terça-feira, 20 de maio de 2014

Os eleitos de Paulo Bento

A propósito da lista final de convocados de Paulo Bento para o Mundial, que surpreendeu muita gente, devo dizer que acertámos aqui em quase todos os nomes e que portanto não nos incluímos entre os desapontados.

Tendo escrito ainda antes da pré-convocatória, acertámos em 21 dos nomes, não tendo apenas incluído Rafa e Vieirinha na lista dos prováveis chamados (mas colocámo-los entre os possíveis). 

Considerámos que Quaresma provavelmente não seria chamado por Paulo Bento.

Admitimos que André Gomes pudesse estar entre os eleitos, por ser dos centro-campistas portugueses aquele que poderia dar algo de diferente, nomeadamente capacidade de passe, criatividade e visão de jogo. Logo nessa altura considerámos porém que Adrien não tinha possibilidades de estar na lista final.


A escolha de Paulo Bento recaiu em Rafa, que é o nome mais surpreendente entre os convocados mas que deve se aceitar. Para o lugar de extremo, o seleccionador optou por Vieirinha que fez já vários jogos por Portugal, incluindo na qualificação.


De entre os não escolhidos, tenho pena sobretudo por Antunes que tinha legítimas esperanças de ser chamado. O que aconteceu é que Paulo Bento optou por levar apenas 7 defesas e não levar propriamente substitutos directos para Coentrão e João Pereira. Os substitutos saem do lote de polivalentes André Almeida, Ricardo Costa e o próprio Amorim.

No meio campo, o trio será muito provavelmente o habitual (Veloso, Moutinho e Meireles), estando depois William Carvalho e Amorim à espreita para qualquer oportunidade. Adrien não cabia muito aqui pois seria um substituto directo de Moutinho (jogador normalmente muito fiável) que não acrescentava em termos de soluções. Amorim acrescenta (até pela sua polivalência). Eu esperava depois mais um centro campista de vocação ofensiva e daí a minha esperança de que a opção pudesse recair sobre André Gomes mas Bento colocou aqui Rafa, defendendo que o bracarense pode jogar a 10. Tem que se aceitar essa escolha.

Quanto à questão Quaresma, penso que o seleccionador terá hesitado (ele é humano como os outros e certamente tem dúvidas como muitos de nós). Em termos puramente futebolísticos e não se sabendo qual a condição de Nani, Quaresma caberia neste lote. No entanto um jogador que tem demonstrado tanta volatilidade emocional dificilmente teria condições para integrar a convocatória. Por outro lado Vieirinha dá outras garantias de jogo de equipa e de cobertura do flanco.

Em suma, trata-se de uma convocatória normal e até previsível (como não poderia deixar de ser). O que acaba por ser mais estranho para mim é que tantos "especialistas" que botam faladura na televisão a toda a hora não tenham conseguido ver o que um leigo como eu viu perfeitamente e tenham ficado tão espantados com as ausências que se explicam facilmente, como atrás demonstro. 

Mas estes autênticos "marretas", entre os quais se destacam, neste particular, Ribeiro Cristóvão, Joaquim Rita e David Borges, já nos habituaram a uma linha de comentários e análises quase sempre deslocados da realidade, de incompreensão relativamente à dimensão dos problemas e das decisões de quem lidera e de desvalorização de quem tem tido sucesso na sua carreira de treinador. Mas sobre eles e outros "comentadeiros" falarei num post seguinte.

Aplaudo o seleccionador pela sua coragem (mesmo que eu não concorde com todas as escolhas). Até podemos não conseguir fazer o Mundial que todos desejamos (a nossa equipa está algo envelhecida e as soluções de qualidade são escassas, restando ver como se apresentarão Ronaldo, Pepe, Nani, Moutinho e ainda outros), mas a escolha dos 23 merece a minha compreensão e apoio.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

18 de Maio de 2014 - a 25ª Taça de Portugal do Benfica

À 75ª edição, o Benfica conquista pela 25ª o troféu da Taça de Portugal. Sabíamos que o jogo seria difícil face ao desgaste de um jogo de 120 minutos a meio da semana em Turim, que se somou a uma época longa e com várias lesões, ao facto de jogarmos pela 4ª vez na época contra a mesma equipa, tendo vencido todas as anteriores partidas (estatisticamente a probabilidade de perder aumenta) e ainda em virtude de uma nomeação nada "amigável", citando um conceito inventado por Rui Santos. Com efeito Carlos Xistra tem uma história muito má quando apita contra o Benfica, mas a isso já iremos. Ainda antes do jogo, tem que se referir, com forte repúdio, a actuação prepotente, irresponsável e desbragada das forças policiais e de vários stewards. Há gente que não pode estar em posições de poder porque de imediato abusa. Cada vez mais porém estamos nas mãos desta gente, é esse o movimento das sociedades. Cada vez mais os cidadãos são tratados como se fossem rebanhos de gado. É verdade que infelizmente alguns, com o seu comportamento selvagem, acabam por oferecer as justificações para isto, mas ainda assim não podemos aceitar que a regra seja tratar a todos como criminosos.
Ontem houve diversas incidências em que a polícia actuou de forma abusiva. Eu próprio fui vítima de uma delas. Fui empurrado por um polícia depois de um outro me ter indicado que me dirigisse ao local onde ele me barrou a entrada, e como se não bastasse, por ter expressado indignação, fui ameaçado de não me deixarem entrar no Estádio e uma qualquer responsável policial ainda teve a desfaçatez de me acusar de ter agredido um agente! Felizmente a coisa não teve teve consequências, mas logo ali vi, como em plena dita democracia rapidamente somos colocados em situações em que sem nada fazer somos tomados por criminosos. Isso obviamente é o menos e eu nunca referiria o assunto se não tivesse ocorrido aquela cena bem grave na qual centenas de pessoas se viram comprimidas por a polícia (talvez também com responsabilidades da FPF) ter teimado em inventar um "curral" para onde afunilava as pessoas, agredindo depois todos os que, empurrados pela multidão atrás, acabavam por ir contra essa própria polícia que ali se comportava como guarda pretoriana, como cães de fila prontos a dar bastonada. Foram momentos de pânico, sobretudo para mulheres, crianças e pessoas mais velhas. Para quê?? Estou convencido de que mais uma vez não serão apuradas responsabilidades e que alegremente se andará para a frente. Da próxima vez tudo se passará igual ou ainda, algo que é mais provável, as pessoas serão ainda mais desprovidas de direitos, nomeadamente a sua liberdade mais elementar, para se conformarem com os planos fascisto-comunistas de controle de massas que alguns iluminados elaboram nos seus laboratórios de engenharia social. Eu compreendo que a polícia tem um trabalho difícil, mas neste caso eles foram os responsáveis pelos problemas que existiram, tratando as pessoas como animais e distribuindo bastonada num jogo que deveria ser uma festa para todos. Dito isto, passemos ao jogo. Na primeira parte houve uma equipa que quis jogar, atacar e ganhar. E uma equipa que jogou sempre toda fechada no seu meio campo, sem nenhuma intenção atacante. É uma estratégia mas que eu não posso elogiar porque o futebol não pode ser apenas esperar não sofrer e desejar que de um bambúrrio lhe possa sorrir a sorte. O Benfica dominou, tentou criar situações e acabou por ter a felicidade e o mérito de marcar em mais um grande golo de Gaitán. O cansaço e o calor viriam porém a pesar. Na segunda parte o Rio Ave veio com uma atitude completamente diferente, agora sim a tentar atacar e criar situações de golo. Teve determinação e bastante velocidade, parecendo os jogadores do Benfica no limite das suas forças. Mas... há aqui um facto que não pode ser esquecido. Carlos Xistra. Eu não tenho prazer nenhum em falar de árbitros e deixem que vos diga que estava muito perto da escadaria por onde o árbitro e depois os jogadores e técnicos do Benfica subiram à Tribuna. O que se passou nessa subida de Xistra não foi bonito. Não foi agradável. Xistra ouviu muitas. E é diferente ouvir dentro do campo assobios e protestos ou estar cara a cara com adeptos que lhe chamam ladrão, gatuno e outros nomes bem piores. Foi durinho. Mas Xistra tem que saber porque as ouviu! Certamente que sabe porque as ouviu! Em todos os lances divididos Xistra apitou contra o Benfica na primeira parte. Num deles, numa das poucas saídas do Rio Ave para o ataque, há uma falta absolutamente evidente sobre Enzo Perez na origem da jogada. Xistra viu! Como eu vi e todo o estádio! Ora nesse lance Enzo ficou tocado e não mais foi o mesmo. Xistra não marcou porque o lance abria uma boa possibilidade para o Rio Ave! No lance já no fim, Oblak já com a bola é abalroado pelo jogador do Rio Ave. Oblak fica no chão, os jogadores do Benfica alertam para a sua lesão e Xistra retoma o jogo com bola ao ar! À entrada da pequena área do Benfica. Destaco o desportivismo dos jogadores do Rio Ave ao não disputarem essa bola mas vejam a situação em que o árbitro nos colocou! É verdade que não houve lances de penalty ou expulsões mas foi bem visível que as decisões eram sempre contra o Benfica. E isso os adeptos vêm e compreensivelmente não aceitam! Voltando ao jogo desportivamente falando, o Rio Ave tentou e teve oportunidades para empatar. O Benfica estava exausto, os jogadores queriam mas as pernas não respondiam. Gaitán, Enzo, Garay estavam no limite da resistência física. Restava-nos defender e tentar segurar um pouco a bola no ataque, o que não era fácil. Lima também estava muito desgastado, apesar de ter sido dos poucos que ainda fazia sprints. Nessa altura, além da segurança da nossa defesa, emergiu Oblak, o mãos de ferro, a segurar a vitória. Exibição monstruosa do nosso grande guarda-redes.
Depois disso fica a festa, que merecemos amplamente e a consumação de uma época histórica. O Benfica é campeão e o primeiro clube a vencer as três competições nacionais. Esperamos agora dar continuidade na próxima época, nomeadamente começando logo por vencer a Supertaça. Depois disso o campeonato voltará a ser prioridade máxima. O Benfica e os seus adeptos agora festejam. O mérito é absoluto.

Benfica histórico!

O Benfica alcançou algo que no início da época era impensável: vencer TUDO a nível interno e chegar à Final da Liga Europa, que ademais merecia ter vencido.
Na Taça há momentos épicos, como os três golos de Cardozo ao Sporting ou a reviravolta contra o Porto com apenas 10 jogadores em campo.
Na Liga Europa (e o facto de não a termos ganho não o apaga) há um percurso notável, que tem em Londres, contra o Tottenham, e na eliminatória com a Juventus os seus momentos altos.
Na Taça da Liga há uma meia-final notável em que uma equipa menos rodada e a jogar em inferioridade numérica desde a primeira parte, consegue, a jogar fora, parar a melhor equipa do Porto e apurar-se para a final, que venceu fazendo o "penta" nesta competição.
No Campeonato destacam-se os jogos contra o Porto e o Sporting na Luz, ambos vencidos por 2-0 e vencidos com uma clareza e tal superioridade que não deixaram margem para dúvidas. O jogo contra o Porto fica marcado pela homenagem sincera e sentida de todos a Eusébio (e deixo aqui também uma palavra de reconhecimento aos adeptos do Porto que souberam respeitar aquele momento). 
Mas não podemos esquecer também a importância da reviravolta no jogo contra o Gil Vicente na Luz, operada já nos descontos. Nesse, como nalguns outros jogos, não se tendo podido jogar bem foi fundamental assegurar os pontos com raça e dedicação.
Ontem, o fechar de uma época histórica, teve mais uma vez essa componente: jogadores muitíssimo fatigados (e muitos lesionados) deram todo o seu suor e foram buscar as suas últimas réstias de energia para segurar a vitória. Foi uma vitória de esforço, dedicação e união.

Muito mais há para dizer e direi nos próximos dias. Temos todas as razões para aproveitar bem o momento, estar felizes e festejar.

Para quem desejar ver fotos do jogo de ontem, sobretudo do espectáculo nas bancadas, pode ver como habitualmente a nossa página no Facebook


Por estes dias deixaremos aqui mais uma série de posts quer sobre o jogo de ontem, quer sobre o momento do Benfica, quer ainda sobre esta época histórica e este tri inédito.

Viva o Benfica!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Coragem

O Benfica voltou a ser escandalosamente prejudicado e desta vez pode-se falar claramente e com toda a propriedade do roubo de uma Taça. 

Depois da nossa equipa ter sido muito enfraquecida em virtude de uma péssima arbitragem do inglês Clattemburg em Turim, que distribuiu cartões a todos os benfiquistas, enfraquecimento caucionado pela UEFA apesar de todas as evidências apontarem no sentido da despenalização de Markovic, após ser ainda mais desfalcado por duas entradas violentas sobre o nosso Sulejmani, uma delas autenticamente brutal, o árbitro alemão da final fez questão de manter o Sevilha "vivo", ao fazer vista grossa a pelo menos duas grandes penalidades (e expulsões) evidentes.

Por vezes à medida que o tempo passa, voltamos a ter cabeça fria e ganhamos algum distanciamento, as queixas em relação à arbitragem tornam-se mais moderadas. Por vezes verificamos que foi a vontade de ganhar e a paixão clubística que influenciou de algum modo a nossa visão do jogo e que se calhar até nem fomos tão prejudicados quanto isso ou que os prejuízos poderiam e deveriam ter sido revertidos se tivessemos feito um bocadinho mais ou melhor.

Neste caso, estou convencido de que quanto mais o tempo passar mais todos reconhecerão, com a perspectiva que só o tempo e a distância dão, de que o que se passou foi uma autêntica vergonha e que o árbitro impediu, de forma deliberada ou demasiado negligente, que o Benfica ganhasse o jogo. 

Mais: mesmo sem Enzo, Sálvio e Markovic, se o árbitro tivesse sido isento em Turim na quarta-feira, o Benfica teria com grande probabilidade vencido o jogo de forma relativamente tranquila. A jogar contra 10 toda a segunda parte e provavelmente a vencer (se Lima concretizasse o penalty), o Benfica tinha a final no bolso.

Houve os penalties e as expulsões perdoadas, mas houve mais: faltas que para um lado eram e para o outro não, foras de jogo claros de Sevilhanos a passar em claro. Foi uma arbitragem absolutamente desprezível com erros gravíssimos e sempre contra o Benfica.


No desempate por penalties, veio o golpe de teatro final: 3 ou 4 árbitros, já nem sei, não são capazes de ver o evidente avanço de Beto (ele que lave a boca antes de falar do Benfica e do seu treinador). É de cena de comédia: se não vêm a única coisa que deviam, aqueles três ou quatro pantomineiros estão todos a olhar para o quê exactamente??


Tudo isto é verdade, tudo isto é revoltante e indigno.

No entanto o Benfica precisa agora de coragem para voltar a enfrentar nova final e para voltar a vencer. Trata-se de um troféu de grande, enorme importância. 

Se pensarmos no que são os objectivos no início da época, o campeonato é evidentemente o número um e realisticamente o segundo tem que ser a Taça, pois a conquista de um troféu internacional é algo que acontece excepcionalmente e que não pode ser visto como um objectivo. Objectivo sim é chegar o mais longe nas competições europeias, nomeadamente na Liga dos Campeões que é onde começamos. O resto é do domínio da ambição e do sonho, a maior parte das vezes nem confessado.

Isto só para dizer que se existe um sentimento de injustiça ele tem que nos catapultar para uma grande exibição e vitória no Jamor e não para nenhum tipo de desânimo ou depressão.

O Benfica está a fazer uma grande, uma excelente época e amanhã deve torná-la numa época quase perfeita. Para isso precisa de coragem e espírito de sacrifício, depois de injustiças tão gritantes. 

Contra ventos e marés...


quinta-feira, 15 de maio de 2014

ESPANHÓIS dizem: BENFICA ROUBADO.

Se dúvidas houvesse, são os próprios espanhóis quem desportivamente admite: o Benfica foi espoliado em dois penalties claros (e isto para já não falar da questão do adiantamento de Beto no desempate).

Outra coisa: houve múltiplos foras de jogo de jogadores do Sevilha não assinalados. Um deles é no lance de Baca com Luisão, que teve grande perigo e em que alguns sevilhanos protestaram também grande penalidade. Na origem desse lance há um fora de jogo CLARO.

Além dos dois penalties que o árbitro não marcou há um outro possível, por mão de Carriço. Nos dois penalties que unanimemente todos consideram existir, ficaram por dar dois cartões vermelhos aos homens do Sevilha.
Depois do que a besta inglesa fez com Enzo, Sálvio (que viu um amarelo por a bola lhe ter batido no braço) e Markovic (com cobertura da UEFA que manteve o castigo apesar de todas as provas aduzidas pelo Benfica da sua inocência), depois da lesão de Sulejmani na sequência de uma entrada assassina, com estes roubos claros e intencionais do alemão tornou-se impossível ao Benfica ganhar o jogo. A Taça que merecíamos foi-nos roubada.

Mais uma nota: havia uma demanda de dezenas de milhares de benfiquistas (e possivelmente também de sevilhanos) por bilhetes para o jogo. Não o puderam obter. No entanto houve literalmente milhares de lugares vazios nas bancadas.

Há dois dias Platini dizia que o sistema dos 5 ou 6 árbitros, já nem sei, era perfeito. Ontem aconteceu o que aconteceu.

Parabéns à UEFA. Metem nojo.

O link do vídeo (que não consigo colocar diretamente aqui) é o seguinte (ver a partir do minuto 8):

https://www.youtube.com/watch?v=3XRkkMl-r_M

Isto é uma VERGONHA!!

Duas equipas dignas e um palhaço alemão

A desilusão é evidentemente grande. Vamos em 8 finais europeias perdidas e eu já vi 5. Dispenso mais. Uma tristeza, uma autêntica m.... Mais do mesmo, mais uma vez perdemos quando fomos a melhor equipa. Já toda a gente sabe estas coisas. Como também sabe que pelo menos Sálvio e Markovic foram afastados da final sem qualquer razão para tal por uma besta inglesa. E que não tivemos pelo menos dois penalties hoje devido a um palhaço alemão. Sabe mas eu insisto nessa tecla. Mais uma vez somos o parente pobre da europa, aquele em quem toda a gente pisa sem ter que temer consequências. Na história das nações como no futebol. Hoje a conversa foi a mesma. O protagonista foi o palhaço alemão. Ninguém me conseguirá convencer em momento algum da minha vida que se aqueles três lances fossem na baliza inversa, o árbitro insistiria em não marcar penalty. Mas de facto não foi só isso. Houve uma enorme falta de sorte. Há dois ou três lances de golo praticamente feito em que a bola "não quer" entrar. O Sevilha remeteu-se à defesa em quase toda a segunda parte e o prolongamento e esperou pela sorte. Que lhe sorriu (como tinha sorrido já várias vezes na qualificação para a final) e não nos sorriu a nós. Note-se ainda esta coisa espantosa: a RTP faz um directo com Sevilha para dar a conhecer a festa espanhola aos espectadores portugueses. O que dizer? De facto toda esta palhaçada não vale o nosso sofrimento e o custo que pagamos com a nossa saúde.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Contra ventos e marés...

O Benfica está a fazer uma época extraordinária que, esperamos, possa passar a ser de sonho já a partir de quarta-feira.
Depois de nos sagrarmos Campeões Nacionais, a primeira final foi vencida e a segunda está a dois dias de distância. Daqui a uma semana será a terceira e o final de época.
Apesar de tudo o que já conquistámos esta época (e o principal objectivo, o campeonato, já o foi), é importante sublinhar que o Benfica não tem tido facilidades. Ninguém nos deu nada e muitos tudo têm feito para que escorreguemos, para que percamos. 
Até de dentro do próprio clube, alguns, inclusivamente em blogs ditos benfiquistas, continuam a tentar desestabilizar, a criar supostos "casos", a inventar polémicas, a lançar grãos de areia para ver se emperram a engrenagem.
As provocações de adversários, declarados ou infiltrados, a começar na imprensa, são diárias e constantes. Há já muito tempo que Jorge Jesus em todas as ocasiões públicas ouve por duas e três vezes a pergunta sobre a sua continuidade. As suas respostas directas e inequívocas, de que o Benfica é o seu único foco e que tem contrato de mais um ano, são ignoradas e a pergunta é repetida, por vezes imediatamente a seguir, ainda na mesma conferência de imprensa.
Vou evitar a adjectivação porque neste momento do que precisamos é de congregar energias positivas e nos mentalizar para acreditar e dar tudo pela vitória nas próximas duas finais.
Os verdadeiros benfiquistas não estão concentrados em nada mais do que esses jogos.
Contra ventos e marés, contra adversários de valor que têm aspirações legítimas e farão tudo para vencer estas finais, esperamos dar uma grande resposta dentro de campo e no fim poder festejar as conquistas. Os adeptos, os verdadeiros, os indefectíveis estarão com a equipa, para o que der e vier. Há que reconhecer que as claques, sendo a do topo Sul a mais numerosa e audível, têm dado uma grande força à equipa este ano. Mas todos os adeptos, os que vão e os que apoiam em casa, têm representado um ânimo supletivo no qual esta equipa pode "beber" nos momentos mais difícieis.

Uma coisa é certa para mim. O resultado desses dois jogos já está definido. Nós é que ainda não o sabemos. Teremos que esperar... e sofrer.

Viva o Benfica.