terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Calendário dos próximos 12 jogos do Benfica

Académica-Benfica, quinta-feira dia 17, 20.45h, quartos de final da Taça de Portugal.
Moreirense-Benfica, segunda-feira 21, 20.00h, Liga Zon Sagres.
Braga-Benfica, Domingo 27 (hora a definir), Liga Zon Sagres.
Em caso de apuramento, o Benfica irá jogar quarta-feira dia 30 com o vencedor do Paços de Ferreira-Gil Vicente, para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Benfica-Setúbal, Domingo 3 de Fevereiro, 20.15h Liga Zon Sagres.
Nacional-Benfica, Domingo 10 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Bayer Leverkusen-Benfica, Quinta 14 de Fevereiro, 18.00h, Liga Europa.
Benfica-Académica, Domingo 17 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Benfica-Bayer Leverkusen, Quinta 21 de Fevereiro, 20.05h Liga Europa.
Benfica-Paços de Ferreira, Domingo 24 de Fevereiro. Braga-Benfica, Quarta-feira 27 de Fevereiro, Meias-finais da Taça da Liga.

Beira Mar-Benfica, Domingo 3 de Março, Liga Zon Sagres.


Entre 10 e 27 de Fevereiro, ou seja em 18 dias, o Benfica tem agendados 6 jogos! Dá uma média de um jogo a cada 3 dias. Nessas alturas da época deixa propriamente de haver treinos. Estes servem sobretudo para descomprimir e ensaiar a táctica. É de admitir e é mesmo quase certo que o jogo Nacional-Benfica deverá ser antecipado, até porque antes disso teremos jogado apenas para o Campeonato no fim de semana anterior. De qualquer modo é uma sobrecarga enorme de jogos. Outra curiosidade é que nos próximos 30 dias jogaremos para todas as competições em que estamos envolvidos: Taça, Campeonato, Liga Europa e Taça da Liga.

Treinadores e tácticas

Desde que Jorge Jesus chegou ao Benfica que jogamos com dois pontas de lança/avançados (Saviola é mais um segundo avançado do que um homem para jogar sozinho na frente).
O Benfica joga num 4-4-2 ofensivo, ou num 4-1-3-2. Digo isto sem pretensões de rigor excessivo.
O que eu quero dizer é que a equipa é por regra constituída por 4 defesas, um médio defensivo, um ofensivo, dois extremos e dois avançados. Os laterais são bastante ofensivos.
Por outro lado sei, porque o próprio já o disse explicitamente, que JJ compreende os riscos desta táctica mas que defende que a matriz ofensiva é congénita ao Benfica e que os adeptos desejam e exigem tal matriz, futebol atacante, golos e o espectáculo daí adveniente.
Aliás há uma coisa que os benfiquistas devem recordar para perceber melhor isto: no Belenenses, JJ era super defensivo e mesmo no Braga havia uma consistência defensiva grande. Jesus sempre se distinguiu (antes de chegar ao Benfica) por dar essa consistência e segurança às suas defesas. Cheguei a ver o Belenenses jogar em Munique contra o Bayern e perder por apenas 1-0.

Por outro lado, eu sempre achei que o 4-3-3 era um sistema mais seguro. O meio campo tem sempre 3 jogadores e quando a equipa defende pode ainda derivar os extremos para o centro do terreno fechando muito os espaços à equipa adversária. Por outro lado, nos desdobramentos ofensivos os médios aparecem muitas vezes no ataque confundindo a defesa que não sabe bem quem são os opositores directos. Por outro lado, o 4-3-3 permite uma coisa que os outros sistemas dificilmente conseguem: colocar 3 jogadores numa faixa, o lateral, o extremo ou ala e o interior. Numa época o Guimarães fez isto com muito sucesso com José Carlos, Paneira e Capucho.
Isto sou eu que observo e digo, na minha visão um pouco simplista, admito-o das tácticas.

Aqui há uns anos atrás deu ideia de que o chamado 4-4-2 em diamante era uma táctica ainda melhor, porque juntava o melhor de dois mundos: criatividade e vocação ofensiva (mantendo os dois pontas de lança) e um meio campo não já com 3 mas com 4 jogadores, conseguindo o aparentemente impossível: ter superioridade numérica no meio contra equipas que jogassem em 4-3-3. Parecia a quadratura do circulo.
Lembro-de de que por exemplo o Milão jogava nesse esquema, jogando com Gattuzo, Pirlo, Rui Costa e Seedorf.
A questão é que para poder jogar num tal sistema, sem que os jogadores se atropelem no meio campo e sem afunilar todo o jogo pelo meio, são necessários intérpretes de uma qualidade verdadeiramente excepcional.

O 4-3-3 acaba assim por ser um sistema mais simples de adoptar e com resultados semelhantes. É por isso o preferido da maioria dos treinadores e está implementado no Porto, por exemplo, há bastante tempo.

Como exemplo de um 4-4-2 mais conservador, ainda assim extremamente eficaz e incrivelmente ofensivo, temos o do Manchester United. É um sistema mais de duas décadas, que, se alguns especialistas tivessem razão deveria ser completamente previsível mas que continua a "dar" títulos.
Acontece porém que o 4-4-2 do Manchester é mais conservador do que o do Benfica no sentido dos dois jogadores do meio serem mais defensivos, ou de contenção como agora se diz, dos que o do Benfica. Acresce que nalguns jogos (foi o caso do último com o Liverpool), Fergusson optar por um sistema mais próximo de um 4-2-3-1.

Isto dá um pouco que pensar.

O que parece estar a acontecer com o Benfica é que contra as equipas pequenas o sistema está a funcionar muito bem mas em jogos mais difíceis ele está a emperrar. Contra o Porto a falta de controle do meio campo foi evidente. Aliás, há uma coisa em que JJ não aprendeu a lição do ano passado: a colocação de Lucho no jogo da época passada (muito avançado no terreno, a pressionar Javi Garcia) foi decisiva para emperrar o jogo do Benfica. Este ano aconteceu algo semelhante, com uma pressão intensa, mais em bloco, sobre os nossos defesas, que JJ não conseguiu contrariar durante toda a primeira parte. Aliás o erro duplo e indesculpável de Artur encontra ainda assim uma explicação nesse factor: muito pressionados e sem linhas de passe os nossos defesas viram-se muitas vezes obrigados a jogar para o guarda-redes. Isso criou um sentimento de grande insegurança desde o início e explica parte do "temor" que a equipa sentiu pelo adversário que pelo contrário era sempre muito confiante nas saídas da defesa, não temendo o 1 para 1 e conseguindo quase sempre o portador da bola ultrapassar (quase sem dificuldade) a nossa primeira linha de pressão.

O Benfica está neste momento a jogar sem nenhum "trinco" (o United joga com dois, embora obviamente eles tenham capacidade de passe e de sair com a bola) e apenas com um jogador mais vocacionado para tarefas defensivas. Mas há outro problema: é que com o quadro de jogadores que temos não se vislumbram muitas alternativas tácticas. Daquilo que se tem falado no Benfica é se devemos jogar com dois pontas de lança ou apenas com um. Mas se jogar apenas com um, a respetiva vaga não vai para um lugar no meio campo mas sim para um jogador de ligação meio-campo/ataque, como Aimar, Gaitan ou até, de certo modo, Rodrigo.

As alternativas seriam a meu ver os jovens Andrés. Ao lado de Matic eles podem eventualmente dar outra consistência ao meio campo que Perez nesta altura não parece garantir.

Enfim, são questões que JJ certamente estará a ponderar, até porque o jogo em Braga se aproxima e na segunda volta haverá um Porto-Benfica que poderá - aí sim - ser decisivo para a atribuição do título. Isto para já não falar da eliminatória contra o Bayer, equipa de alta rotação.
Uma última nota: a questão da renovação ou não de Jorge Jesus vai (penso) depender de como conseguir resolver esta questão e de ser capaz de vencer nos jogos mais importantes contra equipas da dimensão do Benfica. JJ conseguiu elevar o patamar de futebol do Benfica e o rendimento dos jogadores, daí resultando muito importantes vendas para os nossos cofres e uma consistente e sustentada luta pelo título. Mas em última análise o futebol são títulos e no Benfica isso é ainda mais evidente. Por outro lado, ainda que com todas as condicionantes conhecidas, os resultados com o Porto começam a ser curtos. Até por aí me parece que o jogo da segunda volta será decisivo. Tudo o que fique abaixo do título de Campeão esta época saberá a pouco e tornará a continuidade de JJ muito difícil.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Académica-Benfica, quartos de final da Taça de Portugal



O Benfica mantém intactas as possibilidades de alcançar os objectivos a que se propôs esta época: ser campeão nacional, vencer a Taça de Portugal, vencer a Taça da Liga e ir o mais longe possível nas competições europeias, que neste momento é a Liga Europa.

Em particular no tocante à Taça, o segundo objectivo da época em termos de importância, há que assinalar que é uma competição em que o Benfica lidera a conquista de troféus, com 24 vitórias, mas que não vence há 9 anos, desde 2004.

Nunca na sua história o Benfica tinha estado tanto tempo sem ganhar a Taça. O máximo tinham sido 8 anos entre 1996 e 2004 e entre 1972 e 1980. Ou seja, entre 1996 e 2012 o Benfica venceu apenas duas Taças, o que é manifestamente pouco.

Na "era" Jorge Jesus, em 2009-2010, o Benfica jogou na primeira eliminatória com o Mosanto (0-6) e foi depois logo eliminado, num jogo de que muitos se lembrarão, com o Guimarães em casa por 0-1. Infelicidade mas também pouca competência. Em 2010-2011, não vale a pena recordar o que se passou com o Porto nas meias finais, pois todos se lembram. E finalmente em 2011-2012, depois de vencer fora o Portimonense (0-2) e a Naval (0-1), o Benfica vai ao Funchal perder por 2-1 com o Marítimo depois de ter estado à frente do marcador. Foi lamentável.

Na era LF Vieira, o Benfica venceu uma Taça em 2004, com Camacho e perdeu uma final em 2005, com Trapattoni. Também aí foi inadmissível ver fugir um troféu para uma equipa mediana, para ser simpático, depois de estar em vantagem cedo no marcador e com o Estádio repleto de benfiquistas.

Por todas estas razões, sem soberbas nem desrespeito pelos adversários, caso consiga vencer este jogo contra a Académica, o Benfica fica muito perto da final, pois as meias-finais serão contra Paços ou Gil Vicente (provavelmente o primeiro, que está a jogar melhor), em duas mãos. Na final estará também uma destas quatro equipas: Guimarães, Braga, Arouca ou Belenenses.

Tudo dito, resulta que o jogo de depois de quinta-feira se reveste de uma importância extrema, sobretudo depois de um jogo para o campeonato que, não tendo comprometido nada, teve ainda assim sabor a desilusão, por não se ter confirmado o favoritismo que o Benfica detinha por jogar em casa e estar aparentemente bem melhor do que o seu adversário. É que o balanço do Benfica-Porto de ontem - e o próprio balanço da época - em muito dependerão do resultado que obtivermos quinta-feira.

Vencendo, o Benfica mostrará que continua na luta, que mantém intactos os seus objectivos, que esta época pode ser de facto uma grande época e que podemos voltar aos títulos maiores do futebol. Mostraremos que o que passou passou e que a equipa não se perdeu nem desconcentrou. Que o que fizemos de bom até agora é para continuar e que existe fibra e estrutura para enfrentar a fase final e decisiva do ano futebolístico.

Há que preparar bem o jogo e encará-lo como ele é: um jogo a eliminar, em que se discute a presença na meia-final da segunda competição nacional mais importante.

Regresso do futebol - e a Taça é já quinta

Eu ia ainda escrever sobre as inacreditáveis declarações do treinador do Porto mas já chega.

Hoje dei por mim no estádio a perder as estribeiras demasiadas vezes. A violência, as provocações constantes, os insultos, o ódio que esta gente nos tem, arrastam-nos por vezes para baixo, para (e eu assumo que o fiz no jogo de hoje) dizer coisas que normalmente não diríamos, ter comportamentos abaixo do que nos é exigível.

Não se justifica portanto perder mais tempo com gente desta, gente que faz com que um desporto se transforme numa guerra, gente que só sabe viver neste clima. O jogo foi bom e podia ter sido melhor se João Ferreira tivesse a tempo impedido os jogadores do Porto de fazerem anti-jogo, interrompendo impunemente logo à nascença todas as saídas do Benfica para o ataque. Chegou-se ao cúmulo de um jogador ser assistido dentro do campo com o jogo a decorrer e do treinador que fez aquelas declarações ter impedido Matic de repor a bola em campo rapidamente. Valeu quase tudo e tudo isso o árbitro permitiu. No fim foi Maxi a pisar o risco mas nessa altura já Moutinho tinha feito falta atrás de falta e já todas aquelas e outras situações se tinham passado com impunidade. Isso passou-se, está passado e agora há que olhar para a frente.

Chega portanto de falar daquela gente e de alinhar por uma bitola parecida. E eu própio aqui me penitencio por ter nalguns momentos descido ao nível deles.

Bem esteve Jorge Jesus que soube valorizar o que de positivo houve esta noite e não baixar o discurso. É assim que tem que ser.

Agora temos apenas e só que nos concentrar em nós.

Não ganhámos este jogo importante mas continuamos na frente e em boa posição para cumprir os objectivos para a época.

Nada de depressões, nada de deitar a toalha ao chão. A equipa teve dois contratempos injustos e muito difíceis de contrariar e teve força para ir atrás do resultado e não ter perdido o jogo, o que, isso sim, seria muito mau.

Encerrado este capítulo voltemos ao que é o futebol. À festa, ao jogo, sem folclores acessórios, sem insultos ou provocações. E quinta feira há já nova eliminatória da Taça.

Jogo da maior importância em Coimbra contra a Académica. Uma vitória coloca-nos uma etapa mais perto da Final, sobretudo sabendo-se que as meias se disputam em duas mãos.

Há que recuperar os jogadores com mazelas e preparar muito bem esse jogo.

Depois volta o campeonato no fim de semana e volta a necessidade de conquistar 3 pontos. O Benfica está bem e estará certamente à altura.

Motor a meio gás

Um golo resultado de um livre a meio do meio campo e um frango sem explicação deram ao Porto dois golos caídos do nada. Por duas vezes, sem que absolutamente nada o justificasse em termos de futebol jogado, o Benfica esteve em desvantagem e teve que ir atrás do resultado.
Grande atitude da equipa nesses momentos, dois golos espectaculares, voltaram a empatar o jogo. Na outra grande oportunidade da partida faltou um tudo nada a Cardozo. Por um lado faltou frieza (também pode ter sido pernas, uma vez que ele esteve em dúvida para o jogo por problemas físicos), por outro lado voltou a faltar sorte, pois a bola foi ao poste.
Para o Benfica empatar precisou pois de criar bastante futebol, para o Porto marcar bastou-lhe marcar (bem) um livre a meio do meio campo e assistir a Artur - por duas vezes ! - não ser capaz de afastar a bola da zona de perigo e entregá-la ao avançado do Porto Martinez.
É verdade que depois o Porto soube controlar bem o meio campo e guardar a bola, pondo-se a salvo de grandes sobressaltos.
O Benfica teve mais uma ou outra meia oportunidade e a já referida de Cardozo.
Mas há aqui coisas estranhas também. Pelo menos para mim, que já tenho visto um ou outro jogo do Porto esta época, é algo estranho ver a forma como os seus jogadores ganharam quase todas as bolas divididas e como exibiram uma pujança física tão grande. Não parecia a mesma equipa que costuma jogar. Talvez um dia isto seja esclarecido num sentido ou noutro. Talvez. Se calhar não há nada absolutamente estranho. Também havia um ciclista que era o super homem e ganhava sempre. Agora diz-se que tomou substâncias proibidas. Se calhar é mentira e não tomou nada. Não estou a ironizar quando digo isto. De certa forma gostava de que Armstrong fosse inocente porque foi um ídolo, o recordista de vitórias, etc. Mas a verdade é que existem inúmeros testemunhos contra ele.
O que convinha realmente é que estas questões fossem mais transparentes, porque já houve acusações, já houve um livro de Fernando Mendes que depois disse que afinal não tinha dito o que anteriomente disse, ou não tinha querido dizer o que todos perceberam e há de facto coisas estranhas.
Ou será normal que um jogador que no Sporting há anos que estava lesionado apareça aparentemente sem limitações dias depois, com a camisola do Porto, num jogo de intensidade máxima?
Quanto à arbitragem, eu realmente vi coisas diferentes do que já ouvi dizer. Eu vi um árbitro que permitiu quase tudo aos jogadores do Porto e que marcou praticamente tudo contra o Benfica. Vi um árbitro que não deu cartões amarelos aos jogadores do Porto. Só aos 82 é que amarelou Moutinho.
Vi o Porto a usar o que era legal e o que era ilegal para parar imediatamente o futebol do Benfica e não nos deixar sair a jogar. E vi o árbitro deixar.
Vi até partirem a cabeça a Cardozo e entradas a matar no início da segunda parte, creio que sobre Gaitan, passarem completamente impunes. E depois Matic levar amarelo numa bola normal.
No fim do jogo, é verdade que Maxi poderia e se calhar deveria ter sido expulso por uma entrada que não percebi até que ponto ou com que força acertou no jogador do Porto mas que pareceu uma entrada ao homem, com o pé muito alto. Mas aí já o jogo estava no fim e já se tinha passado tudo o que dissemos. Ainda não vi o lance em que Cardozo foi praticamente atacado por trás e por isso não sei se seria para amarelo ou vermelho. Mas, face a isto, só gente deformada a nível mental e moral, gente bruta e mentirosa se pode queixar do árbitro ignorando tudo aquilo em que foram beneficiados e que foi muito.

Mas ao Benfica faltou alguma coisa ainda a nível mental. Não a todos os jogadores, mas a alguns. Parece-me que Artur teve um tremelique nas pernas e Cardozo alguma falta de frieza para poder dar a vitória. Lima também não esteve no seu melhor, embora aí a questão não me pareça mental mas sim de falta de bolas. Maxi teve altos e baixos, porque é verdade que apoiou também o ataque e nos impulsionou muitas vezes para a frente. Mas cometeu erros e perdeu algumas bolas e aquela entrada permite aos nossos inimigos virem-se queixar da arbitragem. Faltou concentração naquele primeiro golo do Porto. Não pode aparecer um jogador completamente sozinho quase na pequena área. A nossa defesa estava toda parada, isso não pode ser.

Eu tinha aqui dito que estes jogos são para encarar de uma forma muito especial, muito concentrada. Infelizmente houve falhas demasiado grandes que nos impediram de ganhar.
O apoio das bancadas foi excelente.

Matic, Sálvio (a atacar), Gaitan estiveram muitíssimo bem.

Adenda: estou quase seguro (só pelo que vi no Estádio) de que há um penalty no fim do jogo por falta sobre Garay. O árbitro marcou falta de Garay.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Hora de arrancar - hora de Benfica

É hora de arrancar para o Estádio e é hora de arrancar rumo ao título.
Um passo muito importante da caminhada é este jogo que estamos confiantes que será um jogo para recordar.
Vamos embora benfiquistas! Todos a mobilizar. Parece que ainda há bilhetes! Não tenham medo da chuva e menos ainda do adversário. Nós somos o Benfica, uma força imparável!

sábado, 12 de janeiro de 2013

O "bicho papão"

João Gobern é, entre todos os comentadores associados com uma cor clubística, aquele que procura ser mais imparcial e objectivo nas suas análises. No último programa do "Trio d'ataque", fez uma interessante antevisão do que poderíamos esperar do clássico de amanhã. Na sua opinião, se o Benfica jogar o que sabe e souber ultrapassar um certo receio do Porto, que em muitas ocasiões tem sido uma espécie de "bicho papão" para as nossas cores, então tem todas as condições para vencer este jogo em sua casa - e vencer bem.
Concordo muito com esta visão.
É um facto que o Porto tem sido uma espécie de "bicho papão" para o Benfica, o que acontece por razões objectivas e identificáveis mas também por razões psicológicas e mentais que importa compreender para ultrapassar.
Não se pode desvalorizar por completo a qualidade do Porto. Isso seria errado e contraproducente. O Porto nos últimos anos tem sido uma equipa consistente, que sofre poucos golos e que é difícil derrotar. As vitórias em competições europeias provam-no. O Porto teve nos últimos anos bons jogadores, de que destaco Falcão muito em particular mas também Moutinho e o próprio Lucho Gonzalez, que apesar de já estar na fase descendente da sua carreira ainda tem bastante futebol nos pés.
A esta qualidade junta-se uma mentalidade, forjada muitas vezes em factores motivacionais artificiais mas ainda assim eficazes - a mentalidade bairrista, o sentimento de serem injustiçados, desfavorecidos pela imprensa "centralista" ou lisboeta, o ódio ao Benfica.
Há outros possíveis factores estranhos que aqui entram na equação. Desde logo arbitragens altamente proteccionistas mas também outras coisas duvidosas ou mal explicadas. Por exemplo, porque razão o "fenómeno" Hulk é um flop na Rússia ou nunca rendeu na sua selecção? Será que toda aquela pujança física desaparece quando veste uma camisola diferente? Não gosto de especular sobre coisas de que não tenho certezas pelo que me ficarei por aqui quanto a este assunto particular.
Mas há também o aspecto psicológico, o tal "bicho papão". Como assinalava um outro blog, o Benfica por vezes acusa a pressão nestes jogos, ao passo que o Porto os encara como factor de motivação extra.
Percebermos isto é meio caminho andado para ultrapassar um possível bloqueio mental.
Estou aliás convencido de que não são apenas os jogadores a acusar este factor. O próprio público da Luz, os próprios benfiquistas têm caído neste estado mental que torna mais difícil vencer, num certo desânimo ou falta de confiança que não se justifica.
Por isso insisto em demonstrar que muitas, a maioria penso, das vitórias do Porto se alicerçaram na viciação dos jogos, na batota. Em muitos jogos o Benfica merecia vencer e teria vencido caso não tivessem entrado em campo factores estranhos.
Por exemplo, em relação ao jogo do ano passado, fala-se muito do golo em fora-de-jogo. Mas o que dizer da expulsão de Emerson? Não interessa se era um bom ou mau jogador. Interessa é que fez duas faltas absolutamente triviais e que foi expulso, descompensando completamente a nossa equipa. As duas faltas de Emerson juntas não justificavam sequer um amarelo, quanto mais dois. No entanto, depois do golo do empate do Porto (contra-corrente, pois a impressão que o jogo dava era que o Benfica estava perto de fazer o 3-1 e acabar com o jogo), com toda a carga emotiva daí resultante, o árbitro entrou em cena e desequilibrou um jogo em que em termos psicológicos o Porto já estava por cima naquela altura. Sem essa expulsão, é mais do que de admitir que o Benfica faria ainda um forcing final pela vitória. E que o empate seria um mal menor. No entanto, um golo em claro fora-de-jogo fez-nos perder.
Ainda assim, e com isto acabo o recordar desse jogo, o Benfica poderia ter feito o 3-3 numa jogada interrompida pelo árbitro quando Nolito se preparava para se isolar. Mais uma vez a decisão (apitar a uma pretensa falta de Miguel Vítor, entrado para o lugar de Garay, lesionado por Janko, que nem amarelo viu) foi-nos muito prejudical pois tal falta foi mais do que duvidosa.
Em muitos outros jogos se passaram coisas semelhantes.
Tudo isto para dizer que o Benfica não é em nada inferior ao Porto e tem portanto que começar a encarar estes jogos de uma forma diferente: em vez de receio de perder tem que mostrar a sua vontade de vencer. Porque a capacidade está lá - o que falta às vezes é crença. E o mesmo se pode dizer das bancadas. Nas antas o desrespeito pela nossa equipa é total, somos insultados do princípio ao fim, muitas vezes os nossos adeptos são agredidos e na maioria dos casos ainda perdemos os jogos.
Ora isso também tem que servir para que pelo menos o público da Luz apoie de forma inequívoca a equipa, tenha confiança de que em nossa casa as coisas são diferentes, que o ambiente é capaz de dar à equipa o suplemento de que pode necessitar. Para servir como um espicaçar do nosso orgulho, da nossa raça.
As bancadas devem portanto dar confiança à equipa, desde antes do apito inicial até ao último minuto. Eles merecem e devolverão às bancadas esse apoio com entrega, qualidade futebolística e golos. Em 90% dos casos o Benfica tem todas as condições para vencer o Porto na Luz.
É hora de ultrapassar receios e traumas. O dragão, tal como o "bicho papão", tal como o "mostrengo" de Pessoa, não existem, a não ser nas nossas cabeças, alimentando-se dos nossos medos. É hora de inverter as estatísticas, de as repor na sua devida proporção. É hora de Benfica.
Começa amanhã, pelas 20.15h.