É para mim o jogo menos importante deste ciclo - e incluo aqui a final da Taça da Liga.
Considero-o pelas seguintes razões.
Quarta-feira o Benfica não pode esquecer que o jogo com o Sporting é decisivo para o objectivo assumidamente prioritário da época: ser Campeão Nacional. Nessa medida, terá que existir alguma (ainda que escassa) gestão do esforço do plantel.
Por outro lado, o jogo não é tão importante como os outros (Sporting, Gil Vicente e Marítimo) porque não vale um título: mesmo uma vitória e qualificação para as meias finais não alteraria o facto do Barcelona e Real Madrid serem os principais favoritos. Só em circunstâncias muito anormais deixará de ser um deles a ganhar a Liga dos Campeões.
Finalmente é o jogo menos importante do ciclo porque temos poucas possibilidades de o vencer. Nesse sentido temos que ser pragmáticos e aliviar um pouco a pressão sobre os jogadores, ainda por cima sabendo-se que o desgaste tem tanto de físico quanto de psicológico.
Dito isto, é óbvio que o Benfica tem um nome e um estatuto a defender na Europa e que, embora escassas, mantém ainda algumas hipóteses de qualificação.
Não se trata portanto de forma alguma de dar o jogo como perdido e entrar em campo para cumprir calendário. Trata-se apenas de, na escala de prioridades que necessariamente tem que se estabelecer face a vários jogos espaçados por dias, entender que este é o que, com menor prejuízo dos objectivos para a época, se pode não ganhar. Nessa medida, este é o único jogo em que pode haver alguma gestão do plantel ou doseamento do esforço.
Aquilo que preconizo, como já antes escrevi, é que o Benfica deve fazer um jogo inteligente, procurando defender bem e jogar com alguma ansiedade que possa existir no Chelsea em resolver a eliminatória e garantir uma presença nas meias finais. Para os ingleses o jogo é muito mais importante do que para o Benfica - é quase a tábua de salvação da sua época - e talvez isso possa jogar a nosso favor. Para que assim seja temos que ser inteligentes, muito competentes na defesa e letais no ataque. O Benfica precisa de concretizar todas as oportunidades que tenha e precisa também de alguma sorte (que aliás não teve no jogo da primeira mão). Talvez este seja um jogo à medida de Rodrigo e Nélson Oliveira.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Faltou estrelinha. Eliminatória complicou-se muito mas ainda não está perdida.
O Benfica fez um jogo que, não tendo sido mau, não foi suficiente. Terá faltado agressividade e confiança. Estamos numa fase difícil em que os ressaltos e as bolas divididas nos têm sido desfavoráveis, os lances decisivos estão a cair para o lado dos adversários e as decisões dos árbitros nos penalizam. São fases das épocas que acontecem e que há que saber suportar com estoicismo. Acima de tudo importa agora que o Benfica não se desconjunte, não se entregue e se saiba reagrupar e ir buscar forças para os três jogos decisivos que se avizinham.
Há que trabalhar muito a confiança dos jogadores - que têm qualidade - porque a sorte há-de mudar.
Mas há também que trabalhar aspectos do jogo ofensivo e defensivo.
No primeiro capítulo há que melhorar o sentido de baliza. O Benfica remata pouco e faz demasiados passes para os lados e para trás. Há uma quase obsessão em entrar na área com a bola controlada quando por vezes seria preferível centrar ou rematar de fora. Infelizmente apenas Bruno César e Cardozo parecem ter capacidade de rematar de longe e mesmo esses pouco o têm feito.
No plano defensivo há que perceber que não se pode permitir que os adversários corram praticamente da sua área até à nossa quase sem oposição ou apenas sendo contrariados por um jogador. Foi assim com James e deu o 2-2 ao Porto quando tinhamos o jogo quase ganho e foi assim com o Chelsea. Há que fazer falta se não se consegue parar o jogador de outra forma.
O Benfica não pode ser tão macio.
Em Inglaterra será muito difícil.
A partir de agora o Chelsea é favorito e é com isso que o Benfica tem que jogar. Usar esse facto para nos libertarmos de pressão e jogar com prazer, acreditando que a nossa qualidade pode dar golos. Devemos apostar na consistência defensiva e sair descomplexadamente para o ataque. Há que pensar que o Chelsea tem mais a perder do que nós, uma vez que neste momento têm a eliminatória na mão. Lembremo-nos como o Porto virou a eliminatória da Taça na Luz o ano passado depois de ter perdido 0-2 na sua casa e joguemos inteligentemente da mesma maneira. Joguemos com os nervos do adversário e com o relógio. No futebol quase não há impossíveis. Saibamos nós usar as nossas armas e as poucas probabilidades que ainda mantemos e quem sabe poderemos causar uma surpresa dentro de uma semana.
A eliminatória está muito difícil - mas ainda não está perdida.
Há que trabalhar muito a confiança dos jogadores - que têm qualidade - porque a sorte há-de mudar.
Mas há também que trabalhar aspectos do jogo ofensivo e defensivo.
No primeiro capítulo há que melhorar o sentido de baliza. O Benfica remata pouco e faz demasiados passes para os lados e para trás. Há uma quase obsessão em entrar na área com a bola controlada quando por vezes seria preferível centrar ou rematar de fora. Infelizmente apenas Bruno César e Cardozo parecem ter capacidade de rematar de longe e mesmo esses pouco o têm feito.
No plano defensivo há que perceber que não se pode permitir que os adversários corram praticamente da sua área até à nossa quase sem oposição ou apenas sendo contrariados por um jogador. Foi assim com James e deu o 2-2 ao Porto quando tinhamos o jogo quase ganho e foi assim com o Chelsea. Há que fazer falta se não se consegue parar o jogador de outra forma.
O Benfica não pode ser tão macio.
Em Inglaterra será muito difícil.
A partir de agora o Chelsea é favorito e é com isso que o Benfica tem que jogar. Usar esse facto para nos libertarmos de pressão e jogar com prazer, acreditando que a nossa qualidade pode dar golos. Devemos apostar na consistência defensiva e sair descomplexadamente para o ataque. Há que pensar que o Chelsea tem mais a perder do que nós, uma vez que neste momento têm a eliminatória na mão. Lembremo-nos como o Porto virou a eliminatória da Taça na Luz o ano passado depois de ter perdido 0-2 na sua casa e joguemos inteligentemente da mesma maneira. Joguemos com os nervos do adversário e com o relógio. No futebol quase não há impossíveis. Saibamos nós usar as nossas armas e as poucas probabilidades que ainda mantemos e quem sabe poderemos causar uma surpresa dentro de uma semana.
A eliminatória está muito difícil - mas ainda não está perdida.
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