sexta-feira, 24 de abril de 2015

Falemos de outras coisas...

À medida que se aproxima o clássico aumenta um pouco a ansiedade, há um pequeno formigueiro que se acende ao pensar no jogo. Será um fim de semana certamente muito especial. O Estádio estará cheio e convirá chegar cedo para evitar a confusão e o stress de última hora. Enfim, será mais uma grande jornada de benfiquismo.


Entretanto falemos de outras coisas, nomeadamente das competições europeias cujo sorteio das meias finais se realizou há pouco.


Um aspecto que me parece muito curioso é o "regresso" das equipas italianas, nos últimos anos bastante arredadas das fases decisivas. Curiosamente eu sou do tempo em que as equipas italianas ganhavam tudo o que havia para ganhar, sobretudo a Juventus e o Milan. Mas depois disso enfrentaram um período de grande crise na sequência da corrupção e também do maior poderio financeiro dos clubes ingleses e espanhóis.

Essa é outra nota relevante: a completa ausência de equipas inglesas, algo de raro nos últimos anos. City e Chelsea foram uma desilusão na Champions, tal como o Everton e Tottenham na Liga Europa.

A maior surpresa será talvez a presença da Juventus entre os 4 semifinalistas. Penso que o Real não terá porém grande dificuldade em eliminar os italianos e estar na final pelo segundo ano consecutivo. Recordo que se a ganhar será algo de histórico para Ronaldo, para o clube e também para Ancelotti que ganharia a sua 4ª (!!!) Liga dos Campeões como treinador.

Na outra meia será um duelo de Barcelonas: o verdadeiro e o de Munique e de Guardiola. Será certamente uma eliminatória muito especial na qual se espera e deseja, para bem do futebol, que Ribery e Robben (sobretudo estes) estejam de volta à equipa alemã. Neymar também se vem afirmando cada vez mais, tal como o  próprio Suarez (que deixou David Luiz muito mal na primeira mão do embate entre Barça e PSG). Será sem dúvida um duelo de superequipas. 

Quanto à Liga Europa, o Sevilha eliminou o Zénite de forma algo surpreendente e defrontará a Fiorentina, ao passo que o Nápoles defrontará o Dnpro. Abrem-se boas perspectivas para Benitez voltar a ganhar um título europeu para juntar à Taça UEFA, Liga dos Campeões, Liga Europa e Supertaça europeia (para além de um mundial de clubes) que venceu no passado. 




quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Expresso-idiota

1º inventaram que o Benfica já estava a gravar o novo hino de campeão, algo que foi cabalmente desmentido pelo clube e provado ser falso. A nova versão do hino está a ser preparada há muitíssimo tempo e tem a ver com as celebrações do aniversário e não com qualquer celebração antecipada o que seria idiota.
2º (nas palavras de Leonor Pinhão na sua crónica de hoje n' "A Bola"): "Na noite de terça-feira, o “Expresso” on-line explicava a humilhação sofrida pelo Porto em Munique recorrendo à sobrenaturalidade.

A goleada aconteceu porque “Jesus encarnou em Julen”. E foi uma “invenção” feita “à treinador do Benfica” que “deixou o Porto a descoberto” na Alemanha.
Está visto, portanto, de quem foi a culpa do colapso portista. O treinador do Porto por si só não chegava lá. Teve de “encarnar” no treinador do Benfica, o verdadeiro réu de Munique.
Em resumo: houve que “baixar” o espírito do Jorge Jesus no espírito Lopetegui para lhe poderem chamar burro à vontade. Ao Lopetegui, naturalmente.
O Benfica, que nasceu numa farmácia e foi fundado por um homem cujo nome evoca os dois Santos maiores da medicina – São Cosme e São Damião -, também não pode ser remédio para tudo em Portugal."
A esta síntese de Leonor Pinheiro, eu acrescentaria apenas o seguinte: ao passo que Lopetegui com o Porto milionário perdeu por 6 e Paulo Bento com o Sporting perdeu por 7, Jorge Jesus com o Belenenses perdeu em Munique apenas por 1. É só mais um "pormenor"...


Mas estas historietas do "Expresso-idiota" explicam-se facilmente. Nesta fase há que motivar os jogadores do Porto, ainda que de forma forçada e artificial, inventando casos e episódios para eles se sentirem vítimas e injustiçados. É um pouco como a história do "alguém vai pagar a factura" como se as coisas agora fossem assim e bastasse querer. "O Benfica já festeja antecipadamente" é a mentira que a primeira pseudo-notícia quer fazer crer, ao passo que a segunda visa mais uma vez atacar o treinador do Benfica poupando Lopetegui nesta fase delicada. 

Por estes dias as tentativas desesperadas multiplicar-se-ão. O Benfica tem que se manter completamente alheado destas falsas polémicas e não se preocupar minimamente com o adversário, a não ser em termos do trabalho táctico de preparação do jogo dentro das quatro linhas. Tudo o resto é folclore que não é do nosso interesse alimentar.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Guardiola e as voltas que a vida dá

Realmente a vida é uma coisa que nos surpreende, precisamente nas alturas em que achamos que tudo é previsível. Como disse outrora alguém vida é o que acontece quando esperamos exactamente o contrário.

A vida dá muitas voltas e por isso convém ser humilde para não ser humilhado pelos outros.

Estava aqui a ver que há quase exactamente um ano atrás (em 12 de Abril de 2014) escrevi um artigo a que chamei "os dois barcelonas". O "segundo Barcelona" era precisamente o Bayern de Munique. Na altura dava ainda como por provar a capacidade de Guardiola em exportar a sua fórmula vencedora para a Alemanha. Penso que hoje já não haverá dúvidas de que o treinador espanhol conseguiu impor as suas ideias e que com isso começa a ganhar um estatuto ímpar no panorama do futebol mundial.

Quando Guardiola ganhou no Barcelona as suas vitórias foram algo desvalorizadas pelo facto de existirem Messi, Iniesta e Xavi e uma escola de futebol que formava jogadores desde os juvenis. Mas neste momento Guardiola está a demonstrar que o seu modelo de jogo não  está constrangido a uma determinada equipa. Que de mais diferente pode haver do estilo algo "palavroso", de passes e mais passes, futebol rendilhado, de Guardiola do que o pragmatismo alemão? Em termos futebolísticos nada. E no entanto Guardiola está a impor as suas ideias e este Bayern é um portento de futebol.

Nessa crónica que escrevi há um ano dava o Real Madrid e o Chelsea como favoritos a chegar à final da Champions. O Real realmente trucidou na altura o Bayern, numa noite de glória para Sérgio Ramos e Ronaldo que marcaram dois golos cada um em Munique. O Chelsea de Mourinho porém foi eliminado pelo Atlético de Madrid. A perspectiva de uma final entre os dois melhores treinadores gorou-se assim. Na Luz o Real venceria a sua "décima" com outro dos melhores treinadores do mundo (e talvez o mais titulado, com 3 Ligas dos Campeões entre muitos outros troféus), Carlo Ancelotti. Mourinho via assim o título que durante três anos perseguira sem sucesso enquanto treinador do Real sorrir ao seu sucessor.

Este ano Mourinho foi eliminado de forma surpreendente pelo PSG (o tal que "humilhou" o Benfica por nos derrotar por 3-0 na sua casa), ao passo que Guardiola já está nas meias finais, assim como o Barcelona. Ancelotti tem boas perspectivas de lá chegar e o outsider deste naipe de equipas deverá ser a Juventus (embora Leonardo Jardim ainda tenha uma palavra a dizer).  

São algumas das muitas voltas que a vida dá. Quando o Real foi campeão de Espanha com Mourinho e Guardiola saiu do Barcelona no fim da época para descansar física e psicologicamente muitos acharam que o espanhol estava derrotado e acabado. Ora ele está a provar que isso não é verdade e ainda que é possível ganhar não abdicando de um futebol bonito, de um futebol bem jogado de um futebol atractivo.

A noite de ontem foi um grande momento de Guardiola. A sua equipa demonstrou ser das melhores do mundo e apesar da noite desastrada do Porto, o mérito do Bayern (sem muitas estrelas) não pode ser colocado em causa. Só uma equipa de topo poderia jogar de forma tão dominadora, tão demolidora para o adversário.

Transpondo isto para Portugal e para o Benfica que é sempre o principal foco do nosso interesse, importa dizer que Jorge Jesus tem sido criticado vezes sem conta por privilegiar esse tipo de futebol, por acreditar nesse tipo de futebol e por insistir nas suas ideias atacantes. Quando perde, logo aparecem todos os seus críticos mais acirrados, em poses triunfais, no estilo: eu bem vos disse, a desprezar e achincalhar o nosso treinador. Quando empatou em Barcelona contra uma equipa com vários suplentes, foi severamente criticado (apesar do Benfica também não ter podido contar com jogadores como Sálvio, Enzo ou Cardozo), falando-se de forma depreciativa de um "Barcelona B ou C". Um dos jogadores titulares do Barcelona nessa noite foi um dos carrascos do Porto, ao marcar dois golos nesta eliminatória: Thiago Alcântara. São voltas...

Mas durante estes 5 anos JJ, apesar de todos os que só criticam e tentam deitar abaixo, não abdicou das suas ideias e de acreditar em si. Os resultados estão à vista e são incomparáveis com os anos que o precedem. Não fora manifesta infelicidade em alguns jogos chave e pelo menos mais um título de campeão nacional e uma Liga Europa estariam no nosso museu.

Isto é verdade, independentemente do que acontecerá no Domingo. O menos surpreendente de certa forma seria o empate, mas todos os cenários são possíveis. Uma coisa é certa, eu acredito neste Benfica e estou convicto de que Domingo sairei do Estádio da Luz satisfeito com o desfecho. Mas nada está garantido. Os portistas certamente esperam o contrário. Manuel Serrão diz que "o Benfica vai ajoelhar novamente". Veremos. Às 5 da tarde de Domingo acaba a conversa e começa o jogo jogado. É aí que tudo se decidirá.

No pasa nada! Olé!!

É impressão minha ou o Porto ontem levou 6-1 de uma equipa do Bayern altamente desfalcada e sem as suas principais figuras? 

É impressão minha ou aos 40 minutos o resultado estava em 5-0?

Não, não é impressão minha. Isto aconteceu mesmo. Se o Bayern tivesse continuado com um ritmo elevado na segunda parte o resultado teria certamente sido muito mais dilatado. Pelo menos uns 8... Mas ao ler a comunicação social de hoje parece que nada de anormal aconteceu.

Agora eu pergunto-me o que seria dito se isto se tivesse passado com o Benfica.

É difícil imaginar, mas uma coisa é certa: pobre Jorge Jesus! O que seria dito do nosso treinador! O ódio que se destilaria contra ele. Aquilo que é a custo e mal disfarçado por alguns comentadores, destilaria com toda a licença e pormenores de crueldade.

Mas como é Lopetegui, o treinador do Porto, que depois de levar 6 ainda vai para a conferência de imprensa com uma postura arrogante, como se todos ali estivessem em dívida para com ele, permitindo-se ainda tratar mal os jornalistas portugueses, as críticas são muito diluídas. 

Pobre Jorge Jesus se se tivesse "atrevido" a estar a perder por 5 aos 40 minutos. Pois se quando perdeu 3-0 com o PSG em Paris houve capas a falar de humilhação e os ataques mais soezes de alguns (sobretudo na vergonhosa SIC)! Mas ontem estavam "estranhamente" calmos e moderados. Ai se fosse Jesus... 

Mas o prémio do maior idiota da noite vai para o "Expresso" que conseguiu ver na derrota por 6 uma obra de Jorge Jesus. Segundo a imbecilidade proposta pela crónica desse jornal, Jorge Jesus teria "encarnado" Lopetegui. Este grande estratega teria afinal que culpar o treinador português pelas invenções que ele desta vez teria copiado resultando na goleada. Já dizia Einstein só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana...

Registamos tudo isto. Tal como registamos que depois de levar 6 os jogadores do Porto se multiplicaram em declarações de que vinham ganhar o campeonato à Luz. 

Lá estaremos à sua espera.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Fim de semana de campeões

O Benfica venceu por 2-0 o Belenenses no Restelo e deu um passo importante para a conquista do título. Vencendo o Porto no Domingo, o Benfica será com certeza campeão e mesmo um empate deixa muito boas perspectivas para a renovação do título. 
É um pequeno passo que obviamente nada tem de fácil, pois como se viu na passada semana, o Porto tem um grande plantel e por vezes faz grandes jogos. A facilidade com que, por exemplo, derrotou o Sporting, aliado ao facto do que aconteceu há 3 anos, quando venceu na Luz com um golo em fora de jogo, deve-nos levar a encarar este jogo com muita "desconfiança" e máxima concentração. 

Se o Benfica estiver ao nível do que tem feito nos últimos jogos na Luz penso que será difícil ao Porto parar-nos. Mas muita coisa depende do nível de inspiração dos jogadores nessa tarde. Por outro lado, o apoio dos adeptos certamente criará condições ainda mais favoráveis para vencer. Mas já se sabe que nada está garantido. 

Quanto ao jogo com o Belenenses, Jonas voltou a fazer das suas. Dois golos plenos de classe e sentido de oportunidade resolveram um jogo que poderia ter sido difícil. Na realidade houve vários jogadores a jogar bastante abaixo do que costumam, isto para não dizer, a jogar bastante mal. Da frente, para trás, Lima pouco se viu, Ola John foi praticamente uma nulidade, Samaris esteve algo inibido pelo receio de ver um amarelo (e não faltou muito para tal, não se percebendo porque razão Jesus não o substituiu mais cedo), André Almeida e Eliseu pouco fizeram e Luisão teve uma tremideira nada habitual. A vitória deve-se muito à exibição de Júlio César que com várias intervenções de qualidade manteve a nossa baliza inviolada, transmitindo muita confiança à equipa. 

Mas o fim de semana ficou marcado por um outro acontecimento. Nas modalidades, o Benfica sagrou-se campeão nacional de hóquei em patins no pavilhão da Luz.

Este título chegou com uma goleada por 5-1 ao Porto. Esta equipa tem conquistado tudo o que há para conquistar, desde a Liga dos Campeões, à Taça Intercontinental e o campeonato nacional. Depois de um período de hegemonia total do Porto, o Benfica começou paulatinamente a recuperar distâncias e neste momento é a principal potência do hóquei nacional. Todos estão de parabéns. Este campeonato em particular foi imaculado: apenas um empate em 25 jogos! Poderíamos ter ido mais longe na Europa mas estamos na final four da Taça de Portugal (23 e 24 de Maio), com possibilidade de fazer a dobradinha. Diga-se que Trabal, o guarda-redes do Benfica fez uma grande defesa e contribuiu para a vitória.


Dito isto faltam 6 dias para o próximo clássico, agora na futebol. Depois de um interregno de um ano, será novamente num jogo entre Benfica e Porto que, quase de certeza, se decidirá o do título. Entramos em contagem decrescente para Domingo... Vai ser uma semana longa!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jogo crucial

O Benfica começa depois de amanhã a definir este campeonato. Estou seguro de que todos estarão conscientes da importância deste momento. Como assinalei antes, uma vitória no Restelo é meio caminho andado para o título. 

Neste momento a vantagem está toda do nosso lado. Vencer no Restelo significa que as coisas continuarão assim na jornada seguinte, na qual tudo se pode decidir. Uma vitória significa o título que ficará apenas a faltar confirmar matematicamente, um empate significa que, com 4 jornadas para disputar, o Benfica se poderá permitir uma derrota (por exemplo em Guimarães) sem que isso comprometa o seu primeiro lugar. Ou seja, mesmo um empate com o Porto deixar-nos-ia à beira do bicampeonato. Isto claro, na condição de vencermos no Restelo.

É um facto que tem havido uma discrepância grande entre o rendimento do Benfica em casa e fora. É evidente que quase todas as equipas jogam melhor em casa mas no caso do Benfica essa diferença tem ido do 80 ao 8, como aconteceu nas pálidas exibições contra o Paços e o Rio Ave. Nessa medida este jogo tem que ser abordado com muita atenção, muita seriedade e muita concentração. O Benfica precisará de ser muito frio e letal no aproveitamento das oportunidades. Recorde-se que o Sporting em duas visitas ao Restele esta época perdeu um jogo e empatou o outro in extremis com um golo nos descontos.

Mais seria importante conseguir resolver o jogo cedo se possível, de forma a Samaris, Sálvio e Jonas não correrem o risco de receber um amarelo que os afastaria do jogo com o Porto. Nenhum desses jogadores é neste momento "substituível", no sentido em que qualquer uma das opções para os respetivos lugares (Amorim ou Fedja, Ola John ou Gonçalo Guedes e Derley ou Johnathan) representaria (salvo uma surpresa positiva) uma perda de rendimento.

Por fim deixo uma nota sobre o Porto. O jogo de ontem surpreendeu-me pela qualidade que o Porto demonstrou, ao vencer de forma clara e merecida uma das melhores equipas do mundo (apesar de bastante desfalcada). Há demérito do Bayern, como se vê claramente nas péssimas exibições de Alonso e Dante e na inexistência de Mário Gotze. Mas há muito mérito do Porto que ontem demonstrou de facto a valia do seu plantel, avaliado pelo site transfermarkt em 212 milhões de euros. Isto só demonstra ainda mais como o Benfica tem feito uma grande época, dado que as soluções de que dispomos estão em muitos casos longe das do Porto.


Nota final: Lopetegui já nos habituou aos seus protestos, amuos e lamentos. Mas ontem resolveu ser original e sugerir uma coisa que eu não pensava possível: que o campeonato parasse quando o Porto joga as competições europeias. Deve ter sido isso que ele tinha em mente quando se queixou de que tinha de jogar dali a três dias dias e que isso não era bom para o futebol português. Enfim mais uma lição do iluminado aos aldeões. Comentários para quê?

terça-feira, 14 de abril de 2015

Bayern de Munique B?

Em 2012/2013 o Benfica jogou com o Barcelona em Nou Camp e os catalães deram descanso a vários titulares (curiosamente Tello fez parte do 11 inicial). Ainda assim jogaram Thiago Alcântara, (que também curiosamente Guardiola levou para o Bayern de Munique), Puyol, Piqué, Alex Song, David Villa e Messi (embora entrado apenas na segunda parte). 

Como a ideia de muitos jornalistas e comentadores era deitar a baixo e desvalorizar o Benfica, logo se declarou que aquilo era um "Barcelona B" ou até "C" e que o Benfica tinha perdido uma grande ocasião para derrotar o colosso catalão. Claro que não se disse que no Benfica Sálvio e Enzo estavam lesionados e que Cardozo (na altura melhor marcador e titular) ficara no banco por opção.

Ora face a esse "rigor", essa exigência para com o Benfica, que na altura tinha "obrigação" de ganhar (fora, no Nou Camp...) ao Barcelona, porque este jogara com a sua equipa "C", eu pergunto-me o que se dirá agora acerca do Porto e das suas "obrigações" ao jogar em sua casa contra um Bayern de Munique altamente desfalcado. 

É que curiosamente, estamos perante uma crise de lesões sem paralelo e o Bayern não poderá contar com... 9 jogadores do plantel. De tal forma que no último jogo tiveram apenas 4 jogadores no banco... Entre os lesionados estão os flanqueadores e principais desequilibradores do Bayern. A lista inclui Schweinsteiger, Robben, Alaba, Javi Martínez, Benatia e Ribéry. Guardiola diz que é a crise de lesões mais grave desde que é treinador.

Vai-se chamar a esta equipa Bayern B?

Note-se que eu não desvalorizo o Bayern nem alinho por estes discursos. Apesar de fragilizada pelas ausências, o Bayern continuará a ter uma equipa poderosa, com jogadores como Lewandovski, Muller, Xabi Alonso entre muitos outros, que vale pelo conjunto e pelas ideias de jogo. O que é curioso é ver como os que alinhavam por esse discurso do Barcelona B há dois anos agora estão calados ou a desvalorizar a quase dezena de ausências.