Caso contrário dá demasiado nas vistas.
Como era provável o Benfica foi eliminado.
Quando, no somatório dos dois jogos da eliminatória, o balanço da arbitragem é o que foi neste caso pouco há a dizer - sobretudo porque não vale a pena. Ninguém nos ouve.
Eu sou dos que não defende o uso de meios tecnológicos. Considero que o jogo tem outro sabor quando as decisões são tomadas no momento. Mas para isso é preciso que haja seriedade. É preciso que os árbitros decidam em consciência e não em função do poderio dos clubes (ou dos países) em questão. Caso contrário estamos perante adulterações da verdade desportiva.
Entre 3 (três) árbitros em campo (daquele lado, porque no total são 5) nenhum viu o penalty de John Terry na Luz? E todos concordaram com o de Javi Garcia?
Talvez por antecipar o que vinha a caminho, defendi que não valia a pena empenharmo-nos demasiado neste jogo.
De qualquer modo tenho que enaltecer a exibição dos jogadores do Benfica. Houve muito Benfica. Simplesmente houve ainda mais arbitragem. Que se descreve apenas num adjectivo: inqualificável. Ou em dois: deplorável.
Parabéns a todos os profissionais do Benfica - Jorge Jesus incluído. Parabéns a Emerson, a Witsel, Maxi Pereira e toda a restante equipa. Rodrigo mostrou que a subida de forma é uma realidade e Djaló mostrou que tem qualidade. Falhou? Certamente. Mas criou as situações que infelizmente (desta vez) não deram golo.
Parabéns a todos. Bom descanso, até segunda. Esse é que é o nosso jogo.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
João Gobern demitido da RTP
Mais do que uma vez já assinalei que o panorama comentarístico das televisões portuguesas é altamente desfavorável ao Benfica. Num país em que a maioria é benfiquista isto não deixa de causar estranheza. Parece existir uma reverência profunda da maioria dos comentaristas ditos independentes face ao Porto e ao seu presidente, ao passo que nos programas de adeptos (Benfica, Porto, Sporting) é sempre "dois contra um". Assim, nestes últimos (Trio d'ataque, Jogo Falado e Prolongamento) quando se trata de lances de dúvida em que o Benfica foi potencialmente prejudicado, nunca houve falta, os jogadores do Benfica fizeram teatro ou "deixaram-se cair". Em suma, trataram-se de "lances normais de futebol". Na inversa há sempre penalty e os jogadores do Benfica deveriam ter sido expulsos. Como são "dois contra um" e, em dois dos três programas, os comentadores do Benfica são moderados, reconhecendo (ao invés dos seus colegas) os lances nos quais o Benfica é beneficiado, fica sempre a ideia de que o Benfica é auxiliado pelas arbitragens.
Isto num ano em que Cardozo, que passa os jogos a sofrer faltas, por vezes no limite da agressão, como é o caso das cotoveladas, foi expulso duas vezes. Uma vez por "agredir" a relva (contra o Sporting, num jogo decisivo sublinhe-se), outra por saltar por cima de um guarda-redes que se lançou às suas pernas.
Isto num ano em que Aimar é expulso (noutro jogo decisivo e curiosamente pelo mesmo árbitro que expulsou Cardozo contra o Sporting) por ter feito menos que Toy, que entrou de sola à virilha de Javi Garcia e nem amarelo viu.
Isto num ano em que, noutro jogo ainda mais decisivo que os anteriores, tivemos novamente um jogador expulso (Emerson) depois de ter feito duas faltas absolutamente insignificantes, ao passo que Djalma e Álvaro Pereira fizeram entradas assassinas e viram apenas o amarelo e Janko, recordista de faltas que conseguiu ainda lesionar Garay, nem isso. Para culminar sofremos um golo que nos tirou o comando do campeonato em claro fora-de-jogo.
Há muito mais casos - o penalty sobre Aimar em Coimbra por exemplo - mas não vale a pena continuar. Para a análise ser completa teria que referir ainda o que se passou em muitos jogos do Porto e não o quero agora fazer.
Vem tudo isto a propósito de João Gobern, acabado de demitir pela RTP.
O programa em que participava (Zona Mista) não se enquadrava na categoria de "adeptos" mas sim entre os que se pretendem "isentos". Nesse sentido, é natural que os comentadores se abstenham de demonstrações clubísticas. A questão é que eu vi o programa (na sua segunda edição ou seja, em repetição) e não me apercebi da manifestação de regozijo (levantar do braço) de Gobern quando o Benfica marcou o segundo golo contra o Braga. Curiosamente, apercebi-me de que o repórter RTP que estava num café de Braga e entrou em directo durante o programa logo a seguir ao golo do empate não disfarçava o seu contentamento, sublinhando que a atmosfera tinha "melhorado" muito. Quando uns minutos depois se fez novo directo de Braga já com o jogo terminado, o mesmo repórter parecia abatido. Disse ainda, quando um adepto do Benfica lhe colocou um cachecol nos ombros (que o jornalista imediatamente tirou), que aquele não era o seu clube, tendo depois, apercebendo-se do que dissera, corrigido para "nem aquele nem nenhum enquanto trabalhava". O seu anti-benfiquismo já tinha porém ficado bem patente. Agora pergunto-me eu: se este repórter representa a Televisão estatal e se João Gobern se representa apenas a si próprio, qual das duas acções foi mais "grave"? E quem foi demitido?
João Gobern era para mim dos poucos comentadores que não prestava vassalagem ao clube do norte. Naturalmente acabou demitido à primeira oportunidade.
PS - já se apurou cabalmente o (último) episódio de agressão a um jornalista (desta vez da TVI) perpetrado por agentes do Porto, após Pinto da Costa o ter insultado?
Isto num ano em que Cardozo, que passa os jogos a sofrer faltas, por vezes no limite da agressão, como é o caso das cotoveladas, foi expulso duas vezes. Uma vez por "agredir" a relva (contra o Sporting, num jogo decisivo sublinhe-se), outra por saltar por cima de um guarda-redes que se lançou às suas pernas.
Isto num ano em que Aimar é expulso (noutro jogo decisivo e curiosamente pelo mesmo árbitro que expulsou Cardozo contra o Sporting) por ter feito menos que Toy, que entrou de sola à virilha de Javi Garcia e nem amarelo viu.
Isto num ano em que, noutro jogo ainda mais decisivo que os anteriores, tivemos novamente um jogador expulso (Emerson) depois de ter feito duas faltas absolutamente insignificantes, ao passo que Djalma e Álvaro Pereira fizeram entradas assassinas e viram apenas o amarelo e Janko, recordista de faltas que conseguiu ainda lesionar Garay, nem isso. Para culminar sofremos um golo que nos tirou o comando do campeonato em claro fora-de-jogo.
Há muito mais casos - o penalty sobre Aimar em Coimbra por exemplo - mas não vale a pena continuar. Para a análise ser completa teria que referir ainda o que se passou em muitos jogos do Porto e não o quero agora fazer.
Vem tudo isto a propósito de João Gobern, acabado de demitir pela RTP.
O programa em que participava (Zona Mista) não se enquadrava na categoria de "adeptos" mas sim entre os que se pretendem "isentos". Nesse sentido, é natural que os comentadores se abstenham de demonstrações clubísticas. A questão é que eu vi o programa (na sua segunda edição ou seja, em repetição) e não me apercebi da manifestação de regozijo (levantar do braço) de Gobern quando o Benfica marcou o segundo golo contra o Braga. Curiosamente, apercebi-me de que o repórter RTP que estava num café de Braga e entrou em directo durante o programa logo a seguir ao golo do empate não disfarçava o seu contentamento, sublinhando que a atmosfera tinha "melhorado" muito. Quando uns minutos depois se fez novo directo de Braga já com o jogo terminado, o mesmo repórter parecia abatido. Disse ainda, quando um adepto do Benfica lhe colocou um cachecol nos ombros (que o jornalista imediatamente tirou), que aquele não era o seu clube, tendo depois, apercebendo-se do que dissera, corrigido para "nem aquele nem nenhum enquanto trabalhava". O seu anti-benfiquismo já tinha porém ficado bem patente. Agora pergunto-me eu: se este repórter representa a Televisão estatal e se João Gobern se representa apenas a si próprio, qual das duas acções foi mais "grave"? E quem foi demitido?
João Gobern era para mim dos poucos comentadores que não prestava vassalagem ao clube do norte. Naturalmente acabou demitido à primeira oportunidade.
PS - já se apurou cabalmente o (último) episódio de agressão a um jornalista (desta vez da TVI) perpetrado por agentes do Porto, após Pinto da Costa o ter insultado?
terça-feira, 3 de abril de 2012
Uma semana de blog
Faz hoje uma semana que aqui comecei a publicar.
O blog Justiça Benfiquista surgiu da necessidade que tinha de trazer alguma racionalidade à minha (nossa) paixão benfiquista e de partilhar algumas reflexões após - e entre - os jogos. O facto de, sobretudo quando o Benfica tem momentos menos bons durante a época, sermos atacados por um sistema de poder instalado no futebol português, foi outra das razões impusionadoras. Semana após semana, assistimos a um ataque sem quartel ao Benfica nos programas de comentário. O anti-benfiquismo primário de comentadores como Dias Ferreira, Guilherme Aguiar ou Miguel Guedes, raramente devidamente contrariado pelos comentadores do Benfica (Fernando Seara é demasiado brando e por vezes até influenciável e Rui Gomes da Silva tem um estilo demasiado agressivo e por vezes perde a razão), é parte desse sistema, uma vez que cria a convicção de que o Benfica é constantemente ajudado pelas arbitragens, quando o contrário é muito mais verdadeiro. Por outro lado, o verdadeiro beneficiado, o Porto, passa incólume, face à sanha anti-benfiquista dos sportinguistas, que têm sido objectivamente aliados daquele clube do Norte.
O post inicial do blog foi assim chamado de "Em defesa do Benfica". Sem querer fazer da arbitragem e dos factores extra-futebol o centro dos meus posts não deixarei porém de analisar aqueles elementos enquanto se mantiverem situações de gritantes injustiças de que o castigo de Aimar é apenas o mais recente exemplo.
Veio jogo com o Chelsea na Luz que comentei, tendo-me depois debruçado sobre a questão Emerson.
O ciclo de jogos que então se iniciou foi o objecto do post seguinte. Após reflexões sobre o fenómeno do futebol e o que nos leva a dedicar-lhe tanto tempo das nossas vidas e sobre o momento da época benfiquista, analisei o jogo com o Braga, os destaques e fiz uma recensão do que a imprensa desportiva dele escreveu.
Por fim escrevi um artigo sobre as expectativas para quarta-feira.
O blog está ainda numa fase inicial, quase experimental, na qual algumas das funcionalidades ainda não estão totalmente operacionais. De qualquer forma queria agradecer as visitas e encorajar comentários para que este seja também um fórum de troca de impressões e experiências. Os comentários são abertos, não sendo necessário fazer qualquer registo para o efeito.
Finalmente queria assinalar que o Justiça Benfiquista está desde hoje nos motores de busca, aparecendo vários resultados no google.com. Também por isso os meus fortes agradecimentos a todos os que já visitaram o blog e o acompanham regularmente.
O blog Justiça Benfiquista surgiu da necessidade que tinha de trazer alguma racionalidade à minha (nossa) paixão benfiquista e de partilhar algumas reflexões após - e entre - os jogos. O facto de, sobretudo quando o Benfica tem momentos menos bons durante a época, sermos atacados por um sistema de poder instalado no futebol português, foi outra das razões impusionadoras. Semana após semana, assistimos a um ataque sem quartel ao Benfica nos programas de comentário. O anti-benfiquismo primário de comentadores como Dias Ferreira, Guilherme Aguiar ou Miguel Guedes, raramente devidamente contrariado pelos comentadores do Benfica (Fernando Seara é demasiado brando e por vezes até influenciável e Rui Gomes da Silva tem um estilo demasiado agressivo e por vezes perde a razão), é parte desse sistema, uma vez que cria a convicção de que o Benfica é constantemente ajudado pelas arbitragens, quando o contrário é muito mais verdadeiro. Por outro lado, o verdadeiro beneficiado, o Porto, passa incólume, face à sanha anti-benfiquista dos sportinguistas, que têm sido objectivamente aliados daquele clube do Norte.
O post inicial do blog foi assim chamado de "Em defesa do Benfica". Sem querer fazer da arbitragem e dos factores extra-futebol o centro dos meus posts não deixarei porém de analisar aqueles elementos enquanto se mantiverem situações de gritantes injustiças de que o castigo de Aimar é apenas o mais recente exemplo.
Veio jogo com o Chelsea na Luz que comentei, tendo-me depois debruçado sobre a questão Emerson.
O ciclo de jogos que então se iniciou foi o objecto do post seguinte. Após reflexões sobre o fenómeno do futebol e o que nos leva a dedicar-lhe tanto tempo das nossas vidas e sobre o momento da época benfiquista, analisei o jogo com o Braga, os destaques e fiz uma recensão do que a imprensa desportiva dele escreveu.
Por fim escrevi um artigo sobre as expectativas para quarta-feira.
O blog está ainda numa fase inicial, quase experimental, na qual algumas das funcionalidades ainda não estão totalmente operacionais. De qualquer forma queria agradecer as visitas e encorajar comentários para que este seja também um fórum de troca de impressões e experiências. Os comentários são abertos, não sendo necessário fazer qualquer registo para o efeito.
Finalmente queria assinalar que o Justiça Benfiquista está desde hoje nos motores de busca, aparecendo vários resultados no google.com. Também por isso os meus fortes agradecimentos a todos os que já visitaram o blog e o acompanham regularmente.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Quarta-feira
É para mim o jogo menos importante deste ciclo - e incluo aqui a final da Taça da Liga.
Considero-o pelas seguintes razões.
Quarta-feira o Benfica não pode esquecer que o jogo com o Sporting é decisivo para o objectivo assumidamente prioritário da época: ser Campeão Nacional. Nessa medida, terá que existir alguma (ainda que escassa) gestão do esforço do plantel.
Por outro lado, o jogo não é tão importante como os outros (Sporting, Gil Vicente e Marítimo) porque não vale um título: mesmo uma vitória e qualificação para as meias finais não alteraria o facto do Barcelona e Real Madrid serem os principais favoritos. Só em circunstâncias muito anormais deixará de ser um deles a ganhar a Liga dos Campeões.
Finalmente é o jogo menos importante do ciclo porque temos poucas possibilidades de o vencer. Nesse sentido temos que ser pragmáticos e aliviar um pouco a pressão sobre os jogadores, ainda por cima sabendo-se que o desgaste tem tanto de físico quanto de psicológico.
Dito isto, é óbvio que o Benfica tem um nome e um estatuto a defender na Europa e que, embora escassas, mantém ainda algumas hipóteses de qualificação.
Não se trata portanto de forma alguma de dar o jogo como perdido e entrar em campo para cumprir calendário. Trata-se apenas de, na escala de prioridades que necessariamente tem que se estabelecer face a vários jogos espaçados por dias, entender que este é o que, com menor prejuízo dos objectivos para a época, se pode não ganhar. Nessa medida, este é o único jogo em que pode haver alguma gestão do plantel ou doseamento do esforço.
Aquilo que preconizo, como já antes escrevi, é que o Benfica deve fazer um jogo inteligente, procurando defender bem e jogar com alguma ansiedade que possa existir no Chelsea em resolver a eliminatória e garantir uma presença nas meias finais. Para os ingleses o jogo é muito mais importante do que para o Benfica - é quase a tábua de salvação da sua época - e talvez isso possa jogar a nosso favor. Para que assim seja temos que ser inteligentes, muito competentes na defesa e letais no ataque. O Benfica precisa de concretizar todas as oportunidades que tenha e precisa também de alguma sorte (que aliás não teve no jogo da primeira mão). Talvez este seja um jogo à medida de Rodrigo e Nélson Oliveira.
Considero-o pelas seguintes razões.
Quarta-feira o Benfica não pode esquecer que o jogo com o Sporting é decisivo para o objectivo assumidamente prioritário da época: ser Campeão Nacional. Nessa medida, terá que existir alguma (ainda que escassa) gestão do esforço do plantel.
Por outro lado, o jogo não é tão importante como os outros (Sporting, Gil Vicente e Marítimo) porque não vale um título: mesmo uma vitória e qualificação para as meias finais não alteraria o facto do Barcelona e Real Madrid serem os principais favoritos. Só em circunstâncias muito anormais deixará de ser um deles a ganhar a Liga dos Campeões.
Finalmente é o jogo menos importante do ciclo porque temos poucas possibilidades de o vencer. Nesse sentido temos que ser pragmáticos e aliviar um pouco a pressão sobre os jogadores, ainda por cima sabendo-se que o desgaste tem tanto de físico quanto de psicológico.
Dito isto, é óbvio que o Benfica tem um nome e um estatuto a defender na Europa e que, embora escassas, mantém ainda algumas hipóteses de qualificação.
Não se trata portanto de forma alguma de dar o jogo como perdido e entrar em campo para cumprir calendário. Trata-se apenas de, na escala de prioridades que necessariamente tem que se estabelecer face a vários jogos espaçados por dias, entender que este é o que, com menor prejuízo dos objectivos para a época, se pode não ganhar. Nessa medida, este é o único jogo em que pode haver alguma gestão do plantel ou doseamento do esforço.
Aquilo que preconizo, como já antes escrevi, é que o Benfica deve fazer um jogo inteligente, procurando defender bem e jogar com alguma ansiedade que possa existir no Chelsea em resolver a eliminatória e garantir uma presença nas meias finais. Para os ingleses o jogo é muito mais importante do que para o Benfica - é quase a tábua de salvação da sua época - e talvez isso possa jogar a nosso favor. Para que assim seja temos que ser inteligentes, muito competentes na defesa e letais no ataque. O Benfica precisa de concretizar todas as oportunidades que tenha e precisa também de alguma sorte (que aliás não teve no jogo da primeira mão). Talvez este seja um jogo à medida de Rodrigo e Nélson Oliveira.
domingo, 1 de abril de 2012
O que dizem os desportivos
Começando pela arbitragem, "A Bola" e o "Record" são unanimes em considerar penalty indiscutível o lance sobre Bruno César, o chuta-chuta (ou gordo, como ontem tantas vezes foi chamado). Já sobre o lance de Javi sobre Lima é considerado penalty pelo "Record" enquanto "A Bola" diz que a falta é ainda fora da área e ilustra-o com uma foto. O "Record" diz ainda que, antes disso, Douglão deveria ter sido expulso por falta sobre Witsel. Na minha opinião a arbitragem foi imparcial e, além do lance de Douglão e do de Javi, totalmente isenta de polémicas. O lance do penalty do Benfica é de facto incontroverso (embora, face às últimas arbitragens, quase tenha ficado surpreendido pela sua marcação). É verdade que é desnecessário mas o jogador do Braga redimiu-se marcando o empate, pleno de oportunidade. Já o lance de Javi está para mim no limite. No limite da linha da área e no limite da falta. O árbitro podia ter marcado e Javi tem por isso que ter cuidado. Podemo-nos considerar felizes por esse lance mas o Braga pode dizer o mesmo em relação à não expulsão de Douglão. Entendo as duas decisões da mesma forma - o árbitro não quis tomar uma decisão que poderia determinar o desfecho do jogo sem estar absolutamente seguro da respectiva justiça. Já o penalty sobre Bruno foi evidente e daí a sua marcação.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.
Benfica-Braga - destaques
Para além da confiança e crença, a atitude com que o Benfica entrou em campo do foi excelente. Os jogadores mostraram vontade de vencer desde o início, mantendo uma pressão constante que nos permitia ter quase sempre a bola e mal deixava o Braga respirar. Fez lembrar o Benfica de há dois anos.
Entre os jogadores Javi Garcia está finalmente a voltar ao seu nível e isso faz uma grande diferença no jogo do Benfica. Ontem esteve muito bem nas dobras a Maxi (o motor do costume), tendo jogado por vezes como um verdadeiro lateral direito. Acabou a central com uma enorme segurança.
Miguel Vítor foi outro jogador muitíssimo seguro e competente. Fintado uma vez em situação perigosa fez a falta que se impunha e viu o cartão merecido. Manteve no entanto toda a concentração e não teve erros até à lesão.
Aliás toda a defesa esteve muito bem, liderada por Luisão que não se escondeu do seu lugar de capitão e tentou sempre carregar a equipa para a frente. Capdevila foi seguro e certinho, que era o que se lhe pedia. É verdade que o golo do Braga surge de um livre no seu flanco mas, mais que sua, foi uma falha de Nolito (acabado de entrar no jogo) que criou a situação confusa que deu a falta.
Witsel foi o cérebro que se esperava, sobretudo uma vez que não havia Aimar. Fez um grande jogo.
Finalmente quanto ao ataque, foi um jogo em que Gaitan, Rodrigo e Bruno César, os criativos, alternaram o bom com o menos bom. O que nunca aconteceu foi terem desistido do jogo ou deixado de acreditar. Na minha opinião, Gaitan foi o melhor dos três mas curiosamente acabou por ser Bruno César a decidir. Na sequência de uma combinação com Gaitan marcou o golo da vitória depois de ter sofrido o penalty. Digo curiosamente porque para mim ele teve imensas intermitências e foi talvez, entre aquele trio, o que mais falhou. Durante o jogo, eu, como tantos outros adeptos pediram a sua substituição. Enfim mais um exemplo da irracionalidade do futebol (ou talvez apenas dos adeptos).
Bem Jorge Jesus a tirar Cardozo para colocar Nélson, que trouxe outra força que bem foi necessária no fim e, claro, acima de tudo muito bem por não ter tirado Bruno César.
Entre os jogadores Javi Garcia está finalmente a voltar ao seu nível e isso faz uma grande diferença no jogo do Benfica. Ontem esteve muito bem nas dobras a Maxi (o motor do costume), tendo jogado por vezes como um verdadeiro lateral direito. Acabou a central com uma enorme segurança.
Miguel Vítor foi outro jogador muitíssimo seguro e competente. Fintado uma vez em situação perigosa fez a falta que se impunha e viu o cartão merecido. Manteve no entanto toda a concentração e não teve erros até à lesão.
Aliás toda a defesa esteve muito bem, liderada por Luisão que não se escondeu do seu lugar de capitão e tentou sempre carregar a equipa para a frente. Capdevila foi seguro e certinho, que era o que se lhe pedia. É verdade que o golo do Braga surge de um livre no seu flanco mas, mais que sua, foi uma falha de Nolito (acabado de entrar no jogo) que criou a situação confusa que deu a falta.
Witsel foi o cérebro que se esperava, sobretudo uma vez que não havia Aimar. Fez um grande jogo.
Finalmente quanto ao ataque, foi um jogo em que Gaitan, Rodrigo e Bruno César, os criativos, alternaram o bom com o menos bom. O que nunca aconteceu foi terem desistido do jogo ou deixado de acreditar. Na minha opinião, Gaitan foi o melhor dos três mas curiosamente acabou por ser Bruno César a decidir. Na sequência de uma combinação com Gaitan marcou o golo da vitória depois de ter sofrido o penalty. Digo curiosamente porque para mim ele teve imensas intermitências e foi talvez, entre aquele trio, o que mais falhou. Durante o jogo, eu, como tantos outros adeptos pediram a sua substituição. Enfim mais um exemplo da irracionalidade do futebol (ou talvez apenas dos adeptos).
Bem Jorge Jesus a tirar Cardozo para colocar Nélson, que trouxe outra força que bem foi necessária no fim e, claro, acima de tudo muito bem por não ter tirado Bruno César.
Benfica-Braga - confiança e crença fizeram a diferença
Grande jogo de futebol ontem na Luz a fazer lembrar grandes noites de outras épocas. O adversário não se chamava Porto nem Sporting mas era o líder do campeonato. E, a 5 jornadas do fim, o Benfica estava obrigado a ganhar. Ter a capacidade de conquistar a vitória já nos descontos, através de uma bela jogada de futebol, pensada e executada com frieza, é algo que, não justificando obviamente entrar em quaisquer euforias (nesta altura já teremos aprendido bem a lição nesse particular), deve porém motivar o Benfica para os restantes jogos decisivos desta recta final de época. É de facto a forma como a vitória foi conseguida que tem que ser destacada: a equipa teve forças - e qualidade - para, depois de sofrer o empate já nos últimos 10 minutos, ainda conseguir ganhar o jogo. Houve Benfica e a completa explosão das bancadas mostrou bem o que aquele momento significou na alma dos benfiquistas. Há muito que não se celebrava assim um golo na Luz.
O Benfica entrou muito bem no jogo. Foi, como disseram os dois treinadores, muito pressionante - mas foi também uma equipa confiante. Os passes saíam com segurança e os jogadores não tiveram medo de ter a bola nos pés. Isso fez toda a diferença e deixou o Braga, por regra muito consistente e seguro, algo atordoado.
Quem tenha visto apenas os curtos resumos da televisão fica com ideia de que o Braga foi mais perigoso e até dominou o jogo, o que não corresponde à realidade. O Braga teve de facto talvez algumas das jogadas mais vistosas mas o Benfica foi consistentemente mais perigoso e dominador.
Se é verdade que na primeira parte talvez a melhor oportunidade tinha sido do Braga, quase já sobre o intervalo, logo no recomeço do jogo o Benfica teve duas ou três jogadas em que podia ter marcado.
Mas o essencial não é descrever lances ou contabilizar oportunidades. O essencial é que, exceptuando alguns períodos do jogo em que pairou a ideia de que o jogo mais cínico do Braga poderia dar resultado, se sentia claramente que o Benfica estava mais perto de marcar e mais próximo de ganhar.
Quando o golo finalmente apareceu pensou-se que o jogo estava decidido. Há que reconhecer o mérito do Braga em, aí sim, ter assumido o ataque e - mais uma vez- ter marcado num livre ainda longe da baliza.
Mas o Benfica não desistiu do jogo. Continuou a acreditar, continuou a tentar (quer pela direita, quer pela esquerda e, refira-se, já sem Cardozo e Rodrigo) e já nos descontos o talento de Gaitan e a qualidade de remate de Bruno César apareceram. Houve Benfica. Houve estrelinha.
O Benfica entrou muito bem no jogo. Foi, como disseram os dois treinadores, muito pressionante - mas foi também uma equipa confiante. Os passes saíam com segurança e os jogadores não tiveram medo de ter a bola nos pés. Isso fez toda a diferença e deixou o Braga, por regra muito consistente e seguro, algo atordoado.
Quem tenha visto apenas os curtos resumos da televisão fica com ideia de que o Braga foi mais perigoso e até dominou o jogo, o que não corresponde à realidade. O Braga teve de facto talvez algumas das jogadas mais vistosas mas o Benfica foi consistentemente mais perigoso e dominador.
Se é verdade que na primeira parte talvez a melhor oportunidade tinha sido do Braga, quase já sobre o intervalo, logo no recomeço do jogo o Benfica teve duas ou três jogadas em que podia ter marcado.
Mas o essencial não é descrever lances ou contabilizar oportunidades. O essencial é que, exceptuando alguns períodos do jogo em que pairou a ideia de que o jogo mais cínico do Braga poderia dar resultado, se sentia claramente que o Benfica estava mais perto de marcar e mais próximo de ganhar.
Quando o golo finalmente apareceu pensou-se que o jogo estava decidido. Há que reconhecer o mérito do Braga em, aí sim, ter assumido o ataque e - mais uma vez- ter marcado num livre ainda longe da baliza.
Mas o Benfica não desistiu do jogo. Continuou a acreditar, continuou a tentar (quer pela direita, quer pela esquerda e, refira-se, já sem Cardozo e Rodrigo) e já nos descontos o talento de Gaitan e a qualidade de remate de Bruno César apareceram. Houve Benfica. Houve estrelinha.
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