quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Seleções orgulham o País!

A jornada que se disputou esta semana pelas seleções nacionais foi gloriosa e orgulhou tremendamente todos os Portugueses.
Com toda a justiça ultrapassamos a Suécia e estaremos no Brasil, um feito muito importante, sobretudo se atendermos a que se trata do 4º mundial consecutivo em que marcaremos presença. O facto do mesmo se jogar no Brasil é um motivo de redobrada alegria. A forma como foi alcançado, com o brilhantismo de Ronaldo a atingir o seu pico desde que o madeirense representa a seleção, é um motivo adicional de alegria e regozijo.
Para além disso, os Sub-21 venceram em Israel, também com momentos de grande futebol e muitos golos. A exibição e o golo de Bernardo Silva, bem como os golos de Ivan Cavaleiro e André Gomes são notícias excelentes também para o Benfica. Agora sim a formação parece estar lançada e bem. O trabalho começa a dar frutos e deve-lhe ser dada continuidade. Assim temos futuro.
É verdade que na seleção principal tivemos apenas André Almeida entre os convocados, mas se olharmos para os 11 que entraram em campo, percebemos que nenhum jogador de campo actua no nosso campeonato: João Pereira (Valência), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Fenerbahçe), Coentrão (Real Madrid), Miguel Veloso (Dynamo de Kiev), Moutinho (Mónaco), Meireles (Fenerbahçe), Nani (Manchester United), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Hugo Almeida (Besiktas). O guarda-redes Patrício  está no Sporting, que viu também ser convocado William Carvalho, ao passo que o Porto teve apenas Josué e Varela. 
Não é a situação ideal, nem desejável, mas o quadro comparativo mostra que não estamos longe dos nossos rivais e que com outras opções (por exemplo a inclusão de Rúben Amorim ou Nélson Oliveira) estaríamos em pé de igualdade. No futuro esperemos ter mais jogadores, para o que teremos evidentemente que apostar mais nos portugueses na equipa principal do Benfica. As indicações do passado recente mostram que isso é possível.

Na Suécia, a seleção AA tinha uma missão difícil. Esta Suécia empatou a 4 com a Alemanha, o que mostra que tem capacidade ofensiva. Um golo de vantagem não dava grande margem. O frio seria também um factor que poderia beneficiar os suecos.

Foi surpreendente para mim constatar que a postura dos suecos esteve muito longe da civilidade habitualmente atribuída aos nórdicos. Queixumes do jogo de Lisboa (do quê nunca se chegou a perceber), tentativas de desestabilizar, que incluíram "concertos" à porta do hotel onde estava a seleção e uma inqualificável assobiadela ao hino nacional. Este último acto em particular é vergonhoso e injustificável, para não dizer indesculpável.

A seleção esteve à altura do momento e da responsabilidade e claro que Ronaldo brilhou mais que todos os outros. Foi gigante e carregou a equipa às costas. Ele é mesmo o melhor jogador de futebol do mundo neste momento, disso não há dúvidas. É o melhor atleta, um goleador único e um profissional extraordinário que ontem finalmente assumiu em pleno o seu estatuto dentro da seleção. Mas todos estiveram bem e mereceram o triunfo. Parabéns a todos e a Paulo Bento. Obrigado por nos darem mais esta alegria. Até ao Brasil!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Selecção - hora da verdade

Concordo, na generalidade, com as apreciações que têm sido feitas acerca da nossa selecção - um jogador de classe mundial, Ronaldo, alguns jogadores acima da média, como Moutinho, Coentrão, Pepe e depois vários jogadores médios e medianos em termos internacionais. Também partilho a opinião de que a convocatória levanta dúvidas: Amorim (entretanto infelizmente lesionado) merecia ter tido o seu nome na lista, tal como Tiago, do Atlético de Madrid, ao contrário de Rúben Micael (não acrescenta nada); Hugo Almeida já mostrou não ter suficiente qualidade, ao passo que a ausência de Nélson Oliveira me parece um erro. Fico satisfeito por Paulo Bento ter dado oportunidade a alguns jovens que a merecem, como André Almeida e Bruma e, pelo que dizem, também o jovem trinco sportinguista, embora não conheça ainda este jogador.

Em termos de habilidade e fantasia, a nossa equipa, quando carbura e os jogadores se sentem inspirados, é muito boa, ao nível das melhores. Mas em termos físicos, atléticos e de mentalidade competitiva está bastante abaixo das melhores, como a Espanha, Alemanha, a Itália, o Brasil e a Argentina. O confronto com a Suécia será por isso certamente equilibrado e o jogo da primeira mão assume uma enorme importância. A ideia de que "de uma forma ou de outra estaremos no mundial", propagada e repetida pelos comentadores da nossa praça, como se de uma inevitabilidade se tratasse, sempre me pareceu perfeitamente disparatada. Temos evidentemente possibilidades de vencer o playoff mas só o faremos se conseguirmos ser melhores: ninguém nos dará nada e o nosso adversário não facilitará um milímetro. Trata-se de uma equipa sólida, experimentada e rodada nos "palcos" maiores do futebol internacional. Uma equipa muito competitiva. Para se apurar, Portugal terá que fazer muito melhor do que na fase de qualificação regular. Terá que estar concentrado durante os 180 minutos da eliminatória e saber gerir os momentos do jogo em seu favor. Algo que não se afigura fácil.

É um lugar comum, mas seria realmente uma pena Portugal ficar de fora de um Mundial organizado no Brasil. É um facto que, lá chegando, estaríamos longe de figurar entre os favoritos. Ainda assim poderíamos sempre mostrar algo do futebol, tendo certamente qualidade para passar a fase de grupos e batermo-nos com dignidade com qualquer adversário. Seria certamente uma grande alegria para os milhões de Portugueses e descendentes de Portugueses que vivem no Brasil poderem assistir a jogos da nossa selecção no País onde vivem, tão distantes da Pátria de onde os seus antepassados foram oriundos. Tudo isto deve estar presente na mente dos nossos jogadores na hora de enfrentar esta eliminatória. É também a hora de Ronaldo aparecer no seu melhor e ser capaz de "carregar" a equipa às costas. Perto de fazer 29 anos, o jogador não terá muito mais oportunidades de estar em mundiais.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os Enormes e a grande vitória de sábado

Depois do que aconteceu na Grécia e que fez aliás recordar o tenebroso final da época passada, a equipa do Benfica tinha que estar física e mentalmente muito desgastada. Este é um facto que ninguém pode omitir ou desvalorizar se quiser fazer uma análise séria do jogo de sábado.
Na Grécia, a equipa correu e tentou incansavelmente - apenas para esbarrar em Roberto e na falta de fortuna, ficando quase afastada dos oitavos de final da Champions, revés muito duro em ano de final no Estádio da Luz.

Poder-se-ia esperar cansaço e algum desalento no jogo da Taça - mas o que se viu foi o contrário.
É verdade que tivemos a felicidade de conseguir marcar quase no primeiro remate que fizemos à baliza, depois de uma entrada mais forte do Sporting no jogo. Mas depois disso também o Sporting empatou sem que antes tivesse criado praticamente nenhuma oportunidade para o efeito, num lance também de grande espectacularidade.

A partir daí e até metade da segunda parte, só deu Benfica. Foi um autêntico festival, com Cardozo a marcar mais dois golos de levantar qualquer estádio, quer pela beleza das jogadas, com Enzo e Gaitan a desbaratarem a defesa do Sporting e Cardozo a bombardear Rui Patrício primeiro num tiro de cabeça e depois num rocket de pé, por duas vezes no ângulo superior direito da baliza do Sporting.  Eficácia? Certamente. Qualidade? Superlativa! 

Aliás o Benfica poderia ter marcado mais um golo até ao fim da primeira parte, arrumando de vez o jogo.

Na segunda parte o Benfica entrou melhor, a dominar e a criar mais oportunidades. Depois surgiu a lesão de Rúben Amorim, num lance em que o sportinguista Adrien me parece ter sido no mínimo imprudente e pouco preocupado com a integridade física do seu colega de profissão. Este jogador do Sporting aliás merecia ter visto cartolinas mais cedo pois foi impetuoso em demasia e não apenas neste lance. E com a lesão de Rúben o Benfica perdeu um pouco o controlo do jogo e permitiu que o Sporting se fosse aproximando um pouco da sua baliza.

Ainda assim, o Sporting não justificou os dois golos que marcou, ao passo que o Benfica poderia ter marcado mais dois ou três: num deles Ivan não teve a melhor opção num contra-ataque em que o Benfica estava em superioridade numérica, perdendo a bola numa finta desnecessária, noutro o mesmo Ivan rematou forte para grande defesa de Patrício e André Gomes na recarga enviou a bola ao poste e ainda num outro lance Cardozo esteve perto do poker quando ficou na cara do golo, evitado in extremis por defesa de recurso do mesmo Patrício.

O Sporting por seu turno marcou em dois lances de bola parada, em que teve mérito e felicidade e pouco mais oportunidades criou, exceptuando dois lances de Slijmani.

Mas o jogo chegou empatado ao fim, com prolongamento pela frente. Face ao desgaste do jogo na Grécia e respetiva viagem, face à evolução do marcador, pensou-se que o Sporting estava em melhor posição e ia mesmo vencer a partida.

Puro engano. O Benfica voltou a dominar, a criar jogadas de ataque (especialmente depois da substituição de um Enzo esgotado por um Lima fresco) e marcou com todo o mérito, num lance que fez lembrar a conquista do campeonato contra o Sporting, com golo de Luisão e "perús" dos guarde-redes do Sporting, Ricardo na altura, Patrício agora.

Uma vitória de enorme mérito do Benfica, possível apenas pela grande qualidade, entrega e crença dos nossos jogadores que nunca se deixaram amedrontar ou abater. Uma vitória que deve ser reconhecida e apreciada pelos benfiquistas. Uma vitória inteiramente justa e sem qualquer espinha. Uma vitória que deve servir de base para o futuro. Com esta atitude, a equipa pode ir longe.

Como é óbvio, não posso ignorar o que se passou em termos de arbitragem e o que disseram os sportinguistas a este propósito, tentando diminuir o mérito da nossa vitória.

Sobre isto, seria importante os benfiquistas perceberem uma coisa: quem criou esta ideia de que a arbitragem prejudicou o Sporting foi sobretudo quem passou dezenas de repetições de lances de dúvida, omitindo outros, de uma forma claramente tendenciosa. E também quem, em directo, desde logo proferiu juízos que a maioria das pessoas engole sem qualquer capacidade crítica.

A Sporttv deseja prejudicar o Benfica e como tal manipula as imagens da transmissão no sentido de dar a entender que o Benfica é beneficiado e nunca prejudicado. É óbvio que a Sporttv não pode inventar imagens que não existem mas pode seguramente omitir muitas que sejam inconvenientes e enfatizar demasiado outras com o intuito de criar uma "narrativa" (para usar uma expressão que está na moda) que acaba por pegar. E a narrativa é sempre a mesma.

Isto é bem evidente e tem que ser denunciado e combatido por todos os meios. Até porque as imagens são usadas não apenas como meio de prova para sumaríssimos mas também para avaliar as prestações dos árbitros. Se semanalmente estes vêm, graças a tal manipulação da Sporttv, o Benfica ser beneficiado, como estará o seu estado de espírito quando nos apitam?

Houve dois lances de dúvida na área do Benfica? Certamente. Mas não houve pelo menos um na do Sporting? E o que dizer do jogo de Alvalade para o campeonato? Quanto ao putativo fora-de-jogo de Cardozo no terceiro golo, seria preciso bem mais do que uma linha pintada pela Sporttv, que não estou seguro de que tenha em conta a distorção normal da imagem televisiva (veja-se como na imagem as linhas de grande área e pequena área não estão paralelas), para efetivamente provar que o Paraguaio estava dois centímetros (!!) à frente do último defesa do Sporting. Só mesmo uma estação declaradamente portista faria disto um "caso". E assim se manipula a opinião pública...

O caminho é pois o de manter a rotura com o sistema que vem alimentando este estado de coisas no futebol português há tantos e tantos anos. 

Voltando ao jogo, para além do gigante Cardozo, há que destacar outros jogadores, sobretudo Enzo, que correu muitas milhas e fez um jogo soberbo enquanto teve pernas, o já referido Amorim, que deu um tremendo equilíbrio à equipa (mais uma vez) esperando-se que a lesão não seja grave e Gaitan, que encheu o campo de classe. Este pequeno grande jogador, quando está em condição física é de facto um fora de série. E a sua dedicação ao Benfica já ficou muitas vezes demonstrada à saciedade.

Por fim, queria dizer em relação ao Enorme Tacuara que, nunca tendo eu sido um daqueles que o "crucificou" pela sua acção (reprovável), considerei porém na altura que não tinha condições (em termos da coesão do balneário e da disciplina interna) para se manter no Benfica. Tanto quanto sei, Jorge Jesus queria mesmo que o jogador saísse. Felizmente porém, Luis Filipe Vieira, que tanto tenho criticado por outras razões, ouviu, disse que sim... mas foi prolongando a situação até ao limite, com o intuito não declarado mas certamente deliberado interiormente, de manter o jogador. Estava certo Eusébio, estava certo o Presidente e estava certo o benfiquista Grão Vasco do blog Pinceladas Gloriosas. Não tirando nem pondo ao que disse na altura, sempre sublinhei porém que seria muito difícil substituir Cardozo. Estive errado ao dizer que ele "tinha" que sair devido ao que acontecera, erro que reconheço agora com enorme satisfação pela alegria que (mais uma vez) Cardozo nos deu. É que jogadores assim de facto há poucos.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Escultura para FCP JÁ

Tendo em conta a "indignação"* dos responsáveis do clube do Porto (Antero Henriques é seguramente o mentor desta campanha tão pungente) pela decisão da cidade de Lisboa de fazer uma estátua a Cosme Damião, gostaria desde já de propor uma petição pública para que o Porto tenha também uma escultura que invoque os sucessos do seu principal clube.

A escultura poderá ser algo assim:


* Nota: as aspas explicam-se pelo facto da indignação ser sentimento próprio de quem tem coluna vertebral, o que não é o caso. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Azar ou maldição

Realmente o Benfica é uma equipa com pouca sorte. Começa mesmo a ser um case study.

Nas últimas 3 décadas atingiu quatro finais europeias e perdeu todas, incluindo uma nos penalties (ao 6º pontapé) e outra aos 92 minutos. No passado mais longínquo já tinha perdido várias, algumas das quais de forma muito injusta.

Na época 2012/2013, o Benfica perdeu um campeonato e a referida final europeia de forma totalmente injusta e cruel, vindo ainda a perder a final da Taça de Portugal num jogo em que, tendo estado bastante mal, fez ainda assim o suficiente para ganhar. 

Haverá alguma maldição, algum estigma sobre o Benfica?

Por muito que "especialistas" e pseudo-analistas tenham sempre explicações para os resultados a verdade é que muitas vezes os desfechos dos jogos dependem apenas e só de um simples facto: sorte. 

E nesse domínio, a realidade objectiva é que o Benfica é uma equipa muito pouco favorecida. Por um ou dois jogos em que o Benfica seja feliz numa época, acaba por ser infeliz e ter azar em muitos mais, sobretudo naqueles que realmente são decisivos.

Vemos inúmeras vezes (quase todos os jogos internos) o Benfica ter oportunidades umas atrás das outras e matar-se a jogar para conseguir um ou dois míseros golos. Já outras equipas passam o jogo inteiro sem criar uma única oportunidade digna desse nome e ainda assim conseguem muitas vezes ganhar.

Ontem repetiu-se este filme já anteriormente visto e uma equipa grega voltou a bater injustamente uma equipa portuguesa.

Para se perceber como a sorte é importante, veja-se como a Grécia se sagrou campeã europeia. Antes de 2004, a Grécia tinha estado apenas num Euro. Tinha sido em 1980 e a participação saldara-se num ponto conquistado e um golo marcado.

A sua qualificação para o Euro 2004 começou com duas derrotas que quase a afastavam prematuramente. Mas desde aí venceu todos os jogos, incluindo a Espanha fora. Durante o torneio propriamente dito, a Grécia não jogou praticamente nada, não criando mais do que uma ou duas oportunidades por jogo. Portugal jogou e encantou, com golos espectaculares e grande futebol durante quase todo o torneio. E na final, a Grécia limitou-se a defender o jogo todo, marcando um golo num canto e sagrando-se campeã da Europa. O "anti-futebol" vencera.

Ontem passou-se algo de parecido. O Olympiacos foi inicialmente expectante, depois completamente dominado e manietado pelo Benfica, não conseguindo fazer uma única jogada com princípio, meio e fim durante todo o jogo, marcou num canto, depois disso continuou apenas a defender e contou com Roberto e com a sorte.

O azar que o Benfica tem é inversamente proporcional à sorte que os gregos têm. Com um futebol miserável conseguiram ser campeões da Europa, ao passo que Portugal com tudo o que já deu ao futebol mundial, desde Eusébio a Cristiano Ronaldo, passando por Chalana, Futre e tantos outros, ainda nunca ganhou (e provavelmente nunca ganhará) coisa nenhuma. O que aconteceu ontem, seguindo esta "lógica" da sorte, estava por isso já previamente escrito.

O Benfica é um clube que joga muito bem, que tem um futebol bonito e atacante mas que infelizmente na maior parte das vezes perde as competições em que está envolvido. Essa é a realidade, por muito que nos custe. Temos pouca sorte.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mourinho demonstra a sua "estrela"

Escrevi aqui há algumas semanas que Mourinho dificilmente voltaria a ter o sucesso que alcançou aquando da sua primeira passagem pelo Chelsea. Desde então, o treinador português tem conseguido excelentes resultados, mostrando que as suas competências se mantêm num nível de topo. Não está (ainda) em primeiro lugar na Liga mas remeteu já os principais contendores ao título para posições pouco habituais na tabela (Man City 7º, United 8º) a 4 e 6 pontos de distância e tem vindo a subir na tabela, estando já em 2º com os mesmos pontos do Liverpool. Mais para a frente veremos se serei "obrigado" a reconhecer uma previsão errada quanto ao sucesso ou insucesso desta passagem de Mourinho pelo Chelsea mas no imediato há que reconhecer que a equipa mostra progressos muito grandes e que o treinador português merece todo o crédito por esse facto.

Este fim-de-semana disputou-se uma jornada importante em Inglaterra, com o Chelsea a receber o Man City no Domingo, num jogo com implicações de relevo para a corrida pelo título.

O Arsenal e o Liverpool venceram os seus jogos (relativamente "fáceis"), mas o mais relevante é que o Chelsea venceu o City, com um golo no último minuto, subindo assim do 5º para o 2º lugar.

A "estrela" de Mourinho voltou a brilhar, mas importa reconhecer que a equipa faz por isso, aproveitando depois de forma implacável os erros das equipas adversárias. Tal como aconteceu com o City, voltou ontem a acontecer com o Arsenal, derrotado em casa pelos "blues" para a Taça da Liga Inglesa.

Foi também engraçado ver a festa de Mourinho aquando da vitória sobre o City, correndo para abancada e festejando com os adeptos (depois explicaria que era o seu filho que ali se encontrava).

O Tottenham jogou mal, lento e previsível mas conseguiu os 3 pontos, que o levaram de novo ao 4º lugar, a um ponto do 2º e 3 do 1º, o Arsenal.

Na próxima jornada voltará a haver jogos grandes, como o Arsenal-Liverpool, o Newcastle-Chelsea ou o Everton-Tottenham. A não ser que se registem empates em todos estes jogos, haverá novas mudanças na frente.

O Manchester United vai ao terreno do Fulham (jogo que se prevê difícil) e o City recebe o Norwich de Wolfsvinkel, que se encontra nos lugares de descida. Já a equipa sensação da prova até ao momento, o Southampton, vai ao terreno do Stoke, que se encontra também nos últimos lugares.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Os (novos) incidentes do dragão e o pseudo "dente por dente"

Assistiram-se a cenas inconcebíveis nas imediações do estádio do dragão, desta vez aparentemente motivadas por um grupo de adeptos (?) do Sporting, em parte ligados a skinheads.
Este grupo quis ir lançar o pânico e a confusão para o Porto, devolvendo na mesma moeda diversos episódios e comportamentos dos "superdragões", dos quais inclusivamente o seu líder se gabou num "livro".
Simplesmente a coisa correu mal ao grupo de vândalos sportinguistas...

Por muito organizados que estivessem (e a história dos acontecimentos está longe de estar feita), a verdade é que terão subestimado os seus "inimigos" e levaram um enorme arraial de pancada.
Pelos vistos, os ditos "superdragões" não foram apanhados desprevenidos e, aproveitando a intervenção da polícia e dos próprios stewards, desbaratou o grupo, que passou por muito maus bocados.

A violência leva à violência e isso é algo que quem advoga o "olho por olho, dente por dente" (forma de justiça em vigor há milhares de anos, que a civilização substituiu por formas muito mais humanas de reposição) deveria ter em mente.

A não ser que sejamos vândalos, marginais e criminosos dispostos a tudo, perderemos sempre quando entrarmos em confrontos deste tipo. E mesmo que sejamos uns durões, uns valentões, como muitos que na internet dizem que fazem e acontecem, arriscamo-nos, como bem perceberam aqueles sportinguistas, a que as coisas corram muito mal. Porque, como dizia alguém que eu conheci, "super-homem só há um e está numa cadeira de rodas" (e infelizmente já nem isso é verdade porque o actor entretanto faleceu). 

Por isso, deitar pratos de sopa pela cabeça de um jogador de basquete, por muito idiota e mal comportado que este possa ter sido ou seja, longe de ser uma forma de "retribuição", é sim uma enorme cobardia, pior da que aquela de que Marçal é acusado. O Benfica tem que se distanciar em absoluto destes comportamentos. 

É um facto que a violência e intimidação fazem parte do modus operandi do Porto e que são instrumentais para amedrontar adversários e árbitros e daí recolher dividendos desportivos. Mas a resposta nunca pode ser tornarmo-nos iguais a eles, abandonando os princípios que formam aquilo que somos. Temos que ser inteligentes e firmes. Não ter medo mas não entrar no jogo deles, porque aí perdemos. Temos, resumidamente, que ser capazes de ser melhores e de os derrotar dentro de campo, algo que nos últimos anos não tem acontecido. Se o conseguirmos, ganhamos uma autoridade que hoje não temos, outro peso no futebol e na sociedade e poderemos começar a mudar o presente estado de coisas.


PS - pelos vistos agora no dragão os stewards até já roubam bandeiras à claque adversária perante a completa passividade da polícia. É mais um exemplo de como existe uma lei e uma polícia no País e uma outra, especial, na cidade do Porto. Esta realidade tem que ser constantemente denunciada pelos dirigentes do Benfica, acentuando a situação de favor e o regime de proteccionismo de que o clube do Porto beneficia.