quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Facilitar é fatal

Os exemplos multiplicam-se e não afectam apenas os "perdedores". Ainda ontem Mourinho (um vencedor nato de acordo com todos) viu a sua equipa empatar em casa com uma das piores equipas da Premier League. Isto aconteceu na jornada que antecede o jogo grande com o Manchester City e já depois do empate do Arsenal, que significava que uma vitória do Chelsea o colocaria à frente deste adversário.

Da mesma forma o Benfica empatou em casa com o Arouca, num dos momentos baixos desta época. 

Vem isto a propósito do jogo contra o Gil Vicente. É um adversário fraco, quando comparado com o Benfica? Certamente, mas o facto de isso ser sabido não apenas não ganha jogos como muitas vezes acaba por ser um factor que joga contra a equipa mais forte. Por isso, para nos colocarmos a salvo de qualquer surpresa teremos que entrar fortes e nos manter concentrados o jogo todo de forma a vencer e, se possível, evitar que Maxi e Enzo se exponham a cartões amarelos, visto que o jogo com o Sporting vem a caminho. 

O Benfica está em 1º e precisa de consolidar essa posição nas próximas jornadas. Para isso terá que vencer os seus jogos, incluindo os mais "fáceis". Facilitar é fatal. Pode ser a diferença entre estar a celebrar ou a lamentar quando a época acaba. 


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Arsenal escorrega, Liverpool esmaga

O Arsenal empatou ontem com o Southampton e pode perder já hoje a liderança, caso Manchester City e/ou Chelsea vençam os respetivos jogos. Seria um facto muito importante nesta liga Inglesa, pois o Arsenal é líder há praticamente uma volta, sendo imprevisível a forma como o mesmo se reflectiria na moral quer do Arsenal quer dos seus opositores.
Para além disso, vêm a caminho jogos grandes, em que vários dos candidatos aos primeiros lugares jogarão entre si, designadamente um Man City-Chelsea e um Liverpool-Arsenal, que serão como que um baralhar e voltar a dar nesta Liga. Veremos como daí saem os candidatos.
De qualquer modo antes disso há ainda que terminar a presente jornada, tendo o Chelsea uma tarefa fácil, ao receber o aflito West Ham que vai de mal a pior, ao contrário do City que vai precisamente a Londres mas para enfrentar o Tottenham.
Em relação aos jogos de ontem, o Liverpool voltou a mostrar todos os seus argumentos ofensivos, desmantelando o futebol trabalhado, de posse de bola e passe no pé do Everton. Foi uma noite dura para os adeptos deste clube que, diga-se, está  a fazer uma excelente campanha. No entanto perder um derby opr números tão expressivos nunca pode ser fácil. E o Liverpool ainda falhou um penalty, no que seria o hat-trick de Sturridge. 
Quanto ao Arsenal, entrou pessimamente no jogo, deixando o Southampton jogar quase á vontade durante 45 minutos, sofrendo um golo. Depois do intervalo a equipa voltou com mais atitude e até deu a volta ao resultado mas a vantagem durou pouco mais de um minuto. Nota negativa para Wenger que depois de provavelmente não ter preparado bem a estratégia para a partida não teve a capacidade para mudar o rumo do jogo a partir do banco. Penso que Podolsky tem lugar nesta equipa e que lhe daria um poder de fogo que claramente lhe falta. Assim o Arsenal não vai chegar , ou seja, ao título.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

André Gomes e as contratações de Inverno

Faltam três dias para o fecho do mercado de Inverno e parece agora certa a saída de André Gomes que se juntará a Matic.
Embora não tenha havido (tanto quanto sei) confirmação oficial por parte do Benfica, o passe do jogador terá sido de facto vendido ao empresário Jorge Mendes por valores da ordem dos 15 milhões de euros, abrindo a potra a que este possa agora negociar com clubes interessados a transferência do atleta.
Entre estes clubes perfilam-se, pelo menos, o Mónaco e o Liverpool. A imprensa inglesa e internacional em geral dá conta deste interesse.

A confirmar-se é algo que lamento. André Gomes é um jogador que gosto muito de ver actuar (embora não tenha tido muitas oportunidades de o fazer este ano) e penso que com a saída de Matic se abria mais espaço para a sua afirmação. É, até ver, o "produto" mais conseguido da formação. Tem uma técnica muito apurada, muita qualidade a tratar a bola e visão de jogo. É também um jogador bastante alto (1,88 m), o  que à partida é mais um dado a seu favor. Não é muito rápido e por vezes não é suficientemente "intenso" como agora se diz. Penso que é por isso que Jorge Jesus não apostou mais nele.

Dito isto, claro que 15 milhões de euros é uma quantia muito considerável, sobretudo por um jovem jogador cujo valor não está ainda definitivamente estabelecido. Veremos o que o futuro trás e se a nossa formação é capaz de produzir mais jogadores com a sua qualidade e características.

Este período de transferências teve até agora como pontos mais significativos as transferências de Matic e Mata, ambas envolvendo o Chelsea.

Segundo se diz em Inglaterra, o Manchester United estaria interessado no sérvio para reforçar o seu meio campo, que tem denotado fragilidades. Sabendo desse interesse, o Chelsea ter-se-ia antecipado (não sendo claro se havia alguma cláusula ou acordo de cavalheiros que dava preferência ao clube londrino no caso de um regresso a Inglaterra) contratando o jogador. 

Na realidade o Chelsea não tinha uma necessidade imediata de contratar Matic, uma vez que tem para jogar no meio campo Ramirez, Lampard, Obi Mikel e o próprio David Luiz. Até ontem, o Chelsea tinha ainda Essien, mas o veterano jogador transferiu-se para o Milan.

Outra transferência marcante é a de Mata, cujos valores parecem muito exagerados. Na realidade transferências entre clubes grandes em Inglaterra costumam motivar uma inflação dos montantes envolvidos. No caso o Chelsea até tinha pago uma verba também elevada (26 milhões de euros) quando há duas épocas o contratou ao Valência. Seja como for, duvido que seja o jogador que vai resolver os problemas do Manchester United, cuja época tem sido penosa.

Para o Benfica, os melhores "reforços" de Inverno seriam sem dúvida Cardozo e Sálvio. Não vejo no mercado ninguém melhor do que eles.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

As preocupações dos benfiquistas

Por estes dias o Benfica está em 1º lugar no campeonato e continua noutras competições. A equipa tem subido de rendimento e fez ultimamente alguns bons jogos. Venceu o Porto de forma clara algo que, apesar de dever ser normal, não acontecia há vários anos. 

No entanto percorrendo a blogosfera, dir-se-ia que o Benfica estava num momento desastroso, afastado da luta pelo título e com exibições miseráveis. De facto as críticas são tantas e tão constantes que seríamos levados a pensar assim se não soubessemos que a realidade é felizmente outra. 

Não defendo obviamente uma atitude acrítica por parte de ninguém, mas tudo tem limites. Quando, num momento destes, com o nosso clube envolvido em vários desafios da maior importância e sabendo da falta de princípios do nosso principal adversário, muitos benfiquistas se dedicam diariamente a encontrar temas para criar polémicas ou atacar quem está à frente dos destinos do clube, algo não vai bem na blogosfera benfiquista e merece ser reflectido. 

Quem publica em blogs gosta de ser lido, isso é evidente e legítimo. O que me parece muito discutível do ponto de vista do benfiquismo é instrumentalizar o clube nessa ânsia de audiências, por vezes levantando e empolando temas que só fomentam a dissenção e a divisão interna. 

Nos últimos dias houve "polémica" atrás de polémica, muita dela fomentada pelos próprios benfiquistas. 

Assim de repente lembro-me das seguintes:

Matic não deveria sair do clube.
Jesus desrespeitou a formação.
Artur está triste e no aquecimento só defende com os pés (garanto-vos que li isto!).
Não há gala do Benfica este ano.
André Gomes só entrou no tempo de descontos contra o Marítimo.
O irmão de Matic foi-se embora (polémico por vir, polémico por partir).
O relvado não está em condições.

Não acham que chega de tanta choradinho?

A saída de Matic obviamente não era desejável. Mas há que saber olhar para as coisas de forma realista. Matic queria sair, isso era evidente e o próprio já o disse. Depois da não fazer nenhuma venda relevante no início da época e da não continuação na Liga dos Campeões, o Benfica precisava de receitas, ou seja de vender alguma das suas "pérolas".

Matic podia ter rendido mais mas não se pode esquecer que ele chegou ao Benfica oriundo do Chelsea incluído no negócio de David Luiz. Nessa altura recebemos 25 milhões de euros mais Matic. Agora recebemos mais 25 milhões. Acho que não nos podemos com seriedade queixar muito deste negócio porque na prática um jogador (David Luiz) que fomos buscar quase a custo zero com 17 anos rendeu-nos 50 milhões de euros mais um "empréstimo" de Matic por dois anos e meio. E por favor não me venham dizer que estou a defender Luis Filipe Vieira por isto ou por aquilo porque já o critiquei no passado e voltarei a criticar no futuro se achar que ele o merece. Sou absolutamente independente de qualquer poder ou grupo dentro do Benfica e digo exactamente o que penso depois de tentar analisar as coisas o melhor que consigo.

Aquilo que é importante agora é gerir bem a saída de Matic e de preferência não vender mais ninguém. A saída de Rodrigo em particular seria a meu ver desastrosa, pois Cardozo poderá não voltar a jogar na presente época e Lima não está num grande momento sobretudo na finalização, que é o mais importante. 

Quanto à questão das declarações de Jorge Jesus sobre substituir Matic através da formação, claro que não foram felizes, como logo se percebeu. No entanto o próprio veio rectificar o que dissera e afirmar que não desejara ofender ou diminuir a formação do Benfica. Por outro lado, os míudos, na sua reacção a quente demonstraram o seu amor pelo Benfica ao afirmarem que jogar no seu clube é o sonho que alimentam e do qual não abdicarão. Não há pois razão para - os próprios benfiquistas - empolar este caso.

Quanto ao resto são questões perfeitamente secundárias e folclóricas que não devem de modo nenhum preocupar os benfiquistas. Não vale a pena andar com tanto excitamento à flor da pele. 

Fusão PT/ZON/Sportinveste (Oliveira) chumbada

A notícia é de ontem à noite, veio referida na imprensa online e o "Público" de hoje dá-lhe grande destaque. Já a vi referida no blog Belo Voar da Águia que assinala e bem que se tratam de boas notícias: com efeito, a ERC (entidade reguladora da comunicação social) chumbou o acordo de entrada da PT no capital da Sport tv que passaria, caso o acordo se mantivesse, a ser detida 25 % pela PT, 25% pela ZON e 50 % por Joaquim Oliveira através da Sportinveste.

Na prática, o que este acordo significaria era um reforço da posição de quase monopólio da Sport TV no tocante aos direitos televisivos e portanto uma posição de controlo das principais fontes de receita do futebol. Daí a uma tremenda influência sobre os clubes vai um pequeno passo. É sobre este pressuposto que assenta grande parte do poder daquilo a que normalmente se chama o sistema.

No detalhe, o acordo (agora vetado) determina que ZON e PT (MEO) passariam a ter condições privilegiadas para distribuir a Sport TV (em detrimento da Vodafone e da Cabovisão) e que  se comprometiam a "não concorrer" contra a Sport TV. Não é claro o que significa esta cláusula de "não concorrência" mas no limite ela podia significar que a ZON e a PT fossem impedidas de distribuir a Benfica TV por esta ser concorrencial em relação à Sport TV.

O parecer negativo da ERC é pois uma boa notícia para o Benfica que, através da sua SAD, tinha contestado o negócio junto da Autoridade da Concorrência. Ele junta-se a um outro chumbo da ICP-ANACOM (autoridade nacional de comunicações). Não é porém ainda definitivo, uma vez que última palavra cabe à Autoridade da Concorrência. Isto se o assunto não chegar mesmo aos tribunais, o que ainda é possível.

A luta pelo poder continua pois no futebol português e estamos muito, mas mesmo muito longe de poder cantar vitória ou sequer de poder decretar um "fim de ciclo". Pode haver sinais disso, mas nada ainda de decisivo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Na direcção certa

As propostas do Sporting para alterações estruturais no futebol português, a começar pela arbitragem, vão, por aquilo que conheço, na direcção certa. De acordo com notícia de hoje do "Record", o Benfica, através de representante presente em reunião em Alvalade, terá concordado com a grande maioria das mesmas.
Aquilo que se precisa no futebol português é de completa transparência nos vários processos e de regras claras, que limitem ao mínimo as arbitrariedades. O edifício da arbitragem está, como temos dito, inquinado pelo sistema dos observadores e o próprio modo como são feitas as nomeações (critérios ou falta deles). Tudo isso tem que ser alterado, de forma a que existam formas objectivas de avaliar as arbitragens e que consequentemente os árbitros não estejam completamente dependentes (no que respeita ao sucesso da sua carreira) do centro de poder futebolístico, que tem sempre e muito marcadamente uma cor clubística.
O Porto não deseja mudar o actual estado de coisas pois não lhe interessa um sistema transparente, no qual exista lisura de processos e regras claras e justas. Ao Porto interessará sempre o actual sistema opaco, lamacento mesmo, no qual possa mover influências de bastidores para daí retirar proveitos, não apenas ao nível da arbitragem mas também da disciplina. Não se pode portanto contar com ele, aliás esta reforma terá que ser feita com a sua oposição.
É porém muito positivo que Benfica e Sporting (para além de um conjunto vasto de clubes das ligas profissionais) se estejam a entender. É sinal de que se caminha para um sistema transparente, no qual se possa confiar e no qual ninguém se sente à partida em vantagem ou prejudicado. Era importante que as massas adeptas de ambos os clubes manifestassem o seu apoio a esta forma de agir, pois do respectivo sucesso depende, em última análise, a viabilidade do futebol português. 
Jogos "fabricados", como tantas vezes são os do Porto, são autênticas machadadas no prestígio de uma competição e tornam mais difícil vendê-la, quer a nível interno quer internacional. Ora o futebol depende hoje muito da sua capacidade de financiamento, sobretudo através dos direitos televisivos, a uma escala global. O campeonato português é visto em França, nos EUA, no Brasil e nalguns países da arábia/golfo pérsico (isto não contando com o jogo semanal transmitido pela RTP-I), mas poderia e deveria estar ainda em mais. Não digo que pudesse ter a difusão do inglês, mas capitalizando na dimensão global da Língua Portuguesa, poderia certamente ter uma maior projeção. O futebol português, mais ainda agora com a consagração de Ronaldo, é conhecido e apreciado, podendo ser mais visto.
Para tal precisa porém de mais gente nos estádios, melhores e mais sãos espectáculos, para o que é imperativo acabar com o actual sistema bafio e doentio dos pintos da costa e lourenços pintos.  
Uma vez mudadas as coisas, no sentido das leis e regulamentos por si mesmos esvaziarem (em larga medida) o poder ilegítimo dos bastidores do futebol, haverá necessariamente que fazer uma grande renovação ao nível dos quadros, sobretudo toda a gente ligada à arbitragem, desde o senhor Vítor Pereira aos observadores e passando naturalmente por grande parte dos árbitros. Muitos fizeram a sua carreira graças a padrinhos e influências, por estarem lá a fazer o jogo de alguns, projectados pela comunicação social a píncaros que nunca mereceram. Tudo isso tem que acabar.
Não tenhamos dúvidas de que a BenficaTV foi um passo essencial para tornar possível a mudança. O poder do futebol português assenta muito na Olivedesportos, como o próprio António Oliveira, irmão de Joaquim, já assumiu publicamente. Este blog, que a certa altura, no auge das arbitragens clubísticas, decidiu "auto-suspender-se" por estar cansado de tanta batota e da apatia do Benfica, regressou justamente na sequência da não venda dos direitos televisivos à Olivedesportos por considerar esta decisão crucial para mudar o panorama futebolístico em Portugal. Fico muito satisfeito por ver que Sporting se juntou a esta luta e que pode haver finalmente vontade "política" para mudar as coisas para melhor. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O vício de mentir e os "árbitros adeptos"

É uma pena que o Porto não tenha aproveitado a mudança de clima que a partida de Eusébio gerou no Portugal futebolístico. Podia tê-lo feito. Não mudaria o passado, mas pelo menos podia preparar um futuro um pouco menos vergonhoso do ponto de vista dos valores desportivos, para não dizer morais.
A "cultura" do FC Porto é uma cultura de agressão e falsidade. E isso é muito difícil mudar. Se dúvidas houvesse veja-se estas últimas declarações do seu presidente e do seu treinador.

Pinto da Costa, o tal que dizia que só os "burros" falavam de arbitragem, veio dizer que Artur Soares Dias, árbitro que, segundo se diz, tinha um registo "perfeito" em jogos do Porto (só vitórias), "não tem condições para arbitrar". E isto porquê?

Porque Soares Dias não beneficiou suficientemente o seu clube como, para a mentalidade de Pinto da Costa, deveria. Aquilo que Pinto da Costa de facto disse é que não marcar um penalty descarado, indiscutível e óbvio, que ocorreu nas barbas do árbitro, contra o seu clube (evitando assim também a expulsão do seu jogador) não é suficiente. Não, isso é o "normal". Depois disso, o árbitro deveria ter feito o necessário para que o Porto mesmo assim não perdesse o jogo.

Soares Dias, que de acordo com os portistas era, até dia 12 de Janeiro, o "melhor árbitro português", deixou, a partir desse dia, de ter condições para apitar. Isto porque o Porto perdeu um jogo por ele apitado.

Esteve bem Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, ao dizer que de facto esta actuação era merecedora de um óscar de Hollywood.

E depois disto, como se não bastasse, ainda surgiu o treinador, que após o clássico na Luz declarara que "não havia nada a dizer sobre a vitória do Benfica", a explicar-nos agora que afinal isso era tudo parte de uma "estratégia" para ver se a comunicação social falava por sua inciativa da arbitragem. Como ninguém falara da arbitragem ficava provado que existia uma "cabala" para prejudicar o Porto. Patético.

A vergonha está à mostra para quem a quiser ver. Já nada é escondido, tudo se faz às claras. Um árbitro que faz vista grossa a um penalty descarado que se passa a um metro de si, mas DESCARADO a um ponto que quase não se acredita, ser ainda criticado pelo clube que beneficiou dessa decisão, é de facto o cúmulo. Aquilo que se está a dizer em público, é que os árbitros têm que fazer o que for preciso, não importa quão evidente, para que o Porto ganhe. Pinto da Costa mostrou que a sua natureza é a de um puro batoteiro e esvaziou de qualquer mérito, que ainda pudesse ser reconhecido, as vitórias do seu clube.

Um autêntico escândalo que os comentadores deixaram, na maior parte dos casos, passar quase despercebido, sem analisarem e retirarem as consequências lógicas destas declarações que, apesar de tudo, ainda considero infelizes, pois não posso acreditar que Pinto da Costa realmente desejasse, como acabou por fazer, dizer publicamente que o seu clube quer ganhar com batota. 

Quanto ao árbitro, tem o que merece, pois não tem seriedade para desempenhar aquelas funções. Este é o árbitro que entregou a sua camisola a um adepto no dragão, que fez a arbitragem miserável que se sabe há dois anos em Alvalade, tirando-nos definitivamente a possibilidade de chegar ao título, e que no ano passado nas Antas marcou dois penalties contra o Rio Ave, ambos inexistentes, um dos quais aos 45m+1 não fosse o Porto a perder (como estava) para o intervalo. Se Soares Dias fosse sério, teria quem o defendesse agora, mas como a sua carreira foi feita à custa do clube do seu coração, agora que este, ingrato, lhe vira as costas, o portuense portista está sozinho. 

Foi, sem sombra de dúvida a pior arbitragem que vi na minha vida, com a decisão mais escandalosa de que me lembro (o lance de Mangala) e um conjunto de outros lances menos evidentes mal decididos para os dois lados. O jogo acaba mesmo com uma cena de comédia, a rábula da bola ao ar que só faltou ter resultado em golo do Benfica para completar a pantomina. Lamentável, absolutamente lamentável mas facilmente explicável - como passo a demonstrar.

Aqui há pouco mais de um ano "desafiei" Vitor Pereira, da arbitragem, a nomear os árbitros conhecidos por prejudicar o Benfica em jogos fora, para jogos na Luz. A razão era simples: eu não acreditava que na Luz eles se atrevessem a fazer o que faziam nos jogos fora.

O que aconteceu com Soares Dias foi o seguinte: durante a primeira parte, decidiu constantemente contra o Benfica mas não houve nenhum caso muito importante (a não ser um lance em que dois jogadores do Porto fazem falta para amarelo e nenhum o vê); na segunda parte há o lance do penalty de Mangala a um metro de si - o Estádio explode; mas no lance imediatamente seguinte há o golo, de "raiva", pela injustiça flagrante e pouco depois o lance de Jackson com Maxi; aqui parece novamente muito claro haver uma agressão (na repetição fica-se na dúvida e aceita-se o amarelo); todos os intervenientes esperam o vermelho mas Soares Dias dá o amarelo; nova assobiadela monumental e o árbitro a partir daí já está no limite das suas forças para combater o Benfica e suportar a pressão do Estádio; já não tem coragem para marcar o possível penalty sobre Quaresma e expulsa Danilo por pretensa simulação. A partir daqui o seu desnorte já é completo. Ele já só queria sair dali.

Por esta razão, os adeptos não podem ser árbitros. Mas infelizmente isso acontece em Portugal, como, para além do caso em apreço, se viu ainda agora com dois árbitros de andebol. Depois de uma arbitragem absolutamente tendenciosa num clássico Benfica-Porto, com enorme influência no desfecho do jogo (que ocorreu há alguns meses), descobriu-se que os mesmos tinham páginas no Facebook onde faziam piadas sobre o Benfica, assumiam o seu portismo e subscreviam mesmo páginas do "anti-Benfica". Os árbitros foram suspensos e terão agora assumido a sua saída da arbitragem (talvez para integrar a "estrutura" do Porto).

Está na hora de acabar com esta pouca vergonha.