sexta-feira, 3 de maio de 2019

Calma e cabecinha

O Benfica está a 3 passos de ser campeão. O título está por isso próximo, mas não ainda garantido. Por isso é preciso ter muita determinação e igual dose de frieza.
Isto aplica-se também aos adeptos, que mais do que nunca precisam de apoiar a equipa mas sem ansiedade excessiva, sem colocar, com o seu natural entusiasmo, pressão adicional e excessiva sobre a equipa.
É preciso ter bem presente que esta é apenas mais uma jornada e que, seja qual for o resultado, o campeão não ficará decidido.
Claro que tudo isto não passam de reflexões de mero senso comum e que de algum modo todos os benfiquistas têm presentes. No entanto não se perde nada em recordar aquilo que é ou deveria ser óbvio e apelar à tranquilidade .

terça-feira, 30 de abril de 2019

Agora é à descarada!

Ao contrário do que muitos esperavam e desejavam, esta jornada não trouxe uma cambalhota na classificação. Trouxe, isso sim, um reforço da liderança do Benfica na Liga já muito perto do fim. E isto, para alguns personagens indígenas, provocou muita azia.
Ouvi, por exemplo, um Freitas Lobo extasiante enquanto o Braga esteve por cima no jogo, a mudar radicalmente de tom quando os acontecimentos mudaram de feição na segunda parte. Aí ficou desiludido e só quis falar de arbitragem.
Vi um Fernando Mendes e um Octávio cheios de azia. Dois exemplos acabados do que é um "dragarto". Octávio Machado aumenta a sua azia com o vinho que bebe, tornando-se ainda mais penoso e desconfortável ouvi-lo e vê-lo naqueles estados ébrios.
Não vi, mas sei que Rui Santos se manifestou de forma exaltada contra a arbitragem. Ele que na sua classificação na "Liga real" com penalties colocava ainda na passada semana o Benfica 10 pontos à frente do Porto...
Para quê mais considerandos? Está bem à vista: a vitória do Benfica foi um duro revés para os dragartos que pululam na nossa comunicação social, fazendo-os perder as estribeiras e revelar às claras o seu anti-benfiquismo. Pensavam que o Benfica ia perder a liderança em Braga. Puseram nisso todas as suas esperanças... Agora estão incrédulos, raivosos. Temos pena... Desmascararam-se de uma vez por todas. Daqui para a frente não podem continuar a mascararem-se de isentos.
Com o passar do tempo tornar-se-á cada vez mais claro que os penalties a favor do Benfica foram decisões absolutamente normais do árbitro e que a vitória do Benfica foi categórica. O penalty sobre Félix existe, independentemente do jogador do Benfica fazer ou não teatro. Esgaio tenta cortar a bola e pontapeia a bota de Félix. O jogador do Braga soube de imediato o que tinha feito, como se vê pela sua expressão e não esboça sequer nenhum protesto.
O "problema" começou depois com os "comentadeiros", desde logo Freitas Lobo e seguidamente todo o rol de anti-benfiquistas que aqui encontraram um pretexto para descarregar as suas frustrações e também a sua inveja relativamente a João Félix.
Quanto ao resto, só temos que os desmascarar e passar à frente. Que gritem, que chorem, que esperneiem à vontade.
Sábado há mais um jogo crucial nesta caminhada histórica. É aí e só aí que está o nosso foco.

domingo, 28 de abril de 2019

Passo de gigante

O Benfica voltou a dar-se mal com a ideia de "gerir".
Depois do empate do Porto, a vitória não era imprescindível para manter a liderança, o que terá porventura influenciado a forma como entrámos em campo em Braga.
Seja ou não esse o caso, a verdade é que a primeira parte do Benfica não foi boa. Demasiado expectante, sem iniciativa, com pouca capacidade de construir a partir da defesa, a perder quase sempre os duelos no meio campo e sem capacidade de atacar a baliza adversária. Assim sendo, colocámo-nos a jeito para o que viria a acontecer: um golo do Braga num penalty indiscutível de Rúben Dias, depois do jogador do Braga ter passado por vários dos nossos jogadores ainda antes de entrar na área. Era um "castigo" duro para o Benfica, pois não tinha havido grandes oportunidades no jogo, mas previsível face ao que (não) estávamos a fazer. Ainda esboçámos uma reacção mas inconsequente.
A primeira parte estava esgotada e temi o pior, atendendo a que o Braga gosta de jogar em transições rápidas para o ataque, podendo-nos criar problemas face ao nosso necessário balanceamento ofensivo.
No entanto o Benfica entrou muito forte, muito determinado na segunda parte e rapidamente criou várias situações, uma delas com uma bola ao poste de João Félix que pouco depois viria a conquistar o penalty que deu início à reviravolta.
Sobre este lance, é daqueles que em jogo corrido parece falta clara e em câmera lenta deixa muitas dúvidas. Félix coloca-se em posição de proteger a bola e o defesa do Braga entra em carrinho tocando-lhe no pé. O contacto é indiscutível - o jogador do Braga nem protesta. Por isso parece-me penalty, embora perceba que alguns contestem a intensidade e a reacção de Félix.
Faltava porém marcar o penalty, colocar a bola dentro da baliza. Nesse momento Pizzi demonstrou grande frieza e compustura. 
Alcançado o empate, colocava-se a questão de como abordaríamos o restante jogo, mas felizmente não voltámos à "gestão". Pelo contrário, até ao 1-3 não abrandámos.
O segundo golo surgiu de novo penalty, desta vez por mão na bola. Na minha opinião o remate é muito perto do jogador mas também é verdade que a bola ia para a baliza e o jogador abre o braço.
Mais uma vez Pizzi teve enorme frieza - e classe - e concretizou em golo o penalty que ele próprio criara. Jogão do bragantino que ainda foi a tempo de colocar a bola no coração da área num canto para Rúben Dias entrar de rompante e marcar o terceiro, fazendo porventura as pazes com alguns adeptos mais críticos.
Depois houve gestão - aí sim, justificava-se fazê-la, de forma inteligente - com a equipa a encostar atrás e a sair para o ataque com enorme velocidade e acutilância. Foi assim com naturalidade que fizemos mais um golo, desta vez num slalom genial de Rafa após um falhanço escandaloso (apesar do guarda redes ter mérito na defesa) de Seferovic.
Esta já está. Uma vitória importantíssima num jogo que chegou a estra muito complicado. Há que rever aquela primeira parte. A segunda foi porém de uma classe e autoridade incríveis. Custa a crer como aqueles meninos jogam com tanta matutidade.
Venha agora o Portimonense. Estamos hoje bem mais perto do título do que há uma semana, mas claro que temos que continuar a pensar passo a passo e sempre com concentração máxima e sem euforias.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Quem não está bem no Benfica pode ir embora

É isto que o presidente do Benfica tem a dizer sobre Samaris.
Um jogador que tem sido absolutamente crucial na recuperação e liderança do Benfica da Liga.
Um profissional exemplar para com os treinadores, companheiros e adeptos. Alguém que esteve meses encostado (nem servindo para suplente com Vitória) e nunca teve uma palavra negativa ou exigências de saída. Um homem que fez questão de aprender português e fala fluentemente, melhor até que muitos nascidos cá.
Um jogador que sente a camisola como poucos e dá tudo pela equipa.
Um jogador que impõe respeito aos adversários e não treme nos momentos difíceis.
Ora sobre este jogador, Vieira resolve dizer, nas vésperas de um jogo decisivo para o desfecho do campeonato, que quem não gosta não está cá.
Se eu não tivesse visto e me contassem, não acreditava. Mas infelizmente vi em directo.
Pior ainda, essa parece ter sido a mensagem principal que LFV quis passar, porque sobre os restantes assuntos quentes nada disse de relevo.
E tudo isto porque aparentemente Samaris quer 1,5 por época e o Benfica só quer dar 1 milhão. Isto quando todos os anos se gastam dezenas de milhões, nalguns casos por jogadores que são completas incógnitas.
Estou incrédulo. Mesmo que LFV pense que não pode gastar 2 milhões de euros ao longo de dois anos para garantir Samaris nas próximas duas épocas (algo que acho quase surreal face aos valores de que ouvimos falar, entre vendas e contratações) não o deveria vir dizer em público, menos ainda nesta altura.
Acabo com uma simples pergunta: quantos jogadores da qualidade de Samaris se encontram no mercado que custem (com tudo incluído, passe e salários) 3 milhões de euros por época?

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Raiva

É incrível como um fiscal de linha valida o lance do primeiro golo mas é igualmente inacreditável que o Benfica perca duas eliminatórias exactamente da mesma maneira.
Fiquei logo preocupado quando Lage disse a seguir à primeira mão que era o resultado que queria e que nos servia muito bem e agora na antevisão tenha insistido em que tínhamos uma boa vantagem.
Fejsa, Jardel estiveram muito mal, Samaris estava a ser o nosso melhor e foi substituído, Sálvio e Pizzi foram macios como se esperava e nada acrescentaram.
Estou profundamente desapontado como a maioria esmagadora dos benfiquistas. Fizemos uma exibição muito abaixo do que devíamos.
A televisão está desligada há muito e nos próximos dias não quero saber de bola.
É uma desilusão completa. O hat trick de João Félix não serviu de nada. Lage hoje fica mal na fotografia como já tinha ficado na eliminação perante o Sporting.
Agora é obrigatório vencer o campeonato. Cada jogo será de vida ou de morte. Não há margem para mais nada. O quase não serve.

Preparados para emoções fortes

O Benfica entra em campo com uma vantagem razoável mas deve estar preparado para um jogo muito intenso, de emoções fortes.
É preciso ter bem presente que as equipas alemãs nunca desistem e que este adversário tem muita qualidade.
O Benfica terá que ter a capacidade de ter posse de bola e impôr o tipo de jogo que lhe convém.
Acima de tudo não podemos permitir que o Frankfurt nos empurre para a nossa defesa e tenha uma sucessão de bolas na nossa área, nomeadamente cantos, livres e cruzamentos.
O Benfica provavelmente precisará de marcar mas isso será sempre uma consequência de qualidade de jogo e não algo que aconteça só porque se quer.
Temos que entrar não para defender um resultado mas sim para disputar a segunda parte de uma eliminatória que ainda está em aberto.
Depois, claro, teremos que estar preparados para as contingências e imprevisibilidades do jogo, com grande disponibilidade emocional e capacidade de sofrer.
Poderá ser mais um jogo louco.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Que adeptos são estes?

Custa-me ainda acreditar no que se passou nos últimos jogos no Estádio da Luz.

No jogo contra o Frankfurt durante largos períodos ouviram-se mais os adeptos alemães do que os nossos. Houve até um período em que aqueles assobiavam a nossa equipa perante a passividade dos benfiquistas que estavam no Estádio.

Depois, contra o Setúbal, numa óptima exibição da nossa equipa contra um Setúbal "turbinado" que corria a cada bola como se fosse a última, deu-se o impensável: Florentino foi assobiado por uma franja considerável de "adeptos". Florentino que aliás fez mais uma belíssima exibição. Mais tarde, com o jogo a acabar voltaram a assobiar os nossos jogadores simplesmente por estes trocarem a bola sem grande progressão quando faltava ... 1 minuto para o fim!!

Por isso eu pergunto: o que se passa com estes adeptos?

Será que ficaram contagiados pela forma de estar do público afecto à selecção (composto em grande parte por mulheres e crianças e quase na totalidade por pessoas que não sabem verdadeiramente o que é futebol) nos recentes jogos de Portugal na Luz? Será que essa forma de estar nas bancadas - a milhas do que caracteriza o adepto autêntico (e não ocasional) - está a passar para os benfiquistas?

Eu sei que face a outros adeptos europeus, os portugueses em geral são mais comedidos e menos vibrantes. Mas, caramba, o que está a acontecer é demais!

Não apenas não apoiam uma equipa que o merece como ainda assobiam!

Inacreditável. Até Bruno Lage fez uma expressão de desaprovação, abanando a cabeça. Assim não!

E eu nem sou daqueles que acha que nunca se pode assobiar a equipa. Se a equipa não joga, se está a ficar arredada dos seus objectivos e não mostra forma de sair da situação, se já se percebeu que o treinador não é solução, então os sócios têm legitimidade para expressar o seu desagrado e a sua vontade de mudar a situação. De igual modo, se num determinado jogo os jogadores estão apáticos ou adormecidos, por vezes a reacção da bancada (que nem é propriamente assobios) pode fazer a equipa acordar e puxar pelo seu brio. Mas isso são situações muito raras.

Agora numa fase destas, com tudo em jogo, com a corrupção que grassa na arbitragem e no futebol português em geral sempre em desfavor do Benfica, como é possível que alguns "adeptos" se lembrem de vir assobiar a equipa?? Mais ainda, como se permitem assobiar um jovem jogador da nossa academia?

Vergonhoso!

Custa a crer que sejam adeptos do Benfica.

O que precisamos é do vulcão da Luz e não de comportamentos destes nas nossas bancadas.