segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Vitória tranquila(o)

Rui Vitória passou por momentos difíceis na sua época de estreia. Nessa altura mostrou porém uma característica que foi determinante para dar a volta à situação: um grande equilíbrio emocional que lhe permitiu não entrar em pânico, não se deixar afectar ao ponto de desacreditar nas suas capacidades e, no momento da verdade, ter tido a frieza e capacidade de análise para tomar as decisões certas.
Espero, como todos os benfiquistas autênticos, que isso vá acontecer novamente esta época e que a eliminação da UEFA possa ter sido um momento de viragem. É porém demasiado cedo para juízos desse tipo e não é uma vitória em casa contra um adversário frágil que nos deve levar a embandeirar em arco.
Dito isto, o Benfica fez uma belíssima exibição. Começámos com alguma falta de confiança, como seria de esperar face ao desastre europeu, mas o golo logo aos 7 minutos contribuiu para uma mudança de atitude para melhor. Com o segundo golo e a expulsão de um homem do Setúbal o jogo ficou resolvido. Mas independentemente de factores aleatórios, houve razões para a melhoria substancial de rendimento: uma, talvez a principal, chama-se Krovinovic. O meio campista foi sempre inconformado e quase sempre decidiu bem, fazendo uso da sua técnica acima da média bem como da sua visão de jogo. Jogou e fez a equipa jogar.
Outro factor que fez a diferença para melhor foi a atitude da equipa. Apesar de alguma hesitação no início, algum medo de errar, sentiu-se que a equipa queria responder ao momento negativo e capitalizar do empate do Porto em vésperas de clássico.
O melhor veio na segunda parte. A ganhar e a jogar contra 10, a equipa libertou-se e começou a praticar um futebol atacante veloz e colectivo como já há muito não se via. Os golos foram aparecendo com naturalidade e a goleada reflecte o que se passou em campo.
Para além de Krovi, devem também ser destacadas as exibições de Grimaldo, Cervi (aquele corredor foi um pesadelo para os sadinos), Pizzi e Luisão. O capitão voltou aos golos e ainda foi o responsável pela expulsão de um adversário, numa arrancada espectacular na qual por momentos fez o papel de extremo direito perante a admiração das bancadas.
A fragilidade do adversário, potenciada pelo bom jogo do Benfica, não nos permite porém retirar grandes ilações desta vitória. Será já na sexta-feira que um teste de um outro nível nos será colocado. Um teste que precisamos de superar para realmente conseguimos inverter o rumo desta época. Do jogo de hoje ficam boas indicações mas (para além, claro, dos 3 pontos e da consequente recuperação face ao primeiro lugar) pouco mais. É de facto na sexta-feira que as coisas se poderão definir mais.
Uma última palavra para Jonas e os seus agora 101 golos. Notável. É um privilégio termos um jogador desta categoria na nossa equipa. O seu futebol aveludado é de outro patamar. Precisamos muito da sua continuada inspiração.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Zero!!

A exibição (?) do Benfica de ontem voltou a ser deprimente.

O jogo de ontem fica como um marco. Vários "recordes" negativos foram batidos no que respeita ao registo do Benfica na Champions. Chegámos, parece-me, a um ponto em que a reflexão sobre a continuidade de Rui Vitória tem que ser levada muito a sério, assim como a identificação de possíveis alternativas.

O problema não é apenas os maus resultados. De certa forma, esse nem é o principal problema. Por muito embaraçosos que sejam os resultados da Liga dos Campeões este ano - e são-no de facto - o crédito que Rui Vitória alcançou com as campanhas dos dois últimos anos merecem no mínimo um voto de confiança face a uma conjuntura de resultados negativos.


O problema maior são as exibições miseráveis, a falta de ideias de jogo e de entrosamento da equipa. Não há mecanização, não há dinâmica, não há posicionamentos correctos. Cada jogador parece jogar sozinho, sem saber bem o que fazer com a bola. 

O rendimento individual espelha o colectivo: tem vindo sempre a piorar. Todos os jogadores têm regredido, alguns parece que deixaram de saber jogar.

Ora isto é responsabilidade da equipa técnica.

Terá por isso que se começar a pensar muito seriamente  no futuro. É verdade que Rui Vitória não terá desaprendido de um ano para o outro. Mas a realidade deprimente da falta de qualidade de jogo da equipa não deixa espaço para dúvidas sobre a ineficácia do trabalho de treino.

Os próximos jogos são decisivos. 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Assim, sim

Se o jogo do Benfica em Manchester não foi mau (perder nunca é bom mas há que reconhecer que a equipa fez um jogo válido e que não foi bafejada pela sorte - incluindo nas decisões arbitrais) já o jogo em Guimarães foi bastante razoável, com momentos de qualidade.

Voltámos a ver mecanismos, rotinas, equilíbrio como equipa. Em suma, trabalho de treino posto em prática no jogo.

Não foi um jogo perfeito - longe disso. Houve ainda erros individuais quase primários e períodos de alguma desconcentração. No entanto, sentiu-se já uma ideia de jogo e uma confiança diferente entre os jogadores.
A curva parece agora ascendente.



Rui Vitória voltou a optar por três médios e a equipa respondeu positivamente, apresentando um equilíbrio e segurança que não se viam havia algum tempo.
Gostei muito de Krovinovic. Parece estar a encontrar o seu ritmo e a intensidade necessária para a posição. Gostei também de Samaris na posição de Pizzi, mostrando mais uma vez que é um jogador com o qual o Benfica pode contar. Creio que esta solução de três médios será para manter nos jogos fora. Em casa penso que a
opção continuará a ser por dois avançados com Jonas a fazer a ligação meio campo -ataque.
Com mais uma paragem extensa no campeonato (para jogos de seleção e Taça) Rui Vitória terá bastante tempo para consolidar esta solução.
O empate do Sporting mostra bem que o campeonato está muito longe de estar perdido e que as coisas podem mudar muito rapidamente, por vezes em apenas uma ou duas jornadas. O Porto terá igualmente os seus percalços: não descobriram de repente a fórmulas da invencibilidade nem Sérgio Conceição é um iluminado no meio de ignorantes.
As coisas têm em geral corrido bem para o seu lado, certamente também por mérito e trabalho, mas no último jogo já demonstraram dificuldades e se o árbitro não tivesse deixado passar dois penalties (um deles escandaloso) as coisas poderiam ter dado ainda mais para o torto. É quando os momentos difíceis chegarem - e vão chegar - que se verá a real capacidade desta equipa.
Pelo nosso lado não há obviamente razões para qualquer embandeirar em arco por uma vitória em Guimarães. A nossa margem de erro continua muito diminuta e se queremos chegar ao penta (e certamente queremos) precisaremos de continuar a subir de rendimento. Os erros de Svilar, André Almeida e a paragem colectiva no golo do Vitória são três falhas básicas que não se devem repetir. A concentração tem que ser mantida ao longo de todo o jogo.
Uma nota final para o vídeo árbitro: como aqui antecipeihttp://justicabenfiquista.blogspot.pt/2017/05/a-ilusao-do-video-arbitro.html, aliás um pouco contra a corrente, não veio resolver os problemas com as arbitragens, nem sequer com os chamados erros grosseiros. O que aconteceu este fim de semana foi memorável pela negativa.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Melhorias ligeiras

De uma coisa Rui Vitória não pode ser acusado: de não tentar mudar o estado de coisas em que a equipa se encontrava, de não tentar novas soluções para melhorar o nosso futebol.

E pode-se dizer que as coisas melhoraram um pouco. No jogo com o United houve uma completa inoperância atacante mas defensivamente não se verificou o desastre que muitos temiam e na Vila das Aves o Benfica ganhou (que era o que mais importava) com alguma tranquilidade. A exibição foi mediana mas nesta fase isso é o menos. 

A introdução na equipa de jovens jogadores tem conferido uma dimensão física muito necessária. Uma das carências que o Benfica tem evidenciado esta época é um défice de capacidade física. Daqui resulta fragilidade defensiva e uma incapacidade em controlar os jogos.



Também as mudanças operadas ao nível do meio campo procuram responder à mesma carência. Os três médios contra o United e os dois médios de contenção contra o Aves (Augusto em detrimento de Pizzi) são a tentativa de Rui Vitória em dar mais equilíbrio e capacidade de choque à equipa no sector nevrálgico do campo. Continuo porém a esperar que Samaris tenha mais oportunidades, não fazendo sentido ostracizar um jogador daquele nível e com aquela capacidade guerreira (ainda que por vezes exagerando, do que têm resultado castigos completamente injustificados e desproporcionais).

A questão é se realmente seremos capazes de manter o campeonato em aberto até janeiro, altura na qual é imperativo reforçar a equipa. Vamos acreditar que sim. O próximo jogo, em casa com o Feirense - já na sexta-feira, é mais uma boa oportunidade para vencer e ganhar confiança, algo que está claramente em níveis muito baixos por estes dias.

Isto até porque a seguir ao Feirense temos duas deslocações difíceis que serão decisivas para as nossas aspirações internas e europeias: Manchester e Guimarães.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Copo 1/4 cheio ou 3/4 vazio?

Está a ser uma época má para os benfiquistas.

Depois de ver sair na pré-época as jóias da coroa e após a conquista do troféu de pré-temporada, a Supertaça, o Benfica tem vindo progressivamente a perder gás. Nos primeiros 6 jogos tivemos apenas um empate, mas nos 8 seguintes apenas 2 vitórias! No presente mini-ciclo (que supostamente deveria ter terminado com o jogo com o Olhanense) empatámos 2 vezes e sofremos 4 derrotas! Quatro derrotas! Três para a Liga dos Campeões e uma para o campeonato. Uma delas uma goleada humilhante.

O jogo de ontem é mais um que não deixa saudades. 28 % de posse de bola e nenhum remate à baliza são números esmagadores que não enganam.

Rui Vitória foi conservador na abordagem e não o critico por isso. Optou por um meio campo mais reforçado, o que faz todo o sentido perante um estratega como Mourinho que privilegia a consistência das suas equipas, sacrificando para isso Jonas. Já a escolha de jogadores me parece mais discutível. Aí Vitória não foi conservador, foi até revolucionário. Os resultados são mistos: Svilar, que já tinha dado boas indicações, voltou a demonstrar presença e personalidade mas comprometeu com um erro básico. Diogo Gonçalves teve alguns apontamentos positivos mas a meu ver não justificou a titularidade num jogo desta importância. Rúben Dias mostrou mais uma vez - agora num teste de elevada exigência - ser um defesa de grande solidez. Finalmente a opção de Filipe Augusto  compreende-se neste esquema de três médios. O brasileiro fez aliás um jogo bastante conseguido.

A Liga dos Campeões está praticamente acabada para o Benfica. Perdendo em casa sem fazer um remate à baliza adversária, teme-se algo de ainda pior no jogo em Manchester. É verdade que não fomos "atropelados" - a nossa defesa deu boa conta das ameaças e isso é um sinal positivo que merece ser destacado. A mudança operada no meio campo é a principal causa e explicação para essa melhoria. Fomos porém completamente inoperantes e inofensivos no ataque. Sálvio fez um jogo de grande esforço e com momentos de classe mas faltava presença na área. Pizzi fez pouco essa ligação e perdeu demasiadas bolas. Os laterais foram um bom apoio ao ataque mas os erros nas saídas, sobretudo de Douglas, criaram situações de aperto para a nossa baliza.  O defesa brasileiro foi aliás ultrapassado algumas vezes de forma perfeitamente infantil.

Restará a Liga Europa mas nem essa se afigura fácil. Fica para além disso a dúvida acerca de como actuaremos daqui para a frente. Parece-me que em casa, em jogos de campeonato e contra equipas fechadas, continuaremos a jogar com dois avançados. Nos jogos fora fica a dúvida. Paralelamente a este quadro de resultados negativos e incertezas quanto ao sistema a usar e jogadores titulares, temos o caso dos emails, continuamente a desgastar, a picar e a provocar os benquistas, hoje ainda agravado com a situação das buscas no Estádio da Luz.

Uns dirão que o copo começou a encher, que pior do que isto é difícil e que daqui para a frente as coisas só poderão melhorar. Outros olham para este quadro deprimente e veem quão mal estamos a vários níveis, apontando que este copo está praticamente vazio. O juízo mantém-se algo indefinido porque a época está ainda no início e será longa. No entanto aproximam-se alguns jogos bem complicados, não havendo já margem de erro. É que já não estamos na pré-época, embora às vezes pareça.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

As possibilidades de apuramento do SLB (e a velha questão do 4-4-2)

Mourinho disse (e vale a pena sublinhar o respeito demonstrado pelo Benfica na antecipação do jogo desta noite) que 9 pontos não chegariam para o Benfica se apurar para os oitavos de final. 

Por outras palavras, Mourinho acredita que o CSKA ganhará os dois jogos contra o Basileia e portanto somará 9 pontos; mas não acredita que o Benfica, que diz ser "muito melhor que o CSKA", seja capaz de vencer em Moscovo por 2-1 (ou mais). 

Partindo do princípio que o United vence os jogos com o Basileia (fora) e com o CSKA (em casa) é de facto este o cenário que se coloca: o Benfica precisará sempre de vencer esses dois adversários e ainda de vencer o United pelo menos uma vez. Dependendo da conjugação de resultados até aí, um 2-1 sobre o CSKA poderia ser suficiente (caso conseguíssemos entretanto recuperar os 4 golos de desvantagem face aos russos) ou, pelo contrário, poderíamos precisar de vencer por mais de 1 golo de vantagem. 

Nenhum destes últimos cenários em Moscovo parece impossível. O problema é que para lá chegar o Benfica precisaria de vencer o Manchester. E isso é que não se afigura como alcançável face ao que o temos demonstrado nos últimos jogos. Falta intensidade, velocidade e capacidade física a este Benfica. O Manchester (e outros clubes de topo na Europa e até em Portugal) jogam hoje a um nível que o Benfica não consegue acompanhar. Não temos rotação para tal.

Outro problema é o jogo desligado, a falta de coordenação entre sectores e a incapacidade de ter bola e gerir o jogo. Tudo isto se deve a um meio campo insuficiente para os actuais níveis de exigência. Alguns leitores deixaram aqui comentários no sentido de que um meio campo a dois já não é possível no futebol moderno. É uma discussão já antiga, na qual os defensores dessa tese têm a seu favor o argumento de peso de que a maioria das grandes equipas europeias não joga assim. No entanto também é verdade que essas mesmas equipas, na sua maioria, encontram formas de ter dois avançados com presença física na área. O que eu digo - e disso não tenho dúvidas - é que este 4-4-2, com estes jogadores, não serve para embates desta magnitude. Os extremos do Benfica não apoiam o meio campo, o qual fica demasiado dependente de Pizzi. Se este estiver num dia menos bom ou se a equipa adversária fôr capaz de o anular, o Benfica fica sem soluções e a ver o jogo passar-lhe ao lado. 

Rui Vitória certamente já identificou o problema. Cabe-lhe agora encontrar a solução. Certo é que o jogo de hoje será decisivo. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Benfica- Man Utd. - um desafio e uma oportunidade


O Benfica enfrenta esta quarta-feira o mais poderoso adversário da época. Certamente até ao momento mas porventura mesmo até ao fim da época.

O Manchester deste ano é uma equipa já à imagem de Mourinho, muito pressionante, prática, tremendamente eficaz. 

Está em segundo no campeonato inglês (nesta jornada foi ultrapassada pelo rival City mas apenas em virtude de um empate fora com o Liverpool, resultado que não desmerece ninguém) tendo já um avanço razoável sobre a restante concorrência. E já se viu que o próximo campeão de Inglaterra muito dificilmente não virá de Manchester.

Trata-se por isso de um jogo de dificuldade máxima. Além dos factores já referidos, o Manchester é uma equipa muito poderosa fisicamente, pelo também aí nos testará aos limites.

O Benfica atravessa indiscutivelmente um muito mau período. A época até começou bem mas depois da primeira interrupção no campeonato começou a descarrilar e ainda não voltou a entrar nos eixos. Por isso esta última interrupção veio no melhor momento possível, permitindo assentar ideias e trabalhar novas soluções. O primeiro teste a seguir a esta pausa não foi bom - o jogo com o Olhanense voltou a mostrar todas as insuficiências e deficiências desta equipa, mas temos agora nova oportunidade, com outros níveis de exigência e motivação, de mostrar uma outra qualidade.

Do jogo com o Olhanense gostei muito de Svilar. Mostrou personalidade, confiança, grande agilidade e aquela dose de loucura controlada que os grandes guarda-redes exibem. Parece-me que aí acertámos. Já li críticas muito destrutivas a Douglas mas não as perfilho minimamente. De facto deu muito espaço a defender e denotou lentidão a recuar, mas por outro lado teve excelentes iniciativas atacantes, fez bons centros e dinamizou o corredor. No Benfica um lateral tem preocupações defensivas mínimas, apenas nos jogos da Liga dos Campeões e contra os rivais se exige uma atitude mais cautelosa. Para além disso Douglas vinha de uma grande paragem e o ritmo não será ainda o melhor. Nesse sentido espero para ver antes de fazer juízos muito assertivos. Rúben Dias voltou a dar indicações muito positivas: rápido, forte, seguro e sem complicar. Podemos ter ali jogador. Para além disso o golo de Gabriel Barbosa, o passe de Pizzi e a passagem da eliminatória são as outras notas positivas de uma noite que não deixa saudades.

Terça-feira o Benfica terá um teste completamente diferente, de exigência máxima. Face ao que se vem passando, a exigência do lado dos adeptos é que a equipa faça um bom jogo e se possível que ganhe ou pelo menos empate. Mas sejamos realistas: para tal acontecer o nível de segurança quer na defesa, quer no meio campo, onde se começa a defender, tem que ser radicalmente diferente do que vimos exibindo nos últimos jogos. Principalmente contra uma equipa contra o United seria suicida ter um meio campo desequilibrado e em défice a expôr a nossa defesa à velocidade e poderio físico dos extremos e avançados adversários. Não quero sequer imaginar cenários (que não são impossíveis) muito negativos. Aí as coisas entrariam numa crise profunda. 

Aquilo que espero e desejo é que o Benfica volte a ter uma grande noite europeia e comece finalmente a dar a volta à situação. Foi assim há dois anos: quando ninguém esperava fomos ganhar a Madrid e invertemos um início de época muito negativo, lançando as bases do tri e depois tetra campeonato. É dessa atitude que precisamos quarta-feira.