Não há outro caminho. Amanhã contra o Spartak só mesmo a vitória serve.
É uma situação de pressão, é uma situação em que não há margem para erro, mas há que perceber que vencendo tudo se mantém em aberto. Vencendo os dois jogos em casa, este e contra o Celtic, o Benfica pode dar a volta à situação e apurar-se.
Naturalmente que não é uma situação confortável e que seria preferível estarmos noutra. O jogo em Moscovo foi demasiado mau, com múltiplos erros, que imputo sobretudo a JJ. No entanto tanto o treinador como os próprios jogadores terão aprendido com eles, ao passo que desde então se notou na equipa uma consolidação de processos e uma maturação do jogo colectivo.
Nesse sentido, o jogo de amanhã será completamente diferente de Moscovo. Nem as equipas russas são as mesmas dentro ou fora de casa nem o Benfica é o que foi há duas semanas.
Impõe-se porém para além de uma grande seriedade dos jogadores na abordagem ao adversário, confiança nas nossas capacidades, também por parte das bancadas. O Benfica não tem nenhuma obrigação para além de ganhar. Em jogos como estes não se pode pedir espetáculo, floreados ou notas artísticas. Impõe-se isso sim um grande profissionalismo, entrega e determinação para vencer. É isso que fazem as grandes equipas nos momentos da verdade. E espera-se que das bancadas venha um enorme apoio, que dê confiança aos nossos jogadores e intranquilize os adversários.
Creio que isto acontecerá. Creio que temos todas as possibilidades de vencer.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A pré-época do Benfica
A época 2012-2013 do Benfica começa dentro de pouco mais de duas semanas, com a primeira jornada da Liga (recepção ao Braga, Domingo dia 19 de Agosto).
Isto quer dizer que a pré-época está a acabar - falta apenas um compromisso contra o Fortuna em Dusseldorf no próximo sábado.
Penso que foi uma boa pré-época (a dada altura pareceu-me que estávamos a jogar demasiado mas a extensão do plantel permitiu gerir o esforço) e que começamos bem a época. Existem porém situações que, na minha opinião, permanecem por resolver.
Em primeiro lugar a do defesa esquerdo. Estaremos perante mais uma teimosia de Jorge Jesus, que insiste em Melgarejo sem alternativa credível, com custos irreversíveis para a época desportiva?
Jesus disse que também no caso de Coentrão tinha sido criticado por ensaiar a adaptação que tão bem tinha resultado. É verdade.
Mas Jesus também foi criticado pelas apostas em Roberto e Emerson e em nenhum dos casos teve razão. Pelo contrário, no fim das últimas duas épocas dispensou estes atletas, aliás sem lhes dar satisfações. O caso de Emerson roçou o desumano: depois de ter sido colocado insistentemente em campo, em muitas ocasiões sendo patente a sua intranquilidade e desgaste, o jogador é chamado à Luz e dispensado 15 minutos depois sem uma palavra de Jesus nem de qualquer outro alto responsável. Não gostei mesmo nada. O Benfica tem que ser grande não apenas em vitórias e títulos mas no comportamento com todos aqueles que defendem as suas cores. Se Emerson não servia - como era evidente para todos menos JJ - isso não foi culpa sua mas de quem o contratou e colocou a jogar.
Mas, independentemente destes aspectos, o que mais importa relevar é que o ponto nem sequer é aqui o de determinar quem tem mais razão. O que importa perceber é que duas teimosias do treinador custaram muito provavelmente títulos.
Roberto foi, nalguns jogos, simplesmente confrangedor. Custou pontos e mais pontos no início da época e deu o título de mão beijada na Luz ao Porto - com um golo na própria baliza! Porquê? Porque JJ insistiu num erro, colocando a sua própria personalidade à frente dos interesses da equipa.
Com Emerson o mesmo se passou. Claro que o exercício de "o que seria se" é sempre especulativo e nunca pode ser comprovado. No entanto, é indesmentível que Emerson foi, na altura mais crítica da época, além de uma fragilidade, um foco de permanente intranquilidade que afectou a confiança dos seus colegas e da equipa. Tivemos Dezembro para buscar um defesa esquerdo (já que Capdevila nunca foi opção para JJ) e nada fizemos.
Neste ano começamos a época com um plantel de uma qualidade imensa - superior até ao da época passada que era já o melhor dos últimos anos. No entanto, temos uma lacuna evidente e nada parece estar a ser feito para a colmatar. Mesmo que Melgarejo se adapte bem à posição (o que é um grande se), não existe qualquer alternativa. (Por favor não me falem em Luisinho, um jogador adaptado do Paços de Ferreira).
Para além disso, o mesmo problema se coloca à direita. O que fazer quando Maxi não puder jogar? Colocar um junior em campo? Com graus de exigência como o da Liga (onde qualquer ponto perdido pode ser fatal, conhecendo-se as habilidades da nossa arbitragem) e da Champions? Talvez Miguel Vitor possa nalguns jogos fazer a posição, mas para isso Jesus deveria começar a testar a sério essa solução.
O que me parece, o que me preocupa, é que Jesus mais uma vez esteja deslumbrado com as opções atacantes (que são muitas e de tremenda qualidade - espero aliás que Mora se mantenha porque me parece de uma enorme mobilidade e imprevisibilidade) e esteja a descurar a defesa.
Por fim, há a novela Witsel. Grande jogador, dos mais valiosos do plantel, espero que não estejamos à espera do início da época para o vender. Claro que se a cláusula de rescisão for acionada o Benfica nada pode fazer. Mas pode - e deve - acautelar a situação e assegurar um plano B se realmente perceber que um cenário desses se está a preparar. Por outro lado, a relação com o Real Madrid pode e deve também servir para falar abertamente com os espanhóis para perceber quais as suas reais intenções.
Em suma, está a ser uma boa pré-época, que espero que não seja deitada a perder por erros de estratégia. Estou optimista, mas escaldado das últimas épocas. Mais desilusões não, por favor.
Isto quer dizer que a pré-época está a acabar - falta apenas um compromisso contra o Fortuna em Dusseldorf no próximo sábado.
Penso que foi uma boa pré-época (a dada altura pareceu-me que estávamos a jogar demasiado mas a extensão do plantel permitiu gerir o esforço) e que começamos bem a época. Existem porém situações que, na minha opinião, permanecem por resolver.
Em primeiro lugar a do defesa esquerdo. Estaremos perante mais uma teimosia de Jorge Jesus, que insiste em Melgarejo sem alternativa credível, com custos irreversíveis para a época desportiva?
Jesus disse que também no caso de Coentrão tinha sido criticado por ensaiar a adaptação que tão bem tinha resultado. É verdade.
Mas Jesus também foi criticado pelas apostas em Roberto e Emerson e em nenhum dos casos teve razão. Pelo contrário, no fim das últimas duas épocas dispensou estes atletas, aliás sem lhes dar satisfações. O caso de Emerson roçou o desumano: depois de ter sido colocado insistentemente em campo, em muitas ocasiões sendo patente a sua intranquilidade e desgaste, o jogador é chamado à Luz e dispensado 15 minutos depois sem uma palavra de Jesus nem de qualquer outro alto responsável. Não gostei mesmo nada. O Benfica tem que ser grande não apenas em vitórias e títulos mas no comportamento com todos aqueles que defendem as suas cores. Se Emerson não servia - como era evidente para todos menos JJ - isso não foi culpa sua mas de quem o contratou e colocou a jogar.
Mas, independentemente destes aspectos, o que mais importa relevar é que o ponto nem sequer é aqui o de determinar quem tem mais razão. O que importa perceber é que duas teimosias do treinador custaram muito provavelmente títulos.
Roberto foi, nalguns jogos, simplesmente confrangedor. Custou pontos e mais pontos no início da época e deu o título de mão beijada na Luz ao Porto - com um golo na própria baliza! Porquê? Porque JJ insistiu num erro, colocando a sua própria personalidade à frente dos interesses da equipa.
Com Emerson o mesmo se passou. Claro que o exercício de "o que seria se" é sempre especulativo e nunca pode ser comprovado. No entanto, é indesmentível que Emerson foi, na altura mais crítica da época, além de uma fragilidade, um foco de permanente intranquilidade que afectou a confiança dos seus colegas e da equipa. Tivemos Dezembro para buscar um defesa esquerdo (já que Capdevila nunca foi opção para JJ) e nada fizemos.
Neste ano começamos a época com um plantel de uma qualidade imensa - superior até ao da época passada que era já o melhor dos últimos anos. No entanto, temos uma lacuna evidente e nada parece estar a ser feito para a colmatar. Mesmo que Melgarejo se adapte bem à posição (o que é um grande se), não existe qualquer alternativa. (Por favor não me falem em Luisinho, um jogador adaptado do Paços de Ferreira).
Para além disso, o mesmo problema se coloca à direita. O que fazer quando Maxi não puder jogar? Colocar um junior em campo? Com graus de exigência como o da Liga (onde qualquer ponto perdido pode ser fatal, conhecendo-se as habilidades da nossa arbitragem) e da Champions? Talvez Miguel Vitor possa nalguns jogos fazer a posição, mas para isso Jesus deveria começar a testar a sério essa solução.
O que me parece, o que me preocupa, é que Jesus mais uma vez esteja deslumbrado com as opções atacantes (que são muitas e de tremenda qualidade - espero aliás que Mora se mantenha porque me parece de uma enorme mobilidade e imprevisibilidade) e esteja a descurar a defesa.
Por fim, há a novela Witsel. Grande jogador, dos mais valiosos do plantel, espero que não estejamos à espera do início da época para o vender. Claro que se a cláusula de rescisão for acionada o Benfica nada pode fazer. Mas pode - e deve - acautelar a situação e assegurar um plano B se realmente perceber que um cenário desses se está a preparar. Por outro lado, a relação com o Real Madrid pode e deve também servir para falar abertamente com os espanhóis para perceber quais as suas reais intenções.
Em suma, está a ser uma boa pré-época, que espero que não seja deitada a perder por erros de estratégia. Estou optimista, mas escaldado das últimas épocas. Mais desilusões não, por favor.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Modalidades - decisão basket é amanhã
Alguns internautas têm aqui deixado comentários no sentido de que aquilo que se passa no futebol se replica nas modalidades e mesmo nos escalões de formação do futebol. A saber: prejuízos arbitrais inexplicáveis a que se juntam falhanços das nossas equipas em momentos cruciais. Estes dois factores combinados estão a fazer com que nas competições extra-futebol profissional se verifique a mesma hegemonia portista e a mesma ausência de títulos. Naturalmente isto é muito negativo e abala o benfiquismo, ao passo que reforça a posição do clube do sistema.
Também aqui há que inverter a situação, apelando à identidade e valores benfiquistas. Os nossos atletas têm que ser apoiados pelas estruturas directivas (porque pelos adeptos já o são) e têm sobretudo que ser imbuídos de mentalidade competitiva e vencedora. Têm que, como disse antes, substituir o medo de falhar pela determinação e espírito de vitória.
Na formação o balanço foi misto, mas o Benfica tem que para o ano impôr o seu peso no sentido de que se não repitam situações de flagrantes atropelos não apenas à verdade desportiva mas aos valores mesmos do desporto. Aqui sim, há matéria para exigir à tutela - o Secretário de Estado do Desporto - que intervenha, no sentido que a formação não seja desde logo uma escola de vícios e um campo em que tudo é permitido. Mais do que o futebol profissional, esta é uma área de intervenção do Governo, na qual os saudáveis valores do desporto têm que ser respeitados, sob pena de se estarem a formar arruaceiros e não homens e desportistas.
No andebol a época foi negativa, não há como o esconder. No vóleibol a equipa falhou no momento da verdade e deve ser feita uma reflexão interna.
Mas no basquetebol e no hóquei as épocas estão a ser boas e têm tudo para ser coroadas de sucesso. Isto se percebermos que para ser vencedores temos que trabalhar mais do que o adversário e ser melhores. Isto se percebermos o que é o Benfica e não falharmos. E eu acredito que assim acontecerá e que se pode daí começar a edificar um novo ciclo de vitórias.
Quarta-feira a nossa equipa de basquetebol joga no pavilhão adversário o campeonato. Estaremos com eles em espírito, sabendo que já nos deram muitas alegrias no passado, sobretudo Carlos Lisboa, esse grande treinador e grande benfiquista, já nos deram alegrias esta época e que acreditamos neles para nos darem nova alegria amanhã.
Também aqui há que inverter a situação, apelando à identidade e valores benfiquistas. Os nossos atletas têm que ser apoiados pelas estruturas directivas (porque pelos adeptos já o são) e têm sobretudo que ser imbuídos de mentalidade competitiva e vencedora. Têm que, como disse antes, substituir o medo de falhar pela determinação e espírito de vitória.
Na formação o balanço foi misto, mas o Benfica tem que para o ano impôr o seu peso no sentido de que se não repitam situações de flagrantes atropelos não apenas à verdade desportiva mas aos valores mesmos do desporto. Aqui sim, há matéria para exigir à tutela - o Secretário de Estado do Desporto - que intervenha, no sentido que a formação não seja desde logo uma escola de vícios e um campo em que tudo é permitido. Mais do que o futebol profissional, esta é uma área de intervenção do Governo, na qual os saudáveis valores do desporto têm que ser respeitados, sob pena de se estarem a formar arruaceiros e não homens e desportistas.
No andebol a época foi negativa, não há como o esconder. No vóleibol a equipa falhou no momento da verdade e deve ser feita uma reflexão interna.
Mas no basquetebol e no hóquei as épocas estão a ser boas e têm tudo para ser coroadas de sucesso. Isto se percebermos que para ser vencedores temos que trabalhar mais do que o adversário e ser melhores. Isto se percebermos o que é o Benfica e não falharmos. E eu acredito que assim acontecerá e que se pode daí começar a edificar um novo ciclo de vitórias.
Quarta-feira a nossa equipa de basquetebol joga no pavilhão adversário o campeonato. Estaremos com eles em espírito, sabendo que já nos deram muitas alegrias no passado, sobretudo Carlos Lisboa, esse grande treinador e grande benfiquista, já nos deram alegrias esta época e que acreditamos neles para nos darem nova alegria amanhã.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O que falta jogar (em Portugal e na Europa)
Depois de uma jornada sem surpresas, ficam a faltar três para o fim do campeonato. Haverá ainda alguma esperança para o Benfica?
Eis o calendário:
Rio Ave-Benfica, Domingo 29 às 19.15h
Benfica-União de Leiria, 6 de Maio
V. Setúbal-Benfica, 13 de Maio
Marítimo-Porto, Sábado 28 às 20.15h
Porto-Sporting, 6 de Maio
Rio Ave-Porto, 13 de Maio.
A verdade é que o calendário do Porto é mais difícil do que o do Benfica e sugere que alguma coisa mais pode ainda acontecer até ao fim do campeonato. Não é muito expectável, até porque, como disse anteriormente, o Porto tem vencido em situações de pressão, como foram os jogos na Luz e em Braga. Mas não é impossível que, por exemplo, empate na Madeira e perca com o Sporting ou a inversa. Ou mesmo que perca pontos com o Rio Ave. O Benfica perdeu os 5 pontos que detinha de avanço sobre o Porto em duas jornadas quando nada o levava a crer. Com a vitória de ontem e o empate do Braga, o Sporting voltou a sonhar com o segundo lugar (até porque o Braga vai a Alvalade na última jornada). Dependendo do resultado de quinta-feira em Bilbao, o jogo com o Porto pode-se tornar num jogo muito importante para a época do Sporting.
Tudo isto não passa de um exercício especulativo. Sobre o futuro pouco ou nada nos é dado a conhecer. Importante é o Benfica vencer os seus jogos (independentemente do que acontecer nos do Porto, ou seja mesmo que o Porto ganhe os três jogos que lhe faltam). Depois virão as contas e os balanços. Para vencer jogos e títulos é importante ter uma atitude competitiva constante e um espírito sempre ganhador. Os resultados do Sporting desde que Sá Pinto é treinador mostram isso mesmo. Não importa em que lugar se está ou o que ficou para trás. Importa isso sim enfrentar cada jogo com muito rigor e profissionalismo que os resultados aparecem.
No resto da Europa futebolística, o grande destaque vai obviamente para a vitória do Real Madrid em Barcelona. Mourinho finalmente conseguiu - venceu em Nou Camp e logo num jogo decisivo. Sem casos, apenas com futebol jogado. Mais uma vez, para além das questões tácticas, em que Mourinho é um mestre que aprende, a atitude competitiva da equipa foi muito importante. Desde o início que o Real Madrid foi uma equipa confiante e essa melhor entrada no jogo deu-lhe uma vantagem que custou muito desgaste ao Barcelona anular. Logo a seguir a conseguir o empate e quando o estádio esperava um cerco ao adversário e um massacre nos minutos finais, Ronaldo deu a estocada final. Muito saboroso para o Real Madrid e justo, este triunfo resolve o campeonato em Espanha.
Na Alemanha, as coisas ficaram matematicamente resolvidas este sábado, com a confirmação do bicampeonato do Dortmund, ao passo que em Itália a Juventus além de ser a melhor equipa, venceu a Roma por 4-0 e aumentou para três pontos a sua vantagem para o Milan, que empatou em casa com o Bolonha (evitando a derrota apenas no último minuto com um golo de Ibrahimovic).
Surpreendentemente, em Inglaterra a Liga voltou a estar "viva", com o empate do Manchester 4-4 com o Everton. O Manchester é demasiado inseguro defensivamente e isso é perigoso. Esteve a vencer por 4-2 a menos de 10 minutos do fim e deixou-se empatar. O City venceu e ficou a 3 pontos. Dentro exactamente uma semana o City recebe o United, estando todos os bilhetes para o jogo já vendidos. Por fim em França há também incerteza com o Montpellier a ter 2 pontos de vantagem a 5 jornadas do fim.
domingo, 22 de abril de 2012
Benfica-Marítimo: Nolito de nota máxima
Muito boa a exibição do Benfica ontem, que nos lembrou a todos porque estivemos este ano à beira de ser campeões.
Em primeiro lugar há um factor muito importante e que não posso deixar de destacar: desta vez não houve habilidades na arbitragem. Bem sei que os propagandistas do costume (os mesmos que nos chamam "clube do regime", quando objectivamente nunca o fomos) tentarão fazer de um lance de possível mão de Nolito à entrada da área o centro de toda a polémica e a "chave" do jogo. Realmente não parece haver mão - eu aliás defendo que mais de metade das mãos não deveriam ser assinaladas, pois não são (como a lei exige para que seja marcada falta) deliberadas - mas isso pouco importa para tais "comentadores". Para eles, o Benfica não ser prejudicado pela arbitragem equivale a ser beneficiado.
Ora foi isso precisamente que aconteceu ontem: o Benfica não foi prejudicado pela arbitragem. Também não foi beneficiado e isso é tudo quanto precisaríamos para ser campeões este ano. Ontem, apesar de todas as críticas de que Bruno Paixão tem sido alvo (talvez por não ser, como outros, moço de recados de Pinto da Costa) a arbitragem foi excepcional. Até nisto: depois de dar um amarelo algo forçado a Roberto Sousa não lhe mostrou o segundo quando ele efectivamente merecia. Dirão alguns "especialistas" da arbitragem: devia ter dado, se a falta era para amarelo não interessa ser o primeiro ou o segundo. Eu discordo em absoluto: não é o mesmo dar um amarelo a um jogador ou deixar uma equipa com menos um elemento. Um árbitro não pode ser o factor desequilibrador dos jogos (como foi Proença tantas vezes contra o Benfica), o árbitro deve ter bom senso e passar tão despercebido quanto possível. O jogo deve ser resolvido pelas equipas e não pelo árbitro. Nessa medida concordo em absoluto com a decisão de Bruno Paixão em não expulsar o jogador. Também muito bem ao dar o amarelo ao jogador do Marítimo que simulou um penalty.
Sem factores estranhos, sem árbitros a condicionar ou mesmo determinar o desfecho dos jogos, a enervar propositadamente os jogadores, o Benfica por regra joga bem e vence. Ontem jogou mesmo muito bem, com destaque muito especial para Nolito. Quer Nolito quer Capdevila foram injustiçados por Jorge Jesus pois mereciam ter sido titulares muito mais vezes esta época. Nolito tem muito de fora de série. É um jogador extremamente batalhador, que nunca desiste do jogo, que tem um enorme talento e visão de jogo. O seu passe para o golo de Bruno César foi para mim o momento mais alto do jogo. Nolito deveria ter sido mais vezes titular e espero que Jesus o tenha percebido em definitivo.
Por outro lado, Capdevila sem ser exuberante ou excepcional não compromete, ao contrário de Emerson que há muitos jogos é um foco de instabilidade e insegurança para a equipa. É outra teimosia de Jesus que não se explica e de cujas consequências negativas espero que tenha retirado a respectiva lição.
A colocação de Matic a titular foi também uma decisão certada. Há muito que era evidente que Javi Garcia (para mim um jogador excepcional) não estava nem perto do seu melhor nível. Estava a precisar de banco. Jesus não usou Matic tanto quanto podia e devia ao longo da época - e nem sempre que o usou o fez do melhor modo.
O mesmo se poderia dizer de Saviola, cuja jogada e passe para o segundo golo são demonstrativos da enorme qualidade que este jogador tem e que infelizmente nalguns jogos desta época não conseguiu demonstrar.
Dito isto, o mérito da excelente exibição e vitória tranquila que tinha desejado na antevisão do jogo é obviamente do treinador. O Benfica quando joga bem é um regalo para a vista. É continuar assim até ao fim. O resto logo se verá.
Em primeiro lugar há um factor muito importante e que não posso deixar de destacar: desta vez não houve habilidades na arbitragem. Bem sei que os propagandistas do costume (os mesmos que nos chamam "clube do regime", quando objectivamente nunca o fomos) tentarão fazer de um lance de possível mão de Nolito à entrada da área o centro de toda a polémica e a "chave" do jogo. Realmente não parece haver mão - eu aliás defendo que mais de metade das mãos não deveriam ser assinaladas, pois não são (como a lei exige para que seja marcada falta) deliberadas - mas isso pouco importa para tais "comentadores". Para eles, o Benfica não ser prejudicado pela arbitragem equivale a ser beneficiado.
Ora foi isso precisamente que aconteceu ontem: o Benfica não foi prejudicado pela arbitragem. Também não foi beneficiado e isso é tudo quanto precisaríamos para ser campeões este ano. Ontem, apesar de todas as críticas de que Bruno Paixão tem sido alvo (talvez por não ser, como outros, moço de recados de Pinto da Costa) a arbitragem foi excepcional. Até nisto: depois de dar um amarelo algo forçado a Roberto Sousa não lhe mostrou o segundo quando ele efectivamente merecia. Dirão alguns "especialistas" da arbitragem: devia ter dado, se a falta era para amarelo não interessa ser o primeiro ou o segundo. Eu discordo em absoluto: não é o mesmo dar um amarelo a um jogador ou deixar uma equipa com menos um elemento. Um árbitro não pode ser o factor desequilibrador dos jogos (como foi Proença tantas vezes contra o Benfica), o árbitro deve ter bom senso e passar tão despercebido quanto possível. O jogo deve ser resolvido pelas equipas e não pelo árbitro. Nessa medida concordo em absoluto com a decisão de Bruno Paixão em não expulsar o jogador. Também muito bem ao dar o amarelo ao jogador do Marítimo que simulou um penalty.
Sem factores estranhos, sem árbitros a condicionar ou mesmo determinar o desfecho dos jogos, a enervar propositadamente os jogadores, o Benfica por regra joga bem e vence. Ontem jogou mesmo muito bem, com destaque muito especial para Nolito. Quer Nolito quer Capdevila foram injustiçados por Jorge Jesus pois mereciam ter sido titulares muito mais vezes esta época. Nolito tem muito de fora de série. É um jogador extremamente batalhador, que nunca desiste do jogo, que tem um enorme talento e visão de jogo. O seu passe para o golo de Bruno César foi para mim o momento mais alto do jogo. Nolito deveria ter sido mais vezes titular e espero que Jesus o tenha percebido em definitivo.
Por outro lado, Capdevila sem ser exuberante ou excepcional não compromete, ao contrário de Emerson que há muitos jogos é um foco de instabilidade e insegurança para a equipa. É outra teimosia de Jesus que não se explica e de cujas consequências negativas espero que tenha retirado a respectiva lição.
A colocação de Matic a titular foi também uma decisão certada. Há muito que era evidente que Javi Garcia (para mim um jogador excepcional) não estava nem perto do seu melhor nível. Estava a precisar de banco. Jesus não usou Matic tanto quanto podia e devia ao longo da época - e nem sempre que o usou o fez do melhor modo.
O mesmo se poderia dizer de Saviola, cuja jogada e passe para o segundo golo são demonstrativos da enorme qualidade que este jogador tem e que infelizmente nalguns jogos desta época não conseguiu demonstrar.
Dito isto, o mérito da excelente exibição e vitória tranquila que tinha desejado na antevisão do jogo é obviamente do treinador. O Benfica quando joga bem é um regalo para a vista. É continuar assim até ao fim. O resto logo se verá.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Emoções ao rubro
Faltam poucas horas para o início do jogo.
Tenho uma grande vontade de ir ao Estádio mas a perspectiva de ter que assistir mudo e quedo, rodeado de sportinguistas, a um jogo destes refreia-me tal impeto.
Espero um jogo à Benfica, feito de raça e classe. É o momento dos nossos profissionais dizerem presente. Se vencermos hoje acredito que venceremos os restantes jogos do campeonato. Se assim for tenho toda a convicção de que seremos campeões.
Faltam apenas umas horas. Vamos a isto Benfica.
Tenho uma grande vontade de ir ao Estádio mas a perspectiva de ter que assistir mudo e quedo, rodeado de sportinguistas, a um jogo destes refreia-me tal impeto.
Espero um jogo à Benfica, feito de raça e classe. É o momento dos nossos profissionais dizerem presente. Se vencermos hoje acredito que venceremos os restantes jogos do campeonato. Se assim for tenho toda a convicção de que seremos campeões.
Faltam apenas umas horas. Vamos a isto Benfica.
Imperativo vencer
Ultrapassado na última jornada na Luz o obstáculo do Braga, este é o segundo jogo mais difícil até ao fim do campeonato. O terceiro será o Marítimo, de novo na Luz. Será difícil? Sem dúvida. Mas ao Benfica não se pede que faça apenas o fácil, como não se espera que se possa ser campeão sem ganhar os jogos decisivos.
Como sempre acontece nos dérbis, o Sporting dará tudo para proporcionar uma alegria aos seus adeptos. Para muitos sportinguistas afastar o Benfica da luta pelo título seria uma consolação para uma época de grandes expectativas e maiores frustrações a nível interno. Isso é normal e não diz respeito ao Benfica.
O que é essencial é que em todos os momentos do jogo os nossos jogadores tenham mais querer, mais crença e mais confiança do que o adversário. Só assim poderemos ganhar. A consciência do carácter decisivo deste jogo deve levar a equipa a jogar como fez com o Braga, com um ânimo inquebrantável, animada pelo pensamento de que 90 minutos depois do apito do árbitro pode estar mais perto conquista do campeonato.
É verdade que os nossos adversários também ganharam ao Braga, num jogo em que esperávamos que pudessem perder pontos. Foi um jogo estranho, em que o Porto voltou a ter sorte e em que a inspiração do jogador mais criativo do Braga funcionou desta vez ao contrário. Fez um passe que o Porto transformou em golo, depois de falhar em frente da baliza contrária. São, como se costuma dizer, coisas do futebol.
Independentemente disso, ao Benfica só interessa vencer. E sabemos que se o fizermos entramos para as últimas jornadas do campeonato com uma diferença mínima para o primeiro lugar e um melhor calendário. É que depois de nós também o Porto terá ainda que jogar contra o Sporting. E ambos jogaremos com o Marítimo (que tem sido a equipa sensação do campeonato) com a vantagem de jogarmos em casa, ao passo que o Porto irá aos Barreiros.
Como já antes tinha dito, Alvalade é o nosso jogo do ano.
Como sempre acontece nos dérbis, o Sporting dará tudo para proporcionar uma alegria aos seus adeptos. Para muitos sportinguistas afastar o Benfica da luta pelo título seria uma consolação para uma época de grandes expectativas e maiores frustrações a nível interno. Isso é normal e não diz respeito ao Benfica.
O que é essencial é que em todos os momentos do jogo os nossos jogadores tenham mais querer, mais crença e mais confiança do que o adversário. Só assim poderemos ganhar. A consciência do carácter decisivo deste jogo deve levar a equipa a jogar como fez com o Braga, com um ânimo inquebrantável, animada pelo pensamento de que 90 minutos depois do apito do árbitro pode estar mais perto conquista do campeonato.
É verdade que os nossos adversários também ganharam ao Braga, num jogo em que esperávamos que pudessem perder pontos. Foi um jogo estranho, em que o Porto voltou a ter sorte e em que a inspiração do jogador mais criativo do Braga funcionou desta vez ao contrário. Fez um passe que o Porto transformou em golo, depois de falhar em frente da baliza contrária. São, como se costuma dizer, coisas do futebol.
Independentemente disso, ao Benfica só interessa vencer. E sabemos que se o fizermos entramos para as últimas jornadas do campeonato com uma diferença mínima para o primeiro lugar e um melhor calendário. É que depois de nós também o Porto terá ainda que jogar contra o Sporting. E ambos jogaremos com o Marítimo (que tem sido a equipa sensação do campeonato) com a vantagem de jogarmos em casa, ao passo que o Porto irá aos Barreiros.
Como já antes tinha dito, Alvalade é o nosso jogo do ano.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Jogos que decidem uma época
O Benfica entra hoje na fase crucial da época, praticamente sem qualquer margem de erro.
A táctica para sábado será hoje ensaiada a partir das 5 da tarde no Seixal.
Ao jogo com o Braga seguir-se-ão a viagem para Londres na terça-feira e jogo com o Chelsea na quarta.
Depois virão alguns dias de descanso e segunda-feira, dia 9 de Abril, o jogo com o Sporting.
O resultado destes 3 jogos grandes determinará se a Final da Taça da Liga, que se disputa dia 14 de Abril no Algarve, é ou não importante. Se o campeonato estiver encaminhado (e uma improvável qualificação para as meias-finais da Champions se alcançar) a conquista da Taça da Liga será vista como um acrescento de brilho, um factor extra de motivação para as jornadas finais. Se aqueles jogos tiverem corrido mal, a Taça da Liga será uma fraca consolação e os benfiquistas sentir-se-ão demasiado fragilizados para contrariar a desvalorização que os nossos adversários constantemente fazem desta competição.
Tudo se joga portanto em aproximadamente duas semanas.
Sem prejuízo de uma análise mais detalhada do jogo de sábado, que ainda farei até lá, apontarei por agora o seguinte.
O Braga atravessa neste momento a fase que o Benfica viveu até ao factídico jogo com o Zénite. Está forte e motivado, tem jogadores em excelente forma. É consistente e seguro.
Também o Benfica, até São Petersburgo e Guimarães, parecia uma equipa muito sólida, que dificilmente perderia um jogo. Na verdade esteve imbatível até àqueles jogos.
Por outro lado, o Benfica tem vindo a fazer jogos que, sem serem brilhantes, em circunstâncias normais teriam tido outros desfechos.
A sorte desempenha no futebol, como na vida, um papel importante. Na minha análise, que muitos partilham, o Benfica não tem sido feliz em momentos decisivos do jogo, quer na concretização de oportunidades, quer nas decisões dos árbitros.
A qualidade porém não desapareceu. Cardozo continua a ser dos melhores a finalizar, Gaitan, Bruno César e até Nolito não deixaram de um dia para o outro de ser jogadores criativos, imprevisíveis, Javi Garcia e Luisão não desaprenderam de jogar futebol, ao passo que Maxi está (continua) num grande momento de forma.
Serve tudo isto para dizer que sábado as coisas podem mudar e a sorte que nos tem faltado pode-nos voltar a sorrir.
Para além dos treinos e das tácticas, há porém algo que será decisivo - a motivação e a confiança dos jogadores em si próprios. Neste capítulo o treinador tem um papel fundamental.
Ao invés de medo de perder tudo em duas semanas, os profissionais do Benfica têm que sentir que os grandes objectivos da época estão ao seu alcance e que ganhando os jogos que se seguem quase os garantirão. A sorte vem por marés e gosta de se dar aos que confiam em si mesmos. Saiba o Benfica meditar nisto. Apesar dos maus momentos que vivemos esta época, nada está perdido, havendo muito (tudo) para ganhar.
A táctica para sábado será hoje ensaiada a partir das 5 da tarde no Seixal.
Ao jogo com o Braga seguir-se-ão a viagem para Londres na terça-feira e jogo com o Chelsea na quarta.
Depois virão alguns dias de descanso e segunda-feira, dia 9 de Abril, o jogo com o Sporting.
O resultado destes 3 jogos grandes determinará se a Final da Taça da Liga, que se disputa dia 14 de Abril no Algarve, é ou não importante. Se o campeonato estiver encaminhado (e uma improvável qualificação para as meias-finais da Champions se alcançar) a conquista da Taça da Liga será vista como um acrescento de brilho, um factor extra de motivação para as jornadas finais. Se aqueles jogos tiverem corrido mal, a Taça da Liga será uma fraca consolação e os benfiquistas sentir-se-ão demasiado fragilizados para contrariar a desvalorização que os nossos adversários constantemente fazem desta competição.
Tudo se joga portanto em aproximadamente duas semanas.
Sem prejuízo de uma análise mais detalhada do jogo de sábado, que ainda farei até lá, apontarei por agora o seguinte.
O Braga atravessa neste momento a fase que o Benfica viveu até ao factídico jogo com o Zénite. Está forte e motivado, tem jogadores em excelente forma. É consistente e seguro.
Também o Benfica, até São Petersburgo e Guimarães, parecia uma equipa muito sólida, que dificilmente perderia um jogo. Na verdade esteve imbatível até àqueles jogos.
Por outro lado, o Benfica tem vindo a fazer jogos que, sem serem brilhantes, em circunstâncias normais teriam tido outros desfechos.
A sorte desempenha no futebol, como na vida, um papel importante. Na minha análise, que muitos partilham, o Benfica não tem sido feliz em momentos decisivos do jogo, quer na concretização de oportunidades, quer nas decisões dos árbitros.
A qualidade porém não desapareceu. Cardozo continua a ser dos melhores a finalizar, Gaitan, Bruno César e até Nolito não deixaram de um dia para o outro de ser jogadores criativos, imprevisíveis, Javi Garcia e Luisão não desaprenderam de jogar futebol, ao passo que Maxi está (continua) num grande momento de forma.
Serve tudo isto para dizer que sábado as coisas podem mudar e a sorte que nos tem faltado pode-nos voltar a sorrir.
Para além dos treinos e das tácticas, há porém algo que será decisivo - a motivação e a confiança dos jogadores em si próprios. Neste capítulo o treinador tem um papel fundamental.
Ao invés de medo de perder tudo em duas semanas, os profissionais do Benfica têm que sentir que os grandes objectivos da época estão ao seu alcance e que ganhando os jogos que se seguem quase os garantirão. A sorte vem por marés e gosta de se dar aos que confiam em si mesmos. Saiba o Benfica meditar nisto. Apesar dos maus momentos que vivemos esta época, nada está perdido, havendo muito (tudo) para ganhar.
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