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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O campeonato começa-se a decidir AGORA

O Benfica ganhou bem, de forma segura, a uma equipa "chata", mantendo a boa sequência de resultados.
 
Mas atenção: as dificuldades começam agora.
 
O Benfica tem uma sequência de dois jogos fora (Moreirense e Belenenses) e recebe o Porto (ao passo que o Sporting tem dois jogos em casa e depois vai à Choupana). Depois o Benfica vai a Paços de Ferreira, recebe o União da Madeira e vai a Alvalade. O Sporting por seu turno recebe o Boavista e depois vai a Guimarães...
 
O campeonato decide-se pois em larga medida nas próximas jornadas. São vários os jogos difíceis (todos, exceptuando talvez o do União da Madeira, mas isso apenas no papel) e dois deles são os chamados "6 pointers" por envolverem os outros candidatos ao título. Não é difícil perceber que quem fôr líder no fim da jornada 26 (após o derby) tem boas possibilidades de ser campeão. Eu diria mais: se o Benfica sair de Alvalade na frente do campeonato (seja porque lá chega à frente e mantém ou dilata essa vantagem, seja porque, vencendo, ultrapassa nesse jogo o Sporting) tem o campeonato no bolso. Mas se as distâncias se mantiverem até ao jogo de Alvalade e o Benfica empatar esse jogo, continuamos a ter hipóteses na medida em que o calendário até ao fim é bastante mais fácil do que o do Sporting que terá que ir a Braga e ao Porto nas últimas 3 jornadas.
 
Quer isto dizer que as importantes vitórias das últimas jornadas têm que ter continuidade e que não é hora de pensar que alguma coisa está ganha ou de ensaiar qualquer tipo de abrandamento. Pelo contrário, aquilo que todos esperamos é que o Benfica continue a crescer como equipa, continuando a ganhar de forma segura e apresentando-se na Luz contra o Porto e em Alvalade como verdadeiro campeão. Se assim acontecer temos boas hipóteses de renovar o título. Algo que, admito sem o esconder, não pensei possível no início de época. Repito porém, não é hora de festejar. O mais difícil está seguramente por fazer e é agora que os verdadeiros testes à real capacidade da equipa começam. Desejo uma resposta à Benfica e tenho esperança que tal possa acontecer. Está ao nosso alcance, não podemos é fraquejar por um momento que seja.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Boa vitória e atitude (apesar do desperdício)

O jogo tornou-se extremamente complicado, apesar da clara diferença entre as duas equipas e da abissal diferença de rendimento: o golo do Estoril no seu único remate (e ataque) digno desse nome e o festival de oportunidades falhadas do Benfica fizeram com que as coisas tivessem estado complicadas - e que o Estoril pudesse, sem o merecer, conseguido o empate mesmo ao cair do pano. Júlio César fez uma defesa decisiva nesse momento. Mais: o Benfica marcou aparentemente três golos mas apenas dois contaram.
 
O Benfica entrou bem na partida e esteve perto do golo através de um remate de Jonas ao poste. No seu primeiro ataque, numa combinação bem feita pelo lado direito do ataque do Estoril, a equipa canarinha marcou, aliás numa boa finalização do seu avançado. Depois disso, o Benfica ressentiu-se um pouco mas continuou a dominar completamente o jogo, com muita bola, muitos ataques e mais um par de oportunidades claras, uma delas desperdiçadas por Raúl (que não fez um bom jogo) mesmo em frente do guarda-redes. O resultado era completamente desfasado do que se passara em termos de jogo jogado, mas isso pouco importa para um clube como o Benfica.

Na segunda parte a entrada do Benfica foi fortíssima e o golo apareceu rapidamente devido não apenas à atitude da equipa, muito pressionante, com especial destaque para a exibição de Fedja, mas também devido à substituição de Raúl pelo "tanque" Mitroglou. O golo do empate apareceu rapidamente, outros se poderiam ter seguido logo e... houve um que não contou. O lance é estranho mas dá toda a ideia de que a bola, vinda de um efeito caprichoso após bater no chão, sobrevoando o guarda-redes adversário, entrou mesmo por completo na baliza do Estoril. Não culpo a equipa de arbitragem por o lance ser confuso e não poder haver uma certeza absoluta. Mas naquela fase faltou alguma calma. Depois veio finalmente o golo, numa excelente conclusão de Pizzi e um episódio de interrupção do jogo que claramente abrandou o nosso ritmo e permitiu ao Estoril, até então completamente subjugado, voltar a ter bola e voltar a acreditar.
 
Na fase final houve muita precipitação, nomeadamente no sector defensivo, onde o teatro dos jogadores do Estoril encontrou algum respaldo na arbitragem, tendo o Benfica sofrido um conjunto de livres laterais perigosos que era completamente escusado. No último resultou um canto que podia ter dado golo ao Estoril praticamente no último lance do jogo. Seria absurdamente injusto mas esteve perto de acontecer. Valeu Júlio César.
 
Tudo somado foram três pontos absolutamente justos, que eventualmente poderiam ter sido conquistados de forma muito mais tranquila. Em todo o caso não se pode deixar de elogiar a excelente atitude dos jogadores do Benfica, a grande pressão exercida na maioria do tempo sobre os adversários, a rápida recuperação de bola e o grande caudal ofensivo e de oportunidades criadas. Há que continuar no bom caminho, sempre tentando melhorar a ligação dos sectores e a qualidade do nosso jogo. A melhorar há ainda a finalização (Raúl em particular tem que treinar este aspecto) e, nalguns casos, a concentração defensiva.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O actual momento do Benfica

O actual momento do Benfica não é tão mau como uns, nem tão bom como outros o caracterizam. 

É, a meu ver, sensivelmente o que se poderia esperar face à decisão tomada pela direcção de desinvestir no futebol face a um quadro alegadamente mais exigente em termos financeiros (e sobre este ponto diremos alguma coisa mais adiante).

A época teve até agora momentos em que as expectativas foram superadas (como é o caso da vitória sobre o Belenenses por 6-0 ou a vitória em Madrid sobre o Atlético) e outros em que ficaram muito abaixo do mínimo exigível, como no caso das derrotas contra Arouca e Sporting. A derrota na Luz foi o ponto mais baixo até ao momento e - esperamos - até ao fim da época. É bom que algo como aquele jogo não se repita tão cedo.

Mas, reafirmo, no geral a época está a corresponder ao que seria expectável: Rui Vitória tem apostado na juventude e na formação (com efeitos visíveis e positivos em termos de inserção de novos valores na equipa principal) e os resultados têm-se ressentido. Uma mudança de treinador raramente não se reflecte negativamente nos resultados, sobretudo quando a qualidade do plantel sofre um decréscimo de qualidade. É verdade que saíram poucos jogadores mas os que saíram não foram devidamente compensados, pelo menos até agora: Maxi foi bem substituído por Nélson Semedo mas a lesão, logo na estreia pela selecção, transformando o sonho em pesadelo (parece uma sina pois já Simão Sabrosa tivera uma situação semelhante há uns anos e espero muito sinceramente que Gonçalo Guedes se "proteja" na sua estreia), acabou com essa solução; já Lima não tem (por agora) substituto à altura.

É de registar, nesta época de transição, o 1º lugar no grupo na Liga dos Campeões. Não é algo que se possa desvalorizar, até tendo em atenção o passado recente. É algo importante desportiva e financeiramente. É algo que não pode ser considerado um mero acaso, até porque o grupo em que nos encontramos não é de todo fácil. Não é possível culpar um treinador pelos maus resultados e não lhe dar crédito pelos bons. Ambos são, em grande parte, da sua responsabilidade.

Também não alinho nas críticas impiedosas à falta de ideias da equipa e a uma alegada táctica do pontapé para a frente e dos cruzamentos sem sentido para a área. Não alinho porque me parecem exageradas, por um lado, e porque não vejo nada de errado em cruzar bolas para a área desde que os centros sejam bem feitos e existam jogadores para a eles responder. Aliás critiquei muitas vezes o futebol do Benfica no passado por exagerar nos passes e nas tabelas, por vezes já dentro da área. O Benfica tem um problema de dinâmica, isso é verdade, e de (na minha opinião) existir por vezes demasiado espaço entre os sectores. Mas eu não sou treinador e portanto não me iludo a pensar que a minha leitura tenha um valor absoluto ou implique uma sentença definitiva sobre o trabalho de Rui Vitória.

Ao treinador do Benfica terá que ser dado tempo, o tal que não existe no futebol e menos ainda no Benfica. Vitória tem que ser capaz de crescer e se afirmar enquanto a equipa vence, pois só esse é o caminho. Agora não faz sentido, depois de vencermos, estar a criticar a equipa. O Benfica fez o suficiente para vencer o Galatasaray - e esse jogo era crucial - e venceu com todo o mérito, inclusivamente depois dos turcos terem empatado sem o merecer. De igual modo o Benfica venceu o Boavista. Aí com menos brilho mas com igual eficácia. E era isso que se pedia. Tal não significa obviamente que tudo esteja bem. 

À entrada para mais uma paragem no campeonato - a terceira - quero acreditar que as coisas melhorarão. Vem aí um novo jogo importante, desta vez para a Taça de Portugal, no qual se exige mais trabalho, superior prestação e sobretudo muito melhor resultado relativamente aos anteriores derbies. Na primeira paragem para o campeonato as coisas melhoraram muito. Na segunda as coisas pioraram, em grande medida devido à lesão de Nélson ao serviço da selecção durante essa paragem. E na terceira esperamos que as coisas melhorem novamente: que Sílvio confirme a subida de rendimento e que os processos colectivos da equipa se aperfeiçoem. Sobretudo há que melhorar a harmonia do meio campo que continua a não convencer. Este é o tempo que normalmente os treinadores não possuem. Rui Vitória precisa de o aproveitar bem.

domingo, 27 de setembro de 2015

Equipa está a crescer

O Benfica venceu com alguma tranquilidade uma equipa bem organizada (que empatara em Alvalade) e que nos procurou colocar problemas.
Jonas, Gaitan e Guedes voltaram a abrir o livro e resolver alguns problemas. É que depois de uma boa entrada em jogo e uma boa dinâmica que conseguiu encostar o Paços praticamente à sua grande área, o Benfica começou a falhar passes e a jogar de uma forma mais desligada, com os sectores demasiado distantes entre si. O Paços por outro lado começou a ser mais atrevido e teve uma ou outra oportunidade. Foi então que apareceu Jonas e o seu talento individual: um golo de bandeira pouco antes do intervalo que tornou tudo muito mais fácil.
Na segunda parte o Paços entrou bem e criou novamente algumas jogadas de ataque. O Benfica percebeu que teria que fazer mais e acelerou novamente o jogo, tendo tido (tal como no início do jogo) uns 20 minutos de muito boa qualidade, durante os quais para além dos dois golos, o Benfica criou várias situações de golos. Foi nesta altura que Gaitan foi um dínamo atacante da equipa e que Jonas e Gonçalo Guedes fizeram uma sociedade de qualidade futebolística e golos. Curiosamente, como até já li aqui na blogosfera, Guedes nem estava a fazer uma boa partida. No entanto o "menino" tem uma entrega ao jogo e uma energia que ajudam a que as coisas lhe corram bem. Um golo e uma assistência (e muito jogo carreado pelo seu flanco) são um pecúlio assinalável num jogo que não foi fácil.
Dá gosto ver um jogador português de 18 anos, formado no clube, jogar a titular no Benfica, secundado no seu flanco por Nélson Semedo, outro português, de 21 anos, igualmente da nossa formação. E dá ainda gosto ver Eliseu (benfiquista assumido e internacional português) e André Almeida (sempre profissional, sempre extremamente competente no seu jogo) igualmente a titulares. Os jogadores portugueses, tal como os jogadores estrangeiros que têm já vários anos de Benfica, como Luisão e Gaitan, são importantes para a mística do Benfica se fazer sentir. O futebol é paixão e sentimento e esta ligação é muito importante. Sente-se que se criou no Benfica (veja-se a forma como Jardel, Júlio César e Jonas sentem a camisola) um espírito de grupo e uma coesão no balneário que é de louvar.
Há aspectos a melhorar, há trabalho a fazer, mas o Benfica parece no bom caminho, como parecia antes e durante a maioria do jogo (exceptuando os últimos 20 minutos) no dragão. Há que continuar neste caminho e na senda das vitórias, alcançando a primeira vitória fora já no próximo jogo, contra o União da Madeira. É que apesar da injustiça dos resultados, a verdade é que perdemos os dois jogos fora que disputámos - contra o Arouca e contra o Porto. Há pois que vencer essa partida, embora antes disso tenhamos ainda outro jogo com que nos preocupar, um jogo bem difícil para a Liga dos Campeões em Madrid.
Mas atentando agora ao campeonato há ainda que destacar o facto de estarmos agora a 2 pontos do 1º lugar. Não é caso para festejar mas acho que os sinais que temos detectado nos permitem ter algum optimismo moderado em relação ao futuro. Há que procurar consistência, continuidade nas vitórias. A regularidade é um factor fundamental num campeonato.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Com confiança, sem pressão

O Benfica está claramente melhor. Nos últimos dois jogos ficaram bons sinais que nos permitem enfrentar o futuro com optimismo moderado.

Como tenho vindo a defender, considero que não se pode colocar demasiada pressão numa equipa que (realisticamente) não fez um grande investimento este ano, tendo optado por manter a estrutura campeã no ano anterior e apostar na juventude, na prata da casa.

Estou plenamente convencido de que este Benfica tem muita qualidade e que Rui Vitória pode de facto ser o homem certo para apostar nos jovens e fazer crescer essa qualidade. Sinto que o choque inicial de chegar a uma realidade tão gargantuesca como o Benfica está ultrapassado e que Vitória se vai sentindo mais seguro e confiante. É verdade que o calendário até agora não apresentou desafios de maior, mas agora as coisas vão mudar.

No estádio do "dragão" (não me consigo habituar à ideia de que alguém tenha conscientemente escolhido para nome do seu estádio uma criatura amaldiçoada na cultura ocidental...) o Benfica enfrentará um Porto que está "proibido" de falhar. Lopetegui sabe que a sua cabeça pode depender deste jogo. Se perder Pinto da Costa não o despedirá no dia seguinte. Mas a sua reputação junto dos adeptos já não será recuperável. As coisas tenderão a degradar-se até à insustentabilidade da posição do treinador do Porto. A derrota do ano passado já lhes custou muito engolir. Uma segunda seria intolerável. 

Por isso o treinador do Porto estará no auge das suas capacidades, pelo menos em termos de motivação. E, há que o admitir, o Porto tem um plantel de grande valor, um plantel caro, com alguns jogadores perigosos. Tello, Brahimi e Aboubakar são claramente jogadores aos quais há que prestar muita atenção. Depois o Porto também tem um meio campo consistente com muitos jogadores bastante trabalhadores como Imbula, Danilo, André, Herrera. Mas este Porto também tem fragilidades. Prefiro não as apontar mas tenho a certeza que Rui Vitória as conhece e que as tentará explorar.

Dito isto, o Benfica apresenta-se no dragão como bi-campeão, vindo de uma excelente vitória para o campeonato, à qual deu continuidade na Liga dos Campeões. O Benfica tem também qualidade atacante, disso ninguém terá dúvidas e uma equipa já muito rodada em várias posições. Terá por isso razões para enfrentar o jogo com segurança, com confiança.


No entanto o Benfica continua a ter uma questão em aberto que estou curioso por saber como Vitória resolverá. No ano passado quando ali vencemos por 2-0 (com alguma sorte, há que o admitir), o Benfica jogou com Enzo Pérez e Samaris no meio campo e Talisca atrás de Lima (para além de André Almeida no lugar de Eliseu). Até ao momento Rui Vitória apenas uma vez apostou numa opção semelhante (com o Sporting para a Supertaça) mas as coisas não correram bem. No entanto parece-me evidente que em jogos como o de domingo e de maior grau de dificuldade na Champions o Benfica não poderá jogar com o sistema dos dois pontas de lança, dois extremos e dois médios, um dos quais de características mais ofensivas e de construção. Esse é um problema que há 5 anos que se verifica (com altos e baixos) e que, repito, estou curioso em saber como Rui Vitória resolverá. Pelas suas características físicas, Talisca talvez possa com o tempo ser um médio mais "box to box" e fazer uma boa dupla com Samaris que permita jogar neste sistema, com Jonas a jogar "entre linhas" como agora se diz, ou seja a vir buscar jogo mais atrás e a ajudar a tapar os espaços quando a equipa não tem a bola. Mas neste momento essa solução não é possível. Apostará Vitória em Talisca (ou Pizzi) mas no lugar de um dos avançados? Jogará num "duplo pivot" com Fedja e Samaris? Veremos.


Seja como for, o Benfica entra neste jogo com ambição de ganhar mas sem uma pressão excessiva. Penso que todos compreendem que Nélson Semedo está a começar, que Gonçalo Guedes é também um jovem, que Mitroglou e Jimenez chegaram esta época ao clube e que o treinador também. Acredito que esta equipa esteja a crescer e que nos possa dar alegrias no futuro. Vencer no dragão seria um passo interessante nesse processo mas não imprescindível.





quarta-feira, 17 de junho de 2015

Época de glória, futuro de Vitória

A vitória no campeonato no passado fim de semana culminou uma época verdadeiramente memorável nas chamadas modalidades (já não amadoras como no passado) que se traduziu na conquista de quase todos os mais importantes títulos nacionais.

Se contarmos com o futebol profissional, o Benfica alcançou o seguinte registo:

Futebol, Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Campeão nacional
Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Vencedor da Taça de Portugal
Futebol, Basquetebol, Voleibol - Vencedor da Supertaça
Futebol, Basquetebol - Vencedor da Taça da Liga.

Esta lista, que quase nos deixa sem fôlego, não chega sequer a ser exaustiva e não inclui evidentemente os escalões juniores e femininos. Denota de facto um trabalho notável de uma equipa e uma "organização" (essa parece ser a palavra preferida em detrimento de "estrutura" que se associa ao Porto) que no caso das modalidades tem no vice Presidente Almeida Lima uma peça fundamental.


Em relação ao futsal, o Benfica venceu de forma brilhante o campeonato, derrotando por duas vezes o Sporting em Odivelas e garantindo o título por uns claros 3-1. A vitória soma-se à da Taça de Portugal e marca uma época na qual o Benfica nunca perdeu na fase regular. Mesmo com baixas importantes (por lesões e castigos), o Benfica foi um campeão incontestado. As cenas infantis dos técnicos e dirigentes sportinguistas não têm qualquer justificação. A decisão dos árbitros de repetir dois dos penalties defendidos pelo guarda-redes do Sporting foi totalmente correcta e não merecia contestação. O guarda redes do Sporting tentou ostensiva e intencionalmente fazer batota em 3 dos penalties e os árbitros não o permitiram em duas ocasiões. É ridículo dizer que o guarda-redes do Benfica também se adiantou. Demonstra falta de seriedade (ou capacidade de ver a realidade) e desespero.

Claro que todos entendemos que estes vários títulos das modalidades não teriam o mesmo sabor se não tivéssemos vencido o campeonato de futebol. O futebol é evidentemente o coração da vida benfiquista e da paixão clubística. Daí que seja no futebol que antes de mais nada queremos ganhar, algo que voltará a acontecer na próxima época.

Gostei de ver a apresentação de Rui Vitória. Pareceu-me ponderado, calmo e com perfil para aguentar a pressão. É uma pessoa com bom senso e educação, o que não ganha jogos mas denota um equilíbrio que pode ser útil para ser timoneiro da equipa de futebol do Benfica. De acordo com alguns comentadores mais informados, a competência de Rui Vitória e os seus conhecimentos, também de base teórica, são inquestionáveis. Esperemos que tenha matéria prima de qualidade suficiente para fazer frente ao Porto, porque em relação ao Sporting os recursos de que disporá serão seguramente superiores. Isto para já não falar em relação aos restantes clubes em relação aos quais não há comparação possível em termos de plantel mas também de infraestruturas.

É natural que exista alguma incerteza e ansiedade relativamente à próxima época. O passado de hegemonia do Porto está ainda muito próximo e ninguém o quer ver repetido. O espectro do Benfica regredir aos anos de Camacho, Koeman ou Quique Flores é algo de assustador. As palavras do presidente de que Rui Vitória terá as mesmas condições do que o anterior treinador são tranquilizadoras no sentido em que o nível dos plantéis dos últimos anos tem sido muito elevado e - assumamo-lo - consistente com os títulos que conquistámos. Para essa qualidade se manter é essencial manter a estabilidade do plantel e assegurar um ou outro reforço de qualidade, de classe indiscutível. Não sei se os jogadores marroquinos já contratados possam representar essa masi valia pois não os conheço. Por outro lado,  Maxi é para mim um daqueles jogadores que faz parte da coluna vertebral deste Benfica, pelo que espero sinceramente que fique. Penso que vale até um esforço financeiro adicional por parte do clube.

Existindo essas condições (e quero acreditar que elas se verificarão) Vitória tem condições para vencer. Não digo que tudo mas algo de importante. O campeonato naturalmente é a prioridade mas teremos que ser pacientes, numa época de transição como será esta. Uma coisa é certa: é preciso manter a dinâmica de títulos e de vitórias para não haver aqui qualquer oscilação ou depressão num ciclo vitorioso e virtuoso que se começou a desenhar de forma cada vez mais pronunciada e constante nos últimos anos.

Há uma coisa que devemos ter presente e que não deixa de ser um factor de optimismo. Nos últimos anos, os resultados do Benfica em jogos grandes não têm sido os melhores. Na Liga dos campeões eles foram quase sempre maus (por vezes apesar de grandes exibições, noutras a juntar a más exibições), nas finais da Liga Europa perdemos (ainda que injustamente) e nos clássicos o balanço foi misto: bons contra o Sporting não tão bons contra o Porto. Penso sinceramente que Rui Vitória pode fazer melhor. Se o conseguir e aliar a isso a regularidade no campeonato estaremos certamente perto dos nosso objectivos. Mas enfim, ganhar sempre é o que todos desejam. Esperemos que o futuro dê razão a esta aposta do nosso Presidente e que ela seja de facto de Vitória. Bem vindo de volta ao Benfica.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Deixem o Benfica festejar

Como benfiquista do coração e de pequenino, custou-me e entristeceu-me muito o que aconteceu no domingo. A festa do Benfica foi estragada - e não foi pela polícia, foi pelos adeptos (?) que se envolveram em agressões, roubos e ataques que fizeram do Marquês de Pombal uma zona de intifada. 

Concordo inteiramente com o Presidente da Câmara de Lisboa. Acho inexplicável que quase uma semana depois do que se passou ainda não haja um apuramento de responsabilidades e uma identificação dos grupos criminosos. Porque é disso que estamos a falar. Pedras da calçada e garrafas atiradas daquela forma podem lesionar gravemente e até matar uma pessoa. Quem atira esses objectos indiscriminadamente, aliás no meio de uma multidão onde estavam crianças pequenas, é pior do que um selvagem e do que um animal. É um criminoso que tem que ser banido do convívio com as pessoas normais. Defender, justificar ou desculpabilizar estes actos não é defender minimamente o Benfica. É até o contrário. Luisão disse logo enquanto os acontecimentos decorriam que aquilo não era o Benfica. Luis Filipe Vieira também esteve muito bem ao denunciar a violência e defender que ela tem qeu ser banida do futebol - doa a quem doer! E Leonor Pinhão fez o mesmo na sua crónica de ontem n' "A Bola". Sublinho bem, doa a quem doer, porque se as claques tiveram alguma coisa a ver com isto têm a meu ver que sofrer as consequências com um castigo que seja verdadeiramente exemplar e permita que o desejo do Presidente (e de todos nós) se torne realidade e pais e filhos possam ir em paz e segurança ao futebol.

Claro que a actuação do já infame oficial da PSP em Guimarães é uma coisa inenarrável e aberrante que também tem que ser exemplarmente punida. Claro que no próprio Marquês poderão ter havido comportamentos menos correctos por parte da polícia. Mas nada disso desculpa, justifica ou legitima o que se passou e que acabou com a festa dos benfiquistas cobrindo-nos de vergonha. Por isso insisto: tem que haver um apuramento rápido de responsabilidades. Existem muitos vídeos que permitem identificar as pessoas e, foi dito, houve várias detenções. Expliquem portanto o que aconteceu. Talvez se venha a perceber que de facto os problemas nada tiveram a ver com futebol e o nome do Benfica possa ser limpo desta história absolutamente lamentável.

Felizmente temos este domingo uma nova hipótese de festejar, agora já sem a tensão e a ansiedade de ver concretizado o grande objectivo da época. Alcançado o campeonato, com um mérito enorme e talvez sem as armas do principal contendor, que apostou todas as fichas neste ano (e já vai no segundo empréstimo obrigacionista em menos de um ano...) e nada ganhou, podemos agora saborear tranquilamente a conquista. Podemos festejar a consagração e expressar toda a alegria por este bi-campeonato encarando o jogo com o Marítimo tranquilamente. Finalmente o Benfica consegue ganhar de forma sustentada e não apenas esporadicamente. Fica a faltar a Taça da Liga. O nosso destino é vencer. Luis Filipe Vieira conseguiu encontrar o caminho certo e hoje é reconhecido até pelos seus anteriores críticos e opositores. Espero sinceramente que não cometa o grande erro de desfazer esta equipa ganhadora e de enveredar por experimentalismos nesta fase. O Benfica tem um plantel que este ano foi espremido ao máximo. Outros acharão que era possível fazer melhor. Desde o início da época que deixei aqui claro que esta equipa, este plantel tinha evidentemente qualidade mas estava longe de ser um plantel de topo. O do Porto era, em valores individuais, superior em termos de valor de mercado. A nível europeu foi claro que não havia condições para fazer mais. Nessa medida haverá que acautelar a qualidade para o ano (e isso não se faz com a equipa B ou a formação): Mas acima de tudo é preciso manter o homem que mudou a tendência dos últimos 30 anos do futebol Português - Jorge Jesus.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Benfica voltou mas...

É tristíssimo que depois de uma conquista tão importante e uma festa até então bonita as coisas acabem como acabaram ontem à noite. Um bando de criminosos acabou com a festa e de algum modo estragou-na. Muita coisa correu mal ontem, a começar em Guimarães e a acabar no Saldanha e será preciso, como já disse o Presidente, apurar muito bem responsabilidades. Umas coisas não podem servir para desculpar outras. O que aconteceu é demasiado grave - e não tem a ver apenas com o futebol nem com o Benfica. As nossas sociedades estão doentes e isto são sintomas. Mas isso não serve para desculpar ou desresponsabilizar ninguém. Serve para pensar as coisas de uma forma mais abrangente mas entretanto todos os incidentes terão que ser analisados individualmente.

EM primeiro lugar, quanto aos adeptos que agrediram pessoas e destruíram coisas em Guimarães tem que se perceber - e isso hoje já é possível - quem comprou bilhetes para aquela secção. Se foi a claque, tem que haver consequências drásticas.
Depois em relação ao que aconteceu no Marquês, haverá que perceber muito bem quem são aqueles indivíduos. Há muitas imagens que devem ser utilizadas para identificar os criminosos. Claramente eles estavam num grupo porque actuaram como tal. Não teria a claque obrigação de controlar uma situação destas? Viam-se muitos adeptos a querem parar com aquilo mas individualmente nada podiam fazer sem um enorme risco para a sua integridade física. Agora a claque conta com centenas de elementos pelo que tem um poder de dissuasão incomparavelmente melhor. Na hipótese, que nem quero admitir que aquela gente pertencia à claque então defendo que ela deve ser pura e simplesmente banida do estádio da Luz. É preciso separar o trigo do joio.

Quanto à actuação da polícia, o que se passou em Guimarães com o uso de brutalidade contra uma família é algo de inconcebível e que tem que ser exemplarmente punido. Não há justificação possível para o que se passou. Incidentes desses destroem a imagem da polícia, a sua credibilidade e em última análise a sua capacidade de intervir contando com o respeito e boa vontade dos cidadãos.
Quanto à actuação no Marquês é difícil ajuizar porque realmente era pouco expectável que a polícia se fosse deparar com uma situação tão violenta e caótica numa noite que deveria ser de festa. Ainda assim terão que ser examinados os comportamentos para perceber se eles terão sido os mais adequados. Mas que fique claro que ninguém pode ter nenhuma razão para atirar garrafas ou pedras e que isso é que acabou com a festa e a estragou. 

Ficou assim ensombrada uma festa que começara tão bem, com os jogadores a demonstrar a sua união no relvado de Guimarães e os adeptos do Porto e Gaia a fazerem um cortejo à equipa na sua chagada ao aeroporto Sá Carneiro. Foi mais uma grande demonstração do carácter verdadeiramente nacional e da dimensão do Benfica. A festa no Marquês poderá ter sido demasiado encenada e exagerada nos decibéis. Mas isso são pormenores. O fogo de artifício e o momento do hino foram momentos bonitos, tal como as celebrações dos jogadores.

Este campeonato é importantíssimo e marca de facto o regresso de um Benfica que ganha de forma continuada, algo que era importantíssimo. O mérito deste campeonato é total. Mas melhor falarei disso em próximos posts.

terça-feira, 12 de maio de 2015

É preciso calma

O Benfica está à beira do título mas evidentemente falta ainda carimbá-lo. Tendo em atenção que há dois jogos para conquistar uma vitória (no pressuposto de que o Porto vence os seus dois jogos) a situação é muito sorridente para o Benfica.


Mas também é certo que Guimarães é um estádio difícil, no qual começou a derrocada que há 3 anos levaria à perda de um título que parecia bem encaminhado. Também perdemos com o Guimarães a final da Taça de há dois anos, na época mais traumática da história do Benfica. 


Dito isto, há que ter nesta altura alguma tranquilidade. Os adeptos aprenderam a lição de não festejar antecipadamente mas agora alguns estão agora de certa forma a cair no oposto, ou seja a entrar numa ansiedade e nuns tremeliques que não se justificam. 

O Benfica deve jogar em Guimarães claramente para ganhar o jogo e ser campeão. É isso que se espera que aconteça, com respeito pelo adversário, como é costume mas com total determinação e concentração. Temos jogadores experientes e com qualidade suficiente para o conseguir. Será preciso calma e frieza, também por parte dos adeptos.


A estratégia do Porto já se percebeu que passa por uma última e desesperada tentativa de desestabilização. Eles sabem que é a última arma que lhes resta e nessa medida estas manobras de última hora até são compreensíveis. No entanto para que elas resultem é preciso que os benfiquistas se deixem afectar e desconcentrar. Caso lhes demos a importância e o valor e  que têm - e que é nenhum - tudo isso nos passará ao lado.


É isso que espero da equipa no domingo para podermos estar a celebrar a partir das 8 da noite. Para tal precisaremos apenas de jogar tão bem e com tanta concentração como já muitas vezes fizemos este ano. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Título à vista

O Benfica não deu o KO ao Porto mas segurou a vantagem de 3 pontos beneficiando agora do factor de desempate nos confrontos directos. Quer isto dizer que o Benfica dos 4 jogos que restam pode perder um, desde que ganhe os outros 3 e será campeão. Isto caso o Porto vença os 4 jogos que restam. Se assim não acontecer o Benfica poderá precisar ainda de menos para renovar o título.
É preciso manter a concentração e percebe-se a mensagem para dentro, para os atletas manterem a concentração porque os jogos serão ainda difíceis (não teremos facilidades) mas claro que o título neste momento está muito perto e só uma débâcle do Benfica poderia provocar uma reviravolta no campeonato. Neste momento já não falamos de probabilidades mas sobretudo de matemática. Ganhando o próximo jogo em Barcelos o Benfica fica a 6 pontos do bicampeonato com 3 jogos para disputar, dois deles em casa.

O jogo de ontem não foi bom. O Benfica entrou mal no jogo, com bastantes nervos e ansiedade e quase nunca conseguiu estabelecer a sua qualidade de jogos e dinâmica atacante. É verdade que do outro lado estava uma equipa boa, com muitos bons jogadores, que se preocupou sobretudo em segurar o empate e parar o jogo do Benfica mas a nossa equipa poderia ter feito um pouco mais. Acima de tudo preocupámo-nos em segurar a nossa vantagem, o que se entende até porque o adversário é que tinha que que tentar recuperar terreno e também pouco ou nada arriscou. Racionalmente tenho portanto que admitir que a estratégia foi bem montada, embora emocionalmente gostasse de ter visto um espectáculo mais bonito e um Benfica mais dominador.

Claro que a ausência de Sálvio se sentiu muito. Este Benfica está muito espremido. Como já tenho assinalado, ao contrário de outros anos, temos uma carência de extremos no plantel pelo que quando Gaitan ou Sálvio estão impedidos a equipa se ressente bastante. Talisca é um jogador de muita qualidade mas que fisicamente não parece no seu melhor e que teve algumas dificuldades, não tendo conseguido criar dinâmica. Do outro lado as coisas não foram muito melhores: o cartão visto cedo por Eliseu não ajudou mas Gaitan também pareceu um pouco apagado e desinspirado. Foi uma tarde má para a maioria dos nossos jogadores criativos que por alguma razão nunca conseguiram assentar o jogo. Pizzi não conseguiu assumir as rédeas do jogo.

Claro que estas dificuldades também têm a ver com o adversário e a forma como ele abordou o jogo. O Porto tem nas laterais talvez os seus melhores jogadores (sobretudo Danilo), sendo natural que a produção do Benfica pelos corredores (sobretudo dada a ausência de Sálvio) não tenha sido a melhor. Por outro lado o Porto jogou com dois "trincos" pelo que também se compreende que isso tenha criado dificuldades adicionais a Pizzi.

A entrada de Fedja, de que eu na altura não gostei porque me pareceu dar um sinal negativo, foi na verdade uma boa decisão pois o Benfica passou a ter uma muito maior segurança e consistência. O sérvio é um jogador maduro e com qualidade que acrescenta à equipa. A partir daí ficámos com a ideia de que seria muito difícil que o Benfica perdesse o jogo. Apesar da tensão normal de se saber que uma bola pode sempre entrar, os últimos minutos não foram de aflição.

Ficam a faltar 9 pontos. Importa agora em Barcelos entrar de forma segura e autoritária e se possível resolver o jogo cedo. Teremos porém oportunidade de durante esta semana falar sobre esse jogo que se disputa já no sábado. Até lá o Benfica preparará seguramente bem a partida e possivelmente conseguirá recuperar Sálvio.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Fim de semana de campeões

O Benfica venceu por 2-0 o Belenenses no Restelo e deu um passo importante para a conquista do título. Vencendo o Porto no Domingo, o Benfica será com certeza campeão e mesmo um empate deixa muito boas perspectivas para a renovação do título. 
É um pequeno passo que obviamente nada tem de fácil, pois como se viu na passada semana, o Porto tem um grande plantel e por vezes faz grandes jogos. A facilidade com que, por exemplo, derrotou o Sporting, aliado ao facto do que aconteceu há 3 anos, quando venceu na Luz com um golo em fora de jogo, deve-nos levar a encarar este jogo com muita "desconfiança" e máxima concentração. 

Se o Benfica estiver ao nível do que tem feito nos últimos jogos na Luz penso que será difícil ao Porto parar-nos. Mas muita coisa depende do nível de inspiração dos jogadores nessa tarde. Por outro lado, o apoio dos adeptos certamente criará condições ainda mais favoráveis para vencer. Mas já se sabe que nada está garantido. 

Quanto ao jogo com o Belenenses, Jonas voltou a fazer das suas. Dois golos plenos de classe e sentido de oportunidade resolveram um jogo que poderia ter sido difícil. Na realidade houve vários jogadores a jogar bastante abaixo do que costumam, isto para não dizer, a jogar bastante mal. Da frente, para trás, Lima pouco se viu, Ola John foi praticamente uma nulidade, Samaris esteve algo inibido pelo receio de ver um amarelo (e não faltou muito para tal, não se percebendo porque razão Jesus não o substituiu mais cedo), André Almeida e Eliseu pouco fizeram e Luisão teve uma tremideira nada habitual. A vitória deve-se muito à exibição de Júlio César que com várias intervenções de qualidade manteve a nossa baliza inviolada, transmitindo muita confiança à equipa. 

Mas o fim de semana ficou marcado por um outro acontecimento. Nas modalidades, o Benfica sagrou-se campeão nacional de hóquei em patins no pavilhão da Luz.

Este título chegou com uma goleada por 5-1 ao Porto. Esta equipa tem conquistado tudo o que há para conquistar, desde a Liga dos Campeões, à Taça Intercontinental e o campeonato nacional. Depois de um período de hegemonia total do Porto, o Benfica começou paulatinamente a recuperar distâncias e neste momento é a principal potência do hóquei nacional. Todos estão de parabéns. Este campeonato em particular foi imaculado: apenas um empate em 25 jogos! Poderíamos ter ido mais longe na Europa mas estamos na final four da Taça de Portugal (23 e 24 de Maio), com possibilidade de fazer a dobradinha. Diga-se que Trabal, o guarda-redes do Benfica fez uma grande defesa e contribuiu para a vitória.


Dito isto faltam 6 dias para o próximo clássico, agora na futebol. Depois de um interregno de um ano, será novamente num jogo entre Benfica e Porto que, quase de certeza, se decidirá o do título. Entramos em contagem decrescente para Domingo... Vai ser uma semana longa!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jogo crucial

O Benfica começa depois de amanhã a definir este campeonato. Estou seguro de que todos estarão conscientes da importância deste momento. Como assinalei antes, uma vitória no Restelo é meio caminho andado para o título. 

Neste momento a vantagem está toda do nosso lado. Vencer no Restelo significa que as coisas continuarão assim na jornada seguinte, na qual tudo se pode decidir. Uma vitória significa o título que ficará apenas a faltar confirmar matematicamente, um empate significa que, com 4 jornadas para disputar, o Benfica se poderá permitir uma derrota (por exemplo em Guimarães) sem que isso comprometa o seu primeiro lugar. Ou seja, mesmo um empate com o Porto deixar-nos-ia à beira do bicampeonato. Isto claro, na condição de vencermos no Restelo.

É um facto que tem havido uma discrepância grande entre o rendimento do Benfica em casa e fora. É evidente que quase todas as equipas jogam melhor em casa mas no caso do Benfica essa diferença tem ido do 80 ao 8, como aconteceu nas pálidas exibições contra o Paços e o Rio Ave. Nessa medida este jogo tem que ser abordado com muita atenção, muita seriedade e muita concentração. O Benfica precisará de ser muito frio e letal no aproveitamento das oportunidades. Recorde-se que o Sporting em duas visitas ao Restele esta época perdeu um jogo e empatou o outro in extremis com um golo nos descontos.

Mais seria importante conseguir resolver o jogo cedo se possível, de forma a Samaris, Sálvio e Jonas não correrem o risco de receber um amarelo que os afastaria do jogo com o Porto. Nenhum desses jogadores é neste momento "substituível", no sentido em que qualquer uma das opções para os respetivos lugares (Amorim ou Fedja, Ola John ou Gonçalo Guedes e Derley ou Johnathan) representaria (salvo uma surpresa positiva) uma perda de rendimento.

Por fim deixo uma nota sobre o Porto. O jogo de ontem surpreendeu-me pela qualidade que o Porto demonstrou, ao vencer de forma clara e merecida uma das melhores equipas do mundo (apesar de bastante desfalcada). Há demérito do Bayern, como se vê claramente nas péssimas exibições de Alonso e Dante e na inexistência de Mário Gotze. Mas há muito mérito do Porto que ontem demonstrou de facto a valia do seu plantel, avaliado pelo site transfermarkt em 212 milhões de euros. Isto só demonstra ainda mais como o Benfica tem feito uma grande época, dado que as soluções de que dispomos estão em muitos casos longe das do Porto.


Nota final: Lopetegui já nos habituou aos seus protestos, amuos e lamentos. Mas ontem resolveu ser original e sugerir uma coisa que eu não pensava possível: que o campeonato parasse quando o Porto joga as competições europeias. Deve ter sido isso que ele tinha em mente quando se queixou de que tinha de jogar dali a três dias dias e que isso não era bom para o futebol português. Enfim mais uma lição do iluminado aos aldeões. Comentários para quê?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Benfica - o melhor futebol de ataque

A exibição de sábado do Benfica entra diretamente para os livros do melhor futebol de ataque. Deve figurar nos compêndios de jogar bonito e bem, ou seja de um tipo de jogo que não apenas é vistoso mas também eficaz. 

Sinceramente não sei se alguma vez vi um início de um jogo de futebol tão bem conseguido - não apenas por parte do Benfica. Durante 20 minutos a Académica pura e simplesmente não conseguia ter a bola em seu poder, ao passo que o Benfica fazia jogada atrás de jogada de golo eminente, quase sempre de grande recorte técnico e belo efeito. 

Os jogadores do Benfica estiveram intratáveis, o domínio foi avassalador, a exibição do melhor a nível mundial.

Desta vez nem sequer se pode tentar tirar o mérito ao Benfica "culpando" o adversário pela sua falta de qualidade pois a Académica vinha jogando bom futebol e a conseguir resultados interessantes- e desejo que assim continue já na próxima jornada. Nem se pode acenar com fantasmas de arbitragens.

Desta vez o mérito é todo do Benfica.

Claro que ainda não ganhamos ainda. Mas que ficamos mais perto também não há dúvidas. E um futebol destes, que dá gosto ver, merece ser elogiado. Neste momento não vejo nenhuma equipa europeia jogar um futebol tão bonito como o do Benfica.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Calendário estranho

Há célebre história do professor universitário que ao avaliar  do aluno lhe diz: "o seu trabalho tem ideias boas e ideias originais". O problema é que as ideias boas não são originais e as originais não são boas.

O futebol português tem ideias originais - muito más - e nem sequer consegue copiar as ideias boas.

Uma das originalidades do futeluso é a calendarização das provas. Por razões que ninguém entende começamos a época em pleno Agosto, quando toda a gente está de férias e o calor é insuportável. Em Espanha e Itália, onde os climas e a cultura são semelhantes, o campeonato (com mais equipas) começa uma ou duas semanas depois do nosso. Nós imitamos porém o calendário dos países nórdicos, esquecendo o "pormenor" de que ali não se joga durante Dezembro. Depois interrompemos o campeonato sucessivamente em setembro, outubro, novembro e dezembro, chegando o mesmo a parar por 3 semanas (!), seja para jogar competições a eliminar, seja por causa das provas das seleções. Com essas paragens constantes e prolongadas retira-se continuidade e fluência à competição. 

Mas sem dúvida que o mais extraordinário do calendário futebolístico português é o agendamento das taças. Em vez de se jogar em datas pre-estabelecidas, durante a semana, estas jogam-se quer à semana, quer ao fim-de-semana, aparentemente quando calha. Mas se isso não bastasse, há equipas a jogar a primeira mão de uma meia final da Taça de Portugal na véspera de outras jogarem a segunda! O mesmo se passa na Taça da Liga na qual o Benfica há muito que é finalista e só na passada semana conheceu o seu adversário. Isto não faz qualquer sentido e cria situações de desigualdade entre os clubes, bem como um caos e anarquia na estrutura das competições que não convêm a ninguém. 


Falta de vergonha

O assunto já aqui e noutros blogs foi referido por mais do que uma vez, por isso não vou perder muito tempo com ele. Em todo o caso é impossível não reparar como casos gravíssimos quando envolvem o Benfica deixam de existir quando acontecem com o Porto.  Se após o jogo com o Belenenses na Luz praticamente não se falou em mais nada na conferência de imprensa senão no "desaparecimento" de Deyverson e Miguel Rosa, porque razão não se falou da ausência de Tozé (jogador que até marcou na jornada anterior) contra o Porto? Admitimos que Kléber estivesse mesmo lesionado (tanto mais que não jogou na jornada anterior por essa razão) mas quanto a Tozé não há notícia disso. Então o que era gravíssimo e um "atentado à verdade desportiva" num caso já não tem importância nenhuma noutro?Isto é um sintoma da imbecilidade e corrupção moral de grande parte da nossa comunicação social.

Por outro lado, existem 2 golos do Porto manifestamente ilegais e um duvidoso. Se fosse o Benfica a vencer dessa forma, não tenho a mínima dúvida de que esse seria o foco de todas as análises ao jogo nos programas de comentários. Assim foram notas de rodapé. 

Deixo ainda uma outra nota que me parece pertinente: de quanto seria o prémio de jogo do Rio Ave ontem? É que se estava a disputar a primeira parte de um acesso à final do Jamor. Certamente que esta seria a grande prioridade do clube nesta fase final da época. Mas isto sou eu a dizer, seguindo aquilo que me parece uma lógica evidente nas coisas. Provavelmente haverá outros factores em jogo que eu desconheço e pesam mais do que as razões objectivas que todos podemos observar e ponderar. Em todo o caso não temos que esperar muito para que as coisas se elucidem um pouco mais. Se já daqui a três dias o clube - independentemente do resultado - mostrar a atitude que mostrou contra o Benfica e fizer o possível para obter um bom resultado, eu serei levado a crer que estamos perante uma equipa que faz o possível e que provavelmente joga melhor em casa do que fora e a quem o jogo de Braga correu mal. Caso contrário, caso se assista a uma exibição ao nível da de ontem, eu serei obrigado a concluir que para o Rio Ave a sua grande prioridade para o fim de época foi o jogo com o Benfica. E isso, não podendo ser considerado normal, levanta questões que merecem de uma vez por todas ser investigadas - em nome da tal "verdade desportiva". 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Algumas notas soltas

Benfica-Nacional


Mais uma grande exibição com um futebol pressionante, criativo e vistoso que podia ter dado uma goleada. Valeu porém apenas 3 pontos e não justifica embandeirar em arco. Se as coisas correrem como é de esperar e o Porto ganhar em casa ao Estoril, para a semana estaremos de novo obrigados a vencer e na seguinte idem. Só então, verificando-se esses resultados, estaremos "autorizados" a empatar um jogo, o clássico com o Porto. Em campeonatos tão desequilibrados como o nosso é assim que as coisas são. O que é fundamental é não repetir até ao fim do campeonato prestações como a de Paços ou Vila do Conde.

Jonas (e Lima)


Voltou a facturar e a mostrar toda a sua classe. No entanto também aqui há que sublinhar que não se deve embandeirar em arco. O jogador está de facto a superar expectativas mas por outro lado está a fazer o que lhe é pedido e o que dele se espera que é marcar golos. Esperemos que assim continue até ao fim do campeonato, porque a veia goleadora dos avançados normalmente é um bom sinal para uma equipa que deseja ser campeã. Lima não tem sido tão exuberante mas também tem marcado golos importantes (apesar de um ou outro falhanço nalguns jogos que acabaram por redundar em derrotas, importa recordar que foi ele que marcou os dois golos decisivos no dragão). Que ambos continuem em grande.

Calendário


O Benfica recebe para a semana a Académica e depois disso vai ao Restelo. São os jogos que faltam até receber o Porto. Este recebe agora o Estoril, depois vai a Vila do Conde e finalmente recebe a Académica antes de ir à Luz. Joga para a Champions com o Bayern entre os jogos com o Rio Ave e a Académica (1ª mão) e depois deste e antes da visita a Lisboa. 

Danilo

A venda de Danilo deixou-me espantado. Cheguei a pensar que fosse mentira de 1 de Abril. Trata-se de um grande negócio para o Porto e um enorme barrete para o Real Madrid. Em primeiro lugar porque me parece difícil que qualquer lateral possa valer esses montantes (só um fenómeno como Roberto Carlos), em segundo porque Danilo apesar de ser um bom jogador está muito longe de ser um fora de série. Tenho pois alguma dificuldade em perceber este negócio, sobretudo no actual momento da economia mundial, no qual os clubes começam a ter mais cuidados e tendo em consideração os barretes que o Real já levou do Porto, nomeadamente o célebre Secretário. Mas no Real Madrid pelos vistos há um poço de petróleo que dá para tudo...

quarta-feira, 25 de março de 2015

Chega! Exige-se concentração total.

Há várias semanas atrás, disse aqui que não voltava a falar de arbitragens. 
Penso que é chegada a altura do Benfica e os benfiquistas fazerem o mesmo e concentrarmo-nos - todos - única e exclusivamente em jogar e ganhar os nossos jogos.

Eu estou-me marimbando para Lopetegui e o seu discurso semanal. Por mim pode ficar até ao fim da última jornada a lamentar-se das arbitragens. É sinal que está atrás. É para o lado que eu durmo melhor!

Chegou a hora do Benfica deixar de dar troco ao basco que não tem qualquer autoridade para falar do assunto ou fazer considerações e apreciações acerca do futebol português como um todo. Deixem-no a falar sozinho. Até é ridículo o Benfica estar-se a justificar e a defender o mérito da sua liderança.

Está na hora do Benfica se voltar a concentrar a 100% no campeonato e em cada jogo jornada a jornada, abandonando ideias de triunfalismos, de ondas vermelhas, etc, etc. E acima de tudo não se preocupando minimamente com o que o que pensem ou deixem de pensar os outros, os inimigos do Benfica.

É essencial ganhar o campeonato, é absolutamente essencial o Benfica ser bicampeão. Tudo o resto é acessório, irrisório mesmo, perante esse objectivo tão importante. Esse tem que ser o único pensamento dos jogadores ao entrar em campo que têm que ter mais vontade de ganhar do que qualquer outro adversário. É isso que se deseja e é isso que se exige aos profissionais do Benfica. A festa e os elogios vêm depois, só depois de ganhar, só depois de cortar a meta em primeiro. Esse tem que ser o único pensamento na mente de todos neste momento. 


PS - muito menos é hora de bravatas, de bazófias. Ainda não ganhámos nada. Jorge Jesus não tem muito jeito para falar mas tem ainda menos para jogos psicológicos. É bom, pois, que lhe seja feito ver que tem é que se concentrar em treinar e preparar os jogos e não em dar troco a quem não o merece e preocupar-se com coisas que não interessam nada.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Braga, R. Gomes da Silva e o que falta jogar

O Benfica venceu o Braga categoricamente, num jogo de grande competência e qualidade da nossa equipa. Era um jogo que se afigurava difícil por vários motivos, incluindo o facto da margem de erro estar agora reduzida a quase nada, pois torna-se claro que o Porto dificilmente perderá pontos até ao clássico (mas a isso já iremos). O que me parece importante destacar é que o Benfica fez uma grande exibição, demonstrou grande solidez e concentração e que alguns jogadores se destacaram, apesar da média exibicional ter sido muito elevada: Jonas, Eliseu e Samaris merecem palavras especiais pela excelência das suas exibições. O grego é cada vez mais uma rocha, um jogador que aparece a pressionar em quase todas as áreas do terreno, "caindo" em cima dos adversários assim que estes conquistam a posse de bola e que para além disso aparece ainda a construir. Jonas mostrou mais uma vez toda a sua classe, muito contribuindo para a relativa tranquilidade da vitória, ao passo que Eliseu,  o "bombo da festa" da muita comunicação social, voltou a fazer uma grande exibição e mais um golo, calando muita gente.

O outro aspecto que me parece essencial relevar nesta altura é que nada mudou e que o campeonato não passou a estar ganho depois da vitória sobre o Braga. Continuamos com 4 pontos de avanço e sem grande vontade de deixar escapar esta vantagem até ao clássico da 30ª jornada, especialmente pelo facto de nos dois anos em que o Porto foi campeão com Vítor Pereira termos perdido o campeonato sobretudo nos clássicos jogados nas últimas jornadas. Manter a vantagem de 4 pontos (ou aumentá-la) até lá é esvaziar o balão portista e permitirá outra gestão psicológica desse jogo, muito mais favorável para as nossas cores. É simples: não perdendo o Benfica qualquer ponto até esse jogo, a vitória na Luz torna-se para o Porto algo de desesperadamente obrigatório apenas para manter viva a esperança, ao passo que o Benfica poderia jogar com a tranquilidade de saber que acontecendo o que acontecesse seria líder e que tanto o empate como a vitória lhe serviriam, sendo que esta o deixaria a apenas 5 pontos do título (com 12 em disputa), portanto virtualmente campeão. 

O próximo jogo nessa caminhada é o Rio Ave em Vila do Conde. Como sempre, só a atitude de concentração e empenhamento máximo, aliada a sentido "matador" nos momentos certos do jogo, nos farão trazer os 3 pontos de que tanto precisamos. Aliás esta poderá ser a última grande oportunidade (em termos "teóricos") de ganhar mais avanço sobre o Porto. Isto porque o Benfica joga antes e em caso de vitória coloca pressão sobre o Porto que enfrentará um dos jogos mais difíceis até ao fim da Liga: a visita à Madeira para enfrentar o Nacional. Outro aspecto importante é que o Benfica tem 4 deslocações até ao fim do campeonato, pelo que após esta ficarão a faltar-nos 3 jogos fora e 5 em casa. Claro que tudo isto é "teórico" e que por vezes os jogos supostamente mais difíceis se tornam fáceis e vice-versa.

Isto liga-se de algum modo à questão das declarações de Rui Gomes da Silva: "um jogo importantíssimo contra uma equipa que, geralmente, joga melhor contra o Benfica do que contra outros candidatos ao título. Há sempre um adicional de adrenalina nos jogos entre o Benfica e o Sp. Braga. Estou a estabelecer um termo de comparação não só com o comportamento dos jogadores, mas também com o discurso oficial, quer da liderança do Sp. Braga, quer de vídeos motivacionais”.

Na verdade não me parece haver nada de especial nestas declarações. Sobretudo não me parece que elas afirmem ter faltado empenho aos jogadores do Braga contra o Porto ou, menos ainda, que se sugira que o Braga facilitou. Pela parte que me toca, não tenho dúvidas de que o treinador bracarense fez o que achou melhor para vencer ou empatar com o Porto e que os jogadores também procurado dar o seu melhor. No entanto não há dúvida de que o ambiente contra o Benfica é sempre mais hostil e que a direção do Braga promove quase um ódio ao Benfica que se transmite certamente aos jogadores. Para além disso é ou não verdade que o prémio de jogo foi triplicado na partida com o Benfica? Se assim foi, é de facto muito estranho, pois mais normal seria atribuir esse prémio no jogo contra o Porto visto que, a jogar em casa contra o 2º, as probabilidades de vencer seriam à partida mais elevadas do que jogar fora contra o 1º. Falar em "adrenalina" parece-me pois até ir ao encontro do que realmente se passa. 

Um problema diferente é o de perceber se Rui Gomes da Silva deveria ter levantado esta questão antes do jogo, sobretudo dada a sua posição de vice-presidente. Aí parece-me que a resposta será que não deveria porque isso pode ser visto como a posição do Benfica e isso seria despropositado. O Benfica tem que esperar sempre motivação máxima dos adversários nos seus jogos. É da essência ou natureza das coisas. Há uma insinuação que se pode subentender nas palavras de RGS (o problema está na expressão "o comportamento dos jogadores", sem ela penso que as declarações seriam inatacáveis porque objectivas) que não fica bem num alto dirigente. Percebo a posição de Sérgio Conceição, dado que, na confusão mediática sobre o que foi ou não dito (convém não esquecer que também Nuno Gomes falou por esses dias a propósito da "motivação" dos bracarenses) veio defender a seriedade dos seus jogadores. 

Já quanto ao treinador do Porto, recordo-lhe uma frase sua aqui há umas semanas, quando disse em latim que "quem se defende sem ser acusado, manifesta culpa". Pois se RGS não falou de nenhum clube, porque sentiu Lopetegui necessidade de vir falar? Sentiu-se "picado"? Ou culpado? Sinceramente começa a cansar um pouco o discurso do treinador do Porto, nomeadamente quando acha que vem dar lições aos portugueses. Melhor ou pior, nós cá nos governamos há quase 9 séculos dispensando os conselhos espanhóis. Aliás os bascos deviam ter um respeito particular pelos portugueses, tanto mais que nunca alcançaram a independência de Castela que tantas vezes reclamaram. Por isso o treinador do Porto deve manter-se no seu lugar e não se meter no que não é chamado.

terça-feira, 10 de março de 2015

Dever cumprido, venha o próximo

O Benfica venceu bem, sem espinhas, um jogo que começou por correr mal. Na primeira jogada que fez, o Arouca marcou, numa excelente execução do seu avançado. Diz-se agora que o Benfica quase nada fez na 1ª parte, mas deve-se reconhecer que foi quem assumiu as despesas do jogo, teve algumas oportunidades (uma das quais flagrantes) e que portanto o resultado ao intervalo era completamente enganador e injusto.

A 2ª parte porém foi completamente autoritária por parte do Benfica e o jogo poderia ter terminado em goleada. Foi uma excelente resposta dos nossos rapazes, depois de uma tremenda infelicidade como foi o tomar de um golo daquela forma. Saliente-se o bom momento de Lima que voltou a facturar e a trabalhar muito para a equipa. 

Era importante dar esta resposta (vencer e jogar bem) depois do Porto ter ultrapassado dois obstáculos teoricamente difíceis com relativa (ou bastante) facilidade.

Não deixa de ser assinalável a falta de empenho, atitude e agressividade quer do Sporting quer do Braga ao defrontarem o Porto (nesse aspecto reconheçamos que o Boavista foi completamente diferente e por isso mesmo foi o jogo mais difícil deste ciclo). Não vou ao ponto de afirmar que foi deliberado. Não acredito que o Sporting, por exemplo, tenha entrado em campo para facilitar a vida ao Porto. Agora é impossível não constatar e não salientar que a atitude dos jogadores não foi a melhor e que faltou vontade. O mesmo é válido em relação ao Braga. Aparentemente as relações entre os dois clubes são de tal ordem amigáveis que o clube de Salvador tem dificuldade em encarar os jogos com o espírito competitivo que se exige. Mas o que se diz dos jogadores pode-se dizer dos adeptos. O estádio esteve calado praticamente o tempo todo e pouco agressivo em relação aos visitantes e arbitragem. Em suma, tudo foi um passeio para o Porto.

Isto só reforça o que eu dizia há algum tempo atrás: o Benfica não podia contar com deslizes do Porto e tinha que vencer obrigatoriamente os seus jogos. Foi isso que aconteceu nas últimas jornadas e daqui para a frente terá que continuar, nomeadamente já no sábado frente ao Braga. Depois de duas derrotas para o campeonato e a Taça o Benfica e o seu treinador certamente terão aprendido a lição e todos estarão preparado para vencer e fazer uma boa exibição perante o seu público.

Quanto ao que ainda continuam a dizer os Guedes, os Tavares e outros dessa vidinha, não nos podemos esquecer que se tratam de batoteiros, de pessoas intelectualmente desonestas. Há muito que o demonstravam mas agora, face a um cenário no qual a superioridade do Benfica foi por demais evidente e onde ficaram por marcar dois penalties contra o Arouca, tentar apoucar a nossa vitória ou faze-la da dependente da expulsão (justa), desmascarara-os completamente: essa trupe não se queixa do Benfica ser beneficiado, queixa-se de o Benfica não ser prejudicado! É isso que eles queriam, como aconteceu durante 30 anos neste País. As suas declarações e postura relativamente a este fim de semana só demonstram pois que esta gente não pode ser levada a sério. Não merecem comentários, apenas ser ignorados.

terça-feira, 3 de março de 2015

Meia dúzia! O regresso do rolo compressor

O título deste post não tem a ver com um embandeirar em arco: tem a ver com o regresso ao sistema de jogo de 2009/2010.

Isto por uma razão simples, que os especialistas ainda não apontaram: Pizzi não é o substituto de Enzo Perez, Pizzi é o substituto de Aimar.

O Benfica regressou assim a um sistema de apenas um jogador no meio campo defensivo (o Javi Garcia de então é o Samaris de agora), dois pontas de lança (Lima e Jonas em vez de Cardozo e Saviola) e um jogador a fazer a ligação entre o meio campo e o ataque (Pizzi no lugar de Aimar).

Claro que em jogos fora de casa e jogos contra os outros grandes, este sistema será à partida demasiado ofensivo e daí JJ ter optado por André Almeida no jogo de Alvalade. (No dragão havia ainda Enzo).

Nos jogos em casa com adversários "pequenos", Samaris chega e sobra para as encomendas. O jogo com o Braga será um bom teste para perceber até que ponto JJ apostará mesmo nesta solução.


O jogo de sábado foi a prenda ideal em dia de aniversário. Seis golos sem resposta (e mais poderiam ter sido) e uma exibição de luxo, mostraram que o Benfica está de volta, para o que muito contribuiu o regresso de Gaitan. Até Sálvio começou imediatamente a jogar melhor. A jogar assim podemos esperar mais goleadas, sobretudo na Luz. No entanto temos que manter os pés bem assentes no chão e perceber que muitas dificuldades se colocam entre o presente e o desejado futuro da renovação do título.

Entre elas estão sobretudo as deslocações, a começar por Arouca. Já por mais do que uma vez as equipas de Pedro Emanuel nos fizeram perder pontos, pelo que haverá que jogar com grande determinação e objectividade. Acima de tudo podemos contar com vários "autocarros" colocados à frente da baliza.