quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mourinho demonstra a sua "estrela"

Escrevi aqui há algumas semanas que Mourinho dificilmente voltaria a ter o sucesso que alcançou aquando da sua primeira passagem pelo Chelsea. Desde então, o treinador português tem conseguido excelentes resultados, mostrando que as suas competências se mantêm num nível de topo. Não está (ainda) em primeiro lugar na Liga mas remeteu já os principais contendores ao título para posições pouco habituais na tabela (Man City 7º, United 8º) a 4 e 6 pontos de distância e tem vindo a subir na tabela, estando já em 2º com os mesmos pontos do Liverpool. Mais para a frente veremos se serei "obrigado" a reconhecer uma previsão errada quanto ao sucesso ou insucesso desta passagem de Mourinho pelo Chelsea mas no imediato há que reconhecer que a equipa mostra progressos muito grandes e que o treinador português merece todo o crédito por esse facto.

Este fim-de-semana disputou-se uma jornada importante em Inglaterra, com o Chelsea a receber o Man City no Domingo, num jogo com implicações de relevo para a corrida pelo título.

O Arsenal e o Liverpool venceram os seus jogos (relativamente "fáceis"), mas o mais relevante é que o Chelsea venceu o City, com um golo no último minuto, subindo assim do 5º para o 2º lugar.

A "estrela" de Mourinho voltou a brilhar, mas importa reconhecer que a equipa faz por isso, aproveitando depois de forma implacável os erros das equipas adversárias. Tal como aconteceu com o City, voltou ontem a acontecer com o Arsenal, derrotado em casa pelos "blues" para a Taça da Liga Inglesa.

Foi também engraçado ver a festa de Mourinho aquando da vitória sobre o City, correndo para abancada e festejando com os adeptos (depois explicaria que era o seu filho que ali se encontrava).

O Tottenham jogou mal, lento e previsível mas conseguiu os 3 pontos, que o levaram de novo ao 4º lugar, a um ponto do 2º e 3 do 1º, o Arsenal.

Na próxima jornada voltará a haver jogos grandes, como o Arsenal-Liverpool, o Newcastle-Chelsea ou o Everton-Tottenham. A não ser que se registem empates em todos estes jogos, haverá novas mudanças na frente.

O Manchester United vai ao terreno do Fulham (jogo que se prevê difícil) e o City recebe o Norwich de Wolfsvinkel, que se encontra nos lugares de descida. Já a equipa sensação da prova até ao momento, o Southampton, vai ao terreno do Stoke, que se encontra também nos últimos lugares.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Os (novos) incidentes do dragão e o pseudo "dente por dente"

Assistiram-se a cenas inconcebíveis nas imediações do estádio do dragão, desta vez aparentemente motivadas por um grupo de adeptos (?) do Sporting, em parte ligados a skinheads.
Este grupo quis ir lançar o pânico e a confusão para o Porto, devolvendo na mesma moeda diversos episódios e comportamentos dos "superdragões", dos quais inclusivamente o seu líder se gabou num "livro".
Simplesmente a coisa correu mal ao grupo de vândalos sportinguistas...

Por muito organizados que estivessem (e a história dos acontecimentos está longe de estar feita), a verdade é que terão subestimado os seus "inimigos" e levaram um enorme arraial de pancada.
Pelos vistos, os ditos "superdragões" não foram apanhados desprevenidos e, aproveitando a intervenção da polícia e dos próprios stewards, desbaratou o grupo, que passou por muito maus bocados.

A violência leva à violência e isso é algo que quem advoga o "olho por olho, dente por dente" (forma de justiça em vigor há milhares de anos, que a civilização substituiu por formas muito mais humanas de reposição) deveria ter em mente.

A não ser que sejamos vândalos, marginais e criminosos dispostos a tudo, perderemos sempre quando entrarmos em confrontos deste tipo. E mesmo que sejamos uns durões, uns valentões, como muitos que na internet dizem que fazem e acontecem, arriscamo-nos, como bem perceberam aqueles sportinguistas, a que as coisas corram muito mal. Porque, como dizia alguém que eu conheci, "super-homem só há um e está numa cadeira de rodas" (e infelizmente já nem isso é verdade porque o actor entretanto faleceu). 

Por isso, deitar pratos de sopa pela cabeça de um jogador de basquete, por muito idiota e mal comportado que este possa ter sido ou seja, longe de ser uma forma de "retribuição", é sim uma enorme cobardia, pior da que aquela de que Marçal é acusado. O Benfica tem que se distanciar em absoluto destes comportamentos. 

É um facto que a violência e intimidação fazem parte do modus operandi do Porto e que são instrumentais para amedrontar adversários e árbitros e daí recolher dividendos desportivos. Mas a resposta nunca pode ser tornarmo-nos iguais a eles, abandonando os princípios que formam aquilo que somos. Temos que ser inteligentes e firmes. Não ter medo mas não entrar no jogo deles, porque aí perdemos. Temos, resumidamente, que ser capazes de ser melhores e de os derrotar dentro de campo, algo que nos últimos anos não tem acontecido. Se o conseguirmos, ganhamos uma autoridade que hoje não temos, outro peso no futebol e na sociedade e poderemos começar a mudar o presente estado de coisas.


PS - pelos vistos agora no dragão os stewards até já roubam bandeiras à claque adversária perante a completa passividade da polícia. É mais um exemplo de como existe uma lei e uma polícia no País e uma outra, especial, na cidade do Porto. Esta realidade tem que ser constantemente denunciada pelos dirigentes do Benfica, acentuando a situação de favor e o regime de proteccionismo de que o clube do Porto beneficia.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sporting vai ver como elas mordem

Após o roubo descarado de que o Benfica foi vítima em Alvalade há uns anos (penalty não assinalado sobre Gaitan, penalty fantasma de Luisão sobre Wolfsvinkel que partira de posição de offside, não expulsão de João Pereira, expulsão de Luisão) adverti os sportinguistas (que estavam muito contentes) de que aquilo não fôra para beneficiar o Sporting - fôra para beneficiar o Porto que ainda temia que o Benfica pudesse chegar ao título.

Domingo, quando tiverem o mesmo árbitro a arbitrar o clássico vão perceber bem o que eu então dizia.

Este é o desavergonhado que ofereceu a sua camisola a um adepto no estádio do cavalo marinho. Não havendo Proença (será que está mesmo lesionado ou pelo contrário em "sabática", depois das últimas vergonhas, para ver se a coisa se esquece?) recorreu-se a este Artur Soares Dias, que tem tudo para seguir as pisadas do "melhor do mundo". Pelo menos já tem o beneplácito do Porto, que através de Guilherme Aguiar, por exemplo, já lhe vaticinou carreira de sucesso. Vai no "bom" caminho.

De facto este nosso futebol é verdadeiramente inqualificável. Veja-se como os árbitros que se falavam para o clássico eram Benquerença, um "árbitro" de uma desonestidade absoluta, com um enorme rol de "erros" gravíssimos na sua carreira, de Leiria (onde se faziam grandes almoçaradas e grandes cozinhados), Jorge Sousa e este Soares Dias, dois árbitros do Porto. Isto para apitar um jogo entre o 1º classificado (por sinal do Porto) e o 2º, de Lisboa. Também se falou de Duarte Gomes, igualmente um mau árbitro com amplo historial de erros, mas esse estava fora de questão pois uma vez permitiu-se errar contra o Porto. Ainda se desculpou no Facebook mas aí o mal já estava feito...

Garanto-vos já aqui, a 3 dias do jogo: o Porto vai ser beneficiado pelo árbitro e se não for demasiado incompetente vai ganhar o jogo. Esta nomeação garante isso mesmo, ainda antes do jogo começar. Todos os jogadores do Porto entrarão em campo já instruídos de que o árbitro vai ser "amigo".

E isto tudo acontece com a direção da arbitragem a cargo de Vítor Pereira, supostamente um sportinguista. Esta gente não tem clube, o clube são eles próprios e as suas carreiras. E essas dependem de Pinto da Costa e Joaquim Oliveira. O resto é paisagem.

Pior do que o jogo foram as declarações no fim

Tinha advertido que o momento era mau e que este jogo era decisivo. Quase ao mesmo tempo em que aqui escrevia isso mesmo, Jorge Jesus na habitual conferência de imprensa de antevisão da partida dizia que o jogo era importante mas não decisivo.
 
Para mim é errado abordar um jogo contra o clube com que se disputa o apuramento (já ontem eu dava, como está mais do que confirmado, o PSG como apurado e o Anderlech como eliminado) com a ligeireza que as declarações pareciam denotar. Contribui para uma atitude de pouca responsabilização dos jogadores num ano em que temos a final da Champions na Luz e em que o mínimo exigível é a passagem aos oitavos de final, sobretudo num grupo destes.
 
A equipa entrou mal, sem atitude, sem pressão, sem qualidade a fazer as coisas. De certa forma aconteceu o expectável, uma vez que os resultados não aparecem e os nervos vão subindo.

Mas foi capaz de recuperar de uma desvantagem, deu a impressão de até poder ganhar o jogo caso este durasse mais 5 ou 10 minutos e pode-se objectivamente queixar de pelo menos uma decisão errada do árbitro, ao mandar jogar num lance de penalty absolutamente evidente sobre Siqueira. Com espanhóis infelizmente a história é sempre a mesma...

Em resumo, foi (mais) um mau jogo do Benfica mas que felizmente não compromete as nossas aspirações. Tudo continua a estar nas nossas mãos, ou por outra, não dependemos dos resultados de terceiros.
 
No fim do jogo importava saber aproveitar o que de bom se passou (sobretudo a capacidade de luta e espírito combativo da equipa) e projectar confiança para os próximos jogos.

Ao invés disso, Jorge Jesus vem dizer que a equipa jogou muito bem nos primeiros 30 minutos (o que não corresponde ao que se passou), que fomos surpreendidos pela qualidade de Domingues e - o mais lamentável - que "de dois jogos fora, teremos que ganhar um".
 
Jorge Jesus está cansado e confuso. Não me parece no pleno das suas capacidades. Aquilo que diz não faz sentido: caso percamos na próxima jornada, ficamos praticamente arredados dos oitavos de final! Que o Anderlech perderá na Grécia é coisa que praticamente não oferece dúvidas, pelo que perder em Atenas praticamente elimina-nos da Champions.
 
Como pode o treinador do Benfica dizer algo desta natureza? É verdadeiramente incompreensível.
 
Luis Filipe Vieira tem que muito rapidamente ter uma conversa com o treinador e perceber o que se passa. Se Jorge Jesus já não tem condições psicológicas para estar à frente do Benfica (como sinceramente parece, a avaliar por estas declarações quase desconexas) há que tomar uma decisão no imediato, antes que seja tarde demais.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As transmissões patéticas da TVI

É insólito mas indiscutível. A TVI (que já foi a televisão da Igreja) é hoje o canal mais rasca, mais deplorável da televisão portuguesa. Vive à custa de big brothers, que repete uns atrás dos outros dando-lhes diferentes nomes e contratando gente cada vez mais brega, mais ordinária para encher as "casas". Como se não bastasse, ainda faz edições "VIP" destes programas, onde coloca figurinhas que deveriam envergonhar e repugnar Portugal inteiro, não estivesse o nosso País tão desorientado. É para mim verdadeiramente incompreensível que alguém perca tempo precioso das suas vidas a ver aquelas grosserias.

Igualmente estranho (mas igualmente indesmentível) é o facto da TVI se ter tornado um canal de tendência "azul-e-branca" no que ao futebol diz respeito. Que a RTP, onde os estúdios do Porto assumiram já há bastante tempo preponderância, pelo menos no que ao desporto diz respeito, assuma essa tendência ainda se percebe, até porque àquele factor acresce o domínio que a Olivedesportos exerceu no canal público durante muitos anos. Já no caso da TVI a coisa se torna menos explicável. Aparentemente, a coisa começou pelo site "mais futebol", que também se podia chamar "mais porto", tal o seu tendenciosismo. Nesse site destaca-se em particular um tal de Luis Sobral, cujo ódio anti-Benfica assume proporções de autêntico fetichismo. Por outro lado, Júlio Magalhães, actual diretor do Porto Canal também terá feito "bem" o seu trabalhinho de portização do canal de Queluz.

Eu sei que houve e há benfiquistas na TVI (também era o que faltava que não houvesse). Fizeram parte dos seus quadros, como comentadores ou convidados, Valdemar Duarte, Pedro Ribeiro e João Querido Manha. Mas a verdade é que aos poucos eles foram desaparecendo ou ficando diluídos no meio de uma tendência muito pouco disfarçável.

Fernando Correia, que desde há anos para cá muito me desiludiu, pois imaginava-o no passado como um Artur Agostinho ou um Jorge Perestrelo (locutores que nunca colocaram as suas preferências clubísticas à frente da sua condição de jornalistas), não tem (creio) aparecido tanto como no ano passado, mas as transmissões continuam a ser de uma qualidade paupérrima.

Manuel Queirós, cujo portismo chega a enjoar, está em todas e os próprios repórteres de campo são tudo menos isentos.

Ontem o caricato chegou a isto: depois da expulsão - justa - de um jogador do Porto, o entrevistador da TVI pergunta na "flash interview" se achava que o jogo podia sequer ser comentado dada "a expulsão injusta"!! Depois, apercebendo-se do que dissera, acrescentou, de uma maneira forçada, "na sua opinião". Simplesmente o jogador do Porto não tinha dito que a expulsão fora injusta!

Isto para já não falar do ambiente carregado que a derrota do Porto na anterior jornada da Champions gerou naquela estação, que contrastou de forma bem visível com o que se passou aquando da derrota do Benfica para a mesma competição. Em resumo, uma tristeza.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jogo decisivo na Champions

O grupo C da Champions League, em que o Benfica se encontra, está muito longe de ser um grupo fácil.
Depois da derrota com o Paris Saint-Germain, de alguma forma um resultado "normal" pois jogámos fora contra a equipa teoricamente mais forte, e da vitória do Olympiacos na Bélgica, a margem de erro do Benfica diminuiu quase para zero.

Seguindo a "lógica" do que é previsível, o Paris seguirá em frente. Nos próximos dois jogos jogará com o Anderlecht e, salvo alguma grande surpresa, fará 6 pontos. Com 12 ficará desde logo qualificado.

Tal deixa uma vaga em aberto que será disputada entre o Benfica e Olympiacos (o Anderlecht perdendo os dois jogos fica desde logo eliminado).

Nessa medida, os jogos de confronto directo entre Benfica e gregos assumem uma importância crucial. Ora o jogo na Luz é portanto para ganhar.

O Olympiacos é uma equipa muito móvel e com vários jogadores bem dotados tecnicamente. O Benfica terá que estar a alto nível, muito melhor do que nos últimos jogos.

A paragem no campeonato poderá ter sido positiva para tranquilizar um pouco Jorge Jesus, assentar ideias e para os jogadores interiorizarem que sem o seu total empenho e dedicação será impossível dar a volta ao mau início de temporada. Sem essa "volta", esta temporada poderia desde muito cedo ficar comprometida e isso não pode interessar a nenhum deles.

Face a este quadro, importará também os adeptos apoiarem a equipa, esquecendo as divergências que todos sabemos existirem e as críticas (fundadas) que muitos (entre os quais me incluo) em devido tempo formularam.

Não há, repito, margem de erro e todos devemos estar conscientes desse facto. Todos teremos que remar para o mesmo lado, se ainda queremos ter sucesso nesta época. Até pelo seguinte: por muito mau que tenha sido este início (e foi-o de facto) nada está ainda perdido. A qualidade existe, é inquestionável. A competência está lá e foi demonstrada no passado. É altura de, sem ansiedades mas com muita concentração, colocar em campo toda essa qualidade e superar esta altura difícil. Talvez assim, somando  bons resultados, a coisa se possa encaminhar. As vitórias trazem estabilidade e confiança e ajudam a resolver muitos problemas. Que todos sejam pois responsáveis, desde o treinador aos jogadores, passando até pelo público. Façamo-lo pelo Benfica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Arrogância e a provocação terão a resposta devida

Continuam a vir do clube do Porto provocações e manifestações de arrogância numa base diária.
Agora foi a vez de um jogador que custou 15 milhões querer compensar a falta de rendimento dentro de campo com atoardas, baboseiras e ataques gratuitos ao Benfica. Para compor o ramalhete, veio um aspirante a "grande líder", Antero de seu nome, lançar também provocações e insinuações.
Ontem escrevi sobre o que se passou há 20 anos num jogo no Porto. Ou seja, há já muito tempo que este padrão de comportamento se verifica.
Um dia - e penso que talvez já não falte muito - todo o Portugal e não apenas os benfiquistas terão oportunidade de ver esta gente cair. Cairão por si - e com muito estrondo. Porque neste mundo pode-se enganar algumas pessoas durante muito tempo e toda a gente durante algum tempo. Mas quando se quer enganar toda a gente durante muito tempo - e ainda se gaba arrogantemente dessa falsidade - a resposta chega quando menos se espera. Um dia a mentira é desmascarada. E quanto maior ela for maior a queda de quem a promove.