segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Benfica - 10 Nacional - 0: Futebol Total

Não há falta de adjectivos na língua portuguesa mas, nestas 24 horas que se seguiram ao Benfica-Nacional, a maioria deles já foi utilizada para classificar o jogo. Aliás, o resultado e a exibição tão avassaladora do Benfica ontem por si só expressam, melhor do que as palavras o podem fazer, o que aconteceu. Deixam um testemunho para a história que tão cedo não será esquecido.

Porque goleadas e exibições destas - é preciso termos a perfeita consciência disso - acontecem uma vez em décadas. A última assim acontecera há 55 anos. Claro que o Benfica terá outras tardes e noites de glória muito antes disso (esperemos mesmo que ainda esta época). No entanto um resultado desta ordem (como se costuma dizer, "já não se usam" números destes) aliado a uma exibição que esteve muito perto da perfeição, é algo que não acontecerá tão cedo. 

E é bom ter noção disso para nos prepararmos para as muitas dificuldades que seguramente surgirão daqui até ao final da época, para tardes e noites em que as coisas não correrão tão bem, tão fluidamente, em que parecerá que "estava escrito" que não iríamos ganhar, e nas quais os jogadores terão que lá ir pela determinação, combatividade, garra e raça. Porque isso é o Benfica. 

Mas claro que este dia (e apenas este, porque amanhã começa já outra história) foi de festa.

Há um mérito inegável de Bruno Lage - mas também de Luis Filipe Vieira - no que ontem aconteceu. Vieira tem apostado na formação (será talvez a única opção viável para os clubes portugueses, atendendo a que a nossa economia está muito distante das grandes Ligas) e os resultados são evidentes.

Rúben Dias, João Félix e o próprio Gedson, que tem tido menos oportunidades neste momento, são já certezas. São jogadores de qualidade indiscutível que já mostraram ser capazes de jogar a este nível. Veremos o que acontece com Ferro (que para já tem dado indicações muito positivas), Florentino (uma excelente entrada no jogo, mas sabemos que provavelmente será preciso tempo para amadurecer) e Jota. Este último é a maior promessa e a maior certeza a nível de talento. Pode vir a ser uma pedra preciosa. Mas vamos ver.

Mas claro que o mérito de quem os coloca a jogar - e como - é do treinador. Lage nesse aspecto tem feito as coisas bem. Com tranquilidade mas dando confiança aos jogadores.

O seu mérito vai, claro, além disso. A forma como a equipa se posiciona, pressiona e lança os seus ataques (as tais "transições") é algo que dá verdadeiramente gosto ver. Há muito talento, mas Lage está a potenciá-lo de uma forma que não víamos há muitos anos (se é qua alguma vez vimos). 

Da exibição de ontem, que não vale a pena adjectivar, tão avassaladora e eloquente ela foi, gostaria de destacar Pizzi. Faço-o não apenas por ontem mas pelos últimos jogos - e por últimos entendo aqui uma quantidade bem grande. Pizzi é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores jogadores do Benfica e de Portugal. É absolutamente inacreditável que alguns adeptos ainda tenham a completa falta de noção de o criticar. Claro que falha alguns passes (especialmente porque arrisca sempre lançar passes de rotura) e claro que tem exibições por vezes menos conseguidas, especialmente quando fatigado. Como todos os jogadores aliás. Mas quando está bem (que é quase sempre) Pizzi é um jogador que faz o Benfica jogar. Mesmo à direita, é o motor e a casa das máquinas do futebol ofensivo da equipa. Os seus números (golos, assistências, envolvimento em jogadas de golo) são absolutamente assombroso. E ontem foi, claro está, uma noite memorável neste particular. 

10 a zero. Uma noite (mais) para a gloriosa história do Benfica.
















terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A fraude do VAR

Tal como está, o VAR é uma fraude. Quando Oliver faz falta clara sobre Gabriel no início da jogada (primeiro golo do Porto na Taça da Liga) o VAR não intervém e todos cantam e assobiam. Quando João Félix se embrulha com Wendel nas barbas do árbitro - perfeitamente posicionado para ajuizar o lance, deixando-o seguir - o VAR decide interferir a pedido do público. Pressionado pelas bancadas, o árbitro retira o golo ao Benfica num lance normal de futebol, em que a única coisa anormal é a forma como o jogador do Sporting desiste da bola que estava perfeitamente ao seu alcance. Mas alguns benfiquistas anjinhos ainda acham muito bem.
Quando Pizzi é claramente ensandwichado e derrubado por dois jogadores do Sporting na área, o VAR não vê nada.
Quando após rematar ao poste Seferovic é abalroado por Renan, o VAR não vê nada.
Mas quando Vlachodimos se tenta proteger do joelho de Bas Dost, o VAR já vê. Mas alguns benfiquistas anjinhos acham muito bem e ainda são capazes de dizer que o VAR foi óptimo e ajudou muito a verdade desportiva.
Se por verdade desportiva entendermos prejudicar sempre o Benfica, aí posso concordar.
Aliás é engraçado: sempre que o Benfica marca, tenta-se anular o golo através do VAR. Em Braga na Taça da Liga anularam um e estiveram a rever o outro. Aqui anularam um a João Félix e no segundo o miúdo já nem festejou, com os jogadores todos do Sporting a pedirem o socorro do VAR.
Repito: nestes dois jogos (clássico e derby) o VAR só chamou o árbitro a rever lances contra o Benfica. Fosse para anular golos ou marcar penalties contra. Em nenhum caso o VAR chamou o árbitro para rever situações em que nós pudéssemos ser benificiários - e não por falta de lances para analisar e rever mas apenas por falta de vontade. Mas há benfiquistas que vão nas cantigas dos ruis santos desta vida e continuem a achar que o VAR é uma coisa fantástica. Como ele está, não passa de mais uma forma de prejudicar o Benfica.
Ainda sobre a arbitragem de Soares Dias, e aí não tanto o VAR, é incrível como é possível ter um critério disciplinar tão mau e tão inconsistente. Bruno Fernandes deveria ter sido expulso e vários jogadores do Sporting mereciam amarelos tanto por entradas violentas como por pararem contra ataques perigosos, perante a total passividade de Soares Dias. Outro critério curioso do árbitro foi o de deixar os lances de ataque do Sporting decorrerem até ao fim mas depois quando não davam em nada ir descortinar uma falta ou pretensa falta num momento precedente da jogada. É sem dúvida uma interpretação original da lei da vantagem. Se não der nada volta-se atrás, rebobina-se. Está sem dúvida dentro do espírito do VAR, o de escolher sempre a opção que possa prejudicar mais o Benfica. Segundas oportunidades...
Enfim, mais do mesmo da parte de Soares Dias, com um longo histórico de prejuízos ao Benfica em Alvalade. Não costuma ver os penalties a nosso favor (o ano passado foram só 3) mas tem um olho clínico para ver faltas dos nossos na nossa área. Como é óbvio esta parcialidade não foi resolvida pelo VAR, muito pelo contrário.
Penso que o Benfica tem que se revoltar e denunciar o que está a acontecer.
Não é por termos ganho de forma clara que devemos achar que não vale a pena falar. Nem se convençam que é a bajular os árbitros, como faz Pedro Guerra, que eles passam a gostar mais de nós e nos vão prejudicar menos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Recital

Não posso dizer que esteja surpreendido porque realmente esperava uma vitória clara do Benfica. Sobretudo depois do jogo extra que fez na final da Taça da Liga, de ter tido menos um dia de descanso e de ter jogado bastante tempo com 10 em Setúbal, o Sporting chegava mais desgastado ao derby. Para além disso, o Benfica é claramente melhor, individual e colectivamente.
No entanto por vezes estes factores nada pesam. Há sempre uma grande imprevisibilidade num jogo de futebol e mais ainda num derby.
Mas esta noite os jogadores do Benfica tinham a missão bem estudada e estiveram a um nível altíssimo.
A vitória só peca por escassa.
Foi das melhores e mais categóricas exibições do Benfica em Alvalade nos últimos anos. O domínio foi avassalador e só não foi absoluto devido à expulsão de Vlachodimos que ditou a saída de Rafa e um quase abdicar do ataque nos últimos 10 minutos.
Seria redundante estar aqui a elogiar as exibições dos jogadores. Félix voltou a encher o campo e Seferovic voltou a ser um avançado de mão cheia como tem sido nos últimos jogos. Para Grimaldo também já quase não há adjetivos que lhe façam justiça. Os centrais foram dois gigantes. Como dizia todos estiveram num grande nível.
Vou por isso passar já ao tema da arbitragem que já por aí vi ser muito elogiada.
Foi uma arbitragem vergonhosa!
O Benfica ganhou de forma clara, em resultado da sua exibição demolidora mas fomos brutalmente prejudicados.
Ponto 1: o primeiro golo de João Félix não tem nada que ser anulado. O lance passa-se mesmo ao lado do árbitro que nada assinalou. O VAR não pode intervir! O que o protocolo diz é que só intervém em erros claros. Ora o lance não é claro. Há um colocar de mãos de Félix no jogador do Sporting mas não é claro que isso o tire do lance. É o jogador do Sporting que desiste da bola.
Ponto 2: penalty claro sobre Pizzi. Nem árbitro nem VAR "viram".
Ponto 3: penalty muito duvidoso assinalado contra o Benfica e expulsão escandalosa de Vlachodimos. Então o que aconteceu ao "fim da dupla penalização"? Quando é para prejudicar o Benfica não se aplica?
Enfim, uma completa vergonha que só a nossa exibição avassaladora fez com que não tivesse consequências de maior.
No entanto não teremos Vlachodimos para a Taça.
Uma nota final para pedir para não se embandeirar em arco. O próximo jogo começa 0-0 e o que aconteceu hoje não garante nada para quarta feira.
Dito isto, os jogadores e Bruno Lage estão de parabéns por uma exibição e vitória memoráveis. Deram-nos uma enorme alegria. Vou acreditar, como o presidente pediu, apesar de continuar a achar que falta um ponta de lança no plantel. Precisamos agora que Jonas recupere rapidamente e possa ser alternativa. Há ainda muitos e muitos jogos até ao fim da época e não é possível Seferovic fazê-los todos, especialmente ao nível altíssimo a que tem estado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Mercado de janeiro - quando a lógica é uma batata

Qualquer benfiquista que se preze e com dois dedos de testa está nesta altura a interrogar-se: o que passou-se?

É demasiado mau debilitar desta forma o plantel a um treinador que está a começar e tem ainda três competições pela frente. 

Acima de tudo, eu pergunto-me: qual a lógica?

Qual a lógica de ter 4 pontas de lança mais João Félix quando se jogava com apenas um avançado e qual a lógica de se ficar apenas com 2 pontas de lança mais João Félix quando se joga com dois avançados?! 

Alguém que me explique isto, mas de preferência com um desenho, porque de facto terá que ser uma explicação muito complexa. Só assim se apreenderão estas razões que a razão desconhece e é incapaz de perscrutar. 

Com o 4-3-3 de Vitória que contemplava apenas um ponta de lança tínhamos quatro no plantel (mais Félix), o que significava que mesmo com dois no banco um nem sequer era convocado

Agora passamos a ter apenas a possibilidade de ter um no banco. Quando Jonas estiver lesionado (como é presentemente o caso) quem estará no banco para substituir Seferovic (e vice-versa)?

Isto parece uma brincadeira. 


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O FC Porto é um exemplo

Anda-se a dizer muito disparate por aí! Criticar o FêQuêPê pelo que se passou na Taça da Liga

Isso é inaceitável, como muito bem, e da forma indignada que se impunha, Rui Santos (exemplo e autoridade moral para todos os que andam na bola) denunciou com toda a veemência.

Vamos lá então analisar, sem facciosismos, o que se passou na última semana na Taça da Liga, começando pelo Benfica-Porto.

1. O Porto chegou mais de 5 minutos atrasado para a entrada em campo, fazendo adversários, equipa de arbitragem, espectadores e jornalistas esperar. Isto está bem feito, porque o Porto é o maior, o campeão e os outros têm mais é que esperar por eles! Inaceitável é um comentador da BenficaTV criticar esse comportamento! Esse é que é o facto mais importante em toda esta situação!

2. O árbitro e o VAR permitiram um golo manifestamente ilegal do Porto (Gabriel foi clara e ostensivamente derrubado por Óliver Torres na origem da jogada) e anularam um golo legal ao Benfica por pretenso fora de jogo. Além disso, o árbitro, por indicação do VAR, esteve a rever o domínio de bola com o peito de Seferovic no golo de Rafa por cerca de um minuto. Tudo bem feito! Isto porque há vouchers, emails, toupeiras e sabe-se lá mais o quê! Xistra e Veríssimo agiram em conformidade!

3. Durante o jogo, Rui Costa foi expulso por ter sido injustamente anulado um golo ao Benfica e Luis Gonçalves por o outro golo também não ter sido injustamente anulado. Gonçalves tinha razão! Como é possível não se ter anulado também esse golo? Um golo das toupeiras?!? Após o jogo, LFV protestou com a arbitragem - mal. Devia estar calado.

4. No "pós-jogo", o director de comunicação do FCP, o ilustre e credível Dr. F. Janota Marques, disse que:

  • o Porto ia apresentar uma queixa-crime contra o comentador do Benfica que chamou "corja" aos jogadores do FCP;
  • que o Benfica devia ser "exemplarmente castigado" por coacção aos árbitros, devido às críticas de Vieira.

5. O director do Porto tem razão, porque o que Vieira disse é muito mais grave do que fazer uma visita ao centro de estágios dos árbitros (como fez a claque do Porto), para lhes dizer para terem cuidado porque sabiam onde viviam e em que escolas andavam os seus filhos. Isso é uma atitude de genuína preocupação e cuidado relativamente aos árbitros e às suas famílias! A claque do Porto quis tranquilizar os árbitros! Já Vieira lançou o pânico com as suas declarações incendiárias, pelo que o Benfica deveria descer de divisão! No mínimo!

Janota também tem razão no que diz respeito à palavra corja. Alguns mal intencionados podem tentar aleivosamente lembrar que Janota também usou a palavra "corja" para classificar o Benfica. Mas isso não tem nada a ver! Para já, Janota usou num sentido diferente do do comentador do Benfica. Depois, Janota é director e o outro é um mero funcionário, pelo que o estatuto de Janota também lhe dá mais latitude para falar como quiser, o que o comentador do Benfica não pode ter. E em terceiro lugar, quando Janota chamou "corja" ainda não estava a contar. O meu sobrinho de 5 anos explicou-me isto. Pode parecer um pormenor mas é muito importante do ponto de vista jurídico.

6. Após esse jogo e esses lamentáveis acontecimentos - atribuíveis unicamente ao Benfica - Sérgio Conceição lembrou a coragem do VAR em decidir em favor do Porto. Só lhe fica bem! Depois, usou da sua autoridade moral de campeão, homem equilibrado, sempre calmo e sensato, para alertar para o estado do futebol português. "Isto está a tornar-se quase insuportável", disse. Finalmente haja decência e uma voz da razão no meio disto tudo! Talvez Sérgio pudesse também ter recordado o papel de Luís Gonçalves para a pacificação do futebol português e o bom ambiente nos campos e fora deles, para a sua declaração ser ainda mais completa. Mas mesmo assim já foi bom. Toda a imprensa ficou de cócoras, babada com estas declarações de Sérgio! Que maravilha! Que bom senso! Que exemplo para os outros (principalmente os incendiários do Benfica)!

7. Não se pode macular as declarações de Sérgio, tentando maldosamente dizer que houve incoerência entre elas e o seu comportamento no dia seguinte. E com isto passamos para o segundo momento destes acontecimentos, a final Porto-Sporting

8. Vamos lá ver se nos entendemos! Sérgio, o seu adjunto e toda a equipa FCP deram verdadeiros exemplos de como se deve viver o desporto! Esta é que é a verdade!

9. Sérgio mandou a equipa recolher ao balneário, não ficando para a entrega da Taça ao adversário e não retribuindo a guarda de honra ao Sporting, por várias razões que passo a explicar:

a) o Sporting fez batota. Sérgio disse na conferência de imprensa que os jogadores do Sporting quebraram demasiado o ritmo de jogo. Ora efectivamente dois jogadores do Sporting quebraram os seus narizes no jogo. Cá está: quebraram! E foi no jogo! Acresce que foi de certeza por essa razão que o Porto não ganhou o jogo. Portanto Sérgio tem razão!

b) a "guarda de honra" foi interpretada por Sérgio como "corredor da morte" e como tal achou melhor não entrar por aí dado que já havia dois jogadores do Sporting "quebrados" e Filipe e Pepe andavam por ali. Ou seja, foi generoso.

c) o Sporting não precisava de ajuda para levantar a Taça. Sérgio dixit, pelo que nem vale a pena elaborar sobre um argumento com um peso e uma elevação desta grandeza. Nem tem discussão.

d) os adeptos do Sporting foram desagradáveis! Até insultaram os jogadores e técnicos do Porto. Ora isto é completamente inaceitável! Isto é que é falta de fair play! Disto é que todo o país deveria estar a falar! É uma vergonha! 

No estádio do dragão, os adeptos do Porto costumam aplaudir os adversários! Nunca no estádio das Antas algum adversário foi insultado! E quem diga o contrário está a difamar o Porto. Deverá (isto tem que ser confirmado com Janota Marques, mas penso que é assim) ser objecto de uma queixa-crime!

Quando os adeptos do Porto atiraram bolas de golfe para o guarda-redes do Benfica, por exemplo, estavam a ajudá-lo a treinar para o jogo! Porque quem defende bolas de golfe, por maioria de razão defende bolas de futebol. Isto é que é desportivismo, fair play! Quando na Taça da Liga que perderam por 3-0 com o Benfica atiraram cadeiras para o campo, estavam a enviar a subtil mensagem de que os jogadores do Benfica estavam a jogar "de cadeirinha". Foi uma forma implícita de reconhecer o mérito do adversário!

Mais: os adeptos do Porto até dedicam vários cânticos aos adeptos do Benfica! Eles cantam, por exemplo, SLB, SLB... E não me venham com histórias de que isso é para insultar! Era o que mais faltava. Como disse Pinto da Costa, no Porto é normal, é salutar, cumprimentar um amigo, dizendo: "Como é que estás, ó Filho da Puta?".

Portanto, no dragão há sempre um ambiente saudável de respeito pelos adversários. O que não se verificou neste jogo!! De tal forma que um adjunto do Porto até teve que se defender, saltando e tentando atingir um adepto com a medalha acabada de ganhar. Como disse José Manuel Freitas, da CMTV: "quem não se sente não é filho de boa gente"! A atitude foi pois de um homem que defende a sua honra - e não de uma banal saudação "à Porto" mas sim de um verdadeiro insulto. Sabe-se lá o que terá dito o adepto! Algo de muito grave foi de certeza, ou o adjunto de Conceição não teria agido assim. De forma nenhuma.

Proponho pois que Proença - que até disse (o que estava à vista de todos) que as coisas tinham corrido muito bem (já agora, fez muito bem em ter escondido o emblema do Benfica que assim não apareceu ao lado dos outros na final four, ou final three, para evitar desacatos; este homem pensa em tudo!) - proponho, dizia, que Proença prepare desde já um louvor ao adjunto de Conceição, por defesa da honra face à falta de educação generalizada.

e) o Porto não gosta de perder! Os outros clubes não se importam. Os outros clubes gostam. Os outros clubes por vezes até se deliciam quando perdem finais. Mas o Porto não! E é preciso perceber isso. Os outros, mesmo que percam uma final europeia e um campeonato aos 92 minutos, têm obrigação, após perderem mais uma final, de demonstrar toda a compostura e aguardarem pela entrega da Taça aos seus adversários. Mas o Porto (mesmo que seja o campeão em título e tenha vencido a supertaça, último troféu em disputa antes deste), não tem essa obrigação! Porque o Porto não gosta de perder. Penso que este argumento também fica plenamente demonstrado.

10. Em suma, só pessoas mal intencionadas podem criticar o FCP. Como ficou demonstrado, o seu comportamento é irrepreensível. É um exemplo para o desporto e para as crianças e jovens deste país. Foi por isso que o adjunto de Conceição fez o que fez, para dar o exemplo às criancinhas. Ora olhem lá bem para a foto:



sábado, 26 de janeiro de 2019

São caracóis, são caracolinhos

Pedro Henriques, o árbitro que envergonha os militares, foi exposto, foi denunciado, foi desmascarado como avençado do Sporting - e dou os parabéns a António Salvador por, como se diz em bom português, ter posto a boca no trombone.
Aquela pompa toda de PH caiu de uma assentada. PH já não volta a enganar ninguém.
Mas claro que há outros. Há um em particular que eu gostava de ver o presidente do Benfica desmascarar.
É um dos maiores farsantes do futebol português. Eu pensava que já tinha ouvido tudo desta criaturinha e esperava não voltar sequer a pensar nele de novo - quanto mais escrever.
Mas não foi assim. O fulano ainda me consegue surpreender pela velhaquez e falta de caráter.
Ontem recebi no telefone um alerta nas notícias desportivas: "o que se passou é completamente inaceitável". Como a figura em questão gosta de se apresentar como paladino da verdade desportiva, pensei que ele teria engolido um sapo e, num momento de genuíno respeito pela verdade (a dos factos e não das fantasias) fosse reconhecer que o que se passou na Taça da Liga foi uma vergonha. Ou até - quem sabe - expressar indignação pela situação de PH.
Não podia estar mais enganado. Afinal o grande caso desta semana foi o comentário - lamentável - de um comentador da BTV.
Como já disse várias vezes, o futebol português (com tudo o que está à volta) é um lodo populado de seres rastejante.
Esta figura faz parte do grupo daqueles que, como PH estão estrategicamente posicionados em órgãos de comunicação influentes com o objetivo de minar constantemente o Benfica e desgastar o seu nome e prestígio.
Sem um pingo de vergonha, este meia leca usa da sua posição nos media para tentar transformar umas declarações muito infelizes mas que não passam de um fait diver no caso da semana, assim distraindo as atenções daquilo de realmente grave que se passou. Nem nos lembramos de tamanha indignação quando J. Marques usou exactamente a mesma expressão - corja - para se referir a benfiquistas.
É assim, J. Marques e este outro - a quem, por facilidade vou chamar caracolinhos - partilham uma coisa. E não falo de dignidade, nem sequer de indignação. Tudo isto não passa de teatro e encenação. O que eles realmente partilham é o ódio ao Benfica. E isso o Presidente do Benfica deveria, como fez Salvador, denunciar de forma clara e brutal.
Seria a este propósito interessante perceber bem as circunstâncias em que caracolinhos saiu do jornal A Bola e por que razão já por mais de uma vez foi anunciada a sua saída da SIC e sempre acaba por lá ficar, apesar de ninguém gostar dele e de cada vez menos pessoas verem os programas em que ele aparece. Há aliás poucos comentadores que se possam gabar de terem um programa só para si, onde dizem o que querem sem contraditório.
É um mistério que seria bom esclarecer. Talvez ajudasse a perceber algumas outras coisas estranhas que vão acontecendo no futeluso.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Uma questão de vArgonha (ou falta dela)

Pedro Henriques (na foto) foi árbitro e é (pelo menos até este momento não tenho notícias da sua dispensa) comentador de arbitragem na SportTV. Não um comentador qualquer mas aquele que profere o pomposamente intitulado "Juízo Final". 

Nesse programa, PH revê os lances polémicos dos jogos mais sonantes, com recurso ao VAR e profere o seu douto verdicto, constituindo-se como pretensa autoridade independente - e "Final", para citar o nome do programa. Acontece que PH não é independente. Pelo contrário, PH tem uma agenda. As boas notícias é que PH foi desmascarado. As más é que não sabemos quantos PH há espalhados pelas televisões portuguesas. Temos aliás razões para crer que PH faz parte de um esquema de manipulação da opinião pública, branqueando "erros" de arbitragem que resultam em prejuízo do Benfica.

Outros claros expoentes são Jorge Coroado, José Leirós e Marco Ferreira, árbitros cujo histórico de prejuízos ao Benfica enquanto árbitros é tão gritante quão manifesta é a sua hostilidade actual ao nosso clube. 

Mas recuemos no tempo para recordar um tristemente célebre Benfica-Nacional de 2008/09. O Benfica estava em 1º lugar, o Porto já tinha jogado e empatara nessa jornada e em caso de vitória o Benfica abria uma vantagem de 4 pontos sobre esse clube e de 5 sobre o Sporting.

Foi um jogo tenso (o Nacional estava a fazer um bom campeonato) e difícil. Quase ao cair do pano, o Benfica marca por Cardozo mas... PH anula por mão. O que se passou? Miguel Vítor, então defesa central do Benfica, sofre falta na área do Nacional, ficando caído. Acto contínuo, um jogador do Nacional chuta a bola, esta bate na mão de Vítor (que estava no chão, a talvez menos de um metro do jogador do Nacional), ressalta para Cardozo e este faz golo.

Havia duas opções: assinalar penalty ou permitir a vantagem e apontar para o centro do terreno, sancionando o golo. Mas PH encontrou outra: assinalar mão na bola a um jogador que está deitado no chão (por ter sofrido falta), a meio metro e de costas relativamente àquele que chuta contra ele.

Não contente, ainda expulsou Nuno Gomes já depois da partida, numa situação na qual o árbitro alega que foi injuriado e Nuno Gomes diz nunca se ter cruzado com ele. Os responsáveis do Benfica, nomeadamente Shéu Han que era delegado técnico, nem se aperceberam da amostragem de nenhum cartão.

Aqui ficam imagens dessa vergonha:

 Esse campeonato ficou ainda marcado por um outro escândalo, promovido pelo actual presidente da Liga de Clubes:


Sem a invenção de Proença, o Benfica teria vencido no dragão e chegado à liderança do Campeonato, ultrapassando o Porto, já na segunda volta. Mas claro que Proença nunca deixaria isso acontecer, estragando o seu registo "perfeito" nos clássicos!

E a história vai-se repetindo, ano após ano. Os ganhos que se pensava terem sido conquistados em matéria de verdade desportiva e imparcialidade arbitral foram completamente desbaratados graças à maior campanha de propaganda e desinformação que já se viu no futebol. Cavalgando sobre o caso dos emails e das pretensas "toupeiras" que passavam "segredos de estado" a troco de uns bilhetes para a bola, o Porto instalou de novo um sistema de medo e coacção no futebol português. O Sporting serviu de lacaio e idiota útil, mas ia também fazendo das suas: voltando a PH, afinal para que servia a avença que recebia de Alvalade? Se nestes anos todos, Frederico Varandas, o médico "sempre próximo da equipa", nunca o viu (pois não sabia de nada), é porque as suas supostas funções de "aconselhamento técnico" não passavam de uma fachada.

O papel de PH parece por isso ser o de "cartilheiro" do Sporting, sob uma máscara de autoridade independente e isenta. Ou seja, uma hipocrisia e maquiavelismo inacreditáveis.

Assim vamos andando e rindo neste futebol português no qual nem as moscas mudam. Só se deslocam de uma posição para outra dentro do mesmo sistema.

Por isso repito o que disse aqui logo em Setembro: continua a pouca vergonha.