sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os mouros, os marroquinos (FC Porto)

 Durante muito tempo os portistas chamaram aos benfiquistas mouros e marroquinos. Até já escrevi aqui sobre o assunto há vários anos. Mas é chegado o momento de regressar ao assunto face ao que aconteceu no último clássico Porto-Sporting.

Poderia focar-me no facto de que chamar "mouros" e "marroquinos" como forma de insulto nos dias que correm seria visto como racismo, xenofobia e islamofobia. Mas não é por aí que vou.

O que pretendo demonstrar é que se há alguém que merece ser assim chamado são os próprios portistas - e que eles devem até abraçar e acarinhar essa afinidade com os nossos vizinhos do sul. 

Com efeito, na última CAN, decorrida em Marrocos, ficaram famosas as imagens dos apanha bolas a roubar toalhas. Foi algo de insólito, inusitado, original, nunca visto. 

Foi dito que uma coisa destas só poderia acontecer em África (neste caso foi no norte de África, no Magrebe, Marrocos). 

Mas afinal havia alguém que estava à espreita, alguém que se inspira e olha para Marrocos como um exemplo. 

Esse alguém é o Futebol Clube do Porto, os seus adeptos e dirigentes e o seu dirigente máximo André Villas Boas. Os portistas devem a partir de agora sentir-se orgulhosos de ser chamados marroquinos e Villas Boas o maior marroquino de Portugal.

Dizia o outro: "somos Porto". Podem agora passar a dizer "somos Marrocos". 

Podemos ainda ser campeões?

 O Benfica recuperou alguns pontos e está a uma distância recuperável do primeiro lugar, tanto mais que o Porto dá sinais de fraqueza. No entanto ainda tem o Sporting à frente e tem de ir a Alvalade, jogo que nos últimos anos tem sido muito difícil.

Esta é a resposta rápida. 

Uma resposta mais completa requer uma análise acerca do momento da equipa. O Benfica tem tido altos e baixos. Teve enormes jogos como contra o Real Madrid, o Nápoles, ou a segunda parte em Guimarães. Jogos em que foi competente sem ser brilhante, como contra o Porto ou jogos que ganhou como se exigia (por exemplo este último contra o Santa Clara). 

Aquilo que esperamos de uma equipa de Mourinho é consistência defensiva e eficácia no ataque. Não esperamos um futebol de ataque ultra dinâmico e vistoso, como o do melhor Jorge Jesus, ou um futebol de refinada posse de bola, como o de Guardiola (com plantéis do melhor que há, diga-se).

O padrão de Mourinho são equipas altamente competentes, competitivas e rigorosas tacticamente. 

Sob esse ponto de vista parecem existir melhorias, é um facto. Há uma trajectória ascendente. O problema até agora tem sido que nalguns jogos voltamos aos maus hábitos e erros do passado. É verdade que os árbitros têm prejudicado o Benfica, o que não é uma novidade. Mas também é verdade que por vezes a equipa joga de forma demasiado lenta, passiva e previsível. Se o Benfica mostrasse nos jogos do campeonato níveis de agressividade não digo idênticos mas semelhantes aos que exibiu contra o Real Madrid, no final da primeira parte a maioria dos jogos estaria resolvida.

Outro aspecto que não me deixa tranquilo é a permeabilidade da defesa (ontem nos Açores foi Trubin). Claro que as equipas sofrem golos de vez em quando, mas sofrer contra Alverca e Santa Clara é algo que não deveria acontecer e que preocupa, sobretudo porque normalmente também não marcamos muitos.

Não sei qual exactamente é a razão - poderá ser a própria intranquilidade ou pressão de saber que estamos atrás e não temos margem de erro - mas há que melhorar.

Vem agora aí a eliminatória do Real Madrid e naturalmente que não se poderão cometer os mesmos erros ou exibir a mesma passividade, tanto mais que o Real desta vez já está de sobreaviso, sob pena de estragar a excelente imagem que deixámos no último jogo da fase regular e cair em novo período de descrença. 

Em suma, as hipóteses de chegar ao primeiro lugar ainda existem, a oportunidade está lá, mas não há margem para erros. Teríamos basicamente de ganhar quase todos os jogos até ao final do campeonato, para o que há que ser mais seguros na defesa e letais no ataque. Há regressos de lesionados que são encorajadores, veremos o que poderão dar ainda esta época. 

Olhando para o futebol internacional, queria também comentar brevemente o despedimento de Amorim e a enorme melhoria do United desde então. Com Carrick no comando a equipa venceu City, Arsenal, Fulham e Tottenham, jogando bem, num contraste brutal face às exibições e resultados deprimentes com Amorim ao comando.

Aquando da chegada do treinador português imediatamente um jornalista inglês cujo nome não me recordo afirmou que Amorim não teria sucesso porque o seu sistema de jogo não se adaptava a Inglaterra. Apenas Conte numa época conseguira successo com o Chelsea a jogar com aquele sistema. O problema nem era exactamente os três defesas. O problema era sobretudo jogar com dois homens no miolo quando a maioria das equipas joga com três. Eu escrevi aqui que uma dupla de meio campo com Bruno e Casemiro só por milagre funcionaria. Com Carrick, Casemiro passou a ter Mainoo ao lado e Bruno Fernandes passou a jogar mais à frente, como um 10. A diferença é da noite para o dia.

Amorim foi teimoso e ser teimoso quando se está constantemente a bater contra uma parede não é inteligente. Nesse aspecto Mourinho tem mostrado a capacidade de mudar o que não está bem e não insistir em erros. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Histórico, épico, inesquecível

É disto que os sonhos são feitos. 

Se fosse um filme acharíamos exagerado, pouco credível.

Com a noite já a avançar a algum cansaço a instalar-se, questionei-me sobre se estava acordado ou num sonho. 

Sim, é apenas futebol, já sabemos. E a única coisa que alcançámos foi um playoff contra o mesmo Real Madrid ou um também poderoso Inter. Mas ao mesmo tempo a forma como as emoções das pessoas são tocadas faz com que momentos como este tenham um valor próprio, independentemente de serem apenas isto ou aquilo. 

A vida são memórias, momentos. E momentos como os que aconteceram ontem no Estádio da Luz não há todos os dias. 

O que Trubin ontem fez ficará para a história do futebol por muitos e muitos anos. 

As reações por todo o mundo foram incríveis.

A forma como tudo aconteceu (Mourinho e Trubin a pensarem que estávamos qualificados e a perder tempo e querer fechar o jogo, as bancadas quase desesperadas a pedir "só mais um" e que a bola chegasse ao ataque rapidamente, o livre, a subida de Trubin por indicação de Mourinho, a celebração deste com o apanha bolas, a entrada dos jogadores suplentes e mais não sei quantas pessoas em campo) foi quase surreal.

Há que saborear, claro. Merecemo-lo. 

Mas amanhã haverá que voltar novamente à realidade.

Tenho estado ocupado com múltiplas outras tarefas mas escreverei muito em breve mais sobre o jogo e sobre o momento do Benfica, inclusivamente com um balanço dos últimos meses. 

sábado, 22 de novembro de 2025

O dilema do Benfica

 Depois de algumas exibições menos conseguidas e uma derrota escandalosa com o Qarabag, Rui Costa viu-se em apuros, atendendo a que as eleições estavam à porta. Foi pelo caminho do costume, o de despedir o treinador (possivelmente após "sentir o balneário" também). Com duas apostas erradas em dois anos seguidos, Rui Costa pensou que não podia falhar de novo e foi buscar o treinador português com maior nome e currículo da história. A oportunidade estava alí (se calhar tinha sido alimentada) e matavam-se dois coelhos de uma cajadada.

Nas eleições os sócios optaram pela continuidade, mas pesaram igualmente dois outros factores: Mourinho e a falta de alternativa. Em relação ao segundo factor, estou à vontade: por diversas razões que não importa aqui enumerar, Noronha Lopes contaria com o meu apoio "natural". Mas a verdade é que a sua campanha foi uma completa desilusão a vários níveis. Para começar. não mostrou a liderança necessária para presidir a uma instituição como o Benfica. Mas além disso apresentou Nuno Gomes como figura de destaque da estrutura do futebol do Benfica. Ora, qualquer pessoa minimamente atenta, por muito que possa gostar de Nuno Gomes, percebe que ele não tem o perfil, a personalidade ou os conhecimentos para desempenhar um tal papel. 

Por isso entendo a decisão dos sócios: Rui Costa entrou num período conturbado, é benfiquista de coração, após 4 anos tem mais experiência, foi buscar Mourinho, não existe uma alternativa verdadeiramente consistente, nos debates foi mais presidenciável, vamos-lhe dar um mandato claro para poder ter uma presidência forte nos próximos 4 anos.

O problema é que a dinâmica que se pretendia criar foi imediatamente arruinada com uma derrota com o Leverkussen e um empate com o Casa Pia. Ambos os jogos em casa.

A esperança dos benfiquistas em Mourinho é a mesma que a minha (que fui no passado extremamente crítico do setubalense e cheguei mesmo aqui a escrever, noutra altura, contra a sua vinda): a de que alguém que tem tanta experiência no futebol mundial e tantos títulos seja capaz de colocar o Benfica num patamar superior. Claramente Mourinho sabe mais de futebol a dormir do que eu acordado. Acreditei (acreditámos todos) que o evidente declínio na sua carreira, não fosse tão acentuado que o impedisse de fazer um bom trabalho no Benfica e, mais até do que isso, que o Benfica pudesse mesmo marcar um ponto de viragem para um novo possível ciclo vitorioso. 

Agora a questão que se coloca é se prevalecerá esse cenário (que faz sentido) ou se pelo contrário se confirmará um declínio irreversível e, neste caso, mesmo a última oportunidade de Mourinho de treinar um grande clube (ele próprio em decadência - há já muitos anos, para não dizer décadas) e ter sucesso. Para já os sinais vão no sentido da segunda possibilidade.

O dilema que se coloca a Rui Costa é quanto tempo deverá dar a Mourinho para poder dar à volta à situação. Sejamos honestos: esta época está perto de estar perdida. A qualificação na Champions é uma mera ilusão e o campeonato também começa a ficar muito difícil. Mas mais ainda do que isso, a qualidade de jogo do Benfica é menos do que sofrível. Diz-se que os jogadores não prestam, que o plantel é desequilibrado. Quando chegou ao Benfica Jorge Jesus disse que ia colocar os jogadores a jogar o dobro. E conseguiu talvez mais do que isso. Neste momento Mourinho colocou os jogadores a jogar metade do que fizeram com Lage.

Note-se que não estou a proferir um juízo definitivo. Ainda quero acreditar no primeiro cenário. Mourinho merece respeito, mais que não seja pelo currículo.

Em Inglaterra Amorim fez uma primeira época (incompleta) absolutamente atroz no United, começou pessimamente a segunda época e teve recentemente o apoio do principal diretor do clube, após o que a coisa melhorou e poderá ter começado a encarrilar.

A minha perspectiva é de que este é o ano zero de Mourinho e lhe deve ser dada tolerância (não se criando a instabilidade do costume no Benfica). Mas para isso os sócios terão de ser bastante pacientes. 

Se as coisas começarem a derivar muito, se o Benfica perder, em breve, a possibilidade de disputar o título, se perder em casa com o Sporting de forma clara, se for eliminado da Taça por um outro Atético ou se acabar a fase de qualificação da Champions em último lugar, terá Rui Costa a capacidade de segurar Mourinho? E se este começar a disparar em todas as direções (como fez no Fenerbahçe) ou a criticar os próprios sócios (como fez Schmidt), algo que os benfiquistas não aceitam (porque são "os melhores adeptos do mundo")?

Uma outra nota: o segundo ano de Mourinho costuma ser bom, mas o terceiro não. Depois do segundo ano os jogadores começam a dar sinais de cansaço com os métodos. A personalidade muito marcada de Mourinho leva a isso. Esse é mais um factor para Rui Costa ter em conta.

Mas o dilema do Benfica é outro. É um dilema de identidade. E esse não será resolvido nem por Rui Costa, nem por Mourinho. O Benfica foi capturado, quer ao nível dos dirigentes, quer dos associados, por interesses que são contraditórios com a sua própria matriz mas que são demasiado poderosos para ser desalojados sem criar uma crise profunda. No entanto enquanto isso não for resolvido o Benfica não voltará a viver os seus dias de glória.  

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Exageros à portuguesa

 Portugal venceu a Arménia por 9-1, um resultado que "já não se usa", numa exibição memorável, mas obviamente frente a um adversário demasiado fraco para estas andanças. 



Mais uma vez ficou claro que a seleção joga melhor sem Ronaldo, o que é uma evidência há muito. Já aqui escrevi (e nada me move contra Cristiano que merece todo o respeito pelo que fez) que uma equipa de futebol moderno não pode jogar com 10, ou seja com um jogador que se limita a estar perto da área para finalizar, não pressiona e quase não cria. 

Nas últimas competições, nomeadamente Mundiais e Europeus, Ronaldo foi uma nulidade. 


No mundial de 2022 marcou um único golo: de penalti e na primeira jornada. Depois passou a suplente naquele que foi talvez o melhor jogo de Portugal numa fase final nos últimos 20 anos: os 6-1 à Suíça, com hat-trick de Gonçalo Ramos. Portugal seria eliminado por Marrocos num jogo em que Diogo Costa comprometeu. 

No Europeu de 2024 Ronaldo não marcou uma única vez: falhou um penalti contra a Eslovénia e contra a França atirou uma bola de golo praticamente para fora do estádio.

Mais uma vez, não estou a desmerecer o que Cristiano fez. Lembro-me de alguns jogos extraordinários em que carregou a equipa (Espanha, Hungria, playoff contra a Suécia). E na Liga das Nações marcou na meia final e na final. No entanto nos últimos europeus e mundiais as suas prestações foram medíocres.



O título deste post tem a ver com as aspirações de Portugal no Mundial. Leio por todo o lado que o vamos ganhar, que é hora de Portugal ser campeão do mundo. Até o Presidente e o PM se pronunciam sobre o tema. Apenas a "Espanha e França dão mostras de nos poder travar" escreve o chefe de redação do "Record". 

Ora, concordando que Portugal tem uma grande seleção, com um meio campo de luxo e dois laterais que estão no patamar dos melhores do mundo, convém ter calma nestas coisas. Portugal perdeu com a Irlanda, uma seleção esforçada mas mediana e empatou com a Hungria em casa.

Inglaterra e Noruega fizeram qualificações perfeitas, ou seja só com vitórias e a Espanha também o pode fazer. A Inglaterra não sofreu um único golo na fase de qualificação! Noruega marcou... 37 golos em 8 jogos! Uma média de 4,6 por jogo...

O Brasil e a Argentina, que para os comentadores profissionais parecem não contar têm "apenas" 5 e 3 campenatos do mundo respetivamente. A Argentina além disso é a campeã em título. Alemanha e Itália têm 4 mundiais cada uma. França tem 2 e será sempre candidata.

Estas certezas de que temos os melhores jogadores do mundo também precisam de ser acalmadas. Tais excitações não costumam dar grande resultado. Em termos técnicos estamos entre os melhores mas em termos atléticos estamos longe disso. As bolas paradas são um problema para nós por essa razão - e o guarda-redes (o tal que também garantem ser o melhor do mundo - está longe disso) não ajuda. 

Portugal é muito forte no meio campo (sem ser muito poderoso fisicamente), mas tem problemas para desequilibrar defesas fechadas porque os seus extremos e avançados são apenas razoáveis.

A Noruega tem Haland, Inglaterra Kane (mas também Saka, Rashford, Palmer e Foden), Espanha Yamal, França Mbappé e Dembélé, Brasil Vinicius (mais Raphinha, Rodrygo e Matheus Cunha). Todos estes jogadores são fortes, velozes, capazes de desequilibrar defesas e resolver jogos. Já Portugal tem apenas um jogador com este perfil que é Leão, mas que não se afirma na seleção. Além disso há a questão Ronaldo de que já falei. Se não há dúvida de que deve ser convocado, se o estatuto for de que é sempre titular, estamos em maus lençóis. 

Portugal pode, num dia bom, vencer qualquer seleção do mundo. Já o provámos. Mas isso também a Alemanha, a França, a Argentina, o Brasil, a Espanha, a própria Inglaterra e se calhar outras. 

Nunca estivemos numa final de um mundial. Não somos favoritos. Temos de baixar as expectativas e descer à terra. 



Ver também https://justicabenfiquista.blogspot.com/2024/07/espanha-argentina-e-os-melhores-do-mundo.html 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Estranho

 O Benfica continua com zero pontos na Liga dos Campeões (facto) e o apuramento é uma miragem (evidência). 

Mas para além disto há uma realidade que é difícil de explicar. Por exemplo a quantidade de bolas à barra que já enviámos ou de oportunidades flagrantes não concretizadas ou até de golos/assistências para a nossa própria baliza. 

Ontem a "injustiça" do resultado foi por demais evidente: desde decisões desfavoráveis da arbitragem a bolas nos ferros, oportunidades flagrantes desperdiçadas, um golo sofrido algo caricato e anti-jogo permanentes do adversário, tudo correu contra o Benfica.

Na realidade o Leverkussen estava a jogar para não perder e conseguiu ganhar o jogo, ao passo que com o Benfica aconteceu evidentemente o contrário. 

A Champions está perdida (nunca a iríamos ganhar de qualquer modo), mas arriscamo-nos a ter uma prestação escandalosa.

A questão é que as coisas começaram mal, com o Qarabag evidentemente, mas até antes disso, com o sorteio. É verdade que deveríamos ter 6 pontos, mas a sorte não tem querido nada com o Benfica. Mesmo com o Qarabag, o resultado poderia ter sido diferente com um pouquinho de felicidade. Lukebakio é o rosto mais visível desta maré azarada, porque já podia ter uns 4 golos e tem zero. Nem Pavlidis ontem acertou nas decisões. 

Há que esquecer mais esta derrota, apesar de dolorosa, e andar para a frente porque o campeonato é o grande objetivo e é realista. Isto apesar do Sporting ter melhor plantel e e Porto estar com melhor dinâmica. Temos de vencer todos os jogos até janeiro e nessa altura colmatar as deficiências do plantel (apesar de Ríos, Enzo e outros começarem finalmente a aparecer e os lesionados estarem mais perto de regressar).

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Nunca. Ganharam. Em. Inglaterra.

O FêQuêPê NUNCA ganhou um jogo oficial em Inglaterra.

Sublinhe-se bem isto. Nunca.

Goleadas já levaram em barda, aos 4 e 5.

Mas ganhar, isso não é com eles.

Assim de repente, lembro-me do Benfica ganhar ao Liverpool, ao Arsenal, espetar 3 no Tottenham (no Arsenal também, mas em prolongamento) tudo em Inglaterra.

Sim, perdemos de forma dura em Newcastle (equipa que eliminámos no passado). Mas o Newcastle não é um Nottingham Forest que vinha perdendo jogos uns atrás dos outros.