segunda-feira, 13 de julho de 2015

Noite épica de combate na BTV

Não é para toda a gente. Mesmo quem gosta tem que admitir que se trata de um espectáculo brutal, muitas vezes bárbaro. A verdade porém é que as artes marciais mistas e em especial a organização americana UFC estão a conquistar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Conseguiram transformar uma actividade marginal e socialmente repugnante numa indústria lucrativa com produções à grande e à americana. Para quem gosta de artes marciais em geral e tem estômago para estas coisas, o UFC é o topo e os seus principais eventos são imperdíveis.

Recorde-se que tudo começou como uma forma de promoção do chamado Jiu jitsu brasileiro. A família Gracie para promover o estilo de luta que desenvolvera a partir das artes marciais japonesas, designadamente o ju jitsu, organizou um evento para o qual convidou lutadores representando os diferentes estilos de luta: Karaté, Boxe, luta livre, kung fu e por aí fora. Royce Gracie, um dos filhos do inventor deste estilo, Hélio Gracie, venceu através das submissões que distinguem o jiu jitsu brasileiro: ou o adversário desiste ou acaba desmaiado por via de um estrangulamento ou com um braço deslocado ou partido. Royce viria a vencer 3 das primeiras 5 edições. A grande diferença para o que se fazia até então em termos de desportos de combate  foi esta junção dos vários estilos de artes marciais (que normalmente tinham, como continuam a ter os seus torneios e campeonatos) num evento em que praticamente valia tudo. 

A BenficaTV, depois de assegurar os "especiais" da UFC, conta a partir de agora com o exclusivo de transmissões (anteriormente pertencente à SportTV). Foi nessa qualidade que transmitiu na madrugada de sábado para domingo o UFC 189, cujo ponto alto foi o combate entre Conor McGregor e Chad Mendes. Recorde-se que este não era o combate inicialmente agendado. McGregor, o irlandês que parece um viking e fala mais do que Mohammed Ali, deveria combater contra José Aldo, o brasileiro detentor do cinturão de pesos leves. No entanto este alegou uma costela fraturada para não poder combater e a organização decidiu colocar em disputa um título provisório, ou seja na prática retirou o título a Aldo. A justificação para tal foi Aldo ter já adiado combates por 5 vezes no passado. 

Foi realmente uma noite épica e sangrenta que mostrou simultaneamente o melhor e pior das artes marciais mistas. Houve narizes partidos, muito sangue e um elevado índice de brutalidade. Houve porém alguns combates "limpos" que foram realmente espectaculares de ver. A combinação de Gunnar Nelson seguida de uma submissão perfeita por estrangulamento foi um desses momentos. Nelson é um atleta que tem o espírito das artes marciais: cinto negro de karaté e jiu jitsu, entra para vencer mas não para magoar. Mas claro que o ponto alto da noite foi a luta entre o americano Chad Mendes e o irlandês Conor McGregor. Mendes tinha um registo impressionante: apenas duas derrotas (ambas contra Aldo) e vários KO's. É um atleta pequeno com grande capacidade na luta livre (desporto praticado ao nível universitário nos EUA). McGregor é um "artilheiro" heterodoxo que se destaca sobretudo pelo poder das suas mãos. Na preparação da luta chamou a Mendes um "anão inchado" e disse que o deixaria nocauteado no segundo round. Os irlandeses invadiram Las Vegas para apoiar o seu lutador mas rapidamente Mendes impôs o seu wrestling e conseguiu ficar por cima de McGregor castigando-o duramente. Quando tentou sem sucesso um estrangulamento, deu-se o golpe de teatro. Novamente em pé McGregor desferiu vários golpes e terminou com combinação  direita-esquerda que atirou Mendes ao chão. A apenas 3 segundos do fim do segundo round, o árbitro deu o combate por terminado. Foi o delírio para os Irlandeses perante a perplexidade dos americanos que não entendem estes níveis de paixão.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Alguma preocupação

A confirmar-se a ida de Maxi Pereira para o Porto será uma notícia muito triste. Maxi foi vice-capitão do Benfica e um dos jogadores mais emblemáticos e raçudos do clube nos últimos anos. Para além disso era fundamental na dinâmica atacante da equipa. Saindo para o Porto não apenas perdemos isso como simultaneamente um dos nossos adversários se reforça. É triste ver que um jogador que parecia tão dedicado ao clube esteja afinal (aparentemente) pronto para reforçar um rival que ainda há poucos dias criticava. A confirmar-se, será (mais) um sinal de que afinal só mesmo o dinheiro é que conta neste mundo da bola e que a paixão clubística dos adeptos se calhar começa a fazer cada vez menos sentido. A explicação de Maxi de que precisa de pensar na família é pouco convincente. O que Maxi já ganhou e ainda iria ganhar no Benfica com o novo contrato que lhe foi oferecido seguramente que chegaria para a família, os filhos e os netos crescerem com mais do que o suficiente.  Quando há tanta gente a viver com menos de 1.000 euros por mês, chega a ser ofensivo sugerir que 1,5 milhões por ano "mal chega para as despesas".

Fala-se também com insistência da saída de Gaitan que se juntaria à de Sulejmani e, possivelmente, Ola John e Rúben Amorim. São factos algo preocupantes pois na próxima época teremos o grande desafio do pós-Jorge Jesus. Rui Vitória está a acabar de chegar e só terá condições para ser campeão caso tenha de facto um plantel forte. Os jogadores que entraram até agora são apostas que poderão ou não ser bem sucedidas (noutros clubes nem sempre o foram). Lima e Jonas fizeram uma grande época (especialmente o segundo) mas não é líquido que isso se repita, até porque o esquema e as dinâmicas de jogo serão outras.

Por outro lado, vejo os nossos adversários reforçar-se a vários níveis. Em particular no Porto parecem chover milhões. Confesso que não entendo como é que o Benfica, sendo o clube com mais sócios, mais adeptos, maior nome, bicampeão em título, não consegue acompanhar o Porto financeiramente. Sei que muitos alegam que o Porto está a ir para além das suas possibilidades e mais tarde ou mais cedo irá pagar por isso mas eu não tenho nenhuns elementos para poder afirmar ou desmentir algo assim. O que vejo é que constantemente o Porto mais paga do que o Benfica e que por vezes isso tem consequências desastrosas para os nossos interesses, como foi o caso de Jardel.

Vejo pois o quadro que se começa a desenhar para a próxima época com alguma preocupação. Claro que espero estar redondamente enganado e claro que muita coisa irá ainda acontecer até ao início da época. Ainda nem sequer estamos em Agosto! Em todo o caso espero que exista na estrutura do Benfica, a começar pelo Presidente, a consciência de como esta época o desafio vai ser ainda mais difícil do que na época passada e que se quisermos ganhar teremos que estar também um nível acima. Para isso será preciso investir, não tenhamos ilusões. Caso contrário haverá que assumir que estamos numa época de transição e que dificilmente continuaremos a conquistar títulos, até para preservar o treinador, o qual foi apresentado como uma aposta para várias épocas.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Época de glória, futuro de Vitória

A vitória no campeonato no passado fim de semana culminou uma época verdadeiramente memorável nas chamadas modalidades (já não amadoras como no passado) que se traduziu na conquista de quase todos os mais importantes títulos nacionais.

Se contarmos com o futebol profissional, o Benfica alcançou o seguinte registo:

Futebol, Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Campeão nacional
Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Vencedor da Taça de Portugal
Futebol, Basquetebol, Voleibol - Vencedor da Supertaça
Futebol, Basquetebol - Vencedor da Taça da Liga.

Esta lista, que quase nos deixa sem fôlego, não chega sequer a ser exaustiva e não inclui evidentemente os escalões juniores e femininos. Denota de facto um trabalho notável de uma equipa e uma "organização" (essa parece ser a palavra preferida em detrimento de "estrutura" que se associa ao Porto) que no caso das modalidades tem no vice Presidente Almeida Lima uma peça fundamental.


Em relação ao futsal, o Benfica venceu de forma brilhante o campeonato, derrotando por duas vezes o Sporting em Odivelas e garantindo o título por uns claros 3-1. A vitória soma-se à da Taça de Portugal e marca uma época na qual o Benfica nunca perdeu na fase regular. Mesmo com baixas importantes (por lesões e castigos), o Benfica foi um campeão incontestado. As cenas infantis dos técnicos e dirigentes sportinguistas não têm qualquer justificação. A decisão dos árbitros de repetir dois dos penalties defendidos pelo guarda-redes do Sporting foi totalmente correcta e não merecia contestação. O guarda redes do Sporting tentou ostensiva e intencionalmente fazer batota em 3 dos penalties e os árbitros não o permitiram em duas ocasiões. É ridículo dizer que o guarda-redes do Benfica também se adiantou. Demonstra falta de seriedade (ou capacidade de ver a realidade) e desespero.

Claro que todos entendemos que estes vários títulos das modalidades não teriam o mesmo sabor se não tivéssemos vencido o campeonato de futebol. O futebol é evidentemente o coração da vida benfiquista e da paixão clubística. Daí que seja no futebol que antes de mais nada queremos ganhar, algo que voltará a acontecer na próxima época.

Gostei de ver a apresentação de Rui Vitória. Pareceu-me ponderado, calmo e com perfil para aguentar a pressão. É uma pessoa com bom senso e educação, o que não ganha jogos mas denota um equilíbrio que pode ser útil para ser timoneiro da equipa de futebol do Benfica. De acordo com alguns comentadores mais informados, a competência de Rui Vitória e os seus conhecimentos, também de base teórica, são inquestionáveis. Esperemos que tenha matéria prima de qualidade suficiente para fazer frente ao Porto, porque em relação ao Sporting os recursos de que disporá serão seguramente superiores. Isto para já não falar em relação aos restantes clubes em relação aos quais não há comparação possível em termos de plantel mas também de infraestruturas.

É natural que exista alguma incerteza e ansiedade relativamente à próxima época. O passado de hegemonia do Porto está ainda muito próximo e ninguém o quer ver repetido. O espectro do Benfica regredir aos anos de Camacho, Koeman ou Quique Flores é algo de assustador. As palavras do presidente de que Rui Vitória terá as mesmas condições do que o anterior treinador são tranquilizadoras no sentido em que o nível dos plantéis dos últimos anos tem sido muito elevado e - assumamo-lo - consistente com os títulos que conquistámos. Para essa qualidade se manter é essencial manter a estabilidade do plantel e assegurar um ou outro reforço de qualidade, de classe indiscutível. Não sei se os jogadores marroquinos já contratados possam representar essa masi valia pois não os conheço. Por outro lado,  Maxi é para mim um daqueles jogadores que faz parte da coluna vertebral deste Benfica, pelo que espero sinceramente que fique. Penso que vale até um esforço financeiro adicional por parte do clube.

Existindo essas condições (e quero acreditar que elas se verificarão) Vitória tem condições para vencer. Não digo que tudo mas algo de importante. O campeonato naturalmente é a prioridade mas teremos que ser pacientes, numa época de transição como será esta. Uma coisa é certa: é preciso manter a dinâmica de títulos e de vitórias para não haver aqui qualquer oscilação ou depressão num ciclo vitorioso e virtuoso que se começou a desenhar de forma cada vez mais pronunciada e constante nos últimos anos.

Há uma coisa que devemos ter presente e que não deixa de ser um factor de optimismo. Nos últimos anos, os resultados do Benfica em jogos grandes não têm sido os melhores. Na Liga dos campeões eles foram quase sempre maus (por vezes apesar de grandes exibições, noutras a juntar a más exibições), nas finais da Liga Europa perdemos (ainda que injustamente) e nos clássicos o balanço foi misto: bons contra o Sporting não tão bons contra o Porto. Penso sinceramente que Rui Vitória pode fazer melhor. Se o conseguir e aliar a isso a regularidade no campeonato estaremos certamente perto dos nosso objectivos. Mas enfim, ganhar sempre é o que todos desejam. Esperemos que o futuro dê razão a esta aposta do nosso Presidente e que ela seja de facto de Vitória. Bem vindo de volta ao Benfica.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quem vier... ganha

Já dei a minha opinião acerca do que aconteceu na passada semana e acerca da minha preferência para o comando técnico. Ouvi muito do que se disse nas televisões e li muito do que se escreveu nos blogs do Benfica.
 
Acho que é chegada a hora de todos os benfiquistas pararem de dar bitaites e aguardar serenamente primeiro pela apresentação do novo técnico e depois pelo início da próxima época.
 
O que passou, passou, agora há que olhar para a frente com confiança. O Benfica é bicampeão e tem para o ano múltiplos títulos que pode ganhar. Nada se desmoronou. O trabalho que foi feito pode e deve ter continuidade, se calhar com menos meios mas possivelmente com melhor aproveitamento de recursos.

As coisas terão que ser feitas com inteligência - sem dúvida. A aposta na formação não pode ser uma coisa cega, súbita, extemporânea. Terá que ser progressiva, pensada e sustentada. Para além da equipa B e dos juniores há muitos e muitos jogadores que o Benfica tem espalhados por vários clubes. Haverá que racionalizar esses recursos e tentar realizar encaixes financeiros com os que não interessam e aproveitar alguns que poderão ter lugar no plantel. Se necessário fazer uma ou outra contratação cirúrgica.
 
O Benfica continua a ter muita qualidade no seu plantel - mesmo que Gaitan, indiscutivelmente o jogador com mais classe do Benfica, saia. Continuaremos a ter Júlio César, Maxi (espero), Luisão, Jardel e Eliseu, defesa que, se continuar a ser bem trabalhada, dará garantias.
 
A nível de meio campo, considero que temos o melhor campo de Portugal, um meio campo de luxo mesmo. A razão pela qual isso não foi mais visível foi porque no esquema do passado só jogavam dois centro campistas. Mas agora as coisas poderão ser diferentes. E possivelmente terão que ser! O dogma dos dois pontas de lança poderá - e talvez deva mesmo - ser questionado. Talvez precisemos de ter ali outra ocupação do espaço, mais conservadora e mais segura no controlo do jogo.

Mas que outro clube em Portugal poderá orgulhar-se de ter "só" Fedja, Samaris, Rúben Amorim, Cristante, Pizzi e Talisca? E existe ainda Mukhtar que poderá ser um jogador interessante. Alguém duvida que está aqui imensa qualidade e potencial?
 
No ataque penso que precisaremos de explorar novas soluções. Lima e Jonas foram uma dupla excelente mas imaginando que poderemos jogar num outro esquema serão precisas dinâmicas diferentes. Há porém no plantel e na equipa B (e eventualmente no mercado) soluções para esses outros esquemas.
 
Temos que manter a calma e o optimismo. O que está para trás já não conta. O Sporting poderá estar mais forte - aparentemente vai apostar forte na próxima época e será um candidato ao título assumido. O Porto mantém o treinador e uma base da época finda sobre a qual tentará melhorar. O Benfica partirá de uma plataforma talvez mais modesta em termos de investimento na equipa. Mas isso não é necessariamente mau. Uma luta mais equilibrada na frente faz com que o foco e a pressão não esteja permanentemente no Benfica como foi no passado, com laivos de obsessão doentia da parte de muita comunicação social e comentadores. Com um Porto e um Sporting fortes e também em guerra entre eles (Lotopegui-Jesus parte II) o Benfica pode fazer uma caminhada mais discreta que pode no entanto acabar em sucesso. Quem sabe se sobre a linha da meta. Quem sabe se, ao contrário dos últimos anos, em vez de acabarmos a época em clara perda, não podemos acabá-la em grande, ultrapassando os nossos adversários no photo finish?
 
Há muito para ganhar na época que se inicia em Agosto. Há uma Supertaça, um campeonato, uma Taça de Portugal, uma Taça da Liga e uma Liga dos Campeões na qual se impõe uma prestação melhor do que as dos anos recentes. Seja qual for o treinador que vier, aqueles que se falaram (Rui Vitória e Marco Silva) terão certamente ambição e qualidades para, suportados pela tal estrutura e pelo "Manto protector" dos sócios e adeptos, poder disputar todas estas competições e continuar a dar títulos ao Benfica. Ambos são competentes e ambos merecem o nosso respeito e confiança qualquer que venha a ser a escolha. O novo treinador terá o meu apoio. Eu sou do Benfica e enquanto ele estiver no Benfica será dos meus. E não apenas isso: terei toda a confiança no seu trabalho. Porque qualquer um deles é um profissional sério e que sabe o que está a fazer. Saibam os benfiquistas aproveitar este momento para se unirem ainda mais e os títulos continuarão a chegar.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Bruno de Carvalho é um louco

Eu não irei fazer da ida de Jorge Jesus para o Sporting um choradinho de calimero. Não é o meu estilo nem o do Benfica. Jorge Jesus é um treinador que ganhou muito com o Benfica e eu estou-lhe muito grato por isso. Voltou a dar gosto ver o Benfica, voltámos a ter alegria, a ter estádios cheios, a ganhar. Houve momentos maus, muito maus mesmo, como foi o ano de Villas-Boas e as duas finais europeias (mal) perdidas. Mas antes disso perdíamos de goleada com os Olympiacos e acabávamos Ligas Europas sem sequer um ponto... Foram anos de marasmo que acabaram quando Jorge Jesus chegou. Voltou a ser temível jogar na Luz.
 
Feito este ponto prévio, tenho a dizer que Bruno de Carvalho tem tido um comportamento que prefiro até nem adjectivar para além do que está no título do post (e que alguns sportinguistas, como Dias da Cunha e Vasco Lourenço, já afirmaram publicamente com uma repercussão nacional que este blog evidentemente não tem).
 
Bruno de Carvalho é louco. É preciso recordar aqui alguns episódios, antes de chegar ao momento presente.
 
A dada altura disse esta coisa execrável: "o futebol português funciona como aquele fenómeno fisiológico... conhecido como ânus, onde temos duas nádegas que enfrentam uma à outra, imponentes e de onde só sai vento mal cheiroso ou trampa"
 
Aqui há dias falou - querendo ser engraçado e irónico - da contratação de "Belfodil". Quem não viu estas declarações eu convido a procurarem no youtube porque isto entra num novo patamar que não pensávamos possível em Portugal.
 
Agora decidiu despedir Marco Silva de uma maneira ignóbil, sem princípios e até sem método, porque a coisa é tão indecente e mal feita que 1) até deixa os sportinguistas decentes incomodados e enojados e 2) não tem a mínima possibilidade de sequer ser considerada por qualquer tribunal, obrigando o Sporting ao pagamento integral da indemnização compensatória, ou seja o pagamento integral do contrato.
 
Isto para além de contratar um novo treinador com Marco ainda em funções, seguido da confirmação do novo treinador quando Marco ainda está sob processo disciplinar e portanto (tanto quanto eu sei) continuar formalmente em funções até à conclusão desse processo.
 
Mas isto é resultado de um padrão: a rescisão unilateral com o fundo de investimento Doyen no caso de Rojo (faz lembrar o rasgar de contratos de Vale e Azevedo) e o caso do pavilhão do clube, no qual depois de adjudicar a obra penso que à Teixeira Duarte (e de esta começar as obras), rescindir unilateralmente sem pagar um tostão são outros casos públicos (provavelmente haverá ainda mais).
 
Eu digo-vos uma coisa, este homem é louco e pode arrastar o Sporting para o abismo - algo que não será bom nem para o Benfica nem para o futebol português. Mas parece-me que o caminho é já irreversível e sem retorno.
 
Não voltarei a este assunto.
 
 
 

VIVA O BENFICA
 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O novo treinador do Benfica

Ultrapassado o choque da saída de JJ para o Sporting, há que avançar para a solução e começar a trabalhar para que o futuro traga mais títulos.

A RTP diz que Rui Vitória já tem um acordo (também de 3 anos) com o Benfica mas as outras televisões são mais cautelosas e não dão o actual treinador do Guimarães como confirmado.

Parece relativamente claro que uma das razões para a saída de Jesus foi uma falta de sintonia entre clube e treinador relativamente ao rumo a seguir. Notícias claramente oriundas do campo de Jorge Jesus dão conta de que as contratações já feitas não tiveram intervenção do treinador. Por outro lado, Vieira deixou nos últimos tempos recados particularmente fortes relativamente à necessidade de apostar e tirar partido da formação.

Neste quadro de mudança de paradigma faz realmente sentido apostar num treinador com um perfil de Rui Vitória que já treinou as camadas jovens do Benfica. No entanto tem que se levar este exercício de planeamento do futuro um pouco mais longe. O Benfica vai apostar na formação em que termos? Uma aposta em criar os alicerces de uma equipa de futuro, projectando jovens para patamares superiores de competitividade? Uma aposta de futuro, sem pressão de ganhar títulos importantes nos próximos dois ou três anos?  Se for assim, Vitória pode ser o homem certo. Mas estarão os benfiquistas prontos para ver o clube voltar a ficar em 3º no campeonato?

Se a ideia não é esta, se a ideia é continuar a ter uma equipa competitiva que se bata e possa até ser superior à do Porto e continue a estar um patamar acima do Sporting, ganhando ou ficando perto de ganhar o campeonato, então temo que Vitória possa não ter experiência e capacidade para esses voos. Mais, Vitória está longe da realidade Liga dos Campeões e dos palcos das grandes decisões. Apesar de ser um bom treinador, poderá ser um novo Paulo Fonseca, alguém sem preparação (e se calhar sem estaleca) para estas andanças. O Benfica não é o Guimarães.

Se a decisão ainda não está definitivamente tomada, se não foi assumido um compromisso firme com Vitória, então o Benfica deveria a meu ver esperar e ver o que acontece com Marco Silva, porque esse sim, me parece o homem certo para substituir Jorge Jesus. Com equipas com recursos limitados e sem estruturas fortes a apoiá-lo, fez trabalhos notáveis no Estoril e no Sporting. Nesta época perdeu apenas um jogo com os "grandes" (no dragão) e bateu-se pela qualificação na Liga dos Campeões até ao último momento. No Estoril alcançou resultados históricos: subida de divisão, qualificação europeia, vitórias em Alvalade e no dragão e empate na Luz. Mas acima de tudo, Marco Silva coloca as suas equipas a jogar futebol e a mostrar personalidade e identidade nos vários jogos, incluindo os jogos com equipas mais fortes. E é benfiquista. Por todas estas razões, Marco seria a minha escolha. Espero que ainda estejamos a tempo de o contratar.

E deixo ainda um último argumento. O Benfica quis baixar o salário de Jorge Jesus para agora ir pagar uma indemnização de 1 milhão de euros ao Guimarães quando tem um treinador livre com a qualidade de Marco? Parece-me difícil de entender...




O Benfica é o Benfica

E o Sporting nunca lhe chegará aos calcanhares.

Com ou sem Jorge Jesus.

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