quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Frieza e endurance decidirão campeonato
Ponto prévio: o Benfica tem todas as condições para ser campeão este ano. O Benfica tem qualidade, tem consistência tem várias opções para os diversos sectores e está muito bem gerido tactica e tecnicamente. Jesus tem aprendido muito nos últimos anos e Vieira também. O Benfica tem uma massa adepta muito grande e muito dedicada capaz de, se rumarmos todos para o mesmo lado, catapultar a equipa para a época que todos desejamos.
Dito isto, o campeonato está muito longe de estar decidido. Isto é uma evidência absoluta, tanto mais que neste momento o Porto está em vantagem, mesmo que apenas em matéria de diferença de golos, resultante de menor número de golos sofridos.
Aliás não temos que recuar muito, basta olhar para a época passada, para perceber como qualquer quebra de rendimento pode ser aproveitada por alguns habilidosos para deixar a nossa equipa em muito maus lençóis. Aconteceu em Coimbra, aconteceu em menor grau em Guimarães (aí houve mesmo sobretudo culpas da nossa parte, treinador e jogadores) e aconteceu na Luz contra o Porto, quando ficámos a jogar com 10 sem nenhuma justificação plausível (uma expulsão resultante de um roubo descarado de Proença) e viríamos a sofrer um golo em fora de jogo escandaloso. Mas mesmo assim foi preciso afundarem-nos ainda mais em Olhão (com a expulsão de Aimar e o castigo de dois jogos), em Alvalade (penalties, pelo menos um, descarados a nosso favor não marcados e um inventado contra e "critérios" disciplinares para rir em relação a João Pereira por um lado e Luisão por outro) e ainda em Vila do Conde (penso que foi aí que se deram os abalroamentos que Olegário fingiu não ver). Nos campos onde jogava o Porto, eram penalties atrás de penalties a favor desse clube, com Hulk e James a atirarem-se positivamente para o chão, foras de jogo e expulsões mal assinalados aos seus adverários. Valeu tudo e tudo acabou numa "linda" comemoração/consagração com Proença a apadrinhar mais expulsões e penalties no jogo contra o Sporting. Um autêntico festival.
Temos portanto que nos manter sempre no máximo da nossa concentração e não nos desvir dos nossos objectivos - AINDA QUE ISSO IMPLIQUE UMA GESTÃO CRITERIOSA DO ESFORÇO QUE POSSA PREJUDICAR AS NOSSAS HIPÓTESES NA LIGA EUROPA.
O calendário está aí. Também já fiz a respetiva análise.
Na próxima jornada o Benfica vai à Madeira para enfrentar um adversário menos forte do que em anos anteriores. No entanto, como fica bem claro do que escrevi atrás, nenhumas facilidades poderão ser concedidas, para podermos trazer a vitória que é imperativa nesta altura.
Neste momento, quer Benfica quer Porto jogam sem margem de erro. Qualquer ponto concedido pode ser fatal. O Porto tem nesta jornada teoricamente um jogo fácil, mas as perdas de pontos de qualquer um dos candidatos serão sempre surpresas pelo que elas poderão acontecer em qualquer jornada.
Dada a superioridade de ambos sobre os restantes adversários, exceptuando as deslocações do Porto a Alvalade, a recepção ao Braga, ou na última jornada, a visita a Paços, ou, do lado do Benfica, a visita a Guimarães ou a recepção ao Sporting, qualquer deslize seria sempre uma enorme surpresa. Mesmo nestes jogos singularizados (que são em teoria dos mais difíceis de ambos até ao fim do Campeonato) não é de antever (pelo menos no actual momento das equipas) um desfecho diferente da vitória dos candidatos.
E no entanto, com grande dose de probabilidade, esses desfechos acontecerão.
Nessa medida, a dimensão psicológica, a capacidade mental e moral das equipas será determinante. A respetiva capacidade, para além do aspeto físico, de manter índices de concentração, determinação e vontade de vitória em cada um dos desafios daqui até ao fim, será determinante.
Teremos que ter muita força mental, muita endurance, para jornada após jornada alcançarmos os nossos objectivos, nunca nos deixando abater pelas contrariedades. Estão os do Porto convencidos de que o Benfica quebrará a determinado ponto animicamente, que se deixará abater à menor contrariedade. Sabemos que eles contam com isso, e que sabem bem que a dada altura surgirão armadilhas no nosso caminho. Este campeonato, tal como a guerra, é antes de mais um combate de vontades.
As grandes vitórias do Benfica foram sempre conquistadas através da grande raça benfiquista, um querer, uma vontade e uma crença inquebrantáveis. É altura de novamente as pôr em acção, de reavivar os valores do Benfiquismo. Se o conseguirmos fazer não tenho qualquer dúvida de que seremos campeões.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O Air Jordan do dragão
Estamos de novo perante um fenómeno para os lados das antas (ou dragon): desta vez é Mangala, um jovem central que, tal como fazia Michael Jordan na NBA (considerado justamente um dos maiores atletas de todos os tempos), voa sobre os adversários. A imagem é absolutamente impressionante e fala por si. Já sei, são todos óptimos, são todos os melhores, têm o melhor departamento médico do mundo, os jogadores estão mais motivados do que em qualquer outro momento da sua carreira, querem bater os mouros, etc, etc, etc. Mas o que é que eu hei-de fazer?
Diz o "Record" sob o título da galeria "Mangala voador em Guimarães": "Autor de um golo de cabeça no triunfo sobre o Vitória, o francês Mangala mostrou um poder de impulsão incrível...". Não quero tirar valor a quem o tem. Isso não está em causa. Mas também não acredito que uns descobriram a pólvora e os outros são todos estúpidos (vide mais o caso Ismaylov que, através do "Jornal de Notícias" ficámos a saber que está a fazer um grande trabalho no ginásio, o que explica que os problemas de 2 ou 3 anos em Alvalade tenham sido subitamente debelados). Aliás sei, como sabemos todos, porque felizmente as escutas e as denúncias foram tornadas públicas, que a batota é vista pelos dirigentes do Porto como um meio que justifica o fim de ganhar. Alí quer-se ganhar a todo custo, atropelando-se o que ou quem se atravesse no caminho. Com um tal historial, a proliferação de fenómenos , de incríveis e super-heróis deixa-me um pouco de pé atrás. O que é que eu hei-de fazer? Tenho muitas dificuldades em acreditar no super-homem...
Mas para ser justo (como não obstante o meu benfiquismo tento sempre ser), se nada houver de anormal neste rendimento tão impressionante de uma série de jogadores (que cai abruptamente quando mudam de camisola, algo que já provei), se eu estiver a levantar uma questão inexistente, então farei o mea culpa e darei sinceros parabéns a quem contrata, a quem treina e a quem trata do físico destes atletas. Nesse caso todos estarão de parabéns e estaríamos realmente perante uma equipa quase única na história do futebol mundial. O problema é que há um historial ... Qualquer adepto sério tem que admitir que o Porto comprovadamente fez batota durante muitos anos, comprando árbitros inclusivamente de jogos do Benfica com equipas terceiras, intimidando e agredindo árbitros, adversários e jornalistas. Como os dirigentes do Porto são os mesmos (e a "cultura" desportiva se mantém) penso que estas outras dúvidas são legítimas.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
As maiores transferências do Porto - e os maiores flops para os compradores
Agora que o futebol clubístico está em semi-pausa, com os jogadores a concentrarem-se nas suas selecções, e que o mercado de Janeiro acabou de encerrar, é uma boa altura para abordar o tema das vendas do Porto, até porque em tempos o aflorei sem particular detalhe.
O assunto surge porque há um rendimento dos jogadores quando estão no Porto e há um outro rendimento muito diferente dos mesmos jogadores quando saiem do Porto. Já sabemos que há ali muito "boa gestão", que há muita disciplina, muita motivação, etc. Pela minha parte não contesto que assim seja, mas há também com toda a certeza disparidades que chegam a ser gritantes e que fazem pensar.
Está bem presente em todos a novela de Hulk e dos 100 milhões, que acabou como se sabe: mesmo por 40, o negócio foi considerado o flop do ano na Rússia.
Mas este foi apenas mais um capítulo de uma longa história: nunca nenhum jogador do Porto superou ou sequer atingiu o mesmo nível competitivo depois de sair do clube. Estranho?
Aliás esta história começa ainda antes do mercado de transferências se tornar tão pródigo. No tempo em que as transferências eram mais raras já se verificava o estranho fenómeno da súbita quebra de rendimento dos jogadores quando não envergavam a camisola "azul e branca".
Tome-se o caso de Gomes, um goleador excepcional no Porto.
Entre 1974 e 1980 jogou 158 jogos pelo Porto e fez 125 golos. Uma média de 0, 79 golos/jogo.
Daí saiu para o Sporting de Gijon, onde em duas épocas jogou apenas 27 jogos e fez 12 golos (média de 0,44).
Voltou ao Porto e conseguiu marcas ainda melhores: 163 golos em 184 jogos e uma impressionante média de 0,88 golos por jogo. Foi "bi-bota" de ouro e 6 vezes melhor marcador nacional, sempre pelo Porto. Ainda fez duas épocas no Sporting onde alcançou 31 golos em 63 jogos, numa média de 0,49.
Igualmente curioso é que entre 1975 e 1988 Gomes jogou 48 vezes pela selecção e marcou... 13 golos. A média é de 0,27. Estranho?
Em termos de transferências propriamente ditas temos casos que roçam o insólito como o de Secretário que foi vendido por muito dinheiro para a altura (penso que 300 mil contos) ao Real Madrid. Claro que de imediato se percebeu em Madrid que algo tinha corrido mal e o jogador foi devolvido à proveniência, a custo zero ou perto disso, voltando a jogar a titular e a vencer competições, para mau grado das canelas dos adversários.
Temos o caso de Cissokho que também não se percebe. Contratado por tuta e meia pelo Porto, valoriza-se a um ritmo fulminante, chegando a ser anunciada a sua transferência para o Milan! Acontece que durante os testes médicos no clube italiano lhe são detectados problemas... nos dentes. Nunca se tinha ouvido falar de tal impedimento para uma transferência mas cá no burgo explicaram que isso era normal. O jogador volta à procedência e pouco depois sai mesmo por 15 ou 16 milhões de euros (!!) para o Lyon. Depois de 3 épocas no clube francês, com apenas 25 anos, sai para o Valência, agora por 6 milhões, onde vai alternando a titularidade com o banco. Estranho?
Já antes tinham existido os casos de Baía (uma experiência completamente falhada no Barcelona) e de Couto, que no mesmo Barcelona foi titular para o campeonato em apenas 36 jogos em 2 épocas e depois de sair nunca se impôs a titular no Parma, apesar da tão longa permanencia no clube italiano.
E, da equipa de Mourinho que foi reconhecidamente a melhor do Porto na década passada, o que dizer? Milhões e mais milhões em transferências para um rendimento pífio nos clubes compradores.
Maniche saiu por 16 para o Dínamo, onde jogou apenas 12 jogos, andou em empréstimos, depois foi por 7 milhões de euros para o Atlético de Madrid onde fez 33 jogos para o campeonato em duas épocas, voltou, emprestado, a seguir Mourinho para o Inter, saiu a custo 0 e acabou no Sporting a mostrar que já não conseguia jogar futebol.
Alenitchev saiu por 750 mil euros para o Spartak de Moscovo e em 3 épocas faz 21 jogos.
Nuno Valente fez apenas 55 jogos (nem todos a titular) nas competições internas em 4 épocas no Everton.
Há também Paulo Ferreira, um jogador que nunca desiludiu porque sempre foi esforçado e competente dentro das suas capacidades no Chelsea mas cujo valor da transferência foi também manifestamente exagerado (20 milhões de euros).
Esta lista não estaria completa sem nela incluírmos Álvaro Pereira, transferido para o Inter de Milão por... 16 milhões de euros!! Neste momento jogou apenas metade dos jogos da sua equipa no campeonato italiano, estando o seu clube a 12 pontos do primeiro, a Juventus.
Claro que existem excepções. Jardel não desiludiu porque sempre foi um grande goleador, tal como Falcão está a mostrar uma indiscutível classe no Atlético de Madrid. A questão é porém essa mesma: são excepções.
Em 90 % dos casos, espreitando sites independentes sobre o valor de mercado dos jogadores, verificamos que depois de saídos do Porto, os seus ex-atletas se desvalorizam numa linha abrupta. Estranho?
Para os adeptos do Porto, isto demonstra boa gestão e boa capacidade de negociação. Isso de facto é indesmentível. Ninguém obriga os clubes a comprar jogadores do Porto, principalmente conhecendo-se este historial. Na realidade dá a ideia que mais recentemente as coisas têm mudado um pouco. Nos últimos anos o Benfica tem sido o clube que mais e melhor tem vendido, com resultados opostos para os clubes compradores em relação aos que compram ao Porto. De facto o Chelsea e o Real Madrid dificilmente se podem queixar das suas aquisições. No primeiro caso, dois atletas ex-Benfica foram campeões europeus e são titulares da selecção brasileira. No segundo, Di Maria contribuiu e muito para o título de campeão do Real na época passada. Coentrão não se tem afirmado tanto, até porque a concorrência de Marcelo é forte, mas nunca se poderá falar de flop, senão de um preço eventualmente exagerado na transferência.
Tudo pesado, sobra a realidade: no Porto todos são fenómenos, o pior é quando saiem do clube. Exceptuando Falcão, os negócios têm sido medíanos nalguns casos e ruinosos em tantos outros. Estranho? Se este clube não fosse conhecido por comprovadamente fazer batota, eu não levantaria a questão. Assim, ela fica no ar.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Vitória segura em ritmo baixo
Quando a nossa equipa entrou em campo para disputar a 17ª jornada do campeonato, alguns adeptos já nem se lembrariam que durante a semana jogámos e vencemos em Paços de Ferreira, quase garantindo a presença no Jamor.
Na partida de ontem o mais importante era ganhar e fazer uma certa gestão do plantel, objectivos que foram alcançados com bastante tranquilidade. Este ano de facto existem duas equipas na frente do campeonato e depois um enorme fosso para todas as outras.
O Benfica ontem não precisou sequer de acelerar muito para garantir uma vitória tranquila e confortável. E recorde-se que não jogaram Melgarejo, Matic (tão fundamental para a manobra do nosso meio campo) e Cardozo (que continua a ser o nosso melhor marcador apesar de não ter jogado os últimos jogos e de não facturado nos que jogou ainda antes da lesão).
Mais do que fatiga, penso que ontem existiu uma gestão prudente e inteligente de esforço. Importava marcar cedo para evitar qualquer ansiedade ou necessidade de acelerar muito na segunda parte. Isso foi conseguido. Importava depois ganhar uma vantagem mais confortável para poder gerir o jogo. Isso também foi conseguido logo no início da 2ª parte. Depois veio a natural gestão porque a época é longa e tem muitos jogos, sobretudo considerando que estamos em 4 competições, com boas perspectivas de ganhar 3 delas. Além disso, o Setúbal continuou muito fechado no seu meio campo, sem fazer grande esforço para ir atrás do resultado e fazer as despesas do jogo, pelo que não faria grande sentido ser o Benfica a fazê-lo quando já ganhava por 3-0.
Do jogo de ontem gostaria de destacar as excelentes exibições de Garay e Luisão. Que enorme autoridade e classe demonstraram ontem os nossos centrais. Destaque para a jogada do 2 a 0. Um passe tenso de Garay a levar a bola para a meia direita, Luisão a avançar até ao meio campo e depois a lançar Lima para o golo. Simplicidade e qualidade.
No meio campo, Enzo fez um dos seus melhores jogos desde que chegou ao Benfica: um golão, muito boas jogadas e muito trabalho compensaram alguma insegurança, normal e compreensível, de André Gomes, até pela chamada à selecção e à rápida afirmação como um jovem valor do nosso futebol.
Por fim os nossos atacantes voltaram a estar em grande plano, dando-me uma grande satisfação o regresso de Rodrigo aos golos, em mais uma boa jogada e excelente combinação dos dois pontas de lança.
Esta semana o Benfica "descansa", se não jogar a meio da semana pode ser assim chamado - e provavelmente não pode pois a maioria até joga mas ao serviço das selecções. O regresso ao Campeonato será na Madeira para jogar contra o Nacional. A partir daí começará novo ciclo competitivo de grande intensidade, com a entrada em cena da Liga Europa e o regresso dos dois jogos por semana.
Até por isso foi acertada a abordagem ao jogo, menos fulgurante e desgastante do que é normal no Benfica. Foi o que se pedia.
Uma última palavra para a presença de sócios e adeptos, que merece elogios. Quase 40.000 numa noite fria de Domingo contra um adversário fraco e já se sabendo que não nos isolaríamos na frente nesta jornada, é um número excelente que dificilmente algum outro clube em Portugal poderia alcançar.
Penso que é uma boa indicação e prenúncio para o que se deseja daqui para a frente na época: uma presença cada vez mais massiça de sócios e adeptos nos jogos, se possível deixando a Luz à beira da enchente cada fim de semana. Como disse no passado, a equipa merece.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Ai aguenta, aguenta... até rebentar.
O Porto fez ontem mais um jogo em que não deixou o adversário respirar (penso que foi mesmo uma expressão utilizada por Rui Vitória) e venceu com uma surpreendente facilidade um adversário que uma semana antes empatara em Alvalade e que em casa não tem por hábito facilitar. Foi o terceiro jogo consecutivo em que a pujança física e a qualidade dos jogadores do Porto de facto surpreenderam, mesmo sabendo-se que a equipa é por regra consistente.
De alguma forma, este Porto fez lembrar o Benfica de há 3 épocas atrás e que mereceu o epíteto de rolo compressor.
E é aí que de facto o grau de surpresa aumenta. O Porto vencer o Guimarães fora não é nada de anormal, até porque o Vitória tem muitos jogadores oriundos da sua equipa B. O que já não é tão normal é que vença por 4 a 0 e, de acordo com o seu treinador, pudessem ter sido "muitos mais". 7, 8? 9 a zero?
É que o Benfica de há 3 anos tinha só David Luis e Ramirez, que saíram para o Chelsea e dois anos depois foram campeões europeus, Di Maria, que foi para o Real Madrid, onde tem brilhado, Coentrão e Javi Garcia, que entretanto saiu para o campeão inglês. Isto além dos que ficaram, como Cardozo, constantemente o melhor ou dos melhores marcadores da Liga e Luisão, Maxi e outros.
Ora o Porto tem feito nos últimos jogos algo de parecido sem Hulk (que era o tal fenómeno) e sem James Rodrigues, lesionado. Tem asfixiado com... Otamendi, Defour e agora... Ismaylov. Sem dúvida que o Porto tem bons jogadores, mas o estranho é que o bom ali seja logo fenomenal (como Mangala, Moutinho ou Jackson) e que o medíocre, como Maicon, Otamendi, Defour ou Ismaylov passe por bom.
Tome-se o caso do russo. É evidente que é um jogador com qualidade técnica e cultura futebolística. Não lhe chamo medíocre por alguma carência nessas competências. Medíocre é um juízo objectivo que se alicerça no que ao longo de 3 anos o russo (não) produziu no Sporting.
Como é que duas semanas depois de dizer que "não estava habituado ao ritmo" do Porto (apesar de ter jogado apenas 20 minutos), Ismaylov pôde ser titular?
Realmente há ali competências que estão no limiar do superhumano.
De igual modo, no âmbito das finanças, também se fazem ali omeletes sem ovos. Numa época de crise, quando o Benfica, o clube europeu com maiores receitas fora das Ligas maiores (Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha) alivia carga salarial e faz um encaixe considerável com as saídas de Bruno César e Nolito, o Porto não apenas agrava a sua despesa com ordenados, com o tal Ismaylov (que até já disse que tinha ido ganhar mais do que no Sporting) e com o velhinho Liedson, como até recompra partes dos passes de James e Moutinho aos tais fundos de jogadores. Estranho? Não pelas bandas do Porto, onde a boa gestão explica tudo.
Veremos até quando.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Sportinguistas vão poder ir ao "dragão"
"Detentores das game box de Alvalade vão poder assistir a todos os jogos no dragão.
Godinho Lopes e a SAD portista firmaram um acordo que garantirá aos adeptos do Sporting o direito de entrarem gratuitamente no estádio do dragão para poderem rever os ídolos que se tinham habituado a ver evoluir no tapete verde-acastanhado e musguento de Alvalade. O acordo também dará aos sportinguistas a possibilidade de optarem por uma espécie de dupla nacionalidade, ou seja, podem continuar a afirmar no emprego que são do Sporting, mas com novas amizades podem já dizer que são do Porto desde pequeninos, que odeiam o Calabote e que querem ver Lisboa a arder. Recorde-se que, em termos de dimensões, a fuga de talentos de Alvalade para a Invicta só tem comparação com a ponte aérea criada entre Luanda e Liboa, em 1975, e o êxodo de apoiantes de Seguro para as hostes de António Costa, na passada terça-feira. FB".
Retirado do "Inimigo Público", suplemento humorístico semanal.
O calendário do título - análise e comentários
No post anterior listei todos os jogos do Benfica e do Porto até ao fim do campeonato.
Benfica - 8 jogos em casa, 6 fora.
Porto - 6 jogos em casa, 8 fora.
2) O Benfica acaba o campeonato em casa, o Porto fora.
Benfica - termina o campeonato em casa, contra o adversário teoricamente mais fraco.
Porto - termina o campeonato fora, contra a actual equipa sensação da prova.
3) O Benfica jogará dois jogos seguidos em casa, jornadas 19 e 20 e o Porto dois jogos seguidos fora, jornadas 23 e 24.
4) O Porto tem teoricamente mais jogos difíceis.
Benfica - joga com dois grandes, um casa, outro fora.
Porto - joga com 3 grandes, dois em casa, um fora.
5) O Porto tem a vantagem de receber o Benfica a uma jornada do fim, o Benfica tem a desvantagem inversa.
6) Porto tem vantagem em ter um menor número de jogos até ao fim da época.
Benfica - está neste momento em todas as provas (3 nacionais mais Liga Europa).
Porto - já só está no campeonato (em princípio será desclassificado da Taça da Liga) e na Liga dos Campeões.
Este calendário dá-nos uma ideia do que nos espera e permite-nos alguma reflexão, que passaremos a fazer.
Note-se porém que há ainda que acrescentar os jogos europeus (que serão mais ou menos em função do apuramento ou não das duas equipas para as fases seguintes das competições) com o que isso implica em termos de recuperação física e gestão dos plantéis.
Sempre que possível faremos a referência a esses jogos, para termos um quadro ainda mais completo da presente época.
Os primeiros factos a salientar são os seguintes:
1) O Benfica joga mais vezes em casa e o Porto mais vezes fora.
Benfica - 8 jogos em casa, 6 fora.
Porto - 6 jogos em casa, 8 fora.
2) O Benfica acaba o campeonato em casa, o Porto fora.
Benfica - termina o campeonato em casa, contra o adversário teoricamente mais fraco.
Porto - termina o campeonato fora, contra a actual equipa sensação da prova.
3) O Benfica jogará dois jogos seguidos em casa, jornadas 19 e 20 e o Porto dois jogos seguidos fora, jornadas 23 e 24.
4) O Porto tem teoricamente mais jogos difíceis.
Benfica - joga com dois grandes, um casa, outro fora.
Porto - joga com 3 grandes, dois em casa, um fora.
5) O Porto tem a vantagem de receber o Benfica a uma jornada do fim, o Benfica tem a desvantagem inversa.
6) Porto tem vantagem em ter um menor número de jogos até ao fim da época.
Benfica - está neste momento em todas as provas (3 nacionais mais Liga Europa).
Porto - já só está no campeonato (em princípio será desclassificado da Taça da Liga) e na Liga dos Campeões.
Caso tal desclassificação se confirme, o Benfica jogará no mínimo mais dois jogos nas competições nacionais (2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal e meia-final da Taça da Liga em Braga) e no máximo mais 4 (aqueles jogos mais as finais das competições).
7) Salvo alguma quebra pronunciada ou deslizes inesperados de alguma das equipas, cenários seguramente possíveis mas nesta altura não muito prováveis, o jogo no estádio das antas será decisivo - a vitória de uma das equipas pode significar o título.
Listados os factos, vamos à análise.
Em primeiro lugar, em relação às competições europeias, o Benfica defronta o Bayer Leverkusen num calendário teoricamente favorável em termos de campeonato: a 1ª mão é dia 14, depois do jogo com o Nacional (que deverá ser antecipado para sábado dia 9), seguindo-se um jogo em casa com a Académica. Logo depois jogaremos a 2ª mão (em casa), após o que jogamos novamente em casa para o campeonato, desta vez com o Paços. Ou seja essa eliminatória calha numa boa altura e não deverá interferir demasiado com os jogos da Liga, que não são de grau máximo de dificuldade.
Já em relação ao Porto as coisas são um pouco diferentes: se na 1ª mão, a 19 de Fevereiro, não tem grandes problemas (antes vai a Aveiro e depois recebe o Rio Ave) já a 2ª, a 13 março (fora), surge antes da sua visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Na jornada seguinte (duas semanas depois, pois o campeonato pára por causa da selecção) irá a Coimbra jogar com a Académica e na outra recebe o Braga. Serão jornadas complicadas para o Porto, sobretudo se passar a eliminatória com o Málaga. É que os jogos dos quartos são a 2 ou 3 e 9 ou 10 abril, sendo que os jogos com Académica e Braga se jogarão precisamente nesta altura.
A partir daí já tudo é demasiado hipotético.
A esta distância, olhando para este calendário, o que podemos dizer não vai muito além do óbvio: as coisas estão muito equilibradas e qualquer deslize pode ser fatal. O calendário do Benfica é mais favorável do que o do Porto, até considerando a altura em que calham os jogos europeus. No entanto tem sobre o Benfica a vantagem de jogar em sua casa o jogo que poderá ser decisivo.
O ideal para nós era chegar a esse jogo já com uma boa vantagem na classificação. Olhando para os jogos até lá, é certo que a deslocação a Guimarães, a deslocação a Alvalade e as duas deslocações seguidas à Madeira e a Coimbra (com jogos europeus e uma paragem no campeonato pelo meio), assim como a receção ao Braga são as jornadas em que parece mais possível o Porto perder pontos. Para que isso possa acontecer, precisamos porém e antes de mais nada de ganhar os nossos jogos.
Um última curiosidade, que nos pode ajudar a enfrentar a segunda e decisiva metade da maratona competitiva em que nos encontramos: faltam disputar 14 jornadas deste campeonato mas é quase certo que o campeão ficará decidido à 29ª jornada. Até lá faltam 12 jogos. Se os ganharmos muito dificilmente deixaremos de ser campeões. O primeiro é no Domingo. Eu estarei lá. E vocês?
Já em relação ao Porto as coisas são um pouco diferentes: se na 1ª mão, a 19 de Fevereiro, não tem grandes problemas (antes vai a Aveiro e depois recebe o Rio Ave) já a 2ª, a 13 março (fora), surge antes da sua visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Na jornada seguinte (duas semanas depois, pois o campeonato pára por causa da selecção) irá a Coimbra jogar com a Académica e na outra recebe o Braga. Serão jornadas complicadas para o Porto, sobretudo se passar a eliminatória com o Málaga. É que os jogos dos quartos são a 2 ou 3 e 9 ou 10 abril, sendo que os jogos com Académica e Braga se jogarão precisamente nesta altura.
A partir daí já tudo é demasiado hipotético.
A esta distância, olhando para este calendário, o que podemos dizer não vai muito além do óbvio: as coisas estão muito equilibradas e qualquer deslize pode ser fatal. O calendário do Benfica é mais favorável do que o do Porto, até considerando a altura em que calham os jogos europeus. No entanto tem sobre o Benfica a vantagem de jogar em sua casa o jogo que poderá ser decisivo.
O ideal para nós era chegar a esse jogo já com uma boa vantagem na classificação. Olhando para os jogos até lá, é certo que a deslocação a Guimarães, a deslocação a Alvalade e as duas deslocações seguidas à Madeira e a Coimbra (com jogos europeus e uma paragem no campeonato pelo meio), assim como a receção ao Braga são as jornadas em que parece mais possível o Porto perder pontos. Para que isso possa acontecer, precisamos porém e antes de mais nada de ganhar os nossos jogos.
Um última curiosidade, que nos pode ajudar a enfrentar a segunda e decisiva metade da maratona competitiva em que nos encontramos: faltam disputar 14 jornadas deste campeonato mas é quase certo que o campeão ficará decidido à 29ª jornada. Até lá faltam 12 jogos. Se os ganharmos muito dificilmente deixaremos de ser campeões. O primeiro é no Domingo. Eu estarei lá. E vocês?
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