontámos na Liga Europa, Sherwood está a fazer bem pior do que Villas-Boas, que já não tivera uma prestação muito positiva no início da época. O actual treinador não parece ser o homem certo para conduzir esta equipa a um sucesso relativo (um 3º lugar ou uma Taça) e também não deverá continuar para a próxima época. 

Sobre o desastre do United temos vindo a falar com regularidade. A sua carreira na Liga dos Campeões não continuará para lá desta eliminatória, podendo Moyes dar-se por satisfeito se não sofrer uma pesada humilhação. 


Sporttv - a manipulação continua

É inacreditável como a Sporttv pode ser tão parcial, tão manipuladora quer nos comentários, quer sobretudo na realização e escolha das imagens e planos.

No jogo de Braga bastou um jogador da equipa da casa cair ao lado de Luisão para que esse lance merecesse logo honras de meia dúzia de repetições seguidas. Mas ninguém conseguiu perceber o que aconteceu com Enzo Peres que apareceu caído no terreno e bastante queixoso vindo mesmo a ser substituído. Uma falta perfeitamente normal de Fedja também foi repetida várias vezes, pela simples razão de que o nosso jogador já tinha amarelo. As "mensagens" são claras e os "arranjinhos" ficam logo feitos para os "tribunais" d' "O Jogo" e provavelmente para a própria comissão de análise da arbitragem já saberem qual a matéria a avaliar. 


Sempre que há qualquer, mas mesmo qualquer lance na área do Benfica em que um jogador caia, as repetições são inúmeras e de todos os ângulos, até algum deles poder gerar a dúvida de que houve algo. Quando se trata de lances do Benfica, só mesmo quando o lance é descarado esta Sporttv, que de facto merece o nome de SPortoTV, se digna dar alguma repetição. 

No caso do seu clube as coisas obviamente invertem-se. É estranho como é que um jogador do Nacional aparece com a boca cheia de sangue num único plano que não merece repetição, nem se detectando quaisquer imagens nas quais possa estar a causa daquele "acidente".


Este canal de televisão é uma vergonha autêntica para o jornalismo. O seu papel não é informativo mas de apoio a um clube, o clube do Porto evidentemente, não hesitando um segundo em manipular as imagens de forma a mostrar as coisas sempre do ângulo mais favorável àquele e mais desfavorável ao Benfica (seu ódio mortal). Imaginem como estaríamos se não fosse a BenficaTV e compreendam por aqui qual a sua real importância.

Há muito que não tenho Sporttv em casa. Não poderia ter um canal anti-benfiquista.

Mas claro que a SportTV não é o único órgão de comunicação controlado por Joaquim Oliveira. O "Jornal de Notícias", a TSF e o "Diário de Notícias" também o são.

Daí a presença constante de outro portista fanático em todos estes órgãos dos mídia: Manuel Queirós. 

Mas este homem é um fenómeno pois consegue para além disso estar na Antena 1 (da RTP e potranto pública) e no "Mais futebol" (ou "mais Porto") / TVI, que pertencem a grupos concorrentes ao de Oliveira. É espantoso. 

Para Queirós, falando no Domingo n TVI, a arbitragem de Proença em Braga "protegeu os maiores". Já a sua crónica de hoje no "DN" (como vos digo, o homem está em todo o lado) é dedicada a defender Quaresma (e a sua ida à seleção) e a criticar as arbitragens, nomeadamente  a de Capela na Madeira, por estarem a prejudicar o Porto. É espantoso que Queirós consegue ainda ir buscar de novo a história do "critério largo" (alusão à arbitragem de Capela no Benfica-Sporting do ano passado) mas não conseguiu ver neste jogo as situações em que o árbitro beneficia o Porto, nomeadamente um penalty inexistente e a não expulsão de Quaresma.

Que este homem seja um ferrenho adepto portista que procura em todas as ocasiões defender o seu clube, é algo de normal, de legítimo. O que não é normal, nem legítimo, nem aceitável, é que este homem apareça em tudo o que é lado a falar como se fosse um comentador isento, quando não o é de todo, não se detectando nestes programas nenhum comentador de cor benfiquista para fazer o contraditório. É que este homem, para além de escrever e comentar na TVI, comenta jogos em directo, nomeadamente para as rádios. É sua a célebre frase, perante uma agressão de James Rodrigues, de que "um vermelho só pode ser dado por algo muito grave".

Sobre este assunto já escrevi aliás no passado pois recorrentemente somos confrontados com "atentados" à verdade. Para quem os quiser consultar, aqui ficam os links para esses textos.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/12/adeptos-do-porto-atacam-de-novo.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/10/as-transmissoes-pateticas-da-tvi.html

Uma última nota: Dias Ferreira, sempre foi um adepto sportinguista submisso ao Porto. Durante anos andou constantemente a branquear tudo o que o Porto fazia. Toda a sua bílis e o seu fel eram sempre destinados ao Benfica. A acção do seu actual presidente (e a linha agora adoptada pela generalidade dos sportinguista)  - assumindo que o Porto é o responsável e o beneficiário pela batota que há anos se instaurou no futebol português - desmente completamente, desautoriza e até condena a actuação de Dias Ferreira durante vários anos. 

domingo, 30 de março de 2014

O que falta para a conquista do Campeonato

Ainda não somos campeões mas, há que o admitir, estamos bem mais perto, depois desta vitória em Braga.

Não fizemos uma exibição de encher o olho, é verdade, mas não era isso que se pedia: pedia-se uma vitória e foi isso que a equipa trouxe de Braga. Ficam a faltar 8 pontos: 3 vitórias ou 2 vitórias e 2 empates. Convenhamos que com 5 jogos para o conseguir, começa a cheirar a título!!!

O nosso único adversário neste momento, o Sporting, tem tentado colocar pressão por todas as formas possíveis, dentro e fora do campo. Com alguma sorte à mistura, tem vencido todos os seus jogos, a maior parte das vezes jogando antes do nosso clube o que lhe tem permitido aproximações à condição à nossa posição. Se assim não fosse, nesta altura seríamos praticamente campeões.
 
Esta jornada tem aliás outra razão de regozijo para o Benfica: o Porto perdeu e está neste momento a 15 pontos do Benfica! Finalmente sentimos que se está a fazer justiça àquilo que as equipas produzem em campo.

Seja como fôr, nada mais nos pode ocupar o pensamento senão vencer o próximo jogo, neste caso a recepção ao Rio Ave. Se entretanto o Sporting perder pontos, então o título pode-se tornar numa realidade muito rapidamente.

Aqui fica o calendário de jogos até ao fim da época. Recordo que precisamos de vencer 3 ou vencer 2 e empatar 2:

Benfica-Rio Ave                          
Arouca-Benfica                          
Benfica-Olhanense                    
Benfica-Setúbal                    
Porto-Benfica