quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Que meio campo no próximo jogo?

O meio campo do Benfica tem neste momento apenas uma posição fixa, que é a de Samaris. No entanto o grego está castigado para Moreira de Cónegos, pelo que que os titulares daquelas posições são neste momento uma total incógnita. Cristante e Talisca? André Almeida e Pizzi? Rúben Amorim numa dupla com algum daqueles? É difícil dizer o que se passará mas uma coisa é certa: será um meio campo com pouca ou nenhuma experiência em jogar junto.
A minha aposta vai para Cristante e Pizzi. O primeiro porque tem sido a primeira escolha quando se trata de substituir Samaris, o segundo porque tem sido titular (e jogado bem) nas últimas partidas. Rúben ainda não estará, em princípio, em condições de assumir a titularidade, porque caso contrário seria certamente primeira escolha. Por outro lado, Pizzi é um jogador de "andebol", um jogador que, na perspectiva de Jesus, não é suficientemente agressivo a defender. Daí as muitas dúvidas. 

Até por estas razões o jogo de Moreira de Cónegos será de grande exigência e "perigosidade". No entanto é importantíssimo ganhar nas próximas jornadas nas quais os nossos adversários enfrentam desafios muito difíceis e se defrontam entre si, por entre eliminatórias europeias. 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A faixa da polémica - o que ainda não foi dito

Muito se falou sobre este assunto (já vamos na segunda semana) mas o essencial ainda não foi dito.

A verdade é que quem divulgou a faixa, quem lhe deu o máximo de exposição e portanto a "promoveu" foi o actual presidente do Sporting.

A faixa seria sempre lamentável e abjecta, mas se a grande preocupação eram os sentimentos da família do adepto que morreu no Jamor em 1996 porquê dar tanto destaque à faixa? Naturalmente que quanto mais se fala do assunto mais se agravam esses sentimentos de dor.

É que se não tem sido o actual presidente do Sporting, estou em crer que praticamente ninguém saberia deste caso, incluindo a família da vítima. A coisa aconteceu num pavilhão de futsal onde estava um número limitado de pessoas e na transmissão televisiva nem se viu. Foi só quando o Sporting falou nisso que surgiram fotos em toda a imprensa e que a generalidade das pessoas tomou conhecimento do lamentável episódio.

Por outro lado ao dar-se tanta publicidade à faixa não se está a fazer exactamente aquilo que queriam os seus promotores? A dar importância a quem o não merece? A trazer o extremismo e a marginalidade para o centro do debate e da sociedade?

A indignação sportinguista soa pois muito a hipocrisia: alega-se a dor da família mas não se faz senão agravá-la e usá-la para fins populistas e demagógicos. A hipocrisia manifesta-se também no facto dessa indignação parar e desaparecer quando as faixas e as camisolas são de sentido contrário, dirigidas por sportinguistas a benfiquistas. Aí já não há críticas nem condenação. Tudo bate certo porém com a personagem em causa: um mitómano, um indivíduo que possivelmente nem sequer tem uma noção exacta da realidade, a qual confunde com os seus desejos e visão distorcida das coisas. 

Outro assunto é o das tochas e petardos atirados para o meio dos adeptos do Sporting. Considero isso demasiado grave e a necessitar de atenção por parte da polícia. Acho isso criminoso e a exigir uma punição exemplar. O Benfica precisa de se ver livre desse tipo de gente. Gente que faz isso não pode ter lugar num estádio de futebol. Somos o maior clube português e devemos perceber que isso acarreta responsabilidades próprias, nomeadamente a de tudo fazer para que o futebol seja um espectáculo seguro onde se podem levar as famílias. Para isso há que erradicar algumas ovelhas negras.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O próximo jogo é em Moreira de Cónegos

Benfica-3 Setúbal-0


O Benfica, ganhou, como se pedia, e cumpriu a sua "obrigação" da jornada. A vitória é normal e esperada tendo a equipa tido alguns momentos bastante interessantes. Pizzi (de acordo com Jorge Jesus, o "jogador de andebol", por só atacar) e Lima foram talvez as exibições mais "coloridas" do Benfica. Jardel voltou a facturar mas desta vez teve uma falha que podia ter sido comprometedora. Na sequência do lance há uma queda muito duvidosa do jogador do Setúbal na área do Benfica. Se fosse ao contrário, todos os comentadores "anti" diriam que foi o avançado que bateu na perna do defesa e portanto não havia falta. Para além disso refeririam que no início do lance o jogador setubalense estava fora de jogo e portanto a jogada devia ter sido imediatamente invalidada. Assim todos acharam que se trata de um penalty descarado. Admito que o árbitro poderia ter marcado falta pois, na passada, Jardel acaba por colocar a sua perna à frente do avançado setubalense. Depois ainda houve um outro lance no qual, aí sim, o Benfica é claramente beneficiado por uma decisão errada da arbitragem: Ola John empurra o seu adversário com o braço e depois faz um excelente cruzamento para Lima marcar o segundo. Claro que isto foi o suficiente para se passarem 45 minutos a escalpelizar os lances (sobretudo na inominável TVI24) e se pretender concluir que o Benfica é beneficiado de forma "sistemática". Na realidade, a vitória não merece qualquer contestação e dá-me ideia que se o Benfica quisesse acelerar poderia ter marcado mais alguns golos. Mas claro que aquela "narrativa" interessa para desvalorizar as nossas vitórias e relativizar a nossa distância pontual, sugerindo que ela se deve aos árbitros. Há que desmoralizar o Benfica e continuar a moralizar o Porto, que, esse sim, precisa de o ser sob pena de ficar a uma distância irrecuperável. Por isso é que o Sporting era o melhor até jogar com o Benfica, fazia tudo bem feito, era o maior e de repente se esvaziou o balão e terá que lutar contra o Braga pela vaga na Champions. Também o Setúbal era óptimo, não perdia desde Bruno Ribeiro e agora passou a ser uma equipa normalíssima que afinal nem sequer tinha argumentos para incomodar o Benfica. Agora é o Moreirense que é uma excelente equipa, que pratica um excelente futebol, que é muito forte em casa, etc, etc. As "narrativas" são muito óbvias, mas nós não podemos deixarmo-nos afectar por elas. 

Na realidade, o próximo adversário é sempre o mais difícil e o mais importante. Nisso até devemos agradecer àqueles que tanto se "preocupam" com os nossos jogos e os nossos adversários. E o Moreirense é efetivamente uma boa equipa. Agora o Benfica é evidentemente muito superior e terá que conseguir impor essa superioridade em campo para vencer o jogo como se espera e necessita. Claro que é sempre possível ocorrerem jogos como Paços mas uma boa equipa (como temos vindo a mostrar que somos) limita esses jogos ao mínimo num ano. Agora que se tenha bem presente: a concentração e o empenho terão que ser máximos, não apenas nesse jogo mas em todos até ao fim. Todos os jogos serão difíceis daqui para a frente. Se os formos vencendo porém - e neste momento já não temos mais nenhuma competição a distrair a atenção e o foco competitivo da equipa do campeonato - é bem provável que possamos alargar a nossa vantagem e ficar bem mais próximo dos nossos objectivos. 

O folclore


O nível - execrável - do presidente do Sporting não merece muito mais comentários. Estamos perante alguém que mais cedo ou mais tarde se vai espalhar ao comprido tal a sua falta de sentido da realidade - e da verdade. A ideia de que se tratava de um novo Vale e Azevedo foi talvez mais acertada do que inicialmente parecia. 

Luis Filipe Vieira pelo contrário interveio muito bem: condenou inequivocamente a faixa do pavilhão, referiu que havia uma investigação interna, mostrou respeito institucional pelo Sporting e disponibilidade para lutar em conjunto pelo combate à violência no desporto. Mais, mostrou-se realista e sério para lá de qualquer simplismo ao recusar a ideia de que de um lado só havia bons e do outro maus, fugindo ao habitual discurso demagógico futebolês do nós contra eles. Não deixou porém de, como aqui aliás fizemos também em devido tempo, de referir o incêndio do estádio da Luz que o Sporting continua sem condenar. Foi um discurso esclarecedor e de um grande sentido de responsabilidade. O presidente do Sporting, como um garoto de escola sem argumentos, respondeu com insultos e estórias anedóticas que até motoristas metem. Um pé de chinelo. 

A maioria dos nossos comentadores é porém tão incapaz, tão ignorante e tão pouco inteligente que, não conseguindo distinguir o trigo do joio, conseguiu ver nos comportamentos institucionais do Benfica e do Sporting algo de equivalente e colocar tudo no mesmo saco. Coitadinhos eles não dão para mais. Não vão além das mais ocas frases feitas, da repetição do que se diz por norma nestas alturas sem qualquer capacidade analítica ou crítica - sem sequer olhar aos mais elementares factos. São no fundo o reflexo da pobreza e pequenez nacional.