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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Penta na Taça da Liga

O Benfica venceu a Taça da Liga ao bater o Rio Ave por 2-0 na final em Leiria.
Foi uma vitória justa, apesar de um belíssimo início por parte do Rio Ave que nos criou problemas e inclusivamente teve uma grande oportunidade para marcar, tendo valido uma excelente defesa de Oblak.
Terá existido da parte do Benfica alguma ansiedade nesse início de jogo, compreensível dado o ciclo de três finais que se iniciava. Há também que dar mérito ao adversário, que tem bons jogadores e está bem orientado, que esteve muito organizado em campo e soube explorar as subidas dos defesas do Benfica com movimentos diagonais de jogadores rápidos.
Com o tempo porém o Benfica começou a assentar e fez um jogo em clara ascensão do princípio ao fim, contra um adversário, repito, difícil que se fechou muito na defesa mesmo em desvantagem no marcador. Algo que tem que se compreender e respeitar pois o Rio Ave não tem as mesmas armas que o Benfica.
Foi uma vitória bonita que representa a 5ª conquista benfiquista da Taça da Liga. Rodrigo foi eleito o melhor em campo, distinção que poderia também ter sido atribuída a Luisão ou mesmo, a meu ver, a Enzo Perez. Maxi também esteve bem tal como Markovic e Rúben Amorim. Lima trabalhou muito e Gaitan não teve o seu melhor jogo.
Há que perceber que o índice elevado de bolas perdidas se deve em grande parte à "sobrelotação" do meio-campo do Rio Ave, mas há também que retirar algumas ilações e algumas lições para as duas finais que vêm a caminho.
A partir do golo marcado, já na recta final da 1ª parte, na sequência de uma pressão mais intensa que então vínhamos exercendo, percebeu-se que o Benfica tinha tudo para vencer, pois ou o Rio Ave se mantinha encolhido e pouco perigo poderia criar face a um Benfica já em vantagem e sem necessidade  de correr riscos, ou arriscava e então criava os espaços que os jogadores do Benfica tanto gostam e que dificilmente não aproveitariam para ter oportunidades claras e possivelmente marcar.
O Rio Ave optou pela primeira e praticamente não incomodou o Benfica na segunda parte. De forma segura a nossa equipa foi-se aproximando da baliza adversária e com naturalidade chegou ao segundo golo que acabou desde logo com as dúvidas quanto ao vencedor. 
Em suma sofremos um pouco ( sobretudo no início e até ao primeiro golo) mas devemos aceitá-lo com naturalidade. Tendo chegado à final com mérito é totalmente legítimo que os jogadores do Rio Ave acreditassem na vitória e, estando muito motivados, não é de surpreender que nos criassem problemas.
O desfecho do jogo não merece porém qualquer contestação nem dúvida.
 
Foi bonita a cena criada com o corredor feito pelos jogadores aos seus colegas da outra equipa. Durante o jogo houve um ou outro jogador do Rio Ave que exagerou um pouco na virilidade e nos protestos mas há que compreender que a adrenalina é alta e que a vontade de vencer por vezes possa levar a atitudes menos correctas. Nada porém de excessivo e tudo "limpo" pelo que se passou após o apito final.
Por falar em apito, a arbitragem pode ter tido um ou outro erro, tendo perdoado alguns cartões a jogadores do Rio Ave e eventualmente um penalty, mas no geral considero que esteve bem.
Quanto aos comentários da TVI sinceramente nem vale a pena dizer muito. Todos ouviram o que foi dito e que já não surpreende ninguém que acompanhe estas coisas do futebol há um tempo mínimo. Nem vale a pena perder tempo com esse assunto.
 
O Benfica venceu pela 5ª vez este troféu e deu mais um passo para conquistar uma posição de hegemonia na competição e nela construir um historial notável.
 
Para mim esta Taça representa bastante quer pela razão aduzida, quer por ela representar de certa forma o início do ciclo de vitórias que temos conseguido nos últimos anos (a um título de campeão conseguido, embora com mérito, em 2005 mas de alguma forma num ano atípico e sem muita sustentação, como se viu nos anos seguintes, seguiram-se os títulos já muito fortes de 2010 e 2014), quer pelas páginas bonitas escritas na competição (vitória por 4-1 em Alvalade nas meias finais em 2010, vitória por 3-0 sobre o Porto na final do mesmo ano, vitória por 2-1 sobre o Sporting em 2011, com Javi Garcia a marcar o golo da vitória no último minuto, vitória por 3-2 sobre o Porto em 2012 e a vitória por penalties, com 10 e sem muitos titulares novamente sobre o Porto, no Porto, este ano), quer ainda por esta Taça, para poder ser conquistada, implicar sempre clássicos ou derbies, como atrás demonstrado, quer ainda por estes resultados demonstrarem que o Benfica tem de facto sido, em termos puramente futebolísticos, a melhor equipa em Portugal nos últimos anos.
 
Hoje celebramos e amanhã começamos a preparar a final de Turim. Queremos vencer mas sabemos que só o poderemos alcançar se formos humildes e se trabalharmos mais e melhor do que o adversário, como temos feito até aqui.
 
Viva o Benfica.
 
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Esta equipa enche-nos de orgulho

Dá gosto ver este Benfica.
 
A forma organizada, consciente, determinada como o Benfica joga, inclusivamente com jogadores que chegam a ser 3ªs escolhas, é admirável e digna dos maiores elogios. Este Benfica é de facto uma equipa de enorme qualidade, que enche de orgulho todos os adeptos. Naturalmente que nada está ganho e que convém por isso não exagerar nos elogios, até para que a atitude humilde, trabalhadora e concentrada da equipa não sofra qualquer decréscimo.
 
A eliminatória está evidentemente muito bem encaminhada mas isso não faz do Benfica favorito. Há boas equipas - o Basileia venceu o Valência por 3-0 (e recorde-se que já no ano passado esteve a um passo da final), o próprio Porto ou o Sevilha são adversários de respeito - e há, claro, um grande favorito: a velha senhora Juventus que disputará a final em casa. Aliás devo dizer que, caso o Benfica passe, eu preferiria defrontar a Juventus nas meias finais para pelo menos disputar metade da eliminatória em casa.
 
Em termos de destaques, Sálvio é evidentemente um dos mais merecedores de elogios, quer pelo golo, quer pelas combinações e entrega ao jogo, quer ainda pela sua qualidade em ter e manter a bola. Gaitán esteve também ao nível elevado a que sabe jogar e os centrais praticamente irrepreensíveis. André Gomes e André Almeida foram enormes no meio campo com imenso critério e sentido posicional. Rodrigo foi sempre um perigo à solta e Cardozo surpreendeu-me positivamente pelo que conseguiu fazer e pelo papel decisivo que tem no golo. Pela negativo refiro apenas Maxi, que está num momento menos bom. Aliás já vi o próprio Siqueira fazer melhor. Para terminar com uma nota positiva, considero que Artur foi decisivo com um par de defesas enormes que nos permitiram manter o empate naquela altura do jogo. É verdade que teve um deslize no fim, mas eu valorizo mais as grandes defesas que fez.
 
E pronto, esta já está, venha o próximo jogo, de grande importância e responsabilidade, contra uma equipa que sabe jogar em contra-ataque e tem alguns bons jogadores em termos técnicos (embora não tenha Bebé, como erradamente comecei por aqui escrever - agradecimentos ao leitor pela correcção).
 
Esta noite porém temos o direito de festejar. A equipa (como um todo, treinador e jogadores) deu ao Benfica um motivo de alegria e celebração.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vitória segura

O Benfica abordou bem o jogo e venceu o Marítimo com justiça. A equipa fez um jogo seguro, tendo controlado o adversário e o rumo da partida durante a maior parte do tempo.
Oblak ajudou nessa segurança e controlo pois fez duas ou três defesas de grande grau de dificuldade.
Jorge Jesus preparou bem o jogo e no essencial mexeu bem na equipa.
  
A grande curiosidade era ver como Fedja assumia o seu novo papel na equipa e pode-se dizer que o fez bem. Esteve sempre perto da bola e conseguiu fazer na maioria das vezes as compensações defensivas. Não se espere dele a exuberância de Matic.
Matic tem de facto uma qualidade de topo como comprova o facto de Mourinho o ter querido ter na sua equipa.
No entanto Fedja, num estilo mais discreto, pode igualmente ser um jogador importante para a nossa equipa, que lhe traga equilíbrio e segurança defensiva. Precisa naturalmente de tempo de jogo e de se habituar às rotinas da equipa.
Na fase final da partida entrou Rúben Amorim e foi novamente ensaiado o esquema alternativo 4-3-3. O Marítimo teve apenas mais uma situação de perigo, num passe para as costas de Maxi Pereira, com o jogador maritimista a isolar-se pela meia direita da nossa defesa e a rematar para uma excelente defesa de Oblak que levou ainda assim a bola ao poste. O Benfica poderia porém também ter marcado por mais do que uma vez neste período. Lima continua a não acertar com as redes, apesar do evidente empenho. O contraste com um Rodrigo cada vez mais confiante e eficaz é enorme, mas não podemos esquecer que foi Lima quem noutras alturas resolveu e que o brasileiro trabalha imenso em prole da equipa.
Destaco também Gaitan, que está um jogador cada vez mais inteligente. Os seus passes são inteligentes, criativos e intencionais. Gaitan tem crescido e amadurecido muito esta época.
No geral foi um bom jogo do Benfica. Há que dar continuidade a este caminho.
 
O campeonato agora é interrompido novamente (um disparate com o qual temos que conviver) para a terceira e última jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Já apurados, deveremos usar esta partida para rotinar mais Fedja e para dar minutos, como agora se diz, a jogadores como Ivan, André Gomes, Rúben Amorim, Steven Vitória e outros.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vitória segura em ritmo baixo

Quando a nossa equipa entrou em campo para disputar a 17ª jornada do campeonato, alguns adeptos já nem se lembrariam que durante a semana jogámos e vencemos em Paços de Ferreira, quase garantindo a presença no Jamor.

Na partida de ontem o mais importante era ganhar e fazer uma certa gestão do plantel, objectivos que foram alcançados com bastante tranquilidade. Este ano de facto existem duas equipas na frente do campeonato e depois um enorme fosso para todas as outras.

O Benfica ontem não precisou sequer de acelerar muito para garantir uma vitória tranquila e confortável. E recorde-se que não jogaram Melgarejo, Matic (tão fundamental para a manobra do nosso meio campo) e Cardozo (que continua a ser o nosso melhor marcador apesar de não ter jogado os últimos jogos e de não facturado nos que jogou ainda antes da lesão).

Mais do que fatiga, penso que ontem existiu uma gestão prudente e inteligente de esforço. Importava marcar cedo para evitar qualquer ansiedade ou necessidade de acelerar muito na segunda parte. Isso foi conseguido. Importava depois ganhar uma vantagem mais confortável para poder gerir o jogo. Isso também foi conseguido logo no início da 2ª parte. Depois veio a natural gestão porque a época é longa e tem muitos jogos, sobretudo considerando que estamos em 4 competições, com boas perspectivas de ganhar 3 delas. Além disso, o Setúbal continuou muito fechado no seu meio campo, sem fazer grande esforço para ir atrás do resultado e fazer as despesas do jogo, pelo que não faria grande sentido ser o Benfica a fazê-lo quando já ganhava por 3-0.

Do jogo de ontem gostaria de destacar as excelentes exibições de Garay e Luisão. Que enorme autoridade e classe demonstraram ontem os nossos centrais. Destaque para a jogada do 2 a 0. Um passe tenso de Garay a levar a bola para a meia direita, Luisão a avançar até ao meio campo e depois a lançar Lima para o golo. Simplicidade e qualidade.

No meio campo, Enzo fez um dos seus melhores jogos desde que chegou ao Benfica: um golão, muito boas jogadas e muito trabalho compensaram alguma insegurança, normal e compreensível, de André Gomes, até pela chamada à selecção e à rápida afirmação como um jovem valor do nosso futebol.

Por fim os nossos atacantes voltaram a estar em grande plano, dando-me uma grande satisfação o regresso de Rodrigo aos golos, em mais uma boa jogada e excelente combinação dos dois pontas de lança.

Esta semana o Benfica "descansa", se não jogar a meio da semana pode ser assim chamado - e provavelmente não pode pois a maioria até joga mas ao serviço das selecções. O regresso ao Campeonato será na Madeira para jogar contra o Nacional. A partir daí começará novo ciclo competitivo de grande intensidade, com a entrada em cena da Liga Europa e o regresso dos dois jogos por semana.

Até por isso foi acertada a abordagem ao jogo, menos fulgurante e desgastante do que é normal no Benfica. Foi o que se pedia.

Uma última palavra para a presença de sócios e adeptos, que merece elogios. Quase 40.000 numa noite fria de Domingo contra um adversário fraco e já se sabendo que não nos isolaríamos na frente nesta jornada, é um número excelente que dificilmente algum outro clube em Portugal poderia alcançar.

Penso que é uma boa indicação e prenúncio para o que se deseja daqui para a frente na época: uma presença cada vez mais massiça de sócios e adeptos nos jogos, se possível deixando a Luz à beira da enchente cada fim de semana. Como disse no passado, a equipa merece.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Liga ZONSAGRES - 6ª Jornada

Esta será uma jornada interessante e potencialmente importante para o Benfica, que pode capitalizar qualquer deslize do Porto ou aumentar a sua vantagem sobre o Sporting.
Para Sá Pinto é uma jornada dramática, que pode significar o seu adeus ao Sporting. Uma derrota deixaria o Sporting a 8 pontos do primeiro lugar, fora dos lugares europeus e apenas dois pontos acima da linha de água... Uma derrota expressiva tornaria a sua continuidade insustentável. E quem treinaria o Sporting depois disso? Oceano? Seja como for, a realidade é que o Sporting, para se manter numa posição competitiva minimamente de acordo com os seus pergaminhos terá que vencer ou, no mínimo dos mínimos, não perder. Não me parece fácil, especialmente com esta arbitragem do faz de conta.
A situação do Sporting começa aliás a ser desesperada. Antigamente falava-se do Natal. Neste momento estamos no início de Outubro e a época parece já ameaçada. Não é bom para o futebol português, mas é um resultado de uma estratégia suicida, que viu no Benfica não um rival a tentar vencer mas um inimigo a  abater. As coisas começam (é bom que comecem) a mudar em termos de mentalidade para as bandas de Alvalade.
Ao passar os olhos por um blog sportinguista li o seguinte, que transcrevo:

«O presidente da associação de árbitros de futebol não acredita que tenha havido uma reunião entre dirigentes do FC Porto e do conselho de arbitragem que visava vetar os nomes dos árbitros Duarte Gomes e Bruno Paixão para os jogos do clube azul e branco, como noticia hoje [ontem] o jornal Correio da Manhã.
O dirigente afirmou à Antena 1: “Essa reunião poderá ter existido mas não tenho conhecimento dela e que seja uma reunião nesses termos de vetar árbitros não acredito que assim seja…”
Poderá ter existido?!? Ao que chegou a bandalheira…"

Dos comentários dos leitores daquele blog transcrevo os primeiros:

"Isto é grave de mais…
No entanto, acho que a nossa (das sucessivas direccoes) posicao de submissao perante o porco nao nos permitirá exigir a mínima explicacao.
Contra o carnide é a excitacao total, mas esquecem-se que no porco está o pior inimigo.
Enfim, longe vao os tempos que disputavamos a estrela Tonito com o porco.
  • “esquecem-se que no porco está o pior inimigo”, concordo totalmente. Mas poucos pensam assim. O Sporting foi muito mais prejudicado pelo Porto do que pelo Benfica. Em vez disso andámos a vender o anão Moutinho etc.
  • Ora nem mais. Basta ouvir as escutas e ver o respeito que o Porto nos tem/teve!

  • Tou farto de o dizer…
    Os Corruptos são os nossos piores inimigos… Só não ve quem não quer…
    É só ir À história e observar quando é que o SCP deixou de ganhar eos corruptos passaram a amealhar titulos…
    ISto é mais um episódio de uma novela de vergonha que revela o pântano que é o futebol português… Outra vergonha foram as entrevistas a jogadores dos corruptos (Maicon, Fernando, Defour) feitas por um jornalista da RTP informação… Têm tudo na mão…Árbitros, FPF, Sportv, Rtp desporto, jornais, enfim é pior do que a ‘camorra’…
    Força SCP!!! Contra a corrupção!"

Como se pode constatar, os sportinguistas começam a perceber o que lhes aconteceu nos últimos anos. Espero que não seja tarde demais, porque é um facto que a falência financeira e desportiva do Sporting seria mais uma machadada no nosso tão já debilitado futebol. Espero também que os dirigentes do Benfica percebam que o Sporting pode ainda ser um aliado para desmontar o sistema. Os verdadeiros sportinguistas querem com certeza ganhar mas não a todo o custo, como é a regra para os lados do clube de Pinto da Costa e certamente vêm com bons olhos que a competição possa ser limpa dos tentáculos e bastidores do sistema.

Voltando à jornada, o Benfica defronta o Beira Mar, talvez a equipa mais fraca desta Liga. Será importante ganhar e jogar bem, se possível com muitos golos. Há que sair rapidamente da ressaca do jogo com o Barcelona e o Beira Mar é o adversário ideal para isso. Contra o Porto, não confirmei mas todos o dizem, o Beira Mar fez 9 faltas. Veremos como será contra o Benfica...
Depois há ainda a questão dos goleadores e seria também positivo que quer Lima quer Rodrigo pudessem marcar, reforçando a sua confiança. Espero também que os adeptos dêm uma boa resposta e apoiem a equipa, que agora está em 1º lugar, com uma boa casa.
O jogo é sábado às 20.30 h. Porto e Sporting jogam Domingo às 20.45h.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fez lembrar o 8-1



Excelente vitória, ontem no Bonfim, com o Benfica a fazer lembrar a equipa de há três anos e a equipa que o ano passado alcançou 5 pontos de vantagem sobre o 2º classificado. É um campo por regra difícil para o Benfica, pelo que a vitória de ontem é importante.

Foi uma grande exibição, obviamente facilitada pela expulsão de Amoreirinha. De certa forma, o jogo ficou logo alí sentenciado, tal a diferença de valor entre os jogadores das duas equipas.
Pouco depois veio o primeiro golo e o jogo acabou mesmo.

Sálvio esteve infernal, assim como Rodrigo, a justificarem a titularidade. Sálvio é realmente, independentemente do número de extremos que temos, um jogador como há poucos, que de facto faz a diferença. Quanto a Rodrigo, a opção de renovação foi a mais acertada como se viu pela confiança e atitude que ontem exibiu. Entre os dois é difícil escolher quem esteve melhor, pois Rodrigo marcou dois golos, mas eu escolheria ainda assim Sálvio porque foi um motor a alta rotação que, com os seus esticões, "partiu" totalmente a defesa do Vitória de Setúbal.

De resto toda a equipa mereceu nota alta. Maxi subiu sempre muito bem, Garay deu enorme segurança, Javi esteve ao nível habitual, que é muito alto, Witsel pautou e dominou o meio campo e também Enzo Peres começa a demonstrar ritmo e entrosamento.

Jesus esteve bem ao fazer uso do super-banco de que dispomos, efetuando as substituições cedo e dando minutos a Nolito, Carlos Martins e, mais tarde, Aimar. Todos eles tiveram boas atuações e participação em golos, tendo Nolito mesmo marcado, num lance facilitado pelo guarda redes.

Por fim, em relação a Melgarejo, a exibição foi também bastante boa, destacando-se a excelente jogada e notável assistência para o 1-0 que desbloqueou definitivamente o jogo. Aliás, foi sua a iniciativa que levou à entrada e consequente expulsão de Amoreirinha. No entanto, continuo a ter as maiores dúvidas em relação a esta solução para o lugar de defesa esquerdo. Melgarejo é para mim - já neste momento - um grande jogador mas para o lugar de extremo. Neste jogo destacou-se a atacar e poucas vezes teve que defender. Nessa medida não sei se o Benfica fica a ganhar muito com a sua adaptação ao lugar de defesa.
Lembro-me que Coentrão como extremo não tinha qualidade suficiente a atacar. O mesmo se passava com Maxi. Faltava-lhes algum talento, alguma imaginação e explosão que as extremos é requerida para fintar os adversários. No entanto, tratando-se de dois jogadores com enorme pulmão, vindos de trás e embalados, tornam-se muito perigosos e úteis no ataque. Daí serem adaptações de sucesso.
Já Melgarejo possui essa capacidade de explosão, possui sentido de baliza e uma velocidade espantosa. Penso por isso que tem qualidade suficiente para ser extremo.
Como defesa, não excluo que dê novos erros tais como os que deu contra o Braga.

Sobre a arbitragem e alguns comentários ouvidos nas televisões, falarei de seguida.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Espanha derrotada

Aconteceu já a primeira surpresa do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos: Espanha (com Rodrigo) perdeu com o Japão. Hoje às 19.45h joga o Brasil contra o Egito e às 20.00h o Reino Unido (que abrange jogadores da Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, incluindo Ryan Giggs) contra o Senegal.

Chamo também a atenção para as novas sondagens sobre a participação de Portugal nos JO e sobre o castigo a Luis Filipe Vieira, na barra lateral direita. Deixem os vossos votos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sálvio dado como garantido

O "Record" dá Sálvio como garantido no Benfica na próxima época, a título definitivo. O "Correio da Manhã" também garante que Sálvio "já deu o sim ao Benfica e aguarda pelo desfecho das negociações entre o Atl. de Madrid e o Benfica por uma verba entre os 8 a 9 milhões de euros".
A confirmar-se trata-se indiscutivelmente de uma boa notícia. Sálvio é um ótimo jogador e nem percebo bem porque não era titular no Atlético de Madrid (que aparentemente vai assinar com ... Cebola) de tal forma era decisivo quando entrava. É um jogador forte, incisivo e com sentido de baliza que pode ser altamente útil ao Benfica.
A minha única questão prende-se com o número de extremos. A confirmar-se esta contratação haverá certamente saídas e talvez até uma nova disposição táctica da equipa. Não é possível manter Cardozo, Rodrigo, Nélson Oliveira, Saviola, Melgarejo, Djaló, Nolito, Bruno César, Ola John, Sávio e Aimar (11 jogadores) para apenas 4 lugares de titular.
Claro que bons jogadores são sempre bem vindos, como bem assinalam seguidores deste blog em anteriores comentários. Sálvio inscreve-se nesta categoria. O que a sua contratação indicia é que haverá também saídas.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não serão extremos a mais?

O Benfica joga, desde que Jorge Jesus chegou á Luz, com dois jogadores nos corredores (para além dos laterais). No primeiro ano, consegui-se um equilíbrio único nas "asas": o jogador rápido, explosivo e virtuoso que é Di Maria, tinha, como contraponto do lado oposto, um outro fora-de-série, capaz de interpretar os momentos defensivos e ofensivos da equipa, no sentido de lhe dar ora equilíbrio, ora profundidade. Trata-se obviamente de Ramirez cuja capacidade sempre admirei e que tem uma enomíssima quota parte de mérito quer nas vitórias desse ano quer na conquista da Champions pelo Chelsea esta época.
Com estes jogadores na equipa, sobretudo Ramirez mas também devido à velocidade e poder de antecipação de David Luiz, o Benfica podia jogar com apenas um jogador no meio campo defensivo, Javi Garcia, que tem uma enorme capacidade física e de choque.

No ano seguinte, a saída de Ramirez e Di Maria expôs mais as fragilidades do sistema do Benfica no meio campo, criando desequilíbrios evidentes. Que foram este ano corrigidos com a entrada de Witsel e a reorganização do meio campo.

O que faltou este ano foi um lateral esquerdo capaz de dar profundidade e segurança, um substituto de Maxi Pereira e um substituto de Witsel, que nalguns jogos se perceber não estar nas melhores condições físicas. Nas faixas laterais, existia abundância e o lugar que chegou a parecer cativo de Gaitan deixou um jogador explosivo e combativo como Nolito demasiadas vezes no banco. Aliás, com algumas nouances tácticas e técnicas, um certo ajustamento do sistema, até Rodrigo e Nélson Oliveira podem jogar nas faixas (e fizeram-no nalguns jogos) tal como Djaló. Até Emerson, no último jogo, ocupou a posição de extremo esquerdo. Em resumo, para o ataque não nos faltaram jogadores, mesmo considerando que Enzo Perez pouco jogou e saiu a meio da época.

Espanta-me portanto um pouco que o Benfica tendo já contratado um jogador, Ohla John, e aparentemente esteja ainda interessado em Sálvio. Em causa não está a respectiva qualidade, que parece evidente, mas a super abundância de jogadores para apenas dois lugares: John, Nolito, Bruno César, Djaló, sendo que ainda não é claro o destino de Perez e se fala na vinda de Sálvio. A isto acrescem ainda outros emprestados e os jogadores que, foi anunciado por Vieira, serão promovidos dos júniores aos séniores. Parecem-me jogadores a mais.

Por outro lado, para defesas laterais fala-se de Ansaldi, Rojo e Fábio (que afinal aparentemente já não virá) mas ainda nada se concretizou.

domingo, 15 de abril de 2012

Taça Liga II - outras considerações e reacções

As taças valem o que valem e também o valor que lhes quisermos atribuir. Como assinala hoje Domingos Amaral no "Record", a Taça da Liga vale muito mais do que a Supertaça, troféu que permite ao Porto igualar o Benfica em número total de títulos (o Porto tem 18 Supertaças contra apenas 4 do nosso clube). Aquele cronista benfiquista assinala que para vencer a Taça da Liga uma equipa tem que jogar 5 jogos, ao passo que para conquistar a Supertaça basta ganhar um. (A bem do rigor, diga-se porém que no passado, até 2000, a competição era disputada em duas mãos e, em caso de empate, havia ainda uma finalíssima).
Resulta assim claro que desvalorizar uma competição em que estão presentes as equipas da primeira e segunda liga, atribuindo-se uma enorme importância a uma outra que se decide em apenas um jogo (que pode ter como adversário uma equipa secundária que no ano anterior tenha estado na final da Taça de Portugal), não é senão uma estratégia, na linha de outras que bem conhecemos. É bom que os benfiquistas o entendam.

Do jogo de ontem compete dizer que, não tendo sido uma exibição de grande fulgor do Benfica, foi ainda assim uma vitória justa e que teve mérito. Para alguns o Benfica deveria ter goleado por 4 ou mais uma equipa modesta como é o Gil Vicente. Mas convém perceber que nem sempre as coisas se passam assim. Recordo que na primeira edição desta mesma competição o Sporting perdeu com o Vitória de Setúbal. No ano passado, o "super-Porto" de Villas Boas venceu o Braga na final da Liga Europa apenas com um golo (e em fora de jogo). O Benfica campeão de Trapattoni perdeu em 2005 a final da Taça de Portugal também para o mesmo Setúbal. Recordo ainda que este mesmo Gil Vicente está na final após derrotar o Braga e o Sporting. No fim deste parágrafo, reitero a ideia do anterior: não contem comigo para desvalorizar vitórias do nosso clube.

O que me leva a outro acontecimento que emergiu da noite de ontem. Aparentemente alguns adeptos benfiquistas insultaram jogadores e treinadores do Benfica. Isto enquanto em Barcelos a equipa local era recebida com fogo de artifício. Era bom que esses adeptos entendessem que com esse comportamento estão a semear a discórdia e o desânimo nas nossas hostes. Estão a fazer o jogo dos nossos adversários, num ano em que a equipa já teve que suportar tantas injustiças e contratempos. O tempo para fazer balanços e tomar decisões virá no fim da época. Por enquanto há que manter a coesão e a calma. Isso mesmo diz também Hélder (nosso antigo central) no "Record".

Witsel foi eleito o melhor em campo. Fez realmente uma das suas melhores exibições desde que chegou ao Benfica. Gostei também de Rodrigo (ainda longe do que pode, mas a melhorar), de Eduardo, de Matic e da raça de Bruno César, sempre dos mais inconformados. De saudar ainda o golo de Saviola que não tem tido sorte esta época mas é um exemplo de profissionalismo. Saviola tem e sempre teve muita qualidade e pode ainda dar muito ao Benfica. Para o "Record", Nélson Oliveira desaproveitou a oportunidade e foi mesmo o pior em campo. Ao contrário de Saviola, Nélson está na fase de aprender e crescer e como tal é natural que alguns jogos não lhe corram bem. Se há aspecto em que tem que trabalhar e melhorar é na visão de jogo. É bom ter sentido de baliza mas o individualismo em demasia pode ser prejudicial.

A terminar, a pontaria de Rodrigo já depois do fim do jogo. Ao comentar a vitória disse que se o Benfica  tivesse sido derrotado, seria como se tivesse perdido a Liga dos Campeões mas como ganhou a coisa passava a não ter importância nenhuma.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Erros nossos, má fortuna, amor ardente

Cometemos erros. JJ, que várias alegrias deu ao Benfica, cometeu-os (e reporto-me agora apenas a esta época) sobretudo na forma como abordou o jogo de Guimarães, que viria a marcar a viragem do campeonato e a queda abrupta do Benfica. De praticamente campeão (eram os próprios portistas que o diziam, entre insultos ao seu treinador) chegámos à situação actual em que apenas um golpe de teatro nos faria campeões. Mas Jorge Jesus errou também ao não saber gerir o esforço competitivo da equipa. Como diz um familiar e amigo meu, grande benfiquista, Jesus esgota as equipas - física e psicologicamente. Por vezes, a ganhar por 3 e 4 bolas, Jesus gesticula e grita com os jogadores, ao passo que noutros jogos, em que estamos empatados ou a perder e a sua intervenção poderia ser importante, parece resignado e perdido.
É assim, ninguém é perfeito e não raro a grandes qualidades juntam-se grandes defeitos.

Outro erro foi a abordagem desastrosa do Presidente aos poderes do futebol. As principais estruturas de decisão estão hoje tomadas por portistas, com as consequências que se conhecem e de que a suspensão de Aimar é apenas o último e mais desavergonhado exemplo. Tal facto reflecte-se também obviamente nas arbitragens. A maioria dos árbitros portugueses tem pouco carácter e coragem e, sabendo de que lado está o poder, faz por lhe agradar. O anúncio, extemporâneo e inexplicável do Presidente do Benfica de que não voltaria a falar de arbitragens, enquanto outros se iam posicionando, movimentando e pressionando, tornou possível o que veio a acontecer este ano. Regredimos aos anos mais escandalosos do apito dourado.

O Benfica este ano teve má fortuna nas lesões, sobretudo nos casos de Rodrigo e Garay que se lesionaram - ou foram lesionados - no pior momento. Não teve sorte ao perder em Guimarães na única meia oportunidade (um ressalto com um jogador a rematar de costas para a baliza) que o adversário teve em todo o jogo. Não teve sorte contra o Chelsea nem contra o Porto ao sofrer o 2-2 quando parecia à beira de marcar o 3-1 e dar o golpe de misericórdia ao adversário. Não teve nenhuma sorte em Coimbra. Teve alguma na Luz contra o Braga, mas isso é pouco para um campeonato, especialmente quando comparamos com a sorte que os nossos adversários tiveram em múltiplos jogos, de que o último, precisamente em Braga, é um bom exemplo.

Amor ardente é o que muitos árbitros parecem sentir por um determinado clube do norte. Xistra, Capela, Jorge Sousa e agora Artur Soares Dias não conseguem esconder a sua paixão e acabaram (quase) definitivamente com as esperanças do Benfica.

domingo, 1 de abril de 2012

O que dizem os desportivos

Começando pela arbitragem, "A Bola" e o "Record" são unanimes em considerar penalty indiscutível o lance sobre Bruno César, o chuta-chuta (ou gordo, como ontem tantas vezes foi chamado). Já sobre o lance de Javi sobre Lima é considerado penalty pelo "Record" enquanto "A Bola" diz que a falta é ainda fora da área e ilustra-o com uma foto. O "Record" diz ainda que, antes disso, Douglão deveria ter sido expulso por falta sobre Witsel. Na minha opinião a arbitragem foi imparcial e, além do lance de Douglão e do de Javi, totalmente isenta de polémicas. O lance do penalty do Benfica é de facto incontroverso (embora, face às últimas arbitragens, quase tenha ficado surpreendido pela sua marcação). É verdade que é desnecessário mas o jogador do Braga redimiu-se marcando o empate, pleno de oportunidade. Já o lance de Javi está para mim no limite. No limite da linha da área e no limite da falta. O árbitro podia ter marcado e Javi tem por isso que ter cuidado. Podemo-nos considerar felizes por esse lance mas o Braga pode dizer o mesmo em relação à não expulsão de Douglão. Entendo as duas decisões da mesma forma - o árbitro não quis tomar uma decisão que poderia determinar o desfecho do jogo sem estar absolutamente seguro da respectiva justiça. Já o penalty sobre Bruno foi evidente e daí a sua marcação.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.