quarta-feira, 2 de março de 2016

Agora é mesmo decisivo

O Benfica está forte. Depois da saída do treinador mais marcante do passado recente do Benfica, de um claro desinvestimento financeiro e da aposta nos jogadores da casa, nomeadamente da equipa B, das lesões de Sálvio, Gaitan e Luisão, após derrotas em todos os jogos contra os rivais, quem diria que o Benfica estaria a apenas um ponto do 1º lugar (e dependente apenas de si para ascender à liderança) à entrada para a última dezena de jogos do campeonato?

O Benfica está forte, está a marcar muitos golos e a criar muitas oportunidades. O último jogo para o campeonato confirma-o: o Benfica marcou dois, podia ter marcado facilmente 6 e jogou sem três titulares, sem contar com as ausências de Luisão, Lisandro e Fedja. E diga-se que Gaitan e Samaris estiveram bastante desinspirados, assim como Talisca.
 
O Benfica está forte enquanto equipa, enquanto clube, com o apoio extraordinário dos adeptos a contribuir muito para que estejamos nesta situação.

Mas não nos enganemos: Sábado é o tudo ou nada. Não nos iludamos: o Benfica não pode perder novamente. Seria muito importante ganhar, deixar-nos-ia bem mais perto do título, mas um empate não compromete pois o Sporting tem deslocações de grande dificuldade (Braga e Porto) pela frente. Ficaríamos porém dependentes de maus resultados dos outros para sermos campeões, o que nunca é bom.

Sejamos realistas: uma derrota em Alvalade seria o fim das possibilidades do tricampeonato: a partir daí teríamos que esperar que em apenas 9 jornadas o Sporting perdesse mais 5 pontos do que o Benfica (e poderíamos até ser ultrapassados pelo Porto).

O jogo assume pois um carácter decisivo e é assim mesmo, sem medos, sem desculpas, sem hesitações que ele tem que ser assumido.
 
Não é um jogo igual aos outros, não vale 3 pontos como os outros (vale 6), não tem as mesmas implicações psicológicas na equipa e nos adeptos que os outros.
 
O Benfica está bem, está forte, tem capacidade para chegar a Alvalade dominar o jogo e ganhar. Têm a palavra Rui Vitória e os jogadores. Nestes momentos tão importante quanto a estratégia e a táctica é a capacidade mental e a vontade. Estes jogos são batalhas mentais, guerras de nervos. O Benfica é bicampeão e tem que saber usar esse estatuto em seu benefício. Rui Vitória disse, após perder os primeiros jogos no início da época que o importante no campeonato era como acabava e não como começava. Também disse que se a tarefa fosse fácil provavelmente não era para si e a sua equipa. Tem agora a possibilidade de provar a veracidade e dar substância às suas afirmações. Tem o apoio e a confiança de todos os benfiquistas para o conseguir.