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terça-feira, 4 de junho de 2013

O que se passou afinal Domingo de Carnaval?

Esta época fica marcada pelo Domingo de Carnaval.

Nesse dia Proença resolveu dar mais um dos seus "recitais", não vendo razão para duas penalidades a favor do Benfica mas vendo para duas expulsões contra.

Se pensarmos que perdemos o campeonato por 1 ponto podemos concluir que com outra arbitragem na Choupana o Benfica poderia ter sido campeão. 

No entanto não foi essa a única coisa que aconteceu nesse dia. Logo pela manhã de Domingo de Carnaval se soube que tinha ocorrido um assalto à Federação Portuguesa de Futebol. 

Alguém entrou e levou os computadores de Fernando Gomes e a sua secretária, numa operação altamente profissional. O Presidente da Federação disse nesse dia, com voz embargada, que o assalto fora feito a mando de alguém que o quererá limitar ou chantangear. São obviamente declarações gravíssimas que em si mesmas deveriam ser investigadas. Por outro lado foram encontradas diversas provas forenses no local e captadas imagens de vídeos.

Soube-se também entretanto que o computador de Vitor Pereira, o da arbitragem, fora também roubado e que poderia inclusivamente ter sido o alvo do assalto.

No entanto até hoje, dia 4 de Junho, nada se passou. Pelo contrário, se alguma coisa aconteceu foi precisamente um regresso ao passado em termos de arbitragem, como se viu na fase final do campeonato em que até tropeções ou simulações 1 metro fora da área deram penalties e expulsões dos adversários.

Provavelmente será mais um caso para "arquivar" e esquecer, até ao dia em que se fará a história de toda a corrupção em que viveu o futebol português. Quando será esse dia não sabemos.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Campeonato falsificado - Josué

Josué, do Paços de Ferreira, assinou pelo Porto.

Se esta contratação era já por si só pouco recomendável e mesmo suspeita, pois suscita dúvidas quanto à verdade desportiva do jogo Paços-Porto, o que pensar dela quando vemos que o jogador (burro) veio dizer o seguinte: "Tinha duas certezas, uma que iria regressar e que nunca ia jogar no Benfica, por isso é que hoje estou aqui. Sou do FC Porto, de coração, e toda a gente que é do clube ninguém gosta do Benfica e eu não fujo à regra"?
 
Mas, mais ainda do que isto, há uma outra coisa que torna esta contratação altamente suspeita. Trata-se de algo que terá sido confidenciado por Josué na semana que anteceu o jogo com o Porto e que chegou à blogosfera benfiquista por esses dias (há cerca de duas semanas). Note-se que nessa altura ninguém do Benfica sabia que Josué viria realmente a ingressar no Porto e a confirmar (como fez ontem) que é do Porto e que não gosta do Benfica.

Leiam e tirem as vossas ilações:
 
* Josué, jogador preponderante na equipa do Paços e membro dos "Superdragões" desde há muitos anos, garantiu no seu circulo de "amigos" que estava tudo controlado. Têm sido constantes os encontros entre neste atleta e alguns dos mais conhecidos membros da claque portista. Segundo palavras do mesmo "não há razão para preocupações, o porto será campeão ou… Campeão".
Josué tem também aconselhado colegas a não se armarem a heróis porque "aquela malta não brinca". Este talentoso médio tem servido como uma espécie de infiltrado daquele grupo de marginais no balneário Pacense. Domina os mais fracos, demove os indecisos e denuncia os íntegros. Estes últimos os principais alvos do terror psicológico em relação às familias.

http://planetaslbenfica.blogspot.pt/2013/05/josue-diz-estar-tudo-controlado-porto.html
 
 
MEUS AMIGOS ESTAMOS PERANTE A MAIOR E MAiS DESCARADA FALSIFICAÇÃO DA VERDADE DESPORTIVA JAMAIS PRATICADA EM PORTUGAL. NEM NOS TEMPOS ÁUREOS DO APITO DOURADO SE ATINGIU ESTA DESVERGONHA.
 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Campeonato falsificado - começam a aparecer indícios

Caros benfiquistas, quando digo que o campeonato foi falsificado não estou a falar de um erro arbitral, nem sequer de uma predisposição dos árbitros (que já sabemos existir sempre) para prejudicar o Benfica e beneficiar o Porto.

Quando digo que o campeonato foi falsificado, estou a falar de uma autêntica golpada, estou a falar de batota deliberada e cozinhada entre vários intervenientes. Estou a falar de matérias que, a serem provadas, levariam à irradiação de pessoas e à descida de divisão de clubes. Estou a falar de situações ao nível do mais grave que se passou nos anos do Apito Dourado.

É possível que Pinto da Costa tenha ontem falado "demais". Não vi a entrevista evidentemente. Mas já tive ecos e já vi hoje alguns excertos. E reitero esta ideia: Pinto poderá ter dito o que não devia.

E nem sequer estou a falar da frase: "Eu espero que nos próximos 20 anos se atribuam os campeonatos aos árbitros".

A todos os benfiquistas peço para estarem alerta. Há coisas que se fazem que deixam sempre marcas aqui e ali. A forma como não apenas portistas mas também muitos sportinguistas nos têm tentado calar, com a conversa de que estamos com um "melão" e que perdemos por culpa própria, devendo estar calados porque até é "ridículo" queixarmo-nos, mostra como também sentem que há algo aqui que não bate certo, que há algo aqui que cheira demasiado a esturro. Daí andarem por tudo quanto é rede social e blogs a deixarem comentários, a tentarem desviar atenções, a tentarem ridicularizar as nossas legítimas queixas e perplexidades em relação a algumas das coisas que se passaram nas últimas jornadas.

Por enquanto é tempo de nos concentrarmos na Taça de Portugal, troféu importantíssimo que é fundamental ganhar.

Depois disso voltarei ao tema. Há mais dados que importa investigar até ao fim. Todos podemos dar um contributo, na medida daquilo que vamos sabendo ou ouvindo, para que a verdadeira história do que se passou seja conhecida.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A vergonha já chegou lá fora

A vergonha do futebol português começa finalmente a ultrapassar fronteiras. Sigam o link e vejam o que se diz. Porque quando somos nós a dizê-lo cá dentro é porque somos facciosos e temos mau perder. A história é a mesma há 30 anos. Nem com provas irrefutáveis esta gente foi presa ou sequer afastada fo futebol. Daí eu lhe chamar frutabol.

Lá fora diz-se "simulação chocante", "decisão escandalosa". Cá dentro anda-se para a frente como se nada fosse e fala-se dos "deméritos do Benfica" que perdeu "por culpa própria".

Vejam então a notícia dum site internacional:


http://www.givemefootball.com/346457-porto-claim-portuguese-title-after-outrageous-penalty-decision?fb_comment_id=fbc_365683363541578_1826683_365753743534540#f22edafb738070e

No País do frutabol

No País do frutabol vale tudo para ganhar.

No País do frutabol quem ganha é sempre o "melhor" e um "vencedor justo".

No País do frutabol ganha sempre o mesmo. E quando não ganha houve túneis ou capelas.

No País do frutabol é normal um clube ser beneficiado pela arbitragem em pelo menos dois terços dos jogos e prejudicado em 0.

No País do frutabol o clube que ganha sempre e é quase sempre beneficiado pelas arbitragens passa a época a queixar-se das arbitragens.

No País do frutabol todos os agentes desportivos olham para o lado para não terem que ver ou comentar esta situação.

No País do frutabol quando alguém se atravessa à frente do clube que ganha sempre é trucidado.
Se for árbitro a sua carreira está arruinada, se for jornalista leva pancada, é demitido ou passa à prateleira, se for jogador nunca mais ninguém lhe pega, se for clube pequeno vai, sem contemplações, parar à segunda divisão.

No País do frutabol quando um comentador é incómodo leva uns sopapos dos seguranças de Pinto da Costa, mas depois tudo passa e tudo é esquecido.

No País do frutabol qualquer árbitro pensa duas, três e quatro vezes antes de tomar uma decisão que o clube que ganha possa considerar prejudicial aos seus interesses - é que se arrisca a não voltar a apitar ao mais alto nível.

No País do frutabol quando o único clube que tem poder e dimensão para fazer frente ao clube que ganha é beneficiado por uma arbitragem cai o carmo e a trindade: semanas depois desse "escândalo" imprensa e comentadores ainda não falam noutra coisa.

No País do frutabol quando o Benfica vai ao Porto são precisos mil polícias armados para evitar a tragédia.

No País do frutabol quem comprovadamente corrompe é absolvido em tribunal, continua a dirigir o clube que ganha, a gozar na cara os adversários e a usar os mesmos métodos, agora ainda mais seguro de si mesmo e mais endeusado por uma legião de fanáticos e de aduladores.

No País do frutabol aqueles que perdem desta maneira desleal, são constantemente insultados em todos os jogos do clube que corrompe e não apenas ainda são gozados como não têm ninguém que verdadeiramente defenda o seu emblema.

No País do frutabol para além dos comentadores que são silenciados e agredidos, restam poucos independentes, pois a maioria, por medo, cobardia ou desonestidade faz activa ou passivamente o jogo do clube do sistema.

No País do frutabol os comentadores de serviço são constantemente portistas (Manuel Queirós, Freitas Lobo, Bruno Prata) ou sportinguistas (Fernando Correia) ou até madrilistas (Dani) pois quando um é benfiquista (João Gobern) demitem-no, colocando-o ao lado de fanáticos nos programas de paineleiros.

No País do frutabol, quem ganha tem sempre razão. Adula-se quem ganha e cospe-se em quem perde.

No País do frutabol não há vergonha na cara.

No País do frutabol todos sabem disto mas ninguém faz nada.

No País do frutabol mete nojo ver futebol.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Caça-fantasmas

Faltam menos de 48 horas.

Escrevi um post há algumas horas, tentado afastar um pouco as atenções de todos nós do clássico de sexta, para descontrair, falando de Alex Ferguson, e consegui a proeza desse ser o post menos lido de sempre deste blog!

Não há volta a dar: os benfiquistas estão focados a 100% no jogo com o Porto.

O que se percebe perfeitamente, até nos casos em que há desconfiança ou pessimismo. Nos últimos 30 anos, por um conjunto de factores de que aqui temos falado várias vezes, o Porto tem sido uma espécie de papão.

É altura porém de por um ponto final nisso.

Com respeito pelo adversário (independentemente do que os seus dirigentes ou funcionários possam dizer acerca do Benfica), com respeito sobretudo pelo jogo e pela competição e, claro, acima de tudo pelo Benfica, a sua história e símbolo, a nossa equipa tem todas as condições para vencer no Porto e de lá trazer o título de campeão.

É hora de acabar com os fantasmas. É hora de desferir um golpe definitivo no sistema, na sua própria casa.




 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Casagrande - Eis o verdadeiro ESCÂNDALO que está a ser ignorado

Que o clube de Pinto da Costa, Reinaldo Teles e, em tempos, o guarda Abel, subornava e coagia árbitros e adversários, é algo que já sabíamos desde que as escutas do Apito Dourado se tornaram públicas.
Que o rendimento de vários jogadores do Porto tem vindo ao longo dos anos a gerar algumas suspeitas, é algo a que já aqui aludi, embora sempre tenha dito que não podia afirmar nada porque não havia provas.

Ontem tudo mudou: Casagrande, jogador do Porto em 1988, admitiu que se dopou no Porto e que essa era prática comum no clube!

Estamos perante uma denúncia de uma gravidade extrema. No seu livro, escrito por um jornalista, Casagrande omite o nome do clube em que se dopou, por questões que todos percebem, tendo os acontecimentos de hoje já vindo dar-lhe razão: Domingos Gomes, Artur Jorge, Jaime Magalhães, Inácio, Sousa já vieram negar e até ameaçar processos judiciais.

Faz-me lembrar... Lance Armstrong.

No entanto, nesse mesmo livro, Casagrande refere-se à lesão grave que sabemos ter acontecido no Porto. E diz explicitamente que, por ter usado substâncias dopantes, mesmo com a rotura completa de ligamentos no tornozelo, a tal lesão que sofreu, ele queria voltar ao campo...

Casagrande diz: sentia-me um super-homem, com o rendimento físico a ser potenciado: "alongamento máximo dos músculos. Podia-se levantar totalmente a perna, a gente virava bailarina... Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece... se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas". 
(Do livro "Casagrande e os seus demônios", citado pelo blog Indefectível)

Onde é que eu já vi isto?

Até ontem, apenas existiam suspeitas e algumas denúncias a medo. Houve a história de Fernando Mendes que depois disse que afinal o clube do Norte onde se dopava não era o Porto mas sim o Boavista...

Depois de Casagrande, a história é outra. Não me surpreende, antes pelo contrário.

O Porto dos tempos de Casagrande e o de hoje são comandados pelos mesmos indivíduos e com as mesmas tácticas e métodos - a grande "organização" e a grande "máquina", liderada por Pinto da Costa com Reinaldo Teles ao lado, que alguns passam a vida a adular.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

As escutas - parabéns ao "Correio da Manhã"

O "Correio da Manhã" é um jornal que se conhece sobretudo pelas suas histórias de crimes e pelos posters de mulheres despidas, que, numa altura em que não havia internet nem TV cabo (nos anos 80), eram o cúmulo do "picante" no País.
Não deixa porém de ser um dos jornais mais atentos a tudo o que se passa em Portugal, tendo por norma mais notícias do que os seus concorrentes, por estar mais e melhor implantado em todo o País, nomeadamente na província, onde outros não chegam.
Recentemente, o CM aderiu à nova moda - os canais temáticos cabo - o que desde logo teve um mérito tremendo: para conseguir desde já alcançar audiências significativas, começou por divulgar as escutas do Apito Dourado, conhecidas e inéditas.
Num País, o nosso, no qual a Justiça é um arremedo de direito (ele próprio já constituído por um amontoado de leis pouco coerentes e mal elaboradas, forjadas numa mentalidade demasiado ideológica), um sistema totalmente ineficaz, a existência de uma comunicação social que denuncie os escândalos e atropelos de toda a decência que perpassam pela política e pela sociedade em geral, é um imperativo.

Só através da imprensa os Portugueses podem ter a esperança de saber o que realmente se passa por muitos corredores do poder - porque com a justiça (as provas são inúmeras) não se pode contar. É uma triste mas indiscutível realidade.

Ou não será verdade que um apparatchik do anterior governo andou tentando calar a imprensa incómoda, comprou o apoio de Figo a José Sócrates, saiu da PT com uma indeminização milionária, com esse dinheiro tentou comprar direitos televisivos da Champions League e continua andando por aí, tendo-se ainda permitindo "comprar" o Belenenses?

Ou não será verdade que quase todos os responsáveis pela calamidade do BPN continuam andando por aí com vidas faustosas e que a famosa SLN, agora com outro nome, continua a ter um enorme património enquanto so portugueses continuam a ter que fazer tremendos sacrifícios, em parte para tapar buracos criados por aquele mesmo BPN?

Ou não será verdade que algumas empresas proto-estatais continuam a ter regimes de excepção, ordenados milionários, benesses inaceitáveis?

A lista poderia continuar.

Nessa medida, temos que estar gratos ao CM por, muito provavelmente por razões comerciais mas ainda assim, estar a divulgar as escutas do Apito Dourado, a maior fraude desportiva que conheço a nível mundial. A organização, o sistema subjacente ao futebol português dos últimos 30 anos, foi uma autêntica "fábrica" de corrupção, uma central de vício, batota e adulteração de resultados e competições. Uma agência de prostitutas, de viagens, de dinheiros mal explicados, de "campeões" viciados. E (quase) todos, exceptuando Valentim Loureiro, os árbitrso que se retiraram e os dirigentes que entretanto morreram, continuam no activo, fazendo o mesmo!

A vergonha não tem fim. E o que faz a justiça? Declara a nulidade das provas, decide prescrições, absolve culpados por "falta de provas", quando as mesmas são esmagadoras e auto-evidentes. A justiça descredibiliza os testemunhos dos acusadores em favor dos acusados, em causa própria. Que aceita que um árbitro vai à noite a casa do Presidente do clube que apitará no dia seguinte para receber conselhos matrimoniais para o seu Pai? Onde está a justiça? Onde está a decência? Onde está a vergonha?

Para além de casos já bem conhecidos, as escutas revelam outros casos espantosos que merecem artigos separados.

Notas da imprensa

Na vizinha Espanha, as ondas de choque pela polémica eliminação do Málaga ocupam grande parte da imprensa desportiva. Sobretudo no sul do país, há uma enorme indignação, fazendo-se eco das declarações de jogadores e responsáveis do Málaga. Pelegrini diz que os jogadores do Dortmund "acabaram o jogo às cotoveladas" e que o árbitro perdoou duas expulsões aos alemães, tendo permitido tudo nos últimos 7 minutos, incluindo um inacreditável golo em que há um duplo fora-de-jogo, o primeiro dos quais com 4 jogadores. Joaquim diz que suspeitam "de Platini e de todos" pois o Málaga não é o Real Madrid. O xeque dono do Málaga fala de "racismo". Vários jornais usam a expressão "roubo".


Em Portugal, Bruno de Carvalho ocupa as primeiras páginas de "A Bola" e o "Record", a propósito de um alegado braço de ferro com a banca e das dificuldades de tesouraria do Sporting. A manchete do "Record" (de propósito ou sem querer) sugere algo mais, pois "Bruno mostra o que vale" faz perigosamente pensar em "Bruno mostra que é Vale".

O "Correio da Manhã" diz a este propósito que Bruno de Carvalho e Ricciardi se terão envolvido numa troca de insultos num telefonema.

"A Bola" noticia também que Peseiro está de saída do Braga, o que dificilmente pode ser considerado uma surpresa.

O mesmo periódico diz, citando "A Marca", que Falcão poderá estar a caminho do Manchester United.

No "Record" especula-se com outras transferências, nomeadamente a de Jackson Martinez para o Anzi, de Capel para o Liverpool e de Insua para o Benfica.

Finalmente, a imprensa tem também nos últimos dias, continuando hoje, dado destaque a declarações de André Villas Boas confirmando a utilização de um método de transfusões de sangue (próprio) para apressar a recuperação de Gareth Bale. Parece-me mais um sintoma de que métodos proto-dopagem são usados impunemente no desporto de alta competição!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Regresso de Proença à Choupana - eu explico

Proença distinguiu-se o ano passado por ter dado o campeonato ao Porto. Aliás se há coisa de que os cozinheiros dessa "conquista" não podem ser acusados é de terem tentado esconder o que fizeram. Pelo contrário: tudo foi feito às claras. Tão às claras que no jogo da "consagração" (de uma farsa), Proença foi o escolhido, brindando o adversário do Porto nesse jogo com ... um penalty e duas expulsões. Pois claro! E houve abraços e beijinhos para celebrar condignadamente.
Como deu Proença o campeonato ao Porto?
Simples: não marcando uma falta que existiu e que deu um contra-ataque do Porto que resultou no 2-2 (na altura o Benfica estava a dominar o jogo e adivinhava-se o 3-1 a qualquer momento) e, vendo aí uma janela de oportunidade, expulsando poucos minutos depois Emerson por duas faltas absolutamente insignificantes (uma delas nem é claro que exista). Claro que na nossa terra de gente ignara, ninguém analisou condignadamente estes lances de amarelos (num jogo em que aliás houve entradas muito feias, sobretudo de jogadores do Porto) e expôs com clareza e coragem a injustiça da expulsão. Aliás, como o expulso foi Emerson (o patinho feio), colocou-se a culpa no jogador, apresentando-o como o elo mais fraco (ele que nos lances em causa nada tinha feito para merecer nem sequer um cartão amarelo, quanto mais dois). Para coroar a sua exibição de "melhor do mundo", Proença, aqui numa decisão do seu auxiliar que ele sancionou, deixa passar um fora de jogo claríssimo, de mais de um metro, que resultou na derrota do Benfica a minutos do fim e na vantagem do Porto no campeonato, quer em pontos, quer no confronto directo.
Já antes Proença fizera das suas: na primeira volta, na nossa visita a Braga, sancionara uma cotovelada ostensiva e evidente Djamal na cara de Gaitan com apenas cartão amarelo, deixara passar em claro um penalty sobre Luisão e ainda inventara um penalty contra o Benfica num lance em que novamente Emerson (certamente escolhido não por acaso) de costas para o lance leva com a bola, cruzada a dois metros, no cotovelo. Tudo normal. Se o "melhor do mundo" apitou está bem apitado.

Mas o que tem isto a ver com a Choupana?

Uma só coisa: Proença.

Muitos já não se recordarão das circunstâncias em que o Sporting chegou o ano passado ao Jamor. Mas a Justiça Benfiquista vai recordar.

Então foi assim: na 1ª mão, o Nacional ganhava em Alvalade por 2-0 ao intervalo. Mas logo aos 56 minutos, o jogo começa a mudar de feição: Márcio Madeira, que entrara para substituir o lateral esquerdo do Nacional, "amarelado" na 1ª parte, vê também o mesmo cartão. E apenas 9 minutos depois, surge o 2º e a respetiva expulsão. O Sporting marca então o 1-2 e 6 minutos depois da hora (seis), num livre duvidoso e num lance esquisito em que há um fora de jogo posicional que parece interferir com a jogada, surge o empate. O árbitro foi Paulo Baptista.

Mas o melhor estava ainda para vir. No jogo da 2ª mão, com o Sporting a vencer por uma bola, aos 55 minutos Proença tem uma das suas decisões: expulsa um jogador do Nacional. Mas atenção: num lance em que o jogador do Nacional só joga a bola. Incrivelmente, o Nacional empata aos 62 a jogar 10 contra 11 (ou 14). Não contente, aos 75 Proença marca um penalty dos seus , PURA E SIMPLESMENTE INVENTADO do seu cardápio e... expulsa mais um do Nacional. Que passa a jogar com 9 e ainda tem oportunidade de fazer o 2-2. Aos 90+4 minutos, o Sporting faz o 3-1. Proença estava de parabéns.


De acordo com o Presidente do Nacional, quem viajou e esteve em em amena cavaqueira com Proença no voo para o Funchal?

Ainda não estão a ver?

Esse mesmo...

Paulo Pereira Cristovão.

Pois é.

As curiosidades com Proença não ficam porém por aqui.

É que já este ano, é chamado a arbitrar um jogo importante para o Sporting: o jogo em Alvalade com o Braga. Com o Sporting a vencer por 1-0, o Braga lança-se para o ataque e encosta o adversário às cordas. Adivinhava-se um golo a qualquer momento. E finalmente ele surge, através de Alan que se eleva mais alto e cabeceia bem na área. Golo.

Golo? Não!

A bola passou realmente Patrício, que parecia intransponível nessa partida. Mas não ultrapassou Proença. Ele estava lá e anulou o golo. Anulou porque sim. O que se passou? Joaquim Rita, comentando, lança a hipótese: talvez Proença tenha visto alguma coisa no meio campo...

É o melhor árbitro do mundo e está tudo dito.

Agora reparem nesta última curiosidade.

No Braga-Benfica da época passada, Proença prejudica o Benfica e beneficia o Braga.
No Benfica-Porto da época passada, Proença prejudica o Benfica e beneficia o Porto.
No Nacional-Sporting da época passada, Proença prejudica o Nacional e beneficia o Sporting.
No Porto-Sporting da época passada, Proença prejudica o Sporting e beneficia o Porto.
E no Sporting-Braga desta época, Proença prejudica o Braga e beneficia o Sporting.
As constantes: em todos os jogos houve penalties, expulsões ou ambos. Com uma excepção, no Sporting-Braga houve "apenas" um golo anulado porque sim. Uma equipa foi sempre beneficiada: o Porto. Uma sempre prejudicada: o Benfica. Braga e Sporting foram prejudicados ou beneficiados de acordo com as conveniências. O Nacional também sai prejudicado deste balanço. Veremos como no fim do jogo de Domingo estará este balanço.

Isto para falar só da época passada e da presente.

Já agora, Proença recentemente também esteve em Setúbal para apitar o Setúbal-Porto. Foi uma farsa em dois actos: primeiro as poças de água "impediram-no" de realizar o jogo. Depois, umas semanas depois, lá se jogou. O que se passou? Nada de especial. Só duas expulsões e um penalty...

No fim chamou "energúmenos" aos adeptos do Setúbal.

Proença é mesmo o melhor.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Porto pede ajuda aos árbitros

Será que algo já não é o que era no reino do dragon? É que antigamente manobras como as das últimas semanas eram feitas discretamente, nos bastidores, manipulando certos cordelinhos. Nós sabemos que ainda há muita gente a operar nesses meandros a mando do Porto (os tais Antoninos e Craveiros) mas pelos vistos isso não está a chegar.
Após o jogo do Benfica eu disse que não iria comentar as declarações do treinador do clube do Porto. A linguagem foi de tal calibre e a provocação era de tal forma evidente que eu optei por não qualificar e não comentar sob pena de me vir a arrepender do que pudesse escrever.
Mas, muito mais importante do que isso, foi o facto do treinador e dos jogadores do Benfica também não se terem deixado afectar por aquelas palavras e permanecerem concentrados unica e exclusivamente nos seus jogos e nos objectivos que, com o nosso apoio, perseguem.
Ora, percebendo que a sua estratégia de procurar distorcer o que aconteceu e manipular as pessoas não está a resultar (o público já se começa a cansar de tanta mentira portista), o clube do Porto agora optou por uma outra, menos subtil, mais directa: apelar aos árbitros para prejudicarem o Benfica, para expulsarem os jogadores do Benfica mesmo sem nenhuma razão, apenas porque são bons e porque se percebe que 11 contra 11 não é fácil bater este Benfica.

Mais uma vez digo, ignoremos mas mantenhamo-nos em alerta contra qualquer manobra arbitral. Não entramos em jogo sujo mas não podemos ser os patinhos. Já chega, já cansa de tanto sistema, de tanto colo. Eles não têm mesmo vergonha nenhuma!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Provocações e insultos - eles não sabem mais

Estranhei de algum modo uma certa "acalmia" dos lados das antas em vésperas de clássico.

Digo certa porque apesar de tudo houve provocações de Miguel Sousa Tavares, na sequência de uma outra situação que ainda aqui não comentei: o jogo de hóquei no Pavilhão da Luz entre o Benfica e o Porto.
Em primeiro lugar e já que abordo o assunto, é de lamentar que tenhamos perdido esse jogo tão importante, falhando nos momentos cruciais, sobretudo nos lances capitais de penalties e livres directos. Falhou qualquer coisa e se calhar um bocadinho do lado da mentalidade. Há que perceber que estes jogos têm que ser abordados como se se tratassem de uma verdadeira final e que ter uma atitude mais assertiva.
Mas claro que, em termos de desporto, o o pior viria depois. No desporto é sempre possível ganhar, perder e empatar. As pessoas civilizadas têm que estar preparadas para os três cenários ainda que entrem nos jogos sempre para ganhar. No fim há que aceitar o desfecho, ainda que seja óbvio que os que perdem não fiquem satisfeitos.
Com o Porto porém as coisas são diferentes. Quando perde os seus adeptos (o ano passado no "dragão-caixa" isso verificou-se na final do basket) tentam invadir o campo e agredir os adversários ou os seus jogadores (Hulk, Sapunaru, Helton) agridem quem lhes aparecer à frente. Quando ganham pelos vistos também agridem os espectadores.

Em todos os casos, há uma constante: foram provocados. Portanto fica tudo justificado.

Mais uma vez sublinho: é curioso. Num caso os adeptos do Porto agridem os nossos atletas, atirando toda a espécie de objectos para o campo e só não o invadindo pela intervenção da polícia, noutro os próprios jogadores de futebol agridem os famosos stewards (que afinal, de acordo com a Liga são apenas espectadores), ainda num terceiro caso os jogadores agridem à stickada os espectadores. Em todos os casos o que justificou as agressões? Provocações.

Mas ainda com imagens de uma agressão à stickada (que aliás nem é inédita, pois uma criança de 10 anos foi também há uns anos alvo do mesmo por parte dum jogador do Porto, ficando em coma e vindo a morrer dois anos depois em circunstâncias misteriosas), o que vem dizer Sousa Tavares? Que o Benfica não sabe perder.

Há uns meses Carlos Lisboa "não soube ganhar" porque "provocou" os adeptos do Porto, ao festejar a vitória do Benfica. Agora os adeptos do Benfica "não souberam perder" porque reagiram mal às provocações dos jogadores do Porto. (Alegadamente um adepto do Benfica terá cuspido para o guarda-redes do Porto. Lamentável? Sem dúvida. Condenável? Certamente. Justifica que o jogador do Porto o agrida à stickada? Para Sousa Tavares parece que sim.)

É um padrão de comportamento. É uma forma de estar.

É aliás a única que aquela gente conhece. Por isso se mostraram, pouco depois de as escrever, acertadas as minhas reflexões sobre a forma de estar que precisa de guerrilha e mau ambiente para motivar as suas hostes que caracteriza o Porto. Com efeito, apenas minutos depois viria o treinador do Porto com provocações despropositadas acerca do "próximo jogo do Benfica na Liga dos Campeões", de "como o Benfica está sempre bem e o Porto chega à Luz e ganha" e fazendo ainda insinuações que visam condicionar a arbitragem.

O que ele quer é conversa. Ele bem sabe como o Benfica está melhor, é mais forte. Teme o jogo pois sabe que sem factores estranhos o Porto tem poucas hipóteses de ganhar e muitas de perder. Portanto tenta, com este tipo de joguinhos mentais e ruído, baralhar os dados, instalar a dúvida nalguns adeptos do Benfica mentalmente mais frágeis, pressionar os árbitros.

Nos últimos anos o Benfica tem-se deixado ir nesta conversa, tem-se deixado abater demasiado por estes factores que deveriam ser estranhos ao futebol mas que para o clube do Porto são a forma, a essência mesma de como estão no desporto. Nos momentos em que soubemos resistir a todos os truques sujos, a todas as baixarias, provocações e aleivosias, jogando pelo Benfica, com paixão pelo Benfica e à Benfica, alcançámos vitórias únicas, que ainda hoje e sempre lhes estarão atravessadas.

Foi assim em 1991, quando César Brito calou as antas - mas não o túnel das antas, onde a mulher de Reinaldo Teles e o guarda Abel distribuiram chapadas. Foi assim em 2009 quando Saviola disse que o Benfica ia ser campeão e calou os portistas - mas não no túnel onde Fernando, Hulk, Sapunaru e Helton distribuiram murros e pontapés. Foi assim também em 1998 quando a perder 3-0 os jogadores do Porto desataram a agredir jogadores e treinadores do Benfica (na altura não havia o polvo mas houve uma Lula a pôr a mão na cara do então nosso treinador Souness e Jardel a agredir pelas costas - curiosamente dessa vez Paulinho Santos não deu cotoveladas nem partiu o maxilar de JVP). Em 2010 aquando da nossa vitória na final da Taça da Liga também por 3-0 Bruno Alves distribuiu pontapés e cotoveladas (sem ser expulso obviamente) e o jogo teve que ser interrompido por a claque do Porto arremessar objectos para a baliza benfiquista. E pelos vistos assim terá que ser muito mais vezes até que alguém ponha um fim a isto.

O Benfica tem que se alhear de todo este folclore de bairro, esta conversa de garotos e arruaças de selvagens e começar consistentemente a vencer o Porto. Por uma razão simples: é melhor. Para isso exige-se porém uma atitude competiva e ganhadora, que não se distraia nem se deixe intimidar, do 1º ao último minuto.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Propaganda para acéfalos

O Benfica já fez comunicados com os quais não me identifiquei. E teve no passado recente comportamentos (sobretudo um) que não honram a sua história. Aliás a maioria dos benfiquistas não tem problemas em reconhecê-lo.

Felizmente porém, há muito que não existem comunicados bacocos nem comportamentos menorizantes. As declarações de Vieira sobre Godinho poderão ser excessivas para alguns mas porventura limitam-se a, de forma muito crua e directa, reflectir uma realidade, aliás depois de múltiplas provocações de Godinho.

À parte disso o Benfica tem sido uma voz quase solitária a pugnar por valores que deveriam ser indiscutíveis para todos os agentes desportivos: a luta pela verdade desportiva, a defesa da integridade da competição, da imparcialidade dos árbitros, da justiça dos castigos, da sustentabilidade dos clubes. Não só essa voz tem sido quase solitária como os poderes instalados do futebol se têm multiplicado em tentativas para a silenciar.

O presente status quo interessa só a um, embora exista outro que, apesar de estar praticamente na falência (desportiva e financeira), continuar a julgar que dele pode beneficiar.

Ora esse clube do Porto que, em grande parte graças a estes factores, tem ganho quase tudo a nível nacional, vê-se obrigado (para evitar que mude seja o que for), a permanentemente lançar acções de autêntica propaganda, não se detendo perante nenhuns princípios morais e não hesitando em recorrer à distorção dos factos ou a flagrantes mentiras. É uma estratégia que já cansa de tão velha mas que alguns (felizmente cada vez menos) não se cansam de engolir ou até mesmo (espantem-se os ingénuos) de elogiar.

Os adeptos do clube do Porto lançam pedras (até sacos de pedras) a carros, bolas de golfe e galinhas para o relvado? Nada se passa porque os órgãos de comunicação, não deixando de reportar os factos (não o podiam porque as imagens eram flagrantes) não assumem porém uma postura muito crítica e os órgãos de disciplina lidam com o caso como se fosse igual a qualquer outra situação de "comportamento incorrecto dos adeptos". Da justiça da República então nem vale a pena falar.

Jornalistas são agredidos verbal e fisicamente por Pinto da Costa e capangas? Um ou outro diz que é "lamentável" e anda-se para a frente.

Morre um adepto atropelado em fuga (se é que foi mesmo assim e não ainda pior) das claques do Porto? Nada se pode dizer, pois nada foi "provado", estando as circunstâncias ainda "por apurar". Aliás é uma "vergonha" criticar-se o Porto por esse facto quando "tão pouco se sabe". Não se sabe nem nunca se saberá... A família da vítima é que já não tem a mesma sorte.

Infelizmente várias vezes aqui alertei para os perigos do que se estava criando no Porto, sugerindo que mais dia menos dia alguém morreria. Agora já morreu mas pelos vistos tudo continua como se nada se passasse...

Em termos de arbitragem é o que é: semana após semana a equipa do Porto beneficia de "erros" grosseiros de arbitragem, ao passo que o Benfica é, em contrapartida, prejudicado por "erros" ou até invenções xistrenses e ... Rui Gomes da Silva é castigado 11 meses por alertar para uma DENÚNCIA CONCRETA.

E atenção - espere-se até ao Benfica ser beneficiado por alguma decisão arbitral (também há-de acontecer um dia). A partir daí tudo ficará justificado. Todos os "pecados" estarão lavados e uma nova série de penalties, expulsões, foras de jogo bem ou mal assinalados conforme as cores, estarão automaticamente garantidos e à partida justificados.

E no fim da época lá virão os comentadores explicar aos ignaros como "os erros se equilibram no fim", como "o melhor acaba por vencer", o balanço acaba por ser "igual para todos".

Os corruptos protegem-se uns aos outros e infelizmente há muitos corruptos no futebol. Depois há toda uma série de gente que, não sendo criminalmente corrupta, se deixa corromper moralmente. São aqueles que devem ou esperam favores, aqueles que se curvam reverencialmente perante o poder e a autoridade do "papa". Ou aqueles que pura e simplesmente têm medo dele - e são muitos.

Pinto da Costa, o maior de todos os corruptos do futebol português (não sou eu que o digo são as nauseantes escutas), é glorificado pela Comunicação Social pela sua "gestão", pelo seu "rigor" e (isto é o que eles mais gostam) pela sua "fina ironia".

Claro que o corrupto, aquele que acredita que vale tudo para avançar os seus interesses, é por natureza um cínico. Essa é mesmo a definição de cínico. E entre a ironia e o cinismo há uma linha ténue. Alguém que só fala por "ironia", fina ou grossa, é alguém que tem pouco gosto pela verdade tal qual ela é e prefere esconder-se atrás das insinuações e chistes.

Vem isto a propósito, claro está, das últimas "finuras" de Pinto da Costa - mas não só. Vem também a propósito de declarações de um Rudolfo Moura e do treinador Vitor Pereira.

Comecemos pelo "papa" e pela sua pífia resposta. Depois de Vieira falar, aí sim com algum humor , falando de "uma equipa em que aparece um segundo guarda-redes" (é-lhes permitido jogar agora já não apenas com uma mas com as duas mãos dentro da área), veio Pinto dizer que até gostaria que as regras mudassem e que "com dois guarda-redes o Porto seria imbatível".

POIS...

Como essa situação (de um jogador jogar com as mãos dentro da área) realmente se verificou e ficou impune, Pinto assume que o Porto é até agora imbatível para o campeonato porque tem feito batota. É simples e deduz-se dos factos e das palavras. Devemos assim agradecer a Pinto por ter implicitamente reconhecido o que aqui eu já disse.

Por outro lado, Pinto mostrou que é um batoteiro que ainda por cima acha graça à batota. Embora isso já não surpreenda, não deixa de ser estranho é que mais aí veja humor. Que mais alguém, que não os mais fanáticos portistas e seu séquito de aduladores, ache que isto é, sequer, "ironia". Isto é só uma coisa: rir-se da verdade desportiva.

Mas o medo do Porto de perder o poder que detém sobre a arbitragem é tão evidente que vários dos seus assalariados já vieram a terreiro expressá-lo. Repare-se que o Porto não tem medo de ser prejudicado pela arbitragem. O PORTO TEM MEDO DE DEIXAR DE SER BENEFICIADO.

Isso é tão facilmente verificável quanto Lucho se queixar da arbitragem no fim de um jogo em que foi perdoado um penalty contra a sua equipa. Porquê? Porque noutra decisão o árbitro expulsou um jogador do Porto. Para Lucho o árbitro deveria beneficiar o seu clube não apenas no penalty mas no resto do jogo.

Ao Porto não incomoda ganhar sem merecimento, por favores arbitrais. NEM SEQUER SE IMPORTAM QUE TODO O PAÍS VEJA DE FORMA CLARA QUE O PORTO È SISTEMATICAMENTE BENEFICIADO PELAS ARBITRAGENS. Isso não lhes interessa. OS OUTROS SÃO TODOS "MOUROS". POR ISSO PINTO ATÉ SE DÁ AO LUXO DE RIR E GOZAR.

O QUE PREOCUPA O PORTO É O STATUS QUO PODER MUDAR. É O PORTO DEIXAR DE PODER CONTAR COM AJUDAS, COM "ERROS" - O PENALTY MAIS QUE FORÇADO A SEU FAVOR, O PENALTY CONTRA PERDOADO, A EXPULSÃO DE UM ADVERSÁRIO QUANDO O JOGO ESTÁ DIFÍCIL.

PORQUE NESSA ALTURA O PORTO VENCERÁ NOS JOGOS EM QUE O MERECER (E NÃO DUVIDO QUE VENÇA MUITAS VEZES) MAS PERDERÁ QUANDO OS OUTROS FOREM MELHORES.

ORA O PORTO QUER GANHAR SEMPRE, DE QUALQUER MANEIRA, O QUE SÓ ESTÁ GARANTIDO QUANDO SE TEM NA MÃO OS ÁRBITROS E OS PODERES DE JUSTIÇA.

Por isso a campanha começou. Por isso Vitor Pereira veio mentir descaradamente. Por isso Rudolfo Reis, de quem para além destas declarações pouco se sabe do que tem feito nos últimos anos, veio dizer que "Vieira já está a preparar os árbitros". Ele deve saber do que fala, pois ao contrário de Vieira, têm-nos "preparado" e "cozinhado" muito bem. E a sua preocupação é só uma: que eles não deixem de estar preparados.

A premissa básica da propaganda é esta: nunca subestimar o grau de estupidez do destinatário da mensagem. O Porto tem-na aplicado até à exaustão. Veremos até que ponto alguns insistirão em engolir tanta patranha.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Recortes de imprensa

Em dia de derby e para ir enganando o nervoso miúdinho, vamos a alguns recortes de imprensa, sobretudo de hoje mas não só.

Em primeiro lugar, destaque para uma belíssima crónica de Maria João Avilez n' "A Bola" - O Benfica ganha sempre. Conta histórias de vitórias celebradas em Alvalade, com os adeptos da casa a insultarem-na e a tentarem agredi-la. Termina com um "Viva o Benfica!". Grande Maria João Avilez, merece estar no topo.

Em matéria de visitas ao estádio do adversário e em puro contraste, surge Rui Moreira.

Na sua crónica no "Record", José António Saraiva descreve, a propósito da  morte do adepto do Braga (silenciada por quase todos), uma ocasião em que foi com os seus filhos ao Porto.

Vale a pena transcrever:

"Morte em Braga

O Braga-Porto foi marcado por um lamentável acontecimento: um atropelamento numa via rápida nas imediações do estádio, de que resultou um morto. Segundo alguns testemunhos, a vítima fugiria de adeptos do Porto. Não sei se é verdade.

 O que posso testemunhar é uma viagem que fiz há anos ao Porto com a família para assistir a um FC Porto-Benfica. Os meus filhos eram pequenos e, ao contrário do pai, fervorosos adeptos do Benfica, levando cachecóis ao pescoço. Logo à saída da estação percebemos que o ambiente era hostil, e aconselhei os rapazes a esconderem os cachecóis.

Mas o pior aconteceu no fim do jogo, à saída do estádio. O Porto não tinha ganho, e os seus adeptos queriam dar largas ao descontentamento. Nas ruas criou-se um ambiente de autêntica batalha campal. De caça ao homem. Os adeptos do Benfica, mesmo de bandeiras enroladas e cachecóis debaixo dos casacos, eram perseguidos e agredidos. Havia gritos e correrias em todos os sentidos. A dada altura o ambiente era tão assustador que peguei nos meus filhos e meti-me com eles num café, fazendo votos para que adeptos do Porto não entrassem por ali dentro à procura de “mouros”. Estivemos ali cerca de uma hora, aguardando que o ambiente na rua acalmasse. E dali partimos directamente para a estação, como sombras, esperando que ninguém nos identificasse.

Não sei se este indivíduo que morreu atropelado ia a fugir de adeptos do FC Porto. Mas sei uma coisa: pelo que vi naquele dia no Porto, podia muito bem ser que fosse. Aquela gente em fúria era de meter medo. Eu nunca tinha visto nada assim."

Claro que Rui Moreira, o tal que chamou Palermo a Lisboa e que saiu de um programa em directo depois de equiparar a leitura de uma escuta a um "auto de Fé" (ocasião em que a Inquisição queimava pessoas), se sentiu ofendido. Depois de atacar (?) Saraiva, vem ele garantir que em Lisboa acontece igual ou pior.

Pois bem, deixo aqui dois testemunhos, duas situações que eu presenciei.

1ª, há muitos anos atrás, não sei precisar quando:

Depois de uma vitória do Porto em Belém (penso que por 1-0 com golo de Gomes) duas ou três mulheres do Porto, enquanto desciam a Avenida Ilha da Madeira, ao lado do Estádio do Restelo(penso que ali já se chama Rua dos Jerónimos), entoavam a seguinte "balada": "E viva o alho e viva o alho e viva o alho, e o Belenenses foi p'ró ...". Umas autênticas senhoras. Não vi ninguém ir ao seu encontro ou persegui-las até ao Tejo. Na Ribeira não imagino o que lhes teria acontecido.

2ª, o ano passado no Estádio da Luz:

Hulk marca golo logo cedo no jogo e no terceiro anel, atrás de mim, na bancada TMN, dos sócios do Benfica, um indivíduo levanta-se aos berros a festejar, e gritando ainda "Hulk, Hulk, Hulk". Isto é tão verdade quanto este blog se chamar Justiça Benfiquista. Ninguém me contou, eu vi. Nada aconteceu a este indivíduo.

No mesmo jogo, na mesma bancada do terceiro anel, na zona interior do Estádio, ao pé dos bares e dos sócios e adeptos do Benfica, estava uma rapariga com um cachecol do Porto. Que eu tenha visto nada lhe aconteceu.

Mas Rui Moreira além de intelectualmente desonesto é de um enorme ridículo. No "Correio da Manhã" de hoje aparece num qualquer encontro de moda numa figura que não se acredita.

Outra "notícia" curiosa é a d' "A Bola" que declara: "Jackson - já são 5 pontos na conta pessoal". Muito bem. E na conta dos árbitros quantos são? E à conta das "defesas" de Alex Sandro? Ficam as perguntas.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"Quiseram-nos atacar lá do sul"

«A mim e ao Jorge quiseram-nos atacar lá do sul, arranjando-nos problemas, inclusive com os tribunais. Mas nós resistimos de forma solidária, e se a nossa amizade era grande, ficou ainda maior».

A declaração é de Valentim Loureiro e o "Jorge" é Pinto da Costa.

O País, infelizmente, é Portugal.

Aquilo de que o quiseram "atacar" foram actos de corrupção e adulteração ou falsificação de resultados. Em relação a Pinto da Costa, para além de corrupção, deveriam também ter existido uma série de outras acusações, nomeadamente agressões encomendadas e fomento de prostituição (a fruta), entre outros espisódios lamentáveis e situações mal explicadas das últimas décadas.

Pinto da Costa chegou na altura do Apito Dourado ao Tribunal "escoltado" por rufias da Ribeira e da claque do Porto. Foi a primeira e mais visível manifestação de um poder ilegal paralelo ao Estado e às suas instituições legítimas (polícias, segurança e tribunais, justiça). No Porto pelos vistos, um grupo de indivíduos permitia-se fazer segurança privada e não se coibia sequer de, um ar intimidatório e ameaçador ir até à porta das instalações da polícia e dos tribunais.

Ao mesmo tempo, Valentim era preso. Seguidamente, Pinto da Costa fugia para Espanha, avisado pela própria judiciária de que havia um mandato para o deter. Era mais uma manifestação do Estado dentro do Estado.

O Boavista foi condenado e desceu de divisão. Valentim passou entre os pingos da chuva. Nunca contestou a legitimidade da sua prisão e das acusações. Limitou-se a estar calado (como Pinto da Costa) e "resistir", mantendo-se "solidário" com Pinto da Costa. Lado a lado, resistiram e tudo passou, devagarinho e de fininho, com a intervenção dos advogados e juízes do Porto, amigos e compadres de Costa e dos outros Pintos (Lourenço e Pinto de Sousa).

Mas o Boavista desceu mesmo e o Porto, ainda que "ilibado" por um argumento formal pela justiça da República, de uma alegada ilegitimidade das escutas (que não deixam dúvidas a ninguém), foi condenado pela justiça desportiva, graças a um "justiceiro", que se recusou a que a total impunidade imperasse. Pinto da Costa e o Porto foram condenados (ainda que a penas irrisórias). O Porto não recorreu, porque se sabia culpado e estava satisfeito com a irrelevância da pena. Já tinha caído o peão - o Boavista - protegendo o "Papa".

Ainda assim, Valentim considera que saiu vitorioso da situação. Afinal de contas, num país normal teria sido condenado. Assim foi só o Boavista que desceu. Mas agora até parece que a decisão foi impugnada pelos tribunais civis...

Para cúmulo dos cúmulos, o ex-vice de Valentim na Câmara de Gondomar, "condenado no processo principal do Apito Dourado a uma pena de três anos de prisão, suspensa pelo mesmo período, por dez crimes de corrupção desportiva activa e 25 crimes de abuso de poder" é (hoje, em Dezembro de 2012) coordenador autárquico do PSD e foi mesmo já falado para possível candidato à Presidência da Câmara de Gondomar. Valentim desvaloriza o "processozito lá do apito".

No meio de tudo isto, Rui Gomes da Silva é suspenso por um ano, por dizer a verdade que está à frente da vista de toda a gente.

Já dizia Eça de Queiróz: "isto é uma choldra torpe. Nunca houve uma choldra assim no universo".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Alerta CD - Rui Gomes da Silva suspenso um ano

O Conselho de Disciplina voltou a fazer das suas!
Rui Gomes da Silva foi suspenso por 10 meses por ter posto em causa a arbitragem de Xistra em Coimbra e mais 1 por não ter comparecido ao inquérito. Quase um ano de suspensão portanto (Pinto da Costa recebeu dois pelo Apito Final...).
Carlos Xistra por seu turno teve uma alta nota nesse jogo (3,9).
O tempo da decisão também é curioso - na véspera de um compromisso decisivo do Benfica em Nou Camp. Ah, é verdade - e o incêndio lançado na Luz por adeptos do Sporting, mais de um ano depois, continua sem castigo.

Assim se vai nesta choldra...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Benfica deve rever prioridades - sistema e playstation

Depois de ver um golo anulado no jogo contra o Braga (provavelmente um caso quase único no futebol mundial, o de anular um auto-golo!) que nos retirou dois pontos, depois de ver serem marcados dois penalties inexistentes contra nós em Coimbra, depois do que se passou em Braga nesta jornada, penso que o Benfica deve rever as suas prioridades.

Jesus declarou que a prioridade este ano era o campeonato. Ora ganhar o campeonato, para usar uma expressão do próprio Jesus, só na playstation. Em Portugal só um pode ganhar o campeonato. Não percebo como os dirigentes do Benfica ainda não o entenderam.

Depois da nossa vitória em 2010, Pinto da Costa admitiu que tinha andado "distraído" e que a coisa não se repetiria. As duas épocas transactas demonstraram como ele estava a falar a sério. Depois de em 2010/2011, a "época de sonho" em que às primeiras jornadas o Benfica já tinha sido expoliado de 8 pontos e o Porto beneficiado noutros tantos, e de 2011/2012, em que valeu tudo nas últimas 11 jornadas, ficou bem claro como os árbitros já nem se preocupam em manter aparências. Todos assumem claramente quais as regras do jogo.

O Sporting aceita essas regras porque elas impedem o Benfica de vencer (seu maior pesadelo), o Braga aceita porque elas lhe permitem andar nos lugares cimeiros e os árbitros principais aceitam porque continuam a ter boas notas dos observadores e a qualificar-se para o estatuto de internacionais.

Fica o Benfica a falar sozinho, numa cruzada contra tudo e todos, porque num país subserviente, adulador dos vencedores, amorfo e onde impera a impunidade, as vitórias tudo branqueiam e justificam. No fim ganha sempre "o melhor", ainda que para lá chegar se atropelem todas as regras de equidade e elementar decência. O Porto até tem bons jogadores e de vez em quando até joga bem... Os "erros" dos árbitros "fazem parte do jogo". Ganhar justifica tudo, perder demonstra a fraqueza de quem se queixa.

Nesta medida, o Benfica deveria "esquecer" o campeonato, abandonar a sua pretensão de ser campeão.

O Benfica só conseguirá ser campeão quando for capaz de golear todos os adversários por 4 e 5 golos de vantagem e ainda vencer Braga, Sporting e Porto, mesmo com penalties, expulsões e golos anulados contra si. Convenhamos que, mais do que ser difícil, essa é uma tarefa quase impossível.

No ano passado, contra o Braga fora tivemos um penalty contra inexistente e uma expulsão perdoada ao adversário. Contra o Sporting fora tivemos um penalty inexistente contra nós, um existente não assinalado a nosso favor, uma expulsão perdoada (diversas vezes) a João Pereira e a expulsão de Luisão. Na Luz contra o Porto tivemos um golo contra em fora de jogo descarado e a expulsão injusta de Emerson.

Só quando formos um Barcelona ou um Real Madrid conseguiremos ultrapassar estas contrariedades e ser campeões.

Como isso não parece estar em vias de acontecer, o Benfica deve esquecer essa quimérica vontade de ser campeão.

Aqui as coisas já estão decididas à primeira jornada.

Proponho por isso que os dirigentes e profissionais do Benfica elejam como objectivo para a próxima época o ir o mais longe possível nas competições europeias. Ganhar a Liga dos Campeões não é muito realista mas fazer boas campanhas não o é. E essas campanhas valem milhões, que poderemos usar para manter boas equipas (não precisaríamos de muitos jogadores porque nos concentraríamos sobretudo numa competição com poucos jogos), praticar um bom futebol para oferecer espetáculos aos seus adeptos e ter uma situação financeira estável. Por outro lado, a Liga Europa já não é assim tão inacessível ao Benfica e uma vitória nessa competição garantiria também grandes receitas.

Perguntar-se-á o leitor: este texto é irónico ou é para ser levado a sério?

Honestamente não sei até que ponto esta ideia pode ser levada a sério. Mas sei uma coisa: nestas condições é impossível ganharmos. Só mesmo na playstation. E estarmos ano após ano a criar ilusões, indignarmo-nos com as vergonhosas arbitragens e os ridículos e injustos critérios do Conselho de Disciplina e a ficar constantemente frustrados com a indecência do futebol português é algo que só nos desgasta e entristece sem conduzir a resultado algum.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Faz hoje um ano

Há exactamente um ano atrás, dia 26 de Novembro de 2011, os adeptos do Sporting provocaram um incêndio de grandes proporções no Estádio da Luz, tendo posteriormente agredido os bombeiros que o tentavam extinguir.

Faz hoje um ano.

Depois disso, Vieira foi castigado, Aimar foi castigado, Jorge Jesus foi castigado. Pereira Cristovão depositou um cheque na conta de um árbitro, demitiu-se, des-demitiu-se, voltou-se a demitir e o seu processo foi arquivado pelo Conselho de Disciplina.

Faz hoje um ano que tentaram deitar fogo ao Estádio da Luz. Até hoje nada aconteceu.

O Conselho de Disciplina ainda não agiu e os tribunais também não.

Todos os outros se podem ter esquecido desta triste data. Nós aqui não.

Encomendem as faixas

Se é para isto, podem encomendar as faixas para a outra equipa.

As palavras não são minhas, são do treinador do Porto e foram proferidas há pouco menos de um ano, quando começou a ser óbvio que o andamento do Benfica era demasiado forte para a equipa que ele comandava (para raiva dos seus próprios adeptos, que o achavam incompetente e até lhe tentaram bater).

As palavras encontraram porém eco nos destinatários - os árbitros - e estes trataram de falsificar de forma grotesca o campeonato da época passada. Valeu tudo: de golos em fora-de-jogo de mais de um metro a expulsões encomendadas e penalties fabricados ou, em sentido inverso, faltas flagrantes dentro da área não assinaladas.

Se assim aconteceu o ano passado e se aquela que era, de longe, a melhor equipa foi espoliada de forma tão evidente, vindo a perder o campeonato para uma equipa que se alimentou de penalties de bonecos debanda desenhada, digo eu então agora: encomendem as faixas.

Enjoa a um ponto de repulsa, o que se passa no futebol português. Se em jogos em que o Benfica ganha por 5-0 (Setúbal) ou por 2-0 com dezenas de oportunidades (Olhanense), a primeira pergunta aos treinadores adversários é sempre sobre a arbitragem (num porque houve uma expulsão, noutro um penalty), porque será que ontem, em que devia ter havido um penalty e uma expulsão contra o Porto, não foram o treinador e o Presidente do Braga questionados sobre o tema?

A resposta é idêntica à da pergunta sobre porque não marcou Xistra (o tal Xistra) o penalty evidente ou não expulsou Fernando. A resposta escreve-se numa palavra: sistema.

O Benfica empatou na época passada em Braga depois de ser assinalado a Emerson um penalty para rir, em que em cruzamento inóquo de Alan  embate no braço do então nosso jogador (a dois metros), que até estava de costas com os braços colados ao corpo. Ontem Alex Sandro levanta os dois braços, interceta um remate em direção à baliza com um deles e nada se passa. Fernado fez o possível e impossível para ser expulso, mas o ano passado na Luz curiosamente o mesmo Emerson foi expulso por duas faltas banais e Cardozo até foi expulso duas vees, uma delas por bater na relva. Já para não falar de Aimar e dos dois jogos de suspensão.

Esta gente pode ser séria? Esta gente pode ser digna?

Não, claro que não. Esta gente é corrupta, é subserviente e não tem uma ponta de dignidade que seja.

Isto é tão claro como a água.

O Porto será novamente campeão e mais uma vez nada mudará.

Sejamos sérios e justos: o Porto tem bons jogadores e é uma equipa difícil de vencer. Tem muito bons jogadores, como Rodrigues e Martinez. É um facto que estes jogadores estão um nível acima dos outros. Que o Porto é uma equipa difícil de bater é algo que um observador com um mínimo de objectividade constata: dá poucos espaços e apesar de ter centrais relativamente banais, defende muito bem. Ocupa bem os espaços e cria espaços nas outras defesas, mesmo as que se fecham.

Ora se uma equipa forte e difícil de bater tem a ajuda dos árbitros nos momentos em que as outras equipas lhe podem inflingir danos, torna-se realmente quase impossível de bater.

Com o Benfica acontece o oposto. É uma equipa extremamente competente mas quando os árbitros têm a mínima oportunidade de a prejudicar, actuam.

Nos jogos em que joga menos bem tem pois uma alta probabilidade de perder pontos. O Porto é quase impossível perder pontos. Nos jogos em que manifestamente não consegue vem uma expulsão ou um penalty e a coisa está resolvida.

Este é o lodo do futebol português.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Injustiça Portuguesa

Folheava hoje um jornal quando me deparei com esta notícia:
Oito anos de cadeia por tentar matar a mulher.

E lembrei-me de Vale e Azevedo.
É um caloteiro? Certamente. Mentiroso compulsivo? Certamente. Prejudicou muito o Benfica? Sem dúvida.

Mas que se saiba não matou nem tentou matar ninguém. Como é então possível ter uma pena superior a homicidas? Como é possível que indivíduos violentos (outra notícia de ontem), com amplo cadastro, que ameaçam de morte pessoas pacíficas, sejam mantidos em liberdade até voltarem a matar?

E depois deste pensamento me vir à mente, li este excelente post: Cores diferentes, justiças diferentes.

Realmente há uma outra personagem corrupta da nossa vida pública que passa com toda a impunidade por processos vários, que incluem mesmo violência e agressões e relações pouco claras com associações criminosas.

Aí já nenhuma prova é válida, já nada serve para condenar.

Portugal atravessa uma grave crise, mas a sua principal raiz é moral. Sem educação, sem valores, sem justiça não há sociedade que funcione.