segunda-feira, 21 de julho de 2014

Assim será difícil...

Claro que ainda é cedo, mas este plantel do Benfica está muito longe do mínimo exigível.

É muito difícil, senão quase impossível, manter o nível de competitividade da época passada com a sangria de jogadores titulares que se está a verificar: o guarda redes titular indiscutível, um central de classe mundial, um lateral de grande pulmão, o centro nevrálgico do meio campo (tudo aponta para que Enzo sairá também) e um dos avançados titulares. Markovic e André Gomes são baixas no plantel mas não tanto no 11 (Sálvio substitui o sérvio sem problemas ao passo que Gomes não era um titular indiscutível). 

Para que tal pudesse acontecer, seria necessário o Benfica contratar outros nomes de relevo, outros jogadores com dimensão, categorizados. Até agora isso não aconteceu. O Benfica tem contratado alguns jogadores médios, com algum potencial, como o brasileiro Talisca, mas pouco mais do que isso. Sem Enzo e sem Fedja, que continua lesionado e só regressará com a época já a decorrer (e veremos em que condições), este quadro de jogadores não dá garantias. Pelo contrário, sugere que poderemos andar algumas jornadas até à equipa se equilibrar, o que pode significar uma perda de pontos considerável.

Compreende-se que existam necessidades de realizar algum dinheiro e que a pressão dos clubes financeiramente mais poderosos torne insustentável a permanência de um jogador com mercado e promessas de grandes ganhos salariais. No entanto tem que existir um equilíbrio nas coisas, caso contrário volta-se o Benfica-entreposto, uma porta giratória na qual jogadores entram e saem sem consolidar uma equipa. 

De titulares, de jogadores claramente com classe para serem titulares do Benfica, temos neste momento no plantel Maxi Pereira, Luisão, Fedja, Gaitan, Sálvio e Lima. É pouco. E fala-se ainda da possível saída de Gaitan. 

Num quadro destes será difícil ganhar algo de relevante esta época.