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terça-feira, 22 de março de 2016

As lições do Bessa - se queremos realmente o 35

Esta é a altura para o Benfica aproveitar a pausa na competição de clubes para fazer uma reflexão e trabalho de bastidores para preparar a fase final do campeonato. Esta reflexão alarga-se inclusivamente aos adeptos como irei seguidamente demonstrar.
 
Em primeiro lugar, não retiro uma palavra aos elogios que fiz à equipa (e adeptos) pela vitória no Bessa. Foi realmente algo de épico e memorável pelas circunstâncias que a rodearam e as dificuldades que se levantaram. Nisto incluo as permanentes formas de pressão sobre a equipa, nossos jogadores e arbitragens levadas a cabo pelas agências de propaganda e funcionários do Sporting com a colaboração ou complacência de alguma imprensa.
Digamos que o Boavista sentiu as "costas quentes", nomeadamente para dar pancada e provocar desde o primeiro minuto Renato Sanches. O que vale é que este miúdo é mesmo uma força da natureza e que, por muito velhacos e miseráveis que sejam os constantes ataques e provocações ele vai continuar a encher os campos com o seu futebol e a sua entrega. Temos que o enquadrar e proteger para que ele continue a poder dar o seu enorme contributo à equipa.
Às dificuldades do Bessa temos que somar as tremendas ausências da equipa: Júlio César, Luisão, Lisandro, Jardel, Gaitan, Mitroglou e Fesja para além de Samaris e André Almeida que jogaram fora das suas posições. É evidente e inevitável que a equipa se ressinta destas ausências.
 
No entanto se quisermos avaliar friamente as coisas e tentar melhorar temos que admitir que nos últimos minutos jogámos num risco quase total, com a equipa completamente balanceada para o ataque e que o golo memorável de Jonas surgiu seguramente na última oportunidade de que disporíamos no jogo. Ou seja, estivemos perto de não ganhar. E isto numa fase crítica da época. Isto não é uma crítica, é uma constatação que a meu ver deve ser ponderada para melhorar, tanto mais que temos agora duas semanas de paragem, para abordar os jogos até ao fim de uma forma um pouco diferente para melhor.
 
Nada está ganho. É importante recordar bem isto. Não devemos contar com as derrotas do Sporting no dragão e em Braga (ou noutras escorregadelas desse clube), sobretudo porque o Porto está muito descaracterizado e frágil na defesa e porque o Braga já não tem muito para que jogar no campeonato (menos ainda na última jornada, nas vésperas de jogar a final da Taça de Portugal). Nesta medida temos que preparar os nossos jogos com um rigor absoluto e tentar, tanto quanto possível, resolvê-los cedo como fizemos durante várias jornadas (precisamente há uma volta atrás) quando impusemos várias goleadas aos nossos adversários.
 
Outra das coisas que precisamos de fazer é recuperar os nossos lesionados, sobretudo Lisandro, Fesja e Gaitan e recuperar a melhor forma de Nélson Semedo e Sálvio. Ideal era também recuperar Júlio e Luisão obviamente mas esses processos poderão estar mais atrasados. Isto sem esquecer Talisca e Raúl que não estando lesionados precisam claramente de mais confiança porque qualidade têm-na sem dúvida. A pausa é boa porque permite algum tempo para isto, nomeadamente para os jogadores de que acabei de falar e que não estão convocados para as seleções (Gaitan foi convocado mas não jogará devido à lesão). Outro caso é o de Pizzi. Tem sido um jogador importantíssimo esta época, crucial para a recuperação na tabela, mas que nos últimos jogos tem perdido fôlego. Ao contrário de outros fico muito satisfeito de não ter sido convocado para a selecção.
 
Quanto aos adeptos, há duas coisas a ter em mente. Por um lado, é impossível não reconhecer o seu papel na caminhada da equipa e particularmente nesta vitória no Bessa. A forma como encheram o estádio foi algo de extraordinário e que atesta a dimensão do Benfica. No entanto há duas coisas a evitar ou erradicar. A primeira é a euforia. A euforia é contraproducente. Há que ter os pés bem firmes no chão. A outra coisa é a pirotecnia. Para além das multas e dos petardos, no Bessa atiraram várias tochas para o relvado que passaram muito perto dos nossos jogadores! Isto é inconcebível!! Imaginem que um nosso jogador (ou qualquer outra pessoa na verdade) tinha sido atingido pelas tochas?? Da forma que elas foram atiradas, do topo da bancada, dificilmente a sua trajectória podia ser controlada por quem a arremessou. Por isso apelo fortemente às claques, cujo papel tem sido tão importante, que identifiquem as pessoas que fizeram isto e as responsabilizem. As claques têm que controlar as pessoas que estão no seu seio sob pena do Benfica poder sair fortemente prejudicado.
 
É tempo de carregar baterias e trabalhar nos bastidores para poder tornar o 35 numa realidade. Todos o desejamos e todos a remar para o mesmo lado teremos mais hipóteses de o conseguir. A boa notícia é que estamos à frente e que podemos confiar na dedicação e qualidade de todos os profissionais do Benfica para a conquista deste feito.

domingo, 20 de março de 2016

Super Benfica!

A ferros!
Esta equipa tem a raça de Benfica! Até ao fim lutou contra a agressividade, as provocações e a perda de tempo dos boavisteiros, desde o primeiro minuto. Alguns jogadores do Boavista em particular pareciam ter um interesse especial em prejudicar o Benfica e os seus jogadores. Claro que todos têm o direito de querer ganhar e de dar tudo para isso, mas o grau de provocação e jogo sujo, em particular contra Renato Sanches, ultrapassou o aceitável.
Em todo o caso o Benfica nunca se deixou intimidar nem levar pelas emoções, lutou sempre para chegar à baliza adversária (o que nem sempre foi fácil pelas quebras constantes de ritmo de jogo, tanto as legítimas, como uma boa qualidade do Boavista nas saídas, como as de antijogo) e foi premiado no fim com o golo decisivo.
Esta vitória, conseguida no 3º minuto dos descontos, assume portanto uma importância muito grande, tanto mais que o campeonato vai agora parar para jogos das seleções.
É continuar assim. É uma luta feroz na qual os anti tudo tentam e na qual teremos que nos bater contra o jogo sujo e a adversários que dão tudo o que têm e não têm nos jogos contra o Benfica. Mas também assim as vitórias têm outro sabor. A desta noite em particular foi muito saborosa.
Parabéns a todos os jogadores, com um destaque especial para Jonas, evidentemente, pela frieza e finalização letal no momento da verdade, e para a espantosa massa adepta que autenticamente empurrou a nossa equipa para a vitória.
Não foi um jogo bonito mas foi uma vitória muito importante de raça e determinação. À Benfica!  

sexta-feira, 11 de março de 2016

Da Rússia com amor, suor e dedicação

Imagem do site da UEFA.
 
 
O Benfica conseguiu algo de importante esta quarta-feira em São Petesburgo. Se avançar para os quartos de final seria já sempre um feito considerável, consegui-lo com uma vitória e o brilhantismo com que a mesma foi alcançada é algo que merece ser elogiado sem reservas.
É que, recorde-se, o Benfica vinha de um jogo de exigência máxima, no qual os jogadores tiveram que disputar cada lance nos limites, estava desfalcado e tinha do outro lado uma equipa de milhões, com vários jogares de grande qualidade.  
Os nossos "meninos" jogaram mais uma vez como gente grande, desde Ederson a Renato, passando por Lindelof e Nélson Semedo. Em relação a este último, é verdade que não fez um jogo isento de erros mas também há que reconhecer que o jovem lateral está a recuperar a sua forma depois de uma lesão muito penalizadora. E claro, convém não esquecer Raúl, que não deixa de ser um jovem, que voltou a ser decisivo na Champions. Uma resposta eloquente para aqueles que se declaravam muito preocupados com o que o avançado mexicano custou aos cofres da SAD. As contas provavelmente agradecerão bastante as verbas avultadas que esta presença (para já) nos quartos de final da maior prova de clubes do mundo trazem ao Benfica.
Os destaques são múltiplos: Eliseu fez um jogo praticamente irrepreensível e Fedja foi uma autêntica muralha no nosso meio campo, ao passo que Samaris voltou a deixar a pele em campo, parecendo bem rotinado na defesa. Que, diga-se, jogou tanto mais exemplarmente quanto estiveram em campo o suposto 4º central ao lado de uma adaptação, o guarda-redes suplente e um lateral que pouco jogou desde o seu regresso de prolongada lesão.
Mas acima de tudo há que destacar a equipa, a sua união e coesão. Estes jogadores claramente sentem que fazem parte de uma equipa que inclui não apenas os 11 que entram em campo mais os suplentes mas todo o plantel e estrutura.
Como eu antevi no anterior post, esta seria a hora de jogadores com menos jogos na época aparecerem. Assim aconteceu com Nélson, com Fedja, com Raúl e com Sálvio e Talisca que vieram ajudar nos últimos minutos. Esta situação prolongar-se-á até ao fim da época: no próximo jogo Talisca será com toda a probabilidade titular e outros poderão entrar para substituir colegas que estejam em níveis de desgaste elevado. Não me surpreenderia, por exemplo, se Gaitán fosse um deles, ou até Pizzi. Os seus substitutos precisarão de estar preparados física e mentalmente para a titularidade.
 
Evidentemente não é hora de euforias. Nada está ganho. Não tenho dúvidas de que no campeonato teremos jogos dificílimos nas jornadas que faltam. Seria um erro tremendo pensar algo de diferente, erro que tenho a certeza que ninguém naquela equipa cometerá. O próximo jogo é já um deles. O facto de ser contra o último em casa pode por vezes levar a um abrandamento dos índices de tensão e concentração. Embora isso seja normal e humano, é necessário porém estar precavido para as dificuldades que o Tondela nos criará (que serão bastantes) e fazer o nosso trabalho. Ainda para mais este jogo vem após uma ressaca de derby e Champions pelo que não há espaço para facilitismos.
Rui Vitória e os jogadores estão de parabéns. Estão a fazer um grande trabalho, mas para que ele seja coroado de sucesso o mais difícil está ainda por fazer.
Segunda-feira lá estaremos para mais uma jornada. Entretanto aqui ficam uns links com ecos da vitória em São Petersburgo.
 
Crónica do jogo com relato em inglês do golo de Gaitan no site da UEFA.
 
 
Vitória do Benfica nas redes sociais.
 
 
 

domingo, 6 de março de 2016

A hora do banco

Este post não é sobre o Banif, o Novo Banco ou a CGD. É sobre o "banco de suplentes" do Benfica.
 
A vitória em Alvalade já é passado. Poderá figurar nas páginas da gloriosa história de vitórias do Benfica se continuarmos a fazer o nosso trabalho até ao fim do campeonato e significar o que todos desejamos. Mas é para a frente que temos que olhar.

Quarta-feira temos já um novo e enorme desafio. Felizmente chegamos ao jogo da 2ª mão com possibilidades de seguir em frente numa competição da importância da Liga dos Campeões. Depois de um jogo tão intenso como o de ontem, enfrentaremos novo desafio de máxima dificuldade e alguns dias depois haverá nova jornada do campeonato.

Nesta altura da época torna-se por isso importante contar com os jogadores que normalmente não fazem parte do 11 inicial.
 
A bem da verdade diga-se que com tantas lesões, isso já vem acontecendo há bastante tempo. Mas nesta altura, com os castigos e a necessidade de gerir o esforço físico, tal torna-se ainda mais premente. Nélson Semedo, Fedja, Talisca e Raúl Jimenez (mas também Sálvio) precisam de estar prontos para ser titulares nalguns jogos decisivos, mantendo a elevada bitola de rendimento dos que têm jogado nestas posições.
Talisca já jogou contra o União e deverá jogar contra o Tondela, pois Renato está castigado após acumulação de amarelos. André Almeida e Jardel estão suspensos e não podem defrontar o Zénit pelo que Nélson deverá ser titular na direita, restando saber se Lisandro recupera ou se Fedja jogará a central. Por outro lado é possível que Rui Vitória aposte na velocidade e capacidade física de Raúl em São Petesburgo.
 
O plantel está esticado aos limites e todos são necessários. Há que fazer das fraquezas forças, como tem sido até aqui.

Fibra de campeão

Imagem globosesporte



Noite à Benfica!
Foi aquilo que eu esperava.
Não nos iludamos: por muito que por vezes queiramos deitar abaixo o Sporting - porque realmente o comportamento de muitos dos seus responsáveis é execrável - não é fácil ganhar em Alvalade.
Por isso teria que ser difícil.
Teria que ser de forma inteligente, aproveitando ao máximo as nossas oportunidades, reduzindo os espaços, procurando anular os melhores jogadores do Sporting e sabendo sofrer nos momentos nos quais estivéssemos por baixo no jogo.
Teríamos que equilibrar o meio campo, tirar o pé ao Sporting, no sentido de frustrar constantemente o seu jogo e ser letais nas nossas iniciativas atacantes. Estivemos quase perfeitos. Faltou um melhor aproveitamento de lances nos quais o Sporting estava claramente desequilibrado defensivamente (nomeadamente um na segunda parte no qual tivemos 3 para 2 já no último terço do terreno) para alcançar a perfeição.
Os nossos homens do meio campo foram heróis. Renato e Samaris foram, insisto, autênticos heróis esta noite. Não porque não tenham cometido nenhum erro. Não porque tenham marcado o golo decisivo - mas porque nunca se esconderam, sempre assumiram o jogo e nunca deixaram o Sporting assumir por completo o controlo do sector, apesar da inferioridade numérica. A teoria de que o 4-3-3 bate sempre o 4-4-2 foi hoje mais uma vez contrariada. Como tenho referido insistentemente, a dinâmica é o mais importante. Rui Vitória foi inteligente, manteve-se fiel aos princípios de jogo do Benfica e foi premiado com uma vitória tão feliz quanto merecida.
Outro herói desta noite foi Lindeloff. Admito que nunca pensei que o jovem sueco pudesse dar conta do recado desta forma tão competente, tão fria, tão discreta quanto eficaz. Ice man é de facto uma alcunha que lhe assenta como uma luva. Outro que tal foi Ederson. Espectacular! Um menino de 19 ou 20 anos calçar as luvas e assumir a baliza do Benfica num jogo desta responsabilidade e não tremer, fazendo ademais um par de grandes defesas, demostrando sempre grande segurança e tranquilidade é de homem. Temos sucessor à altura do grande Júlio.
Para terminar, uma palavra para Mitro. Mais uma vez foi decisivo. Um enorme avançado que o Benfica contratou finalmente esta época depois de muitas tentativas. Forte fisicamente, frio, matador. Um jogador fundamental esta época.
Esta noite fomos Benfica! Fomos não apenas uma equipa, com coesão, união autêntica, mas Benfica, como clube, incluindo adeptos, direcção e toda a estrutura. Foi impressionante ver o banco, todo de pé, em enorme ansiedade nos últimos minutos. Talisca, jogador que nem entrou, era um dos mais desejosos que o jogo acabasse. Parabéns também a todos os autênticos que estiveram em Alvalade esta noite e não se cansaram de dar força à nossa equipa.
Vitória fundamental que nos coloca na liderança. Nada está evidentemente ganho, embora tenhamos dado um passo importante, tenhamos quebrado o enguiço dos derbies/clássicos e estejamos no bom caminho. Para a semana há novo jogo a valer três pontos mas entretanto volta a Liga dos Campeões.
 
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quem rirá por último?

Este é um dos campeonatos mais competitivos e imprevisíveis dos últimos anos.

Pela primeira vez em muitos anos o Sporting entra no último terço do campeonato na liderança e os seus adeptos até já cantaram "campeões" após a vitória sobre o Nacional. O Porto começou a época como favorito, com o maior orçamento em Portugal, já foi dado como morto na corrida para o título mas a vitória na Luz deu-lhe nova vida e receberá ainda o Sporting.


Em relação ao Benfica, que é o que nos interessa, já passámos por uma fase de depressão e já estivemos à beira de uma prematura euforia, quando alcançámos a liderança e todos acreditavam que a eminente vitória sobre o Porto nos lançaria para a conquista do "tri". A inesperada e infeliz derrota nesse jogo não nos afundou de novo na depressão (tanto mais que a equipa conseguiu logo de seguida vencer o Zénite e nesta jornada conquistar os 3 pontos em Paços) mas fez-nos descer à terra (e ao 2º lugar). 

Falta muito campeonato mas é certo que o jogo de Alvalade será decisivo para o desfecho do campeonato: estão em jogo 3 pontos como nos outros, é verdade, mas convém não esquecer que os 0-3 da primeira volta dão ao Sporting vantagem em caso de igualdade pontual, pelo que um desaire do Benfica significaria na prática o fim das aspirações de revalidação do título. 

Mas atenção: o próximo jogo é o União da Madeira. É sobre esse que temos que nos concentrar, recordando que na primeira volta perdemos pontos contra este adversário. Não podemos facilitar. Pensar que este jogo está ganho seria um erro tremendo que poderia custar muito caro. A única gestão que deverá haver em relação ao jogo contra o Sporting é a dos cartões amarelos, atendendo a que André Almeida e Renato Sanches ficariam fora do derby caso vissem cartão amarelo no jogo com o União da Madeira. 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Calendário do Benfica em Fevereiro é o melhor dos 3 grandes

Muito se tem falado acerca da quantidade de jogos do Benfica no mês que agora começa e nas potenciais consequências adversas daí resultantes. Ora isto não faz sentido pela simples razão de que o calendário do Benfica é tão ou menos sobrecarregado do que o dos seus rivais.
Para além dos jogos do campeonato, o Benfica tem um jogo da Taça da Liga e um jogo da Liga dos Campeões, este a 16 de Fevereiro no Estádio da Luz (a segunda mão é apenas a 9 de Março). Já o Porto e o Sporting jogam a 18 e a 25 de Fevereiro a primeira e segunda mãos dos 16vos da Liga Europa.



 
Para além disso, o Benfica joga daqui a uma semana (dia 9) com o Braga na Luz para as meias finais da Taça da Liga, ao passo que o Porto joga amanhã a primeira da mão das meias finais da Taça de Portugal em Barcelos (jogará depois a segunda mão já em Março). O Sporting não joga em nenhuma das Taças porque já foi eliminado de ambas. Actualização: o jogo Benfica-Braga não se realizará na data prevista e ainda não tem data marcada.

Em suma, o Benfica jogará 6 jogos (4 no campeonato, um da Taça da Liga e outro da Liga dos Campeões), ao passo que o Porto jogará 7 jogos e o Sporting 6.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vitória incontestável e de classe

O Benfica voltou a vencer e a golear o Moreirense. Sabemos que uma equipa grande tem muito mais a perder num duplo confronto como este do que a equipa pequena para quem apenas um empate em dois jogos já é um bom resultado. A dupla goleada não pode portanto deixar de ser saudada e elogiada. A equipa, o plantel diria até, esteve num plano elevadíssimo, simplificando o que poderia ser difícil. Rui Vitória preparou muito bem os jogos. Tamnbém importa reconhecer que o Benfica foi de uma grande eficácia nesta partida, ao que não é alheia a qualidade dos seus executantes na frente que conseguiram não apenas 4 golos mas 4 excelentes golos.
Destaque mais uma vez para Jonas que voltou a bisar, também para as exibições de Eliseu, Pizzi, Samaris, Renato, o golo de Mitroglou e a segurança dos centrais. Gaitan esteve melhor na segunda parte do que na primeira, sendo evidente que está a recuperar ritmo e que o seu rendimento melhorará nas próximas jornadas.
Há poucas coisas a criticar. Talvez apenas um excesso de confiança, misturado com excessiva cerimónia na defesa, que levaram André Almeida (que de resto fez uma óptima partida, mostrando nos vários duelos físicos ser um jogador quase de ferro) a oferecer a bola a um adversário que se poderia ter isolado à frente de Júlio César e o facto de ter sofrido um golo no fim. Em todo o caso há que admitir que a exibição esteve a um nível altíssimo, que o controlo do jogo foi praticamente absoluto e que cometemos poucos erros. É uma bitola que podemos repetir. Esperemos por outro lado que a lesão de Lisandro não passe de uma pequena mazela, recuperável em poucos dias.
O Benfica vai agora ao Restelo onde encontrará um adversário com um dia a menos de descanso (para além de uma viagem à Madeira), o que à partida nos poderá dar uma pequena vantagem. Como sabemos porém estas coisas pouca importância têm se os jogadores não encararem o jogo com o máximo empenho e não forem capazes de colocar qualidade e intensidade na partida.
Recordo que o jogo no Restelo antecede o jogo com o Porto na Luz.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O campeonato começa-se a decidir AGORA

O Benfica ganhou bem, de forma segura, a uma equipa "chata", mantendo a boa sequência de resultados.
 
Mas atenção: as dificuldades começam agora.
 
O Benfica tem uma sequência de dois jogos fora (Moreirense e Belenenses) e recebe o Porto (ao passo que o Sporting tem dois jogos em casa e depois vai à Choupana). Depois o Benfica vai a Paços de Ferreira, recebe o União da Madeira e vai a Alvalade. O Sporting por seu turno recebe o Boavista e depois vai a Guimarães...
 
O campeonato decide-se pois em larga medida nas próximas jornadas. São vários os jogos difíceis (todos, exceptuando talvez o do União da Madeira, mas isso apenas no papel) e dois deles são os chamados "6 pointers" por envolverem os outros candidatos ao título. Não é difícil perceber que quem fôr líder no fim da jornada 26 (após o derby) tem boas possibilidades de ser campeão. Eu diria mais: se o Benfica sair de Alvalade na frente do campeonato (seja porque lá chega à frente e mantém ou dilata essa vantagem, seja porque, vencendo, ultrapassa nesse jogo o Sporting) tem o campeonato no bolso. Mas se as distâncias se mantiverem até ao jogo de Alvalade e o Benfica empatar esse jogo, continuamos a ter hipóteses na medida em que o calendário até ao fim é bastante mais fácil do que o do Sporting que terá que ir a Braga e ao Porto nas últimas 3 jornadas.
 
Quer isto dizer que as importantes vitórias das últimas jornadas têm que ter continuidade e que não é hora de pensar que alguma coisa está ganha ou de ensaiar qualquer tipo de abrandamento. Pelo contrário, aquilo que todos esperamos é que o Benfica continue a crescer como equipa, continuando a ganhar de forma segura e apresentando-se na Luz contra o Porto e em Alvalade como verdadeiro campeão. Se assim acontecer temos boas hipóteses de renovar o título. Algo que, admito sem o esconder, não pensei possível no início de época. Repito porém, não é hora de festejar. O mais difícil está seguramente por fazer e é agora que os verdadeiros testes à real capacidade da equipa começam. Desejo uma resposta à Benfica e tenho esperança que tal possa acontecer. Está ao nosso alcance, não podemos é fraquejar por um momento que seja.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Boa vitória e atitude (apesar do desperdício)

O jogo tornou-se extremamente complicado, apesar da clara diferença entre as duas equipas e da abissal diferença de rendimento: o golo do Estoril no seu único remate (e ataque) digno desse nome e o festival de oportunidades falhadas do Benfica fizeram com que as coisas tivessem estado complicadas - e que o Estoril pudesse, sem o merecer, conseguido o empate mesmo ao cair do pano. Júlio César fez uma defesa decisiva nesse momento. Mais: o Benfica marcou aparentemente três golos mas apenas dois contaram.
 
O Benfica entrou bem na partida e esteve perto do golo através de um remate de Jonas ao poste. No seu primeiro ataque, numa combinação bem feita pelo lado direito do ataque do Estoril, a equipa canarinha marcou, aliás numa boa finalização do seu avançado. Depois disso, o Benfica ressentiu-se um pouco mas continuou a dominar completamente o jogo, com muita bola, muitos ataques e mais um par de oportunidades claras, uma delas desperdiçadas por Raúl (que não fez um bom jogo) mesmo em frente do guarda-redes. O resultado era completamente desfasado do que se passara em termos de jogo jogado, mas isso pouco importa para um clube como o Benfica.

Na segunda parte a entrada do Benfica foi fortíssima e o golo apareceu rapidamente devido não apenas à atitude da equipa, muito pressionante, com especial destaque para a exibição de Fedja, mas também devido à substituição de Raúl pelo "tanque" Mitroglou. O golo do empate apareceu rapidamente, outros se poderiam ter seguido logo e... houve um que não contou. O lance é estranho mas dá toda a ideia de que a bola, vinda de um efeito caprichoso após bater no chão, sobrevoando o guarda-redes adversário, entrou mesmo por completo na baliza do Estoril. Não culpo a equipa de arbitragem por o lance ser confuso e não poder haver uma certeza absoluta. Mas naquela fase faltou alguma calma. Depois veio finalmente o golo, numa excelente conclusão de Pizzi e um episódio de interrupção do jogo que claramente abrandou o nosso ritmo e permitiu ao Estoril, até então completamente subjugado, voltar a ter bola e voltar a acreditar.
 
Na fase final houve muita precipitação, nomeadamente no sector defensivo, onde o teatro dos jogadores do Estoril encontrou algum respaldo na arbitragem, tendo o Benfica sofrido um conjunto de livres laterais perigosos que era completamente escusado. No último resultou um canto que podia ter dado golo ao Estoril praticamente no último lance do jogo. Seria absurdamente injusto mas esteve perto de acontecer. Valeu Júlio César.
 
Tudo somado foram três pontos absolutamente justos, que eventualmente poderiam ter sido conquistados de forma muito mais tranquila. Em todo o caso não se pode deixar de elogiar a excelente atitude dos jogadores do Benfica, a grande pressão exercida na maioria do tempo sobre os adversários, a rápida recuperação de bola e o grande caudal ofensivo e de oportunidades criadas. Há que continuar no bom caminho, sempre tentando melhorar a ligação dos sectores e a qualidade do nosso jogo. A melhorar há ainda a finalização (Raúl em particular tem que treinar este aspecto) e, nalguns casos, a concentração defensiva.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Vitória importante e bem conseguida

Foto do jornal "Record".
 
O Benfica venceu ontem o Guimarães num terreno sempre difícil, de uma forma inteligente e justa.
 
É importante recordar que no ano passado, necessitando de vencer o jogo para assegurar matematicamente o bicampeonato, o Benfica não o conseguiu fazer e também que o Vitória vinha de uma boa sequência de resultados.
 
O jogo foi bastante duro, por opção deliberada do Guimarães e do seu treinador e por permissividade excessiva de Carlos Xistra que começou a puxar dos cartões demasiado tarde. Parabéns aos jogadores do Benfica por não se terem retraído nem deixado intimidar pelo abuso de entradas à margem das leis.
 
No entanto o Benfica não esteve tão bem noutras componentes do jogo. Tal como em jornadas anteriores, voltou não entrar na partida de forma dominadora, deixando ao adversário demasiado espaço para respirar e pensar. O Benfica não marcou suficientemente os ritmos do jogo neste período. Quando o fez, como no fim da primeira parte, esteve perto do golo em 3 ocasiões.
 
Na segunda parte a história foi diferente. Embora mesmo no início o Guimarães tenha tido algumas oportunidades, o Benfica foi progressivamente assumindo o jogo, controlando a posse de bola e os ritmos da partida e apertando o "adversário". O fluxo de jogo no meio campo do Guimarães aumentou e o perigo começou a surgir perto da sua área. Pizzi teve uma grande oportunidade, numa bela iniciativa e Renato Sanches voltou a marcar um golo soberbo.
 
Em última análise foi um jogo conseguido e uma vitória importantíssima numa jornada em que os 3 pontos asseguravam uma reaproximação aos dois primeiros. No entanto deixar as coisas para tão perto do fim obviamente acarreta riscos. Há que encontrar um equilíbrio entre uma abordagem inteligente ao jogo (como em última análise esta foi) e uma atitude mais dominadora. A vitória em Braga, por exemplo, foi um bom compromisso estas estas duas tendências.
 
Deste jogo há que destacar o regresso de Gaitán, as exibições de Pizzi, Jonas e, claro, de Renato. Este jovem começa a ser um caso sério. A sua maturidade e qualidade de jogo e o equilíbrio que dá ao meio campo do Benfica, assim como o posicionamento de Pizzi, a sua qualidade e leitura de jogo, realmente mudaram para melhor o rendimento da equipa naquele sector nevrálgico.
 
Há agora que dar sequência a este crescimento da equipa. Não pode haver novos Aroucas ou Uniões da Madeira! Não pode haver novos deslizes dessa ordem. Se evitarmos tais percalços e continuarmos a melhorar podemos ainda ter uma palavra a dizer nesta Liga. Há que recordar que já jogámos no Porto, em Braga e em Guimarães. Ficam a faltar as deslocações à Madeira e a Alvalade entre as mais difíceis.
 
Rui Vitória tem entre os seus créditos não apenas o lançamento de jovens talentos como Nélson, Gonçalo ou Renato. Ele tem também o mérito de estar a obter o melhor rendimento de Gaitán e Jonas desde que estes chegaram ao Benfica. No entanto defensivamente e em termos de dinâmica colectiva continuam a faltar algumas coisas. Vitória parece um excelente treinador na confiança que incute nos jogadores e na liberdade que lhes dá para expressarem o seu talento natural mas por vezes dá a ideia de que a equipa carece de ideias e processos colectivos. É neste aspecto que me parece que podemos ainda crescer e melhorar muito.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O actual momento do Benfica

O actual momento do Benfica não é tão mau como uns, nem tão bom como outros o caracterizam. 

É, a meu ver, sensivelmente o que se poderia esperar face à decisão tomada pela direcção de desinvestir no futebol face a um quadro alegadamente mais exigente em termos financeiros (e sobre este ponto diremos alguma coisa mais adiante).

A época teve até agora momentos em que as expectativas foram superadas (como é o caso da vitória sobre o Belenenses por 6-0 ou a vitória em Madrid sobre o Atlético) e outros em que ficaram muito abaixo do mínimo exigível, como no caso das derrotas contra Arouca e Sporting. A derrota na Luz foi o ponto mais baixo até ao momento e - esperamos - até ao fim da época. É bom que algo como aquele jogo não se repita tão cedo.

Mas, reafirmo, no geral a época está a corresponder ao que seria expectável: Rui Vitória tem apostado na juventude e na formação (com efeitos visíveis e positivos em termos de inserção de novos valores na equipa principal) e os resultados têm-se ressentido. Uma mudança de treinador raramente não se reflecte negativamente nos resultados, sobretudo quando a qualidade do plantel sofre um decréscimo de qualidade. É verdade que saíram poucos jogadores mas os que saíram não foram devidamente compensados, pelo menos até agora: Maxi foi bem substituído por Nélson Semedo mas a lesão, logo na estreia pela selecção, transformando o sonho em pesadelo (parece uma sina pois já Simão Sabrosa tivera uma situação semelhante há uns anos e espero muito sinceramente que Gonçalo Guedes se "proteja" na sua estreia), acabou com essa solução; já Lima não tem (por agora) substituto à altura.

É de registar, nesta época de transição, o 1º lugar no grupo na Liga dos Campeões. Não é algo que se possa desvalorizar, até tendo em atenção o passado recente. É algo importante desportiva e financeiramente. É algo que não pode ser considerado um mero acaso, até porque o grupo em que nos encontramos não é de todo fácil. Não é possível culpar um treinador pelos maus resultados e não lhe dar crédito pelos bons. Ambos são, em grande parte, da sua responsabilidade.

Também não alinho nas críticas impiedosas à falta de ideias da equipa e a uma alegada táctica do pontapé para a frente e dos cruzamentos sem sentido para a área. Não alinho porque me parecem exageradas, por um lado, e porque não vejo nada de errado em cruzar bolas para a área desde que os centros sejam bem feitos e existam jogadores para a eles responder. Aliás critiquei muitas vezes o futebol do Benfica no passado por exagerar nos passes e nas tabelas, por vezes já dentro da área. O Benfica tem um problema de dinâmica, isso é verdade, e de (na minha opinião) existir por vezes demasiado espaço entre os sectores. Mas eu não sou treinador e portanto não me iludo a pensar que a minha leitura tenha um valor absoluto ou implique uma sentença definitiva sobre o trabalho de Rui Vitória.

Ao treinador do Benfica terá que ser dado tempo, o tal que não existe no futebol e menos ainda no Benfica. Vitória tem que ser capaz de crescer e se afirmar enquanto a equipa vence, pois só esse é o caminho. Agora não faz sentido, depois de vencermos, estar a criticar a equipa. O Benfica fez o suficiente para vencer o Galatasaray - e esse jogo era crucial - e venceu com todo o mérito, inclusivamente depois dos turcos terem empatado sem o merecer. De igual modo o Benfica venceu o Boavista. Aí com menos brilho mas com igual eficácia. E era isso que se pedia. Tal não significa obviamente que tudo esteja bem. 

À entrada para mais uma paragem no campeonato - a terceira - quero acreditar que as coisas melhorarão. Vem aí um novo jogo importante, desta vez para a Taça de Portugal, no qual se exige mais trabalho, superior prestação e sobretudo muito melhor resultado relativamente aos anteriores derbies. Na primeira paragem para o campeonato as coisas melhoraram muito. Na segunda as coisas pioraram, em grande medida devido à lesão de Nélson ao serviço da selecção durante essa paragem. E na terceira esperamos que as coisas melhorem novamente: que Sílvio confirme a subida de rendimento e que os processos colectivos da equipa se aperfeiçoem. Sobretudo há que melhorar a harmonia do meio campo que continua a não convencer. Este é o tempo que normalmente os treinadores não possuem. Rui Vitória precisa de o aproveitar bem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vitória de raça

Depois de duas derrotas, uma delas, algo injusta, para a Champions, era fundamental o Benfica ter capacidade de resposta. Teve-a e muito forte.
A vitória de ontem é uma vitória de raça, conquistada com mérito absoluto, que se segue a uma vitória de serviços mínimos (apesar do 4-0) final perante um adversário demasiado fraco para apresentar qualquer oposição.
Não foi o caso do Galatasaray. Com Podolsky e Shneider na frente, a equipa turca tem sempre armas potentes apontadas à baliza adversária. Além disso tem jogadores muito experientes e sabia que o Benfica corria contra alguma ansiedade.
Mas seja dado o mérito devido ao Benfica, Rui Vitória e jogadores acima de tudo: desde o início que dominaram o adversário, assumiram as despesas do jogo e criaram algumas oportunidades. Na segunda parte a pressão intensificou-se e não deixou o Galatasaray respirar, culminando num golo justo de Jonas.
O golo obtido pelos turcos quase de seguida podia ter provocado nervos e falta de crença, mas isso não aconteceu. O Benfica voltou a dominar o jogo e a marcar, através de um velho "suspeito" destas andanças, o grande, o enorme capitão Luisão. 12 anos de Benfica e recordes batidos uns atrás dos outros. Golos decisivos e uma liderança no campo e no balneário que se exerce pelo exemplo e pela simples presença. Calma, dedicação, categoria são algumas das características de Luisão. "Não permitirei que se coloque em causa o grupo" disse o capitão no fim do jogo. Isto diz tudo sobre a sua atitude. Só os anti-benfiquistas podem não gostar de Luisão ou não o respeitar.
Depois do 2º golo, o Benfica podia ter sentenciado o jogo mas Raul, muito esforçado, não conseguiu concretizar um par de ocasiões flagrantes, também por grande mérito do guarda redes adversário.
Nos minutos finais as coisas complicaram-se muito, devido à expulsão, muito estranha, de Gaitan. Não pelo segundo amarelo, que é indiscutível, mas pelo primeiro e pela circunstância de se ter invertido a culpa. Dar o amarelo a Gaitan em vez de se expulsar o atacante turco foi declaradamente uma escapatória do árbitro face a uma decisão difícil que não quis assumir.
Nesses minutos, jogados em inferioridade numérica e com o adversário a saber que a derrota praticamente o deixava eliminado mas que um golo abria de novo as portas da qualificação, valeu a dedicação e entrega dos jogadores do Benfica, alguns deles completamente esgotados. O lance do golo evitado por "Luiseu" foi a epítome desse espírito e do jogo em si. Eliseu aliás calou ontem muita gente com mais uma exibição de entrega e qualidade. Cometeu alguns erros - algo que só acontece a quem joga e mais a quem arrisca e sobe muito no terreno, como é o seu caso. Mas Eliseu não se esconde e está sempre disponível. Também destaco as exibições de Talisca, excelente nos passes, nas aberturas, dando largura ao nosso jogo e sempre uma ameaça quando visa a baliza. Penso que Talisca tem condições para maturar o seu jogo e poder ser a solução para aquela posição. Finalmente Jonas voltou a ser a ameaça habitual para as redes adversárias, tal como Gaitan que acabou expulso nas circunstâncias já referidas.
Em suma, uma belíssima vitória do Benfica que nos coloca já com um pé nos oitavos de final, com dois jogos ainda por jogar. É mérito de Rui Vitória e dos jogadores.
Há que voltar à trajectória ascendente que estávamos a realizar antes da lesão de Nélson Semedo, a qual fez tremer muito a equipa como aqui já tenho apontado. Os novos equilíbrios estão ainda a ser construídos. Nem tudo passou a estar bem com esta vitória mas é evidente que a confiança agora é outra. Uma coisa é certa, os jogadores mostraram mais uma vez a sua união e plena confiança no caminho que está a ser seguido. Penso que Rui Vitória precisa de tempo para ir assentando ideias, adaptando-se melhor à realidade Benfica e colocando as peças nos seus lugares certos. Acho que o plantel tem mais soluções do que as que têm sido exibidas. Não há necessidade de se insistir sempre no mesmo 11 quando existem tantos jogadores com qualidade que ainda não jogaram um único minuto esta época. Neste caso as lesões e castigos permitiram "abrir" um pouco mais o 11 a outros jogadores mas penso que mais pode ser feito nesse capítulo.
Em todo o caso esperemos que o caminho de vitórias seja para manter.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Presentes a árbitros?

Escrevo este texto às 11.00h da manhã de quarta-feira, dois dias e 11 horas depois das acusações gravíssimas do presidente do Sporting ao Benfica. A única "reacção" do Benfica veio através do jornal "A Bola" que informa que o clube não vai reagir para não se colocar ao nível rasteiro do Presidente do Sporting.

Esta posição não me convence porém. 

Foi lançada uma acusação que coloca o Benfica sob suspeita de corrupção, pelo menos a nível moral; sob suspeita de aliciar ou pelo menos seduzir os árbitros. Não se pode pretender que uma coisa desta gravidade não deve ser esclarecida apenas porque quem denunciou a situação é uma pessoa sem nível. Essa pessoa é presidente de um grande clube e fez a acusação publicamente. 

Nem se pode tentar, como já vi e ouvi, dizer que isto é "normal".

É normal dar presentes a árbitros??? Então porque não pode ser normal dar presentes em fruta? 

Porque entendamo-nos - e aqui eu dou razão a Rui Santos no seu programa de ontem - , não estamos a falar de um mero "brinde", como seria um porta chaves, um galhardete ou (no limite) uma camisola do clube. Estamos a falar (foi essa a acusação do presidente do Sporting) de senhas para 4 refeições que (alegadamente) não têm limites de preço, podendo envolver até "champagne".

Se isto fosse verdade - e não pode ser - o Benfica estaria a dar "prendas" aos árbitros cujos valores poderiam ascender às centenas de euros. Se isto fosse verdade, estaríamos a falar de comportamentos semelhantes às "mariscadas de Matosinhos" do tempo do apito dourado que considerámos (como é evidente) uma coisa grave. Por isso, insisto, isto não pode ser verdade.

No entanto, o silêncio do Benfica em relação a esta matéria, que entra agora no terceiro dia, deixa no ar a ideia de que pode haver verdade na acusação. E coloca benfiquistas no triste papel de defender que afinal até nem há nada de tão gravoso nesta prática... Como?? Oferecer jantaradas a árbitros afinal nada tem de mal? Seria a descredibilização total do nosso clube.

O Benfica, quero acreditar, não faz nada disto. Há aqui, quero acreditar, uma mistura de verdades com inverdades. O Benfica oferecerá eventualmente uma camisola (possivelmente os outros clubes fazem o mesmo - Carvalho admitiu que o Sporting o fazia) e em vez de deixar comida no balneário (como o Sporting) oferece uma senha para o árbitro ter uma refeição normal no quadro da sua deslocação para arbitrar o jogo. Quero acreditar pois que quando o presidente do Sporting fala em 4 refeições para cada árbitro com direito a "champagne" se os contemplados assim quiserem, mais camisola e convites para o museu, está a mentir.

Era obrigação da direcção do Benfica esclarecer esta novela. Não o fazendo, permite que se crie a ideia de que isto pode ser verdade, com consequências graves não apenas sobre a imagem do clube mas também sobre a moral de sócios, adeptos e até desportistas. Se, por absurdo, isto fosse verdade, então aí todos os responsáveis por uma tal situação teriam que se demitir imediatamente. O Benfica não pode estar associado a práticas desta natureza.







domingo, 27 de setembro de 2015

Equipa está a crescer

O Benfica venceu com alguma tranquilidade uma equipa bem organizada (que empatara em Alvalade) e que nos procurou colocar problemas.
Jonas, Gaitan e Guedes voltaram a abrir o livro e resolver alguns problemas. É que depois de uma boa entrada em jogo e uma boa dinâmica que conseguiu encostar o Paços praticamente à sua grande área, o Benfica começou a falhar passes e a jogar de uma forma mais desligada, com os sectores demasiado distantes entre si. O Paços por outro lado começou a ser mais atrevido e teve uma ou outra oportunidade. Foi então que apareceu Jonas e o seu talento individual: um golo de bandeira pouco antes do intervalo que tornou tudo muito mais fácil.
Na segunda parte o Paços entrou bem e criou novamente algumas jogadas de ataque. O Benfica percebeu que teria que fazer mais e acelerou novamente o jogo, tendo tido (tal como no início do jogo) uns 20 minutos de muito boa qualidade, durante os quais para além dos dois golos, o Benfica criou várias situações de golos. Foi nesta altura que Gaitan foi um dínamo atacante da equipa e que Jonas e Gonçalo Guedes fizeram uma sociedade de qualidade futebolística e golos. Curiosamente, como até já li aqui na blogosfera, Guedes nem estava a fazer uma boa partida. No entanto o "menino" tem uma entrega ao jogo e uma energia que ajudam a que as coisas lhe corram bem. Um golo e uma assistência (e muito jogo carreado pelo seu flanco) são um pecúlio assinalável num jogo que não foi fácil.
Dá gosto ver um jogador português de 18 anos, formado no clube, jogar a titular no Benfica, secundado no seu flanco por Nélson Semedo, outro português, de 21 anos, igualmente da nossa formação. E dá ainda gosto ver Eliseu (benfiquista assumido e internacional português) e André Almeida (sempre profissional, sempre extremamente competente no seu jogo) igualmente a titulares. Os jogadores portugueses, tal como os jogadores estrangeiros que têm já vários anos de Benfica, como Luisão e Gaitan, são importantes para a mística do Benfica se fazer sentir. O futebol é paixão e sentimento e esta ligação é muito importante. Sente-se que se criou no Benfica (veja-se a forma como Jardel, Júlio César e Jonas sentem a camisola) um espírito de grupo e uma coesão no balneário que é de louvar.
Há aspectos a melhorar, há trabalho a fazer, mas o Benfica parece no bom caminho, como parecia antes e durante a maioria do jogo (exceptuando os últimos 20 minutos) no dragão. Há que continuar neste caminho e na senda das vitórias, alcançando a primeira vitória fora já no próximo jogo, contra o União da Madeira. É que apesar da injustiça dos resultados, a verdade é que perdemos os dois jogos fora que disputámos - contra o Arouca e contra o Porto. Há pois que vencer essa partida, embora antes disso tenhamos ainda outro jogo com que nos preocupar, um jogo bem difícil para a Liga dos Campeões em Madrid.
Mas atentando agora ao campeonato há ainda que destacar o facto de estarmos agora a 2 pontos do 1º lugar. Não é caso para festejar mas acho que os sinais que temos detectado nos permitem ter algum optimismo moderado em relação ao futuro. Há que procurar consistência, continuidade nas vitórias. A regularidade é um factor fundamental num campeonato.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Com confiança, sem pressão

O Benfica está claramente melhor. Nos últimos dois jogos ficaram bons sinais que nos permitem enfrentar o futuro com optimismo moderado.

Como tenho vindo a defender, considero que não se pode colocar demasiada pressão numa equipa que (realisticamente) não fez um grande investimento este ano, tendo optado por manter a estrutura campeã no ano anterior e apostar na juventude, na prata da casa.

Estou plenamente convencido de que este Benfica tem muita qualidade e que Rui Vitória pode de facto ser o homem certo para apostar nos jovens e fazer crescer essa qualidade. Sinto que o choque inicial de chegar a uma realidade tão gargantuesca como o Benfica está ultrapassado e que Vitória se vai sentindo mais seguro e confiante. É verdade que o calendário até agora não apresentou desafios de maior, mas agora as coisas vão mudar.

No estádio do "dragão" (não me consigo habituar à ideia de que alguém tenha conscientemente escolhido para nome do seu estádio uma criatura amaldiçoada na cultura ocidental...) o Benfica enfrentará um Porto que está "proibido" de falhar. Lopetegui sabe que a sua cabeça pode depender deste jogo. Se perder Pinto da Costa não o despedirá no dia seguinte. Mas a sua reputação junto dos adeptos já não será recuperável. As coisas tenderão a degradar-se até à insustentabilidade da posição do treinador do Porto. A derrota do ano passado já lhes custou muito engolir. Uma segunda seria intolerável. 

Por isso o treinador do Porto estará no auge das suas capacidades, pelo menos em termos de motivação. E, há que o admitir, o Porto tem um plantel de grande valor, um plantel caro, com alguns jogadores perigosos. Tello, Brahimi e Aboubakar são claramente jogadores aos quais há que prestar muita atenção. Depois o Porto também tem um meio campo consistente com muitos jogadores bastante trabalhadores como Imbula, Danilo, André, Herrera. Mas este Porto também tem fragilidades. Prefiro não as apontar mas tenho a certeza que Rui Vitória as conhece e que as tentará explorar.

Dito isto, o Benfica apresenta-se no dragão como bi-campeão, vindo de uma excelente vitória para o campeonato, à qual deu continuidade na Liga dos Campeões. O Benfica tem também qualidade atacante, disso ninguém terá dúvidas e uma equipa já muito rodada em várias posições. Terá por isso razões para enfrentar o jogo com segurança, com confiança.


No entanto o Benfica continua a ter uma questão em aberto que estou curioso por saber como Vitória resolverá. No ano passado quando ali vencemos por 2-0 (com alguma sorte, há que o admitir), o Benfica jogou com Enzo Pérez e Samaris no meio campo e Talisca atrás de Lima (para além de André Almeida no lugar de Eliseu). Até ao momento Rui Vitória apenas uma vez apostou numa opção semelhante (com o Sporting para a Supertaça) mas as coisas não correram bem. No entanto parece-me evidente que em jogos como o de domingo e de maior grau de dificuldade na Champions o Benfica não poderá jogar com o sistema dos dois pontas de lança, dois extremos e dois médios, um dos quais de características mais ofensivas e de construção. Esse é um problema que há 5 anos que se verifica (com altos e baixos) e que, repito, estou curioso em saber como Rui Vitória resolverá. Pelas suas características físicas, Talisca talvez possa com o tempo ser um médio mais "box to box" e fazer uma boa dupla com Samaris que permita jogar neste sistema, com Jonas a jogar "entre linhas" como agora se diz, ou seja a vir buscar jogo mais atrás e a ajudar a tapar os espaços quando a equipa não tem a bola. Mas neste momento essa solução não é possível. Apostará Vitória em Talisca (ou Pizzi) mas no lugar de um dos avançados? Jogará num "duplo pivot" com Fedja e Samaris? Veremos.


Seja como for, o Benfica entra neste jogo com ambição de ganhar mas sem uma pressão excessiva. Penso que todos compreendem que Nélson Semedo está a começar, que Gonçalo Guedes é também um jovem, que Mitroglou e Jimenez chegaram esta época ao clube e que o treinador também. Acredito que esta equipa esteja a crescer e que nos possa dar alegrias no futuro. Vencer no dragão seria um passo interessante nesse processo mas não imprescindível.





quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bom começo

O Benfica começou com o pé direito a sua participação na Champions. A jornada não poderia ter corrido melhor: aceitando que o Atlético de Madrid é a equipa mais forte e que em circunstâncias normais  o Benfica disputará a 2ª posição com o Galatasaray, a sua vitória em Istanbul é o resultado mais favorável para as nossas pretensões. Costuma-se dizer que vencer os jogos em casa é mais de metade do caminho para garantir a qualificação na fase de grupos da Champions. Vencemos o adversário mais fácil, ficam a faltar os mais difíceis.
 
O Benfica cumpriu perante uma equipa bem organizada, jogando q.b., sem acusar a pressão da "obrigação" de ganhar e sem propriamente perder o rumo quando o golo tardava em aparecer. O Benfica pareceu sempre ter o jogo bem orientado (de alguma forma preparando na 1ª parte o que fez na segunda) com a excepção do lance no qual os cazaques enviaram uma bola ao poste.
Essa oportunidade terá feito os jogadores perceber que era preciso ter uma agressividade diferente e penso que a partir daí merecemos inteiramente a vitória. Claro que não foi uma exibição de luxo. Não foi uma goleada espectacular como a que impuséramos dias antes ao Belenenses. Mas isso é o normal no futebol: nem sempre se pode fazer grandes exibições. O mais importante é cumprir com um plano de jogo bem preparado (como foi o caso) e obter os resultados necessários. Sinceramente sem ter sido uma exibição de encher o olho penso que foi um jogo conseguido por parte do Benfica, pois alcançou os seus objectivos sem grandes sobressaltos e também sem forçar demasiado a nota (principalmente quando o jogo estava ganho), algo que me parece prudente em vésperas de um clássico que poderá ser muito importante para as contas do campeonato. Sobre esse jogo falarei mais tarde.
 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

NI Red Bulls-Benfica e avaliação da pré-época

Já anteriormente escrevi acerca das necessidades que a meu ver o plantel do Benfica apresenta em termos de contratações. Com a saída de Lima acentua-se ainda mais a carência no sector ofensivo. Jonathan é um jogador com algum potencial mas que não me parece capaz de assumir a responsabilidade de ser avançado titular no Benfica. Mas o jogo de ontem trouxe outros aspectos que importa analisar sem afunilar já a discussão para o problema das contratações.

Em primeiro lugar devo dizer que gostei da exibição da equipa e de ver vários jogadores. O resultado é negativo mas quem tenha visto o jogo sabe que dificilmente ele expressa o domínio da partida. Durante a maior parte do tempo o Benfica foi melhor e onde esteve menos bem foi na finalização. Os golos dos NY Red Bulls resultam de uma falha de Luisão que isola o avançado adversário à frente do guarda-redes (o titular de ontem foi Ederson) e de um momento de génio de um jogador da equipa americana. Para além disso os nova iorquinos pouco fizeram, depois de na passada semana terem imposto um 4-2 ao Chelsea. Já o Benfica teve diversas oportunidades, nalguns casos desaproveitadas, noutros paradas com mérito pelo guarda-redes e defesas adversários. 

O aspecto a relevar mais do jogo talvez seja a boa dinâmica da equipa e a sua capacidade de posse de bola, num esquema que apresentou apenas um avançado de raiz. Jogaram Samaris e Pizzi no meio com Ola John e Carcela nas alas e Tarbaat no apoio a Jonathan. Na segunda parte jogou Jonas com o apoio de Duricic. Trata-se de uma alteração táctica importante e que me parece inevitável. A solução dos dois pontas de lança estará eventualmente presente em jogos do campeonato em casa mas penso que realmente é quase impossível jogar contra equipas de nível de Champions League, sobretudo fora, com dois pontas de lança e apenas dois homens no "miolo" do meio campo a ter que fazer todas as despesas de cobertura e recuperação de bola naquele sector. Nos últimos anos tivemos grandes jogadores (Matic, Enzo) que permitiram um pouco esse tipo de futebol mas mesmo assim temos que reconhecer que os resultados na Champions ficaram sempre aquém do desejado, parcialmente por causa disso. Com um elemento de ligação como Tarbaat ou Djuricic (embora tenha ficado demostrado que neste momento nenhum deles apresenta condição física suficiente - Tarbaat continua com peso a mais e Djuricic precisa de ganhar mais força) as coisas podem-se tornar mais equilibradas e o futebol mais ligado. 

Gostei de ver as combinações atacantes e os passes em progressão e fiquei muito agradado com Carcela e Nélson Semedo. O primeiro mostrou realmente muito futebol (visão, técnica, sentido de baliza) e o segundo foi uma completa surpresa. O jovem mostrou velocidade, sentido posicional e maturidade. Esperemos que estas boas indicações possam ser confirmadas ao longo da época. Ola John continua o mesmo: algumas arrancadas interessantes, alguns bons apontamentos e lances de perigo mas muita inconstância, muito alheamento do jogo. Já falámos de Tarbaat que também mostrou ter bons pés e capacidade mas que precisa de trabalhar mais para poder ser uma opção consistente. 

Quanto a jogadores já firmados no clube, Samaris mostrou a mostrar ser uma peça imprescindível e um jogador que dá imensas garantias, ao passo que Lisandro também me parece cada vez mais um central maduro e com muita qualidade. Quanto a Talisca, a qualidade é muita, disso não tenham dúvidas. A questão é: qual a posição onde poderá render mais? Rui Vitória precisará ainda de algum tempo para o perceber, mas tempo é coisa que começa a escassear...

Em suma, os maus resultados pouco ou nada significam nesta fase. Parece-me que a equipa está a progredir mas também não deixa de ser verdade que falta já muito pouco tempo para o jogo da Supertaça - que evidentemente é para ganhar. Em termos de plantel, face à lesão de Sálvio, é imprescindível que Gaitan fique. No ataque será importante assegurar um substituto para Lima. Com muita pena minha, parece-me que Nélson Oliveira mais uma vez não se conseguirá afirmar. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Geração Anti-Benfica - basta!

É espantoso que o blog mais visitado pelos benfiquistas seja precisamente aquele que passa a vida a atacar toda a estrutura do Benfica e a fazer o jogo dos adversários do Benfica.

É evidente que a direção do Benfica, como os técnicos e os próprios jogadores cometeram erros ao longo dos últimos anos. Errar faz parte da condição humana. Só Deus não se engana e mesmo assim há quem duvide até da sua existência.

Neste blog já critiquei muitas vezes LFV, algumas delas de forma justa outras de forma injusta. Porque eu também erro, como todos os outros.


Agora mover uma perseguição permanente, atacando diariamente o presidente do Benfica por uma coisa e o seu contrário é algo que não cabe na cabeça de nenhum benfiquista que queira o bem do seu clube. As vitórias do clube são no blog "Geração Benfica" meras notas de rodapé, no meio de um dilúvio de delírios acerca de tudo e coisa nenhuma.


Os autores desses posts querem-nos convencer de que eles é que têm a estratégia certa e eles é que seriam as pessoas certas para dirigir o Benfica. Benfica que, recorde-se, estava falido quando Vale e Azevedo de lá saiu. Benfica que, recorde-se nada ganhava desde Damásio. Benfica que, recorde-se, construiu entretanto um Estádio - o melhor e maior de Portugal - um centro de estágios do melhor que existe e é actualmente bi-campeão (isto para já nem falar das modalidades). Benfica que, recorde-se teve eleições em 2012 nas quais LFV teve 83 % dos votos. Até Rangel já admitiu que LFV tem trilhado nos últimos anos a estratégia correcta com resultados visíveis. Mas uns curiosos da internet não apenas acham que está tudo mal e que eles é que sabem mas até que o Presidente do Benfica no fundo está a fazer a estratégia dos nossos adversários! Não acham que já chega?


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Aliança Porto-Sporting

Não tenhamos dúvidas - a época que se iniciará em breve será muito dura, muito disputada, muito tensa. Enfrentaremos dificuldades acrescidas em relação aos últimos anos. Podemos dizer que não estamos preocupados com os adversários. Acho muito bem que esse seja o discurso oficial. Agora não devem existir dúvidas de que quer o Sporting, quer o Porto vão estar muito mais fortes do que no ano passado. 

Em relação ao Sporting, penso que é evidente que Jorge Jesus vai trazer padrões de exigência e competitividade mais altos, ao passo que as contratações são já sonantes. Brian Ruiz é um jogador de qualidade, com muita experiência e com 1,88 m de altura. Gutierrez é "só" o titular da Colômbia, que deixa Jackson e Falcao no banco... E têm contratado ainda outros jogadores, falando-se ainda de mais nomes. 

Quanto ao Porto, por um lado é um facto que saiu o seu melhor jogador, Jackson, assim como Óliver, Quaresma, Casemiro e Danilo. Mas entraram Casillas, Imbula, Danilo (ex.Marítimo), André André, Sérgio Oliveira, M. Pereira e Bueno. E não tenhamos dúvidas que até ao início da época chegará ainda um outro avançado para substituir Jackson. Ou seja, em termos de qualidade não há grande variação em relação ao ano passado, mas há agora mais experiência - e com toda a probabilidade alguns dos erros da época passada não se repetirão. 


Quanto ao Benfica não há para já grandes mexidas, o que é bom. O Benfica faz bem a meu ver em procurar ter uma situação financeira estável e não entrar em loucuras. Agora temos que ser realistas e perceber que se a nossa qualidade não aumenta (talvez tenha até diminuído um pouco) e a dos outros sobe consideravelmente, a pequena vantagem que tivemos na época passada pode desaparecer. Pelo que tenho observado, Rui Vitória poderá mesmo ter sido a aposta certa para liderar o Benfica nesta fase. É um homem ponderado, equilibrado que percebeu o que estava bem e o que podia ser melhorado. Um treinador que saberá utilizar o que tem para obter os melhores resultados e melhor rendimento sem tentar passos maiores do que a perna. Mas ainda assim terá que trabalhar com o que tem, que neste momento é, como assinalei no anterior post, bom em termos de meio campo mas limitado nos outros sectores. Na minha opinião, face ao quadro actualmente existente, que naturalmente se pode ainda alterar em virtude de ajustamentos até ao fecho de mercado, temos que estar preparados para não ser os mais fortes em termos de plantel e de 11 e portanto para a eventualidade de podermos não conseguir alcançar o principal objectivo, que é o de revalidar o título. Digo isto porque se o trabalho de Rui Vitória for apesar disso um bom trabalho, não deve ser exigida a "cabeça" do treinador. Teremos que perceber bem as circunstâncias em que as coisas acontecem.


Ao que fica dito acresce a questão das tendências "políticas" do futebol português. Neste momento assistimos a uma aliança entre Porto e Sporting. A intenção não podia ser mais cristalina: atacar e fragilizar o Benfica, o campeão, para depois entre si disputarem os despojos. Cada um achará secretamente que é melhor e mais esperto do que o outro e que, quando o momento chegar, darão a facada nas costas do aliado de ocasião. Em relação ao Benfica sabem porém que só juntando forças o poderão combater. Desta aliança dos desgraçadinhos da última época pode resultar um cenário calamitoso para os nossos interesses, que representaria o maior golpe de estado no futebol português dos últimos 40 anos: o regresso da praga Proença, desta vez não apenas como árbitro mas como dirigente e manda-chuva dos árbitros