quinta-feira, 5 de março de 2015

O desespero anti (parte X)

Cada artigo que escrevo sobre este assunto digo a mim mesmo que é o último; mas acaba por haver sempre algo de novo e inusitado que me faz voltar a ele.

Desta vez são artigos que andam a circular, de benfiquistas ou pessoas a fazerem-se passar por benfiquistas que se dizem incomodados com a suposta "vergonha" deste campeonato.

Ora isto tem que ser denunciado de forma veemente. Não é que não possa haver todo o tipo de opiniões e que alguns benfiquistas não tenham o direito de achar que o Benfica possa ter sido beneficiado pela arbitragem num jogo ou noutro (ou até em vários). Têm todo o direito, aqueles que realmente acharem isso, e não iremos certamente fazer aqui uma espécie de caça às bruxas a quem cometer "crimes de lesa-Benfica". Não é disso que se trata.

O que aqui se trata é de alguém que se faz passar por benfiquista para vir atacar o Benfica, sugerindo que "o título está entregue" e que vai deixar de pagar quotas do Benfica para não "alimentar a corrupção". Ora isso é de uma canalhice sem nome.

É tão reles, tão baixo, tão vil que escapa à adjectivação. É preciso uma perfídia especial (e um elevado grau de perturbação mental) para entrar num esquema desses.

Mas só pode ser isso.

Que benfiquista autêntico apelaria o bicampeonato que não conquistamos há décadas e que a equipa tudo está a fazer, sem os recursos milionários do seu adversário, para alcançar de "o título da vergonha"?

Que benfiquista mentalmente são passaria mais de ano - um ano de sonho!, como foi o ano passado - sem escrever rigorosamente nada sobre o seu clube apenas para agora aparecer a gritar aos 4 ventos, em fóruns frequentados sobretudo por sportinguistas e portistas, que o Benfica comprou este campeonato (que aliás está longe de estar decidido)? A resposta é simples: nenhum.

Mas atenção, há já um precedente deste caso. Há mais um que se diz benfiquista e que diz que não festejou a vitória contra o Vitória de Setúbal e até garante que até pensou em cancelar a BenficaTV porque Hélder Conduto tinha sido "cooperante". Imagine-se! Um jogo no qual a superioridade foi tão patente que nem o treinador adversário se queixou minimamente da arbitragem, incomodou o nosso benfiquista a um ponto que até já ia cancelar a BenficaTV! E vai partilhar estas ideias com os nossos adversários, que tanto nos têm atacado este ano, numa espécie de terapia de grupo...

Obviamente não me irei dar ao trabalho de fazer uma investigação policial aos quês e comos destes episódios. Tenho mais do que fazer. Direi apenas que num caso me parece estarmos perante uma pessoa influenciável que se prestou ao papel de idiota útil, ao passo que no outro se trata de uma verdadeira falsificação.

E atenção porque estou a falar de algo de que já tive uma experiência. Alguém que comentava aqui com alguma regularidade (especialmente nos maus momentos) como benfiquista, criticando maus resultados do passado e dizendo-se "exigente", acabou por ser apanhado por mim a assumir-se como portista. Noutros blogs já o apontavam como tal mas eu não queria acreditar até que tive a prova mas de uma forma indubitável - e desmascarei-o. Desde então desapareceu.  

No fundo isto até acaba por nos dar algum crédito: os nossos adversários estão tão desesperados que já entram em caminhos destes que roçam a demência mental.

O futebolês

Será que sou o único que está cansado de ouvir os "especialistas" falarem da "profundidade", das "segundas bolas", do "espaço entre-linhas", das "transições" (ofensivas e defensivas), da "contenção" e outras que tais?
Antigamente falava-se de um jogador aparecer isolado, dos ressaltos, dos contra-ataques e de jogar à defesa e isso parecia-me bem mais real, bem mais palpável do que o actual paleio. Mas isso era no tempo em que os comentadores da bola não tinham pretensões intelectualóides e menos ainda poéticas. A excepção era Gabriel Alves, cuja arte de relatar e comentar deixa saudades. Valeria a pena um dia fazer um apanhado das suas maiores pérolas. Aqui ficam os comentários memoráveis ao inesquecível e glorioso 6-3 que o Benfica impôs em Alvalade, na melhor exibição da vida de João Pinto.
 
 

terça-feira, 3 de março de 2015

Ao que isto chegou...

O radicalismo anti-benfiquista é tal que argumentos no passado usados apenas em esferas mais ou menos marginais (como blogs) são agora usados no chamado "mainstream", quer dizer, nos principais meios de comunicação social. Assim, suspeitas que pressupõem já uma intencionalidade e premeditação dos árbitros para beneficiar o Benfica são apresentadas de forma despudorada.

Falo da questão dos cartões e dos castigos, a última das invenções dos portistas.

Note-se que isto é bem diferente de considerar que um árbitro prejudicou um clube num jogo. Isto implica que o árbitro, ainda antes de um jogo do Benfica e sabendo que esse é o jogo seguinte, parta com uma intencionalidade clara de mostrar cartões amarelos para o Benfica vir a beneficiar dos castigos.

De tal forma que o presidente do Arouca, próximo adversário do Benfica, foi chamado a comentar o "caso". Ao que isto chegou...



CARLOS PINHO

"Árbitro não teve influência nos castigos para o jogo com o Benfica"

Foto: DR
  • Áudio Arouca recebe Benfica pela 1ª vez e com "casa cheia"
  • Áudio "Arouca vai mostrar a sua raça"
  • Áudio "Árbitro não teve influência", afirma Carlos Pinho
O presidente do Arouca não se queixa dos castigos aplicados na jornada que antecedeu o confronto com o Benfica. Carlos Pinho espera casa cheia na primeira visita dos encarnados à vila de Arouca.
03-03-2015 13:00
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O Arouca não vai poder utilizar Miguel Oliveira, Rui Sampaio e Pintassilgo no jogo do próximo domingo com o Benfica. Os três jogadores foram castigados no confronto com a Académica e não vão poder actuar na partida com o líder do campeonato.

Uma decisão que de acordo com o presidente do clube nortenho não teve "influência do árbitro" que apitou o jogo com a Académica. Em Bola Branca, Carlos Pinho afirma que os cartões "foram bem dados" e, embora por "vezes as equipas se agarrem a essas coisas", neste caso iliba a acção disciplinar de Jorge Sousa.

A única crítica que aponta à arbitragem desse empate em Coimbra é o golo dos estudantes, em "fora-de-jogo". Mas em vez de apontar o dedo ao árbitro vira-se para o assistente que "não viu bem esse lance".

Perspectiva de casa cheia
O Estádio Municipal de Arouca foi esta semana reforçado com uma bancada amovível para a recepção ao Benfica. Medida justificada pelo facto de ser expectável "casa cheia". Carlos Pinho diz ser "uma alegria receber o Benfica pela primeira vez em Arouca" e embora tenha acrescentado mais dois mil lugares ao recinto, ainda estão por vender "cerca de 3.500 bilhetes".

O líder dos arouquenses  espera que a sua "equipa faça um bom jogo", embora esteja consciente que irão defrontar "uma das melhores equipas do campeonato". Carlos Pinho espera que seja "um bom jogo, em festa e sem casos".  "Jogar com o Benfica é sempre difícil, mas com a garra do Arouca podemos fazer um brilharete", remata o dirigente do Arouca.

O Arouca-Benfica, referente à 24ª jornada da Liga Portuguesa, está agendado para as 16h00 de domingo. Jogo com relato na Renascença e acompanhamento em rr.sapo.pt.


Meia dúzia! O regresso do rolo compressor

O título deste post não tem a ver com um embandeirar em arco: tem a ver com o regresso ao sistema de jogo de 2009/2010.

Isto por uma razão simples, que os especialistas ainda não apontaram: Pizzi não é o substituto de Enzo Perez, Pizzi é o substituto de Aimar.

O Benfica regressou assim a um sistema de apenas um jogador no meio campo defensivo (o Javi Garcia de então é o Samaris de agora), dois pontas de lança (Lima e Jonas em vez de Cardozo e Saviola) e um jogador a fazer a ligação entre o meio campo e o ataque (Pizzi no lugar de Aimar).

Claro que em jogos fora de casa e jogos contra os outros grandes, este sistema será à partida demasiado ofensivo e daí JJ ter optado por André Almeida no jogo de Alvalade. (No dragão havia ainda Enzo).

Nos jogos em casa com adversários "pequenos", Samaris chega e sobra para as encomendas. O jogo com o Braga será um bom teste para perceber até que ponto JJ apostará mesmo nesta solução.


O jogo de sábado foi a prenda ideal em dia de aniversário. Seis golos sem resposta (e mais poderiam ter sido) e uma exibição de luxo, mostraram que o Benfica está de volta, para o que muito contribuiu o regresso de Gaitan. Até Sálvio começou imediatamente a jogar melhor. A jogar assim podemos esperar mais goleadas, sobretudo na Luz. No entanto temos que manter os pés bem assentes no chão e perceber que muitas dificuldades se colocam entre o presente e o desejado futuro da renovação do título.

Entre elas estão sobretudo as deslocações, a começar por Arouca. Já por mais do que uma vez as equipas de Pedro Emanuel nos fizeram perder pontos, pelo que haverá que jogar com grande determinação e objectividade. Acima de tudo podemos contar com vários "autocarros" colocados à frente da baliza.