sexta-feira, 8 de março de 2019

Era o que mais faltava que FCP não vencesse o Feirense

Entramos na recta final do campeonato e a dimensão mental dos jogos terá um papel cada vez mais decisivo no desfecho do mesmo.

Semana após semana os jogos terão uma carga mais dramática, visto que qualquer deslize pode ser fatal para as ambições de Benfica e Porto. A pressão será enorme e os media e comnicação dos clubes explorarão esta dimensão semana após semana.

É um pouco como um duelo do faroeste no qual qualquer hesitação ou piscar de olhos pode ser a morte do atirador.

Cada clube procurará valorizar as suas vitórias como marcos decisivos (quando é um pouco o contrário que é verdade - a perda de pontos é que será decisiva), sendo que o Porto, estando atrás, é quem usará mais deste expediente e procurará fazer mais mind games.

E começa já esta semana. Vários media já estão a dizer que "o Porto pode passar para a frente ainda que de forma provisória", pois joga antes do Benfica, que apenas segunda-feira receberá o Belenenses no Estádio da Luz.

Nessa medida, tentarão fazer da, mais do que previsível, quase inevitável vitória do Porto em Santa Maria da Feira, um grande feito e um passo na direcção do título. Depois dela acontecer comportar-se-ão como se o Benfica agora estivesse sob pressão adicional.

Ora isto é absurdo por duas razões.

Em primeiro lugar não há primeiros lugares "provisórios". A classificação faz-se ao fim de cada jornada. Antes disso não há trocas de posições.

Além disso, neste caso em particular, era o que mais faltava que o Porto não vencesse o Feirense! Estamos a falar do último classificado contra o campeão em título! De uma equipa que tem sido constantemente o lanterna vermelha e que perdeu por 4-0 com o Belenenses na última jornada.

Ou seja, o Porto tem mais do que obrigação de vencer (mesmo com o desgaste da Liga dos Campeões) e até de forma muito tranquila.

Digo isto porque é fundamental que tenhamos noção das realidades e que nesta altura saibamos estar completamente imunes a pressões externas. 

O Benfica tem que olhar exclusivamente para os seus jogos e abordá-los como tem feito até aqui no campeonato: com grande concentração, determinação e instinto goleador. 

E também com confiança: estou seguro de que a derrota e má exibição de Zagreb foi um acidente de percurso que não se repetirá, pois os jogadores aprenderam a lição. Contra o Belenenses adeptos e equipa recuperarão o élan que nos levou a vencer no Porto e ocupar o primeiro lugar com todo o mérito. 

O resto, as "passagens para o primeiro lugar" por jogarem antes de nós, a "pressão acrescida" para "recuperar o primeiro lugar", tudo isso é paisagem, conversa de quem sabe que não depende de si e que só contando connosco pode alcançar os seus objectivos. Por isso é deixá-los falar à vontade: disso, de VARs, de toupeiras e o que mais quiserem. Aliás, o Porto é que está na corda bamba: cometendo um deslize antes do Benfica fica quase definitivamente arredado do título.

Temos pois apenas e exclusivamente que nos focar no que já provámos fazer melhor que quaisquer outros em Portugal: jogar futebol e ganhar.


quinta-feira, 7 de março de 2019

Um desastre (semi) anunciado

Uma exibição desastrada e desastrosa foi o que se viu este fim de tarde, início de noite em Zagreb por parte do Benfica.

Previsível?
Não, se olharmos para o que o Benfica de Bruno Lage vem fazendo.

Mas as análises não podem ser feitas só assim.

Infelizmente o que aconteceu hoje era uma questão de tempo. Era previsível desde o fim de Janeiro.

Porquê? Porque desde essa altura deixámos de ter uma alternativa a Seferovic.

Não escrevo isto agora, em cima de um mau resultado. Escrevi-o quando o mercado fechou e saíram dois avançados não tendo entrado ninguém para os substituir.


Com Seferovic a ser determinante no actual futebol do Benfica, porque é realmente o único jogador deste plantel que, como agora se diz, ataca a profundidade, a sua utilização foi constante e a lesão de esforço acaba por ser previsível. João Félix é outro jogador que tem jogado sempre e corre os mesmos riscos.

Já no jogo com o Porto a quebra física destes e outros jogadores foi notória, algo que também assinalei nos anteriores posts. Grimaldo é outro caso.

Por isso defendi aqui antes do jogo que hoje deveriam ter jogado Jota e Yuri Ribeiro.

https://justicabenfiquista.blogspot.com/2019/03/equipa-para-zagreb.html 
 
Grimaldo deveria ter sido poupado, tal como Félix ou Seferovic. São jogadores com grande desgaste nesta fase da época. (Isto para já não falar nos centrais, mas aí não há aparentemente alternativas face às múltiplas lesões.)

Concordo completamente com a não convocatória de Pizzi e André Almeida mas acho que Lage deveria ter ido bem mais longe. E não percebo a ausência de Jonas. Se está novamente lesionado então as coisas vão ser ainda mais complicadas e arriscamo-nos a deitar pela janela tudo de excelente que foi feito até agora.

O campeonato é a prioridade número um e nenhuma outra competição o pode colocar em causa. Se fôr preciso colocar 11 não habituais titulares em campo na Liga Europa é isso que tem que se fazer!

Outra coisa que não gostei no jogo de hoje foi uma certa displicência e sobranceria. O que se fez nos jogos anteriores não dá qualquer vantagem quando o árbitro apita para o início de uma nova partida. Só estando concentrados e solidários do princípio ao fim os jogadores podem vencer os adversários.

É agora tempo de reagrupar, cerrar fileiras e perceber que NADA, absolutamente nada está ganho. Na primeira volta ganhámos ao Porto, passámos para a liderança e depois perdemos com o Belenenses e começou o descalabro. E há uns anos atrás pensámos que o campeonato estava ganho quando vencemos na Madeira (porque dávamos como certa a vitória em casa sobre o Estoril) e perdemo-lo na penúltima jornada. A euforia e o triunfalismo antes do tempo são receitas certas para o falhanço!

Não vamos novamente cometer os mesmos erros! Que este jogo sirva como alerta à navegação para todos!

domingo, 3 de março de 2019

Equipa para Zagreb

Houve sinais de desgaste evidentes em vários jogadores no fim do jogo no dragão. Nada de anormal perante um calendário tão exigente mas é mais uma prova, se ela fosse precisa, de que o Benfica terá que gerir muito bem o esforço até ao final da época.
A Liga Europa será para já a segunda competição, em termos de prioridades e portanto ali deve haver rotação.
A minha aposta é então a seguinte:


Odysseias
Corchia
Jardel (caso esteja disponível)
Ferro
Yuri Ribeiro
Florentino
Gabriel
Cervi
Gedson
Jota
Seferovic

FCP - 1 SLB - 2: Raça Benfiquista

Foi uma das exibições mais personalizadas do Benfica no Porto nas últimas décadas, protagonizada por uma das equipas mais jovens que nos representaram.
É, como se sabe, raro o Benfica ganhar no Porto e se o conseguímos esta noite - e com todo o mérito - isso deve-se à grande entrega e entreajuda entre todos os jogadores, àquilo que chamamos - e bem - a Raça Benfiquista!
Imagem de "A Bola"
Claro que correr, fazer pressão e entregar-se ao jogo não chega. É preciso ter a estratégia correcta, os posicionamentos, os movimentos e as dinâmicas bem pensados. E nisso Bruno Lage esteve magistral. Mas claro que sem que os intérpretes coloquem em campo a atitude certa, essa estratégia e a táctica não dão resultado. É da combinação do planeamento do jogo e da atitude dos jogadores que resultam exibições destas e vitórias tão importantes como a desta noite.
Ora se a estratégia foi muito boa - o Benfica foi igual a si próprio, como o próprio Sérgio Conceição admitiu, jogando sem qualquer medo ou nervosismo no "Dragão" - a atitude foi enorme. Os cortes de André Almeida a fechar a primeira parte, de Ferro no chão (é verdade que a bola não foi para o melhor sítio, mas se não tivesse acontecido ela chegaria ao jogador do Porto que estava atrás) e de Samaris (!!) a limpar um golo certo quase no fim do jogo, foram exemplos perfeitos dessa atitude.
Não demos uma bola por perdida, não nos escondemos de nenhum duelo e tivemos a cabeça para tirar o pé em lances dentro da área que podiam dar choques e penalties. Uma enorme raça e um tremendo equilíbrio emocional.
Samaris, diga-se, foi um autêntico monstro! Que exibição! Que jogador! Renovem já!
Gabriel vê a sua exibição manchada pela expulsão, mas até então estava a ser o que é. Se Samaris é um monstro, Gabriel é uma besta! Futebolisticamente falando, claro. É um jogador com uma potência física e simultaneamente capacidade de passe e inteligência em campo que faz dele um enorme jogador. Obrigado a Rui Vitória por se ter batido tanto pela sua contratação!
Quanto a Pizzi e Rafa... Já nem sei o que dizer. Olhem, vou dizer o seguinte: não jogam nada!! Aquele segundo golo do Benfica (para além de tudo o que têm feito esta época), é o perfeito exemplo disso. Um lance banal!!! Enfim, dois mágicos com a bola nos pés, que esta noite tiveram também um papel fundamental no equilíbrio defensivo da equipa. Estão a confirmar o que sempre pensei que fossem capazes de fazer no Benfica e isto aplica-se mais a Rafa que esta época realmente está a "explodir", pois Pizzi já vem jogando a este nível há bastante tempo, apesar das críticas ignorantes que alguns persistiam há até pouco tempo em fazer.
Os centrais tiveram um teste de fogo e passaram com distinção. Admito que nunca pensei que Ferro pudesse estar a este nível tão rapidamente. Mérito seu e de quem nele apostou. Almeida ter sido capitão (e com mais uma grande exibição, apesar de também muitas vezes ter ouvido tantas e tão injustas críticas) é a prova de que o trabalho e a seriedade compensam. É feito de ferro, como o seu colega da defesa. Grimaldo é um virtuoso e dá aquele toque de leveza, velocidade e classe à nossa defesa.
De resto Félix voltou a mostrar que as coisas não têm acontecido por acaso, ao passo que Seferovic desta vez esteve um pouco abaixo do que é capaz, apesar de ter sido decisivo, com a assistência para o primeiro golo.
Vlakodimos foi imperial e garantiu a vitória.
O golo do Porto deveria ter sido anulado pois Pepe estava fora de jogo. Há uma imagem em que isso é claro. O VAR deveria intervido. Jorge Sousa que nem tem culpa disso, fez uma excelente arbitragem. Errou apenas em não dar um amarelo (ou até vermelho) a Brahimi, mas se queremos ser justos temos que admitir que Rúben Dias andou também metido na confusão e poderia no limite também aí ver o segundo amarelo e ser igualmente expulso.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Não tenho ilusões

O jogo de sábado tem uma forte probabilidade de decidir o título.
Claro que sabemos que ficam muitos pontos por disputar e que muita coisa acontecerá até ao fim do campeonato. No entanto lugares comuns ou enormes surpresas à parte, quem vencer terá todas as condições para ser campeão. Um empate deixa as coisas em aberto, até porque em caso das equipas acabarem o campeonato em igualdade pontual o Benfica teria a vantagem do confronto direto e seria campeão.
Ora tendo isso em atenção, tenho a plena consciência de que será um jogo muito difícil e que só um Benfica superlativo poderá trazer a vitória.
Isto porque não apenas o Porto é forte em sua casa e em geral nos jogos contra o Benfica, como porque podemos esperar uma arbitragem amiga do Porto, como quase sempre acontece. Com árbitros e VARs como os que se tem visto, entramos em campo já em desvantagem.
Só com uma exibição avassaladora podemos ganhar de forma categórica. Possível? Sim. Provável? Não muito. Esperemos porém que Lage o consiga e nos dê uma grande alegria.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Perdoem-nos o 10-0!

O futebol português tem de facto uma incrível capacidade de inovar e surpreender. Quando pensamos que já vimos tudo, eis que algo completamente inusitado e anormal aparece e toma conta da agenda mediática.
Aqui há uns tempos houve um "caso" do qual se falou durante dias a fio de forma indignada: um golo que o árbitro validou ao Benfica escandalizou a nação futebolística devido à posição do nosso jogador. Fora de jogo? As imagens provavam que não. No entanto - isto parece mentira mas é pura verdade - o fiscal de linha "não podia ter visto". Da posição em que se encontrava, o lance "dava a sensação de fora de jogo", pelo que ao não o anular (um golo legal, recordo) a equipa de arbitragem beneficiara o Benfica. Isto é autêntico.
É possível descer mais baixo?
É. Pedro Proença (o comentador que se tornou famoso de um dia para o outro ao aparecer em todo o lado a defender Bruno de Carvalho) e Manuel Serrão ontem deram uma enorme lição de como ser torpe, indigno e imoral. Basicamente estes dois comentadores insinuaram que o Benfica compra as outras equipas (ou droga-as) de forma a que não ofereçam resistência no estádio da Luz. Além da corrupção activa do Benfica, um enorme número de equipas da Liga seriam também corruptas na forma passiva. Boavista, Braga e Nacional foram mencionados pelo nome como equipas que foram à Luz propositadamente para perder. Também exigiram que o Braga e o Boavista jogassem mal contra as suas equipas (uma vez que tinha acontecido o mesmo com o Benfica) o que parece equivaler a exigirem que estas equipas facilitem.
Enfim, um chorrilho de asneiras, insinuações e indignidades, uma exibição doentia de ódio, dor de cotovelo e anti-benfiquismo primário que lamento e me arrependo de ter visto.
Esperava ouvir o representante do Benfica questionar o do Sporting se os 4 que a sua equipa levou em casa (e que podiam ter sido 8) também tinham sido de propósito. Em vez disso, apresentou uma lista de goleadas do passado, como se tivesse que justificar alguma coisa.
A dada altura, noutro canal discutia-se se era "imoral" dar 10. Supostamente aos 3 deveríamos ter parado de jogar... Mais à frente questionava-se "Será que houve apostas?". E assim, chafurdando na lama, no lodo e na porcaria, tentam virar tudo ao contrário e transformar uma vitória histórica, memorável, uma exibição de puro talento e poder futebolístico, numa qualquer estória sórdida em que o Benfica tanto é culpado de comprar o adversário como de o humilhar indevidamente - nem é preciso escolher entre estas duas opções contraditórias entre si, usam-se as duas ao mesmo tempo. E ainda há outra razão para carpir e lamentar esta derrota. - perdão, vitória - do Benfica: a falta de competitividade da Liga Portuguesa.
Obviamente que esta conversa nojenta e doentia não cola. Mas ela serve outro objetivo: manter um clima de permanente suspeições e guerrilha contra o Benfica.
Ora nisto o Benfica tem que ser simultaneamente sagaz e implacável.
Concordo com a comunicação de ontem de respeito pelo Nacional - comportamento que os nossos jogadores e treinador mostraram logo no campo- mas há mais que deve ser feito.
Pedro Proença fez ontem insinuações gravíssimas. O Benfica, eventualmente até envolvendo os clubes que são acusados de perder de propósito, deveria apresentar uma queixa crime contra este homenzinho. Não se pode viver num estado de impunidade em que se lança lama sobre centenas de profissionais em directo perante centenas de milhares de espectadores. As pessoas têm que ser responsabilizadas pelas suas afirmações.
Ainda há pouco li uma notícia de que Bruno de Carvalho, o mentor deste comentador, foi obrigado a fazer uma declaração a desdizer todas as insinuações que fizera sobre o ACP e Carlos Barbosa e basicamente a pedir desculpa a este, para evitar ser condenado por difamação. O facto de Barbosa não ter aceite o desaforo inicial (colocando uma queixa em tribunal) é o aspecto chave aqui, o que causou este desfecho.
O Benfica não pode também permitir que qualquer desgraçado venha colocar em causa a sua reputação e o trabalho duro e sério dos seus profissionais. Estes comentadores que digam todos os disparates que quiserem. Agora acusarem-nos de corrupção ultrapassa os limites e o Benfica precisa de reagir.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Benfica - 10 Nacional - 0: Futebol Total

Não há falta de adjectivos na língua portuguesa mas, nestas 24 horas que se seguiram ao Benfica-Nacional, a maioria deles já foi utilizada para classificar o jogo. Aliás, o resultado e a exibição tão avassaladora do Benfica ontem por si só expressam, melhor do que as palavras o podem fazer, o que aconteceu. Deixam um testemunho para a história que tão cedo não será esquecido.

Porque goleadas e exibições destas - é preciso termos a perfeita consciência disso - acontecem uma vez em décadas. A última assim acontecera há 55 anos. Claro que o Benfica terá outras tardes e noites de glória muito antes disso (esperemos mesmo que ainda esta época). No entanto um resultado desta ordem (como se costuma dizer, "já não se usam" números destes) aliado a uma exibição que esteve muito perto da perfeição, é algo que não acontecerá tão cedo. 

E é bom ter noção disso para nos prepararmos para as muitas dificuldades que seguramente surgirão daqui até ao final da época, para tardes e noites em que as coisas não correrão tão bem, tão fluidamente, em que parecerá que "estava escrito" que não iríamos ganhar, e nas quais os jogadores terão que lá ir pela determinação, combatividade, garra e raça. Porque isso é o Benfica. 

Mas claro que este dia (e apenas este, porque amanhã começa já outra história) foi de festa.

Há um mérito inegável de Bruno Lage - mas também de Luis Filipe Vieira - no que ontem aconteceu. Vieira tem apostado na formação (será talvez a única opção viável para os clubes portugueses, atendendo a que a nossa economia está muito distante das grandes Ligas) e os resultados são evidentes.

Rúben Dias, João Félix e o próprio Gedson, que tem tido menos oportunidades neste momento, são já certezas. São jogadores de qualidade indiscutível que já mostraram ser capazes de jogar a este nível. Veremos o que acontece com Ferro (que para já tem dado indicações muito positivas), Florentino (uma excelente entrada no jogo, mas sabemos que provavelmente será preciso tempo para amadurecer) e Jota. Este último é a maior promessa e a maior certeza a nível de talento. Pode vir a ser uma pedra preciosa. Mas vamos ver.

Mas claro que o mérito de quem os coloca a jogar - e como - é do treinador. Lage nesse aspecto tem feito as coisas bem. Com tranquilidade mas dando confiança aos jogadores.

O seu mérito vai, claro, além disso. A forma como a equipa se posiciona, pressiona e lança os seus ataques (as tais "transições") é algo que dá verdadeiramente gosto ver. Há muito talento, mas Lage está a potenciá-lo de uma forma que não víamos há muitos anos (se é qua alguma vez vimos). 

Da exibição de ontem, que não vale a pena adjectivar, tão avassaladora e eloquente ela foi, gostaria de destacar Pizzi. Faço-o não apenas por ontem mas pelos últimos jogos - e por últimos entendo aqui uma quantidade bem grande. Pizzi é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores jogadores do Benfica e de Portugal. É absolutamente inacreditável que alguns adeptos ainda tenham a completa falta de noção de o criticar. Claro que falha alguns passes (especialmente porque arrisca sempre lançar passes de rotura) e claro que tem exibições por vezes menos conseguidas, especialmente quando fatigado. Como todos os jogadores aliás. Mas quando está bem (que é quase sempre) Pizzi é um jogador que faz o Benfica jogar. Mesmo à direita, é o motor e a casa das máquinas do futebol ofensivo da equipa. Os seus números (golos, assistências, envolvimento em jogadas de golo) são absolutamente assombroso. E ontem foi, claro está, uma noite memorável neste particular. 

10 a zero. Uma noite (mais) para a gloriosa história do Benfica.