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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Esta equipa enche-nos de orgulho

Dá gosto ver este Benfica.
 
A forma organizada, consciente, determinada como o Benfica joga, inclusivamente com jogadores que chegam a ser 3ªs escolhas, é admirável e digna dos maiores elogios. Este Benfica é de facto uma equipa de enorme qualidade, que enche de orgulho todos os adeptos. Naturalmente que nada está ganho e que convém por isso não exagerar nos elogios, até para que a atitude humilde, trabalhadora e concentrada da equipa não sofra qualquer decréscimo.
 
A eliminatória está evidentemente muito bem encaminhada mas isso não faz do Benfica favorito. Há boas equipas - o Basileia venceu o Valência por 3-0 (e recorde-se que já no ano passado esteve a um passo da final), o próprio Porto ou o Sevilha são adversários de respeito - e há, claro, um grande favorito: a velha senhora Juventus que disputará a final em casa. Aliás devo dizer que, caso o Benfica passe, eu preferiria defrontar a Juventus nas meias finais para pelo menos disputar metade da eliminatória em casa.
 
Em termos de destaques, Sálvio é evidentemente um dos mais merecedores de elogios, quer pelo golo, quer pelas combinações e entrega ao jogo, quer ainda pela sua qualidade em ter e manter a bola. Gaitán esteve também ao nível elevado a que sabe jogar e os centrais praticamente irrepreensíveis. André Gomes e André Almeida foram enormes no meio campo com imenso critério e sentido posicional. Rodrigo foi sempre um perigo à solta e Cardozo surpreendeu-me positivamente pelo que conseguiu fazer e pelo papel decisivo que tem no golo. Pela negativo refiro apenas Maxi, que está num momento menos bom. Aliás já vi o próprio Siqueira fazer melhor. Para terminar com uma nota positiva, considero que Artur foi decisivo com um par de defesas enormes que nos permitiram manter o empate naquela altura do jogo. É verdade que teve um deslize no fim, mas eu valorizo mais as grandes defesas que fez.
 
E pronto, esta já está, venha o próximo jogo, de grande importância e responsabilidade, contra uma equipa que sabe jogar em contra-ataque e tem alguns bons jogadores em termos técnicos (embora não tenha Bebé, como erradamente comecei por aqui escrever - agradecimentos ao leitor pela correcção).
 
Esta noite porém temos o direito de festejar. A equipa (como um todo, treinador e jogadores) deu ao Benfica um motivo de alegria e celebração.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

André Gomes e as contratações de Inverno

Faltam três dias para o fecho do mercado de Inverno e parece agora certa a saída de André Gomes que se juntará a Matic.
Embora não tenha havido (tanto quanto sei) confirmação oficial por parte do Benfica, o passe do jogador terá sido de facto vendido ao empresário Jorge Mendes por valores da ordem dos 15 milhões de euros, abrindo a potra a que este possa agora negociar com clubes interessados a transferência do atleta.
Entre estes clubes perfilam-se, pelo menos, o Mónaco e o Liverpool. A imprensa inglesa e internacional em geral dá conta deste interesse.

A confirmar-se é algo que lamento. André Gomes é um jogador que gosto muito de ver actuar (embora não tenha tido muitas oportunidades de o fazer este ano) e penso que com a saída de Matic se abria mais espaço para a sua afirmação. É, até ver, o "produto" mais conseguido da formação. Tem uma técnica muito apurada, muita qualidade a tratar a bola e visão de jogo. É também um jogador bastante alto (1,88 m), o  que à partida é mais um dado a seu favor. Não é muito rápido e por vezes não é suficientemente "intenso" como agora se diz. Penso que é por isso que Jorge Jesus não apostou mais nele.

Dito isto, claro que 15 milhões de euros é uma quantia muito considerável, sobretudo por um jovem jogador cujo valor não está ainda definitivamente estabelecido. Veremos o que o futuro trás e se a nossa formação é capaz de produzir mais jogadores com a sua qualidade e características.

Este período de transferências teve até agora como pontos mais significativos as transferências de Matic e Mata, ambas envolvendo o Chelsea.

Segundo se diz em Inglaterra, o Manchester United estaria interessado no sérvio para reforçar o seu meio campo, que tem denotado fragilidades. Sabendo desse interesse, o Chelsea ter-se-ia antecipado (não sendo claro se havia alguma cláusula ou acordo de cavalheiros que dava preferência ao clube londrino no caso de um regresso a Inglaterra) contratando o jogador. 

Na realidade o Chelsea não tinha uma necessidade imediata de contratar Matic, uma vez que tem para jogar no meio campo Ramirez, Lampard, Obi Mikel e o próprio David Luiz. Até ontem, o Chelsea tinha ainda Essien, mas o veterano jogador transferiu-se para o Milan.

Outra transferência marcante é a de Mata, cujos valores parecem muito exagerados. Na realidade transferências entre clubes grandes em Inglaterra costumam motivar uma inflação dos montantes envolvidos. No caso o Chelsea até tinha pago uma verba também elevada (26 milhões de euros) quando há duas épocas o contratou ao Valência. Seja como for, duvido que seja o jogador que vai resolver os problemas do Manchester United, cuja época tem sido penosa.

Para o Benfica, os melhores "reforços" de Inverno seriam sem dúvida Cardozo e Sálvio. Não vejo no mercado ninguém melhor do que eles.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Treinadores e tácticas

Desde que Jorge Jesus chegou ao Benfica que jogamos com dois pontas de lança/avançados (Saviola é mais um segundo avançado do que um homem para jogar sozinho na frente).
O Benfica joga num 4-4-2 ofensivo, ou num 4-1-3-2. Digo isto sem pretensões de rigor excessivo.
O que eu quero dizer é que a equipa é por regra constituída por 4 defesas, um médio defensivo, um ofensivo, dois extremos e dois avançados. Os laterais são bastante ofensivos.
Por outro lado sei, porque o próprio já o disse explicitamente, que JJ compreende os riscos desta táctica mas que defende que a matriz ofensiva é congénita ao Benfica e que os adeptos desejam e exigem tal matriz, futebol atacante, golos e o espectáculo daí adveniente.
Aliás há uma coisa que os benfiquistas devem recordar para perceber melhor isto: no Belenenses, JJ era super defensivo e mesmo no Braga havia uma consistência defensiva grande. Jesus sempre se distinguiu (antes de chegar ao Benfica) por dar essa consistência e segurança às suas defesas. Cheguei a ver o Belenenses jogar em Munique contra o Bayern e perder por apenas 1-0.

Por outro lado, eu sempre achei que o 4-3-3 era um sistema mais seguro. O meio campo tem sempre 3 jogadores e quando a equipa defende pode ainda derivar os extremos para o centro do terreno fechando muito os espaços à equipa adversária. Por outro lado, nos desdobramentos ofensivos os médios aparecem muitas vezes no ataque confundindo a defesa que não sabe bem quem são os opositores directos. Por outro lado, o 4-3-3 permite uma coisa que os outros sistemas dificilmente conseguem: colocar 3 jogadores numa faixa, o lateral, o extremo ou ala e o interior. Numa época o Guimarães fez isto com muito sucesso com José Carlos, Paneira e Capucho.
Isto sou eu que observo e digo, na minha visão um pouco simplista, admito-o das tácticas.

Aqui há uns anos atrás deu ideia de que o chamado 4-4-2 em diamante era uma táctica ainda melhor, porque juntava o melhor de dois mundos: criatividade e vocação ofensiva (mantendo os dois pontas de lança) e um meio campo não já com 3 mas com 4 jogadores, conseguindo o aparentemente impossível: ter superioridade numérica no meio contra equipas que jogassem em 4-3-3. Parecia a quadratura do circulo.
Lembro-de de que por exemplo o Milão jogava nesse esquema, jogando com Gattuzo, Pirlo, Rui Costa e Seedorf.
A questão é que para poder jogar num tal sistema, sem que os jogadores se atropelem no meio campo e sem afunilar todo o jogo pelo meio, são necessários intérpretes de uma qualidade verdadeiramente excepcional.

O 4-3-3 acaba assim por ser um sistema mais simples de adoptar e com resultados semelhantes. É por isso o preferido da maioria dos treinadores e está implementado no Porto, por exemplo, há bastante tempo.

Como exemplo de um 4-4-2 mais conservador, ainda assim extremamente eficaz e incrivelmente ofensivo, temos o do Manchester United. É um sistema mais de duas décadas, que, se alguns especialistas tivessem razão deveria ser completamente previsível mas que continua a "dar" títulos.
Acontece porém que o 4-4-2 do Manchester é mais conservador do que o do Benfica no sentido dos dois jogadores do meio serem mais defensivos, ou de contenção como agora se diz, dos que o do Benfica. Acresce que nalguns jogos (foi o caso do último com o Liverpool), Fergusson optar por um sistema mais próximo de um 4-2-3-1.

Isto dá um pouco que pensar.

O que parece estar a acontecer com o Benfica é que contra as equipas pequenas o sistema está a funcionar muito bem mas em jogos mais difíceis ele está a emperrar. Contra o Porto a falta de controle do meio campo foi evidente. Aliás, há uma coisa em que JJ não aprendeu a lição do ano passado: a colocação de Lucho no jogo da época passada (muito avançado no terreno, a pressionar Javi Garcia) foi decisiva para emperrar o jogo do Benfica. Este ano aconteceu algo semelhante, com uma pressão intensa, mais em bloco, sobre os nossos defesas, que JJ não conseguiu contrariar durante toda a primeira parte. Aliás o erro duplo e indesculpável de Artur encontra ainda assim uma explicação nesse factor: muito pressionados e sem linhas de passe os nossos defesas viram-se muitas vezes obrigados a jogar para o guarda-redes. Isso criou um sentimento de grande insegurança desde o início e explica parte do "temor" que a equipa sentiu pelo adversário que pelo contrário era sempre muito confiante nas saídas da defesa, não temendo o 1 para 1 e conseguindo quase sempre o portador da bola ultrapassar (quase sem dificuldade) a nossa primeira linha de pressão.

O Benfica está neste momento a jogar sem nenhum "trinco" (o United joga com dois, embora obviamente eles tenham capacidade de passe e de sair com a bola) e apenas com um jogador mais vocacionado para tarefas defensivas. Mas há outro problema: é que com o quadro de jogadores que temos não se vislumbram muitas alternativas tácticas. Daquilo que se tem falado no Benfica é se devemos jogar com dois pontas de lança ou apenas com um. Mas se jogar apenas com um, a respetiva vaga não vai para um lugar no meio campo mas sim para um jogador de ligação meio-campo/ataque, como Aimar, Gaitan ou até, de certo modo, Rodrigo.

As alternativas seriam a meu ver os jovens Andrés. Ao lado de Matic eles podem eventualmente dar outra consistência ao meio campo que Perez nesta altura não parece garantir.

Enfim, são questões que JJ certamente estará a ponderar, até porque o jogo em Braga se aproxima e na segunda volta haverá um Porto-Benfica que poderá - aí sim - ser decisivo para a atribuição do título. Isto para já não falar da eliminatória contra o Bayer, equipa de alta rotação.
Uma última nota: a questão da renovação ou não de Jorge Jesus vai (penso) depender de como conseguir resolver esta questão e de ser capaz de vencer nos jogos mais importantes contra equipas da dimensão do Benfica. JJ conseguiu elevar o patamar de futebol do Benfica e o rendimento dos jogadores, daí resultando muito importantes vendas para os nossos cofres e uma consistente e sustentada luta pelo título. Mas em última análise o futebol são títulos e no Benfica isso é ainda mais evidente. Por outro lado, ainda que com todas as condicionantes conhecidas, os resultados com o Porto começam a ser curtos. Até por aí me parece que o jogo da segunda volta será decisivo. Tudo o que fique abaixo do título de Campeão esta época saberá a pouco e tornará a continuidade de JJ muito difícil.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

8ª Jornada - comentário

Nada de novo na frente, com Benfica, Porto (e, um pouco atrás, Braga), com diferentes graus de brilhantismo e competência a resolverem os seus problemas e manterem-se na frente.

O Braga não terá feito grande exibição mas conseguiu os 3 pontos. Absolutamente lamentável (e contrário ao que deve ser o desporto) foi o comportamento de Hugo Viana, uma "pseudo-vedeta" como bem lhe chamou César Peixoto.

Não vi o Porto mas penso que 5-0 não pode deixar de indicar uma superioridade muito grande sobre o seu adversário, que até era o Marítimo, por regra uma equipa equilibrada, embora seja evidente o decréscimo de qualidade do ano passado para este. Martinez continua também imparável, com golo atrás de golo. Como já tinha assinalado, só um Benfica extremamente competente e regular poderá ficar à frente deste Porto.

E felizmente foi isso que se viu no sábado: uma equipa muito segura, que não foi sôfrega e desenfreada na busca dos golos, que não deu veleidades ao adversário (excepto uma oportunidade de Toscano numa desatenção de Luisinho) e que soube construir o resultado. Sem a expulsão de André Gomes o Benfica poderia ter chegado ao 4º golo, embora tenha sido evidente o decréscimo de produção da equipa a partir do moemnto em que começaram as substituições, sobretudo desde que Bruno César entrou.

Quanto a destaques, Matic esteve neste jogo a grande nível. É um jogador diferente de Javi Garcia mas começa a permitir que a equipa domine os adversários como conseguia pela acção pressionante de Javi logo que perdíamos a bola. No jogo contra o Guimarães, Matic esteve sempre "em cima" do adversário, fez bons passes e conseguiu ainda umas idas ao ataque interessantes. Terá sido dos seus jogos mais conseguidos pelo Benfica.

Maxi esteve muito dinâmico no apoio ao ataque (o Guimarães quase não colocava problemas à nossa defesa), Ola John foi muito mexido e sempre perigoso, apesar de o seu lugar natural ser do outro lado do ataque, Martins esteve bem e foi uma pena ter-se lesionado, ao passo que em termos defensivos Jardel e Garay chegaram para as encomendas. Luisinho esteve bem no apoio ao ataque até ter cometido o primeiro erro (uma perda de bola com a equipa balanceada para o ataque), o que o levou a uma sucessão de 3 erros que felizmente não resultaram num golo do Guimarães. Voltou a melhorar na segunda parte. Sálvio esteve a um nível alto, como é habitual, mas exagerou (e muito) nos toques, nos passes e nos bonitos. Pede-se mais simplicidade e objectividade. Foram muitas as vezes em que chegou à linha e voltou para trás.

Finalmente Cardozo voltou a resolver e Lima também marcou. É uma felicidade contar com dois excelentes pontas de lança como são estes dois. Que agora começam a mostrar poder jogar juntos. Podem vir a ser um caso sério. E temos ainda Rodrigo, que nem do banco saiu desta vez mas que em forma está também ao nível dos melhores.

Em suma, o Benfica tem carências que foram expostas pelas saídas de Javi e Witsel e o castigo de Luisão mas das quais surgiram respostas que começam a ser soluções e mais valias em si mesmas. Matic, André Gomes, o próprio André Almeida e Enzo Perez têm tido um papel na equipa que possivelmente não teriam se Witsel e Javi não tivessem saído. E têm tido oportunidade de mostrar a sua qualidade. Como equipa poderemos ter evoluído ao sobreviver (incólumes a nível nacional, no limite ao nível da Champions) ao castigo de Luisão e às saídas daqueles jogadores.

O Benfica demonstrou equilibrio e controlo do jogo no sábado, sem perder agressividade e acutilância no ataque. Há que continuar assim, sempre a evoluir. Que quarta-feira seja mais um passo nesse sentido.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Importante marcar presença



O Benfica recebe no sábado o Vitória de Guimarães e na quarta seguinte o Spartak de Moscovo. São dois jogos importantes (no campeonato evidentemente todos o são) que estamos "obrigados" a ganhar para manter as nossas ambições nas duas provas: no caso do campeonato vencê-lo, no caso da Champions passar a fase de grupos. Como assinalei num post anterior, jogaremos 4 jogos em casa durante o mês de Novembro.
É um momento da época em que os adeptos podem contribuir com o seu apoio para dar à equipa um élan importante. Todos nos recordaremos quão importante foi esse apoio em 2009 - e como ele se começou a criar logo nos primeiros meses do campeonato. Naturalmente que as épocas não se repetem, que as circunstâncias eram diferentes e que o caminho será diferente. No entanto o apoio pode e deve ser semelhante. Tenho defendido que, caso se façam alguns ajustes no plantel, JJ saiba tirar o melhor proveito dos jogadores que tem e perceber o que pedem os jogos e se não formos tão penalizados pelos árbitros, o Benfica pode ser campeão nesta época.
Para que tal se concretize, os adeptos precisam também de acreditar na equipa e fazer-lhe sentir que estão com ela. Sem união não se cria uma dinâmica vencedora, essencial para conquistar títulos. Estive no Benfica-Porto do ano passado e senti no Estádio, desde o início do jogo, um certo temor, uma certa desconfiança, um certo sentimento de que inevitavelmente as coisas iriam correr mal. Foi sem espanto que vi o Porto marcar primeiro, com alegria que vi o Benfica dar a volta ao resultado, com irritação que vi o Porto empatar e com desalento que o vi marcar o 2-3 em fora de jogo. Durante quase todo o jogo, perpassou das bancadas para o campo um sentimento de pouca crença, que não é admissível no Benfica.
Temos que, como adeptos, perder o constante receio de que as coisas podem correr mal.
Nesse sentido, é importante os adeptos marcarem presença em grandes números nos próximos jogos em casa. Há que começar a criar uma "base" em que alicerçar a vitória neste campeonato. Também na Liga dos Campeões é importante vencer os próximos dois jogos, como certamente temos todas as condições para conseguir e poder avançar na prova. Seria um estímulo muito importante e representaria um encaixe financeiro que nos daria outro conforto para a época.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Exibição segura, melhorias sensíveis.

O Benfica entrou bem no jogo, ao contrário do que aconteceu nos anteriores e isso fez toda a diferença.
Mas entrou mesmo bem, ou seja, entrou com o 11 correcto para este jogo. Já tinha anteriormente defendido que o meio campo deveria ter uma composição mais equilibrada e penso que foi exactamente isso que aconteceu com André Gomes a ajudar Matic e Enzo Perez (que, já o disse muitas vezes, tem cultura futebolística e de equipa) a ajudar os dois nos terrenos mais centrais, libertando Ola John para ir à linha e procurar os desequilíbrios.
Por outro lado, defendo também há bastante tempo que Luisinho exibia alguma segurança e rotina de posição pelo que merecia uma oportunidade. Fiquei portanto satisfeito com o 11 apresentado e, graças à fortuna que também é necessária no futebol, entrámos a ganhar o que deu outra tranquilidade à equipa.
Deve-se igualmente destacar Lima, que voltou a mostrar ser neste momento o jogador mais perigoso do Benfica e ter compreensão pelo momento menos positivo de Cardozo. A qualidade e eficácia de Lima não nos deve levar a desvalorizar Cardozo mas sim a sentirmo-nos felizes por termos mais opções e mais qualidade no ataque.
Considero por fim que a arbitragem foi isenta, que é o que se pede. Erros acontecem sempre, o que é importante é que não se detecte uma vontade da arbitragem em penalizar uma equipa em benefício de outra, o que é denunciado por se "errar" ou decidir sempre no mesmo sentido. Entre a arbitragem de Vasco Santos no sábado e as de Xistras, Capelas e Benquerenças nos passados compromissos do Benfica houve portanto uma diferença abissal, que se regista e aprecia. O futebol deve ser limpo porque assim é que é bonito.
Quanto ao Porto também nada a dizer da sua vitória, que conquistou com a qualidade e segurança que vem exibindo nos últimos jogos. Martinez parece ser mesmo craque, o que obviamente não é bom para nós mas deve ser encarado com naturalidade. Felizmente temos também Lima, Rodrigo e Cardozo, que entre si totalizam 12 golos contra os 6 de Jackson. Se o Benfica for fazendo o que deve - e se Jesus souber, como soube sábado, perceber do que equipa precisa para ser forte e equilibrada - temos todas as hipóteses de lutar pelo campeonato até ao fim e, se formos inteligentes e felizes, conquistá-lo. Em três deslocações difícieis (Paços, Setúbal e Barcelos) fizemos 9 pontos, o que é muito positivo.
Em termos de campeonato só contra o Beira-Mar o Benfica jogou francamente mal, ao passo que contra o Braga faltou alguma serenidade (sobretudo em virtude da impreparação, naquele momento, de Melgarejo para o lugar) e contra a Académica foi o árbitro o responsável pela nossa perda de pontos.
Em perspectiva portanto uma boa época para consumo interno, agora que se verifica que André Gomes pode ser solução para um meio-campo que tanto tem sofrido com as saídas e com as ausências constantes de Carlos Martins e Aimar. E há que recordar que Luisão estará de regresso dentro de três semanas.
Fica apenas a faltar contratar um trinco em Dezembro.