segunda-feira, 16 de março de 2015

Braga, R. Gomes da Silva e o que falta jogar

O Benfica venceu o Braga categoricamente, num jogo de grande competência e qualidade da nossa equipa. Era um jogo que se afigurava difícil por vários motivos, incluindo o facto da margem de erro estar agora reduzida a quase nada, pois torna-se claro que o Porto dificilmente perderá pontos até ao clássico (mas a isso já iremos). O que me parece importante destacar é que o Benfica fez uma grande exibição, demonstrou grande solidez e concentração e que alguns jogadores se destacaram, apesar da média exibicional ter sido muito elevada: Jonas, Eliseu e Samaris merecem palavras especiais pela excelência das suas exibições. O grego é cada vez mais uma rocha, um jogador que aparece a pressionar em quase todas as áreas do terreno, "caindo" em cima dos adversários assim que estes conquistam a posse de bola e que para além disso aparece ainda a construir. Jonas mostrou mais uma vez toda a sua classe, muito contribuindo para a relativa tranquilidade da vitória, ao passo que Eliseu,  o "bombo da festa" da muita comunicação social, voltou a fazer uma grande exibição e mais um golo, calando muita gente.

O outro aspecto que me parece essencial relevar nesta altura é que nada mudou e que o campeonato não passou a estar ganho depois da vitória sobre o Braga. Continuamos com 4 pontos de avanço e sem grande vontade de deixar escapar esta vantagem até ao clássico da 30ª jornada, especialmente pelo facto de nos dois anos em que o Porto foi campeão com Vítor Pereira termos perdido o campeonato sobretudo nos clássicos jogados nas últimas jornadas. Manter a vantagem de 4 pontos (ou aumentá-la) até lá é esvaziar o balão portista e permitirá outra gestão psicológica desse jogo, muito mais favorável para as nossas cores. É simples: não perdendo o Benfica qualquer ponto até esse jogo, a vitória na Luz torna-se para o Porto algo de desesperadamente obrigatório apenas para manter viva a esperança, ao passo que o Benfica poderia jogar com a tranquilidade de saber que acontecendo o que acontecesse seria líder e que tanto o empate como a vitória lhe serviriam, sendo que esta o deixaria a apenas 5 pontos do título (com 12 em disputa), portanto virtualmente campeão. 

O próximo jogo nessa caminhada é o Rio Ave em Vila do Conde. Como sempre, só a atitude de concentração e empenhamento máximo, aliada a sentido "matador" nos momentos certos do jogo, nos farão trazer os 3 pontos de que tanto precisamos. Aliás esta poderá ser a última grande oportunidade (em termos "teóricos") de ganhar mais avanço sobre o Porto. Isto porque o Benfica joga antes e em caso de vitória coloca pressão sobre o Porto que enfrentará um dos jogos mais difíceis até ao fim da Liga: a visita à Madeira para enfrentar o Nacional. Outro aspecto importante é que o Benfica tem 4 deslocações até ao fim do campeonato, pelo que após esta ficarão a faltar-nos 3 jogos fora e 5 em casa. Claro que tudo isto é "teórico" e que por vezes os jogos supostamente mais difíceis se tornam fáceis e vice-versa.

Isto liga-se de algum modo à questão das declarações de Rui Gomes da Silva: "um jogo importantíssimo contra uma equipa que, geralmente, joga melhor contra o Benfica do que contra outros candidatos ao título. Há sempre um adicional de adrenalina nos jogos entre o Benfica e o Sp. Braga. Estou a estabelecer um termo de comparação não só com o comportamento dos jogadores, mas também com o discurso oficial, quer da liderança do Sp. Braga, quer de vídeos motivacionais”.

Na verdade não me parece haver nada de especial nestas declarações. Sobretudo não me parece que elas afirmem ter faltado empenho aos jogadores do Braga contra o Porto ou, menos ainda, que se sugira que o Braga facilitou. Pela parte que me toca, não tenho dúvidas de que o treinador bracarense fez o que achou melhor para vencer ou empatar com o Porto e que os jogadores também procurado dar o seu melhor. No entanto não há dúvida de que o ambiente contra o Benfica é sempre mais hostil e que a direção do Braga promove quase um ódio ao Benfica que se transmite certamente aos jogadores. Para além disso é ou não verdade que o prémio de jogo foi triplicado na partida com o Benfica? Se assim foi, é de facto muito estranho, pois mais normal seria atribuir esse prémio no jogo contra o Porto visto que, a jogar em casa contra o 2º, as probabilidades de vencer seriam à partida mais elevadas do que jogar fora contra o 1º. Falar em "adrenalina" parece-me pois até ir ao encontro do que realmente se passa. 

Um problema diferente é o de perceber se Rui Gomes da Silva deveria ter levantado esta questão antes do jogo, sobretudo dada a sua posição de vice-presidente. Aí parece-me que a resposta será que não deveria porque isso pode ser visto como a posição do Benfica e isso seria despropositado. O Benfica tem que esperar sempre motivação máxima dos adversários nos seus jogos. É da essência ou natureza das coisas. Há uma insinuação que se pode subentender nas palavras de RGS (o problema está na expressão "o comportamento dos jogadores", sem ela penso que as declarações seriam inatacáveis porque objectivas) que não fica bem num alto dirigente. Percebo a posição de Sérgio Conceição, dado que, na confusão mediática sobre o que foi ou não dito (convém não esquecer que também Nuno Gomes falou por esses dias a propósito da "motivação" dos bracarenses) veio defender a seriedade dos seus jogadores. 

Já quanto ao treinador do Porto, recordo-lhe uma frase sua aqui há umas semanas, quando disse em latim que "quem se defende sem ser acusado, manifesta culpa". Pois se RGS não falou de nenhum clube, porque sentiu Lopetegui necessidade de vir falar? Sentiu-se "picado"? Ou culpado? Sinceramente começa a cansar um pouco o discurso do treinador do Porto, nomeadamente quando acha que vem dar lições aos portugueses. Melhor ou pior, nós cá nos governamos há quase 9 séculos dispensando os conselhos espanhóis. Aliás os bascos deviam ter um respeito particular pelos portugueses, tanto mais que nunca alcançaram a independência de Castela que tantas vezes reclamaram. Por isso o treinador do Porto deve manter-se no seu lugar e não se meter no que não é chamado.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Um banho (gelado) de humildade

Aqui há uns anos disse-se que um treinador especial nunca perderia um jogo por 5-0. Penso que o próprio disse algo de semelhante. Pouco tempo depois a equipa desse treinador perdeu por 5-0 em Nou Camp.

Aqui há um ano o Benfica perdeu por 3-0 em Paris e caiu o Carmo e a Trindade. O que se disse do treinador do Benfica! Porque era inadmissível, porque isto, porque aquilo. Os cristovãos, borges e quejandos desta vida trataram de explicar que o treinador do Benfica não servia a este nível europeu.

Na época passada Mourinho tratou de mostrar desde bem cedo que não gostava de David Luiz (jogador campeão europeu no clube). Já depois da saída do brasileiro do clube voltou a fazer comentários pouco correctos sobre a sua venda.

Na antevisão do jogo de ontem, depois de uma primeira mão na qual o Chelsea foi vulgarizado, Mourinho optou por atacar o seu adversário com uma conversa ridícula sobre a agressividade dos parisienses. Certamente influenciado por isso, o árbitro expulsou Ibrahimovic num lance absolutamente normal, deixando o PSG a jogar com 10 desde os 30 ' de jogo. 

Pois bem, a jogar contra 10 desde a meia hora de jogo e tendo-se encontrado em vantagem no marcador sem fazer muito por isso, o Chelsea foi incapaz de criar uma oportunidade de golo. Banalizado pelo seu adversário, que acumulava boas jogadas e lances de perigo, o Chelsea viu a sua vantagem esfumar-se já perto do fim do jogo num cabeceamento fulminante de David Luiz. No prolongamento veio a machadada final num golo de Thiago Silva.

Absolutamente justo. Mourinho levou um banho gelado de humildade.

No fim as suas explicações (culpando os jogadores e até indiretamente o público, por alegadamente "não aceitar que o Chelsea controlasse o jogo", quando se devia ter culpado unica e exclusivamente a si por ter sido incapaz de tacticamente o fazer) foram bastante insatisfatórias.

A lição já estava dada mas David Luiz completou-a ainda ao pedir desculpa aos adeptos por ter festejado o golo e ao manifestar o seu respeito e carinho por eles. Lição de humildade.

terça-feira, 10 de março de 2015

Dever cumprido, venha o próximo

O Benfica venceu bem, sem espinhas, um jogo que começou por correr mal. Na primeira jogada que fez, o Arouca marcou, numa excelente execução do seu avançado. Diz-se agora que o Benfica quase nada fez na 1ª parte, mas deve-se reconhecer que foi quem assumiu as despesas do jogo, teve algumas oportunidades (uma das quais flagrantes) e que portanto o resultado ao intervalo era completamente enganador e injusto.

A 2ª parte porém foi completamente autoritária por parte do Benfica e o jogo poderia ter terminado em goleada. Foi uma excelente resposta dos nossos rapazes, depois de uma tremenda infelicidade como foi o tomar de um golo daquela forma. Saliente-se o bom momento de Lima que voltou a facturar e a trabalhar muito para a equipa. 

Era importante dar esta resposta (vencer e jogar bem) depois do Porto ter ultrapassado dois obstáculos teoricamente difíceis com relativa (ou bastante) facilidade.

Não deixa de ser assinalável a falta de empenho, atitude e agressividade quer do Sporting quer do Braga ao defrontarem o Porto (nesse aspecto reconheçamos que o Boavista foi completamente diferente e por isso mesmo foi o jogo mais difícil deste ciclo). Não vou ao ponto de afirmar que foi deliberado. Não acredito que o Sporting, por exemplo, tenha entrado em campo para facilitar a vida ao Porto. Agora é impossível não constatar e não salientar que a atitude dos jogadores não foi a melhor e que faltou vontade. O mesmo é válido em relação ao Braga. Aparentemente as relações entre os dois clubes são de tal ordem amigáveis que o clube de Salvador tem dificuldade em encarar os jogos com o espírito competitivo que se exige. Mas o que se diz dos jogadores pode-se dizer dos adeptos. O estádio esteve calado praticamente o tempo todo e pouco agressivo em relação aos visitantes e arbitragem. Em suma, tudo foi um passeio para o Porto.

Isto só reforça o que eu dizia há algum tempo atrás: o Benfica não podia contar com deslizes do Porto e tinha que vencer obrigatoriamente os seus jogos. Foi isso que aconteceu nas últimas jornadas e daqui para a frente terá que continuar, nomeadamente já no sábado frente ao Braga. Depois de duas derrotas para o campeonato e a Taça o Benfica e o seu treinador certamente terão aprendido a lição e todos estarão preparado para vencer e fazer uma boa exibição perante o seu público.

Quanto ao que ainda continuam a dizer os Guedes, os Tavares e outros dessa vidinha, não nos podemos esquecer que se tratam de batoteiros, de pessoas intelectualmente desonestas. Há muito que o demonstravam mas agora, face a um cenário no qual a superioridade do Benfica foi por demais evidente e onde ficaram por marcar dois penalties contra o Arouca, tentar apoucar a nossa vitória ou faze-la da dependente da expulsão (justa), desmascarara-os completamente: essa trupe não se queixa do Benfica ser beneficiado, queixa-se de o Benfica não ser prejudicado! É isso que eles queriam, como aconteceu durante 30 anos neste País. As suas declarações e postura relativamente a este fim de semana só demonstram pois que esta gente não pode ser levada a sério. Não merecem comentários, apenas ser ignorados.

quinta-feira, 5 de março de 2015

O desespero anti (parte X)

Cada artigo que escrevo sobre este assunto digo a mim mesmo que é o último; mas acaba por haver sempre algo de novo e inusitado que me faz voltar a ele.

Desta vez são artigos que andam a circular, de benfiquistas ou pessoas a fazerem-se passar por benfiquistas que se dizem incomodados com a suposta "vergonha" deste campeonato.

Ora isto tem que ser denunciado de forma veemente. Não é que não possa haver todo o tipo de opiniões e que alguns benfiquistas não tenham o direito de achar que o Benfica possa ter sido beneficiado pela arbitragem num jogo ou noutro (ou até em vários). Têm todo o direito, aqueles que realmente acharem isso, e não iremos certamente fazer aqui uma espécie de caça às bruxas a quem cometer "crimes de lesa-Benfica". Não é disso que se trata.

O que aqui se trata é de alguém que se faz passar por benfiquista para vir atacar o Benfica, sugerindo que "o título está entregue" e que vai deixar de pagar quotas do Benfica para não "alimentar a corrupção". Ora isso é de uma canalhice sem nome.

É tão reles, tão baixo, tão vil que escapa à adjectivação. É preciso uma perfídia especial (e um elevado grau de perturbação mental) para entrar num esquema desses.

Mas só pode ser isso.

Que benfiquista autêntico apelaria o bicampeonato que não conquistamos há décadas e que a equipa tudo está a fazer, sem os recursos milionários do seu adversário, para alcançar de "o título da vergonha"?

Que benfiquista mentalmente são passaria mais de ano - um ano de sonho!, como foi o ano passado - sem escrever rigorosamente nada sobre o seu clube apenas para agora aparecer a gritar aos 4 ventos, em fóruns frequentados sobretudo por sportinguistas e portistas, que o Benfica comprou este campeonato (que aliás está longe de estar decidido)? A resposta é simples: nenhum.

Mas atenção, há já um precedente deste caso. Há mais um que se diz benfiquista e que diz que não festejou a vitória contra o Vitória de Setúbal e até garante que até pensou em cancelar a BenficaTV porque Hélder Conduto tinha sido "cooperante". Imagine-se! Um jogo no qual a superioridade foi tão patente que nem o treinador adversário se queixou minimamente da arbitragem, incomodou o nosso benfiquista a um ponto que até já ia cancelar a BenficaTV! E vai partilhar estas ideias com os nossos adversários, que tanto nos têm atacado este ano, numa espécie de terapia de grupo...

Obviamente não me irei dar ao trabalho de fazer uma investigação policial aos quês e comos destes episódios. Tenho mais do que fazer. Direi apenas que num caso me parece estarmos perante uma pessoa influenciável que se prestou ao papel de idiota útil, ao passo que no outro se trata de uma verdadeira falsificação.

E atenção porque estou a falar de algo de que já tive uma experiência. Alguém que comentava aqui com alguma regularidade (especialmente nos maus momentos) como benfiquista, criticando maus resultados do passado e dizendo-se "exigente", acabou por ser apanhado por mim a assumir-se como portista. Noutros blogs já o apontavam como tal mas eu não queria acreditar até que tive a prova mas de uma forma indubitável - e desmascarei-o. Desde então desapareceu.  

No fundo isto até acaba por nos dar algum crédito: os nossos adversários estão tão desesperados que já entram em caminhos destes que roçam a demência mental.

O futebolês

Será que sou o único que está cansado de ouvir os "especialistas" falarem da "profundidade", das "segundas bolas", do "espaço entre-linhas", das "transições" (ofensivas e defensivas), da "contenção" e outras que tais?
Antigamente falava-se de um jogador aparecer isolado, dos ressaltos, dos contra-ataques e de jogar à defesa e isso parecia-me bem mais real, bem mais palpável do que o actual paleio. Mas isso era no tempo em que os comentadores da bola não tinham pretensões intelectualóides e menos ainda poéticas. A excepção era Gabriel Alves, cuja arte de relatar e comentar deixa saudades. Valeria a pena um dia fazer um apanhado das suas maiores pérolas. Aqui ficam os comentários memoráveis ao inesquecível e glorioso 6-3 que o Benfica impôs em Alvalade, na melhor exibição da vida de João Pinto.
 
 

terça-feira, 3 de março de 2015

Ao que isto chegou...

O radicalismo anti-benfiquista é tal que argumentos no passado usados apenas em esferas mais ou menos marginais (como blogs) são agora usados no chamado "mainstream", quer dizer, nos principais meios de comunicação social. Assim, suspeitas que pressupõem já uma intencionalidade e premeditação dos árbitros para beneficiar o Benfica são apresentadas de forma despudorada.

Falo da questão dos cartões e dos castigos, a última das invenções dos portistas.

Note-se que isto é bem diferente de considerar que um árbitro prejudicou um clube num jogo. Isto implica que o árbitro, ainda antes de um jogo do Benfica e sabendo que esse é o jogo seguinte, parta com uma intencionalidade clara de mostrar cartões amarelos para o Benfica vir a beneficiar dos castigos.

De tal forma que o presidente do Arouca, próximo adversário do Benfica, foi chamado a comentar o "caso". Ao que isto chegou...



CARLOS PINHO

"Árbitro não teve influência nos castigos para o jogo com o Benfica"

Foto: DR
  • Áudio Arouca recebe Benfica pela 1ª vez e com "casa cheia"
  • Áudio "Arouca vai mostrar a sua raça"
  • Áudio "Árbitro não teve influência", afirma Carlos Pinho
O presidente do Arouca não se queixa dos castigos aplicados na jornada que antecedeu o confronto com o Benfica. Carlos Pinho espera casa cheia na primeira visita dos encarnados à vila de Arouca.
03-03-2015 13:00
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O Arouca não vai poder utilizar Miguel Oliveira, Rui Sampaio e Pintassilgo no jogo do próximo domingo com o Benfica. Os três jogadores foram castigados no confronto com a Académica e não vão poder actuar na partida com o líder do campeonato.

Uma decisão que de acordo com o presidente do clube nortenho não teve "influência do árbitro" que apitou o jogo com a Académica. Em Bola Branca, Carlos Pinho afirma que os cartões "foram bem dados" e, embora por "vezes as equipas se agarrem a essas coisas", neste caso iliba a acção disciplinar de Jorge Sousa.

A única crítica que aponta à arbitragem desse empate em Coimbra é o golo dos estudantes, em "fora-de-jogo". Mas em vez de apontar o dedo ao árbitro vira-se para o assistente que "não viu bem esse lance".

Perspectiva de casa cheia
O Estádio Municipal de Arouca foi esta semana reforçado com uma bancada amovível para a recepção ao Benfica. Medida justificada pelo facto de ser expectável "casa cheia". Carlos Pinho diz ser "uma alegria receber o Benfica pela primeira vez em Arouca" e embora tenha acrescentado mais dois mil lugares ao recinto, ainda estão por vender "cerca de 3.500 bilhetes".

O líder dos arouquenses  espera que a sua "equipa faça um bom jogo", embora esteja consciente que irão defrontar "uma das melhores equipas do campeonato". Carlos Pinho espera que seja "um bom jogo, em festa e sem casos".  "Jogar com o Benfica é sempre difícil, mas com a garra do Arouca podemos fazer um brilharete", remata o dirigente do Arouca.

O Arouca-Benfica, referente à 24ª jornada da Liga Portuguesa, está agendado para as 16h00 de domingo. Jogo com relato na Renascença e acompanhamento em rr.sapo.pt.


Meia dúzia! O regresso do rolo compressor

O título deste post não tem a ver com um embandeirar em arco: tem a ver com o regresso ao sistema de jogo de 2009/2010.

Isto por uma razão simples, que os especialistas ainda não apontaram: Pizzi não é o substituto de Enzo Perez, Pizzi é o substituto de Aimar.

O Benfica regressou assim a um sistema de apenas um jogador no meio campo defensivo (o Javi Garcia de então é o Samaris de agora), dois pontas de lança (Lima e Jonas em vez de Cardozo e Saviola) e um jogador a fazer a ligação entre o meio campo e o ataque (Pizzi no lugar de Aimar).

Claro que em jogos fora de casa e jogos contra os outros grandes, este sistema será à partida demasiado ofensivo e daí JJ ter optado por André Almeida no jogo de Alvalade. (No dragão havia ainda Enzo).

Nos jogos em casa com adversários "pequenos", Samaris chega e sobra para as encomendas. O jogo com o Braga será um bom teste para perceber até que ponto JJ apostará mesmo nesta solução.


O jogo de sábado foi a prenda ideal em dia de aniversário. Seis golos sem resposta (e mais poderiam ter sido) e uma exibição de luxo, mostraram que o Benfica está de volta, para o que muito contribuiu o regresso de Gaitan. Até Sálvio começou imediatamente a jogar melhor. A jogar assim podemos esperar mais goleadas, sobretudo na Luz. No entanto temos que manter os pés bem assentes no chão e perceber que muitas dificuldades se colocam entre o presente e o desejado futuro da renovação do título.

Entre elas estão sobretudo as deslocações, a começar por Arouca. Já por mais do que uma vez as equipas de Pedro Emanuel nos fizeram perder pontos, pelo que haverá que jogar com grande determinação e objectividade. Acima de tudo podemos contar com vários "autocarros" colocados à frente da baliza.