sexta-feira, 17 de julho de 2015

Benfica - veterania, entradas e saídas

Até ao momento o Benfica pouco mexeu no plantel [a base desta avaliação são os 30 que seguiram para os EUA], o que à partida é uma coisa boa tanto mais que somos bi-campeões. A estabilidade é uma base importante para o sucesso. No entanto existem dois factores que têm que ser ponderados neste balanço: o nível de investimento a que assistimos por parte dos rivais e a veterania do plantel do Benfica. 

Começando por este último ponto, é evidente que a experiência é algo importante, mas o Benfica poderá já estar a entrar na fronteira de uma equipa demasiado trintona. Uma equipa demasiado veterana começa a denotar falta de rotação, existem muitos exemplos disso. Na defesa Luisão e Eliseu começam a estar (um para central, outro para lateral) nessa fronteira a partir da qual o rendimento se começa a ressentir. O mesmo se passa no ataque, onde Jonas e Lima estão na mesma situação. É que uma coisa é ter um ou outro jogador mais experiente no seio de uma equipa jovem, outra é ter uma equipa composta sobretudo por jogadores na casa dos 30. O sector onde estamos mais tranquilos neste aspecto é o meio campo onde temos jogadores na plenitude do seu rendimento, como Fedja, Pizzi ou Samaris e jovens como Cristante e Talisca. É um aspecto que o treinador terá que ponderar: por um lado aproveitar a experiência dos jogadores mais velhos da equipa, por outro assegurar-se que ela tem suficiente força e energia para manter um rendimento e uma rotação elevados não apenas em cada jogo mas na época como um todo.

Em termos de qualidade, o Benfica está em défice nalguns sectores. O mais óbvio são as laterais da defesa. Com a saída de Maxi, o Benfica ficou com Eliseu, Sílvio, Marçal e André Almeida, a que eventualmente acrescerá Lindelof, que jogou nessa posição na selecção sub 21 da Suécia. Ora estas opções são insuficientes para o Benfica. Eliseu está um ano mais velho do que o ano passado (em que já era muito criticado por alguns adeptos - que não eu), Sílvio praticamente não jogou depois da gravíssima lesão que teve, pelo que o seu rendimento é uma incógnita e André Almeida é um jogador válido e útil para jogos contra equipas superiores mas que não tem rotação para dar a dinâmica atacante que um grande precisa. Veremos como Marçal se adapta mas este quadro de laterais não chega. Em termos de centrais, para além da questão da idade de Luisão, aparentemente apenas temos Jardel e Lisandro, uma vez que César estará de saída. Ora, isto pode também ser pouco para um quadro competitivo exigente. 

Quanto aos extremos, Carcela será aparentemente uma boa opção, a questão Gaitan mantem-se em aberto e Sálvio estará lesionado no início da época. Para além disto existe apenas Ola John. Mais uma vez é pouco, pouquíssimo se Gaitan acabar por sair, para um clube com as aspirações do Benfica. Se Gaitan saísse (e é verdade que todos os anos se diz que sairá e todos os anos continua) começaríamos a época com Carcela e Ola John. Ora isto não pode ser considerado uma opção válida. Também no eixo do ataque me parece que temos limitações e que o plantel não pode ser considerado fechado. O problema do ataque é que se Rui Vitória optar por apenas um ponta de lança, não me parece que Jonas ou Lima (ou Jonathan Rodrigues que ainda não mostrou nada) possam ser esse jogador. A meu ver são demasiado veteranos para esquemas que exijam uma correria, choque e desgaste permanente na frente de ataque. Para tal são necessários avançados até com outro perfil, mais combativo e agressivo, como Mitrovic. Sabemos que o Benfica o tentou contratar (se vier a acabar no Porto é mais uma desilusão) e que abordou sem sucesso outros jogadores, como Joe Campbell. Confesso que não percebo o que se passa: aparentemente o Benfica não consegue contratar nenhum dos jogadores que deseja, ao contrário dos rivais. Percebo que não se possa entrar em loucuras mas no mínimo seria exigível um pouco mais de segredo nos negócios sob pena do Porto continuar a ter no Benfica o seu melhor olheiro. 

No meio campo, para acabar bem, parece-me que temos as opções válidas e necessárias para vários tipos de modelos e de jogos. Aí não devemos a ninguém em termos de qualidade. 

Na globalidade temos porém que admitir que faltam soluções. A meu ver o Benfica precisaria de um lateral direito de grande dinâmica e qualidade comprovada (mais uma vez parece que tentámos dois nomes nenhum deles com sucesso), de um extremo e de um ponta de lança fisicamente forte, capaz de jogar sozinho na frente e concretizador. Na minha opinião falta ainda um central, mas seria absurdo ir contratar um depois de vender ou emprestar César. Com estas contratações a juntarem-se à qualidade e experiência que já existem (e à juventude que está à espreita para aparecer) teríamos um plantel capaz de disputar as provas nacionais e de pelo menos passar a fase de grupos da Liga dos Campeões, cada vez mais um objectivo mínimo essencial para assegurar a saúde financeira dos clubes. Caso contrário, caso o plantel se mantenha no essencial como está, teremos que esperar de Rui Vitória algo que, não sendo um milagre, seria altamente surpreendente: fazer um plantel inferior ao da época passada render mais e ter melhores resultados desportivos. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A praga Proença

Não contente com todo o mal que fez ao Benfica ao longo dos seus anos de carreira, assim conseguindo ser "o melhor do mundo", o que por sua vez lhe permitiu, por exemplo, afastar o México das meias finais do último Mundial, assinalando um penalty fantasma sobre Robben, não contente, Proença, tal como uma praga que depois de aparentemente desaparecida volta para atormentar as populações, quer voltar ao futebol português e à arbitragem. As intenções não podiam ser mais cristalinas: Proença quer roubar o Benfica à grande. Porquê? Porque só assim o seu ego gigantesco, que precisa de quantidades brutais de gel na cabeça para se refrescar, conseguirá ter alguma satisfação. Prejudicando declaradamente o Benfica, Proença demonstra ser impermeável ao poder do maior clube português, sentindo-se ele próprio o verdadeiro poder, ou seja a fonte mesma desse poder. É um delírio de poder doentio que já dura há décadas mas que agora tem o apoio de um outro louco, Bruno de Carvalho e, claro está de grande parte da comunicação social que se deslumbra com o gel e com os títulos de "melhor do mundo" para se poder realizar. 

Não tenhamos dúvidas: seria um desastre para o Benfica que o afastaria completamente dos títulos. Para Proença, a isenção em relação ao Benfica demonstra-se desta forma: a favor do Benfica marcar apenas o inquestionável, contra o Benfica marcar tudo. Ser implacável nos cartões aos jogadores do Benfica, expulsando à primeira oportunidade ou até criando "oportunidades" que outros menos imaginativos não vislumbrariam mas que a posteriori os aduladores do melhor do mundo se encarregariam de justificar. Ser implacável nos cartões aos adversários do Porto, marcando penalties por tudo e por nada. Ser totalmente condescendente com os adversários do Benfica e permitir-lhes quase tudo. Proença foi talvez o árbitro que mais prejudicou o Benfica na história do futebol e o seu regresso a uma posição de dirigismo desportivo significaria com grande probabilidade um alargamento dos seus padrões a quase todos os árbitros. É uma praga que importa a todo o custo evitar. 

Os adversários do Benfica estão desesperados com o sucesso do clube nos últimos anos e a empenhar tudo no presente para alterar esse estado de coisas. Fazem tudo, inclusivamente ir buscar figuras emblemáticas ao nosso clube, engolindo toda a espécie de sapos pelo que antes disseram sobre essas figuras. Vale tudo - menos ter um pingo de vergonha na cara. No entanto eles sabem que o Benfica continua a não os temer, apesar de todas as contratações e de milhões e milhões de euros que não se chega a perceber bem como surgem neste período de crise e austeridade. Por isso eles sabem que falta uma peça. Essa peça para eles seria Proença, o homem cujo ego não tem limites. O Benfica terá que fazer tudo para que tal não se torne realidade. É preciso não ter medo de falar claro. Isto seria o regresso do sistema e o Benfica tem obrigação de tudo fazer, começando por denunciar claramente quais as intenções destas manobras, para evitar um regresso ao passado.


LAMENTÓ LOS ERRORES COMETIDOS AL FINAL DEL PARTIDO

Herrera: "Espero que Proença se vuelva a casa como nosotros"

  • "El señor del silbato es el que nos deja fuera del Mundial"
  • "Fue un Mundial en el que todo estuvo en contra de México"




DT México culpa al arbitraje por eliminación ante Holanda

domingo 29 de junio de 2014 16:31 GYT
 
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JOGO COM O TOTTENHAM

Presidente do Lyon critica arbitragem de Pedro Proença

por Octávio Lousada Oliveira15 fevereiro 2013Comentar
Presidente do Lyon critica arbitragem de Pedro Proença
Após a derrota (2-1) frente ao Tottenham de André Villas-Boas, Jean-Michel Aulas apontou o dedo ao juiz português.


Romenos não largam Proença

Publicado em 17 nov 2013 às 15:35
A imprensa da Roménia considera inaceitável que o árbitro português não tenha visto Mitroglou em fora de jogo no 1-0.

Criticism[edit]

He took some decisions to the detriment of the Romania national team. On 9 October 2010, he officiated the match France vs Romania (2–0) in Paris. In the 83rd minute of the game, Loïc Rémy opened the score from a clearly offside and he validated the goal.[3]
In November 2013 he was appointed by FIFA as referee to the match Greece - Romania in UEFA Euro 2012 qualifying play-offsRomanian Football Federationsent a letter of protest to both FIFA and UEFA, contesting his selection as the referee of the match, considering his negative precedent in the match against France, and in addition the fact he is co-national with Greece coach Fernando Santos.[8][9][3] Romanian Federation's protest was ignored and he refereed the game. Match score, which ended 3-1, was opened by Kostas Mitroglou after 14 minutes, who scored from a position of offside and he "not seeing" that - validated the goal.[10][11]











segunda-feira, 13 de julho de 2015

Noite épica de combate na BTV

Não é para toda a gente. Mesmo quem gosta tem que admitir que se trata de um espectáculo brutal, muitas vezes bárbaro. A verdade porém é que as artes marciais mistas e em especial a organização americana UFC estão a conquistar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Conseguiram transformar uma actividade marginal e socialmente repugnante numa indústria lucrativa com produções à grande e à americana. Para quem gosta de artes marciais em geral e tem estômago para estas coisas, o UFC é o topo e os seus principais eventos são imperdíveis.

Recorde-se que tudo começou como uma forma de promoção do chamado Jiu jitsu brasileiro. A família Gracie para promover o estilo de luta que desenvolvera a partir das artes marciais japonesas, designadamente o ju jitsu, organizou um evento para o qual convidou lutadores representando os diferentes estilos de luta: Karaté, Boxe, luta livre, kung fu e por aí fora. Royce Gracie, um dos filhos do inventor deste estilo, Hélio Gracie, venceu através das submissões que distinguem o jiu jitsu brasileiro: ou o adversário desiste ou acaba desmaiado por via de um estrangulamento ou com um braço deslocado ou partido. Royce viria a vencer 3 das primeiras 5 edições. A grande diferença para o que se fazia até então em termos de desportos de combate  foi esta junção dos vários estilos de artes marciais (que normalmente tinham, como continuam a ter os seus torneios e campeonatos) num evento em que praticamente valia tudo. 

A BenficaTV, depois de assegurar os "especiais" da UFC, conta a partir de agora com o exclusivo de transmissões (anteriormente pertencente à SportTV). Foi nessa qualidade que transmitiu na madrugada de sábado para domingo o UFC 189, cujo ponto alto foi o combate entre Conor McGregor e Chad Mendes. Recorde-se que este não era o combate inicialmente agendado. McGregor, o irlandês que parece um viking e fala mais do que Mohammed Ali, deveria combater contra José Aldo, o brasileiro detentor do cinturão de pesos leves. No entanto este alegou uma costela fraturada para não poder combater e a organização decidiu colocar em disputa um título provisório, ou seja na prática retirou o título a Aldo. A justificação para tal foi Aldo ter já adiado combates por 5 vezes no passado. 

Foi realmente uma noite épica e sangrenta que mostrou simultaneamente o melhor e pior das artes marciais mistas. Houve narizes partidos, muito sangue e um elevado índice de brutalidade. Houve porém alguns combates "limpos" que foram realmente espectaculares de ver. A combinação de Gunnar Nelson seguida de uma submissão perfeita por estrangulamento foi um desses momentos. Nelson é um atleta que tem o espírito das artes marciais: cinto negro de karaté e jiu jitsu, entra para vencer mas não para magoar. Mas claro que o ponto alto da noite foi a luta entre o americano Chad Mendes e o irlandês Conor McGregor. Mendes tinha um registo impressionante: apenas duas derrotas (ambas contra Aldo) e vários KO's. É um atleta pequeno com grande capacidade na luta livre (desporto praticado ao nível universitário nos EUA). McGregor é um "artilheiro" heterodoxo que se destaca sobretudo pelo poder das suas mãos. Na preparação da luta chamou a Mendes um "anão inchado" e disse que o deixaria nocauteado no segundo round. Os irlandeses invadiram Las Vegas para apoiar o seu lutador mas rapidamente Mendes impôs o seu wrestling e conseguiu ficar por cima de McGregor castigando-o duramente. Quando tentou sem sucesso um estrangulamento, deu-se o golpe de teatro. Novamente em pé McGregor desferiu vários golpes e terminou com combinação  direita-esquerda que atirou Mendes ao chão. A apenas 3 segundos do fim do segundo round, o árbitro deu o combate por terminado. Foi o delírio para os Irlandeses perante a perplexidade dos americanos que não entendem estes níveis de paixão.