sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Voltei a gostar de ver a seleção nacional

Não tinha grandes expectativas em relação a JJ na seleção. As seleções não são clubes e o tempo de treino é limitado. Além disso a Liga das Nações é uma competição menor e interrompe as competições clubísticas, neste momento mais importantes para os adeptos de futebol. 

A principal expectativa que tinha prendia-se com a primeira convocatória e a necessária renovação. 

Depois houve o jogo com Gales que não foi brilhante e mostrou um pouco mais do mesmo relativamente ao tempo Martinez. 

Seguiu-se o caso Ronaldo.

O que eu penso sobre Ronaldo há já muito tempo tem ficado aqui escrito ao longo destes anos. Por exemplo, logo em 2014:  https://justicabenfiquista.blogspot.com/2014/06/o-melhor-do-mundo-e-arredores.html

Não quero estar a bater na mesma tecla nem dar mais para um peditório que não faz qualquer sentido. É um assunto encerrado.

A seleção tem sempre de ser uma equipa, o que significa que a união e o colectivo têm de estar acima de qualquer individualidade. Ninguém é maior do que a equipa e muito menos alguém poderá julgar-se maior do que um país com quase 900 anos de história que ligou o mundo por rotas marítimas nunca dantes navegadas. 


Dito isto, o jogo com a Noruega já mostrou algo de diferente, apesar de termos passado bastantes dificuldades no fim, e ontem em Copenhaga tivemos um jogo movimentado, emocionante, que deu gosto ver. A vitória foi muito saborosa. 

Vencer com 4 golos, jogadas de belo efeito e momentos de algum brilhantismo fazem lembrar que Jorge Jesus é um treinador que trabalha muito as equipas e preza o espectáculo. Assim volta a dar prazer ver a seleção nacional.

Gonçalo Ramos fez mais uma enorme exibição e Bruno Fernandes, que até fez uma primeira parte muito apagada, demonstrou a tremenda qualidade futebolística que tem. Quanto a Vitinha, foi enorme. O nosso Asterix marcou o primeiro golo pela seleção (como é possível ter demorado tanto?) e logo de cabeça. Rúben Dias fica mal no segundo golo da Dinamarca (pareceu-me pesado, o que se explicará por algum cansaço físico), mas recuperou do erro e acabou o jogo forte. Renato Veiga foi gigante. Em geral foi uma excelente exibição individual e colectiva e até as substituições (tive dúvidas em relação a Trincão) se revelaram muito acertadas, com Félix mais uma vez a ser decisivo, acabando com quaisquer dúvidas quanto ao desfecho do jogo. 

Não vamos embandeirar em arco, mas agora há razões para ver a seleção com prazer e ter esperança de que podemos fazer algo mais. Vejo uma equipa.