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terça-feira, 9 de julho de 2013

Será muito difícil substituir Cardozo

Retirado do site da UEFA, Liga Europa.


Cardozo tem uma característica rara e preciosa no futebol: marca golos. Muitos golos, de várias formas. Tem o golo nos pés como se costuma dizer.

Os goleadores são raros no futebol e por isso são muito caros. A ideia de que qualquer um marca desde que lá esteja não é verdadeira e a experiência já múltiplas vezes o demonstrou.

Por regra, as equipas de topo têm um grande goleador. O Sporting nas únicas duas vezes em que foi campeão nos últimos anos teve dois goleadores: Acosta e Jardel. O Porto nos últimos 3 anos teve Falcao, Hulk (muito à custa de penalties, é certo) e Jackson. 

O Benfica tem tido Cardozo e por isso venceu em 2010 e esteve muito perto de vencer nas últimas duas épocas. Se chegámos à final da Liga Europa devemo-lo em grande medida a Cardozo que marcou em todas as eliminatórias. E se a perdemos devemo-lo a Torres que do nada criou o golo que nos colocou em desvantagem e inverteu a tendência do jogo que até aí nos era favorável.

O Benfica tem ainda Lima, tem Rodrigo e tem os sérvios que me parecem bons jogadores. Mas para além de Lima nenhum deles me parece um goleador nato. E nenhum deles, incluindo Lima, tem as características de Cardozo.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tragam essa Taça!

Força benfiquistas.

Sofri muito sábado, mas também senti desde então um tremendo conforto e força de todos os benfiquistas que sofreram como eu e tiveram a força para conseguir encaixar o embate e levantar-se. Para jogar de novo, para tentar encaminhar uma época que tem sido tão espantosa para o desfecho que merecemos.

O medo é natural e humano, mas a capacidade de não ceder ao medo é a virtude que se chama de coragem. O sofrer e sentir a desilusão também são humanos - a tentação de desistir paira - mas a capacidade de nos erguermos de novo e enfrentar novo desafio, não cedendo ao desânimo, constituem a temperança e a fé.

Isso tenho sentido por parte de todos os benfiquistas, que vejo acreditarem na equipa apesar das adversidades.

Todos sabemos que o Chelsea é uma potência do futebol, que é favorito, que é o Campeão Europeu. Ainda assim acreditamos que é possível vencer.

Entre Chelsea e Benfica só um poderá vencer depois de amanhã. Tenho esperança de que seremos nós. Independentemente do resultado estarei com o Benfica antes, durante e após o jogo.

Este é um momento singular na história de um clube. Esta é uma grande final, entre dois clubes com uma grande história - uma mais antiga e outra mais recente - nas competições europeias. O Benfica é bicampeão europeu, títulos alcançados em 61 e 62, venceu a Taça Latina em 1950 e esteve em mais 5 finais da Taça dos Campeões (63, 65, 68, 88 e 90) e uma final da Taça UEFA (82). O Chelsea é campeão europeu em título (2012), venceu duas Taças das Taças (71 e 98) e esteve na final de 2008 ganha pelo Manchester United.

Estamos onde estamos por mérito próprio, sem ajudas nem favores de ninguém. Conseguimos dar a volta à eliminatória das meias finais na qual tivemos dois penalties contra. Eliminámos o Bayer Leverkusen, 3º classificado da Alemanha a seguir aos actuais dois finalistas da Champions, com vitórias nos dois jogos. Eliminámos o Bordéus e o Newcastle.

23 anos depois voltamos a estar numa final por mérito próprio. Isso está adquirido e ninguém nos pode tirar. Falta agora o passo seguinte: vencer o jogo e trazer o troféu.

Força Jorge Jesus, força atletas do Benfica. Vocês conseguem.

Tragam essa Taça!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Semana histórica

O Benfica está à beira de uma das melhores épocas de sempre.

No cenário de sonho, vencendo as 3 finais que faltam (Porto, Amsterdão e Jamor), o Benfica consegue o que NUNCA conseguiu até hoje na sua história: juntar à "dobradinha" um título europeu.

Estamos à beira de fazer história. Conseguimos estar nesta posição, que é obviamente extremamente difícil, graças a um grande trabalho e um imenso mérito, mas é também um facto que ainda nada está ganho.

Nos próximos 8 dias porém dois títulos poderão estar conquistados! É para esse cenário que os jogadores têm agora que olhar. Com excepção do gigantesco Bayern de Munique (que inclusivamente já garantiu o campeonato alemão), nenhum outro clube europeu está nesta posição!

O Benfica tem sido consistentemente a melhor equipa do Campeonato, com alguma superioridade sobre o Porto. Essa superioridade não se refletirá totalmente na classificação (onde a questão poderia já estar resolvida não fossem factores estranhos ao normal desenrolar das provas desportivas e não será uma "capelada" que branqueará tais factores) mas ainda assim o Benfica parte em vantagem para o estádio das antas ou "dragão". Esta é a realidade.

Não acredito em "pernas de gelatina" dos nossos jogadores. Em diversos ambientes e em diversos estádios, eles mostraram já este ano que podem figurar na galeria dos melhores. Têm dois jogos para o provar. Eu acredito e, mais importante do que isso, Jorge Jesus e jogadores também. Eles sabem o que têm que fazer para às 22.23 h de dia 11 de Maio de 2013 serem campeões nacionais. Depois virá a final da Liga Europa onde, com a motivação que confere um título já garantido, tudo será possível.

Sei que alguns dos nossos jogadores estão bastante desgastados. Mas atenção: faltam agora 180 e poucos minutos de intensidade futebolística máxima. Depois disso ficam a faltar apenas dois jogos, de menor grau de dificuldade, com Moreirense e Guimarães, para a época acabar. Certamente que com mais ou menos cansaço e sacrifício os nossos jogadores serão capazes de dar tudo nestas 3 horas que faltam, sabendo que podem no decurso desse tempo garantir dois títulos maiores.

Estamos à beira de fazer história. Como é possível não acreditar agora?


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Para falar de (mais) coisas boas

Para além da grande alegria que o Benfica nos proporcionou desportivamente, há alguns outros aspetos que merecem ser destacados e que são notas positivas para o futuro. O futebol - nunca é demais recordá-lo - é um jogo e uma festa, apesar das emoções exacerbadas e por vezes excessivas. Há valores desportivos que devem sempre estar num plano superior ao do ganhar e perder. Porque todos ganham e perdem, em diferentes momentos, e porque há uma ética que faz parte da cultura desportiva que nunca deve ser esquecida. Nessa medida, queria destacar antes de mais o comportamento praticamente exemplar de todos os espectadores, de ambos os clubes, na noite de ontem. Para além de alguns desentendimentos, perfeitamente compreensíveis, entre uma franja de adeptos turcos que se encontrava entre os sócios benfiquistas aquando do golo do Fenerbahçe, que não passaram disso mesmo e se explicam pelas circunstâncias do mesmo, houve respeito mútuo e salutar desportivismo. Destaco dois momentos: o aplauso de todo o Estádio aquando da lesão do jogador turco e o aplauso mútuo entre adeptos benfiquistas e turcos, quando os da casa saíram e se despediram dos visitantes. Foi realmente bonito. Para além disso, os apoiantes do Fenerbahçe devem ser elogiados pela claque que trouxeram à Luz, muito impressionante. Só que a noite era do Benfica e os ruidosos turcos foram completamente abafados e submergidos pelo inferno... Penso também que deve ser registado o comportamento dos sportinguistas. Muitos me deram os parabéns e muitos me disseram que torceram pelo Benfica. Também já o seu presidente felicitou Luis Filipe Vieira. O futebol deve ser isto e o Sporting deve seguir este caminho: afirmar-se, defender os seus interesses, rivalizar com o Benfica, mas nunca se deixar instrumentalizar num anti-benfiquismo de quem não vê mais do que um palmo à frente do nariz. Finalmente, apesar do Estádio não ter enchido, o ambiente foi fenomenal e as coreografias lindíssimas. Quem ainda não viu as fotos que aqui publiquei não deixe de clicar neste link.

Benfica-Fenerbahçe - reportagem

Antes do início da partida.
Durante o hino do Benfica.
A coreografia que recordava a final de Amsterdão de 1962 e  assinalava a coincidência de datas (2 de Maio), antevendo nova presença naquela cidade holandesa.
Nova imagem do pano que desceu do topo sul. Nas restantes bancadas viam-se as estrelas da Liga Europa.
Adeptos começam a festa.
A equipa agradece o apoio e comemora a passagem à final.
Claques também participaram das coreografias.
No fim voltou-se a cantar o hino do Benfica.
Impressionante jornada benfiquista. Tinha aqui pedido um Estádio cheio para criar o ambiente de que precisávamos. A lotação não esgotou - estiveram 55.000 pessoas na Luz - mas os benfiquistas que marcaram presença criaram um verdadeiro inferno para a equipa turca e carregaram a nossa equipa ao colo para Amsterdão. Naquela segunda parte as pernas dos nossos jogadores correram ao ritmo do clamor das bancadas, esquecendo todo o cansaço e desgaste. No fim do jogo era evidente a alegria dos jogadores e o reconhecimento aos adeptos pelo imprescindível apoio. A volta dada ao campo testemunhou isso mesmo, bem como a grande união entre jogadores e sócios e simpatizantes. Quase cheguei a ter pena dos turcos, dado o evidente desnorte que sentiram face àquele ambiente. Vinham com esperanças e trouxeram muitos adeptos mas de facto não tiveram qualquer hipótese. Talvez tenha ainda oportunidade de fazer uma análise um pouco mais detalhada do jogo e publicar mais algumas fotos. Por agora ficam estas imagens e notas quase soltas de uma grande noite europeia que marca o regresso do Benfica a um lugar que lhe é natural. Parabéns a todos os benfiquistas que ontem estiveram na Luz. Sem eles não teria sido possível dar a volta ao jogo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Oportunidade única

O Benfica tem este ano uma oportunidade única de, pelo menos, estar na final da Liga Europa.
O adversário é forte mas acessível, o resultado a meio da eliminatória é desfavorável mas reversível. Jogamos em casa.
A presença na final da Liga Europa não é equivalente à presença na final da Liga dos Campeões, mas temos que ter o bom senso de reconhecer que com colossos como o Bayern de Munique, que reduziu a  pó o super-Barcelona, ou o Dortmund, que fez do Real de Mourinho uma equipa vulgar na 1ª mão, já para não falar de Manchester United e outros, será sempre muito difícil ao Benfica conseguir alcançar o topo do futebol europeu. Difícil, claro está, não equivale a impossível. Mas até por isso é importante conseguirmo-nos afirmar nesta competição que antigamente se chamava Taça UEFA e que, depois também de extinta a Taça dos Vencedores das Taças, se transformou em Liga Europa.

De alguma forma é positivo que este jogo esteja a ser encarado com alguma "normalidade" por adeptos e imprensa. É sinal de que o Benfica está bem, está forte e que não constitui uma surpresa por aí além estar onde está: a um jogo da final.

Ainda assim, esse jogo tem que ser um grande jogo, com um grande futebol por parte da nossa equipa, com um tremendo apoio das bancadas.

Daí eu renovar o apelo já feito por jogadores e Jorge Jesus: TODOS À LUZ! Quem é benfiquista e reside na área de Lisboa e ainda não comprou bilhete, não é tarde! Não fiquem no sofá a olhar para a televisão. Esta é uma oportunidade única! Tragam os vossos amigos, os vossos pais, os vossos filhos. Ainda há bilhetes. O Benfica precisa de todos. Vamos ajudar a equipa a chegar à final de Amsterdão. 

A época de sonho está agora ao nosso alcance! Ajudem a nossa equipa a tornar esta noite mais uma jornada inesquecível para o Benfica.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Benfica-Fenerbahçe - regresso à Europa

O Benfica venceu ontem o Marítimo, num jogo em que todos viram e perceberam o que se passou, não valendo a pena grandes análises. Vitória indiscutível e o campeonato quase conquistado: com alguma fortuna poderia até ser já na próxima semana. Ainda que assim não aconteça, ou seja, mesmo que o Porto vença o Nacional, a vitória sobre o Estoril significa um ponto final nas dúvidas, ficando apenas a faltar a confirmação "matemática". Mas sobre isso teremos ainda tempo de falar.

Agora é altura de apontar baterias à Liga Europa.

O Benfica foi grande na Europa nos anos 60, alcançando finais, conquistando títulos e granjeando prestígio e respeito a nível mundial.

A década seguinte não foi positiva a este nível mas nos anos 80 o Benfica volta à ribalta: a uma meia final da Taça das Taças em 80/81 segue-se uma final da Taça UEFA em 82/83 e uma final da Taça dos Campeões em 87/88. Depois de empatar a 0, o Benfica recebeu e venceu o Dínamo de Bucareste por 2-0 com dois golos de cabeça de Rui Águas. Foi o regresso à final da Taça dos Campeões 20 anos depois. Infelizmente, o Benfica perderia essa final por penalties contra o PSV Eindhoven.
Dois anos depois, o Benfica estava numa nova final. Foi a célebre meia final da mão de Vata (ainda hoje o jogador diz que meteu o peito). Depois de perder 2-1 em Marselha, contra uma equipa fortíssima onde pontificava Papin, o Benfica vence por 1-0 em casa, com o golo já referido a surgir perto do fim do jogo. Também essa final não seria feliz para o Benfica, tendo sido batido pelo grande Milão (campeão em título) de... Maldini, Costacurta, Baresi, Ancelotti, Rijkaard, Van Basten e Gullit por apenas 1-0, com o golo a surgir já na fase final do jogo. Note-se que este Milão tinha vencido no ano anterior a mesma Taça, batendo na final o Dínamo de Bucareste por 4-0 (2 de Gullit, 2 de Van Basten), tendo nas meias finais atropelado o Real Madrid: depois de um empate a 1 na primeira mão, os italianos deram 5-0 aos espanhóis em San Siro. E uma outra equipa do Milão, já sem quase todos os jogadores que defrontaram o Benfica, viria, apenas 4 anos depois, a vencer nova Taça, desta vez goleando o Barcelona por 4-0.

Com equipas relativamente medianas, o Benfica conseguia portanto proezas surpreendentes, embora perdendo as finais. Era porém difícil fazer melhor.

Em 1993/94, o Benfica está a um passo de nova final, desta vez da Taça das Taças. Na equipa pontifica Rui Costa, mas há vários jogadores já demasiado veteranos: Mozer com quase 34, Isaías com 30 e Veloso, que é titular na 1ª mão, com 37 anos! Na primeira mão na Luz o Benfica vence por 2-1 e na segunda sofre o golo da eliminação aos 77'.

Finalmente em 2010/11, aconteceu algo de muito infeliz e doloroso para o Benfica, com a eliminação nas meias finais frente ao Braga. Também nessa ocasião o Benfica jogou primeiro em casa e venceu por 2-1, tendo depois na 2ª mão jogado em Braga e perdido por 1-0. Foi uma eliminatória "esquisita", no meio de uma época para esquecer, em que o Braga pode agradecer a todos os santinhos ter passado, pois o azar do Benfica foi quase inacreditável. Como é sabido, o Porto viria a bater o Braga na final, com um golo de Falcao em fora de jogo.

Ou seja, dois anos depois o Benfica tem uma nova oportunidade de estar presente numa final europeia, algo que não acontece há 23 anos.

Nessa ocasião, tal como dois anos antes, o Benfica resolveu a eliminatória na 2ª mão no Estádio da Luz, uma vez vencendo por 2-0, na outra por 1-0. Já nas meias-finais perdidas, contra o Parma e o Braga (nomes curiosamente parecidos), a 1ª mão jogou-se na Luz. Esperemos que isto sejam bons augúrios, uma vez que iremos novamente e pela terceira vez em 25 anos enfrentar o jogo decisivo da eliminatória em nossa casa.

Depois de um ensaio, chegou agora a hora de recriar o verdadeiro inferno da Luz.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Força Campeões

Estes atletas do Benfica são campeões e vão-no demonstrar hoje na Madeira vencendo o Marítimo.
Este é o momento da VERDADE, esta é a semana das decisões.
Em Portugal existe há 30 anos um ambiente de mentira, de corrupção, de batota e de compadrio, cujas ramificações não conhecemos ainda senão superficialmente.

Depois de uma vitória indiscutível sobre o Sporting, num contexto de enorme, extrema pressão, por não existir margem de erro, por todos nos fazerem crer - e nós próprios já acreditarmos nisso - que para o Benfica ser campeão precisa não de ter mais um ponto do que o Porto mas sim 4!

Sim, nesta farsa portuguesa, que Gil Vicente se fosse vivo parodiaria e desmascararia, chamada futebol português, todos aceitam que se o Porto "precisar" vencerá mesmo o Benfica, apesar de todos reconhecerem que o Benfica é melhor, joga melhor, tem mais soluções, tem mais futebol e mais classe.

Todos dão como adquirido que se o Benfica tiver menos de 4 pontos de vantagem ao visitar o "dragão" já não conseguirá ser campeão, pois com bolas de golfe, com pedradas, com insultos, com batota, com arbitragem, (com doping?) o Porto derrotará o Benfica e será novamente campeão.

Nada interessa que o Porto tenha que ir a Paços de Ferreira na última jornada, defrontar o clube que é a sensação da prova e está 4 pontos à frente do Braga, enquanto o Benfica defrontará em casa o Moreirense.

Nada disso conta, porque se o Porto "precisar" ganhará mesmo, custe o que custar.

Hoje não haverá desculpas, não recorreremos a nenhuma desculpa pois juntos, com grande apoio dos nossos adeptos da Madeira daremos a primeira de várias bofetadas de luva branca num clube confessadamente batoteiro e absolutamente descarado e desavergonhado. Depois de ganhar anos a fio com favores de arbitragem COMPROVADOS, com CORRUPÇÃO DEMONSTRADA POR PROVAS INDESMENTÍVEIS, este clube lança um ataque absolutamente despudorado com a cobertura e a boleia de grande parte da comunicação social, aos árbitros, tentando uma vez mais e PERANTE A COMPLACÊNCIA DE TODO O PAÍS, condicioná-los e vencer através da batota e da adulteração da verdade desportiva.

Não passarão!

O Benfica vai vencer esta noite na Madeira. O Benfica vai ser Campeão com todo o mérito.

Os nossos atletas já são Campeões em espírito pela forma como resistiram a tudo a esta época, durante estes longos meses de ataques, de chicana, de pressão, de aldrabices.

Neste próximo mês, com o nosso apoio e confiança, conquistarão títulos de direito, dentro do campo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Benfica-Fenerbahçe com segunda mão na Luz

Não calhou o Chelsea, como eu gostaria, não calhou o Basileia, que seria a deslocação mais conveniente. Calhou quem o sorteio ditou: os turcos. Há que jogar para tentar ultrapassá-los e nada mais.
É evidente que o Benfica tem uma grande probabilidade de, pela primeira vez em muitos anos, estar novamente numa final europeia. Merecemos esta oportunidade e vamos fazer tudo para estar na final de Amsterdão.
O Fenerbahçe eliminou o Bate Borisov, da Bielorússia, o Plzen, da República Checa e a Lázio. O Plzen por sua vez tinha eliminado o Nápoles, que muitos olhavam como potencia favorita com um total de 5-0 (!) nas duas mãos, ao passo que a Lázio tinha eliminado duas equipas alemãs: o Monchengladbach e Estugarda.
Isto serve, para além de mostrar o percurso da equipa, apenas para recordar o óbvio: não há equipas que cheguem a umas meias finais por acaso, pelo que só um Benfica a jogar ao seu melhor nível poderá superar este último obstáculo, este adversário de valor, para poder estar em Amsterdão.
Aconselho todos a comprarem atempadamente os bilhetes para o jogo na Luz: dia 2 de Maio.
Recordo que o calendário completo do Benfica até ao fim da época pode ser consultado neste blog, aqui.

Venha o Chelsea!

Glória nos quartos de final em Newcastle. Nem um ambiente infernal, nem um golo de sorte do adversário na pior altura possível, nem manifesto azar na concretização, nem habilidades de um árbitro que permitiu mais do que devia ao adversário impediram o Benfica de passar a eliminatória, com mérito absoluto.
Para mim venha desde já o Chelsea, certamente a equipa mais forte (é só o campeão europeu...) que podemos enfrentar na competição. Assim resolvemos já o assunto e, caso passemos, temos tudo para conquistar a Liga Europa.
Parabéns a Jorge Jesus e aos bravos que estiveram em campo!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aos vossos lugares...



Um resultado que permita ao Benfica a passagem às meias finais da Liga Europa, equivalerá à ponta final de época mais excitante dos últimos anos e certamente uma das mais importantes da história do Benfica.
As possibilidades de conquistar três troféus maiores (os dois mais importantes a nível nacional e o segundo mais importante a nível europeu) serão bem reais, não há como o negar.
Isto não equivale a embandeirar em arco. As duas últimas épocas mostraram bem como nada está conquistado antes do fim, como qualquer desatenção, qualquer displicência, qualquer sentimento de que o mais difícil já está feito podem ser fatais.
Há dois anos estávamos em duas meias finais, numa posição privilegiada. Na Taça tínhamos ganho 2-0 nas antas, na Liga Europa tínhamos batido o Braga em casa por 2-1. O campeonato, esse já estava perdido, restando o orgulho de não deixar o adversário fazer a festa em nossa casa. Perdemos tudo. Com infelicidade fomos afastados da final da Liga Europa perdendo1-0 em Braga, com um golo fora de jogo e um adormecimento no jogo fomos afastados da final da Taça perdendo 3-1 em casa, com um auto-golo de Roberto deixámos o adversário celebrar o campeonato (invicto) em nossa casa.
No ano passado, ainda a curar estas feridas, conseguimos uma importante vantagem de 5 pontos à entrada para a segunda volta. Com arbitragens miseráveis e com uma má entrada e má saída no jogo contra o Porto em casa perdemo-la e voltámos a permitir que esse clube fosse campeão.
Em ambos os anos ganhámos apenas a Taça da Liga.

Este ano as coisas são diferentes: o plantel é mais forte e tem mais soluções; o adversário da Taça é mais acessível, na Liga Europa ainda estamos só nos quartos, com uma vantagem de dois golos; no campeonato estamos numa situação mais parecida com a de há 3 anos, quando celebrámos o título, do que da do ano passado (nesta altura estávamos atrás); já não estamos na Taça da Liga.

As lições terão sido aprendidas. Percebemos agora que o campeonato é a prioridade e que, se a alternativa for entre assegurar este e ver o que dá a Liga Europa (com a possibilidade de dobradinha com a conquista da Taça) ou tentar tudo e arriscarmo-nos a perder ambas as competições (ganhando eventualmente apenas a Taça), a escolha recairá sobre a primeira opção. Muita do que ajudará a definir prioridades passará pela próxima jornada.

Ainda assim, com o campeonato a interromper para se jogar a final da Taça da Liga, tendo apenas no calendário um jogo, relativamente confortável para a segunda mão da Taça de Portugal, na próxima segunda, as baterias têm que ser agora apontadas na totalidade para a Europa e para o jogo com o Newcastle. (A nossa saída da Taça da Liga acabou assim por ser providencial, pois seria insustentável ter ainda mais essa final, ainda por cima contra o Porto, com tudo o que isso significa a nível mental e psicológico, a juntar a um calendário já tão sobrecarregado).

Não será certamente um jogo fácil. Em casa, todos o sabem, o Newcastle é muito forte, tendo o seu estádio um dos ambientes mais ruidosos e apaixonados em Inglaterra. O Benfica já mostrou porém capacidade para saber enfrentar desafios desta estirpe e estará certamente à altura. Não será, disso estou absolutamente seguro, por não se baterem bem que os nossos jogadores deixarão de se qualificar para as meias finais. Há porém um adversário de valor do outro lado, que apostará todas as fichas nesta competição, pelo que os nossos atletas terão que estar ao seu maior nível.

Conto, claro, com todos, mas penso que Gaitan poderá ser uma peça muito importante nesta partida, tal como Cardozo (embora possa começar no banco) e o próprio Rodrigo, que vem subindo e muito de forma.

Aos vossos lugares, o espetáculo vai começar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tudo o que falta jogar

Estamos já em plena fase de decisões. Os jogos são agora quase todos decisivos. O Benfica parte para esta fase com alguma margem, que conquistou com todo o mérito, nas três competições em que está envolvido: uma margem muito boa para alcançar a final da Taça de Portugal, uma vantagem importante nos quartos de final da Liga Europa, uma vantagem de 4 pontos no Campeonato. Preservando estas vantagens nos próximos jogos, o Benfica tem tudo para conquistar pelo menos as competições nacionais. A Liga Europa tem que ser vista como um bónus: é possível vencê-la mas não podemos esquecer que o Campeonato é a prioridade. Próxima jornada pode ser decisiva.

Os jogos:

Newcastle-Benfica, Saint James Park, 11 de Abril, 21.05h
Benfica-Paços de Ferreira, Estádio da Luz, 15 de Abril, 20.00h (Taça de Portugal)
Benfica-Sporting, Estádio da Luz, 21 de Abril, 20.15h (26º jornada da Liga)
1ª mão da Meia final da Liga Europa, a confirmar, 25 de Abril
Marítimo-Benfica, Estádio dos Barreiros, 28 de Abril (27ª jornada da Liga, hora por confirmar)
2ª mão da Meia Final da Liga Europa, a confirmar, 2 de Maio
Benfica-Estoril, Estádio da Luz, 5 de Maio, 20.15h (28ª jornada da Liga, hora por confirmar)
Porto-Benfica, Estádio do Porto, 12 de Maio, 20.15h (29ª jornada da Liga, hora por confirmar)
Final da Liga Europa, Estádio Arena de Amsterdão, 15 de Maio, 20.45h.
Benfica-Moreirense, Estádio da Luz, 19 de Maio, 16.00h.
Final da Taça de Portugal, Estádio Nacional (do Jamor), 26 de Maio às 17.00h.

A análise:

O Benfica tem nos próximos dois jogos uma vantagem de dois golos para gerir, assim como um período relativamente grande de tempo, sobretudo se comparado com o que temos jogado até aqui: primeiro 4 dias de intervalo, depois 6. É uma oportunidade para respirar um pouco e ganhar balanço para o ciclo final de jogos.
Já na quinta-feira em Newcastle, o Benfica tem que fazer um jogo inteligente mas não baixando nunca de intensidade, pois sabemos que os ingleses, a fazer um mau campeonato, darão tudo neste jogo para tentar salvar a época. Marcar fora será sempre importante até para, se possível, fazer alguma gestão de esforço na segunda parte do jogo.
Com o Paços, tratar-se-á sobretudo de manter o ritmo e a atitude competitiva, para não criar facilitismos. A presença na final da Taça é um imperativo e importa que não assumamos que isso já está alcançado, salvaguardando-nos de qualquer dissabor. Nestes dois jogos, Jorge Jesus poderá também aproveitar para dar ritmo a algum jogador que queira preparar para ser chamado a desafios mais decisivos e que neste momento não tenha muito ritmo, como por exemplo André Gomes.
A partir daí, a partir de 21 de Abril vêm os jogos de intensidade máxima, começando logo com um derby. Esta jornada pode definir muita coisa: na eventualidade de uma vitória nossa em casa contra o Sporting e um deslize do Porto em Moreira de Cónegos, o campeonato ficaria quase decidido. Mesmo com um empate nos Barreiros, o Benfica seria certamente campeão. Nessa medida, tal permitir-nos-ia uma aposta mais séria, mais empenhada, mais decisiva na Liga Europa, caso ultrapassemos o Newcastle.
Não se verificando esse cenário, o Benfica terá, na minha óptica, que assumir que o Campeonato é a verdadeira prioridade e que, mais importante que a eventual meia final da Liga Europa, são os compromissos com o Marítimo e o Estoril, que se realizam nos fins de semana após os dois jogos da competição europeia.

Nessa medida, o Benfica só pode ir dar tudo, jogando com Melgarejo, Matic, Lima, Enzo Perez, Gaitan e Sálvio, nos jogos da eventual meia-final se tiver uma almofada de 6 ou 7 pontos no fim da próxima jornada. Caso contrário, terá que haver gestão, terá que haver jogadores poupados para os confrontos decisivos e prioritários sobretudo com o Marítimo mas mesmo também com o Estoril. Uma eventual segunda mão da meia-final da Liga Europa, com jogadores a terem que jogar nos limites contra uma equipa grande europeia (imagine-se um Chelsea por exemplo) num jogo disputado e aberto até ao fim, não poderia deixar de ter, nesta fase avançada da época, consequências físicas para um jogo decisivo (pois vale os mesmos 3 pontos dos outros) a disputar apenas 3 dias depois contra o Estoril (boa equipa, por sinal).

Claro que há outros dois cenários que alterariam as coisas. O primeiro, que certamente não desejamos, é o da eliminação do Benfica já nesta ronda. O segundo, mais sorridente, é o de o Benfica ultrapassar o Newcastle e nas meias-finais ter como adversário uma equipa menos consagrada, por exemplo o Basileia. No cenário ideial, o Benfica garantiria na próxima jornada os tais 6 pontos de vantagem e para além disso, ultrapassando o Newcastle, tinha ainda a fortuna de jogar com o Basileia as meias finais. Estamos enfim já no campo, muito distante da realidade, dos desejos e puras especulações. O que me parece porém mais importante é que tenhamos em mente o que ficou dito no parágrafo anterior.

Cumprindo nos seus jogos, jogando com o rigor, empenho e espírito que tem tido, a qualidade dos jogadores do Benfica permite-nos pensar que podemos passar à final da Taça de Portugal, ganhar os próximos 3 jogos do campeonato e chegar ao estádio do Porto com os necessários 4 pontos de vantagem que praticamente nos garantiriam o título. O Benfica tem certamente qualidade para não perder e até para ganhar nas antas ou dragão, mas todos nós passaríamos bem melhor se não tivessemos que chegar a esse jogo com a liderança em disputa, até por todo o passado dos últimos 30 anos.

Quanto ao resto, fica a faltar a Taça, que temos todas as condições para conquistar, muitos anos depois. O Guimarães (em circunstâncias normais será adversário do Benfica no Jamor) é uma boa equipa mas a uma distância muito grande desta grande equipa do Benfica. Quanto à Liga Europa, é o tal bónus que, dependendo das circunstâncias, poderemos ou não alcançar. Antes disso há porém que comer a sopa e o prato principal, não sendo esquisitos. As sobremesas só vêm depois.

A Liga Europa e o Vulcão da Luz

Marquei presença, como se impunha, no Estádio da Luz, para uma importante jornada europeia, a primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Todos esperamos que este tenha sido o penúltimo jogo em casa desta época para a Liga Europa e que o percurso na competição acabe com uma vitória em Amsterdão. É possível!

O Benfica fez para mim um dos melhores jogos da época contra o Newcastle.

Por mérito do Newcastle que se posicionou bem em campo, o Benfica não teve a melhor entrada no jogo. Fazendo uso da enorme velocidade dos seus homens da frente, o Newcastle aproveitou a sua primeira oportunidade para marcar e conseguir o temido golo fora, que tantas vezes compromete as eliminatórias. As coisas podiam-se ter complicado muito: à necessidade do Benfica inverter o resultado, contrapunha-se um perigoso contra-ataque inglês. Ou seja, dificilmente poderíamos ter tido um pior começo.

No entanto, este Benfica é a equipa mais consistente, mais sólida e mais forte dos últimos anos. Foi, com garra e qualidade de jogo, em busca dos golos. Logo na primeira jogada após o golo forasteiro se viu a determinação e confiança dos nossos jogadores. E assim, com a felicidade que não tivemos no primeiro lance de ataque do Newcastle, "sobrevivemos" a duas bolas no poste sabendo depois dar as estocadas nos momentos certos, com a "lança" bem "afiada" Lima a ser crucial e Cardozo a não perdoar, nem mesmo na repetição (caricata) do indiscutível penalty.

Só uma grande equipa, com estofo europeu sério, seria capaz de inverter de forma tão clara o resultado. Essa equipa merece todo o nosso apoio e carinho.

E teve-o realmente. Apesar de haver sempre insatisfeitos, o ambiente no Estádio foi talvez não infernal mas certamente vulcânico. Muitas vezes os jogadores do Newcastle andaram completamente desorientados, atarantados com o ambiente à volta do campo e a velocidade, pressão e determinação dos jogadores do Benfica. Os 3-1 espelham, até por defeito, essa realidade. Que as estatísticas também demonstram: 20 remates contra 7, 12 cantos contra zero. O resultado poderia até ter sido outro, caso o 2º golo tivesse surgido ainda na primeira parte. Considerando porém as duas bolas ao poste do Newcastle, penso que o mesmo se aceita.

Fica uma grande exibição europeia e uma noite que pode servir de ensaio a outros voos da águia. A enorme falange de apoio inglesa, sempre fiel no acompanhamento das suas equipas, sobretudo o Newcastle, que é um histórico de Inglaterra, foi quase completamente silenciada, submergida pelo Vulcão da Luz.

Resta fazer um jogo seguro e personalizado em Inglaterra para podermos passar às meias-finais e aspirar a vencer de novo, mais de 40 anos depois uma competição europeia. O Benfica, pela sua grandeza, já o merece. Esta equipa, pela sua qualidade e espírito, também. Tenho pena de não poder ir a Inglaterra, mas mais forte do que isso é a esperança de poder ir a Amsterdão e lá celebrar um feito histórico.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Atitude e classe com estrelinha a mostrar o caminho

Não foi fácil o jogo de ontem. Não sei se por ignorância se por premeditada desonestidade, pintou-se  do Bordéus uma imagem duma equipa quase de 2ª divisão. Para quem andou nessa campanha (e muitos foram os jornalistas) a vitória do Benfica por 1-0 na Luz teria sido quase desprestigiante.

Mas o que estaria então esta equipa a fazer nos oitavos de final? Não foi esta a equipa que eliminou o Dinamo de Kiev? Que por sua vez é um frequentador assíduo da Liga dos Campeões, tendo até este ano calhado no grupo do Porto, sendo nessas alturas apresentado como uma equipa forte. Não foi este Dinamo de Kiev que empatou em casa 0-0 com o Porto? Então como é que a equipa que eliminou este forte Kiev "de Miguel Veloso" pode ser tão medíocre, tão banal?

A realidade sempre foi outra. O Bordéus é uma equipa com qualidade, perigosa, que atravessa uma fase menos boa e que o Benfica em circunstâncias normais eliminaria - como eliminou. Mas eliminaria, como eliminou, jogando bem e com muita seriedade. Qualquer outra atitude de sobranceria ou desatenção teria consequências muito perigosas.

A vitória do Benfica ontem merece ser destacada pela forma como foi obtida - com raça, querer e enorme classe de Cardozo e um ambiente fantástico - mais uma vez - nas bancadas, criado pelos nossos emigrantes. O Benfica é o único clube do Mundo que tem adeptos destes, espalhados por todo o mundo e sobretudo na Europa central e na América do Norte, para além de África, onde o clube é seguido com enorme paixão por adeptos que não são portugueses.

O Benfica é um clube único e especial e ontem deu mais uma grande alegria aos seus adeptos.

E pelos vistos uma grande tristeza a alguns nossos compatriotas, que falando exteriormente em sermos todos portugueses nestes momentos, pelos vistos por dentro sentem algo bem diferente, de uma forma tão intensa que chega a exteriorizar-se de forma bem evidente. Com efeito, nos comentários da SIC, Ribeiro Cristovão não conseguiu disfarçar a sua irritação.

Instado a um primeiro comentário ao jogo, começou por dizer que se "esperava mais" do ... Bordéus. Coitado, este "decano" do nosso comentário estava triste. A acabar disse: "O Bordéus merece estar na posição em que está na Liga Francesa". Ou seja, o Bordéus pelos vistos não fez o que o senhor Cristovão queria que fizesse, que era eliminar o Benfica. Passou portanto a ser mau, a merecer quiça até descer de divisão.

Enfim, nada que mereça tanto do nosso tempo.

O que merece sobretudo ser destacado é o feito do Benfica em terras francesas, onde venceu uma equipa que há muitos anos não era derrotada em casa para as comeptições europeias, a jogar com uma defesa onde não estavam Luisão Garay nem Maxi e um ataque onde não constavam de início Lima nem Cardozo.

Isso sim merece ser destacado, tal como os dois bonitos golos de Cardozo nuns últimos minutos frenéticos, que de alguma forma fizeram lembrar o jogo louco de Leverkussen há uns anos atrás.

Parece haver uma estrela a brilhar no Céu que indica um caminho que esta equipa tem feito por merecer palmilhar. Ela indica agora Inglaterra e o Newcastle, que importa vencer. A atitude terá que ser a mesma. Sabemos agora que podemos contar não apenas com 13, 14 ou 15 jogadores mas verdadeiramente com  todo o plantel para se bater com atitude e raça pelo Benfica. Essa é uma das grandes conquistas de Bordéus. A outra, que espero se torne realidade, é a que os nossos emigrantes ontem apontaram mais uma vez: eles acreditam sempre, apoiam sempre, defendem sempre o Benfica. Consigam os de cá perceber esta mensagem e unir-se à volta desta equipa e seguramente que conquistaremos os ambiciosos objectivos para a época.

Domingo há um outro castelo para conquistar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O calendário do título - análise e comentários

No post anterior listei todos os jogos do Benfica e do Porto até ao fim do campeonato.

Este calendário dá-nos uma ideia do que nos espera e permite-nos alguma reflexão, que passaremos a fazer.

Note-se porém que há ainda que acrescentar os jogos europeus (que serão mais ou menos em função do apuramento ou não das duas equipas para as fases seguintes das competições) com o que isso implica em termos de recuperação física e gestão dos plantéis.

Sempre que possível faremos a referência a esses jogos, para termos um quadro ainda mais completo da presente época.

Os primeiros factos a salientar são os seguintes:

1) O Benfica joga mais vezes em casa e o Porto mais vezes fora.

Benfica - 8 jogos em casa, 6 fora.
Porto - 6 jogos em casa, 8 fora.

2) O Benfica acaba o campeonato em casa, o Porto fora.

Benfica - termina o campeonato em casa, contra o adversário teoricamente mais fraco.
Porto - termina o campeonato fora, contra a actual equipa sensação da prova.


3) O Benfica jogará dois jogos seguidos em casa, jornadas 19 e 20 e o Porto dois jogos seguidos fora, jornadas 23 e 24.

4) O Porto tem teoricamente mais jogos difíceis.

Benfica - joga com dois grandes, um casa, outro fora.
Porto - joga com 3 grandes, dois em casa, um fora.

5) O Porto tem a vantagem de receber o Benfica a uma jornada do fim, o Benfica tem a desvantagem inversa.

6) Porto tem vantagem em ter um menor número de jogos até ao fim da época.

Benfica - está neste momento em todas as provas (3 nacionais mais Liga Europa).
Porto - já só está no campeonato (em princípio será desclassificado da Taça da Liga) e na Liga dos Campeões.

Caso tal desclassificação se confirme, o Benfica jogará no mínimo mais dois jogos nas competições nacionais (2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal e meia-final da Taça da Liga em Braga) e no máximo mais 4 (aqueles jogos mais as finais das competições).

7) Salvo alguma quebra pronunciada ou deslizes inesperados de alguma das equipas, cenários seguramente possíveis mas nesta altura não muito prováveis, o jogo no estádio das antas será decisivo - a vitória de uma das equipas pode significar o título.

Listados os factos, vamos à análise.

Em primeiro lugar, em relação às competições europeias, o Benfica defronta o Bayer Leverkusen num calendário teoricamente favorável em termos de campeonato: a 1ª mão é dia 14, depois do jogo com o Nacional (que deverá ser antecipado para sábado dia 9), seguindo-se um jogo em casa com a Académica. Logo depois jogaremos a 2ª mão (em casa), após o que jogamos novamente em casa para o campeonato, desta vez com o Paços. Ou seja essa eliminatória calha numa boa altura e não deverá interferir demasiado com os jogos da Liga, que não são de grau máximo de dificuldade.

Já em relação ao Porto as coisas são um pouco diferentes: se na 1ª mão, a 19 de Fevereiro, não tem grandes problemas (antes vai a Aveiro e depois recebe o Rio Ave) já a 2ª, a 13 março (fora), surge antes da sua visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Na jornada seguinte (duas semanas depois, pois o campeonato pára por causa da selecção) irá a Coimbra jogar com a Académica e na outra recebe o Braga. Serão jornadas complicadas para o Porto, sobretudo se passar a eliminatória com o Málaga. É que os jogos dos quartos são a 2 ou 3 e 9 ou 10 abril, sendo que os jogos com Académica e Braga se jogarão precisamente nesta altura.

A partir daí já tudo é demasiado hipotético.

A esta distância, olhando para este calendário, o que podemos dizer não vai muito além do óbvio: as coisas estão muito equilibradas e qualquer deslize pode ser fatal. O calendário do Benfica é mais favorável do que o do Porto, até considerando a altura em que calham os jogos europeus. No entanto tem sobre o Benfica a vantagem de jogar em sua casa o jogo que poderá ser decisivo.

O ideal para nós era chegar a esse jogo já com uma boa vantagem na classificação. Olhando para os jogos até lá, é certo que a deslocação a Guimarães, a deslocação a Alvalade e as duas deslocações seguidas à Madeira e a Coimbra (com jogos europeus e uma paragem no campeonato pelo meio), assim como a receção ao Braga são as jornadas em que parece mais possível o Porto perder pontos. Para que isso possa acontecer, precisamos porém e antes de mais nada de ganhar os nossos jogos.

Um última curiosidade, que nos pode ajudar a enfrentar a segunda e decisiva metade da maratona competitiva em que nos encontramos: faltam disputar 14 jornadas deste campeonato mas é quase certo que o campeão ficará decidido à 29ª jornada. Até lá faltam 12 jogos. Se os ganharmos muito dificilmente deixaremos de ser campeões. O primeiro é no Domingo. Eu estarei lá. E vocês?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A caminhada para o Jamor e os outros desafios que se avizinham

O Benfica joga hoje a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
A partir de agora e durante praticamente todo o mês de Fevereiro jogaremos dois jogos por semana. A excepção será precisamente a próxima semana, em que "folgaremos" depois do jogo com o Setúbal em casa e até à visita à Madeira para defrontar o Nacional.
Depois desse mês e caso avancemos na Liga Europa, Março será novo mês bastante sobrecarregado: aos 5 jogos da Liga

 
Dom 03, 16:00  Beira-Mar--SL Benfica  Liga Zon Sagres----
Dom 10, 16:00SL Benfica--Gil VicenteLiga Zon Sagres----
Dom 17, 16:00V. Guimarães--SL BenficaLiga Zon Sagres----
A 22 e 26 joga a seleção.
Sáb 30, 16:00SL Benfica--Rio AveLiga Zon Sagres----


acrescem os oitavos de final da competição europeia, disputados a 7 e 14 de Março, contra Dinamo de Kiev ou Bordéus.

A partir daí, para as competições nacionais ficam a faltar muito poucos jogos: as decisões finais. Para o campeonato, objectivo primeiro da época, ficam a faltar apenas 6 jogos, para ser preciso.

Em Abril jogam-se apenas 3 - três - jogos para o campeonato (7, 21 e 28) mas potencialmente muitos no total de todas as competições. De facto o Benfica jogará a segunda mão da meia final da Taça de Portugal, na Luz contra o Paços a 17 de Abril. Curiosamente a Final da Taça da Liga está aparentemente marcada para dia 14. Já para a Liga Europa, caso nos apuremos, os jogos dos quartos de final são a 4 e 11 e a primeira mão das meias a 25 de Abril.

Em Maio jogam-se as cartadas finais: a "final" do Campeonato (no Porto a 12 de Maio), a final da Taça de Portugal e, caso estejamos perante uma época de sonho, a 2ª mão da meia final da Liga Europa (dia 2) e a final dia 15.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Calendário dos próximos 12 jogos do Benfica

Académica-Benfica, quinta-feira dia 17, 20.45h, quartos de final da Taça de Portugal.
Moreirense-Benfica, segunda-feira 21, 20.00h, Liga Zon Sagres.
Braga-Benfica, Domingo 27 (hora a definir), Liga Zon Sagres.
Em caso de apuramento, o Benfica irá jogar quarta-feira dia 30 com o vencedor do Paços de Ferreira-Gil Vicente, para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Benfica-Setúbal, Domingo 3 de Fevereiro, 20.15h Liga Zon Sagres.
Nacional-Benfica, Domingo 10 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Bayer Leverkusen-Benfica, Quinta 14 de Fevereiro, 18.00h, Liga Europa.
Benfica-Académica, Domingo 17 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Benfica-Bayer Leverkusen, Quinta 21 de Fevereiro, 20.05h Liga Europa.
Benfica-Paços de Ferreira, Domingo 24 de Fevereiro. Braga-Benfica, Quarta-feira 27 de Fevereiro, Meias-finais da Taça da Liga.

Beira Mar-Benfica, Domingo 3 de Março, Liga Zon Sagres.


Entre 10 e 27 de Fevereiro, ou seja em 18 dias, o Benfica tem agendados 6 jogos! Dá uma média de um jogo a cada 3 dias. Nessas alturas da época deixa propriamente de haver treinos. Estes servem sobretudo para descomprimir e ensaiar a táctica. É de admitir e é mesmo quase certo que o jogo Nacional-Benfica deverá ser antecipado, até porque antes disso teremos jogado apenas para o Campeonato no fim de semana anterior. De qualquer modo é uma sobrecarga enorme de jogos. Outra curiosidade é que nos próximos 30 dias jogaremos para todas as competições em que estamos envolvidos: Taça, Campeonato, Liga Europa e Taça da Liga.