quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Até em casa contra o Ac. Viseu, para a T. Liga roubam

O Porto é uma mancha no futebol mundial. Proença e os árbitros seus lacaios são parasitas do futebol português.

O Porto e a arbitragem portuguesa representam a antítese dos valores desportivos. 

É uma autêntica vergonha e uma praga com que este país pelos vistos tem que levar, porventura mais 50 anos. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Raça e talento num camp(eonat)o minado

 O Benfica não fez uma boa primeira parte em mais um relvado em péssimas condições. O Santa Clara marca num penalty fortuito, mas foi a equipa mais perigosa na primeira parte.

Na segunda parte as coisas foram diferentes (apesar de um ou outro erro ali no início após o reatamento) e o Benfica, em grande parte graças ao talento de Prestiani, deu a volta ao jogo. Há pelo menos dois jogadores da equipa açoriana que deveriam ter visto o segundo amarelo, há um possível penalty sobre Bah e um lance que deveria ter dado vermelho para o defesa do Santa Clara se os critérios fossem os mesmos de dois dias antes. Ou seja, várias incidências.

Mas há mais. Em primeiro lugar as constantes provocações a Bah. Depois a Duran. 

E finalmente as cenas absolutamente lamentáveis no final do jogo, da responsabilidade EXCLUSIVA dos jogadores da equipa da casa. Foi por demais evidente que o objetivo já nada tinha a ver com este jogo (que estava terminado), mas sim com a tentativa de "sacar" cartões contra os nossos jogadores. Ora apesar de Duran ter tido uma atitude EXEMPLAR e demonstrado uma cabeça fria notável, face a provocações, empurrões e agarrões de vários imbecis, mesmo assim o árbitro expulsou-o. Inexplicável se já não soubéssemos o que a casa gasta.

Parabéns a Marco Silva porque disse TUDO: Sport TV e imagens (algo por que me bato aqui constantemente), arbitragem e jogadores adversários muito nervosos. 

Perante factos tão estranhos, fica a ideia clara de que algo mais do que um jogo de 3 pontos estava em causa para os jogadores do Santa Clara. Principalmente depois do jogo acabar e não estando o Santa Clara a disputar o título com o Benfica, que sentido fizeram aquelas provocações? Para que se sacrificaram os jogadores do Santa Clara para levar vermelhos apenas para tentar sacá-los aos jogadores do Benfica também? 

É claro que eu não posso afirmar taxativamente que houve mala. Agora que houve coisas estranhas, houve.

Que isto sirva como MAIS um aviso. Os campos e o campeonato vão estar sempre minados. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Coisas estranhas - ESCÂNDALO Porto ultrapassa fronteiras

O Porto continua a dar mau nome ao futebol português. Quando jogou contra o City os adeptos ingleses não queriam acreditar no teatro dos jogadores do Porto, a atirarem-se para o chão ao mínimo toque. Os adeptos do Bétis chamam "porco" a Gabri e "lixo" ao Porto. Agora é já uma grande conta internacional de futebol a gozar com as arbitragens a favor do Porto na Liga Portuguesa. É um escândalo que envergonha o país futebolístico não apenas dentro de portas mas internacionalmente.





PS - o que dizer do comentariado de Freitas Lobo e cia. ontem na Sport TV? Qual a diferença para o Porto Canal? A tentarem branquear um amasso completo inflingido pelo PSV, do princípio ao fim do jogo, explicando que "fazia parte do plano" e que estava tudo previsto. Só não foram facciosos na questão da arbitragem, isso eu admito, mas em tudo o demais eram só punhos de renda para descrever o que foi uma exibição paupérrima do Porto. Mais: as próprias declarações de Diogo Costa não foram destacadas por ninguém, quando elas são GRAVES. O GR do Porto disse que "as equipas já sabem como jogamos" e que "é preciso arriscar mais". Era pedir demais ao GR do Porto reconhecer a outra parte da estória: em Portugal os árbitros dão uma aquela ajuda extra quando é preciso, ao passo que na Europa a conversa é outra...

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Voltei a gostar de ver a seleção nacional

Não tinha grandes expectativas em relação a JJ na seleção. As seleções não são clubes e o tempo de treino é limitado. Além disso a Liga das Nações é uma competição menor e interrompe as competições clubísticas, neste momento mais importantes para os adeptos de futebol. 

A principal expectativa que tinha prendia-se com a primeira convocatória e a necessária renovação. 

Depois houve o jogo com Gales que não foi brilhante e mostrou um pouco mais do mesmo relativamente ao tempo Martinez. 

Seguiu-se o caso Ronaldo.

O que eu penso sobre Ronaldo há já muito tempo tem ficado aqui escrito ao longo destes anos. Por exemplo, logo em 2014:  https://justicabenfiquista.blogspot.com/2014/06/o-melhor-do-mundo-e-arredores.html

Não quero estar a bater na mesma tecla nem dar mais para um peditório que não faz qualquer sentido. É um assunto encerrado.

A seleção tem sempre de ser uma equipa, o que significa que a união e o colectivo têm de estar acima de qualquer individualidade. Ninguém é maior do que a equipa e muito menos alguém poderá julgar-se maior do que um país com quase 900 anos de história que ligou o mundo por rotas marítimas nunca dantes navegadas. 


Dito isto, o jogo com a Noruega já mostrou algo de diferente, apesar de termos passado bastantes dificuldades no fim, e ontem em Copenhaga tivemos um jogo movimentado, emocionante, que deu gosto ver. A vitória foi muito saborosa. 

Vencer com 4 golos, jogadas de belo efeito e momentos de algum brilhantismo fazem lembrar que Jorge Jesus é um treinador que trabalha muito as equipas e preza o espectáculo. Assim volta a dar prazer ver a seleção nacional.

Gonçalo Ramos fez mais uma enorme exibição e Bruno Fernandes, que até fez uma primeira parte muito apagada, demonstrou a tremenda qualidade futebolística que tem. Quanto a Vitinha, foi enorme. O nosso Asterix marcou o primeiro golo pela seleção (como é possível ter demorado tanto?) e logo de cabeça. Rúben Dias fica mal no segundo golo da Dinamarca (pareceu-me pesado, o que se explicará por algum cansaço físico), mas recuperou do erro e acabou o jogo forte. Renato Veiga foi gigante. Em geral foi uma excelente exibição individual e colectiva e até as substituições (tive dúvidas em relação a Trincão) se revelaram muito acertadas, com Félix mais uma vez a ser decisivo, acabando com quaisquer dúvidas quanto ao desfecho do jogo. 

Não vamos embandeirar em arco, mas agora há razões para ver a seleção com prazer e ter esperança de que podemos fazer algo mais. Vejo uma equipa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Quando é que se acaba com esta Mafia?

Aqueles que acreditaram que Villas-Boas traria "outro clima" para o futebol português são muito ingénuos.

Villas-Boas fez parte do sistema de Pinto da Costa, foi funcionário de Pinto da Costa e é o seu discípulo. Traiu-o, como Pinto da Costa traiu a Américo de Sá.

Em 1980 Pedroto e Pinto da Costa depois de dois anos de sucessos perderam o campeonato para o Sporting e a final da Taça de Portugal para o Benfica. Nessa altura, criaram uma narrativa de que a culpa era do presidente que teria ficado "a beber champagne com os dirigentes do Benfica", enquanto os seus jogadores teriam sido supostamente insultados e cuspidos. Tudo isto era mentira, mas a preocupação com a verdade não é grande por aquelas bandas. Ali o que importa é ganhar a todo o custo, incluindo com batota se necessário.

Fazer fita, atirar-se para o chão, simular, são atos de batota cometidos por batoteiros.

É ridículo ver que indivíduos tão valentões a dar murros e chapadas com a protecção da realização da Sport TV depois caiam no chão como meninas ao mais leve toque. 

Mete nojo, como disse no anterior post. Metem nojo. E não é da hoje. Já vai para 50 anos.

A minha pergunta é só uma: a direção de Rui Costa vai fazer alguma coisa para acabar com esta pouca vergonha?

Eis aqui algumas ideias:

Exigir informação da Sport TV sobre número de câmaras, localização das mesmas, operadores, quem é o realizador e quem decide que imagens se mostram, se forem duas pessoas diferentes;

Exigir receber da Sport TV toda a gravação master / raw após os jogos. Atendendo ao VAR ser uma peça fundamental da arbitragem, os competidores têm o direito - e o Benfica tem de EXIGIR - igualdade de tratamento, algo que só é possível tendo acesso a TODAS as imagens, para se perceber se as transmissões estão ou não a mostrar tudo, estão ou não a encobrir alguma coisa (com isto acabam-se logo alguns mistérios); 

Exigir esclarecimento cabal das regras para cartões amarelos e vermelhos, incluindo exemplo de quais os critérios para uma entrada ser violenta ou imprudente ou negligente, com exemplos e tipos;

Exigir esclarecimento sobre lances de mão, quando devem ser marcadas faltas, quer no momento ofensivo quer no defensivo;

Exigir que tudo fique registado e que a jurisprudência seja usada pelos VAR durante os jogos para não termos critérios diferentes, ao sabor das pressões, cada semana.

Se a Liga ou a Federação se recusarem, se continuarem a roubar e a achincalhar o Benfica, este deve fazer uma exposição à UEFA, objectiva, apenas com factos e estatísticas e pedir a esta que intervenha, assim como ao ministro da tutela do desporto, atendendo a que a FPF tem estatuto de utilidade pública e portanto tem obrigações, não podendo ser um órgão corrupto e inimputável. 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Metem nojo

 Agora já não se podem desculpar com Pinto da Costa, nem com Macaco Madureira, nem com o antigo número dois da claque (preso por ter morto um homem com 15 facadas): eles são mesmo assim, esta é a natureza do FC Porto - RASCA, quando não criminosa. 

E mesmo os que são normais antes de lá chegar tornam-se grunhos passado pouco tempo. Basta ver Farioli a rir e a gozar quando dizia que desta vez "não houve nada estranho" ou Samu ao soco pelas costas a um colega de profissão que não lhe tinha feito rigorosamente nada, sem o mínimo pretexto ou desculpa.

Desde o guarda abel até ao calor da noite, à fruta para dormir, até aos dias de hoje mudou pouco.

No ano passado o guarda-redes atirava-se para o chão para fazerem descontos de tempo e os apanha bolas roubavam-as. A cabina dos visitantes teria sido "perfumada". São sujos, não respeitam os adversários nem o desporto, não têm qualquer valor moral, qualquer decência, comportam-se não raro de forma animalesca.

Paulinho Santos, um indivíduo desprezível, um quase zero em termos futebolisticos que apenas pela violência e agressões conseguia dar algo à sua equipa, um canalha sem carácter que passava os jogos a agredir com impunidade o nosso então melhor jogador João Pinto, até lhe partir o maxilar, festejava ontem com Villas-Boas, o novo Pinto da Costa, e Bruno Alves também conhecido pelas suas agressões a Nuno Gomes e Cardozo. 

Ilustração do "somos porto". Nada mudou nem mudará naquelas bandas.



E os árbitros, claro, ajudam à festa. Falta-lhes tomates, já o sabemos. Se Proença era o primeiro a andar aos beijos na boca com eles, dizendo-se "benfiquista" enquanto expulsava os nossos jogadores e marcava penaltis inexistentes contra nós, como hão de ser estes? 

Agora digam-me que Lenglet não pode fazer aquilo. Ele não pode, mas os do Porto podem entrar de sola a deslizar, podem chapadear Prestianni, podem fazer as faltas que querem, podem dar socos nas costas, podem festejar virados para o nosso banco com gestos inqualificáveis, podem ir ao nosso banco provocar e ameaçar (como o polaco), podem protestar para dentro do campo (Farioli o jogo todo), etc, etc, etc.

Vejam este artigo n'A Bola que vale a pena: https://www.abola.pt/noticias/nao-e-normal-mais-de-metade-dos-fc-porto-benfica-deste-seculo-com-expulsoes-2026092110265120824 

Que acabamos com 10 é praticamente certo, só falta saber a que minuto. 

Apetece dizer PQ os P. Eles e os árbitros conluiados. 

Na Luz cá os esperamos.  

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O FC do Porto é um nojo

 Agora já não se podem desculpar com Pinto da Costa, nem com Macaco Madureira, nem com o antigo número dois da claque (preso por ter morto um homem com 15 facadas): eles são mesmo assim, esta é a natureza do FC Porto - RASCA, quando não criminosa. 

E mesmo os que são normais antes de lá chegar tornam-se grunhos passado pouco tempo. Basta ver Farioli a rir e a gozar quando dizia que desta vez "não houve nada estranho" ou Samu ao soco pelas costas a um colega de profissão que não lhe tinha feito rigorosamente nada, sem o mínimo pretexto ou desculpa.

Desde o guarda abel até ao calor da noite, à fruta para dormir, até aos dias de hoje mudou pouco.

No ano passado o guarda-redes atirava-se para o chão para fazerem descontos de tempo e os apanha bolas roubavam-as. A cabina dos visitantes teria sido "perfumada". São sujos, não respeitam os adversários nem o desporto, não têm qualquer valor moral, qualquer decência, comportam-se não raro de forma animalesca.

Paulinho Santos, um indivíduo desprezível, um quase zero em termos futebolisticos que apenas pela violência e agressões conseguia dar algo à sua equipa, um canalha sem carácter que passava os jogos a agredir com impunidade o nosso então melhor jogador João Pinto, até lhe partir o maxilar, festejava ontem com Villas-Boas, o novo Pinto da Costa, e Bruno Alves também conhecido pelas suas agressões a Nuno Gomes e Cardozo. 

Ilustração do "somos porto". Nada mudou nem mudará naquelas bandas.



E os árbitros, claro, ajudam à festa. Falta-lhes tomates, já o sabemos. Se Proença era o primeiro a andar aos beijos na boca com eles, dizendo-se "benfiquista" enquanto expulsava os nossos jogadores e marcava penaltis inexistentes contra nós, como hão de ser estes? 

Agora digam-me que Lenglet não pode fazer aquilo. Ele não pode, mas os do Porto podem entrar de sola a deslizar, podem chapadear Prestianni, podem fazer as faltas que querem, podem dar socos nas costas, podem festejar virados para o nosso banco com gestos inqualificáveis, podem ir ao nosso banco provocar e ameaçar (como o polaco), podem protestar para dentro do campo (Farioli o jogo todo), etc, etc, etc.

Vejam este artigo n'A Bola que vale a pena: https://www.abola.pt/noticias/nao-e-normal-mais-de-metade-dos-fc-porto-benfica-deste-seculo-com-expulsoes-2026092110265120824 

Que acabamos com 10 é praticamente certo, só falta saber a que minuto. 

Apetece dizer PQ os P. Eles e os árbitros conluiados. 

Na Luz cá os esperamos.  

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O "favoritismo" de Portugal e a realidade de Espanha

Antes do campeonato do mundo começar e mesmo após os primeiros jogos, uma série de equipas são apresentadas como favoritas e mais ainda como candidatas a vencer.

Em Portugal perguntava-se insistentemente ao selecionador se éramos favoritos e proclamava-se aos quatro ventos que tínhamos os melhores do mundo. Humildade? Para quê? 

Sinceramente acho esse tipo de discurso um sintoma de provincianismo. Não se ganha por se dizer que somos favoritos e os melhores. Em geral é até o contrário. E isso dos melhores é ilusório. Nuno Mendes está certamente entre os melhores laterais, mas tem problemas com lesões. Diogo Costa fez até um excelente campeonato, mas há muitos outros, desde Bono a Martinez, etc.

Seja como for, é dentro de campo e não em conferências de imprensa que as coisas se resolvem. Os candidatos e os favoritos vão sendo eliminados até ficarem só dois e mesmo desses apenas um sairá a sorrir Domingo à tarde em Nova Iorque.

No início todos podem sonhar: até os norte americanos, os mexicanos e os próprios canadianos acreditavam que podiam ir até ao fim. Mas à medida que a competição avança a realidade instala-se.

Desde o início que Espanha, França e Argentina me pareceram as seleções mais fortes. Chegaram as três às meias finais. Praticamente não houve surpresas, excepto a eliminação da Alemanha com o Paraguai.

França era considerada a seleção mais forte, mas Espanha vulgarizou-a por completo. O jogo colectivo da Espanha, a sua posse de bola e controlo dos jogos e a capacidade técnica dos seus jogadores estão numa classe à parte, extraordinária. Mas ainda falta um jogo. 

França por seu turno foi um conjunto de jogadores sem ligação entre si. Não esteve à altura da exigência e não teve liderança em campo. 

Quanto à Argentina, não enfrentou nenhuma selecção de topo até ao momento. Poderia ter jogado com Portugal nos quartos, se tivéssemos feito o nosso trabalho. (E se calhar estaria aqui a escrever agora sobre mais uma meia final de um mundial Portugal - Inglaterra, 60 anos depois.) A Argentina não apenas não enfrentou nenhum desafio de dificuldade elevada como teve demasiadas dificuldades para  eliminar seleções banais. Depende demasiado de Messi. Pode ser que se transfigurem, mas seria uma enorme surpresa para mim se viessem a ser campeões do mundo novamente.

Inglaterra tem vindo a bater à porta do título nos últimos torneios, mas há sempre qualquer coisa que falta. Vejo qualidade, como é óbvio, vejo espírito de sacrifício (que não se via antes), mas não vejo ainda uma equipa ao nível da Espanha. Dito isto, e como é evidente, surpresas podem acontecer quando o vencedor se decide num só jogo. E quem o ganhar será um campeão do mundo justo, porque, ao contrário de todos os outros favoritos e candidatos, ganhou o direito de estar nesse jogo. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

"Escandaloso - este Mundial foi uma completa perda de tempo"

 Sinceramente, não estou desiludido. Aconteceu exactamente o que era de prever. Aconteceu o que eu previ. 

Ronaldo foi decisivo pela negativa, ao retirar por completo qualquer possibilidade de Portugal ir longe neste Mundial.

O mundo futebolístico inteiro, excluindo os fan boys, os fanáticos do culto da personalidade, percebe que Ronaldo foi um peso que Portugal arrastou neste Mundial e que uma geração de grandes jogadores foi sacrificada a um ego em busca de objetivos individuais.

Claro que Proença é um dos grandes culpados, claro que Martinez tem imensas responsabilidades. Um olhou para a marca e o dinheiro que Ronaldo trás (trouxe até hoje, porque agora acabou), o outro olhou para o seu próprio lugar e não se quis meter em trabalhos. Mas sabendo-se que Ronaldo é, enquanto figura global, alguém cuja dimensão não pode sequer ser comparada a nenhum deles, é em Ronaldo que eu coloco a principal dose de culpa.

Ele quis usar a seleção para atingir recordes (não alcançou nestes jogos nenhum relevante) e marcas pessoais. Se fosse sério e humilde ele próprio não se sentiria bem em arrastar-se em campo quando Gonçalo Ramos estava a criar bolor no banco de suplentes.

Vergonhoso que Martinez nem sequer tenha levado Gonçalo para o jogo. 

Ronaldo há muitos anos que não faz nada. Em seis mundiais marcou... UM golo nos jogos a eliminar, de PENALTY. O problema foi ter marcado na Liga das Nações, o que levou algumas pessoas a acreditar que ele ainda poderia ser útil neste Mundial. 

E até poderia! Mas a vir do banco! A jogar 20, 30 minutos. Nunca, mas mesmo nunca, a jogar 90 minutos uns atrás dos outros. Mas o seu ego e a falta de coragem de quem deveria liderar fizeram com que Portugal hipotecasse por completo quaisquer hipóteses de ir mais longe. 

A frase do título é de um comentador da BBC. Poderia ter escolhido outras. Todos os apreciadores de futebol autênticos espalhados pelo mundo estão indignados que uma seleção desta qualidade tenha sido colocada ao serviço de um ego a quem ninguém foi capaz de dizer não. 



quarta-feira, 24 de junho de 2026

O positivo e o negativo

 Agora já quase ninguém usa máquinas analógicas, mas antes dos anos 90 eram as únicas que existiam. Tinham um rolo fotográfico que depois de terminado se levava a uma casa ou estúdio de fotografia para revelar. O primeiro passo era a impressão do negativo. Aí as cores estavam invertidas, sobretudo os claros e os escuros.

No primeiro jogo de Portugal vimos uma imagem. No segundo vimos uma imagem invertida. Um foi praticamente negativo do princípio ao fim, com a excepção do grande golo de João Neves. O outro pareceu um mar de rosas. Mas não foi. 

Como de certo modo antecipei, Ronaldo marcou dois golos. 

O positivo: foram dois belíssimos golos, duas finalizações clínicas; a seleção marcou 5 golos, Bruno Fernandes divertiu-se em campo e perfumou o nosso futebol; Rúben Dias voltou; Rafael Leão marcou. 

O negativo: o nosso meio campo continuou a não carburar e não ser capaz de controlar a posse e o ritmo do jogo; Vitinha teve mais uma exibição apagada; permitimos transições fáceis ao Uzbequistão que não resultaram em golos ou oportunidades flagrantes por manifestas limitações do adversário; Bernardo Silva parece alheado do jogo. 

O factual: o Uzbequistão pertence à terceira divisão do futebol mundial; Ronaldo tem 41 anos e jogou os 90 minutos mais descontos; Gonçalo Ramos não saiu do banco; a Colômbia chega ao jogo com Portugal em primeiro lugar no grupo e a precisar apenas de um empate. 

A incógnita: estamos a melhorar e evoluir ou o adversário foi tão vulgar que as nossas qualidades tiveram todas condições para se expressar e as nossas carências praticamente não foram expostas?

Portugal está muito perto do apuramento, mas não é de todo certo que passe em primeiro. Só o conseguirá se vencer a Colômbia e para tal terá de jogar muito mais. Esse jogo vai mostrar se há uma evolução ou se a vitória sobre o Uzbequistão (absolutamente obrigatória, qualquer outro resultado seria inadmissível e deixáva-nos perto da eliminação) foi um pequeno oásis num deserto. 

Acredito que somos capazes de muito mais e melhor, mas insisto que no futebol altamente competitivo de elite, onde as diferenças são mínimas, não é possível ter um jogador que não defende e não pressiona. Ronaldo mostrou que ainda é capaz de finalizar com qualidade (teve espaço e tempo que provavelmente outras seleções não concederiam), mas também que dura apenas meia parte a alta intensidade. Deveria começar o jogo no banco mas sabemos que não é isso que acontecerá. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Ronaldo: penoso, embaraçoso, a forma errada de sair.

Pessoas com personalidade muito forte e um grande ego tendem a rodear-se de pessoas com fraca personalidade que se limitam a dizer-lhes que sim e a alimentar-lhes o ego. Uma espécie de côrte. Aos poucos os egomaníacos perdem o contacto com a própria realidade.

Ronaldo é uma pessoa com uma forte personalidade e um grande ego. Evidentemente tem qualidades superlativas seja ao nível psicológico, seja ao nível futebolístico que lhe permitiram ser uma das pessoas mais idolatradas do mundo. Mas o ego tem uma dimensão destrutiva e levou-o a pensou que era imune ao passar do tempo. 

Depois, demasiadas pessoas alimentaram essa fantasia, incluindo todos os média, por exemplo ao dizer que a idade biológica dele era de vinte e tal anos. Certamente Ronaldo tem muito mais força e velocidade do que muitos de 30 e até de 20. No entanto Ronaldo não está a jogar com pessoas comuns, está a jogar contra adversários que são também atletas profissionais. Além disso, a sua idade biológica é de 41 anos, nenhuma outra. E acresce ainda que na fase final da sua carreira ele se focou apenas no aspecto físico e atlético, pelo que quando estes declinam brutalmente a sua performance tem o abaixamento correspondente.

Não é por acaso que Ronaldo tem zero golos nos últimos 10 jogos em fases finais e que o golo antes disso foi  contra o Gana e de penalty. O problema não vem do jogo com a RD Congo, vem de há muitos anos. Ronaldo teve uma boa Liga das Nações numa carreira cujo declínio era já mais do que evidente e devia ter aproveitado para sair aí, em grande.


***

Quando vi Messi no último jogo não queria acreditar. E imediatamente percebi que aquilo iria afectar seriamente Ronaldo. Este, para além de muito competitivo, o que é saudável, tem uma rivalidade com Messi conhecida, que teve vários episódios. O ego de Ronaldo tem muita dificuldade em aceitar que no fim Messi ganha essa competição particular por goleada. Muitos portugueses também têm. Mas é a realidade pura e dura.

Ronaldo foi um jogador de eleição. Um dos melhores de sempre. Agora é um jogador banal. E ambas continuarão a ser verdade, quer marque um ou mais golos ao Uzbequistão (uma seleção que não deveria estar numa competição destas) quer continue a jogar a titular até ao fim do mundial com exibições semelhantes à de ontem.

A questão que agora se coloca é o que fará Martinez, se é que é ele quem toma as decisões. Continuará Portugal a jogar com um avançado que é incapaz de pressionar, incapaz de contribuir com algo de positivo para o jogo colectivo e quase inofensivo no ataque, ou haverá suficiente bom senso, do próprio ou de alguém que tenha a coragem de liderar, e Ronaldo passa a sentar-se no banco? Paradoxalmente, é a partir do banco que Ronaldo ainda poderá ter algum impacto positivo no jogo: em situações de desespero e com o jogo já numa fase avançada, contra defesas sob pressão e já desgastadas pelo cansaço, Ronaldo pode ser perigoso, sobretudo se não for egoísta e colocar os interesses da equipa acima de objetivos individualistas.

Isto tudo é demasiado óbvio para passar despercebido a quem tem responsabilidades na seleção. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Macaco ou filhos da put4?

 Aqui há umas semanas o mundo inteiro ficou em estado de choque porque um jogador supostamente chamou macaco a Vinícius. Uma palavra que só o ofendido e Mbapé ouviram. O jogo foi interrompido e poderia até ter sido cancelado. Prestiani foi suspenso e o Benfica pode vir a ser gravemente punido. 

Ontem, durante um minuto de silêncio em homenagem a um dos maiores escritores portugueses do último século, milhares de adeptos cantaram em uníssono: "filhos da puta". Não li nem ouvi um único reparo nos media. 

Siga, mais um dia no escritório. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Valerá a pena continuar a ver futebol?

A dualidade de critérios, os "erros" óbvios, as injustiças gritantes começam a ser ocorrências demasiado frequentes no futebol para quem preza o desporto limpo.

A dada altura, pergunto-me, de forma sincera, se vale a pena continuar a ver futebol. 

O problema nem sequer é exclusivo de Portugal: o mundo inteiro pôde ver o que se passou na primeira mão da eliminatória Benfica-Real Madrid. Há alguma dúvida de que foi uma arbitragem encomendada? Em cima disso e para deitar sal na ferida, a UEFA castiga Prestiani sem provas e sem o processo estar concluído e absolve Valverde apesar das provas irrefutáveis. 

Hoje no Porto, uma equipa de batoteiros, na qual o guarda redes finge lesões para terem descontos de tempo, os jogadores de campo fazem anti jogo na sua própria casa contra equipas pequenas e os apanha bolas roubam toalhas e bolas, teve direito a dois pontos oferecidos de mão beijada pelo árbitro. O VAR, com todas as imagens disponíveis, consegue não intervir. E a posteriori vêm os porcos, sim, porcos, dizer que o VAR "não pode intervir porque não é um lance claro e óbvio".

Portanto, para que todos entendamos bem o que está a acontecer: O VAR pode intervir num lance no mínimo duvidoso a meio campo, muito antes do golo (Carreras, final da Taça, golo do Bruma que nos dava a vitória), mas não pode intervir num penálti que não é 😄🤡.

O que é que se pode dizer mais? Vale a pena? 

Isto para já nem falar das mãos que umas vezes são penalti e outras não, conforme convém e conforme a equipa. 

Isto é uma palhaçada e mete nojo a qualquer pessoa decente. 

Para os doentes, pelo contrário, está bom. 

Está a decorrer o Torneio das 6 Nações (antigamente 5 Nações) e eu tenho visto alguns jogos. Apesar de também haver VAR ele é usado apenas para esclarecer situações factuais (se a bola tocou ou não no chão para lá da linha de ensaio ou se um jogador agrediu outro). Não há estas polémicas, não há estas decisões escandalosas, não há vergonhas de árbitros a decidirem jogos. O jogo é mais lento e menos dinâmico do que o futebol, mas há mais hombridade, lealdade e desportivismo. No final do jogo todos aceitam o resultado e raramente alguém sai com a sensação de que foi roubado. É um contraste enorme para com o futebol. 

Também não creio que os órgãos dirigentes sejam tão corruptos, possivelmente também porque os valores financeiros em causa são muito inferiores. Mas isso não é uma desvantagem, pelo contrário: o desporto não é, não deve ser regido pela ganância e a cupidez, mas sim por valores. 

Sinceramente tenho cada vez mais dúvidas de que o futebol mereça o meu tempo. 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Foram homens

 Os jogadores do Benfica fizeram um jogo digno. O golo do empate ditou o desfecho da eliminatória. Caso tivéssemos mantido a vantagem naquela altura acredito que poderíamos ter ferido o Real de outra forma. Não foi assim. Mas perder 2-1 em Madrid não é uma vergonha para ninguém nem um resultado anormal de mau, seja para quem for. Acresce que o Real não estava a jogar a feijões nem ia ser surpreendido de novo. Ou seja, o Real jogou no máximo em matéria de foco no jogo e níveis de concentração. 

Não tenho dúvidas de que depois do que aconteceu em Lisboa eles teriam gostado de nos vergar e humilhar, mas simplesmente não apenas não o conseguiram, como pelo contrário se viram obrigados a defender, nalguns casos com todos os homens atrás da bola.

Perdemos, é um facto, mas no futebol isso pode acontecer mesmo quando uma equipa joga mais do que outra, sobretudo quando a outra é um colosso europeu. 

Está-se a construir algo no Benfica. Nos últimos anos tivemos alguns grandes momentos, mas nunca senti consistência ou sustentabilidade. Neste momento vejo uma progressão, tenho confiança na equipa, na sua capacidade. Faltam algumas coisas, porque não conseguimos ser letais no ataque e por vezes temos até dificuldade em criar oportunidades contra equipas muito fechadas na defesa. Mas há uma melhoria gradual e visível. Agora há que prosseguir neste caminho, mesmo que este ano não traga nenhum título. Há que continuar o trabalho e reforçar a equipa com os jogadores que são necessários e não com "oportunidades de negócio". Esta é a minha convicção. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Uma derrota e uma polémica

 O Benfica perdeu, mas competiu contra o Real Madrid, num jogo em que a arbitragem foi mais importante do que o factor casa, prejudicando gravemente o Benfica numa série de decisões escandalosas e inexplicáveis. Pelo menos dois jogadores do Real Madrid deveriam ter sido expulsos (segundo amarelo a Vinícius e vermelho directo a Valverde) e outros amarelados logo na primeira parte. Foi uma arbitragem à la Madrid. Muitos espanhóis e amantes de futebol de outros países assinalaram veementemente nas redes sociais a pouca vergonha de decisões que só se podem explicar pelo peso do Real Madrid.

Quanto ao jogo: boa entrada do Benfica no jogo, alguns períodos de domínio, mas um fim de primeira parte com o Real Madrid a sufocar e a merecer a vantagem que acabou por chegar apenas na segunda, com um grande golo de Vinícius. 

Depois disso foi o que se sabe: uma dança de mau gosto, para não dizer obscena, do jogador brasileiro, talvez explicável por ser Carnaval. O problema é que, não contente com isso, Vinícius ainda se pôs a levantar os braços para os adeptos e aí o caldo entornou. Os jogadores do Benfica não gostaram e no meio das picardias Prestiani chamou ao brasileiro ou mono (macaco em espanhol) ou maricon.

Bonito? Naturalmente que não. Mas Mourinho tem razão: há casos com Vinícius em todo o lado (faltou dizer que Prestiani também se envolve em bem mais do que deveria).

Vi no comentário internacional Seedorf e outros dizerem que respeitam Mourinho mas que ele "culpou a vítima".

Sobre isto apenas duas ou três notas. 

Primeiro, vítima de quê? Foi morto? Agredido? Sou eu que estou a ver mal ou Vinícius é um milionário pago para jogar à bola que ganha mais num mês do que a maioria da população mundial em toda a vida e que é idolatrado por milhões? Se ele é uma vítima o que são aqueles que acordam todos os dias de madrugada para trabalhos muitas vezes duros e arriscados, por vezes mal tratados pelos patrões para chegar ao fim do mês e ganhar ordenados mínimos? 

Vinícius foi "vítima" de um alegado insulto racista depois de provocar os adeptos e de se envolver em provocações com os jogadores do Benfica. Ou ele estaria a declamar poesia a Prestiani e elogiar o seu talento futebolístico quando aquilo aconteceu?

Eu sei que esta visão das coisas não é politicamente correcta, mas que insultos é que são aceitáveis? Filho da p... pode-se? 

Volto a dizer, se Prestiani chamou mono, não é bonito e deve ser reprovado, mas sinceramente não consigo achar que isso seja o fim do mundo ou sequer que justifique o jogo estar parado mais de 10 minutos. Se o chamasse de forma evidente, em frente de toda a gente e o árbitro nada fizesse, eu entendia a reação. Assim, não tendo o árbitro ouvido e não podendo obviamente fazer nada porque não há provas, acho que tudo isto não passa de folclore.

O episódio marcou negativamente o jogo e pouco mais futebol houve depois disso. 

O Benfica teve muitas dificuldades em criar verdadeiras situações de perigo. O Real estava já acautelado e preparou bem um jogo em que contou com todos os "pesos pesados" com excepção de Bellingham. Os seus jogadores puderam além disso ultrapassar impunemente os limites da agressividade. Sinceramente dá que pensar se, depois de uma arbitragem "simpática" para o Benfica no jogo anterior, o que aconteceu esta terça-feira no Estádio da Luz não foi premeditado.

O jogo da segunda mão em Madrid será jogado com muita carga emocional. Precisaremos de 11 guerreiros em campo. As chances do Benfica passar são baixíssimas, mas dê por onde der há uma história, uma imagem e um prestígio a defender. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os mouros, os marroquinos (FC Porto)

 Durante muito tempo os portistas chamaram aos benfiquistas mouros e marroquinos. Até já escrevi aqui sobre o assunto há vários anos. Mas é chegado o momento de regressar ao assunto face ao que aconteceu no último clássico Porto-Sporting.

Poderia focar-me no facto de que chamar "mouros" e "marroquinos" como forma de insulto nos dias que correm seria visto como racismo, xenofobia e islamofobia. Mas não é por aí que vou.

O que pretendo demonstrar é que se há alguém que merece ser assim chamado são os próprios portistas - e que eles devem até abraçar e acarinhar essa afinidade com os nossos vizinhos do sul. 

Com efeito, na última CAN, decorrida em Marrocos, ficaram famosas as imagens dos apanha bolas a roubar toalhas. Foi algo de insólito, inusitado, original, nunca visto. 

Foi dito que uma coisa destas só poderia acontecer em África (neste caso foi no norte de África, no Magrebe, Marrocos). 

Mas afinal havia alguém que estava à espreita, alguém que se inspira e olha para Marrocos como um exemplo. 

Esse alguém é o Futebol Clube do Porto, os seus adeptos e dirigentes e o seu dirigente máximo André Villas Boas. Os portistas devem a partir de agora sentir-se orgulhosos de ser chamados marroquinos e Villas Boas o maior marroquino de Portugal.

Dizia o outro: "somos Porto". Podem agora passar a dizer "somos Marrocos". 

Podemos ainda ser campeões?

 O Benfica recuperou alguns pontos e está a uma distância recuperável do primeiro lugar, tanto mais que o Porto dá sinais de fraqueza. No entanto ainda tem o Sporting à frente e tem de ir a Alvalade, jogo que nos últimos anos tem sido muito difícil.

Esta é a resposta rápida. 

Uma resposta mais completa requer uma análise acerca do momento da equipa. O Benfica tem tido altos e baixos. Teve enormes jogos como contra o Real Madrid, o Nápoles, ou a segunda parte em Guimarães. Jogos em que foi competente sem ser brilhante, como contra o Porto ou jogos que ganhou como se exigia (por exemplo este último contra o Santa Clara). 

Aquilo que esperamos de uma equipa de Mourinho é consistência defensiva e eficácia no ataque. Não esperamos um futebol de ataque ultra dinâmico e vistoso, como o do melhor Jorge Jesus, ou um futebol de refinada posse de bola, como o de Guardiola (com plantéis do melhor que há, diga-se).

O padrão de Mourinho são equipas altamente competentes, competitivas e rigorosas tacticamente. 

Sob esse ponto de vista parecem existir melhorias, é um facto. Há uma trajectória ascendente. O problema até agora tem sido que nalguns jogos voltamos aos maus hábitos e erros do passado. É verdade que os árbitros têm prejudicado o Benfica, o que não é uma novidade. Mas também é verdade que por vezes a equipa joga de forma demasiado lenta, passiva e previsível. Se o Benfica mostrasse nos jogos do campeonato níveis de agressividade não digo idênticos mas semelhantes aos que exibiu contra o Real Madrid, no final da primeira parte a maioria dos jogos estaria resolvida.

Outro aspecto que não me deixa tranquilo é a permeabilidade da defesa (ontem nos Açores foi Trubin). Claro que as equipas sofrem golos de vez em quando, mas sofrer contra Alverca e Santa Clara é algo que não deveria acontecer e que preocupa, sobretudo porque normalmente também não marcamos muitos.

Não sei qual exactamente é a razão - poderá ser a própria intranquilidade ou pressão de saber que estamos atrás e não temos margem de erro - mas há que melhorar.

Vem agora aí a eliminatória do Real Madrid e naturalmente que não se poderão cometer os mesmos erros ou exibir a mesma passividade, tanto mais que o Real desta vez já está de sobreaviso, sob pena de estragar a excelente imagem que deixámos no último jogo da fase regular e cair em novo período de descrença. 

Em suma, as hipóteses de chegar ao primeiro lugar ainda existem, a oportunidade está lá, mas não há margem para erros. Teríamos basicamente de ganhar quase todos os jogos até ao final do campeonato, para o que há que ser mais seguros na defesa e letais no ataque. Há regressos de lesionados que são encorajadores, veremos o que poderão dar ainda esta época. 

Olhando para o futebol internacional, queria também comentar brevemente o despedimento de Amorim e a enorme melhoria do United desde então. Com Carrick no comando a equipa venceu City, Arsenal, Fulham e Tottenham, jogando bem, num contraste brutal face às exibições e resultados deprimentes com Amorim ao comando.

Aquando da chegada do treinador português imediatamente um jornalista inglês cujo nome não me recordo afirmou que Amorim não teria sucesso porque o seu sistema de jogo não se adaptava a Inglaterra. Apenas Conte numa época conseguira successo com o Chelsea a jogar com aquele sistema. O problema nem era exactamente os três defesas. O problema era sobretudo jogar com dois homens no miolo quando a maioria das equipas joga com três. Eu escrevi aqui que uma dupla de meio campo com Bruno e Casemiro só por milagre funcionaria. Com Carrick, Casemiro passou a ter Mainoo ao lado e Bruno Fernandes passou a jogar mais à frente, como um 10. A diferença é da noite para o dia.

Amorim foi teimoso e ser teimoso quando se está constantemente a bater contra uma parede não é inteligente. Nesse aspecto Mourinho tem mostrado a capacidade de mudar o que não está bem e não insistir em erros. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Histórico, épico, inesquecível

É disto que os sonhos são feitos. 

Se fosse um filme acharíamos exagerado, pouco credível.

Com a noite já a avançar a algum cansaço a instalar-se, questionei-me sobre se estava acordado ou num sonho. 

Sim, é apenas futebol, já sabemos. E a única coisa que alcançámos foi um playoff contra o mesmo Real Madrid ou um também poderoso Inter. Mas ao mesmo tempo a forma como as emoções das pessoas são tocadas faz com que momentos como este tenham um valor próprio, independentemente de serem apenas isto ou aquilo. 

A vida são memórias, momentos. E momentos como os que aconteceram ontem no Estádio da Luz não há todos os dias. 

O que Trubin ontem fez ficará para a história do futebol por muitos e muitos anos. 

As reações por todo o mundo foram incríveis.

A forma como tudo aconteceu (Mourinho e Trubin a pensarem que estávamos qualificados e a perder tempo e querer fechar o jogo, as bancadas quase desesperadas a pedir "só mais um" e que a bola chegasse ao ataque rapidamente, o livre, a subida de Trubin por indicação de Mourinho, a celebração deste com o apanha bolas, a entrada dos jogadores suplentes e mais não sei quantas pessoas em campo) foi quase surreal.

Há que saborear, claro. Merecemo-lo. 

Mas amanhã haverá que voltar novamente à realidade.

Tenho estado ocupado com múltiplas outras tarefas mas escreverei muito em breve mais sobre o jogo e sobre o momento do Benfica, inclusivamente com um balanço dos últimos meses.