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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Portugal e o caminho para o Brasil

As equipas já classificadas para o Mundial de 2014 são as seguintes 21.


Bélgica (Europa)
Inglaterra
Itália
Alemanha
Suíça
Bósnia
Espanha
Holanda
Rússia
EUA (América do Norte e Central)
Costa Rica
Honduras
Brasil (América do Sul)
Colômbia
Argentina
Chile
Equador
Austrália (Ásia)
Japão
Irão
Coreia do Sul

Existem 11 vagas em aberto, 5 para África, 4 para Europa e 2 intercontinentais. Alguns jogos já estão definidos (em África até já se jogou a primeira mão dos playoffs), os outros (Europa) serão sorteados segunda-feira.


Nigéria-Etiópia (2-1)
Senegal-Costa do Marfim (1-3)
Camarões-Tunísia (0-0)
Egipto-Gana (1-6 - não se trata de um erro!)
Argélia-Burkina Faso (2-3)
(Entre parentesis estão os resultados da primeira mão)

Uruguai-Jordânia
México-Nova Zelândia

Cabeças de grupo da Europa:

Portugal 
Croácia
Grécia
Ucrânia

contra:

Roménia
Islândia
Suécia
França

Dois nórdicos e dois latinos, sendo a França a nossa besta negra e o adversário a evitar. A Islândia é evidentemente o adversário mais acessível, seguindo-se, em termos teóricos, a Roménia e a Suécia. 

Em termos de curiosidades, refira-se que o México se apurou in extremis para o playoff intercontinental, depois de uma fase de qualificação horrível em que apenas conseguiu duas (!) vitórias em 10 jogos, tendo despedido um treinador pelo caminho, e acabando por ficar atrás de EUA, Costa Rica e Honduras. Na última jornada, já em tempos de descontos, o Paraguai estava apurado, pois vencia os EUA por 2-1. No entanto, dois golos dos EUA aos 90+2 e 90+3 eliminaram definitivamente o Panamá e permitiram ao México (que perdeu com a Costa Rica) ir ao playoff. 

Outra nota para o Egipto, cuja crise política e social parece estar a afectar a equipa de futebol, trucidada pelo Gana na primeira mão do playoff (em África não há apuramentos directos dos grupos para o Mundial, tendo o primeiro classificado de cada um que defrontar o primeiro de outro, o que não deixa de ser sui generis. A África do Sul, organizadora do anterior mundial, não estará no Brasil, depois de ter ficado atrás da surpreendente Etiópia no Grupo A. Cabo Verde ficou em segundo no seu grupo (atrás da Tunísia), o que não deixa de ser um feito interessante para o arquipélago.

Os últimos destaques vão para algumas meias surpresas na Europa. Em primeiro lugar destaque-se a Bósnia que se qualificou pela primeira vez, sendo primeiro no grupo G que contava com Grécia, Lituânia, Letónia e Eslováquia. Depois a Bélgica, que parece de volta ao grupo das boas equipas europeias, com a geração de Witsel, Lukaku, Hazard, Kompany e Fellaini a prometer bom futebol. (Recorde-se que a Bélgica chegou a ser semi finalista, no México 86, onde contava com jogadores como Jean Marie Pfaff, Enzo Scifo e Eric Gerets). A Bélgica suplantou a Croácia, a Sérvia, a Escócia, o País de Gales e a Macedónia no Grupo A.

Pela negativa refiram-se as prestações da Sérvia (3ª no Grupo A com apenas 4 vitórias em 10 jogos), da Dinamarca (Grupo B, atrás da Itália, não estando nos playoffs por ter sido o pior segundo de todos), da República Checa (3º no mesmo grupo) e da Turquia. Por fim, refira-se que o grupo da Suíça era o pior de todos (Islândia, Eslovénia, Noruega, Albânia e Chipre), não se percebendo bem os critérios da UEFA.

Portugal poderia e deveria ter feito melhor, sobretudo contra a Irlanda do Norte (uma equipa muito fraca, quase semi-amadora) e Israel nos jogos em casa. Em ambos os casos empatámos 1-1, perdendo 4 pontos que nos custaram o primeiro lugar. Veremos se nos playoff ainda podemos emendar a mão mas é preciso perceber que, com excepção da Islândia, qualquer um dos outros adversários tem possibilidades de nos eliminar.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Crise? Greve?

Há uma crise em Portugal e na Europa mas ainda há muita gente que tem 59 euros para ir ver os Bon Jovi... Pelos vistos não lhes faz falta. Ainda bem.

Depois temos a greve "geral" do dia de hoje. A verdade é que quando saí de casa esta manhã vi tudo o que é negócio, tudo o que é estabelecimento, bem aberto. Onde me encontro neste momento tenho uma obra em pleno funcionamento. Quem normalmente trabalha hoje trabalhou na mesma. 

As greves gerais são cada vez mais greves de alguns funcionários públicos e dos transportes, que afinal de contas também são empregados do Estado. Quanto aos outros estão a trabalhar porque não têm possibilidade de fazer greves. E provavelmente também não de ir a concertos de Bon Jovi...




sexta-feira, 15 de março de 2013

Atitude e classe com estrelinha a mostrar o caminho

Não foi fácil o jogo de ontem. Não sei se por ignorância se por premeditada desonestidade, pintou-se  do Bordéus uma imagem duma equipa quase de 2ª divisão. Para quem andou nessa campanha (e muitos foram os jornalistas) a vitória do Benfica por 1-0 na Luz teria sido quase desprestigiante.

Mas o que estaria então esta equipa a fazer nos oitavos de final? Não foi esta a equipa que eliminou o Dinamo de Kiev? Que por sua vez é um frequentador assíduo da Liga dos Campeões, tendo até este ano calhado no grupo do Porto, sendo nessas alturas apresentado como uma equipa forte. Não foi este Dinamo de Kiev que empatou em casa 0-0 com o Porto? Então como é que a equipa que eliminou este forte Kiev "de Miguel Veloso" pode ser tão medíocre, tão banal?

A realidade sempre foi outra. O Bordéus é uma equipa com qualidade, perigosa, que atravessa uma fase menos boa e que o Benfica em circunstâncias normais eliminaria - como eliminou. Mas eliminaria, como eliminou, jogando bem e com muita seriedade. Qualquer outra atitude de sobranceria ou desatenção teria consequências muito perigosas.

A vitória do Benfica ontem merece ser destacada pela forma como foi obtida - com raça, querer e enorme classe de Cardozo e um ambiente fantástico - mais uma vez - nas bancadas, criado pelos nossos emigrantes. O Benfica é o único clube do Mundo que tem adeptos destes, espalhados por todo o mundo e sobretudo na Europa central e na América do Norte, para além de África, onde o clube é seguido com enorme paixão por adeptos que não são portugueses.

O Benfica é um clube único e especial e ontem deu mais uma grande alegria aos seus adeptos.

E pelos vistos uma grande tristeza a alguns nossos compatriotas, que falando exteriormente em sermos todos portugueses nestes momentos, pelos vistos por dentro sentem algo bem diferente, de uma forma tão intensa que chega a exteriorizar-se de forma bem evidente. Com efeito, nos comentários da SIC, Ribeiro Cristovão não conseguiu disfarçar a sua irritação.

Instado a um primeiro comentário ao jogo, começou por dizer que se "esperava mais" do ... Bordéus. Coitado, este "decano" do nosso comentário estava triste. A acabar disse: "O Bordéus merece estar na posição em que está na Liga Francesa". Ou seja, o Bordéus pelos vistos não fez o que o senhor Cristovão queria que fizesse, que era eliminar o Benfica. Passou portanto a ser mau, a merecer quiça até descer de divisão.

Enfim, nada que mereça tanto do nosso tempo.

O que merece sobretudo ser destacado é o feito do Benfica em terras francesas, onde venceu uma equipa que há muitos anos não era derrotada em casa para as comeptições europeias, a jogar com uma defesa onde não estavam Luisão Garay nem Maxi e um ataque onde não constavam de início Lima nem Cardozo.

Isso sim merece ser destacado, tal como os dois bonitos golos de Cardozo nuns últimos minutos frenéticos, que de alguma forma fizeram lembrar o jogo louco de Leverkussen há uns anos atrás.

Parece haver uma estrela a brilhar no Céu que indica um caminho que esta equipa tem feito por merecer palmilhar. Ela indica agora Inglaterra e o Newcastle, que importa vencer. A atitude terá que ser a mesma. Sabemos agora que podemos contar não apenas com 13, 14 ou 15 jogadores mas verdadeiramente com  todo o plantel para se bater com atitude e raça pelo Benfica. Essa é uma das grandes conquistas de Bordéus. A outra, que espero se torne realidade, é a que os nossos emigrantes ontem apontaram mais uma vez: eles acreditam sempre, apoiam sempre, defendem sempre o Benfica. Consigam os de cá perceber esta mensagem e unir-se à volta desta equipa e seguramente que conquistaremos os ambiciosos objectivos para a época.

Domingo há um outro castelo para conquistar.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Boas Festas, feliz "boxing day"

Em Inglaterra festeja-se o boxing day, o dia 26, como parte das comemorações natalícias. Em todo o mundo, cristão mas não apenas, festeja-se nesta altura, nesta quadra, o Natal, o ano Novo, o Dia de Reis.
A todos os nossos visitantes e leitores habituais queria assim desejar bom resto de Natal, Boas Festas, com muita amizade, Paz e conforto.

Em Inglaterra jogou-se (e joga-se ainda a esta hora) mais uma jornada da Premier League. O Manchester United venceu o Newcastle por 4-3 com o seu último e decisivo golo a surgir exactamente ao minuto 90. Mais uma vez Inglaterra destaca-se pela espectacularidade e emotividade dos seus jogos.

Em Portugal haverá no fim de semana mais uma jornada da Taça da Liga, podendo uma vitória dar a qualificação matemática ao Benfica.

Entre estes dias procuraremos ainda aqui no Justiça Benfiquista recuperar algumas das situações mais marcantes e mais hilariantes do ano.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sol confirma - o vídeo com tudo o que aconteceu

Dissemos aqui ontem que tínhamos obtido informações relativas à participação das claques na selvageria que assolou as portas da Assembleia da República (orgão mais representativo do sistema democrático) na passada quarta-feira.
Pois o "Sol" de hoje faz "manchete" com essa mesma notícia.
No site do jornal aparece ainda o vídeo mais completo de toda a violência com muitas imagens inéditas que detalham tudo o que se passou e que nós aqui incluimos.



A favor ou contra o Governo, a troika, a austeridade e a crise, não podemos deixar que se faça isto ao nosso País.
É a mesma violência absurda e gratuita que já vi demasiadas vezes no futebol. É a mesma raiva e ódio a que infelizmente já presenciei. Na raiz está a mesma irracionalidade e violência que preside ao insulto fácil, ao lançamento de petardos, à intimidação, à coação. Não deixem de ver e meditar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Claques por trás dos distúrbios de ontem?

Soubemos que pessoas que estiveram ontem em São Bento suspeitam que alguns dos elementos mais violentos e marginais claques de futebol tenham estado por detrás dos distúrbios de ontem, promovendo o vandalismo e a destruição de bens que pertencem a todos nós. (Quem vai arranjar? Quem vai limpar? Quem vai pagar os estragos?).
Não apenas os petardos mas alguns cânticos e mesmo métodos de atuação poderiam ser indicativos disso mesmo. Veremos nos próximos dias se há ou não verdade nisto.
A propósito, até quando se permitirá a entrada no Estádio da Luz de petardos? Será preciso mesmo sermos castigados pela UEFA para isto parar?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Injustiça Portuguesa

Folheava hoje um jornal quando me deparei com esta notícia:
Oito anos de cadeia por tentar matar a mulher.

E lembrei-me de Vale e Azevedo.
É um caloteiro? Certamente. Mentiroso compulsivo? Certamente. Prejudicou muito o Benfica? Sem dúvida.

Mas que se saiba não matou nem tentou matar ninguém. Como é então possível ter uma pena superior a homicidas? Como é possível que indivíduos violentos (outra notícia de ontem), com amplo cadastro, que ameaçam de morte pessoas pacíficas, sejam mantidos em liberdade até voltarem a matar?

E depois deste pensamento me vir à mente, li este excelente post: Cores diferentes, justiças diferentes.

Realmente há uma outra personagem corrupta da nossa vida pública que passa com toda a impunidade por processos vários, que incluem mesmo violência e agressões e relações pouco claras com associações criminosas.

Aí já nenhuma prova é válida, já nada serve para condenar.

Portugal atravessa uma grave crise, mas a sua principal raiz é moral. Sem educação, sem valores, sem justiça não há sociedade que funcione.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nem o futebol nos vale...

Mal Paulo Bento.
Elogiei-o muito no Europeu mas penso que não tem estado bem ultimamente.
Os principais erros que lhe aponto estão na convocatória: custa entender porque não foi Eliseu convocado depois da lesão de Coentrão. Ainda por cima a justificação de Bento foi péssima - a lembrar um erro de Eliseu no jogo contra a Dinamarca e a desvalorizar os golos que o jogador marcou na Champions League, mas, pior ainda, Paulo Bento disse que Eliseu era um lateral adaptado. Sim? E Coentrão?
A verdade é que Miguel Lopes não se adaptou à posição esquerda e contribuiu para o desacerto da equipa.
Tal como Ruben Micael. Exibição demasiado má. Custa a perceber porque não foi Carlos Martins convocado. Não pode ser por não jogar regularmente no Benfica, pois Miguel Lopes e Coentrão não são titulares nas suas equipas.
Como não se entende a não aposta em Nélson Oliveira, que sempre que chamado a jogar correspondeu. Hélder Postiga não tem presença suficiente na área, sobretudo quando joga sozinho contra equipas que se acantonam atrás. Tadeia apontou muito bem durante o jogo este problema, sobretudo porque Ronaldo, principalmente na 1ª parte, esteve demasiado colado à linha lateral.
A má forma e as más opções dos nossos jogadores foi esta noite demasiado evidente. O que se passará?
Nada está (definitivamente) perdido mas a verdade é que a partir deste comprometedor empate ficamos numa posição muito perigosa.
Gostei das últimas substituições de Bento, a arriscar tirar Micael e depois João Pereira mas como se viu já foi demasiado tarde.
Esperemos que este apuramento ainda se endireite. Seria muito triste não nos apurarmos para um Mundial no Brasil.

O país está triste e deprimido mas neste momento infelizmente nem o futebol nos vale.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Portugal como o Benfica

Portugal perdeu com a Rússia e o jogo fez-me lembrar muitos jogos do Benfica: uma equipa a dominar o jogo em todas as suas vertentes, a criar oportunidades, a ter muitos cantos, uma posse de bola esmagadora e ver a outra, praticamente na única vez que faz um ataque perigoso marcar e colocar-se em vantagem.

Só há uma parte do sentimento futebolístico que os portugueses não benfiquistas não partilharam conosco: é que, ao contrário dos nossos jogos, neste jogo não houve casos de arbitragem. É curioso que desta vez não se tenha ouvido o que sempre nos é dito, a saber que se fizessemos o que devíamos teríamos ganho o jogo. Não se ouviu e note-se que eu acho bem que não se tenha ouvido. A sorte faz realmente parte do jogo, ao contrário do que tantas vezes é dito pelo "futebolisticamente correcto" deste país. Tal como a arbitragem...

Voltando ao que se passou na sexta-feira, depois de marcar a Rússia fechou-se bem atrás e contando com a chuva e o mau terreno de jogo (não devia ser permitido jogar em sintéticos a este nível) aguentou-se sem sofrer golos. Numa história já tantas vezes vista em inúmeros campos de futebol, no fim, face ao balanceamento atacante de Portugal e ao desânimo que se começou a apossar da equipa, a Rússia até podia ter feito um segundo golo. Seria demasiado injusto porém. Assim foi injusto.
Portugal perdeu o jogo teoricamente mais difícil mas naturalmente que se mantém na corrida e com todas as condições para conseguir o apuramento directo. Tem agora menos margem de manobra e nessa medida não pode de forma alguma facilitar contra a Irlanda do Norte.
Se também neste aspecto se assemelhar ao Benfica, jogando em casa contra uma equipa mais fraca tem à partida condições para golear.

Um último aspecto: não concordo com as conversas de que "temos o melhor do mundo", a servirem de capas a jornais na véspera de jogos. Não vejo o que possam adiantar e temo que possam contribuir para aumentar ainda mais a pressão sobre Ronaldo, que é obviamente excepcional mas não pode fazer tudo sozinho. Isso vê-se nas prestações da Argentina dos últimos anos. Só como equipa podemos ganhar, de nada servindo insuflar egos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Londres 2012 - balanço e contagem final de medalhas


Terminaram ontem, com a pompa e o estadão inglês, os Jogos Olímpicos de 2012.
O sucesso foi completo para os organizadores e penso que todos os amantes do desporto terão ficado satisfeitos com a competição e os espectáculos. Houve poucos casos de doping, nenhum incidente verdadeiramente grave, um grande espírito de desportivismo e algumas provas verdadeiramente sensacionais.
É evidente que as figuras maiores dos Jogos foram Usain Bolt e Michael Phelps. Dois atletas extraordinários que provaram ser de longe os melhores nas respetivas modalidades, cintilam o brilho dos predestinados e deram aos espectadores momentos únicos. Nas pistas ou na piscina, Bolt e Phelps foram e são os mais rápidos de sempre.
Mas para além deles, os Jogos tiveram outros momentos memoráveis de dedicação ao desporto, de esforço, de abnegação e de fé que devem constituir um modelo para os jovens. Foi o caso dos 400 m barreiras masculinos, os 5.000 m femininos, evidentemente os 100m masculinos e os 400 m estafetas, entre muitas outras provas.
Mas os jogos são também um veículo de promoção global do desporto, nomeadamente de modalidades que noutras circunstâncias pouca ou nenhuma visibilidade têm. Lembro-me de assistir até à prova de marcha e a um jogo de ping-pong...
No "campeonato" das medalhas, os EUA venceram, depois de terem estado muito tempo atrás da China. A ultrapassagem deu-se aquando da entrada do atletismo em força nos jogos: face às 29 medalhas dos EUA (9 de ouro), a China conseguiu apenas 6 (1 de ouro). Isto fez toda a diferença na contabilidade total: os EUA tiveram 104 medalhas, 46 das quais de ouro, a China 88 (menos 16), 38 de ouro (menos 8). Outra modalidade que os EUA dominaram foi a natação, com 31 medalhas contra 10 da China.
Em 3º lugar (bronze no "campeonato" das medalhas), o último do pódio, ficou a Grã-Bretanha, com um total de 65 medalhas (perto das 70 "prometidas", algo que nos primeiros dias pareceu uma miragem), 29 das quais de ouro. A Rússia teve mais medalhas (82) mas menos de ouro (24), o que explica, de acordo com os critérios do Comité Olímpico, a classificação. O país mais "prejudicado" por esta forma de contabilidade é o Japão (38 medalhas) que fica em 11º lugar, quando num sistema de contabilidade simples ficaria em 6º. Os mais beneficiados foram a Coreia (que com apenas 28 medalhas ficou em 5º) e a Hungria (que com apenas 17 medalhas alcançou o 9º lugar). Em 6º, 7º e 8º ficaram os europeus Alemanha, França e Itália e em 10º a Austrália.

Em relação à participação de Portugal (69º classificado, juntamente com Botswana, Gabão, Guatemala, Chipre e Montenegro), já escrevi o que penso, nomeadamente acerca da ausência de desporto escolar e de um grande desinteresse da sociedade portuguesa, que só se lembra das modalidades quando existem Jogos Olímpicos, altura em que todos os ódios, frustrações e azedume são descarregados nos atletas.
Penso que todos os atletas portugueses deram o seu melhor; o problema é que isso não chega porque basicamente não há desporto e muito menos alta competição em Portugal, excepção feita ao futebol. A nossa participação saldou-se assim por uma medalha, o que é fraquíssimo. Pior mesmo (em países comparáveis) só a Áustria, que não conseguiu nenhuma.

Por fim, uma palavra para o Brasil, que nos últimos dias perdeu três finais, conquistando assim medalhas de prata que poderiam - e nalguns casos deveriam - ter sido de ouro. O Brasil perdeu a final de voleibol masculinos (vencendo a de femininos), a de voleibol de praia e a de futebol. Esta última é a mais inexplicável e de mais difícil aceitação pois era óbvio que o Brasil era, de longe, a melhor selecção e talvez aquela que mais se aproximava do que será a sua equipa em 2014. Com Neymar, Thiago Silva, Rafael, Juan, Pato, Hulk e tantos outros, não se compreende que o Brasil perca com a equipa do México, que não tem nem de perto o mesmo talento.
Venha o Rio, mas entretanto, volte o futebol o sério.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos - nova final na canoagem para Portugal com benfiquista.

Desta vez é a canoísta Teresa Portela, atleta do Benfica, a atingir nova final. A portuguesa ficou em terceiro na sua série e apurou-se para a final de K1 200 m. Recorde-se que a atleta já tinha participado numa final, mas na série B, que não dá direito a medalhas, nos 500 m.
Desta vez é mesmo a final A, com medalhas em disputa. Realiza-se amanhã às 10.14h.
Será, como é evidente, muito difícil à portuguesa conseguir uma medalha, uma vez que o seu tempo de qualificação ficou muito aquém das primeiras classificadas. Em particular a húngara e a australiana serão muito difíceis de bater. Outra das adversárias que parte com melhor tempo, é a espanhola que incrivelmente tem o mesmo nome: Teresa Portela Rivas!
Esperemos que a nossa Teresa possa ter sorte, fazer uma grande prova e trazer mais uma medalha. Bem nos faz falta.

Jogos Olímpicos - EUA ultrapassam (definitivamente) China em medalhas

Em dois dias os EUA não apenas ultrapassaram a China em número de medalhas como se destacaram bastante e já não deverão perder esse lugar. Os EUA lideram 39-37 em medalhas de ouro e 90-80 no total. A Grã-Bretanha vem depois com 52 medalhas e 25 de ouro, seguida da Rússia que tem mais medalhas, 56, mas apenas 12 de ouro.
A China viu-se penalizada nesta fase final dos jogos pela sua pouca capacidade em atletismo - apenas 3 medalhas contra 24 dos EUA. Isto apesar dos 100 e 200 m, em que a Jamaica destronou um domínio de décadas dos EUA. Mesmo apesar disso, o domínio americano foi muito grande e a tabela de medalhas reflete esse facto.
Em relação a Portugal, o essencial já ficou dito aqui. Tem sido realmente a canoagem a salvar a participação portuguesa do completo desastre mas não pode deixar de se fazer uma reflexão sobre o desporto em Portugal.
Nota também para novos países da União Europeia terem conquistado medalhas, nomeadamente a Irlanda, a Bulgária e a Letónia. Nesta altura apenas Áustria, Luxemburgo e Malta não o conseguiram.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ao dia 12 chega a primeira medalha

Finalmente, a quatro dias do fim, Portugal vence a primeira medalha, de forma surpreendente. É a primeira medalha dos Jogos Olímpicos de Londres e a primeira de sempre da canoagem portuguesa. Os autores da proeza foram Fernando Pimenta e Emanuel Silva. Os portugueses conquistaram a prata, terminando a prova atrás dos hungaros e à frente dos alemães.
Mais cedo eu tivese escrito a criticar a nossa prestação em Londres e mais depressa teríamos ganho medalhas.
Está de parabéns a nossa canoagem que  esteve também esta manhã na final feminina de K4 500 m, tendo as nossas canoistas alcançado o 6º lugar e participará ainda numa terceira final, de K2 500 m também em senhoras (Joana Vasconcelos e Beatriz Gomes) amanhã, dia 9, às 10.35h.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Participação Portuguesa nos Jogos Olímpicos - decepcionante

A 5 dias do fim dos Jogos Olímpicos, Portugal continua com zero medalhas e prestações modestas, quando não decepcionantes.
O cenário só não é completamente desolador porque temos o remo, onde já estivemos presentes numa final, o double skull, e a canoagem em que estaremos amanhã, quarta-feira dia 8, em mais duas: k2 1000 m masculinos às 10.16h e k4 500 m femininos às 10.44h. Jessica Augusto teve uma participação honrosa na maratona feminina e Clarisse Santos, uma amadora, alcançou um feito enorme ao estar presente na final dos 3.000 m obstáculos. Temos ainda uma cavaleira na final de saltos e um cavaleiro na final de ensino individual, em hipismo.
Para avaliar os resultados de Portugal é preciso perceber que há neste momento 70 países medalhados e que desde 92 que não voltamos dos Jogos Olímpicos sem conquistar medalhas. Que dos países da União Europeia, para além de nós, apenas os seguintes não conquistaram ainda medalhas: Áustria (8,3 milhões de habitantes), Luxemburgo (500.000), Irlanda (4,5 milhões), Bulgária (7,7 milhões), Letónia (2,3 milhões) e Malta (400.000).

Todos os outros países da União Europeia, incluindo a Lituânia (3,3 milhões de habitantes), Chipre (800.000), Estónia (1,3 milhões), Eslovénia (2 milhões), Eslováquia (5,4 milhões), conquistaram já no mínimo uma medalha.

Países de dimensão semelhante à nossa (10,6 milhões) conquistaram até ao momento:

Bélgica (10,7milhões) - 3 medalhas
Hungria (10 milhões) - 8 medalhas
República Checa (10,5 milhões) - 5 medalhas
Suécia (9,2 milhões) - 6 medalhas.

A Holanda (menos de metade do tamanho de Portugal, com uma população de 16,4 milhões), tem "apenas" 13 medalhas. A Espanha, que tem estado menos bem, tem ainda assim 6 medalhas e antevê-se que venha a conquistar mais.

Estes são os dados, objetivos e comparativos, da nossa participação. A avaliação só pode ser uma: um fracasso que só não é completo em virtude do remo e, talvez, da equitação.

O que pode explicar estes resultados embaraçosos?

Os factores serão certamente múltiplos mas para explicar tantos maus resultados alguma coisa estará a ser mal feita.

Façamos o exercício ao contrário: porque estão os resultados do remo e da canoagem (modalidades em que não temos tradição) a ser tão positivos em contraponto à triste prestação da vela?

Penso que a resposta é a mesma que noutros domínios da vida explica o sucesso: muito trabalho e organização. Sem planeamento, sem continuidade, sem saber o que se está a fazer é impossível vencer nestes patamares. Depois há o trabalho e as aptidões físicas.

E é tudo isto que está a faltar no desporto em Portugal.

Certamente não somos dos povos fisicamente mais aptos do planeta. É evidente que não temos velocistas, como dificilmente temos atletas ou ginastas que possam competir ao mais alto nível. Os nossos melhores atletas, como Naide Gomes e Nélson Évora são a excepção mas se olharmos para modalidades como o lançamento do peso, do martelo ou do dardo, apenas conseguimos pensar em Marco Fortes que é um atleta apenas médio a nível internacional. A nível da ginástica então não temos nenhum nome de relevo.

Não podemos competir com os melhores (americanos, chineses e franceses) na natação. Não temos representantes no boxe, na luta livre ou no levantamento de peso. No judo, que combina técnica e vontade com força e atleticismo, conseguimos nos últimos anos bons resultados, nas categorias mais leves.

Em suma, não somos os melhores atletas, nem o mais forte dos povos, é preciso admiti-lo. Isso não quer porém dizer que sejamos os piores ou que não possamos nunca ganhar.

Uma das razões pelas quais não somos grandes atletas é a ausência de uma cultura de desporto em Portugal. O desporto promove o desenvolvimento das aptidões físicas, ao passo que a inércia o seu definhamento. Em Portugal o desporto escolar é pouco menos do que uma anedota, especialmente quando comparado com os países desenvolvidos, nos quais existem equipas das escolas e universidades que disputam campeonatos entre si nas mais diversas modalidades.

A ausência de cultura desportiva também se reflecte na pouca adesão do público ao desporto que não o futebol. O que faz com que as modalidades, sobretudo as não colectivas, se desenvolvam quase na clandestinidade, sem apoios nem visibilidade. O que mata a alta competição.

As multidões que enchem os estádios ingleses para ver Usain Bolt, a canoagem ou a maratona transformar-se-iam em Portugal nalgumas centenas ou poucos milhares de espectadores. O português tem pouca cultura de ar livre, prefere ficar em casa a ver televisão. Tudo isto se reflete na nossa prestação nos olímpicos, pois os nossos atletas emanam do nosso país e não de uma esfera celestial.

Outro factor que se reflete nos nossos resultados internacionais é o estado geral de falsificação do desporto competitivo em Portugal. Enquanto não houver uma limpeza geral dos orgãos dirigentes do desporto português (que do futebol se transmite à generalidade das modalidades), que só acontecerá com uma intervenção do governo e das autoridades judiciais, dificilmente o desporto será limpo e são. Sem isso não há verdadeira competitividade nem verdadeiros campeões, apenas espertos que manobram o sistema em benefício próprio e para ilusão de muitos.

Por fim, tendo consciência das limitações do país, inclusivé financeiras, as autoridades deveriam provavelmente concentrar esforços nalgumas modalidades, nas quais temos mais possibilidades de vencer. A vela é um exemplo lamentável. Com costa, vento e uma tradição de séculos acabamos a fazer tristes figuras, a desprestigiar o país. Não estão em causa os atletas, que darão o seu melhor mas está certamente em causa a Federação da modalidade (uma coutada de alguns) e uma falta de aposta do governo e privados na modalidade. Também no meio fundo e no fundo temos tido grandes atletas e a aposta tem que ser renovada. No judo os maus resultados não devem levar ao desinvestimento mas antes a uma nova aposta. É um desporto e uma arte que tem tradição em Portugal e que, ao contrário de outros ditos desportos de combate, não promove a violência mas sim a disciplina, o respeito por si próprio e pelo adversário. O futebol deveria também estar nos jogos e se isso não acontece, a responsabilidade é da federação, dos clubes e dos dirigentes que não apostam devidamente na formação e no jovem jogador português.

É precisa uma reflexão de fundo. Aqui ficam algumas ideias.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Londres 2012 - EUA lideram medalhas. Marco Fortes eliminado.

Os EUA ultrapassaram ontem a China em total de medalhas (37-34). No entanto, no estranho sistema de contagem oficial, a China continua à frente porque, apesar de ambos os países terem o mesmo número de medalhas de ouro, a China tem mais pratas. De sublinhar que 23 das 37 medalhas americanas foram conquistadas pela natação, que pulverizou a concorrência.
Em relação a Portugal, notícias menos positivas desta manhã: Marco Fortes, Jorge Paula e Patrícia Mamona foram eliminados nas respetivas categorias.
No entanto temos muitos portugueses a competir ainda durante o dia de hoje, nomeadamente na vela, onde Francisco Andrade e Bernardo Freitas, que estão em 4º lugar e portanto perto das medalhas, entram na água já às 13.30h. Entretanto outros atletas portugueses competem, também na vela, na equitação, na ginástica e no atletismo durante a tarde e às 21.25h é a final dos 10.000 m femininos com a participação da portuguesa Sara Moreira.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Londres 2012 - Participação portuguesa dia 2/8

Finalmente uma boa notícia para Portugal: a equipa de remo Fraga e Nuno Mendes apurou-se para a final da categoria "double scull". A final disputa-se sábado e será transmitida pela RTP.
Em relação ao Judo e à natação, a participação portuguesa concluiu-se hoje com a eliminação dos últimos atletas.
As principais esperanças concentram-se assim por agora no remo, embora também no atletismo ainda possamos ter uma palavra a dizer.
Fraga e Mendes estão para já de parabéns. Estão na final, um enorme feito, e competirão com 5 outras embarcações. Uma medalha é possível.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Londres 2012 - algumas notas. Contagem de medalhas.

Os primeiros dias dos Jogos Olímpicos tem-se assistido a uma competição fortíssima entre a China e os EUA na luta pelas medalhas. Ao momento em que escrevo, a China (27) tem mais uma medalha que os EUA mas uma vantagem maior no ouro (15 e 10, respetivamente).
À China há que acrescentar as Coreias, que em conjunto levam já 15 medalhas e o Japão. O Japão aparece num lugar modesto nas tabelas oficiais porque a maioria das suas medalhas (num total de 14) são de bronze, tendo apenas conquistado uma vez o ouro.
Estes números refletem a aposta dos asiáticos no desporto.
Em termos europeus, a França está a fazer uns excelentes jogos (12 medalhas, 5 de ouro, terceira no pódium da contabilidade), muito o devendo à natação e ao judo. Alemanha e Itália vêm em 6º e 7º lugar e a Grã Bretanha em 10º, para alguma desilusão dos seus adeptos. Tem neste momento 8 medalhas, ainda muito longe das 70 (número já retificado para 60) prometidas.
O Brasil tem três medalhas, uma de cada metal, tendo ficado um pouco aquém do esperado nas categorias de judo já disputadas.
Portugal tem neste momento as expectativas muito em baixo, como reflete aliás a participação na sondagem deste blog, após a derrota de Telma Monteiro e um certo desânimo que se abateu sobre a nossa comitiva. Nesta altura parece difícil virmos a conquistar qualquer medalha. Para além de notas soltas sobre a vela e o judo, em breve escreverei o que penso sobre o desporto em Portugal e a nossa participação olímpica.

Olímpicos - Diogo Carvalho tem mesma sorte de Oliveira (natação)

Por uma pequena margem, Diogo Carvalho falhou o apuramento para as meias finais em natação (200 m estilos). 5º classicado na sua série, Carvalho não se apurou por apenas 12 centésimos de segundo.

Olímpicos - Pedro Oliveira (natação) bate recorde nacional mas não se apura

O nadador português bateu o recorde nacional dos 200 m costas mas não se conseguiu apurar para as meias finais. Oliveira até foi segundo na sua série, mas os tempos das outras séries foram mais rápidos, pelo que não se concretizou a passagem às meias finais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jogos Olímpicos - calendário dia 31, portugueses disputam vela

O dia de hoje é marcado pelas finais da natação, a partir das 19.40h. Phelps, que tem desiludido, mantém ainda assim intactas as possibilidades de bater o recorde de maior número de medalhas olímpicas conquistadas por um atleta.
Antes disso, às 16.00 h terão lugar as finais de judo nas categorias de 63 kg (F) e 81 kg (M).
Em relação aos portugueses decorrem neste momento regatas (transmissão RTP 2 e RTP Informação) que se prolongam até às 14.00h. Espera-se que os resultados sejam melhores do que os de ontem. Gustavo Lima e Sara Carmo serão alguns dos velejadores em prova. Para além da vela, Telma Santos completa o quadro de participações portuguesas no dia de hoje, participando nas eliminatórias de badmington, depois de Sara Oliveira ter sido eliminada esta manhã na natação (200 m mariposa).
Ver também calendário completo.