segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Regresso ao passado (e às derrotas com palmas)

Não foi mau demais para ser verdade porque foi mesmo verdade.

Jorge Jesus foi à Luz humilhar Rui Vitória e dar uma enorme chapada na cara daqueles que miseravelmente o têm denegrido nas últimas semanas. Nem me vou dar ao trabalho de "explicar" esta frase. A realidade por vezes é auto-explicativa. O que aconteceu ontem é muito bem feito para muita gente. O problema é que o Benfica e muitos que não têm culpa nenhuma dos erros e das faltas de carácter que têm sido cometidas são quem mais sofre com esta lição.

O "processo" instaurado pelo Benfica a Jorge Jesus é vergonhoso, é patético, é embaraçoso. Fez-me lembrar o processo disciplinar a Marco Silva por não ter usado fato num jogo. Faz-me lembrar os maridos despeitados, para não usar outra expressão mais vernácula. 

Muita gente continua porém sem perceber o que aconteceu e muitos continuam a insistir que o problema é a falta de apoio, os pasquins, os avençados, os antis, os árbitros, etc, etc, etc... São burros e não há nada a fazer. Não vale a pena perder tempo com pessoas que são incapazes de aprender com os erros.

Quando se começou a desenhar a saída de Jorge Jesus (e alguns iluminados continuavam a dizer que não, que eram tudo mentiras da comunicação social, que tudo estava a ser tratado calmamente), escrevi aqui que poderíamos estar perante um erro de dimensões históricas. 

Depois defendi que, assumida essa decisão de deixar sair Jesus, Marco Silva seria o homem certo, por todas as razões. E Marco está a mostrar toda a sua qualidade (com recursos escassos) na Grécia.

Quanto a Rui Vitória, está a fazer aquilo que eu esperava. Umas vezes melhor, como em Madrid em que claramente me surpreendeu pela positiva e deu uma grande alegria, outras vezes muito pior como na derrota na Supertaça e na indescritível exibição de ontem. A substituição de Eliseu por Fedja é qualquer coisa que eu não admito e me diz que estamos perante um treinador completamente perdido e que não sabe o que está a fazer. Como se não bastasse, Fedja saiu passados 22 minutos. A perder por 3-0 com o Sporting na Luz.  Rui Vitória faz duas substituições nas quais não altera a estrutura da equipa. Vale a pena dizer mais?

As coisas vão piorar ainda mais. O estado dos jogadores, de cabeça completamente perdida, é indicativo. O efeito Gonçalo Guedes começa a passar (como é evidente, pois estamos a falar de um jovem de 18 anos que é bom que jogue mas de forma gradual, não se lhe podendo colocar sob as costas quase a responsabilidade de resolver sozinho) e Gaitan terá a sua (normal) baixa de forma. À próxima derrota a contestação subirá de tom e a descrença começará a aumentar entre  jogadores e adeptos.

Mas como é evidente as culpas não são todas de Rui Vitória. As coisas até pareciam estar a "entrar nos eixos" mas dois factores fizeram ruir este castelo de cartas a que a nossa equipa (ou apenas 11 jogadores?) se assemelha neste momento.

O primeiro foi a lesão de Nélson Semedo. Numa equipa  demasiado frágil e dependente das individualidades como a do Benfica, Nélson estava a fazer a diferença pela qualidade e dinâmica que conferia ao corredor. Com outro jovem irreverente à sua frente, a nossa ala direita estava temível e disfarçava as limitações do outro lado, tanto mais que Gaitan tinha estado no melhor momento da sua carreira. Sem Nélson ficámos com duas alas coxas e as fragilidades de Eliseu vieram ainda mais ao de cima.

O segundo foi a história das caixas e o silêncio do Benfica perante os ataques diários do Sporting, sob o pretexto de que seríamos superiores e deixaríamos os outros sem resposta, com um "silêncio ensurdecedor" porque isso é que os irritaria mais. O argumento mais idiota que eu já ouvi em futebol. Depois caímos no absurdo, no ridículo de instaurar um processo a Jorge Jesus a 2 semanas do derby, desmentindo por completo essa suposta superioridade e caindo na completa mesquinhez.

Isto não é o Benfica: nem dar prendas a árbitros, nem instaurar processos a ex-treinadores são comportamentos aceitáveis no Benfica.

Rui Vitória não tem culpa destes dois factores mas ele também não está lá para ser ilibado. Ele está lá para ganhar - se necessário impondo a sua vontade perante outros - e isso não me parece que venha a conseguir.

Disse-o e mantenho: quem no Benfica é responsável pelas prendas aos árbitros deveria apresentar a sua demissão. O nome do clube não pode ficar associado a tais comportamentos. Neste momento somos achincalhados quase diariamente e poucos argumentos temos para nos defender. Perdemos qualquer tipo de autoridade moral e só a recuperaremos quando as pessoas responsáveis por isto saírem do clube. Também por aí começamos a perder o derby de forma tão clara. 

O Benfica não é isto. Como não é, apesar de nos tentarem convencer do contrário, irromper em aplausos e festejos quando se está a ser goleado em casa pelo principal rival. Então querer fazer disso o principal facto da noite é de um ridículo inusitado. Os benfiquistas estão confusos e precisam de pensar bem no que se está a passar. Mas também precisam que se apresente uma alternativa credível, de alguém que não veja o futebol apenas como um cruzamento entre o mundo empresarial e a política, e que perceba os valores do Benfica. Infelizmente não vejo para já essa pessoa (ou grupo de pessoas) perfilar-se. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Humilhação

O que se passou na Luz hoje está entre o que de pior vi na vida o Benfica (não) fazer.
E atenção, o descalabro podia ter sido ainda maior.
Mas quem achou que a estratégia de não responder ao Sporting e meter processos a Jorge Jesus a uma semana do derby foi a melhor deve estar agora muito espantado. Quem dizia que o Jorge Jesus não prestava para nada também.

Eu infelizmente não estou minimamente surpreendido. 
 
Ao ouvir a conferência de imprensa de Rui Vitória fico ainda com mais certezas.

Mas não tenho dúvidas nenhumas de que Rui Vitória não é o único responsável.
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Presentes a árbitros?

Escrevo este texto às 11.00h da manhã de quarta-feira, dois dias e 11 horas depois das acusações gravíssimas do presidente do Sporting ao Benfica. A única "reacção" do Benfica veio através do jornal "A Bola" que informa que o clube não vai reagir para não se colocar ao nível rasteiro do Presidente do Sporting.

Esta posição não me convence porém. 

Foi lançada uma acusação que coloca o Benfica sob suspeita de corrupção, pelo menos a nível moral; sob suspeita de aliciar ou pelo menos seduzir os árbitros. Não se pode pretender que uma coisa desta gravidade não deve ser esclarecida apenas porque quem denunciou a situação é uma pessoa sem nível. Essa pessoa é presidente de um grande clube e fez a acusação publicamente. 

Nem se pode tentar, como já vi e ouvi, dizer que isto é "normal".

É normal dar presentes a árbitros??? Então porque não pode ser normal dar presentes em fruta? 

Porque entendamo-nos - e aqui eu dou razão a Rui Santos no seu programa de ontem - , não estamos a falar de um mero "brinde", como seria um porta chaves, um galhardete ou (no limite) uma camisola do clube. Estamos a falar (foi essa a acusação do presidente do Sporting) de senhas para 4 refeições que (alegadamente) não têm limites de preço, podendo envolver até "champagne".

Se isto fosse verdade - e não pode ser - o Benfica estaria a dar "prendas" aos árbitros cujos valores poderiam ascender às centenas de euros. Se isto fosse verdade, estaríamos a falar de comportamentos semelhantes às "mariscadas de Matosinhos" do tempo do apito dourado que considerámos (como é evidente) uma coisa grave. Por isso, insisto, isto não pode ser verdade.

No entanto, o silêncio do Benfica em relação a esta matéria, que entra agora no terceiro dia, deixa no ar a ideia de que pode haver verdade na acusação. E coloca benfiquistas no triste papel de defender que afinal até nem há nada de tão gravoso nesta prática... Como?? Oferecer jantaradas a árbitros afinal nada tem de mal? Seria a descredibilização total do nosso clube.

O Benfica, quero acreditar, não faz nada disto. Há aqui, quero acreditar, uma mistura de verdades com inverdades. O Benfica oferecerá eventualmente uma camisola (possivelmente os outros clubes fazem o mesmo - Carvalho admitiu que o Sporting o fazia) e em vez de deixar comida no balneário (como o Sporting) oferece uma senha para o árbitro ter uma refeição normal no quadro da sua deslocação para arbitrar o jogo. Quero acreditar pois que quando o presidente do Sporting fala em 4 refeições para cada árbitro com direito a "champagne" se os contemplados assim quiserem, mais camisola e convites para o museu, está a mentir.

Era obrigação da direcção do Benfica esclarecer esta novela. Não o fazendo, permite que se crie a ideia de que isto pode ser verdade, com consequências graves não apenas sobre a imagem do clube mas também sobre a moral de sócios, adeptos e até desportistas. Se, por absurdo, isto fosse verdade, então aí todos os responsáveis por uma tal situação teriam que se demitir imediatamente. O Benfica não pode estar associado a práticas desta natureza.







terça-feira, 6 de outubro de 2015

Insinuações gravíssimas que não podem passar em claro

Sobre o Presidente do Sporting, a sua falta de nível e o destino mais que certo da sua presidência, já falei aqui ( http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2015/06/bruno-de-carvalho-e-um-louco.html  ), tendo na altura dito que não voltaria ao assunto. Apesar do espectáculo grotesco de ontem à noite vou manter-me fiel ao que então disse e não vou falar mais da dita personagem.

Agora houve insinuações gravíssimas que afectam o Benfica que têm que ter resposta, venha ela de que forma vier (já ouvi falar em processo crime).

Nomeadamente foi dito que o Benfica gastava "um quarto de milhão" em árbitros. Essa acusação/insinuação não pode passar em claro.

domingo, 27 de setembro de 2015

Equipa está a crescer

O Benfica venceu com alguma tranquilidade uma equipa bem organizada (que empatara em Alvalade) e que nos procurou colocar problemas.
Jonas, Gaitan e Guedes voltaram a abrir o livro e resolver alguns problemas. É que depois de uma boa entrada em jogo e uma boa dinâmica que conseguiu encostar o Paços praticamente à sua grande área, o Benfica começou a falhar passes e a jogar de uma forma mais desligada, com os sectores demasiado distantes entre si. O Paços por outro lado começou a ser mais atrevido e teve uma ou outra oportunidade. Foi então que apareceu Jonas e o seu talento individual: um golo de bandeira pouco antes do intervalo que tornou tudo muito mais fácil.
Na segunda parte o Paços entrou bem e criou novamente algumas jogadas de ataque. O Benfica percebeu que teria que fazer mais e acelerou novamente o jogo, tendo tido (tal como no início do jogo) uns 20 minutos de muito boa qualidade, durante os quais para além dos dois golos, o Benfica criou várias situações de golos. Foi nesta altura que Gaitan foi um dínamo atacante da equipa e que Jonas e Gonçalo Guedes fizeram uma sociedade de qualidade futebolística e golos. Curiosamente, como até já li aqui na blogosfera, Guedes nem estava a fazer uma boa partida. No entanto o "menino" tem uma entrega ao jogo e uma energia que ajudam a que as coisas lhe corram bem. Um golo e uma assistência (e muito jogo carreado pelo seu flanco) são um pecúlio assinalável num jogo que não foi fácil.
Dá gosto ver um jogador português de 18 anos, formado no clube, jogar a titular no Benfica, secundado no seu flanco por Nélson Semedo, outro português, de 21 anos, igualmente da nossa formação. E dá ainda gosto ver Eliseu (benfiquista assumido e internacional português) e André Almeida (sempre profissional, sempre extremamente competente no seu jogo) igualmente a titulares. Os jogadores portugueses, tal como os jogadores estrangeiros que têm já vários anos de Benfica, como Luisão e Gaitan, são importantes para a mística do Benfica se fazer sentir. O futebol é paixão e sentimento e esta ligação é muito importante. Sente-se que se criou no Benfica (veja-se a forma como Jardel, Júlio César e Jonas sentem a camisola) um espírito de grupo e uma coesão no balneário que é de louvar.
Há aspectos a melhorar, há trabalho a fazer, mas o Benfica parece no bom caminho, como parecia antes e durante a maioria do jogo (exceptuando os últimos 20 minutos) no dragão. Há que continuar neste caminho e na senda das vitórias, alcançando a primeira vitória fora já no próximo jogo, contra o União da Madeira. É que apesar da injustiça dos resultados, a verdade é que perdemos os dois jogos fora que disputámos - contra o Arouca e contra o Porto. Há pois que vencer essa partida, embora antes disso tenhamos ainda outro jogo com que nos preocupar, um jogo bem difícil para a Liga dos Campeões em Madrid.
Mas atentando agora ao campeonato há ainda que destacar o facto de estarmos agora a 2 pontos do 1º lugar. Não é caso para festejar mas acho que os sinais que temos detectado nos permitem ter algum optimismo moderado em relação ao futuro. Há que procurar consistência, continuidade nas vitórias. A regularidade é um factor fundamental num campeonato.

sábado, 26 de setembro de 2015

Para quem chora tanto...

de vez em quando convém recordar um dos lances mais escandalosos da história do futebol.





sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Moreirense empata com Porto

Agora teremos que vencer o nosso jogo com o Paços para recuperar terreno.
Vamos continuar a nossa caminhada. Os outros candidatos perderão mais pontos.
Há é que continuar a crescer como equipa e ganhar. Há que enfrentar os jogos com essa missão. Jogar bem é importante mas ganhar é essencial.
Estamos vivos!