Hoje, dia 16 de junho, sábado, temos quatro jogos:
11.00h - França-Áustrália (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
14.00h - Argentina-Islândia (Grupo D) - SIC, Sport TV 1
17.00h - Peru-Dinamarca (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
20.00h - Croácia-Nigéria (Grupo D) - Sport TV 1.
Amanha, dia 17 de junho, domingo, temos:
13.00h - Costa Rica-Sérvia (Grupo E) - RTP 1, Sport TV 1
16.00h - Alemanha-México (Grupo F) - Sport TV 1
19.00h - Brasil-Suíça (Grupo E) - Sport TV 1
sábado, 16 de junho de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Calendário do Mundial - Dia 2 (sexta 15 de junho)
Hoje, dia 15 de junho, sexta-feira, temos três jogos:
13.00h - Egipto-Uruguai (Grupo A) - Sport TV 1
16.00h - Marrocos-Irão (Grupo B) - Sport TV 1
19.00h - Portugal-Espanha (Grupo B) - RTP 1, Sport TV 1
Amanha, dia 16 de junho, sábado, temos quatro jogos:
11.00h - França-Áustrália (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
14.00h - Argentina-Islândia (Grupo D) - SIC, Sport TV 1
17.00h - Peru-Dinamarca (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
20.00h - Croácia-Nigéria (Grupo D) - Sport TV 1.
13.00h - Egipto-Uruguai (Grupo A) - Sport TV 1
16.00h - Marrocos-Irão (Grupo B) - Sport TV 1
19.00h - Portugal-Espanha (Grupo B) - RTP 1, Sport TV 1
Amanha, dia 16 de junho, sábado, temos quatro jogos:
11.00h - França-Áustrália (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
14.00h - Argentina-Islândia (Grupo D) - SIC, Sport TV 1
17.00h - Peru-Dinamarca (Grupo C) - RTP 1, Sport TV 1
20.00h - Croácia-Nigéria (Grupo D) - Sport TV 1.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Calendário do Mundial - Dia 1
O Mundial começa hoje 14 de junho.
A cerimónia de abertura está anunciada para as 15.30h hora de Lisboa (16.30h hora europeia, 17.30h em Moscovo e 10.30h na Costa Leste dos EUA), apenas 30 minutos antes do apito inicial do Mundial 2018.
Este começará com o Rússia-Arábia Saudita (Grupo A) às 16.00h de Lisboa, 18.00h de Moscovo. O único jogo desta quinta-feira.
A RTP 1 transmitirá em direto tanto a cerimónia como o jogo. O mesmo acontecerá com a Sport TV 1.
Amanhã, dia 15 de junho, o calendário é mais preenchido e tem o aliciante da entrada em campo da seleção nacional:
13.00h - Egipto-Uruguai (Grupo A) - Sport TV 1
16.00h - Marrocos-Irão (Grupo B) - Sport TV 1
19.00h - Portugal-Espanha (Grupo B) - RTP 1, Sport TV 1
A cerimónia de abertura está anunciada para as 15.30h hora de Lisboa (16.30h hora europeia, 17.30h em Moscovo e 10.30h na Costa Leste dos EUA), apenas 30 minutos antes do apito inicial do Mundial 2018.
Este começará com o Rússia-Arábia Saudita (Grupo A) às 16.00h de Lisboa, 18.00h de Moscovo. O único jogo desta quinta-feira.
A RTP 1 transmitirá em direto tanto a cerimónia como o jogo. O mesmo acontecerá com a Sport TV 1.
Amanhã, dia 15 de junho, o calendário é mais preenchido e tem o aliciante da entrada em campo da seleção nacional:
13.00h - Egipto-Uruguai (Grupo A) - Sport TV 1
16.00h - Marrocos-Irão (Grupo B) - Sport TV 1
19.00h - Portugal-Espanha (Grupo B) - RTP 1, Sport TV 1
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Assembleias gerais
Ponto prévio: não escrevo a reboque de Rui Gomes da Silva, que toca neste tema na sua crónica no blog Geração Benfica. Desde ontem que eu tencionava escrever este post que acaba por coincidir, em algumas coisas, com a linha de pensamento de RGS.
No Sporting a oposição a Bruno de Carvalho procura fazer uma Assembleia Geral de destituição, ao passo que aquele, recusando essa assembleia, marca outras duas (embora essa não seja uma competência sua) nas quais pretende por um lado mudar os estatutos e por outro ter novas eleições ... para a mesa da Assembleia Geral e para o Conselho Fiscal. Ou seja, cada uma das partes neste diferendo quer usar (ou instrumentalizar) a Assembleia Geral - que é o órgão de representação dos sócios por excelência - para prosseguir a sua própria agenda.
No Benfica felizmente não temos este triste espectáculo de um clube dividido até ao tutano, a ser diariamente enxovalhado na praça pública pelo seu próprio presidente. Tivemos um cenário parecido, como todos sabem, mas felizmente já há muitos anos. Mas se não há comparação possível entre as situações, há no entanto algo para que a situação do Sporting nos chama a atenção e que merece reflexão por parte dos benfiquistas.
Esta noite haverá uma Assembleia Geral no Benfica. É a primeira após o término da época e a primeira que eu me lembre em muito tempo. No entanto na ordem dos trabalhos estará apenas a discussão do orçamento e plano de atividades. Ora será que isto faz sentido? Será que, face a tudo o que aconteceu e está ainda a acontecer, não deverá ser esta uma oportunidade de abordar a situação no clube? Não deveriam ser analisados e discutidos os resultados no futebol, nas modalidades (onde nos arriscamos a não ganhar um único título - o futsal é a derradeira oportunidade) e os inúmeros casos judiciais em que o Benfica tem estado envolvido?
As assembleias gerais não podem ser apenas momentos burocráticos para carimbar e legitimar tudo o que a direção faz. Elas têm que ser o momento de dar aos sócios razões do que se faz e explicações para o que não corre bem. Os clubes pertencem aos sócios e as assembleias gerais servem precisamente para convocar e exercer esse poder das bases. Nessa medida as direções têm que prestar contas aos sócios e não podem pretender que as AG's sejam meras formalidades para expedientes estatutários sem substância. A agenda da presente reunião da AG denota esse espírito burocrático e uma tentativa de esvaziar a reunião da discussão dos temas mais prementes.
A direção tem que perceber que está lá para servir o Benfica e os benfiquistas e não o contrário. Que o exercício do poder executivo por parte da direção representa uma honra para quem lá está e não um favor que se faz aos benfiquistas. Dito isto gostava que esta noite fosse feito um debate sério sobre o presente momento do clube e que a direção explicasse aos sócios o que se está a passar: péssimos resultados no futebol e nas modalidades, casos judiciais a envolver o clube e alguns negócios mal explicados, como os empréstimos de Jiménez e Talisca.
É uma oportunidade única para, dentro de casa, esclarecer aqueles que com o seu dinheiro e dedicação sustentam toda a estrutura do clube, a começar pelos seus dirigentes.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Reforços do Benfica até ao momento
O Benfica contratou até ao momento sete jogadores: Vlachodimos, Ebuehi, Conti, Chiquinho, João Amaral, Castillo e Facundo Ferreyra. Destes apenas me parecem seguros no plantel principal (pois sabemos que o Benfica contrata também jogadores para rodarem noutros clubes ou apenas para revender) os três sul americanos (o avançado chileno Castillo e os argentinos Conti, central, e Facundo Ferreyrae, ponta de lança), e o guarda-redes grego-germânico Odisseas Vlachodimos. Dos restantes jogadores Ebuehi é um lateral com 22 anos muito promissor, que é o que, a seguir aos referidos, mais hipóteses me parece de permanecer no plantel principal, João Amaral é um extremo que vem do Vitória de Setúbal e Chiquinho um jovem médio que chega vindo da Académica.
Outros nomes de que se fala são Cristian Lema, também argentino e também central (o jogador não renovou com o seu clube mas há mais interessados além do Benfica), e Guilavogui, um credenciado médio francês que actua no Wolfsburgo. De acordo com "A Bola", o clube alemão terá aceitado negociar o jogador. Finalmente há ainda o caso de Mato Milos, lateral direito contratado o ano passado e entretanto emprestado ao Légia por um período que terminou agora, podendo o jogador ingressar no plantel se essa for a intenção da SAD.
Entre os já assegurados e os possíveis reforços há bastante qualidade. Nota-se também critério e planificação: claramente o Benfica está a preencher com jogadores com algumas provas dadas ou bastante potencial as lacunas mais do que evidentes no plantel da época agora terminada. Veremos até que ponto são de facto soluções porque, como assinalou um visitante deste blog há dias, nunca há garantias de que os jogadores rendem, mesmo quando têm qualidade, porque isso depende de muitas variáveis. O que se pode fazer é planificar e contratar jogadores com qualidade reconhecida, e isso parece estar a ser feito. Ficarão a faltar na minha opinião opções válidas para o meio campo. Não sabemos quando e em que condições Krovinovic regressará, sendo essencial também mais um jogador para o lugar de Pizzi.
Há ainda muito por definir mas para já os sinais são positivos. Ferreyra é um jogador que pode render muito no Benfica se as coisas correrem como esperado. A sua vinda e a de Castillo indica que Jimenez ou Seferovic ou até os dois poderão sair.
Face a tudo isto e como assinalei no anterior post, há que rapidamente esclarecer todas as questões relativas a processos judiciais e suspeitas que pairam sobre o clube de modo à equipa poder trabalhar com tranquilidade e estabilidade com o mínimo possível de ruído e interferências externas.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Queremos clareza no Benfica
Uma das razões iniciais para o aparecimento deste blog foi a de tentar contribuir para a desmontagem do sistema em vigor no futebol português.
Durante muitos anos, mesmo já depois do apito dourado, o Porto controlou as estruturas de poder do futebol português, incluindo a arbitragem e e os órgãos disciplinares.
Ano após ano o Benfica era prejudicado pelas arbitragens nos momentos decisivos, inviabilizando qualquer possibilidade de quebrar o ciclo hegemónico do Porto. Este ganhava campeonatos como quem compra um pacote de leite no supermercado.
Batemo-nos aqui no blog incessantemente pela verdade e transparência no futebol português.
Defendemos uma postura combativa e intransigente da direção do Benfica para conseguir mudar este estado de coisas. Uma postura que denunciasse a constante adulteração da verdade desportiva que se verificava no futebol português.
Era preciso desmontar certas estruturas de poder no futebol: a estrutura financeira, dominada pela Olivesdesportos, a estrutura dirigente dos órgãos de topo, a própria estrutura da arbitragem, incluindo os observadores.
Toda esta batalha pela verdade desportiva era necessária e foi assumida pelo Benfica. Desde há alguns anos para trás as arbitragens começaram a ser mais equilibradas. Até então os árbitros sabiam que prejudicar o Benfica significava rápidas promoções na carreira e que decidir em favor do Benfica em situações de dúvida ou de interpretação podia significar despromoções na mesma. Proença esteve muito tempo afastado dos jogos do Benfica, o que significou que, pelo menos por aí, deixámos de ser sistematicamente prejudicados com a chancela do "melhor do mundo". Esse efeito foi duplamente positivo porque os outros árbitros também deixavam de ter uma bitola tão sectária e parcial a emular e replicar.
Esta batalha era pois legítima e justa: o Benfica não podia ficar quedo e mudo ao ser sistematicamente espoliado e tinha todo o direito de lutar pela igualdade de tratamento e equidade por parte dos árbitros.
Este ano acumulam-se porém demasiadas sombras sobre o Benfica. É o nosso clube que agora aparece associado a práticas menos claras, senão ilegítimas. Depois da situação dos vouchers (que pode ser legal - e as instâncias do futebol já se manifestaram nesse sentido - mas que a mim não me agrada porque acho que os clubes não têm nada que dar "prendas" aos árbitros), veio o caso dos emails. Também neste último nada se provou mas ficou no ar a ideia de que poderia haver alguma promiscuidade no relacionamento com os poderes centrais do futebol português.
Pior porém do que estes casos, que, se isolados, poderiam apenas ser um fait divers, surgem agora investigações policiais ao Benfica. E aqui o caso muda de figura. Temos já casos com vários arguidos, envolvendo o Benfica, a SAD e o seu presidente. São eles o processo Lex, o processo e-toupeira, investigações a jogos (nomeadamente contra o Marítimo) e o mais recente caso de suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais.
São casos a mais.
Não podemos ser autistas, ao estilo Bruno de Carvalho, e achar que tudo isto são conspirações e cabalas contra o Benfica, acusando tudo e todos e disparando em todas as direções.
O Benfica não pode continuar a estar associado a estes permanentes escândalos. Neste momento o presidente do clube e o seu braço direito são arguidos em processos judiciais de alguma gravidade.
O estado de permanente suspeição foi já prejudicial ao Benfica na época que agora terminou. Situações destas geram instabilidade na estrutura e dúvidas entre os adeptos, para além de danos reputacionais graves para o clube - muitos destes casos chegaram já à imprensa internacional. A imagem do Benfica sai gravemente manchada.
Face a este quadro, as respostas do Benfica têm-se limitado a comunicados, alguns comentários lacónicos (a rábula sobre Luis Filipe Vieira ser ou não arguido foi ridícula) e a ameaça de lançar os seus próprios processos judiciais.
Não chega. Rui Gomes da Silva, com quem muitas vezes não concordo, tem toda a razão quando diz que o silêncio da direção do Benfica nestes casos é insuportável e ensurdecedor. Silêncio que não pode continuar, sob pena de se entrar numa nova época novamente numa posição de fragilidade.
O esforço de preparação da próxima época (e contratações importantes foram já feitas) pode ficar comprometido por uma situação de permanente desgaste resultante de investigações, escutas, buscas e processos judiciais. Sinceramente já perdi a conta ao número de buscas realizadas este ano no Estádio da Luz. Tal situação é inaceitável e insustentável!
O Benfica não pode estar associado a suspeitas de práticas ilícitas quanto mais de corrupção!
Nesta medida os actuais órgãos dirigentes têm dois caminhos:
1) esclarecer o mais rápido possível o que se passou e está a passar, falando claro aos sócios e explicando a origem das suspeitas e as razões pelas quais estão inocentes;
2) demitirem-se ou suspenderem funções até que tudo seja esclarecido. Foi isso que José Veiga fez há mais de uma década, pouco depois do clube se sagrar campeão: apesar de ter tido um papel importante nessa conquista (a primeira em 11 anos), demitiu-se para não associar o clube às acusações que pairavam sobre si.
O Benfica, repito, não pode estar de modo nenhum associado a eventuais práticas menos claras que os actuais (mas sempre transitórios) dirigentes do clube poderão ter cometido.
É hora de uma clarificação por parte da direção. Num sentido ou no outro.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
O que precisamos para a próxima época?
O Benfica perdeu o campeonato por culpa própria. A derrota na Luz contra o Porto nunca poderia ter acontecido. Se o título aí praticamente ficou nas mãos do Porto e só este o poderia perder, a derrota do Benfica duas semanas depois com o Tondela estendeu mesmo a passadeira ao FCP.
Foi um campeonato que podíamos ter ganho - esses dois jogos arruinaram essa possibilidade - mas em que partimos de trás e estivemos quase sempre atrás. Ou seja, a montanha que ainda na primeira volta tínhamos que subir revelou-se demasiado inclinada.
E porque aconteceu isto? Já o disse mais do que uma vez: independentemente de todo o ruído que foi feito com emails, vouchers, e-toupeira, o Benfica teria sido campeão se não tivesse depauperado tanto o seu plantel. O desinvestimento foi demasiado abrupto e o próprio investimento foi muito mal canalizado. Douglas e "Gabigol" (foi mesmo só um "gol") foram apenas os rostos mais visíveis de uma época de contratações que correu muito mal. A juntar a um quadro já de si limitado de jogadores houve mudanças de sistema táctico durante a época e lesões que comprometeram definitivamente as nossas aspirações.
Foi uma época para esquecer mas da qual precisamos de retirar algumas lições. Uma delas é que não é por se ganhar durante quatro anos que a vitória no quinto surgirá "naturalmente", como se fizesse parte da "ordem natural das coisas". Isso mesmo aprendemos amargamente no jogo com o Porto na Luz no qual voltou a pairar o fantasma de Kelvin. Não devia, porque se o Benfica não ganha (perde até) em casa ao Porto quando está na frente do campeonato e tem um balanço dado pelo Tetra, então pergunta-se quando ganhará ou se nos devemos habituar a perder com o Porto em casa, como tem sido quase a regra nos últimos 10 anos. Mas isso aconteceu porque o Porto teve mais soluções a sair do banco do que o Benfica. O Porto tinha um banco de alta qualidade (Maxi, Corona, Aboubakar, Oliver Torres, por exemplo) ao passo que o Benfica tinha Sálvio e Seferovic como únicas soluções ofensivas , ao passo que Samaris e João Carvalho eram os médios disponíveis (sobre as opções defensivas, incluindo GR, é melhor nem falar). É pouco. Arriscámo-nos a que acontecesse o que aconteceu.
Outra lição é a de que as coisas têm que ser programadas com mais rigor e profissionalismo e menos experimentalismo e convicção de que tudo vai correr bem porque para trás assim aconteceu. Apareceu Rúben, o que foi uma excelente notícia para um sector defensivo no qual claramente Luisão já denota grandes dificuldades (especialmente quando não tem ritmo de jogo). Foi solução mas no meio campo as coisas nunca encarrilaram. Isto apesar da grande qualidade que Krovinovic emprestou ao nosso jogo (e a que Zivkovic deu continuidade). Esse meio campo esteve demasiadas vezes "perro" porque não há substituto para Pizzi. Muitos adeptos queixam-se do jogador e pedem a sua saída da equipa. Mas para substituir por quem? João Carvalho? A formação não é uma panaceia milagrosa para todos os problemas. Faltou meio campo, sobretudo se a ideia era jogar num 4-3-3. Mais uma vez parece ter havido pouca programação, algo que nem sequer foi corrigido - como devia - em janeiro. Sobre o guarda-redes e sobre a posição de lateral direito parece-me que não é preciso dizer nada.
Nessa medida esperamos ver este ano um plantel reforçado, equilibrado e pronto para estar nas várias competições. É preciso investir se queremos - como certamente queremos - colher frutos através da participação na Liga dos Campeões. Vejo alguns sinais de que o Benfica está atento e a procurar suprir carências, mas ainda me parece pouco.
Foi um campeonato que podíamos ter ganho - esses dois jogos arruinaram essa possibilidade - mas em que partimos de trás e estivemos quase sempre atrás. Ou seja, a montanha que ainda na primeira volta tínhamos que subir revelou-se demasiado inclinada.
E porque aconteceu isto? Já o disse mais do que uma vez: independentemente de todo o ruído que foi feito com emails, vouchers, e-toupeira, o Benfica teria sido campeão se não tivesse depauperado tanto o seu plantel. O desinvestimento foi demasiado abrupto e o próprio investimento foi muito mal canalizado. Douglas e "Gabigol" (foi mesmo só um "gol") foram apenas os rostos mais visíveis de uma época de contratações que correu muito mal. A juntar a um quadro já de si limitado de jogadores houve mudanças de sistema táctico durante a época e lesões que comprometeram definitivamente as nossas aspirações.
Foi uma época para esquecer mas da qual precisamos de retirar algumas lições. Uma delas é que não é por se ganhar durante quatro anos que a vitória no quinto surgirá "naturalmente", como se fizesse parte da "ordem natural das coisas". Isso mesmo aprendemos amargamente no jogo com o Porto na Luz no qual voltou a pairar o fantasma de Kelvin. Não devia, porque se o Benfica não ganha (perde até) em casa ao Porto quando está na frente do campeonato e tem um balanço dado pelo Tetra, então pergunta-se quando ganhará ou se nos devemos habituar a perder com o Porto em casa, como tem sido quase a regra nos últimos 10 anos. Mas isso aconteceu porque o Porto teve mais soluções a sair do banco do que o Benfica. O Porto tinha um banco de alta qualidade (Maxi, Corona, Aboubakar, Oliver Torres, por exemplo) ao passo que o Benfica tinha Sálvio e Seferovic como únicas soluções ofensivas , ao passo que Samaris e João Carvalho eram os médios disponíveis (sobre as opções defensivas, incluindo GR, é melhor nem falar). É pouco. Arriscámo-nos a que acontecesse o que aconteceu.
Outra lição é a de que as coisas têm que ser programadas com mais rigor e profissionalismo e menos experimentalismo e convicção de que tudo vai correr bem porque para trás assim aconteceu. Apareceu Rúben, o que foi uma excelente notícia para um sector defensivo no qual claramente Luisão já denota grandes dificuldades (especialmente quando não tem ritmo de jogo). Foi solução mas no meio campo as coisas nunca encarrilaram. Isto apesar da grande qualidade que Krovinovic emprestou ao nosso jogo (e a que Zivkovic deu continuidade). Esse meio campo esteve demasiadas vezes "perro" porque não há substituto para Pizzi. Muitos adeptos queixam-se do jogador e pedem a sua saída da equipa. Mas para substituir por quem? João Carvalho? A formação não é uma panaceia milagrosa para todos os problemas. Faltou meio campo, sobretudo se a ideia era jogar num 4-3-3. Mais uma vez parece ter havido pouca programação, algo que nem sequer foi corrigido - como devia - em janeiro. Sobre o guarda-redes e sobre a posição de lateral direito parece-me que não é preciso dizer nada.
Nessa medida esperamos ver este ano um plantel reforçado, equilibrado e pronto para estar nas várias competições. É preciso investir se queremos - como certamente queremos - colher frutos através da participação na Liga dos Campeões. Vejo alguns sinais de que o Benfica está atento e a procurar suprir carências, mas ainda me parece pouco.
Subscrever:
Mensagens (Atom)