sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Regresso de Gaitan

O Benfica tem que se preocupar unica e exclusivamente com os seus jogos. Tudo o resto deve passar completamente ao lado da equipa e dos técnicos.

Temos que contar com vitórias do Porto em todos os jogos (excepto obviamente em nossa casa), pelo que também nós teremos que vencer sempre.

Penso que o Porto vencerá o Sporting neste domingo e que, como já vem sendo habitual, vencerá o Braga na semana seguinte. Só contra o Benfica é que estas equipas se superam e jogam com toda a raiva. É assim que as coisas são e é com isso que devemos contar.

A minha previsão para a vitória do Porto esta jornada é simples: Artur Soares Dias (portuense e portista) não deixará de fazer uma arbitragem muito caseira; o Sporting está fragilizado sem Jefferson e com o cansaço europeu; o Porto está proibido de perder pontos. A não ser que Lopetegui faça asneira da grande, o Porto vencerá o jogo. 

Com base nessas possíveis vitórias, e catapultados pela comunicação social que não se cansa de tentar desvalorizar o Benfica e as suas vitórias, o Porto acreditará de novo no título e a "pressão" semanal sobre o Benfica e as arbitragens manter-se-á em níveis elevadíssimos.

Na partida contra o Estoril, enfrentaremos um adversário à partida muito fragilizado mas que por isso mesmo se pode tornar perigoso. A contestação a Couceiro começou a fazer-se sentir no último jogo mas o presidente estorilista falou entretanto com os jogadores que por isso tentarão dar a volta à situação. E que forma melhor de o fazer do que num grande jogo como este? Esperemos por isso que o Benfica não facilite e que, de jogo para jogo, se torne cada vez mais eficaz na concretização. O futebol não é só, nem é sobretudo, construir jogadas de perigo - é também finalizá-las com golos. 



Gaitan é hoje um jogador importantíssimo na dinâmica de ataque do Benfica. De ano para ano o talentoso argentino tem vindo a aumentar a sua influência na equipa e a qualidade e inteligência do seu futebol. Cada vez se sente mais confortável na posição e no estilo de jogo da equipa. Colmatar a sua ausência durante tantas semanas não foi por isso fácil. Já o tenho referido: a má forma de Sálvio não tem ajudado, tanto mais que Ola John é um jogador que apesar de surpreender e ser capaz de rasgos não deixa de ser inconstante, desaparecendo por vezes do jogo. 

O regresso do novo pequeno genial é por isso uma excelente notícia. Não sendo titular, Gaitan poderá porém "ganhar" alguns minutos de jogo de forma a preparar o regresso em pleno. Rúben é outro que "vem a caminho" e em breve Jonathan também poderá ser chamado à equipa. Serão reforços de peso para o que ainda falta jogar esta época - a fase das decisões.



PS - Já há adeptos do Sporting a admitir abertamente que preferem perder com o Porto apenas para este não deixar o Benfica afastar-se. Nada que eu já não esperasse. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Indignação

A imprensa portuguesa manifesta hoje toda a indignação do Boavista pela arbitragem de Hugo Miguel no Estádio do Bessa. O lance do 1º golo do Porto é precedido de ilegalidade, pois uma falta assinalada por Hugo Miguel foi cobrada muito longe do local onde foi cometida, sem que a bola estivesse parada, apanhando os jogadores do Boavista desprevenidos. O lance tem sido mostrado e repetido de diversos ângulos nos diferentes canais televisivos. O clube axadrezado queixa-se ainda do facto de Quaresma e Jackson Martinez (que viria a marcar o 1º golo do Porto, a meias com um defesa) não terem sido expulsos. A entrada do colombiano foi de arrepiar, ao passo que Quaresma pisou um adversário na mão, comportamento em que aliás é reincidente. Os comentadores juntam-se ao coro de críticas, assim como o Sporting, próximo adversário do Porto no campeonato.

Alguns órgãos de comunicação referem ainda que Hernâni deveria ter visto um cartão amarelo por simulação na área do Boavista e que Lopetegui teria sido expulso do banco se fosse português. 

Por outro lado, a imprensa manifestou igualmente surpresa e condenação pela atitude de um jogador de um clube da primeira divisão (Moreirense) em manifestar o seu apoio a outro clube (o Porto), a cujos jogos aparentemente assiste na qualidade de adepto. Considera-se que essa situação coloca em causa o profissionalismo do jogador e a verdade desportiva da competição.

Estes temas estão a ocupar as primeiras páginas dos desportivos, a fazer correr muita tinta e estarão certamente no centro das discussões nos vários programas de comentário futebolístico das nossas televisões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vitória importantíssima

Estamos numa fase crucial da época, na fase das decisões. A deslocação a Moreira de Cónegos era, como quase todas, um dos jogos mais difíceis até ao fim da época: teremos ainda que ir a Arouca, Vila do Conde, Barcelos, Restelo e Guimarães. Os restantes 7 jogos são em casa.
À partida os jogos fora são todos difíceis mas o desenrolar das partidas é o que determina verdadeiramente. Qualquer jogo (como o demonstrou a partida nos Barreiros) se pode tornar fácil, tal a qualidade do Benfica face aos restantes adversários. Mas também (como o provou Paços) se pode tornar difícil caso as equipas adversárias cerrem fileiras na defesa e se comece a instalar entre os nossos jogadores a ideia de que não conseguirão marcar. 

Ora nesta medida o jogo de Moreira teve tudo para correr mal.

Depois de uma boa entrada em campo e de algumas oportunidades, o Benfica viu-se a perder sem que rigorosamente nada o justificasse. O Moreirense não tinha feito uma jogada de que me lembre e o golo surge completamente contra a corrente de jogo, num remate que bate no peito de Jardel, o que praticamente impossibilita a defesa de Artur.

A partir daí o Benfica ressentiu-se, pairou o fantasma de Paços e a tarefa complicou-se muito.

No entanto, o golo "de raiva" de Luisão (excelente momento para regressar aos golos) mudou completamente a dinâmica e carga emocional da partida, desde logo prenunciando um triunfo do Benfica. Nunca saberemos o que seria do jogo sem a expulsão, mas a minha ideia é que o Benfica passou a estar por cima e venceria a partida independentemente do Moreirense ter 10 ou 11. O segundo e terceiro golo surgiram com naturalidade e outros poderiam ter surgido caso a equipa tivesse continuado a forçar. 

Existem lições a retirar deste jogo: o nosso ataque precisa de maior agressividade e objectividade, nomeadamente como aconteceu na segunda parte e, nalguns momentos, menos passes e menos elaboração. Sálvio (já o sabemos) está num momento mau. Esperemos que Gaitan possa voltar rapidamente porque faz muita falta.

Outro aspecto que pode ser analisado é a titularidade de André Almeida em detrimento de Cristante. Claro que o treinador terá as suas razões mas não me pareceu a melhor opção. Possivelmente JJ terá achado que, com um jogador pouco vocacionado para as tarefas defensivas como Pizzi, seria melhor ter um jogador mais posicional e mais "certinho" como André. Penso porém que o nosso meio campo ficou um pouco carente de dinâmica. Não foi das exibições mais conseguidas de André Almeida que não deixa por isso de ser uma excelente solução e um jogador valioso para o nosso plantel.

No espectro positivo, há que destacar o regresso aos golos de Eliseu, um jogador que a imprensa passa a vida a atacar e desvalorizar. Eliseu tem valido golos que dão vitórias e dá sempre à equipa dinâmica, ainda naqueles jogos em que, nos momentos finais, não tem tido as melhores decisões. No global Eliseu tem sido um jogador com um rendimento elevado e sempre empenhado emocionalmente com a equipa, contribuindo para a união e força mental do grupo.

Finalmente mais uma vez apraz-me elogiar a exibição de Pizzi, que entre outras coisas, aponta muito bem as bolas paradas, nomeadamente os cantos. Talisca irá naturalmente subir de rendimento constituindo-se muito em breve (estou em crer) em mais uma boa "dor de cabeça" para o nosso treinador.

O Benfica tem agora que enfrentar o jogo com o Estoril com a seriedade que tem sempre encarado os jogos e vencer para poder depois beneficiar do resultado do jogo entre os nossos rivais. 

Como nota final, gostava de assinalar que os jogos se tornarão progressivamente mais difíceis até ao fim do campeonato. É natural que os nossos adversários queiram ganhar os seus jogos mas não é normal que enfrentem os jogos com o Benfica (em princípio de "outro campeonato") como se de vida ou morte se tratassem. Caso isso aconteça é porque algo de estranho à normalidade do campeonato se está a passar.

Vem isto a propósito de algum descontrolo emocional que detectei nos jogadores do Moreirense, a ponto de um ter sido expulso por insultar de forma grosseira o árbitro. Afinal de contas o que justificava insultar o árbitro daquela forma naquele momento do jogo? Teria porventura havido algum "caso" até aquele momento? Não, nada de nada, a não ser a história do "canto-penalty". Serve pois isto para dizer que teremos que contar com uma motivação extra, por vezes anormal, dos nossos adversários mas que poderemos usar esse facto em nosso favor, designadamente tirando partido do desequilíbrio emocional dos nossos adversários. 

Quanto ao resto, os nossos adversários que continuem a falar e gritar nos programas de falatório, semana após semana até ao fim do campeonato. São os votos que lhes deixo.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

3 pontos preciosos (ou os penalties que dão cantos)

Acho, sinceramente, que os nossos adversários estão a ficar mentalmente perturbados. Criou-se a ideia de que o Benfica estava a ser beneficiado neste campeonato. E a partir daí semana após semana, dia após dia, em canal a seguir a canal, repete-se esta ideia de uma forma completamente obsessiva, de modo a que quase todos a dada altura ficam sob a sua influência.

Entendamo-nos de uma vez por todas: o Benfica foi beneficiado por algumas decisões arbitrais nalguns jogos? Certamente que sim. Mas não foi também prejudicado em muitas outras? Sem dúvida. Em todos os jogos os árbitros têm decidido a favor e contra o Benfica. Nos jogos contra o Sporting e o Porto, o Benfica não teve nenhum benefício arbitral e teve até várias decisões contra, nomeadamente em termos de critérios disciplinares e faltas em zonas perigosas.
 
O que se está a passar e que leva até alguns benfiquistas a embarcarem nesta onda, é que qualquer jogador que se atire para o chão na área do Benfica todos dizem que é penalty e qualquer jogador do Benfica que caia na área adversária (em resultado de falta ou não) é sempre simulação.
 
Eu percebo que eles quisessem que o Maxi Pereira já entrasse em campo com cartão amarelo e que à primeira falta fosse expulso. Eu percebo que eles gostassem que os penalties cometidos pelos nossos adversários resultassem em cartões amarelos para os nossos avançados. Se eles pudessem, os jogos em vez de começarem com o pontapé de saída do meio campo até começariam logo com um penalty contra o Benfica.
 
Agora, POR FAVOR QUE OS BENFIQUISTAS NÃO SEJAM TÃO POUCO INTELIGENTES QUE SE DEIXEM EMBARCAR NESTA CONVERSA DOS BENEFÍCIOS!!

Mas então ontem não há um penalty CLARO sobre Sálvio?? Então agora os penalties sobre os nossos jogadores não são para assinalar? Tenham dó! Então se o defesa não toca na bola e rasteira o avançado isso não é penalty?
 
 
 
Por acaso o Benfica marcou na sequência do canto que foi mal assinalado. Mas desde quando é que transformar um penalty em canto é beneficiar uma equipa? Mas está tudo doido ou quê??
 
Quanto à expulsão do jogador do Moreirense, não temos obviamente que comentar coisa nenhuma. É entre o jogador e o árbitro. Ambos saberão  que foi dito. O treinador do Moreirense até admitiu que o jogador disse alguma coisa pouco correcta. É tudo. O Benfica nada tem que ver com isso.
 
Aliás o jogo mudou completamente após o golo - e não após a expulsão. Claro que Freitas Lobo (que normalmente não comenta arbitragens mas sim "o jogo") ontem não falava de outra coisa, repetindo à saciedade que o jogo mudara e acabara com a expulsão do jogador do Moreirense. Chegou ao ponto de, sobre 1º o golo do Benfica, dizer que "a questão" era perceber se tinha sido canto. Quer dizer, em jogos em que o Porto venceu com penalties inexistentes, ele recusou-se a comentar, dizendo que falava apenas sobre "aquilo que foi o jogo". Agora até já sobre se um lance é canto ou não (omitindo completamente a questão do penalty) considera isso o aspecto fundamental!

Mas é curioso que quando outros jogam contra 10, os jogos já não "acabam". Vão dar uma curva!! O que me custa mais é ver a idiotice de alguns benfiquistas a deixarem-se influenciar e alinharem por este diapasão.
 
Sobre o jogo propriamente dito e a importância fundamental desta vitória falarei no seguinte post.
 


Adenda: logo à noite, especialmente na TVI24, o anti-benfiquismo vai raiar a histeria colectiva. Vão gritar e gemer. Entre outras coisas, vão dizer: não houve penalty sobre Sálvio e o nosso jogador deveria ter sido admoestado com cartão amarelo (se for preciso ainda arranjam outro lance para "expulsar" o Sálvio); não era canto e portanto o 1º golo do Benfica é "irregular"; Eliseu fez penalty e provavelmente deveria também ter sido expulso; Maxi deveria ter sido expulso (porque sim); André Almeida deveria ter visto o amarelo e daí para a frente já jogaria "condicionado"; o jogador do Moreirense não deveria ter sido expulso, ou, se o fosse, 5 jogadores do Benfica também o deveriam; Jorge Jesus deve ser suspenso até ao fim da época. E por aí fora...