Segunda-feira, 25 de junho:
15.00 h Rússia - 0 Uruguai - 3
15.00 h Egipto - 1 Arábia Saudita - 2
19.00 h Portugal - 1 Irão - 1
19.00h Espanha - 2 Marrocos - 2
Hoje, terça-feira, 26 de junho:
15.00 h Austrália - Peru, RTP 1 Sport TV 1
15.00 h Dinamarca - França Sport TV 1
19.00 h Nigéria - Argentina, RTP 1 Sport TV 1
19.00 h Islândia - Croácia Sport TV 1
Amanhã, quarta-feira, 27 de junho:
15.00 h México-Suécia, Sport TV 1
15.00 h Coreia do Sul - Alemanha, RTP 1, Sport TV 1
19.00 h Suíça-Costa Rica, Sport TV 1
19.00 h Sérvia-Brasil SIC, Sport TV 1
terça-feira, 26 de junho de 2018
domingo, 24 de junho de 2018
Mundial - fase de grupos, jornada 2
As semi-surpresas
As primeiras meias surpresas pela positiva são a Inglaterra, a Rússia e o México. São seleções das quais pouco se esperava e que ao cabo da segunda jornada estão apuradas com surpreendente facilidade. Veremos se na fase seguinte conseguirão manter o elevado padrão ou se foram apenas fogachos.
As confirmações
Entre as confirmações a primeira e mais sólida é a da Croácia. A forma categórica como derrotou a Argentina e carimbou o apuramento deixa um forte aviso à concorrência. Quase o mesmo se pode dizer da Bélgica que aqui já elogiei anteriormente. Uma das selecções mais fortes até ao momento.
O Uruguai também não deixou os seus créditos em mãos alheias e assegurou a presença nos oitavos ao fim da segunda jornada. A pouca competitividade do grupo é uma realidade mas isso não belisca a competência uruguaia.
A França cumpriu com serviços mínimos (mas também Portugal o fez no Euro e acabou por ser campeão) e já está nos oitavos igualmente.
A Suíça, única entre todas a selecções que acabei de citar que ainda não se apurou (mas está lá perto) está a confirmar a solidez que vem demonstrando ao longo dos últimos anos.
As incógnitas
Portugal e Espanha estão bem encaminhados para o apuramento mas persistem dúvidas acerca do que poderão fazer na competição. Espanha partiu como favorita mas a saída de Lopetegui nas vésperas da estreia no Mundial e as dificuldades nos primeiros jogos deixam uma névoa de dúvidas a pairar. Portugal está a viver do talento de Ronaldo e deixou-se dominar por Marrocos de uma forma quase inacreditável.
O Brasil jogou melhor na segunda jornada e deverá confirmar o apuramento mas ainda não carburou como esperado. A vitória tardia com a Costa Rica, quando o apuramento chegou a estar em risco, dará mais motivação. A Alemanha está exactamente nas mesmas circunstâncias. E os alemães nunca desistem.
As desilusões
A maior desilusão é a Argentina - mas ainda mantém possibilidades de se apurar. Aquilo que (não) tem jogado é assustador. Mesmo que se venha a apurar as perspectivas não são boas. Mas o futebol é uma caixa de surpresas.
O Egipto vinha muito motivado pelo talento de Salah mas foi eliminado logo na segunda jornada sem dar um ar da sua graça. Da Polónia também se esperava muito mais, mas no grupo possivelmente mais fraco do Mundial já conseguiu a proeza de se fazer eliminar.
Tudo se começará a definir a partir de amanhã
A última jornada obviamente decidirá o que está em aberto relativamente ao apuramento para os oitavos mas dará para além disso indicações fortes quanto aos candidatos que se perfilarão. Nos grupos mais fracos onde já há apurados (nomeadamente o A e o G), o confronto direto entre os primeiros deixará antever qual a real qualidade de selecções como Rússia, Bélgica e Inglaterra (o Uruguai mantém sempre uma bitola competitiva alta e será sempre um adversário difícil nos oitavos). No nosso grupo B veremos o que fazem os primeiros classificados, a começar pela selecção nacional. Nos grupos D, E e F, Argentina, Brasil e Alemanha irão confirmar ou não as suas candidaturas, podendo a alviceleste despedir-se desde já no que seria a mais espectacular derrocada futebolística até ao momento.
sábado, 23 de junho de 2018
Calendário do Mundial - dias 10 e 11
Hoje, sábado 23 de junho:
13.00 h - Bélgica - Tunísia, Sport TV 1
16.00 h - Coreia - México, Sport TV 1
19.00 h - Alemanha - Suécia, RTP 1, Sport TV 1
Amanhã, domingo 24:
13.00 h - Inglaterra - Panamá, Sport TV 1
16.00 h - Japão - Senegal, Sport TV 1
19.00 h - Polónia - Colômbia, RTP 1, Sport TV 1
13.00 h - Bélgica - Tunísia, Sport TV 1
16.00 h - Coreia - México, Sport TV 1
19.00 h - Alemanha - Suécia, RTP 1, Sport TV 1
Amanhã, domingo 24:
13.00 h - Inglaterra - Panamá, Sport TV 1
16.00 h - Japão - Senegal, Sport TV 1
19.00 h - Polónia - Colômbia, RTP 1, Sport TV 1
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Desastre argentino
O que diríamos de Portugal e Fernando Santos se levássemos três da Croácia?
E diríamos com certeza com razão porque apesar de toda a qualidade da equipa croata (e é bastante) é preciso jogar muito mal para, a este nível, perder por três.
As piadas são mais do que muitas em relação a Messi, mas o problema reside na fraqueza colectiva da Argentina. Claro que também Portugal tem sido também frágil enquanto equipa e que apesar disso Ronaldo sobressai. Ainda bem que assim é. Mas não nos iludamos: o futebol é um jogo colectivo; um jogador pode suprir carências mas não ganha jogos sozinho. Por isso não duvidemos: apesar das más exibições (especialmente contra Marrocos), a selecção tem conseguido (com competência sobretudo defensiva) alcançar os seus objetivos.
A Argentina pelo contrário, não ataca nem defende competentemente. É uma equipa sem plano de jogo e com muitos equívocos. Ou arrepia caminho rapidamente ou sai prematura e inesperadamente do Mundial. A vitória da Nigéria abriu uma oportunidade de redenção. Veremos se a alviceleste a aproveita.
Está a ser uma competição incaracterística e com bastantes surpresas. Todos os candidatos e favoritos estão a enfrentar dificuldades inesperadas. nenhum está ainda fora mas todos eles terão que esperar pela última jornada para saber se progridem na competição.
Muita incerteza portanto, tardando em aparecer uma equipa que se distinga da concorrência e se perfile como potencial campeã.
E diríamos com certeza com razão porque apesar de toda a qualidade da equipa croata (e é bastante) é preciso jogar muito mal para, a este nível, perder por três.
As piadas são mais do que muitas em relação a Messi, mas o problema reside na fraqueza colectiva da Argentina. Claro que também Portugal tem sido também frágil enquanto equipa e que apesar disso Ronaldo sobressai. Ainda bem que assim é. Mas não nos iludamos: o futebol é um jogo colectivo; um jogador pode suprir carências mas não ganha jogos sozinho. Por isso não duvidemos: apesar das más exibições (especialmente contra Marrocos), a selecção tem conseguido (com competência sobretudo defensiva) alcançar os seus objetivos.
A Argentina pelo contrário, não ataca nem defende competentemente. É uma equipa sem plano de jogo e com muitos equívocos. Ou arrepia caminho rapidamente ou sai prematura e inesperadamente do Mundial. A vitória da Nigéria abriu uma oportunidade de redenção. Veremos se a alviceleste a aproveita.
Está a ser uma competição incaracterística e com bastantes surpresas. Todos os candidatos e favoritos estão a enfrentar dificuldades inesperadas. nenhum está ainda fora mas todos eles terão que esperar pela última jornada para saber se progridem na competição.
Muita incerteza portanto, tardando em aparecer uma equipa que se distinga da concorrência e se perfile como potencial campeã.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Portugal precisa de equilíbrio no meio
Começa a ser algo incompreensível o que se passa com a selecção nacional. Os resultados estão a ser relativamente positivos, Ronaldo, de quem somos sempre dependentes, está a render acima do esperado, mas a produção futebolística está a ser muito fraca. Portugal não consegue ter a bola nem fazer três passes seguidos. Se contra a Espanha isto se poderia explicar pela grande qualidade dos espanhóis e seu conhecido modelo de jogo - que além de passar por muita posse de bola e grande quantidade de passes (algo que resulta obviamente não apenas do modelo mas também da qualidade dos intérpretes) tem também como vector uma grande pressão sobre a equipa adversária nos momentos em que perde essa posse - já no caso de Marrocos não há desculpas. Marrocos pressionou muito Portugal, de forma muito física, mas os nossos jogadores tinham mais do que capacidade para ultrapassar as primeiras linhas dessa pressão e sair para ataques rápidos. Não o fizemos e raramente fomos perigosos. Pelo contrário Marrocos esteve quase sempre "em cima" da nossa defesa, criando múltiplas oportunidades de golo. Valeu Patrício...
É verdade que entre as explicações poderemos contar com o mau momento ou a falta de ritmo de alguns jogadores. Mas isso seria redutor pela seguinte razão: jogadores que fizeram excelentes épocas nas ligas europeias de mais alto nível, como Gonçalo Guedes e Bernardo Silva estão a ser dos menos inspirados. Bruno Fernandes em quem também se depositam legítimas esperanças também ainda nada fez. Há portanto um problema mais colectivo que o treinador diz não conseguir identificar.
Para mim o problema é relativamente simples. No Euro 2016 jogámos sempre com quatro meio campistas. Pouco me interessa se nominalmente jogávamos em 4-1-3-2 ou 4-4-2. O que é significativo é que jogávamos com quatro jogadores com cultura de meio campo: William, Adrien, Renato e João Mário. Essa era a nossa base, sendo que com o desenrolar do jogo normalmente entravam opções mais ofensivas, como Quaresma ou Éder. Ao lado ou atrás de Cristiano jogava normalmente Nani que recuava muitas vezes para construir jogo ou apoiar o meio campo. Ora neste momento estamos a jogar com um centro campista a menos (começámos o Mundial com dois a menos) e um segundo avançado (Guedes) que raramente recua. Temos pois necessariamente menos gente no meio e menos capacidade de choque/recuperação de bola. Ter Bernardo Silva ou Renato Sanches não é de modo nenhum comparável.
Note-se que não estou a questionar minimamente a capacidade ou méritos de Bernardo, Gonçalo e Bruno. Pelo contrário, defendi mesmo antes do Mundial que estes eram os jogadores de quem poderíamos esperar algo mais, que davam à selecção um toque extra de qualidade, criatividade e magia. E continuo a acreditar nisso. Simplesmente qualquer um deles, especialmente Bernardo e Bruno, precisam de estar mais envolvidos no jogo a meio campo e não apenas pensar em atacar a baliza adversária. Penso que este é o equilíbrio que está faltar a Portugal, que faz com que os dois jogadores do meio estejam muito sozinhos e pressionados e acabem por perder a bola demasiado rápido, não permitindo ligar os diferentes sectores e assentar o nosso jogo.
Calendário do Mundial, dias 7 a 9
Dia 20 de junho:
13.00h - Portugal-1 Marrocos-0, SIC, Sport TV 1
16.00h - Uruguai-1 Arábia Saudita-0, RTP 1, Sport TV 1
19.00h - Espanha-1 Irão-0, Sport TV 1
Dia 21 de junho
13.00h - Dinamarca-Austrália, RTP 1, Sport TV 1
16.00h - França-Peru, SIC, Sport TV 1
19.00h - Argentina-Croácia, Sport TV1
Dia 22 de junho
13.00h - Brasil-Costa Rica, Sport TV 1
16.00h - Nigéria-Islândia, Sport TV 1
19.00h - Sérvia-Suíça, RTP 1, Sport TV 1
13.00h - Portugal-1 Marrocos-0, SIC, Sport TV 1
16.00h - Uruguai-1 Arábia Saudita-0, RTP 1, Sport TV 1
19.00h - Espanha-1 Irão-0, Sport TV 1
Dia 21 de junho
13.00h - Dinamarca-Austrália, RTP 1, Sport TV 1
16.00h - França-Peru, SIC, Sport TV 1
19.00h - Argentina-Croácia, Sport TV1
Dia 22 de junho
13.00h - Brasil-Costa Rica, Sport TV 1
16.00h - Nigéria-Islândia, Sport TV 1
19.00h - Sérvia-Suíça, RTP 1, Sport TV 1
terça-feira, 19 de junho de 2018
Rússia 2018 - início da segunda jornada
Começa esta noite a segunda jornada do Mundial com a Rússia a receber o Egipto. Será um jogo decisivo para a equipa de Salah que precisa de pontos hoje para não dizer prematuramente adeus à competição. Quanto à Rússia, pode-se qualificar já caso vença a partida desta noite.
Portugal joga amanhã com Marrocos um jogo importante. É verdade que o empate com a Espanha nos concede alguma folga, dado que não perdemos com a equipa favorita a vencer o grupo. No entanto, como já assinalei antes, teremos que enfrentar este jogo com grande seriedade para evitar surpresas. Diga-se que Portugal passando esta fase enfrentará necessariamente um adversário do Grupo A nos oitavos de final, parecendo neste momento que tal deverá ser o Uruguai ou a Rússia. Mas, claro, é cedo para estas contas. Agora é jogar e tentar bater Marrocos.
Ainda no tocante à primeira jornada, cabe destacar a derrota surpreendente, já esta tarde, da Colômbia frente ao Japão. O jogo ficou condicionado pela expulsão de um colombiano logo a abrir a partida mas depois disso a Colômbia mostrou pouco e o Japão mostrou mais do que se esperava. Os nipónicos controlaram o jogo como quiseram na segunda parte e chegaram à vitória com justiça, face a uma Colômbia pouco acutilante e demasiado previsível. Quanto aos jogos de ontem do Grupo G, Bélgica mostrou mais uma vez ser uma seleção a ter em conta. Com uma defesa sólida e um meio campo preenchido, Mertens, De Bruyne, Hazard e Lukaku são um perigo constante para qualquer adversário. De facto a Bélgica tem das seleções mais talentosas deste Mundial e se conseguir manter a estabilidade e equilíbrio defensivo poderá ir muito longe, tanto mais que nos oitavos de final (onde quase certamente estará) enfrentará um adversário do Grupo H, um dos mais fracos da competição.
Já Inglaterra mostrou igualmente qualidade. É verdade que perante um adversário fraco como a Tunísia esteve quase a ceder pontos, mas aquilo que fez na primeira parte, a forma como anulou o adversário (que não teve nenhuma oportunidade e marcou apenas por um erro infantil de Walker) e a capacidade de acreditar até ao fim, dão a esta seleção argumentos que as suas antecessoras não tiveram. Lingard, Kane, Sterling e o lateral/extremo Trippier colocam qualquer defesa em respeito, havendo ainda no banco jogadores como Rashford, Vardy e Wellbeck. Os ingleses têm falhado miseravelmente nas últimas competições mas vejo nesta seleção argumentos que não vi noutros anos. Para seguir com atenção.
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