O Benfica, por complicações na decisão de um jogo da Taça de uma eliminatória anterior, não vai jogar este fim-de-semana, como os outros clubes que se mantêm na competição e terá assim alguns dias sem jogos. Voltámos a entrar em acção na quarta-feira em Nou Camp e depois jogámos em Alvalade na segunda.
É um regresso a sério à competição, com pouca margem de erro.
Sobre as hipóteses que mantemos de seguir na Champions (que para mim são ainda algumas) falarei nos próximos dias. Sobre o jogo de Alvalade já disse alguma coisa e certamente voltarei também ao assunto.
O que queria agora partilhar é a minha opinião de que esta calendarização não é muito adequada. Senão vejamos: em vários campeonatos europeus (pelo menos o francês, o inglês e o espanhol) houve jornada a meio desta semana. No fim de semana haverá nova jornada. Não poderíamos fazer o mesmo em Portugal? Ou pelo menos jogar a eliminatória da Taça durante a semana e o Campeonato no fim de semana?
Penso que seria mais positivo e evitar-se-ia um interregno de duas semanas no campeonato que me parece desajustado. Como aliás me parece desajustado começar o campeonato no pico do calor do Verão, quando a maioria das pessoas está de férias e não pode sequer comparecer nos estádios. É algo que não tem nenhuma explicação razoável e que decorre apenas de andarmos sempre a imitar os outros (cujos campeonatos por sinal têm "só" mais oito jornadas que o nosso). Com apenas 16 equipas poderíamos muito bem começar a competição mais tarde e assim evitar estes "buracos" que ficam por preencher no calendário.
Amanhã regressa assim a Taça, mas ainda sem Benfica. Teremos o Braga-Porto, decisivo para a carreira de Peseiro, como aventei há uma semana. Desejo-lhe boa sorte.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Braga-Porto - uma sorte de Xistra
Falei do post anterior deste jogo entre o azarado Braga de Peseiro e o clube de futebol de Pinto da Costa, que tem uma enorme sorte, sobretudo com as arbitragens. É um fenómeno curioso: na área do Porto os árbitros nunca vêm nada (estão tapados, estão distraídos, estão bloqueados), mas na área do Benfica vêm tudo: o que acontece e o que não acontece.
Por exemplo, em Coimbra Xistra viu dois penalties contra o Benfica quando nenhum existiu; ontem o mesmo Xistra não viu um contra o Porto que aconteceu.
Na 1ª jornada desta época, na Luz contra o Braga, o árbitro (um Soares Dias) viu falta num lance que daria o golo da vitória ao Benfica. Mas as imagens demonstram que Cardozo não tocou no guarda-redes Beto. Curiosamente esse mesmo árbitro não viu no ano passado um penalty escandaloso de Polga sobre Gaitan. Mas ainda o mesmo árbitro no mesmo jogo de Alvalade conseguiu ver um penalty num lance em que Luisão toca ao de leve no pescoço de Wolfsvinkel. Luisão que viria a ser expulso, ao passo que o árbitro não viu razão para João Pereira o ser, apesar deste ter por mais do que uma vez agredido, pisado e insultado jogadores do Benfica.
São tudo coincidências.
O ano passado o Benfica empatou em Braga num lance em que Emerson, de costas e com os braços colados ao corpo, intercepta com o cotovelo um cruzamento numa jogada perfeitamente normal sem qualquer perigo. Proença viu ali penalty. Mas Xistra ontem não viu razão para penalty numa jogada perigosíssima do Braga em que um remate de Alan é deliberadamente interceptado por um braço levantado de Alex Sandro.
Há dois anos Xistra expulsou Javi Garcia numa disputa de bola em que este e Alan se envolvem. Xistra viu a alegada "chapada" de Javi no peito do adversário (que podia ou não merecer cartão amarelo ou vermelho, dependendo da interpretação) mas não viu a acção de Alan. Como ontem voltou a não ver as acções de Fernando passíveis de segundo amarelo.
Ainda no jogo do Benfica em Braga no ano passado, o do "penalty" de Emerson, Proença (o tal "rigoroso" árbitro, que expulsou o mesmo Emerson na Luz contra o Porto por duas faltas absolutamente triviais) viu na agressão de Djamal a Gaitan com uma cotovelada na cara razão para apenas cartão amarelo.
O mesmo Proença viu numa jogada normal do golo do Braga em Alvalade na jornada passada uma falta ofensiva. Como viu um penalty fantasma nas Antas sobre Lisandro Lopes ou um penalty inexistente de Moreira sobre Deivid do Sporting em anos passados. Mas coitado não viu, porque estava tapado ou distraído, penalties flagrantes os lances sobre Mantorras, Simão e Geovanni noutras épocas. É só seguir o link para ver o vídeo. Desde já advirto que as consciências mais honestas poderão sentir-se incomodadas.
Olegário é outro que vê e deixa de ver conforme as áreas e o mesmo se pode dizer de muitos outros, nomeadamente naqueles que vêm, por exemplo, num penalty sobre Aimar em Coimbra no ano passado, uma falta do nosso jogador. Coitados, eles são humanos.
Daí os jogadores do Porto, nomeadamente aqueles aos quais é permitido marcar golos em posições de fora-de-jogo de metro e meio dizerem: "Para nós está tudo bem com a arbitragem". Pudera.
Para terminar, uma nota sobre o jornalismo desportivo que se continua fazendo em Portugal. Cada um que tire as suas conclusões.
Dei-me ao trabalho de ir ver o que diziam os sites dos desportivos no seus "relatos" online sobre o lance em que Sandro corta com a mão a bola de Alan. Partilho-o convosco com os meus comentários.
"A Bola" online:
"Grande corte de Alex Sandro a negar o golo ao extremo do SC Braga. É a primeira jogada de perigo do ataque da equipa da casa. Alan ficou a pedir mão na bola do lateral esquerdo dos dragões."
Destaco como uma intercepção com a mão é classificada como "grande corte".
Por exemplo, em Coimbra Xistra viu dois penalties contra o Benfica quando nenhum existiu; ontem o mesmo Xistra não viu um contra o Porto que aconteceu.
Na 1ª jornada desta época, na Luz contra o Braga, o árbitro (um Soares Dias) viu falta num lance que daria o golo da vitória ao Benfica. Mas as imagens demonstram que Cardozo não tocou no guarda-redes Beto. Curiosamente esse mesmo árbitro não viu no ano passado um penalty escandaloso de Polga sobre Gaitan. Mas ainda o mesmo árbitro no mesmo jogo de Alvalade conseguiu ver um penalty num lance em que Luisão toca ao de leve no pescoço de Wolfsvinkel. Luisão que viria a ser expulso, ao passo que o árbitro não viu razão para João Pereira o ser, apesar deste ter por mais do que uma vez agredido, pisado e insultado jogadores do Benfica.
São tudo coincidências.
O ano passado o Benfica empatou em Braga num lance em que Emerson, de costas e com os braços colados ao corpo, intercepta com o cotovelo um cruzamento numa jogada perfeitamente normal sem qualquer perigo. Proença viu ali penalty. Mas Xistra ontem não viu razão para penalty numa jogada perigosíssima do Braga em que um remate de Alan é deliberadamente interceptado por um braço levantado de Alex Sandro.
Há dois anos Xistra expulsou Javi Garcia numa disputa de bola em que este e Alan se envolvem. Xistra viu a alegada "chapada" de Javi no peito do adversário (que podia ou não merecer cartão amarelo ou vermelho, dependendo da interpretação) mas não viu a acção de Alan. Como ontem voltou a não ver as acções de Fernando passíveis de segundo amarelo.
Ainda no jogo do Benfica em Braga no ano passado, o do "penalty" de Emerson, Proença (o tal "rigoroso" árbitro, que expulsou o mesmo Emerson na Luz contra o Porto por duas faltas absolutamente triviais) viu na agressão de Djamal a Gaitan com uma cotovelada na cara razão para apenas cartão amarelo.
O mesmo Proença viu numa jogada normal do golo do Braga em Alvalade na jornada passada uma falta ofensiva. Como viu um penalty fantasma nas Antas sobre Lisandro Lopes ou um penalty inexistente de Moreira sobre Deivid do Sporting em anos passados. Mas coitado não viu, porque estava tapado ou distraído, penalties flagrantes os lances sobre Mantorras, Simão e Geovanni noutras épocas. É só seguir o link para ver o vídeo. Desde já advirto que as consciências mais honestas poderão sentir-se incomodadas.
Olegário é outro que vê e deixa de ver conforme as áreas e o mesmo se pode dizer de muitos outros, nomeadamente naqueles que vêm, por exemplo, num penalty sobre Aimar em Coimbra no ano passado, uma falta do nosso jogador. Coitados, eles são humanos.
![]() |
| Sim, foi Olegário. Sim, foi contra o Benfica. Sim, foi...perdão, não, não foi golo. Imagem do site "foi penalty". |
Daí os jogadores do Porto, nomeadamente aqueles aos quais é permitido marcar golos em posições de fora-de-jogo de metro e meio dizerem: "Para nós está tudo bem com a arbitragem". Pudera.
Para terminar, uma nota sobre o jornalismo desportivo que se continua fazendo em Portugal. Cada um que tire as suas conclusões.
Dei-me ao trabalho de ir ver o que diziam os sites dos desportivos no seus "relatos" online sobre o lance em que Sandro corta com a mão a bola de Alan. Partilho-o convosco com os meus comentários.
"A Bola" online:
"Grande corte de Alex Sandro a negar o golo ao extremo do SC Braga. É a primeira jogada de perigo do ataque da equipa da casa. Alan ficou a pedir mão na bola do lateral esquerdo dos dragões."
Destaco como uma intercepção com a mão é classificada como "grande corte".
"Record" online:
"lance polémico na grande área portista. Alan rematou em boa posição, após desmarcação de Ruben Micael, e a bola é intercetada pelo braço de Alex Sandro. O árbitro nada assinalou."
A descrição é factual, pelo que não há nada a dizer.
"O Jogo":
A descrição é factual, pelo que não há nada a dizer.
"O Jogo":
"Que perigo na área do FC Porto! Alan a receber ao segundo poste e a rematar contra Alex Sandro, canto para o Braga!"
Não há qualquer menção ao uso da mão. Esta é a realidade paralela em que vivem os adeptos do Porto.
Para terminar, na Antena 1 ouvi ao intervalo a referência clara pelo locutor nos estúdios a "um penalty por assinalar" como um dos factos marcantes da primeira parte. Até aí tudo certo. Mas o que dizer de Manuel Queiroz, um DECLARADO portista, completamente incapaz de ser imparcial, ser sempre o comentador dos jogos do clube do Porto? Segundo li noutro blog, Queiroz terá ontem chegado a chamar "estúpido" ao árbitro por alegadamente prejudicar o seu clube. Isto num jogo em deveriam ter tido um penalty contra e uma expulsão! O grau de fanatismo, de doença desta gente é tal ponto que se realmente fossem prejudicados eu nem imagino do que seriam capazes.
Queiroz chegou em tempos a dizer na TVI que uma agressão de James Rodrigues que na altura mereceu o vermelho não era razão para expulsão, porque um vermelho só podia ser dado por "algo muito grave".
Quantas vezes teria Gobern sido demitido se dissesse só metade destas enormidades?
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Para variar, algo diferente: André Villas-Boas
Algumas pessoas espantam-se de Hulk ainda não ter saído do Porto - eu não.
Hulk beneficia do sistema de protecção de que o clube do Porto usufrui no nosso país. Um sistema que se faz sentir nas arbitragens, nas decisões dos Conselhos de disciplina e até na imprensa, televisão incluída. Quem acompanha este blog sabe do que estou falando e quem não acompanha pode aqui pesquisar a palavra "sistema" e ler os posts que sobre o assunto venho escrevendo.
Acrescentaria apenas, sobre a imprensa, que ao passo que os jornalistas afectos ao Benfica e ao Sporting procuram (nem sempre é certo) manter alguma isenção, já no Porto não existe essa preocupação. A defesa do Porto (como se vê até nos programas de "painel") é muito mais intransigente e unida do que a dos clubes de Lisboa.
Voltando a Hulk, os clubes europeus que a imprensa diz interessados (e que até poderão estar mas não pelos valores que o clube do Porto quer embolsar) não deixarão de franzir o sobrolho face a este "fenómeno" quando se lembram de casos como Secretário, Vitor Baía e... André Villas-Boas.
Este outro "fenómeno", aureolado de invencível e génio, adulado pela imprensa nortenha, pleno de confiança e expressões altísonantes, como a "cadeira de sonho", tem feito desde que saiu do Porto uma carreira confrangedora.
Aliás, antes de ingressar no Porto, a sua carreira era inexistente, a tal ponto que até Mourinho, de quem anteriormente não se haviam ouvido críticas ao seu ex-clube, se manifestou estupefacto com a sua contratação. Villas-Boas tinha feito meia dúzia de jogos com a Académica e antes disso limitara-se a fazer relatórios dos adversários para Mourinho.
Na pré-época que antece o ano "de sonho", o Porto fizera exibições sofríveis e não marcara golos. O jogo que altera tudo é a final da Supertaça que (mais uma vez) o Benfica perde para o clube do Porto. Entrando em campo de forma sobranceira e pouco empenhada, convencido da sua superioridade, o Benfica (Roberto) sofre a frio um golo esquisito e não mais se recomporia.
Esse jogo daria o mote para uma época humilhante do Benfica, que fez rapidamente fez esquecer a brilhante época anterior. Muito prejudicado pelas arbitragens nas primeiras jornadas, nas quais foi sôfrego e ansioso, o Benfica permitiu ao Porto uma vantagem que nunca mais recuperaria apesar de uma impressionante série de vitórias.
Já o Porto de Villas-Boas, protegido nas primeiras jornadas, em que alcançou vitórias tangenciais, derrotaria o Benfica por 5-0 (David Luiz a lateral esquerdo...), embalando depois, muito graças ao grande jogador (esse sim) que é Falcao, e a uma confiança tremenda nas suas capacidades, para uma época sem derrotas. Todos nos recordamos disso (infelizmente).
A capacidade de Villas-Boas para motivar os seus atletas, aliada à percepção dos mesmos de que o Benfica era afinal um tigre de papel (JJ ficou aparvalhado e sem reacção após declarações iniciais de Villas-Boas irónicas a desconsiderá-lo), levaram o Porto a superiorizar-se ao Benfica e a vencer 4 títulos nesse ano. JJ parecia bloqueado e impotente face ao "benjamim". "Aluno dá lição ao Mestre da táctica" diziam os jornais. Tenho para mim que JJ nunca mais recuperou do trauma que certamente sofreu e que isso explica algumas das suas decisões mais incompreensíveis desde então.
Estava criado o "fenómeno" Villas-Boas.
Mas não durou muito. A ambição ou a ganância levaram-no a deixar o Porto e em Londres foi o que se viu. Com a agravante de que que Di Matteo, recuperando uma eliminatória praticamente perdida por Villas-Boas (entretanto despedido) contra o Nápoles, viria a fazer o impensável e a vencer a Champions. Foi uma estocada ainda mais dura para Villas-Boas do que propriamente a demissão, tanto mais que Matteo desfez tudo o que o seu antecessor fizera e apostou de novo em Lampard, Drogba e outros veteranos para arrecadar o prémio máximo do futebol europeu. À italiana.
Este ano, nova aposta - o Tottenham. E as coisas já começaram a correr mal. Com uma herança pesada (Harry Rednap, também chamado Harry Potter, por alegadamente ser capaz de fazer "magia" com as suas equipas) e o objectivo declarado de fazer melhor do que no ano passado (4º lugar), Villas-Boas começou a época com uma derrata e um futebol desgarrado, inconsequente e inseguro. Perdeu por 1-2 com o seu Newcastle e o seu golo (em possível fora-de-jogo), que na altura empatou o jogo, veio de uma jogada fortuita, tendo pouco depois sofrido o golo da derrota.
Villas-Boas entrou no futebol "a matar" e beneficiou da estrutura de protecção (a legítima e a ilegítima) de que o futebol do Porto beneficia em Portugal. Agora está só e por si. Mourinho triunfou, mostrando o seu valor inerente, Villas-Boas está perto do insucesso. Nova época decepcionante seria um rude golpe na sua curta e meteórica carreira.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Euro 2012 - as chances de Portugal
1. Os jogos de preparação de Portugal não correram bem em termos de resultados. Mas correram bem naquilo que era o mais importante: ninguém se lesionou com gravidade. Lesões dos melhores jogadores antes dos torneios são coisas altamente penalisadoras. Inglaterra por exemplo, perdeu já Lampard, Barry e Cahill antes do torneio começar.
2. Numa competição como um Europeu na qual se jogam no máximo 6 jogos o factor sorte joga um papel muito importante. Há 8 anos Portugal era claramente a melhor selecção. Juntar Figo, Rui Costa, Deco, Maniche e Ronaldo (além de Pauleta e Simão) na mesma equipa é hoje quase inimaginável. No entanto perdemos com uma equipa apenas média, que como que nos hipnotizou, petrificou naquele triste jogo. Tiveram meia oportunidade e venceram o jogo. Por outro lado, poderíamos ter perdido logo nos quartos de final com a Inglaterra. Ou seja, o factor sorte desempenha um papel de enorme importância, pelo que todas as previsões (baseadas em factos e na lógica mas que não podem contar com o imponderável) são constantemente desmentidas.
3. Este ano a equipa de Portugal é inferior à de 2004 e de 2006, semelhante à de 2008 e 2010. Saiu Carvalho, que desde 2004 era um esteio da nossa defesa, Jorge Andrade, que terminou a carreira demasiado cedo, Miguel, que tinha muito pulmão e força e Bosingwa, que era um jogador semelhante, que dava muita certeza àquele corredor. João Pereira nos seus melhores jogos consegue disfarçar as carências mas noutros elas são demasiado evidentes. Bruno Alves é um bom jogador mas não tem a classe de Ricardo Carvalho. Pepe, por outro lado, está a um nível muito alto, sobretudo quando se concentra no jogo e deixa de lado as quesílias. Não temos um Costinha no meio campo, nem um Maniche, um Rui Costa ou um Deco. Dependemos muito de Ronaldo e de Nani, dois fora-de-série. Tudo ponderado, estaremos mais fracos do que nos anteriores torneios (exceptuando a África do Sul, onde tínhamos Queirós que "matava" a dimensão ofensiva da equipa) mas também não se vislumbram selecções tão fortes como no passado: mesmo a Alemanha, a Holanda e a Espanha (que me parecem as mais poderosas) não têm a dimensão de outros tempos.
4. O nosso grupo é provavelmente o mais forte e será muito difícil que dele não saia um finalista. Portugal pode emergir como primeiro classificado ... tal como qualquer outra das equipas, embora a Dinamarca me pareça a menos favorita. A sorte desempenhará portanto um factor importante, senão decisivo. Pelo que, a minha conclusão é a de que não vale a pena estabelecer muitas metas, nem criar muitas expectativas. Esse parece-me aliás o estado de espírito da maioria dos portugueses - até porque há mais vida para além do futebol, o que num cenário de crise como o que vivemos hoje se tornou demasiado evidente.
Faltam 4 dias para o pontapé de saída. Dentro de menos de um mês haverá campeão da Europa. Será curioso ler nessa altura este post e ver como a sorte tudo baralhou.
PS - Não referi a Itália, que parece ter uma das selecções mais fracas dos últimos anos, com inúmeros jogadores em fim de ciclo. No entanto a Itália tem sempre uma atitude competitiva muito forte e não pode ser descartada do lote de favoritos, pelo que a incluí na sondagem que promovo na barra direita do blog.
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