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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Benfica TV gera preocupação nos adversários

Desde o seu início, este blog assumiu como objectivo fundamental a defesa intransigente dos interesses do Benfica e da verdade desportiva. E assim foi denunciando algumas situações de flagrante atropelo dessa verdade e dos mais elementares princípios de equidade no futebol português.
Uma dessas situações consiste na evidente selectividade com que por regra são apresentados os casos de arbitragem. E mostrámos como isto é importante não apenas para a percepção que se gera na opinião pública mas também para o sistema continuar a favorecer uns e prejudicar outros, cumprindo formalmente com os regulamentos da Liga. Para essa situação durar e se perpetuar, Pinto da Costa soube manter nos media considerável influência (veja-se a predominância dos "estúdios do Porto" da RTP em matéria de futebol, ou o que se passa na TVI - onde já esteve Júlio Magalhães que assumiu o Porto Canal e está Sousa Martins, que apesar de bom profissional é portista - e no seu site "mais futebol", que chega a roçar o anti-benfiquismo).

Nenhuma influência foi porém tão importante como aquela que Pinto da Costa mantém na Sporttv, pois este canal detém há anos os direitos de transmissão da Liga Portuguesa de Futebol e como tal são os seus realizadores e directores quem determina quais os lances são repetidos, quais os mais escrutinados, quais os que são enviados às outras televisões para os resumos.

Pois bem, ao que parece, esta situação que nunca motivou dúvidas ou hesitações aos poderes do futebol português, torna-se, agora que a Benfica TV poderá vir a transmitir os jogos do Benfica, subitamente problemática, como mostra o blog Pinceladas gloriosas que descobriu no site "mais futebol" um artigo em que aparece o ex-árbitro e "especialista" Pedro Henriques a expressar toda a sua preocupação.

O que demonstra que:

1) tinha o Justiça Benfiquista razão quando alertava para os malefícios de deixar nas mãos da Sporttv, sem controle externo, o importante poder das imagens televisivas (um dos factores para a justiça disciplinar e para a classificação dos árbitros);

2) que o ignorar desta questão, como se ela não existisse, não se devia a ela ser irrelevante mas sim ao facto de todos se sentirem confortáveis com o status quo (o sistema);

3) a decisão de cortar com a Olivedesportos e avançar para a exploração dos direitos televisivos na Benfica TV foi a correcta, como demonstram as várias manifestações do sistema, para quem, neste caso concreto, o que não era antes um problema passou a ser apenas porque se anunciou o fim de um monopólio.

Porque, permitam-me que insista neste ponto, se realmente existe um risco das imagens serem "trabalhadas" e "seleccionadas" (que eu considero que existe de facto), como se explica que só agora ele seja referido? Não se colocou o mesmo problema no passado (e coloca no presente)? Quem fiscalizou a Sporttv? Foi Pedro Henriques?

Folgo em verificar que alguns dos problemas para que aqui vamos alertando comecem a ser publicamente debatidos e que se comece finalmente a desmontar as estruturas de viciação da competição em Portugal. Há que continuar, sem dar tréguas, este combate. Só com total transparência, com um escrutínio permanente do trabalho dos árbitros e de todos os poderes do futebol poderá a competição ser justa, íntegra e sem favorecimentos de nenhuma espécie, como todos nós desejamos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cruz dos Santos - especialista em arbitragem PORTUGUESA

Cruz dos Santos é, até ver, uma pessoa idónea, que, não temos razões para pensar de outra forma, diz o que pensa. Eu uso estas ressalvas porque pelo menos desde 2009 que as análises de Cruz dos Santos começaram a ser cada vez mais estranhas e curiosamente sempre desfavoráveis ao Benfica.

No nosso futebol falsificado, começa à segunda-feira o exercício "bater no Benfica". Foi com surpresa que ontem, depois da arbitragem xistremática de Coimbra, vi Dias da Cunha a tentar defender o Benfica. Tentar, porque Guilherme Aguiar não deixou. A partir do momento em que as imagens dos lances duvidosos começaram a passar, Aguiar começou a gritar cada vez mais alto, que não se via se era dentro ou fora, que o árbitro não podia ver, que o Nolito devia ser expulso por agarrar o árbitro...

Depois de levar dos árbitros no fim-de-semana, a partir de segunda começamos a levar dos comentadores. E isto pela simples razão de que são sempre dois contra um.

Durante a semana, o exercício continua. E dele faz parte Cruz dos Santos, um "especialista" em arbitragem e uma figura "insuspeita" ou não escrevesse ele n' "A Bola", "orgão oficial do Benfica" como não se cansam de dizer os seus colunistas Moreira e Sousa Tavares. Que aliás usam as suas crónicas para invariavelmente nos dar pancada...

Seja como for, é importante perceber como funcionam as coisas, quer dizer as análises à arbitragem.

Em primeiro lugar há uma triagem que é feita. Nesta triagem seleccionam-se os lances a analisar. Há uma primeira regra: QUALQUER lance em que exista a MÍNIMA HIPÓTESE do Benfica ter sido beneficiado, entra na selecção (e será escalpelizado ao pormenor). Depois há uma segunda regra: só os lances mais graves e evidentes em que o Benfica possa ter sido prejudicado são seleccionados.

(No jogo com a Académica há pelo menos 4 lances em que potencialmente fomos prejudicados e que são ignorados: a entrada brutal sobre Jardel (aceita-se o amarelo como se aceitava o vermelho por jogo violento), o fora de jogo de 3 metros de Marinho não assinalado (quando um de centimetros de Cardozo o foi) e dois possíveis penalties sobre Nolito.)

Mas cá em Portugal há a triagem de que falei. E feita esta triagem, passa-se à análise.

E então, explora-se o lado da análise do lance que nos é mais desfavorável.

Tome-se o lance de Maxi em Coimbra, o primeiro "penalty". Ponto um: estabelece-se que é falta. Ponto dois: é ou não dentro da área. E depois diz-se que o lance é "duvidoso", que o árbitro "não podia ter a certeza", que "dá a ideia que é dentro". E conclui-se que afinal não nos podemos queixar.

A questão é portanto colocada de forma capciosa e intencionalmente desonesta. A questão não é se a falta é dentro ou fora da área. A questão é se É OU NÃO PENALTY. Toda a gente sabe que há inúmeras faltas e faltinhas que são marcadas a meio campo ou contra os avançados que nunca o seriam se daí resultasse um penalty. Mas isto é tão evidente que eu nem deveria ter que o escrever. No entanto, onde a estupidez ou a desonestidade grassa, temos que constantemente estar a repor a verdade. O lance de Maxi NÃO É PENALTY. Ponto final. Admitia-se uma falta fora da área, embora existam dezenas de lances iguais durante os jogos não sancionados. O que não é, não pode ser nunca, é penalty.

Cruz dos Santos, o especialista, diz esta coisa espantosa, que Guilherme Aguiar também disse ontem: "nem a TV me conseguiu provar se o lance é fora ou dentro da área". Ora, se não conseguiu provar, porque se marca penalty? É que um penalty é, a par da expulsão, a decisão mais gravosa para uma equipa que um árbitro pode assinalar. Assume-se portanto que, em caso de dúvida, se prejudica o Benfica. Que Guilherme Aguiar exulte com esse preceito, compreende-se. Já Cruz dos Santos...

Depois temos o segundo "penalty". Aqui é evidente para todos que Garay joga apenas e só a bola e que depois há um contacto inevitável e o jogador da Académica cai. Aliás, o jogador da Académica de certa forma até se atira para a frente. Isto é de uma evidência absoluta.

Mas Cruz dos Santos não concorda. Para ele "no segundo penalty, o toque na bola não significa ausência de infracção e penso que ela existiu, em arrastamento de pé que provocou derrube do atacante."

Em primeiro lugar, isto é escrito num português muito pouco claro e até indigno de um "decano" do jornalismo. Mas se calhar corresponde ao desejado pois é tão confuso que, nas mentes simples, gera a nebulosa que importa agora criar para se branquear mais uma falsificação no futebol português.

Arrastamento de pé? O que é isso?

O que as imagens mostram é só isto: Garay toca na bola e só na bola. Normalmente diz-se que tem que tocar primeiro na bola. Neste caso, ele só toca mesmo na bola.

Introduzem-se assim novos conceitos, como o do "arrastamento de pé" que, note-se bem, "provocou o derrube". Ora um derrube não se provoca, um derrube faz-se.

O que dizem então as regras do futebol (em que Cruz dos Santos é suposto especialista) sobre livres directos?

Passo a citar:

Um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que, no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, uma das sete faltas seguintes:
  • dar ou tentar dar um pontapé num adversário;
  • passar ou tentar passar uma rasteira a um adversário;
  • saltar sobre um adversário;
  • carregar um adversário;
  • agredir ou tentar agredir um adversário;
  • empurrar um adversário.
  • entrar em tacle contra um adversário
Um pontapé livre directo será igualmente concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das três faltas seguintes:
  • agarrar um adversário;
  • cuspir sobre um adversário;
  • tocar deliberadamente a bola com as mãos (excepto o guarda-redes dentro da sua própria área de grande penalidade).
Ora como Garay não cuspui, não agrediu, não agarrou, não tocou com as mãos na bola, não fez tacle, não empurrou, não saltou sobre e não carregou o adversário, restam duas hipóteses. Pergunto então: Garay deu ou tentou dar um pontapé no adversário? Garay passou ou tentou passar uma rasteira ao adversário?

É evidente que não. Porquê então marcar penalty? E porquê falar num "arrastamento de pé" que "provocou o derrube"?

Cruz dos Santos não é, lamento dizê-lo, um perito em arbitragem. É um perito, isso sim, em arbitragens à portuguesa, que é uma coisa bem diferente.

domingo, 23 de setembro de 2012

Assassinam o futebol

O que se pode dizer?
Falhamos golos? Claro, todas as equipas falham, desde o Barcelona ao Real Madrid. Robben, Higuain e até Ronaldo falham como Cardozo falhou hoje.
O treinador comete erros? Todos cometem, desde Mourinho, a Heinckes, de Capelo a Domingos a Jesus.
Tivemos azar? Tivemos, três bolas aos ferros em 15 minutos não é uma coisa normal.
Juntem esta combinação e apliquem-lhe um Xistra em cima. Ou um Capela. Ou um Proença. Ou um Hugo Miguéis. Ou, nos dias inspirados, um Jorge Sousa.
E está feito.
No fim do ano temos...

Porto campeão.
Há décadas que este filme se repete.

Verdade desportiva? Fair Play? Valores desportivos? O melhor vence no fim?

Talvez noutras paragens. Aqui o filme é outro.

E não vale a pena dizer muito mais. A quente dizemos o que não queremos realmente - ou não devíamos querer.

Só peço uma coisa. Pelo menos não nos tentem fazer de parvos. Roubem, levem os campeonatos, as taças, tudo falsificado. Mas não nos venham dizer que ganham porque são melhores e trabalham mais.

E aos adeptos do Benfica peço também que não se virem contra os nossos jogadores e treinadores. O stress e desgaste que sofrem por arbitragens desta jaez é tremendo.

Os outros, os "campeões" se tivessem que passar pelo que nós passamos durante uma época, o desgaste mental, físico e psicológico, certamente que não cantariam de galo como cantam. Que não andariam aí a rir-se como riem. Ganham com penalties falsificados, com golos em fora de jogo, com oponentes reduzidos a 10 sem razão, com jogadas anuladas aos adversários por foras de jogo inexistentes.

A nós é a inversa.

Ano, após ano, após ano.
Começo a estar cansado de tanta porcaria.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Há 30 anos a fomentar ódio

Podia ser o lema do Porto de Pinto da Costa. Se é verdade que nenhum clube está isento de culpas em termos de episódios de violência ou de faltas de desportivismo, não o é menos que nunhum clube em Portugal tanto tem incitado ao ódio como o clube do Porto, liderado por Pinto da Costa.

Para a generalidade dos clubes, a violência e o ódio aos adversários são derivações ou degenerescências da paixão clubística. Algo que se tenta erradicar definitivamente, sabendo que sempre haverá manifestações episódicas, que cumpre reprimir e trabalhar para erradicar. Para o Porto porém é uma forma de estar na competição - embora seja precisamente o contrário da essência do desporto. Só assim conseguem fomentar em adeptos e jogadores o espírito de vitória a todo o custo que os caracteriza.

Vem isto a propósito dos comentadores do Porto, nomeadamente Guilherme Aguiar e Miguel Guedes nas suas últimas intervenções.

Aguiar, um homem poderoso no futebol que ainda por cima se move nos meandros da UEFA, tem vindo a usar do seu tempo de antena para defender uma pesa pesadíssima para Luisão. Ora, isto vem de um homem cujo clube ainda o ano passado teve um jogador (Belushi) a fazer igual ou pior, num jogo oficial, do campeonato. Que teve Kostadinov a fazer muito pior há uns anos. Que teve Baía, Pinto, Fernando Couto a fazerem 10 vezes pior do que fez Luisão! Que teve Hulk e Sapunaru a fazerem o que fizeram (Sapunaru reincidindo no ano seguinte). Que teve Deco a fazer o que fez - e Deco confessou já no Brasil que atirou a bota ao árbitro - e levou 3 jogos (depois reduzidos para dois).

Como é possível ser tão hipócrita como Guilherme Aguiar? Não ter vergonha disso e aparecer todas as semanas na televisão?

Depois há Miguel Guedes. No "I" de hoje, em resposta à pergunta sobre se o Benfica passará a fase de grupos da Champions, diz que se não passar "será uma calamidade" (o seu clube não passou no ano passado, sendo eliminado pelo Apoel), o que nem se percebe pois financeiramente o Benfica está agora desafogado, continuando por considerar que "a Administração estará confiante na rentabilidade a tempo inteiro de Aimar e Martins", como que agoirando lesões destes dois jogadores, e acabando com a torpe insinuação: (se Luisão não jogar) "o Benfica já demonstrou a sua confiança de sobra em Jardel, insistindo na sua contratação ao Olhanense entre jogos com o clube". Nem uma palavra de boa sorte ao Benfica.

É o mesmo que andou semana após semana a repetir, como o seu antecessor, sobre o qual já nem quero falar, que o Benfica era o clube do regime e continuanado a denegrir um árbitro morto e enterrado há anos.

Que baixeza, que velhacaria. Como é possível que esta gente não tenha vergonha de dizer em público, para milhões, estas coisas? A resposta é simples: para eles vale tudo. Só fomentam, entre os seus e entre os adversários, que naturalmente se indignam e revoltam com tais enormidades, raiva e ódio.

Aos comentadores do Benfica, certamente haverá também que apontar. No entanto o que não existe é um destilar constante de fel (como Guedes) ou de hipocrisia (como Aguiar). (Nesse aspecto, Serrão até é o menos criticável. Diz muitas coisas insultuosas, faz ataques às vezes quase alarves, mas não é torpe como os outros.)
Seara é claramente alguém que tenta ser imparcial (o que face ao fanatismo dos seus colegas, faz dele um mole na defesa do Benfica). Rui Gomes da Silva é provocador e truculento, não faz o meu estilo, mas ainda assim não se compara aos portistas. Gobern é tão ou tão pouco moderado que foi comentador, tendo-se apenas há poucos meses conhecido com certeza a sua preferência clubística.

Isto só para dizer que não somos todos iguais. Felizmente. Espero que possamos ser mais iguais - mas nunca por nos tornarmos como eles! Nesse dia o Benfica que eu conheço deixará de existir. Espero que sejamos mais iguais por aqueles que há 30 anos fomentam o ódio deixem de vez o futebol português, porventura pagando na justiça o muito que andaram fazendo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Setúbal-Benfica - casos de arbitragem

Bastaram duas decisões correctas da equipa de arbitragem favoráveis ao Benfica para o treinador adversário e alguma imprensa tentarem transformar uma grande exibição e uma goleada à antiga do Benfica, num caso de manipulação do resultado por parte do árbitro.
É curioso que quando outros vencem por 3 e 4 bolas o resultado "não mente", "tem que se aceitar", "acaba por ser pesado", etc.
Quando o Benfica vence, ainda que seja por 5-0 como neste caso, temos treinadores adversários a atribuir a total responsabilidade do resultado ao árbitro, como aconteceu ontem com José Mota.

Penso que em todo o jogo há quatro lances nos quais os árbitros foram chamados a tomar decisões importantes.

O primeiro é evidentemente o vermelho a Amoreirinha. Antes do jogo tinha ouvido na Antena 1 a análise de José Nunes dizendo que o Setúbal tentaria de início, com um jogo muito físico, intimidar os jogadores do Benfica. Depois de ver a entrada de Amoreirinha (incompreensível, tratando-se de um jogador formado no Benfica) e ouvir as declarações de José Mota fico com a impressão de que realmente essa era a estratégia do Setúbal. Que obviamente correu mal e ainda bem para o futebol. A entrada é de tesoura, violenta e perigosíssima e não pode merecer qualquer outra sanção senão o cartão vermelho. É um caso em que há uma unanimidade completa até do painel de árbitros d' "O Jogo".

O segundo caso é o da posição de Melgarejo no primeiro golo do Benfica. A linha que se vê na televisão dá a ideia de que Melga estaria uns centimetros adiantado (o corpo, porque o pé está em cima da linha). Dá a ideia mas não dá a certeza absoluta, até porque o exacto momento do passe é quase indeterminável. Nestas circunstâncias (se na TV não temos a certeza então o fiscal em tempo real é impossível) manda a lei que se beneficie quem ataca. Nessa medida a decisão foi correcta.

Há depois dois lances de golos anulados ao Benfica (aos 55 e aos 69 minutos). Em ambos os casos parece-me que a decisão é correcta. No primeiro não há dúvidas, no segundo Nolito está ligeiramente adiantado. Também bem portanto.

O que justifica então as lamúrias e o choradinho do treinador do Setúbal, que veio falar de "grandes e pequenos", de "erros graves da equipa de arbitragem", de o terem "impedido de disputar o jogo" e de "dualidade de critérios"?

Aparentemente, José Mota queria que Luisão fosse expulso por uma falta absolutamente banal a meio campo. Ou seja, para Mota, uma vez que Amoreirinha tinha sido expulso, o árbitro deveria também, à primeira oportunidade, dar um vermelho a um jogador do Benfica.

O mais triste é que Mota tem razão em pensar assim. Ele sabe, de experiência, que muitas vezes é assim. Há árbitros que só precisam de um pretexto para expulsar jogadores do Benfica: Proença, Soares Dias, Capelas... Também já Jorge Sousa anulou (mal) um golo a Luisão em Braga e expulsou Cardozo depois deste ser dupla e cobardemente agredido por Mossoró e Ney, no célebre e triste jogo em que também Vandinho agrediu um treinador adjunto do Benfica (e seu no ano anterior) que tentou apaziguar a situação.

Quando um árbitro aplica as regras e essa aplicação resulta em benefício do Benfica, os adversários sentem-se porém injustiçados. É a força do hábito...
Esta é a realidade. E ela só parece adulterada porque vemos comentadores todas a semanas a tentar manipulá-la e porque há jornalistas que são coniventes com essa manipulação. É o exemplo da RTP que no seu resumo do jogo coloca junta as imagens da expulsão de Amoreirinha com o lance de Luisão como se houvesse alguma comparação entre as duas jogadas, sugerindo essa alegada dualidade de critérios e essa "explicação" para o desfecho do jogo.

Pena é que o Benfica nestas situações não tenha uma política de comunicação mais acutilante que ponha as coisas no seu devido lugar.

Uma palavra final para Jorge Sousa. Já nos prejudicou no passado mas ontem demonstrou coragem ao mostrar o vermelho aos 8 minutos. Duvido que o sistema tenha gostado...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

É oficial - Conselho de Disciplina é uma farsa. Futebol português ferido de morte.

Aconselho a leitura da notícia do "Correio da Manhã" de hoje intitulada 'Amigo do FCPorto trama Filipe Vieira'. A história, relativa às razões da punição de Vieira, coincide com o que já ouvi e vi, nomeadamente noutros blogs amigos.
Em duas palavras: no fim do jogo, Vieira, indignado (e bem) com a expulsão de Cardozo (por bater na relva), dirigiu-se em termos menos próprios a Luis Duque, acusando-o de querer controlar a arbitragem para benefício próprio.
A atitude de Vieira, embora seja contestável do ponto de vista da educação e da etiqueta, não me parece porém passível de um castigo.
SOBRETUDO, se considerarmos isto:

- esta situação aconteceu na mesma noite em que um número grande de marginais ateou um incêndio de grandes proporções no Estádio da Luz. Até agora o Conselho de Disciplina nada fez.
- eu vi e o país inteiro também na altura, um fiscal de linha sair do antigo Estádio das Antas corrido a pontapé por dirigentes do Porto, depois do Benfica ali ter ganho 2-0 em 1991. O árbitro levou ainda uma chapada da mulher de Reinaldo Teles e os dirigentes do Benfica tiveram que deixar o Estádio deitados numa ambulância para fugiu aos adeptos e "guardas" que andavam pelos túneis.
- em 2009/2010, Hulk e Sapunaru distribuiram socos e pontapés pelos túneis da Luz. Hulk foi suspenso por 4 meses mas a Federação considerou que esse castigo era inválido e determinou apenas 3 jogos. Ou seja, para a Federação, o que Vieira fez é mais grave do que o que fez Hulk.
- também em 2009/2010, o Benfica é recebido no Porto à pedrada, com bolas de golfe, galinhas dentro de campo e outras originalidades. Não houve consequências.
- em Novembro de 2011, na mesma altura do caso Vieira/Duque, um jornalista da TVI foi insultado por Pinto da Costa e agredido pelos seus capangas. O Sindicato de Jornalistas pediu "mais coragem aos jornalistas que cobrem o FC Porto" e uma "punição exemplar para Pinto da Costa". Naturalmente nada aconteceu.
- segundo a notícia do CM, a instrutora do processo do processo Vieira/Duque propôs o arquivamento do processo e Duque nunca compareceu na Federação para prestar declarações. O relator porém, um adepto do Porto ligado a Lourenço Pinto, levou adiante o castigo.

Face a tudo isto, defendo que o Benfica deverá ponderar muitíssimo bem o que fazer e terá que tomar medidas absolutamente radicais. Eu penso que está na hora do Benfica, no mínimo dos mínimos, reunir uma Assembleia Geral para, com os seus sócios, deliberar o que fazer. O Benfica não pode continuar a fazer parte da farsa completa que é o futebol português.

Um ano igual ao ano passado, em que a classificação foi completamente falsificada, não pode acontecer. Pela minha parte não excluo nada, nem mesmo a não participação nas provas ditas oficiais, ligas da mentira, organizadas (a palavra certa é manipuladas) por gente sem carácter e sem dignidade. Uma exposição bem fundamentada às instâncias internacionais (que ainda assim também não me merecem muito crédito) é outra possibilidade. Acima de tudo, o meu ponto é este: mais do mesmo não vale a pena. É injusto para os atletas, para os sócios e para os adeptos. Algo - de muito sério - tem que ser feito. O Benfica, o verdadeiro sustento do futebol em Portugal, não pode ser o bombo da festa.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O apagão

Este post estava escrito há muito, mas não o publiquei antes por falta de oportunidade. Aproveito agora o balanço do "Tempo Extra" de ontem (Rui Santos tem ultimamente dito muita coisa) para o fazer.

"Quando o Benfica aqui joga passam-se coisas do outro mundo" - Artur Moraes, após o jogo Braga-Benfica.

Há pouco menos de um ano, o Benfica assistiu ao consagrar do Porto como campeão na Luz. Foi um momento difícil para todos os benfiquistas. O que então alguém fez só serviu porém para nos diminuir. Foi um acto ridículo, que nos rebaixou ao nível de determinados adversários, incompatível com a história do Benfica e dos seus valores. Falo do apagão.

Alguns meses depois, na primeira volta do presente campeonato, passou-se em Braga algo de grave, que permanece por explicar e de que muitos benfiquistas já se esqueceram.

O Benfica vinha de uma grande série (apenas dois empates, em Barcelos e Antas) e estava a entrar muito bem nos jogos, marcando cedo. A vencer em Braga ficaria a faltar apenas a deslocação a Alvalade, das três mais difíceis do campeonato, com toda a segunda volta à frente.
O Benfica entrou muito bem no jogo, pressionando e ameaçando o golo. Veio então o primeiro apagão. Seguiu-se o segundo e o terceiro, para desespero dos nossos atletas. O Benfica viria a empatar o jogo, num remate fraco de Rodrigo que Douglão desviou do alcance de Quim, depois do Braga se ter adiantado, no fim da primeira parte, num penalty muito discutível (daquele tipo de que o Benfica nunca beneficiou este ano) assinalado por...Pedro Proença.

Muitos benfiquistas se indignaram (e bem) com este triste episódio de apagão, assim como com os constantes incentivos gritados pelo speaker através do sistema de som do Estádio, em pleno decurso do jogo. No que os benfiquistas se enganam é quando dizem que nenhum episódio do género aconteceu em Braga, aliás um dos mais modernos estádios portugueses, construído para o Euro 2004.

Ora isso não é verdade, porque um novo episódio deste género  aconteceu, precisamente na jornada passada. Falo do Braga-Porto.

Nesse jogo, que poderia marcar a subida do Braga de novo ao primeiro lugar do campeonato, ainda que à condição e à espera do que faria o Benfica em Alvalade, assistiu-se a um estranho apagão de alguns jogadores do Braga. Falo sobretudo de Hugo Viana.

Contra o Benfica Hugo Viana costuma fazer exibições impressionantes tendo já marcado golos das distâncias e os ângulos mais improváveis. Na anterior jornada, na Luz, não marcara mas colocara a bola de tal forma perigosa que Elderson só teve que encostar. No entanto, contra o Porto Viana a poucos metros da baliza não conseguiu nela acertar. Além do remate, Viana destaca-se pelo passe. Mas curiosamente neste jogo com o Porto o grande passe de ruptura que fez foi o que deu o golo do Porto. São situações que se enquadram num padrão de coincidências que teima em se verificar.

Alan e Mossoró, contra o Benfica também sempre tão perigosos e aguerridos (Mossoró chegou a socar Cardozo por trás, há dois anos, ao passo que Alan acusou Javi Garcia de racismo), também se apagaram contra o Porto. De Alan até se disse que se teria ressentido da lesão e da paragem, tão fraca foi a sua prestação. Leonardo Jardim aliás substituiu-o aos 68m. O que é curioso é que Alan já jogara (e que bem) na Luz, na semana anterior.

Houve um jogador que não se resignou. Tratou-se de Lima. É curioso observar quão diferente foi a sua linguagem corporal de outros jogadores do Braga. Tentou, correu, foi perigoso, exactamente como fez na Luz, onde criou várias ocasiões, uma das quais até talvez parada ilegalmente por Javi Garcia no limite da linha de grande área. E nas antas fez o mesmo, tendo marcado dois golos.

Nas bancadas do Axa o ambiente também foi desde o início sorumbático e resignado, muitíssimo diferente de quando ali joga o Benfica. O próprio speaker esteve estranhamente silencioso durante quase todo o jogo.

No futebol português há muitas coisas estranhas.


Adenda: Temos que dar os parabéns a Pedro Proença pela nomeação para a final da Champions League e desculpá-lo pelo mal que nos fez esta época. Afinal de contas, ele sabia muito bem o que estava a fazer, porquê e para quê... Parabéns também a Platini... Num ano em que fez arbitragens como fez (Braga-Benfica, Benfica-Porto, Nacional-Sporting, Porto-Sporting), Proença está a ser premiado por o quê, exactamente? Platini saberá.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O despertar tardio

Antes tarde do que nunca, costuma dizer-se, mas de facto desta vez os responsáveis benfiquistas acordaram demasiado tarde para a realidade que os árbitros (certamente com cobertura dos poderes dirigentes do futebol) resolveram esta época criar. De facto, muitos benfiquistas há algum tempo que advertiam que se estava a montar um "caldinho". Assim que Jorge Jesus e a equipa facilitaram, os árbitros aproveitaram a deixa. A direcção deveria ter falado quando o Benfica estava em 1º lugar e não apenas quando o título estava praticamente perdido.
Entretanto surgiu Jesus a dizer que sem habilidades o Benfica seria campeão, António Carraça, a dizer que queremos ganhar limpo e ainda João Gabriel a afirmar que o campeonato era um tributo dos árbitros e que não necessitávamos de mudar de treinador mas sim de árbitros.
Entretanto ontem Rui Gomes da Silva afirmou que Fernando Gomes tem que se demitir, pois é o responsável máximo pelo que se passou e não está a actuar de acordo com os pressupostos que motivaram o apoio do Benfica: verdade, seriedade, transparência.
Finalmente hoje Vieira terá, de acordo com o "Correio da Manhã" cancelado a participação da equipa num torneio em Angola, em retaliação pelo jantar, que vários blogs já haviam denunciado, entre Joaquim Oliveira, Pinto da Costa, Miguel Relvas e Fernando Seara após o jogo Benfica-2 Porto-3.
É de facto um jantar estranho e algo inexplicável. Em particular a presença de Fernando Seara. É por estas e outras que Seara nunca chegou nem chegará a um lugar de decisão no Benfica.
Mas em relação ao Ministro, sportinguista e coadjuvado por um chefe de gabinete portista, a sua pasta, embora não organicamente mas na prática, acaba por tutelar o Secretário de Estado do Desporto, pelo que, apesar de não gostarmos, tem direito a jantar com Pinto da Costa. Fica portanto a dúvida sobre se Vieira cancelou a digressão apenas por este jantar ou por outros factos que neste momento não conhecemos.
Seja como for, é evidente a agitação e o desconforto no seio da estrutura benfiquista. A manifestação de indignação vem tarde, porque se tivesse sido atempadamente expressa talvez os árbitros não se atrevessem ao despudor que realizaram até à penúltima jornada do campeonato. De qualquer forma é melhor do que o silêncio, tem sido firme, clara e directa nas denúncias  - e isso merece elogios.
Mas atenção, denunciar, protestar, falar não chega. Há que exigir mudanças. Fernando Gomes tem que sair, diversos árbitros têm que ser irradiados. O Benfica não pode deixar cair o caso Pereira Cristovão. Caso contrário, para o ano todos se farão de sérios, deixar-nos-ão esquecer do que se passou esta época e, quando nos apanharem distraídos, tal como este ano, atacarão de novo.
É preciso um novo começo, partir do zero, com novas caras, total transparência e sem trapaças. Um começo limpo. Caso contrário não vale a pena. Caso contrário o Benfica deveria ponderar medidas extremas. Sem verdade desportiva o futebol em Portugal já cansa.

terça-feira, 10 de abril de 2012

As culpas próprias

A arbitragem de ontem foi apenas mais um capítulo de uma longa história que se vem escrevendo há vários anos.
Há muito que não acredito nos "erros" dos árbitros. Muito menos na sua honorabilidade. A maioria dos árbitros em Portugal não são sérios nem decentes.
Somos um país pequenino nos hábitos e nas mentalidades, onde o favor e a corrupção fazem parte do modo normal de fazer as coisas. O futebol é por regra um submundo sujo e violento onde se passam coisas que a maioria de nós não sonha. Escreverei aqui no futuro algumas das que sei se entretanto a desilusão não me levar a abandonar de vez estas lides.

Vejo futebol há muitos anos e há muitos anos digo que este jogo está viciado. Acreditamos sempre que as coisas vão mudar, mas ano após ano vemos que isso não acontece.

Ainda me lembro do que passou em 1991 quando o Benfica ganhou por 2-0 nas Antas com dois golos de César Brito. Agressões, cuspidelas e a necessidade de homens como Jorge de Brito terem que se refugiar em ambulâncias para sair dali vivos. Lembro-me bem dos Calheiros, dos Guímaros e da agência de viagem Cosmos. Lembro-me de José Pratas ter que fugir dos jogadores do Porto durante longos minutos. Lembro-me da batalha campal em Campomaior.

Uns anos depois é a vez de Hulk, Helton e Sapunaru agredirem a murro e pontapé, pessoas e equipamento no Estádio da Luz, depois de em campo terem perdido sem espinhas. No final ainda foram vítimas e o "túnel da Luz" o culpado. Se fosse ao contrário, nas Antas, não era o segurança que tinha ido parar ao hospital mas os jogadores do Benfica que sairiam de ambulância ou pior.

Entretanto continuaram as poucas-vergonhas com os árbitros, incluindo o caso de um que na véspera do jogo se desloca a casa do presidente do Porto para pedir aconselhamento matrimonial para o pai. Quando a polícia finalmente investigou e as provas foram apresentadas, um juíz tratou de as inutilizar.

Ontem voltámos a ver como as coisas são. Se o campeonato estava praticamente decidido desde sábado, quando Hugo Viana fez o que fez e a sorte mais uma vez protegeu o Porto, ontem ficou entregue. O que se passou em Alvalade tem que ser escalpelizado, porque não foi pouco. Não foi apenas um penalty gritante que TODOS os que assistiam ao jogo viram. Foi muito mais do que isso.

Não deixa porém de ser verdade que a partir do golo do Sporting, com nova intervenção directa e falseadora do árbitro, o Benfica se perdeu e poderia ter sofrido uma derrota bem mais pesada. Importa portanto olhar para dentro e perceber que algo está mal.

Importa analisar as culpas próprias.

Vieira

Há mais de um ano atrás, quando o Benfica perdeu por 5-0 nas antas esperei que alguém na direcção desse a cara, explicasse aos benfiquistas o que se passara e assumisse responsabilidades. Continuo à espera.

Quando, uns meses depois, perdemos as meias-finais da Taça em casa, após sofrer 3 golos em poucos minutos, perdemos as meias-finais da Liga Europa para um clube muito mais pequeno e deixámos o Porto ser campeão invicto e fazer a festa na nossa casa, continuei à espera que alguém assumisse responsabilidades por tamanho fracasso e desilusão.

Quando nesse mesmo jogo fizemos a vergonhosa e patética figura de apagar as luzes e ligar a rega, continuei à espera. A única coisa que ouvi sobre esse caso foi Jesus dizer que não era electricista.

A falta de liderança no Benfica é evidente. A meio da presente época Luis Filipe Vieira deu uma entrevista à RTP. Apresentou-se triunfal, quando nada estava ganho. Comprometeu-se a dar nova entrevista se o Benfica fosse à final da Liga das Campeões... Disse que o Benfica não falava de árbitros...
Desde essa entrevista assistiu-se ao descalabro que se conhece.

Vieira parece ter organizado o Benfica e apetrechado a equipa de muito bons jogadores. Herdou um Benfica muito frágil, depois de Vilarinho o ter salvo da vertigem e possível extinção da era Vale e Azevedo. Foi muito importante na construção do novo Estádio, dos mais modernos do mundo. O Benfica é hoje uma indústria, com um marketing impressionante e uma capacidade de gerar receitas ao nível dos maiores. É mesmo o maior em termos de sócios.

Vieira tem portanto méritos que têm que ser reconhecidos.

No entanto Vieira está a cometer erros que voltam a ameaçar o Benfica com o espectro da instabilidade e do desânimo. Vieira, para além de ser conivente e até parte do sistema, ao apoiar as estruturas que gerem o futebol português, a começar por Fernando Gomes (quando Fernando Seara se disponibilizara para concorrer à FPF), não tem capacidade de liderança para conduzir a equipa às vitórias.

Esse problema não parece ser resolúvel com o tempo e a experiência. Vieira está aliás há muitos anos no Benfica e já teria tido tempo de aprender se estas coisas se aprendessem.

O problema é porém o da alternativa. Enquanto não se perfilar alguém com a necessária fibra, coragem, frieza e visão para o lugar, um verdadeiro benfiquista que conheça e sinta os valores do clube, teremos que continuar com Vieira.

Sobre Jesus falarei de seguida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Acabou

Honestamente, sinto-me a viver numa realidade paralela. Provavelmente sou eu o louco.
Mas... QUEM NÃO VIU O PENALTY SOBRE GAITAN?
ALGUÉM NÃO O VIU?
Pergunto-me?
E volto a perguntar: houve alguém - NAS BANCADAS E NA TELEVISÃO - que não visse o penalty sobre Gaitan?
Passemos adiante, pois o Benfica continuou a jogar bem e a dominar totalmente o jogo.
Chegamos então ao lance do penalty contra o Benfica. Eu volto a dizer: provavelmente sou eu o louco. Devo sê-lo seguramente para continuar a perder tempo com um jogo tão alarvemente viciado como é o futebol em Portugal, mas... penalty?
Penalty? Luisão TOCOU no pescoço de Wolksvinkel!
Uma entrada a varrer dá canto e um toque no pescoço dá um golo?
Não me interessa discutir mais nada das incidências seguintes, nem sequer o agarrão de Ismailov da camisola de Luisão na área com o árbitro a olhar. Muito menos as oportunidades de golo, que de facto o Sporting teve em número superior.
A mim só me interessam jogos que são sérios ou que pelo menos têm a aparência de o ser. O penalty sobre Gaitan é absolutamente escandaloso não ser marcado. É um ultrage à aparência de verdade desportiva que nos querem continuar a vender. Como o é o ser marcado penalty contra o Benfica no lance de Luisão.

O campeonato acabou hoje.
O clube que nós sabemos ganhou-o. Como antigamente. Sem vergonha. Aliás este ano ultrapassou-se tudo.

Comigo deixam de contar para alimentar esta fantochada. O Benfica deveria ter a mesma atitude e dar um murro na mesa. Mas um murro que a partisse.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

João Gobern demitido da RTP

Mais do que uma vez já assinalei que o panorama comentarístico das televisões portuguesas é altamente desfavorável ao Benfica. Num país em que a maioria é benfiquista isto não deixa de causar estranheza. Parece existir uma reverência profunda da maioria dos comentaristas ditos independentes face ao Porto e ao seu presidente, ao passo que nos programas de adeptos (Benfica, Porto, Sporting) é sempre "dois contra um". Assim, nestes últimos (Trio d'ataque, Jogo Falado e Prolongamento) quando se trata de lances de dúvida em que o Benfica foi potencialmente prejudicado, nunca houve falta, os jogadores do Benfica fizeram teatro ou "deixaram-se cair". Em suma, trataram-se de "lances normais de futebol". Na inversa há sempre penalty e os jogadores do Benfica deveriam ter sido expulsos. Como são "dois contra um" e, em dois dos três programas, os comentadores do Benfica são moderados, reconhecendo (ao invés dos seus colegas) os lances nos quais o Benfica é beneficiado, fica sempre a ideia de que o Benfica é auxiliado pelas arbitragens.

Isto num ano em que Cardozo, que passa os jogos a sofrer faltas, por vezes no limite da agressão, como é o caso das cotoveladas, foi expulso duas vezes. Uma vez por "agredir" a relva (contra o Sporting, num jogo decisivo sublinhe-se), outra por saltar por cima de um guarda-redes que se lançou às suas pernas.

Isto num ano em que Aimar é expulso (noutro jogo decisivo e curiosamente pelo mesmo árbitro que expulsou Cardozo contra o Sporting) por ter feito menos que Toy, que entrou de sola à virilha de Javi Garcia e nem amarelo viu.

Isto num ano em que, noutro jogo ainda mais decisivo que os anteriores, tivemos novamente um jogador expulso (Emerson) depois de ter feito duas faltas absolutamente insignificantes, ao passo que Djalma e Álvaro Pereira fizeram entradas assassinas e viram apenas o amarelo e Janko, recordista de faltas que conseguiu ainda lesionar Garay, nem isso. Para culminar sofremos um golo que nos tirou o comando do campeonato em claro fora-de-jogo.

Há muito mais casos - o penalty sobre Aimar em Coimbra por exemplo - mas não vale a pena continuar. Para a análise ser completa teria que referir ainda o que se passou em muitos jogos do Porto e não o quero agora fazer.

Vem tudo isto a propósito de João Gobern, acabado de demitir pela RTP.
O programa em que participava (Zona Mista) não se enquadrava na categoria de "adeptos" mas sim entre os que se pretendem "isentos". Nesse sentido, é natural que os comentadores se abstenham de demonstrações clubísticas. A questão é que eu vi o programa (na sua segunda edição ou seja, em repetição) e não me apercebi da manifestação de regozijo (levantar do braço) de Gobern quando o Benfica marcou o segundo golo contra o Braga. Curiosamente, apercebi-me de que o repórter RTP que estava num café de Braga e entrou em directo durante o programa logo a seguir ao golo do empate não disfarçava o seu contentamento, sublinhando que a atmosfera tinha "melhorado" muito. Quando uns minutos depois se fez novo directo de Braga já com o jogo terminado, o mesmo repórter parecia abatido. Disse ainda, quando um adepto do Benfica lhe colocou um cachecol nos ombros (que o jornalista imediatamente tirou), que aquele não era o seu clube, tendo depois, apercebendo-se do que dissera, corrigido para "nem aquele nem nenhum enquanto trabalhava". O seu anti-benfiquismo já tinha porém ficado bem patente. Agora pergunto-me eu: se este repórter representa a Televisão estatal e se João Gobern se representa apenas a si próprio, qual das duas acções foi mais "grave"? E quem foi demitido?
João Gobern era para mim dos poucos comentadores que não prestava vassalagem ao clube do norte. Naturalmente acabou demitido à primeira oportunidade.

PS - já se apurou cabalmente o (último) episódio de agressão a um jornalista (desta vez da TVI) perpetrado por agentes do Porto, após Pinto da Costa o ter insultado?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma semana de blog

Faz hoje uma semana que aqui comecei a publicar.
O blog Justiça Benfiquista surgiu da necessidade que tinha de trazer alguma racionalidade à minha (nossa) paixão benfiquista e de partilhar algumas reflexões após - e entre - os jogos. O facto de, sobretudo quando o Benfica tem momentos menos bons durante a época, sermos atacados por um sistema de poder instalado no futebol português, foi outra das razões impusionadoras. Semana após semana, assistimos a um ataque sem quartel ao Benfica nos programas de comentário. O anti-benfiquismo primário de comentadores como Dias Ferreira, Guilherme Aguiar ou Miguel Guedes, raramente devidamente contrariado pelos comentadores do Benfica (Fernando Seara é demasiado brando e por vezes até influenciável e Rui Gomes da Silva tem um estilo demasiado agressivo e por vezes perde a razão), é parte desse sistema, uma vez que cria a convicção de que o Benfica é constantemente ajudado pelas arbitragens, quando o contrário é muito mais verdadeiro. Por outro lado, o verdadeiro beneficiado, o Porto, passa incólume, face à sanha anti-benfiquista dos sportinguistas, que têm sido objectivamente aliados daquele clube do Norte.
O post inicial do blog foi assim chamado de "Em defesa do Benfica". Sem querer fazer da arbitragem e dos factores extra-futebol o centro dos meus posts não deixarei porém de analisar aqueles elementos enquanto se mantiverem situações de gritantes injustiças de que o castigo de Aimar é apenas o mais recente exemplo.

Veio jogo com o Chelsea na Luz que comentei, tendo-me depois debruçado sobre a questão Emerson.
O ciclo de jogos que então se iniciou foi o objecto do post seguinte. Após reflexões sobre o fenómeno do futebol e o que nos leva a dedicar-lhe tanto tempo das nossas vidas e sobre o momento da época benfiquista, analisei o jogo com o Braga, os destaques e fiz uma recensão do que a imprensa desportiva dele escreveu.
Por fim escrevi um artigo sobre as expectativas para quarta-feira.
O blog está ainda numa fase inicial, quase experimental, na qual algumas das funcionalidades ainda não estão totalmente operacionais. De qualquer forma queria agradecer as visitas e encorajar comentários para que este seja também um fórum de troca de impressões e experiências. Os comentários são abertos, não sendo necessário fazer qualquer registo para o efeito.
Finalmente queria assinalar que o Justiça Benfiquista está desde hoje nos motores de busca,  aparecendo vários resultados no google.com. Também por isso os meus fortes agradecimentos a todos os que já visitaram o blog e o acompanham regularmente.

terça-feira, 27 de março de 2012

Em defesa do Benfica

O Benfica é, todos o sabem, o maior clube português em termos de adeptos. É mesmo, sem exagero, um dos maiores clubes mundiais, face à projeção que lhe dão não apenas os portugueses da Diáspora (EUA, Canadá, França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo) mas também os seus adeptos nos países de Língua Portuguesa, sobretudo em Angola, Moçambique, Cabo Verde e até Timor-Leste.
Nesta medida, o Benfica não deveria precisar de "defesa".
No entanto, olhando para o que se passa no mundo do futebol (e o que gravita à sua volta) em Portugal, percebemos que o Benfica está a ser vítima de, à falta de melhor expressão, um sistema de poder que prejudica grave e continuadamente os seus interesses desportivos e mesmo financeiros.

Este sistema tem um rosto - Pinto da Costa - e muitas ramificações. Há um poder visível e um poder oculto.

Para além de um adversário que, além de méritos próprios e desportivos indiscutíveis, conta com muitas ajudas (o FCP), o Benfica tem ainda que enfrentar uma oposição feroz de um clube menorizado e depauperado mas ainda assim de grande expressão nacional (o SCP), de um clube em ascensão (o SCB) e, mais inexplicavelmente, da grande maioria da imprensa e da opinião falada e escrita. Isto claro para não falar da arbitragem e de outros poderes, nomeadamente o disciplinar, do futebol português.

É muita coisa e justifica plenamente - exige mesmo - que os benfiquistas se unam, primeiro para denunciar e depois para desmontar, de uma vez por todas, este sistema de poder iníquo que tanto tem prejudicado o seu, o nosso, clube.

Este fórum servirá assim para identificar estes diferentes poderes instalados, para os expor, não se cansando de apontar, com isenção, as instâncias em que somos prejudicados, comparando-as com as raras em que somos beneficiados.

É minha esperança que um dia a desinformação seja derrotada pela verdade e que possamos finalmente ter um campeonato justo, sem coação, sem corrupção, sem manobras de bastidores, em que o melhor será o vencedor. E  quando não formos os melhores aceitaremos esse facto com desportivismo.

Porque sempre foi esse o lema benfiquista e sempre esse o nosso desejo. Não queremos ajudas, não queremos batota, não queremos falsificações. Queremos tão só que as vitórias se conquistem em campo, sem que os árbitros desempenhem o factor de desempate.