terça-feira, 29 de abril de 2014
A final conquistada e a que nos querem negar
Ainda não tinha escrito acerca do jogo no Porto e nem pensava escrever sobre nenhum assunto até quinta-feira, visto que me encontro já em "estágio".
No entanto, o que se está a passar é demasiado feio, demasiado vergonhoso para poder passar em silêncio.
Depois de uma arbitragem absolutamente deplorável, como tive ocasião de aqui escrever, com a sonegação de um penalty evidente e uma dualidade flagrante de critérios quer em relação aos lances propriamente ditos, quer em relação aos cartões, de um árbitro sem classe, para não dizer sem vergonha (que já no ano passado expulsou Nani num lance de pé em riste, dando uma eliminatória entre Manchester United e Real Madrid de bandeja aos espanhóis), depois de tudo isto - e de ser muito bem recebida em Lisboa - a Juventus ter o desplante de tentar afastar Enzo da segunda mão através de manobras de secretaria é algo de absolutamente inqualificável e que me causa nojo e repulsa.
Demonstra que de facto a Juventus não merece nenhum tipo de elogio e que se insere numa mentalidade abjecta de quem quer ganhar fora do campo, com manobras e esquemas que tão bem conhecemos cá em Portugal. É o total desvirtuamento da verdade desportiva.
Só a atitude em si é já merecedora da maior crítica e repulsa. E muda desde já todo o "tom" da eliminatória: aquilo que tinha tudo para ser uma celebração do futebol, com duas grandes equipas, dois históricos, a defrontarem-se para decidir o finalista de uma competição que só tem a ganhar com a presença de Benfica e Juventus numa semi-final, torna-se agora num jogo algo azedo, com um ambiente inquinado.
Temo que Enzo possa mesmo ser castigado, até porque (a fazer fé no que já li hoje) me parece que o Benfica cometeu um erro na sua defesa. De acordo com esses relatos, o Benfica teria apresentado a sua defesa dizendo que Chielini agredira Enzo antes e que este respondera à agressão. Ora a ser isso verdade, o Benfica está implicitamente a admitir a agressão de Enzo. E uma situação dessas, em sede disciplinar dará sempre uma suspensão. Quanto muito Chielini seria também ele castigado, mas penso que ainda assim ficaríamos a perder mais do que a Juventus, pois Enzo é a alma deste Benfica.
Claro que a situação do penalty não é passível de análise, pois é evidente que estas comissões não avaliam o trabalho dos árbitros e menos ainda podem corrigir qualquer tipo de erro (a não ser situações disciplinares que escaparam à visão do árbitro). Uma vez que, de acordo com os tais relatos que li, essa situação faria parte da defesa do Benfica (algo de absurdo e despropositado) quero acreditar que a defesa do Benfica foi afinal feita noutros termos, consentâneos com a verdade, nomeadamente negando qualquer intenção de agredir e qualquer agressão, tratando-se tão somente de um lance de disputa de posição no qual, quanto muito, Enzo poderia inadvertidamente ter acertado em Chielini.
Se assim for, Enzo, quero acreditar (pois apesar de tudo tenho que admitir que ainda haja bom senso e boa fé pelo menos nalguns responsáveis) não será castigado.
Veremos.
Esta manobra visa também criar diversão e instabilizar o Benfica. É, repito, algo de muito feio, de muito mesquinho e desprezível, mas que demonstra algo: a Juventus está com muito medo do Benfica. E isto por uma simples razão: o Benfica pode mesmo vencer esta eliminatória e estar novamente em Turim para a final.
Uma final que já conquistámos, e assim volto ao assunto inicial, até porque não nos podemos deixar enredar em pensamentos negativos, como a Juventus desejaria, é a da Taça da Liga.
Como sempre defendi, era a última prioridade da época, mas ainda assim era um objectivo. E esse foi alcançado, como deveria ser, com os jogadores menos utilizados.
Mais uma vez estes demonstraram que têm capacidade para ajudar o Benfica e para entrar em momentos decisivos não nos deixando mal.
E ainda por cima, esta equipa menos rodada viu-se reduzida a 10 a uma hora do fim, numa decisão que me pareceu incongruente por parte do árbitro, sobretudo considerando o seu critério disciplinar ao longo do jogo.
Reduzida a 10, esta equipa defendeu com enorme garra (o Porto praticamente não teve mais nenhuma oportunidade) e podia até ter resolvido o jogo ainda nos 90 minutos, se Ivan tivesse decidido melhor um lance de contra ataque iniciado por Enzo, entretanto lançado (e bem) por Jorge Jesus.
Penso que o cansaço pesou muito na forma como Ivan perdeu aquela bola que nos poderia ter dado o golo.
Porém a equipa acreditou sempre e teve a sorte e o mérito de vencer nos penalties. A vitória tem um sabor ainda mais especial por ter sido conquistada ali. Fomos felizes - e agora podemos consumar em duas finais o pleno nacional - onde no ano passado fomos muito abandonados pela sorte. Este ano festejamos a nível nacional, já como campeões e se tudo correr bem com mais dois títulos no palmarés.
Do jogo de Domingo gostaria de destacar as exibições de Jardel, um guerreiro a comandar as "tropas" e de André Almeida. André está a ser um jogador fundamental deste fim de época no Benfica. Capaz de ocupar três posições em campo, sempre com competência, André Almeida "secou" completamente Quaresma no Domingo, não lhe dando uma nesga de terreno nem tempo para pensar. Foi sem dúvida uma grande exibição. Também Oblak esteve em grande plano, demonstrando sempre uma grande segurança ao longo do jogo e defendendo um penalty. Mas para além destes gostei de toda a equipa, nomeadamente de Amorim, Garay, Ivan, Sulejmani, André Gomes, Siqueira e Cardozo, seja pelo que foram capazes de dar à equipa, seja pelo rigor táctico e pela enorme capacidade de sacrifício.
Merecemos, só por estes atributos, chegar aos penalties e aí vencer. Um abraço também para o Steven Vitória, que evidentemente não teve um jogo feliz, acusando a falta de ritmo e rotinas, mas que não deixa de ser um jogador muito válido. Bonita a atitude de Jardel de lhe dedicar também a ele a vitória.
Para além das finais nacionais, fica agora a faltar apenas a Europa. Aí será, como em tudo o mais, o que Deus quiser. Os italianos podem fazer todas as manobras que quiserem e elas terão o desfecho que tiverem. Mas o resultado final da Liga Europa já está escrito. Nós é que ainda não o sabemos. Só temos por isso que estar tranquilos, aguardar e esperar pois já não falta muito.
Hoje há uma meia final da Champions para distrair. Eu aposto no Real Madrid, como aposto depois no Chelsea para o jogo de amanhã. E aposto numa vitória do Real na final. Veremos se estou certo.
Saudações gloriosas para todos. Esta época já é memorável mas pode ainda ser (bem) mais.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Grande jogo, Benfica em vantagem a meio da eliminatória
Foi um grande jogo este Benfica-Juventus, de intensidade máxima, alta rotação, com golos espectaculares, que o Benfica venceu com justiça e no qual acabou por cima, o que pode ser um factor psicológico importante para a segunda mão.
Todos os jogadores deste plantel são válidos e todos deram o seu melhor e mostraram que se pode contar com eles. No entanto não temos também dúvidas de que Fedja e Gaitán, caso possam estar disponíveis para a segunda mão, poderão tornar a equipa mais forte e dar um contributo importante para o desfecho que todos desejamos, que é, para já, chegar à final. O Benfica começou muito bem a partida, a controlar a posse de bola e a não dar espaços à Juventus, que por outro lado se via em apuros sempre que tentava atacar e o Benfica saía rápido no contra ataque. Luisão e Garay estiveram imperiais na defesa e Siqueira foi um autêntico gigante que muitas vezes parecia um autêntico extremo. Maxi acusou (sem surpresa) algum cansaço (não tem tido descanso desde a lesão de Sílvio) mas ainda assim foi providencial nalgumas ocasiões, nomeadamente num corte espectacular à frente da nossa baliza. A vencer desde o início, o Benfica manietou a Juventus na primeira parte e saiu para o intervalo em vantagem com mérito. O Benfica não entrou porém bem na segunda parte. A Juventus apareceu mais atacante, mais pressionante e deu ideia de poder marcar.
Jorge Jesus percebeu que o Benfica estava a perder o controle do meio campo e lançou André Almeida, derivando André Gomes (que não fez o seu melhor jogo pelo Benfica, mas há que perceber que o adversário era dificílimo e coloca muitos jogadores no meio campo) para a esquerda para ocupar o espaço de Sulejmani, substituído. O sérvio fez uma exibição positiva, esforçada e com bons apontamentos mas acusava já a falta de ritmo e de pernas. Também entrou Lima para o lugar de Cardozo que pouco mais fez do que fixar os centrais adversários e servir de ponto de referência para a equipa. Durante uns minutos a equipa pareceu ter voltado a controlar o jogo mas rapidamente se começou a sentir que o cansaço pesava e que o Benfica recuava perigosamente. Numa bola colocada nas costas de Maxi, no espaço entre o central e o lateral, o penso que Pogba ganha em velocidade e coloca imediatamente, com uma grande visão e qualidade, em Tevez, que simula o remate, passa por três jogadores do Benfica e marca. As coisas pareciam pouco mais do que perdidas, porque se sentia que ao Benfica começavam a faltar forças. Nesta altura Jorge Jesus mexeu de novo - e bem - tirando André Gomes e colocando Ivan Cavaleiro (o único extremo que estava no banco e na verdade o único disponível no plantel). O sinal para forçar e atacar estava dado e o facto de Ivan ser da formação (para além da sua qualidade) penso que pesou para que o Benfica as coisas mudassem e o Benfica voltasse a acreditar. Numa jogada espantosa de futebol, Ivan simula, a bola chega a Lima que, embalado de trás, fuzila Buffon. O Benfica voltava a estar por cima na eliminatória (penso que a Juventus a dada altura acreditou que podia vencer o jogo e quase resolver a eliminatória, tendo visto esse objectivo defraudado) e podia até ter chegado ao 3-1, que porventura seria exagerado face ao que ambas as equipas jogaram.
Aliás, a Juventus podia também ter marcado, havendo que destacar um par de defesas excepcionais de Artur, uma delas já no tempo de descontos, que permitiram que tivéssemos vencido o jogo. Artur é, tal como Cardozo, um dos obreiros da nossa presença nesta fase da Liga Europa, algo que os adeptos deviam recordar quando criticam erros pontuais destes nossos atletas. Aliás em relação a Artur, os espectadores devem-se controlar e ter mais calma quando a bola chega aos pés do nosso guarda-redes pois os assobios e as manifestações de ansiedade em nada ajudam Artur a melhorar este aspecto do seu jogo que já sabemos não ser o seu forte. Tenham confiança nos nossos atletas que tantas alegrias e vitórias nos têm dado. Dos jogadores falta-me apenas falar de Markovic, que fez um grande jogo, mantendo a Juventus em respeito e tendo estado perto do 3-1 já no fim (assim como Cavaleiro que entrou para revolucionar os últimos 10 minutos) e de Rodrigo que acusou alguma fadiga e precisa de descansar para estar em grande em Turim.
O Benfica acabou o jogo a dominar novamente e a dar um bom mote para o jogo de Turim. Naturalmente será um jogo muito difícil, no qual a Juventus tudo fará perante o seu público para dar a volta à eliminatória e estar na final em sua casa, mas o Benfica tem os seus argumentos e tem qualidade para poder chegar à final. A arbitragem foi deplorável, sempre em desfavor do Benfica, como aliás eu tinha a certeza que seria. Há um penalty claríssimo que o árbitro não quis marcar para além de várias faltas e dualidade de critérios nos amarelos. Não podemos porém ficar agarrados a isso porque senão não passamos à final. Temos que continuar a abordar esta eliminatória com humildade e com confiança nas nossas capacidades. Temos que ter muita cabeça e dar tudo em Turim para podermos ser felizes. Nada está ganho, nada está perdido mas o Benfica mostrou hoje que tem futebol para disputar a eliminatória até ao fim.
Todos os jogadores deste plantel são válidos e todos deram o seu melhor e mostraram que se pode contar com eles. No entanto não temos também dúvidas de que Fedja e Gaitán, caso possam estar disponíveis para a segunda mão, poderão tornar a equipa mais forte e dar um contributo importante para o desfecho que todos desejamos, que é, para já, chegar à final. O Benfica começou muito bem a partida, a controlar a posse de bola e a não dar espaços à Juventus, que por outro lado se via em apuros sempre que tentava atacar e o Benfica saía rápido no contra ataque. Luisão e Garay estiveram imperiais na defesa e Siqueira foi um autêntico gigante que muitas vezes parecia um autêntico extremo. Maxi acusou (sem surpresa) algum cansaço (não tem tido descanso desde a lesão de Sílvio) mas ainda assim foi providencial nalgumas ocasiões, nomeadamente num corte espectacular à frente da nossa baliza. A vencer desde o início, o Benfica manietou a Juventus na primeira parte e saiu para o intervalo em vantagem com mérito. O Benfica não entrou porém bem na segunda parte. A Juventus apareceu mais atacante, mais pressionante e deu ideia de poder marcar.
Jorge Jesus percebeu que o Benfica estava a perder o controle do meio campo e lançou André Almeida, derivando André Gomes (que não fez o seu melhor jogo pelo Benfica, mas há que perceber que o adversário era dificílimo e coloca muitos jogadores no meio campo) para a esquerda para ocupar o espaço de Sulejmani, substituído. O sérvio fez uma exibição positiva, esforçada e com bons apontamentos mas acusava já a falta de ritmo e de pernas. Também entrou Lima para o lugar de Cardozo que pouco mais fez do que fixar os centrais adversários e servir de ponto de referência para a equipa. Durante uns minutos a equipa pareceu ter voltado a controlar o jogo mas rapidamente se começou a sentir que o cansaço pesava e que o Benfica recuava perigosamente. Numa bola colocada nas costas de Maxi, no espaço entre o central e o lateral, o penso que Pogba ganha em velocidade e coloca imediatamente, com uma grande visão e qualidade, em Tevez, que simula o remate, passa por três jogadores do Benfica e marca. As coisas pareciam pouco mais do que perdidas, porque se sentia que ao Benfica começavam a faltar forças. Nesta altura Jorge Jesus mexeu de novo - e bem - tirando André Gomes e colocando Ivan Cavaleiro (o único extremo que estava no banco e na verdade o único disponível no plantel). O sinal para forçar e atacar estava dado e o facto de Ivan ser da formação (para além da sua qualidade) penso que pesou para que o Benfica as coisas mudassem e o Benfica voltasse a acreditar. Numa jogada espantosa de futebol, Ivan simula, a bola chega a Lima que, embalado de trás, fuzila Buffon. O Benfica voltava a estar por cima na eliminatória (penso que a Juventus a dada altura acreditou que podia vencer o jogo e quase resolver a eliminatória, tendo visto esse objectivo defraudado) e podia até ter chegado ao 3-1, que porventura seria exagerado face ao que ambas as equipas jogaram.
Aliás, a Juventus podia também ter marcado, havendo que destacar um par de defesas excepcionais de Artur, uma delas já no tempo de descontos, que permitiram que tivéssemos vencido o jogo. Artur é, tal como Cardozo, um dos obreiros da nossa presença nesta fase da Liga Europa, algo que os adeptos deviam recordar quando criticam erros pontuais destes nossos atletas. Aliás em relação a Artur, os espectadores devem-se controlar e ter mais calma quando a bola chega aos pés do nosso guarda-redes pois os assobios e as manifestações de ansiedade em nada ajudam Artur a melhorar este aspecto do seu jogo que já sabemos não ser o seu forte. Tenham confiança nos nossos atletas que tantas alegrias e vitórias nos têm dado. Dos jogadores falta-me apenas falar de Markovic, que fez um grande jogo, mantendo a Juventus em respeito e tendo estado perto do 3-1 já no fim (assim como Cavaleiro que entrou para revolucionar os últimos 10 minutos) e de Rodrigo que acusou alguma fadiga e precisa de descansar para estar em grande em Turim.
O Benfica acabou o jogo a dominar novamente e a dar um bom mote para o jogo de Turim. Naturalmente será um jogo muito difícil, no qual a Juventus tudo fará perante o seu público para dar a volta à eliminatória e estar na final em sua casa, mas o Benfica tem os seus argumentos e tem qualidade para poder chegar à final. A arbitragem foi deplorável, sempre em desfavor do Benfica, como aliás eu tinha a certeza que seria. Há um penalty claríssimo que o árbitro não quis marcar para além de várias faltas e dualidade de critérios nos amarelos. Não podemos porém ficar agarrados a isso porque senão não passamos à final. Temos que continuar a abordar esta eliminatória com humildade e com confiança nas nossas capacidades. Temos que ter muita cabeça e dar tudo em Turim para podermos ser felizes. Nada está ganho, nada está perdido mas o Benfica mostrou hoje que tem futebol para disputar a eliminatória até ao fim.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Campeão com todo o mérito
O Benfica é Campeão Nacional com toda a justiça e mérito absoluto. Este campeonato foi ganho, como se costuma dizer, sem espinhas. Vencemos o Porto e o Sporting de forma claríssima (ambos por 2-0) e fomos muito fortes na maioria dos jogos, permitindo pouquíssimas oportunidades e quase não sofrendo golos na segunda volta.
Este título não tem casos nem dúvidas a ensombrá-lo; tem pelo contrário muito brilho de grandes exibições e golos para recordar. Os jogos com o Porto, o Sporting, o Estoril, a Académica e o Rio Ave (entre outros) devem figurar nos compêndios de como praticar bom futebol.
Mas nem tudo foi um mar de rosas (ou papoilas). Chegámos a estar 5 pontos atrás do Porto, depois estivemos atrás do Sporting durante algumas jornadas e fomos eliminados da Liga dos Campeões na fase de grupos num ano de final na Luz. Este campeonato não foi pois um passeio ou caminhada triunfal, como seríamos levados a crer se só atendessemos a estes últimos jogos em que, de acordo com alguns, tínhamos mais do que "obrigação" de vencer.
A realidade é que, depois de um começo muito difícil, o Benfica fez nesta segunda volta um percurso absolutamente brilhante, com paralelo apenas no Liverpool em Inglaterra - mas este não está a disputar competições europeias. A vitória do Benfica é pois uma conquista plena de justiça e de mérito que merece ser reconhecido a todos os níveis. Uma conquista que começa numa decisão corajosa de Luis Filipe Vieira, que continua não apenas na competência mas na crença de Jorge Jesus nas suas capacidades apesar dos falhanços dos anos anteriores, que também passa por uma certa mudança da atitude e do discurso muito positiva, e que depois tem nos jogadores os grandes obreiros dentro do campo, onde tudo se decide. Para além de toda a sua qualidade, eles têm demonstrado uma imensa dedicação, capacidade de sacrifício e grande solidariedade.
A festa de Domingo foi bonita e perfeitamente compreensível. Depois do que aconteceu quer na época passada quer já nesta, havia uma grande ansiedade e tensão acumulada que se libertou. Nos festejos por todo o mundo, o Benfica demonstrou uma vez mais a sua enorme força e dimensão global. Pela minha parte participei com muita alegria também nas festas e publiquei uma série de fotos que podem ser consultadas na nossa página no Facebook.
Aí juntámos um conjunto de fotos quer do jogo quer da festa no Marquês. Se ainda não seguem esta página podem fazê-lo ou no respectivo botão, ou seguindo o link https://www.facebook.com/JusticaBenfiquista É mais fácil e graficamente mais apelativo colocar ali um conjunto de fotos e vídeos, razão pela qual mantemos essa página. As celebrações benfiquistas continuarão nas próximas semanas, quer aquando do final do campeonato quer aquando da final da Taça. Mas seria bonito que pudessem também ser motivadas por uma dupla visita (ou um regresso) a Turim. De facto a participação em mais uma final da Liga Europa faria desta época realmente uma época histórica para o Benfica. Não será nada fácil e, como já defendi, o Benfica não parte como favorito. Esse favoritismo e a "obrigação" de estar na final cabe à equipa precisamente de Turim, quer por ser tricampeã de Itália quer por ter um conjunto de opções mais custosas do que as do Benfica. Além disso não é uma daquelas equipas que possamos surpreender aproveitando uma certa sobranceria que por vezes afecta os favoritos. Não: a Juventus não padece de qualquer vedetismo, é uma equipa trabalhadora e humilde. O Benfica só poderá vencer se, tendo o mesmo querer e garra do que o adversário, conseguir ser ainda mais humilde e trabalhador e ter mais qualidade nos detalhes, aproveitando praticamente todas as suas oportunidades e não cometendo erros na defesa. O árbitro é perigosíssimo e a equipa terá também que estar bem atenta para não dar qualquer pretexto para que ele nos prejudique. Em suma, o Benfica tem muita coisa contra si, incluindo lesões de jogadores fundamentais nesta fase da época. Teremos por isso que preparar esta eliminatória ao pormenor, sem quaisquer distrações (que deixaram de existir com a conquista do principal objectivo da época e a concretização do apuramento para a final da Taça de Portugal), com a máxima concentração. Teremos que apelar ao limite das nossas forças e superarmo-nos neste momento. Teremos que ser extremamente humildes e capazes de sofrer. Na frente teremos que ser frios e certeiros. Só assim poderemos ter esperança de ir a Turim não uma mas duas vezes esta época.
Mas nem tudo foi um mar de rosas (ou papoilas). Chegámos a estar 5 pontos atrás do Porto, depois estivemos atrás do Sporting durante algumas jornadas e fomos eliminados da Liga dos Campeões na fase de grupos num ano de final na Luz. Este campeonato não foi pois um passeio ou caminhada triunfal, como seríamos levados a crer se só atendessemos a estes últimos jogos em que, de acordo com alguns, tínhamos mais do que "obrigação" de vencer.
A realidade é que, depois de um começo muito difícil, o Benfica fez nesta segunda volta um percurso absolutamente brilhante, com paralelo apenas no Liverpool em Inglaterra - mas este não está a disputar competições europeias. A vitória do Benfica é pois uma conquista plena de justiça e de mérito que merece ser reconhecido a todos os níveis. Uma conquista que começa numa decisão corajosa de Luis Filipe Vieira, que continua não apenas na competência mas na crença de Jorge Jesus nas suas capacidades apesar dos falhanços dos anos anteriores, que também passa por uma certa mudança da atitude e do discurso muito positiva, e que depois tem nos jogadores os grandes obreiros dentro do campo, onde tudo se decide. Para além de toda a sua qualidade, eles têm demonstrado uma imensa dedicação, capacidade de sacrifício e grande solidariedade.
A festa de Domingo foi bonita e perfeitamente compreensível. Depois do que aconteceu quer na época passada quer já nesta, havia uma grande ansiedade e tensão acumulada que se libertou. Nos festejos por todo o mundo, o Benfica demonstrou uma vez mais a sua enorme força e dimensão global. Pela minha parte participei com muita alegria também nas festas e publiquei uma série de fotos que podem ser consultadas na nossa página no Facebook.
Aí juntámos um conjunto de fotos quer do jogo quer da festa no Marquês. Se ainda não seguem esta página podem fazê-lo ou no respectivo botão, ou seguindo o link https://www.facebook.com/JusticaBenfiquista É mais fácil e graficamente mais apelativo colocar ali um conjunto de fotos e vídeos, razão pela qual mantemos essa página. As celebrações benfiquistas continuarão nas próximas semanas, quer aquando do final do campeonato quer aquando da final da Taça. Mas seria bonito que pudessem também ser motivadas por uma dupla visita (ou um regresso) a Turim. De facto a participação em mais uma final da Liga Europa faria desta época realmente uma época histórica para o Benfica. Não será nada fácil e, como já defendi, o Benfica não parte como favorito. Esse favoritismo e a "obrigação" de estar na final cabe à equipa precisamente de Turim, quer por ser tricampeã de Itália quer por ter um conjunto de opções mais custosas do que as do Benfica. Além disso não é uma daquelas equipas que possamos surpreender aproveitando uma certa sobranceria que por vezes afecta os favoritos. Não: a Juventus não padece de qualquer vedetismo, é uma equipa trabalhadora e humilde. O Benfica só poderá vencer se, tendo o mesmo querer e garra do que o adversário, conseguir ser ainda mais humilde e trabalhador e ter mais qualidade nos detalhes, aproveitando praticamente todas as suas oportunidades e não cometendo erros na defesa. O árbitro é perigosíssimo e a equipa terá também que estar bem atenta para não dar qualquer pretexto para que ele nos prejudique. Em suma, o Benfica tem muita coisa contra si, incluindo lesões de jogadores fundamentais nesta fase da época. Teremos por isso que preparar esta eliminatória ao pormenor, sem quaisquer distrações (que deixaram de existir com a conquista do principal objectivo da época e a concretização do apuramento para a final da Taça de Portugal), com a máxima concentração. Teremos que apelar ao limite das nossas forças e superarmo-nos neste momento. Teremos que ser extremamente humildes e capazes de sofrer. Na frente teremos que ser frios e certeiros. Só assim poderemos ter esperança de ir a Turim não uma mas duas vezes esta época.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Incrível, brilhante... inesquecível
O Benfica conseguiu ontem o que muitos consideravam improvável antes do jogo e impossível após a expulsão e (mais ainda) o golo do Porto.
A jogar em inferioridade numérica, o Benfica conseguiu marcar dois golos e apurar-se num jogo de proporções gigantescas, históricas, futebolisticamente falando.
De facto parecia muito difícil que, sem Luisão, sem Fedja, sem Amorim, com uma equipa mais desgastada do que o adversário (que poupou várias peças para esta partida) o Benfica se pudesse superiorizar de uma forma clara ao seu principal rival das últimas décadas, ao qual não vencia em duas partidas seguidas há muitíssimos anos, e o qual o tinha vencido na maioria dos confrontos decisivos dos últimos anos.
A entrada em campo foi porém destemida, autoritária, muito confiante e deixou logo antever um domínio quase total do jogo que mais cedo ou mais tarde deveria resultar em golo. Restava depois ver como reagia o Porto que entrara a tentar disputar o jogo pelo jogo e ter bola no meio campo do Benfica mas rapidamente se encolhera e passara a jogar na expectativa.
A partir do golo ficámos com a clara sensação de que o Benfica podia resolver a eliminatória com alguma facilidade, tal o domínio do jogo, a velocidade com que jogava, a convicção dos seus jogadores. Mas num ápice tudo mudou. Numa das suas jogadas de prestidigitação arbitral, Proença resolve expulsar Siqueira, depois de uma entrada mais ríspida.
A questão aqui está e não está no segundo cartão amarelo. Não está na medida em que tem que se admitir tratar-se de uma jogada em que o árbitro pode dar cartão amarelo. Mas está na medida em que um árbitro deve evitar estar a condicionar um jogo decisivo de uma forma tão flagrante, ainda na primeira parte e ainda por cima quando o primeiro cartão amarelo foi manifestamente injusto. Mais: Proença não interrompe a jogada, não dá amarelo quando a bola sai pela linha lateral e só muito tempo depois, após se ir inteirar do estado de Quaresma (que obviamente teatralizou ao máximo) é que dá o 2º amarelo e vermelho a Siqueira.
Depois disto o jogo do Benfica desconjuntou-se (até porque Cardozo praticamente não participava no jogo da equipa, por manifesta incapacidade física que aqui já referimos) e até ao fim da primeira parte não fez mais nenhuma jogada, tendo-se limitado a segurar o resultado, entrando entretanto André Almeida para o lugar de Cardozo.
Na segunda parte esperava-se um jogo de muito sofrimento e, na melhor das hipóteses, paciência para esperarmos por uma oportunidade de poder marcar. Viu-se que a equipa entrou bem e até a ser mais acutilante e perigosa mas do nada Varela tirou um coelho da cartola, que teve algum sabor a frango, pois a bola passa por baixo das pernas de Artur (já Fabiano me parecera mal batido no golo de Sálvio).
Tudo parecia perdido nessa altura. Mas eis que, coisa rara, coisa única, coisa inaudita, Proença marca um penalty a favor do Benfica e contra o Porto. Penso que o penalty não oferece dúvidas pois Reyes (muito verdinho - eu disse antes do jogo que ele tremeria como varas verdes) falha por completo a bola e derruba objectivamente Sálvio (que jogo!).
A esperança reacendia-se. A Luz acreditava no que parecia impossível. O Benfica crescia e o Porto diminuía, encolhia-se, assustava-se. Logo a seguir Rodrigo isola-se (nova infantilidade de Reyes) podia ter marcado mas adia o remate e escorrega no último momento, quando quer fazer mais uma finta.
A expectativa cresce, o Benfica mostra-se paciente, acredita e num golpe de génio, coroando um jogo enorme, André Gomes faz um golo monumental. É a loucura completa no Estádio. O vulcão incendia-se: todo o banco de suplentes corre para André, alguns adeptos loucos invadem o campo. Conseguimos! Ganhámos! Faltavam 10 minutos e jogávamos com 10 mas de modo nenhum deixaríamos fugir esta vitória.
Dali até ao fim já não houve futebol. Quesílias, perdas de tempo, discussões, talvez uma ou outra agressão que escapou ao árbitro e às câmaras de televisão e o apito final chegava. Os adeptos celebravam, meio atónitos, quase incrédulos quanto ao que acabara de se passar.
Eu ontem avisei. Salvo um impedimento de força maior, jogos destes não se podem perder. A noite de ontem na Luz foi inesquecível.
Caso tenha oportunidade escreverei mais tarde acerca da inteligência com que Jorge Jesus e os jogadores, com especial destaque para os centro campistas abordaram este jogo e como se começou a construir tacticamente a vitória de ontem. Todos os Benfiquistas estão de parabéns pela vitória de ontem, sobretudo como é óbvio aqueles que acreditaram e apoiaram a equipa em muito a ajudando a superar-se e encontrar forças onde elas pareciam já não existir para conquistar esta presença no Jamor.
Os sentimentos ao Presidente do Benfica pelo falecimento da sua Mãe ainda na noite de ontem. Para ele e toda a família, as condolências e um abraço.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Benfica-Porto? Presente.
É um daqueles jogos que não se deve falhar, a não ser que exista uma boa razão para tal.
É um clássico, dá acesso à final da Taça e ajudará a definir a medida do nosso sucesso esta época. O jogo não dá na BenficaTV e os bilhetes para sócios são apenas 15 euros!
Não há razão para não encher o Estádio. Não digo à sua máxima capacidade, porque isso já sabemos que não acontecerá, devido a vários factores, mas pelo menos com uma casa na ordem dos 50.000 espectadores.
A equipa precisa de um ambiente forte para logo à noite, um ambiente que a faça crescer e contribua para vulgarizar o adversário.
Eu vou estar presente. E vocês?
terça-feira, 15 de abril de 2014
Benfica-Porto: antevisão
Seria um grande erro - no qual estou certo que treinador e jogadores não incorrerão - subestimar o Porto.
O Benfica tem que entrar em campo sabendo que não é o favorito, que está em desvantagem e que só poderá ganhar se fizer de facto um grande jogo.
A eliminação do Porto em Sevilha pode levar alguns (mais desatentos) a pensar que o Benfica não terá muitas dificuldades em passar à final, mas isso é um erro primário, por várias razões.
Em primeiro lugar porque a equipa do Porto que entrará em campo na Luz terá pouco a ver com a que esteve em Sevilha.
Esta equipa do Porto (que, recorde-se eliminou o Nápoles, algo que eu considerei altamente improvável) tem qualidade e isso viu-se no jogo da 1ª mão em que durante toda a primeira parte o Benfica foi manietado. A sua qualidade e intensidade de jogo assentam em Fernando, Quaresma e Jackson (e Varela, quando está inspirado). Ora dois deles não jogaram em Sevilha. Sem Fernando o Porto perde a sua principal força do meio campo e muita consistência defensiva e sem Jackson o Porto perde muito da sua agressividade atacante.
Na Luz não apenas jogarão todos, como inclusivamente foram "poupados" no jogo do campeonato para estarem frescos nesta partida.
Atendendo a que no Benfica, pelo contrário, há vários indisponíveis e que o resultado da 1ª mão é negativo, considerando ainda que o Benfica sabe que tem outros compromissos importantes pela frente, ao passo que o Porto tem neste jogo a "salvação" da sua época (como assumiu inclusivamente o seu presidente), teremos que ser humildes, muito concentrados e querer mais do que o adversário para poder passar à final. Para isso o apoio do público poderá ser muito importante.
Uma entrada em jogo displicente, complacente ou sobranceira pode pelo contrário equivaler a quase "entregar" a eliminatória ainda na primeira parte.
Dito isto, penso que desta vez não haverá "poupanças". Ou seja, que jogarão aqueles que estão em melhor forma e dão mais garantias, nomeadamente Siqueira, Enzo, Gaitan, Rodrigo e Lima. A questão de Maxi poderá ser mais discutível, considerando o desgaste que o jogador possa ou não apresentar, ao passo que entre Sálvio e Markovic sinceramente não sei qual deles pode dar mais à equipa, uma vez que estamos perante dois grandes jogadores, de características diferentes e a viver momentos da carreira distintos. No resto não há muitas dúvidas: Garay será titular e Luisão e Fedja também no caso de estarem totalmente recuperados e da sua utilização não acarretar riscos. Se houver riscos então não devem jogar pois uma final da Taça não justifica hipotecar a sua utilização em meias finais da Liga Europa e na própria final da Taça (caso possamos passar) e isto para já nem falar da Taça da Liga (obviamente de muito menor importância).
Dito isto, claro que Jorge Jesus até poderá surpreender e jogar com Cardozo. E quem sabe se essa hipotética opção não se poderá revelar muito acertada com Cardozo a "aparecer" e resolver a eliminatória. Apenas digo que eu escolheria os que refiro no anterior parágrafo, mas não estou seguro (ao contrário do que aconteceu no jogo da 1ª mão em que a aposta no paraguaio me pareceu errada a priori) de que outras opções sejam menos acertadas.
Menos compreensível seria para mim a utilização de Sulejmani (que não está num bom momento e tem mostrado pouco nos últimos jogos), ou mesmo de André Gomes (a não ser que por necessidade) ou Ivan Cavaleiro. Este jogo é já, como JJ de resto referiu, decisivo e até (admitamo-lo) de grau de exigência muito maior do que a própria final, seja o Braga ou o Rio Ave o outro finalista. Por outro lado, o campeonato está neste momento quase resolvido, sendo o próximo adversário o lanterna vermelha, pelo que qualquer solução que pudesse ser equacionada para jogar contra o Porto (numa perspectiva de "poupança") seria por maioria de razão válida para enfrentar o Olhanense em casa. Em suma, este jogo é, neste momento, o mais importante da época. Não serve para salvar ou perder a época mas pode servir para alcançar um título muito importante no panorama do futebol português.
Por outro lado, olhando para o adversário, é fácil perceber que o jogo do Porto passará em larga medida por Fernando e Quaresma e que estes jogadores serão peças centrais do mesmo e dos equilíbrios defensivos e ofensivos do Porto. Pressionando-os, forçando o seu erro, estaremos melhor no jogo, poderemos ser mais dominadores. Em relação a Fernando, há que recordar que este jogador costuma ter entradas violentas e nomeadamente pisar os adversários, especialmente quando defronta o Benfica. Esses pisões, evidentemente merecedores de (pelo menos) cartão amarelo, têm passado impunes e inclusivamente no último jogo resultaram num golo do Porto. Neste aspecto teremos que estar atentos e ser pressionantes, quer os jogadores, quer o público, exigindo que o árbitro não faça vista grossa a tais situações.
Quanto a Quaresma, há que ter cuidado para que não receba a bola à vontade, com espaço para embalar, pois com a sua qualidade técnica, torna-se depois difícil desarmá-lo. Maxi terá que estar especialmente instruído para evitar entradas à queima, bem como entradas à margem das leis que possam ser punidas com cartões.
Se o Benfica conseguir ser pressionante, se conseguir ocupar os espaços como fez em vários jogos esta época, se conseguir jogar em antecipação, poderá ter uma boa chance de dar a volta à eliminatória. Teremos que acreditar, estar concentrados e aproveitar as oportunidades de golo que surgirem. Temos qualidade e jogamos em casa mas isso só não chega. Para passar teremos que ser muito melhores do que o adversário.
4-1 em Sevilha? Contra 10? Normalíssimo...
A derrota do Porto em Sevilha foi humilhante. O campeão nacional perder de uma forma tão clara, com uma goleada que só foi atenuada já nos descontos, com uma equipa de meio da tabela de Espanha, é algo que envergonha o nosso futebol.
Embora seja claro que sem Fernando e Jackson este Porto perde pelo menos metade do seu valor, esperava-se ainda assim muito mais de uma equipa que disse publicamente e por mais do que uma vez que queria conquistar este troféu e que se apresentava como um dos favoritos. Até falavam em vencer o Benfica ou nas meias finais ou na final...
Tendo em atenção que as vitórias do Benfica na prova têm sido desvalorizadas, desprezando-se constantemente os nossos adversários, nomeadamente o Tottenham, e que o treinador do Benfica tem sido inclusivamente criticado (por muito incrível que pareça) ou porque faz "gestão", ou porque não faz, ou por que faz uma gestão diferente da que os comentadores queriam, ou porque não ganhou todos os jogos por 10 a zero, esperava-se pois que estes críticos tão exigentes fossem agora reverberar a exibição do Porto, criticando-a de uma forma contundente.
Pura ilusão. Pelos vistos é normalíssimo perder 4-1 com o Sevilha e uma situação que nem merece particulares reparos. Não ouvi nenhuma crítica ao treinador do Porto nem aos jogadores nem a quem construiu o plantel.
Na SIC, uma dupla Ribeiro Cristovão e David Borges sempre tão agressiva contra o treinador do Benfica, achava agora tudo normal e multiplicava-se em explicações, em atenuantes, em desculpas. Ora era o árbitro e o penalty duvidoso, ora eram as ausências na equipa do Porto, ora era a falta de sorte, ora era o ambiente. Tudo junto "explicava" este resultado. Portanto tudo normal. O "inaceitável" e merecedor de duras críticas é vencer adversário após adversário (sempre medíocres, claro, ao contrário deste grande Sevilha), rodando jogadores para poder manter uma vantagem clara no campeonato e estar ainda nas outras competições. Isso é que é imperdoável!
Perder 4-1 em Sevilha, contra uma equipa que me parece fraca, com pouca dimensão europeia, numa exibição que, de acordo com um dos jogadores da equipa derrotada, foi vergonhosa, deveria merecer (pensaríamos nós) fortes críticas da nossa imprensa, sempre tão impiedosa com as exibições do Benfica na Liga Europa. Mas pelos vistos, na passada semana, no estádio (que mais parecia a arena) em Sevilha e nos estúdios de TV em Lisboa, no pasó nada.
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