sábado, 28 de abril de 2012

Crónica de um assalto anunciado

Falta apenas um capítulo. Pode ser escrito ainda este Domingo ou na próxima semana.
É verdade que é um dos campeonatos perdidos que mais custa a engolir. É um facto que o Benfica não encarou alguns jogos da melhor forma e acumulou erros que permitiram que a presente situação fosse possível.
Mas a verdade mais gritante deste campeonato, que não pode de forma alguma ser escamoteada ou branqueada, é que estamos perante uma das maiores falsificações desportivas jamais vista em Portugal. No meio da alucinação colectiva em que o país parece viver, as instâncias do futebol permitiram -- ou promoveram - um festival de "erros" arbitrais, perante a complacência ou indiferença do grande público, que adulteraram totalmente a classificação. Desde que o treinador considerado incompetente pelos portistas e elogiado pelo Presidente do Benfica disse, após perder 3-1 em Barcelos,  que "podiam" entregar as faixas ao Benfica, que se assistiu em Portugal a "assaltos" futebolísticos, com arbitragens que até há poucos meses eu consideraria inimagináveis. Eu penso que nem nos anos do apito dourado se assistiu a uma tão evidente e pública manipulação de resultados.
O Benfica e o seu presidente têm que pensar muito bem no que fazer. Outro ano do mesmo não vale a pena.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A mão à palmatória

Na antevisão ao Benfica-Marítimo escrevi que muito me admiraria se o árbitro não fosse extremamente rigoroso na mostragem de cartões. Isto tendo em atenção que o Marítimo tinha vários jogadores à beira da suspensão e que na próxima jornada enfrenta o Porto. Ora isto não aconteceu e tenho portanto que admitir que, felizmente, estava enganado. A arbitragem foi aliás boa, evitando interferir no resultado, algo que para mim é o critério fundamental na apreciação do trabalho de um árbitro.

O que falta jogar (em Portugal e na Europa)



Depois de uma jornada sem surpresas, ficam a faltar três para o fim do campeonato. Haverá ainda alguma esperança para o Benfica?
Eis o calendário:

Rio Ave-Benfica, Domingo 29 às 19.15h
Benfica-União de Leiria, 6 de Maio
V. Setúbal-Benfica, 13 de Maio

Marítimo-Porto, Sábado 28 às 20.15h
Porto-Sporting, 6 de Maio
Rio Ave-Porto, 13 de Maio.

A verdade é que o calendário do Porto é mais difícil do que o do Benfica e sugere que alguma coisa mais pode ainda acontecer até ao fim do campeonato. Não é muito expectável, até porque, como disse anteriormente, o Porto tem vencido em situações de pressão, como foram os jogos na Luz e em Braga. Mas não é impossível que, por exemplo, empate na Madeira e perca com o Sporting ou a inversa. Ou mesmo que perca pontos com o Rio Ave. O Benfica perdeu os 5 pontos que detinha de avanço sobre o Porto em duas jornadas quando nada o levava a crer. Com a vitória de ontem e o empate do Braga, o Sporting voltou a sonhar com o segundo lugar (até porque o Braga vai a Alvalade na última jornada). Dependendo do resultado de quinta-feira em Bilbao, o jogo com o Porto pode-se tornar num jogo muito importante para a época do Sporting.

Tudo isto não passa de um exercício especulativo. Sobre o futuro pouco ou nada nos é dado a conhecer. Importante é o Benfica vencer os seus jogos (independentemente do que acontecer nos do Porto, ou seja mesmo que o Porto ganhe os três jogos que lhe faltam). Depois virão as contas e os balanços. Para vencer jogos e títulos é importante ter uma atitude competitiva constante e um espírito sempre ganhador. Os resultados do Sporting desde que Sá Pinto é treinador mostram isso mesmo. Não importa em que lugar se está ou o que ficou para trás. Importa isso sim enfrentar cada jogo com muito rigor e profissionalismo que os resultados aparecem.

No resto da Europa futebolística, o grande destaque vai obviamente para a vitória do Real Madrid em Barcelona. Mourinho finalmente conseguiu - venceu em Nou Camp e logo num jogo decisivo. Sem casos, apenas com futebol jogado. Mais uma vez, para além das questões tácticas, em que Mourinho é um mestre que aprende, a atitude competitiva da equipa foi muito importante. Desde o início que o Real Madrid foi uma equipa confiante e essa melhor entrada no jogo deu-lhe uma vantagem que custou muito desgaste ao Barcelona anular. Logo a seguir a conseguir o empate e quando o estádio esperava um cerco ao adversário e um massacre nos minutos finais, Ronaldo deu a estocada final. Muito saboroso para o Real Madrid e justo, este triunfo resolve o campeonato em Espanha.

Na Alemanha, as coisas ficaram matematicamente resolvidas este sábado, com a confirmação do bicampeonato do Dortmund, ao passo que em Itália a Juventus além de ser a melhor equipa, venceu a Roma por 4-0 e aumentou para três pontos a sua vantagem para o Milan, que empatou em casa com o Bolonha (evitando a derrota apenas no último minuto com um golo de Ibrahimovic).

Surpreendentemente, em Inglaterra a Liga voltou a estar "viva", com o empate do Manchester 4-4 com o Everton. O Manchester é demasiado inseguro defensivamente e isso é perigoso. Esteve a vencer por 4-2 a menos de 10 minutos do fim e deixou-se empatar. O City venceu e ficou a 3 pontos. Dentro exactamente uma semana o City recebe o United, estando todos os bilhetes para o jogo já vendidos. Por fim em França há também incerteza com o Montpellier a ter 2 pontos de vantagem a 5 jornadas do fim.

domingo, 22 de abril de 2012

Benfica-Marítimo: Nolito de nota máxima

Muito boa a exibição do Benfica ontem, que nos lembrou a todos porque estivemos este ano à beira de ser campeões.

Em primeiro lugar há um factor muito importante e que não posso deixar de destacar: desta vez não houve habilidades na arbitragem. Bem sei que os propagandistas do costume (os mesmos que nos chamam "clube do regime", quando objectivamente nunca o fomos) tentarão fazer de um lance de possível mão de Nolito à entrada da área o centro de toda a polémica e a "chave" do jogo. Realmente não parece haver mão - eu aliás defendo que mais de metade das mãos não deveriam ser assinaladas, pois não são (como a lei exige para que seja marcada falta) deliberadas - mas isso pouco importa para tais "comentadores". Para eles, o Benfica não ser prejudicado pela arbitragem equivale a ser beneficiado.
Ora foi isso precisamente que aconteceu ontem: o Benfica não foi prejudicado pela arbitragem. Também não foi beneficiado e isso é tudo quanto precisaríamos para ser campeões este ano. Ontem, apesar de todas as críticas de que Bruno Paixão tem sido alvo (talvez por não ser, como outros, moço de recados de Pinto da Costa) a arbitragem foi excepcional. Até nisto: depois de dar um amarelo algo forçado a Roberto Sousa não lhe mostrou o segundo quando ele efectivamente merecia. Dirão alguns "especialistas" da arbitragem: devia ter dado, se a falta era para amarelo não interessa ser o primeiro ou o segundo. Eu discordo em absoluto: não é o mesmo dar um amarelo a um jogador ou deixar uma equipa com menos um elemento. Um árbitro não pode ser o factor desequilibrador dos jogos (como foi Proença tantas vezes contra o Benfica), o árbitro deve ter bom senso e passar tão despercebido quanto possível. O jogo deve ser resolvido pelas equipas e não pelo árbitro. Nessa medida concordo em absoluto com a decisão de Bruno Paixão em não expulsar o jogador. Também muito bem ao dar o amarelo ao jogador do Marítimo que simulou um penalty.

Sem factores estranhos, sem árbitros a condicionar ou mesmo determinar o desfecho dos jogos, a enervar propositadamente os jogadores, o Benfica por regra joga bem e vence. Ontem jogou mesmo muito bem, com destaque muito especial para Nolito. Quer Nolito quer Capdevila foram injustiçados por Jorge Jesus pois mereciam ter sido titulares muito mais vezes esta época. Nolito tem muito de fora de série. É um jogador extremamente batalhador, que nunca desiste do jogo, que tem um enorme talento e visão de jogo. O seu passe para o golo de Bruno César foi para mim o momento mais alto do jogo. Nolito deveria ter sido mais vezes titular e espero que Jesus o tenha percebido em definitivo.

Por outro lado, Capdevila sem ser exuberante ou excepcional não compromete, ao contrário de Emerson que há muitos jogos é um foco de instabilidade e insegurança para a equipa. É outra teimosia de Jesus que não se explica e de cujas consequências negativas espero que tenha retirado a respectiva lição.

A colocação de Matic a titular foi também uma decisão certada. Há muito que era evidente que Javi Garcia (para mim um jogador excepcional) não estava nem perto do seu melhor nível. Estava a precisar de banco. Jesus não usou Matic tanto quanto podia e devia ao longo da época - e nem sempre que o usou o fez do melhor modo.

O mesmo se poderia dizer de Saviola, cuja jogada e passe para o segundo golo são demonstrativos da enorme qualidade que este jogador tem e que infelizmente nalguns jogos desta época não conseguiu demonstrar.

Dito isto, o mérito da excelente exibição e vitória tranquila que tinha desejado na antevisão do jogo é obviamente do treinador. O Benfica quando joga bem é um regalo para a vista. É continuar assim até ao fim. O resto logo se verá.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Amanhã há bola.

Benfica-Marítimo é amanhã às 5 da tarde, hora a que se deveria jogar muito mais vezes. Não tenho dúvidas de que as assistências seriam maiores e haveria menos problemas de delinquência.
É óbvio que o Benfica tem que ganhar - e creio que o fará - embora o título esteja praticamente perdido. Não digo que só um milagre nos daria o campeonato (acho que a acontecerem, era mais importante que os milagres se aplicassem a crianças doentes, a pessoas com fome, ou a vítimas da guerra) mas certamente que só um golpe de teatro inverteria as coisas neste momento.
Seria necessário o Porto perder um jogo e empatar outro (além obviamente de o Benfica ganhar todos os seus). Os jogos mais difíceis são o Marítimo para a semana e depois o Sporting. É verdade que o Marítimo não costuma facilitar (o seu Presidente, ao contrário da maioria não presta vassalagem a Pinto da Costa) mas o Porto mostrou na Luz e em Braga (há que o reconhecer) capacidade de lidar com a pressão. Por outro lado - e muita atenção a isto - o Marítimo tem uma enorme quantidade de jogadores no limite de cartões amarelos. Ora eu muito me espantaria se amanhã o árbitro não tivesse um critério disciplinar muito apertado, ao contrário do que costuma acontecer nos jogos do Benfica. Normalmente o futebol português tem muitas destas coincidências. Cá estaremos para o verificar.
Quanto ao jogo com o Sporting, como se poderá verificar pelo calendário, ele realiza-se 3 dias antes da final da Liga Europa, em que o Sporting poderá estar. Se assim for, alguém duvida de que Sá Pinto poupará os seus melhores (quer no 11 inicial quer no empenho que esses 11 colocarão em campo)? Ninguém o poderá sequer criticar por isso, se realmente o Sporting chegar à final.
A esperança é portanto muito diminuta, mas nem por isso o Benfica deve ser menos combativo no jogo de amanhã, até porque há ainda a questão do segundo lugar.
Espera-se portanto uma boa exibição do Benfica e uma vitória convincente. Há que jogar estas últimas jornadas com dignidade. Essa não nos podem roubar.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caixa de Pandora?

O caso Pereira Cristovão ameaça não desaparecer tão cedo. E ainda bem. É uma janela de oportunidade que se abre para que a Justiça entre no mundo do futebol e a verdade desportiva possa começar a prevalecer. Espero que os dirigentes benfiquistas o percebam e que não deixem fugir esta oportunidade.

É que ficou provado que continua a existir corrupção no futebol português. Das duas uma: ou houve suborno ou houve uma tentativa de simular um suborno. A verificar-se a primeira das hipóteses não há dúvida quanto às consequências (para o Sporting, para o Marítimo ou quem quer que se prove ser o responsável pelo depósito); a verificar-se a segunda, há que determinar qual o objectivo que se pretendia atingir, que tanto poderia ser o de manchar os nomes de Cardinal e do Marítimo como simplesmente o de coagir a actuação do árbitro em causa. Em qualquer dos casos há um crime. Em qualquer dos casos, tentativa de retirar dividendos da situação. Em qualquer situação tentativa de adulterar a verdade desportiva.

Acima de tudo exige-se assim, depois de tudo o que tem acontecido esta época, que a direcção do Benfica não deixe de modo nenhum morrer este caso e que exerça todo o seu peso (que aparentemente hoje é diminuto, mas ainda assim) junto das instâncias do futebol para que se vá até às últimas consequências.

Neste e noutros casos. Muitas vezes o mais difícil é desfiar-se uma ponta e o resto vem atrás. Tenho alguma esperança de que outras coisas se venham a descobrir por arrasto. O que disse ontem o Presidente do Nacional da Madeira dá que pensar. Diz ele que Pereira Cristovão não viajou com a equipa do Sporting para a Madeira (para o jogo com o Nacional da meia final da Taça de Portugal) mas sim noutro voo "ao lado de Pedro Proença". Claro que isto não prova nada, mas, se juntarmos a esta alegação o que foi a arbitragem de Proença nesse jogo, a suspeita fica no ar. Proença expulsou um jogador do Nacional de forma muito forçada e marcou um penalty inacreditável contra o Nacional. Mas Rui Alves diz mais, muito mais. Segundo ele: "Paulo Pereira Cristovão detém dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo. Tenho testemunhas do que estou a dizer. O que se passou foi uma estratégia de coacção dos árbitros".

São acusações muito graves, perante as quais espero que quer a justiça quer as instâncias do futebol tenham já encetado diligências. É que, a serem verdadeiras estas acusações, o Sporting incorre numa pena de descida de divisão.

Mais uma vez insisto, o Benfica não pode deixar este caso morrer. Acredito que quanto mais dele se vier a saber mais perto ficaremos de eliminar a batota do futebol.

Tenho como verdadeiro que é o Porto e não o Sporting que exerce o maior poder sobre os árbitros portugueses. Mas, a serem verdade as acusações que agora impendem sobre Cristovão, há que recuar ao que passou em Alvalade na última jornada e reapreciar a arbitragem de Artur Soares Dias.

Escrevi a quente sobre esse Sporting-Benfica. Ponderei na altura sobre se deveria deixar passar algum tempo, de forma a não ser tão emotivo, mas estou contente por não o ter feito. É que a indignação esmorece com o tempo e quando nos habituamos a reprimi-la corremos o risco de nos tornarmos insensíveis à injustiça. Ora eu espero que isso nunca me aconteça - ou não fosse o nome deste blog Justiça Benfiquista.

Para além dos penaltis vergonhosos, estão a circular na internet novas imagens (nomeadamente do pisão de João Pereira a Gaitan) e vídeos sobre esse jogo. Que mostram que o árbitro viu determinadas situações que não sancionou.

Já tenho defendido que em que muitos casos de arbitragem não acredito que se tratem de erros, de tal forma as situações são evidentes. A presunção de inocência não pode ser uma carta que constantemente se lança para branquear decisões inexplicáveis e tornar inimputáveis os árbitros. Pelo contrário, quando há erros flagrantes os árbitros deveriam ter que se explicar. Pelo menos ao organismo que os tutela.

Ora se as referidas imagens e vídeos provam que a dualidade de critérios foi gritante e que o árbitro viu e não puniu inúmeras situações em prejuízo do Benfica, não fica a sua imparcialidade (no mínimo) em causa? Qual a sua defesa, quais as suas justificações? Na ausência delas, não podemos deixar de especular: existirá alguma relação entre a arbitragem tendenciosa desse jogo e a identificação de Paulo Pereira Cristovão pela PSP, (a pedido de Soares Dias), no intervalo do Sporting-Marítimo? Por que razão foi feita essa identificação? Soares Dias sentiu-se ofendido por PPC? Intimidado? Coagido? Se assim foi, teria condições psicológicas para arbitrar o Sporting-Benfica?

Volto a dizer, o caso Pereira Cristovão é uma janela de oportunidade para acabar com a corrupção e o tráfico de influências no futebol português. Apelo a uma atenção muito grande por parte da direcção do nosso clube. O Benfica não pode permitir que mais uma vez as coisas caiam no esquecimento. Uma oportunidade destas não aparece todos os dias. Há que ir até ao fim. Até porque isto pode ser só uma pequena parte do que se passa nos bastidores do futebol. Continuo a acreditar que é o Porto quem ali mais se movimenta. Abra-se a caixa de Pandora.

terça-feira, 17 de abril de 2012

No topo da actualidade futebolística




O blog Justiça Benfiquista existe há duas semanas e tem tentado acompanhar diariamente a actualidade futebolística benfiquista, simultaneamente analisando e comentando os temas mais quentes da agenda nacional e internacional.
Nestas duas semanas, para além da análise de jogos (Chelsea, Braga, Sporting, Taça da Liga) e de questões de arbitragem (muito mais do que desejaríamos), abordámos ainda a questão do uso de novas tecnologias, as causas do insuficiente sucesso desportivo do Benfica nos últimos 30 anos e o recambolesco caso Pereira Cristovão.

Na imprensa de hoje, quer nacional quer internacional, algumas destas questões voltam a estar na ordem do dia.

Em relação ao caso Pereira Cristovão, "A Bola" e o "DN" dão conta de uma guerra no seio do Sporting entre os que se colocaram do lado daquele vice e da sua pretensão de reassumir funções e os que se opunham (e que estariam em maioria). Terão existido ameaças de demissão de parte a parte, o que levantava o espectro de eleições antecipadas. "A Bola" diz que Godinho Lopes tomou a decisão final de reintegração.

O Sporting, já o disse anteriormente, vive um momento difícil. A sua crise de identidade ameaça a existência mesma do clube. A rivalidade com o Benfica transformou-se, por via da hegemonia portista que quase acabou com o estatuto de "grande" do Sporting, em esquizofrenia anti-benfiquista. O Sporting está hoje nas mãos das claques. O presente caso é demonstrativo do que atrás digo. Ouvi ontem com espanto, nos "Grandes adeptos" da Antena 1, o sportinguista Jaime Mourão Ferreira (não confundir com David Mourão-Ferreira, filho do poeta e grande benfiquista) fazer-se de ofendido. Afinal de contas, o caso mais não seria do que um ataque "miserável" ao Sporting. Paulo Pereira Cristovão estaria a pagar por "afrontar" o sistema. Que o sistema existe, é algo de que não duvido e que demonstrarei em breve. Dizer que a PJ está envolvida numa cabala é que já não aceito. Tal como não concordo que PCC tenha afrontado o sistema. O que ele fez foi, depois de incendiar o ambiente e incentivar as claques sportinguistas a fazerem o que fizeram na Luz, plantar provas e tentar incriminar o Marítimo e o árbitro Cardinal. A tese da cabala, usada em Portugal quando se é apanhado, já está gasta. Mas diz muito, insisto, sobre a presente mentalidade sportinguista.

Este caso ainda não acabou. Considero que há potenciais consequências desportivas a tirar das acções deste vice presidente sportinguista no exercício nas suas funções. Rui Alves (Nacional) sustenta hoje que o Sporting deve ser eliminado da Taça de Portugal, cenário que para mim não pode ser excluído à partida. Acima de tudo importa apurar cabalmente o que se passou.

Escrevi também há cerca de uma semana um artigo sobre o uso de tecnologias no futebol. No rescaldo do Chelsea-Tottenham, no qual mais uma vez se colocou a questão da bola ter ou não entrado na baliza, a imprensa inglesa volta à questão. É tempo consideram alguns jornais. Curioso também neste caso que, sobretudo desde a saída de Villas-Boas, o Chelsea esteja a ser "feliz" no que respeita a decisões arbitrais.

Por fim, a Taça da Liga volta a ser alvo de uma campanha denegritória por parte dos nossos adversários. Já escrevi sobre o assunto, sendo claras as razões que os motivam. Ontem foi o referido Mourão Ferreira (não sei o que foi dito nos programas televisivos). Hoje é Sousa Tavares n' "A Bola" (esse suposto bastião do benfiquismo que, além daquele jornalista, conta com colaborações semanais de Rui Moreira) a insultar a competição. É apenas mais uma manifestação de desrespeito por uma competição que não conseguem ganhar. Nada de novo portanto.



Nota: a foto reproduzida é retirada do site "Geek for Life", todos os direitos reservados.