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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Goleada histórica. Sporting-11 Benfica-1





Aqui fica uma análise a todos os casos da final da Taça de Portugal de dia 25. A análise é 100% objetiva como se poderá constatar. Limito-me a apresentar as situações. As minhas apreciações ou comentários pontuais sobre os lances não interferem sobre a objetividade e validade da análise. 


três penalties a favor do Benfica 


1) remate de Bruma contra o braço de jogador do Sporting, assinalado e posteriormente anulado por fora de jogo de Kokçu no início da jogada;

2) Hjulmand toca/pisa Dalh, árbitro assinala simulação com direito a cartão amarelo;

3) agarrão sobre Belotti na área transformado em livre lateral por uma falta anterior... a favor do Benfica (possivelmente é uma nova regra que ainda não conhecemos);


um penalti para o Sporting


4) um penalti marcado a favor do Sporting;


um golo anulado ao Benfica

5) um golo anulado ao Benfica por alegada falta de Carreras no início da jogada (uma das repetições mostra claramente o jogador do Benfica a cortar a bola que depois ressalta para o pé do jogador do Sporting - não é um erro claro e evidente do árbitro e está portanto fora do protocolo do VAR)

quatro cartões vermelhos perdoados a jogadores do Sporting


6) vermelho direto a Matheus Reis por agressão a Belotti;

7) vermelho direto a Maxi Araújo por agressão ao mesmo jogador ou, no mínimo, cartão amarelo, que seria o segundo; 

8) segundo amarelo para Harder por cotovelada a Otamendi (negligência, se fosse propositado seria cartão vermelho direto);

9) segundo amarelo para Harder por provocação aos adeptos benfiquistas após o seu golo (fazendo demorada e repetidamente um gesto para que se calassem);


golos validados com possíveis ilegalidades


10) um golo validado ao Benfica em que o jogador do Sporting no início da jogada aparece no chão

11) um golo validado ao Sporting num lance em que Otamendi surge no chão


Em 11 decisões cruciais no jogo a equipa de arbitragem decidiu 10 vezes a favor do Sporting e uma a favor do Benfica. 


Análise


Fazendo uma análise mais fina, vamos avaliar essas decisões por categorias.

I. Situações relativamente claras - três a favor do Sporting, uma a favor do Benfica

As situações 1, 4, 10 e 11 podem ser consideradas mais ou menos pacíficas e o juízo geral é que o árbitro decidiu bem.

II. Situações dúbias - todas a favor do Sporting

As situações 2, 3, 8 e 9 são de algum modo de interpretação e podem ser decididas para ambos os lados. Em quatro poderiam ter sido decididas duas para cada lado. Foram decididas as quatro a favor do Sporting. Acresce um cartão amarelo limitativo para Dahl logo no início do jogo.

III. Caso do jogo - decisão a favor do Sporting

A decisão 5 para mim é inaceitável porque não é um lance de erro claro e óbvio do árbitro e portanto o VAR não pode intervir. É uma situação grave porque distorce a verdade desportiva, a favor do Sporting. Já sei que a maioria dos árbitros comentadores dizem que foi uma boa decisão, mas a sua credibilidade é nula: olhemos para o inqualificável Coroado e fica tudo dito. Além disso eles tendem sempre a acompanhar os árbitros nas suas decisões e só dizem que errou quando esse erro é demasiado evidente para o público. Mas se quisermos colocar este lance na categoria anterior então aí temos um 5-0 arbitral a favor do Sporting.

IV. Erros grosseiros - a favor do Sporting

As situações 6 e 7 não merecem comentários. 

V. Tempo de compensação

Foram dados 10 minutos de tempo suplementar, algo nunca visto esta época e que naturalmente beneficiou o Sporting, tanto mais que o penalti é já depois dos 8 minutos de descontos (Pinheiro na Luz deu 7).

Temos assim Sporting - 11 Benfica - 1.

Ninguém me vai convencer de que isto não foi intencional. Erros acontecem para os dois lados, não sempre para o mesmo. Quando pelo meio dos erros há erros grosseiros o assunto deve ser investigado. O Benfica deveria aliás protestar o jogo. 


Nota 1: a linguagem corporal de Hujlmand no lance do possível penalti sobre Dahl e de Maxi Araújo no lance com Belotti é de jogadores que esperam vir a ser punidos pela arbitragem, ficando surpresos pelo seu comportamento não ter consequências. Nem eles próprios estavam à espera de uma arbitragem tão tendenciosa.

Nota 2: os mesmos árbitros e comentadores que garantiram que Tomás Araújo fez mesmo penalti sobre Ricardo Horta explicaram agora que Dahl fez simulação sobre Hjulmand. Num dos lances, a bola está noutro local e o toque de Araújo não tem qualquer influência sobre o desfecho da jogada. No outro Dahl tem a bola controlada dentro da área. Ou seja, o lance de Dahl seria por maioria de razão mais claro e merecedor de penalti do que o de Horta. Isto suscita-me duas reflexões: a primeira é reiterar que os ex-árbitros e comentadores não valem nada, são anti-benfiquistas e têm zero credibilidade; a segunda é de que os nossos jogadores são muito anjinhos: ao passo que Horta ficou no chão e a contorcer-se até que o VAR principal - Luís Freitas Lobo da Sport TV - dissesse que era penalti e assim passasse a mensagem para o pau mandado que estava na "cidade do futebol",  já Dahl levantou-se logo.

Nota 3: falaram décadas de Calabote porque, supostamente para o Benfica marcar mais golos, o árbitro deu... 4 minutos de descontos. Falaram anos da "Taça Lucílio Baptista" porque na sua opinião foi marcado um penalti inexistente contra o Sporting. Comentários para quê?


Maxi Araújo com as mãos atrás das costas, indicando ao árbitro que não fez nada. Mas o árbitro nem se dirige a ele...A preocupação de Godinho é que Belotti saia do campo para o jogo poder seguir rapidamente. (Ainda havia tempo...)


terça-feira, 2 de abril de 2024

Benfica-Sporting - acompanhamento em direto

Atualizações


Equipas oficiais

Benfica: Trubin, Bah, Otamendi, António Silva, Aursnes, Florentino, João Neves, Neres, Di Maria, Rafa, Tengstedt

Sporting: Franco Israel, Diomande, Coates, Inácio, Esgaio, Hjulmand, Daniel Bragança, Nuno Santos, Trincão, Paulinho, Gyökeres


Neres mantém-se na equipa, ao passo que Cabral perde a titularidade para Tengstedt. No Sporting a surpresa maior é Bragança no lugar de Morita. 


15'30" - Tengstedt faz um chapéu subtil a Israel e a bola vai à barra. 

19'30" - oportunidade flagrante de Di Maria já praticamente dentro da pequena área. A bola foi "ao boneco" 

O Benfica domina mas ainda não conseguiu marcar 

33' mais uma jogada perigosa do Benfica com Tengstedt a ser carregado em falta mesmo à entrada da área com o árbitro a nada assinalar 

37'30" mais uma falta à entrada da área, desta vez sobre Di Maria não assinada. O árbitro assinala mesmo falta de Di Maria 😂

45"+3 cartão amarelo a Di Maria por chutar a bola após o apito do árbitro 

Final da primeira parte 

Adeptos do Sporting fazem a festa 

Boa primeira parte do Benfica mas faltou o golo para dar expressão ao domínio de jogo e assim o Sporting continua à frente na eliminatória 

Sporting muda 3 jogadores da linha defensiva ao intervalo 

Início da segunda parte 

45'30" - primeiro remate (e com perigo) pertence ao Sporting 

46" Golo do Sporting por Hjulmand

52" golo do Benfica por Otamendi 

54'20" golo do Sporting por Paulinho. Katamo mais uma vez surge quase sozinho na esquerda e Trubin defende para a frente oferecendo o golo a Paulinho 

O Benfica agora arrisca muito. Ou marca em breve ou arrisca sofrer novo golo e perder a eliminatória em definitivo 

Bola ao poste de Gyokeres

64' Golo de Rafa

72' Penalti não assinalado sobre Rafa 

Domínio avassalador do Benfica 

Algum cansaço (natural) nota-se na nossa equipa. Os jogadores têm dado tudo 

89' Grande oportunidade do Benfica 

Final da partida. Pelo meio houve um novo lance duvidoso na área do Sporting 

O Benfica mereceu pelo menos o prolongamento. Resta agora ir vencer a Alvalade. 


Caros benfiquistas, a esperança é sempre a última a morrer, pelo que continuamos a esperar uma época vitoriosa. Para já joga-se a passagem à final da Taça de Portugal e logo num derbi, aliás o derbi eterno.

Farei atualizações ao longo do dia e, dependendo do interesse e participação dos benfiquistas, eventualmente também ao longo do jogo.


Quem está mais pressionado? É difícil de dizer, porque se por um lado o Sporting tem estado melhor e os seus jogadores parecem mais confiantes, por outro o Benfica este ano já ganhou um título (supertaça) e já venceu o Sporting na Luz. Neste momento o Sporting parece ter mais a perder do que o Benfica. Por outro lado, Rúben sabe que só irá para o Liverpool se alcançar títulos. E ir treinar o Liverpool não é para qualquer um nem é uma oportunidade que se repita. Basta dizer que Eriksson admitiu recentemente que treinar o Liverpool era o seu sonho. Amorim está portanto sob fortíssima pressão.

De certo modo o Sporting encontra-se na mesma situação que em 2005 com Peseiro: pode ganhar ou perder tudo numa semana.


Grimaldo envia o seu apoio ao Benfica: https://www.abola.pt/futebol/noticias/grimaldo-publica-mensagem-antes-do-benfica-sporting-2024040215581744661


A minha previsão para o 11: Trubin, Bah, Otamendi, António Silva, Aursnes, Florentino, João Neves, João Mário, Di Maria, Rafa, Arthur Cabral.

A maior dúvida para mim é quem jogará do lado esquerdo. Neres tem tido a posição nos últimos jogos mas tem estado algo apagado. Além disso, Schmidt poderá querer dar outro tipo de equilíbrio ao meio campo e daí a inclusão de João Mário. Também poderia ser Kokçu mas o que aconteceu com a entrevista e também em Alvalade (onde jogou nessa posição e mal), leva-me a postar em Mário. Na frente também existem algumas dúvidas, podendo jogar qualquer um dos três avançados que temos. 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Venha a Taça de Portugal

O facto da época ter sido boa ou má - e foi muito má - é irrelevante no próximo Sábado: há um título muito importante em disputa e o Benfica tem que fazer tudo para o vencer.

A Taça é o segundo título mais importante em Portugal e o Benfica já há alguns anos que não a vence.

Vencê-la não salvará a época mas dará um sabor muito diferente ao seu final. Uma época na qual o Benfica teve tudo para sair triunfante a nível nacional e marcar uma diferença acentuada face ao seu principal (único?) opositor, mas em que falhou miseravelmente, única e exclusivamente por culpa própria.

Há um nome a defender, assim como o orgulho (depois de duas derrotas contra o Porto na Liga) e o palmarés para enriquecer.

Temos noção de que apesar de algumas melhoras, este Benfica está longe de convencer. A defesa parece uma manta de retalhos, não oferecendo qualquer segurança. A dinâmica colectiva é coxa: apesar de alguns momentos razoáveis no jogo contra o Sporting, houve demasiados passes falhados e a dada altura da segunda parte fomos quase dominados por uma equipa de benjamins. Os falhanços individuais são mais do que muitos e vários jogadores estão numa má forma física.
Aparentemente, o período final de Lage permitiu uma cultura de laxismo e falta de exigência que está a ser difícil inverter (nesse aspecto a vinda de JJ tenderá a mudar radicalmente as coisas).

O "super plantel" que o Benfica alegadamente teria esta época traduziu-se afinal numa equipa menos do que mediana, com vários jogadores a não mostrarem qualidade para estar no Benfica (e a serem devolvidos à procedência (JM) em Janeiro e outros tantos em sub-rendimento.

Mas claro que também este Porto está muito longe de ser uma equipa temível e a derrota contra o Braga demonstra isso mesmo. Diria até que é uma equipa vulgar e inclusivamente não esteve a salvo de casos esta época, antes pelo contrário (Danilo, Nakajima, Marega...).

Simplesmente, o Porto foi mais consistente e mais maduro do que o Benfica. Isto deveu-se a uma atitude competitiva e mental mais forte. A diferença entre as duas esteve na entrega em campo e não no talento.

Sábado temos que inverter os termos e ser nós a equipa mais combativa, com mais garra e vontade de conquistar a Taça. Se assim fôr temos todas as condições para a conquistar.

Uma última nota para felicitar o Braga pelo 3º lugar e expressar o meu nojo para com o Sporting Clube de Portugal.

É absolutamente vergonhoso que se vá buscar a meio da época um treinador a um clube rival e se chegue ao fim da época sem pagar o devido. Mais uma vez os caloteiros procurarão obter perdões e vantagens indevidas. Foi por isso inteiramente justo e quase poético que o Braga tenha ultrapassado o Sporting na última jornada, com derby e "semi-clássico" Braga-Porto à mistura. Para coroar o ridículo já costumeiro para as bandas de Alvalade, ainda veio Amorim dizer que "nada muda". É verdade...

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Andebol - Benfica na final do campeonato

Depois de vencer a Taça de Portugal, batendo consecutivamente o Porto e o Sporting, o Benfica  assegurou ontem na Luz a passagem à final do campeonato nacional de andebol. O resultado final foi de 22-20.
Foi a terceira vitória do playoff sobre o Porto (à maior de 5 jogos), tendo a nossa equipa perdido apenas uma partida.
Já na altura da vitória épica na Taça estive para aqui escrever para destacar tal feito. O Benfica partiu para a época como não favorito (o Porto vinha de 7 campeonatos seguidos a ganhar) e a época regular nem estava a ser muito positiva. Tudo apontava para mais um ano decepcionante e sem títulos. No entanto a vitória no primeiro jogo dos playoffs do campeonato, alcançada no dragão Caixa, deu um enorme ânimo e confiança a esta equipa. Poucos dias depois jogou a Taça e após eliminar o Porto venceu na final o Sporting com um golo sobre o apito final. Mais uma vez o Sporting demonstrou mau perder, não tendo os seus jogadores recebido as medalhas, uma autêntica vergonha e total falta de desportivismo.
 
No campeonato, o Benfica está já na final, onde disputará o título com o Sporting ou o ABC. As equipas estão empatadas 2-2 no playoff.
Sublinho que o andebol vinha sendo nos últimos anos o parente pobre das modalidades, com resultados muito abaixo do que alcançamos nas outras, onde temos somado títulos após títulos (basquete, vólei, hóquei, futsal e atletismo). Essa dinâmica negativa já foi quebrada, tornando-se agora possível a dobradinha.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Calendário estranho

Há célebre história do professor universitário que ao avaliar  do aluno lhe diz: "o seu trabalho tem ideias boas e ideias originais". O problema é que as ideias boas não são originais e as originais não são boas.

O futebol português tem ideias originais - muito más - e nem sequer consegue copiar as ideias boas.

Uma das originalidades do futeluso é a calendarização das provas. Por razões que ninguém entende começamos a época em pleno Agosto, quando toda a gente está de férias e o calor é insuportável. Em Espanha e Itália, onde os climas e a cultura são semelhantes, o campeonato (com mais equipas) começa uma ou duas semanas depois do nosso. Nós imitamos porém o calendário dos países nórdicos, esquecendo o "pormenor" de que ali não se joga durante Dezembro. Depois interrompemos o campeonato sucessivamente em setembro, outubro, novembro e dezembro, chegando o mesmo a parar por 3 semanas (!), seja para jogar competições a eliminar, seja por causa das provas das seleções. Com essas paragens constantes e prolongadas retira-se continuidade e fluência à competição. 

Mas sem dúvida que o mais extraordinário do calendário futebolístico português é o agendamento das taças. Em vez de se jogar em datas pre-estabelecidas, durante a semana, estas jogam-se quer à semana, quer ao fim-de-semana, aparentemente quando calha. Mas se isso não bastasse, há equipas a jogar a primeira mão de uma meia final da Taça de Portugal na véspera de outras jogarem a segunda! O mesmo se passa na Taça da Liga na qual o Benfica há muito que é finalista e só na passada semana conheceu o seu adversário. Isto não faz qualquer sentido e cria situações de desigualdade entre os clubes, bem como um caos e anarquia na estrutura das competições que não convêm a ninguém. 


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Académica-0 Benfica-2: Boa resposta.

Depois da eliminação da Liga dos Campeões e das críticas à prestação da equipa, era importante dar uma boa resposta e mostrar que não se deixara abater psicologicamente.

Isso foi conseguido. O Benfica fez um jogo razoável, com controlo absoluto da partida, sem dar veleidades ao adversário e ganhou o jogo de forma clara. Não sou mais entusiasta porque esta equipa da Académica me parece fraca e incapaz de dar uma réplica mais consistente. Já na próxima jornada veremos se é realmente assim, uma vez que a Académica receberá o Porto.

Recordo que o Benfica recebe agora o Belenenses e que depois se desloca ao dragão para um jogo de enorme importância para o desfecho final do campeonato. Essa será realmente a grande prova desta equipa para a época: depois do falhanço europeu Jorge Jesus e o plantel têm que mostrar que são capazes de vencer também as equipas de topo.

Face ao forte investimento do Porto no plantel e à evidente qualidade que temos que reconhecer que ali existe, será um jogo muito difícil, num estádio onde raramente fazemos bons resultados. Mas até por isso um bom resultado seria certamente um factor catalizador para o resto da época.

Ainda faltam dias semanas para o jogo mas é de esperar que exista já uma preparação mental para esse momento tão importante, tanto mais que Maxi e Enzo estão "tapados" e não podem ver cartão amarelo face ao Belenenses sob pena de serem penalizados para o dragão.

Dezembro será um mês importante também no tocante à Taça de Portugal, competição na qual receberemos o Braga dia 17, logo a seguir ao jogo no dragão.

Voltando ainda ao jogo de Coimbra, penso que foi visível um factor que se tem vindo a notar que é a subida de rendimento de Samaris e a maior consistência do meio campo do Benfica. Há agora muito menos espaço e maior controlo dos jogos. 

Talisca tem estado um pouco abaixo do normal nos últimos jogos mas Jonas está a mostrar uma categoria que sinceramente me surpreende. É um jogador que ainda tem muito para dar ao futebol. Faz todo o sentido Lima descansar algum tempo no banco nesta fase. Gaitán está num óptimo momento de forma e Sálvio também está a melhorar de jogo para jogo.


Finalmente não posso deixar de destacar a exibição de André Almeida que mais uma vez demonstra todo o seu profissionalismo, a sua qualidade e a sua disponibilidade para ajudar a equipa onde quer que ela precise. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Taça - adversário Benfica nos 8ºs de final

Eliminado das competições europeias ontem, o Benfica ficou há segundos a saber que defrontará o Braga na Luz.
Já o Sporting vai a Vizela.
O sorteio é bom na medida em que nos permite eliminar o segundo adversário mais difícil da prova. Se o conseguirmos, como temos obrigação, ficará em prova apenas uma equipa ao nível do Benfica.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

18 de Maio de 2014 - a 25ª Taça de Portugal do Benfica

À 75ª edição, o Benfica conquista pela 25ª o troféu da Taça de Portugal. Sabíamos que o jogo seria difícil face ao desgaste de um jogo de 120 minutos a meio da semana em Turim, que se somou a uma época longa e com várias lesões, ao facto de jogarmos pela 4ª vez na época contra a mesma equipa, tendo vencido todas as anteriores partidas (estatisticamente a probabilidade de perder aumenta) e ainda em virtude de uma nomeação nada "amigável", citando um conceito inventado por Rui Santos. Com efeito Carlos Xistra tem uma história muito má quando apita contra o Benfica, mas a isso já iremos. Ainda antes do jogo, tem que se referir, com forte repúdio, a actuação prepotente, irresponsável e desbragada das forças policiais e de vários stewards. Há gente que não pode estar em posições de poder porque de imediato abusa. Cada vez mais porém estamos nas mãos desta gente, é esse o movimento das sociedades. Cada vez mais os cidadãos são tratados como se fossem rebanhos de gado. É verdade que infelizmente alguns, com o seu comportamento selvagem, acabam por oferecer as justificações para isto, mas ainda assim não podemos aceitar que a regra seja tratar a todos como criminosos.
Ontem houve diversas incidências em que a polícia actuou de forma abusiva. Eu próprio fui vítima de uma delas. Fui empurrado por um polícia depois de um outro me ter indicado que me dirigisse ao local onde ele me barrou a entrada, e como se não bastasse, por ter expressado indignação, fui ameaçado de não me deixarem entrar no Estádio e uma qualquer responsável policial ainda teve a desfaçatez de me acusar de ter agredido um agente! Felizmente a coisa não teve teve consequências, mas logo ali vi, como em plena dita democracia rapidamente somos colocados em situações em que sem nada fazer somos tomados por criminosos. Isso obviamente é o menos e eu nunca referiria o assunto se não tivesse ocorrido aquela cena bem grave na qual centenas de pessoas se viram comprimidas por a polícia (talvez também com responsabilidades da FPF) ter teimado em inventar um "curral" para onde afunilava as pessoas, agredindo depois todos os que, empurrados pela multidão atrás, acabavam por ir contra essa própria polícia que ali se comportava como guarda pretoriana, como cães de fila prontos a dar bastonada. Foram momentos de pânico, sobretudo para mulheres, crianças e pessoas mais velhas. Para quê?? Estou convencido de que mais uma vez não serão apuradas responsabilidades e que alegremente se andará para a frente. Da próxima vez tudo se passará igual ou ainda, algo que é mais provável, as pessoas serão ainda mais desprovidas de direitos, nomeadamente a sua liberdade mais elementar, para se conformarem com os planos fascisto-comunistas de controle de massas que alguns iluminados elaboram nos seus laboratórios de engenharia social. Eu compreendo que a polícia tem um trabalho difícil, mas neste caso eles foram os responsáveis pelos problemas que existiram, tratando as pessoas como animais e distribuindo bastonada num jogo que deveria ser uma festa para todos. Dito isto, passemos ao jogo. Na primeira parte houve uma equipa que quis jogar, atacar e ganhar. E uma equipa que jogou sempre toda fechada no seu meio campo, sem nenhuma intenção atacante. É uma estratégia mas que eu não posso elogiar porque o futebol não pode ser apenas esperar não sofrer e desejar que de um bambúrrio lhe possa sorrir a sorte. O Benfica dominou, tentou criar situações e acabou por ter a felicidade e o mérito de marcar em mais um grande golo de Gaitán. O cansaço e o calor viriam porém a pesar. Na segunda parte o Rio Ave veio com uma atitude completamente diferente, agora sim a tentar atacar e criar situações de golo. Teve determinação e bastante velocidade, parecendo os jogadores do Benfica no limite das suas forças. Mas... há aqui um facto que não pode ser esquecido. Carlos Xistra. Eu não tenho prazer nenhum em falar de árbitros e deixem que vos diga que estava muito perto da escadaria por onde o árbitro e depois os jogadores e técnicos do Benfica subiram à Tribuna. O que se passou nessa subida de Xistra não foi bonito. Não foi agradável. Xistra ouviu muitas. E é diferente ouvir dentro do campo assobios e protestos ou estar cara a cara com adeptos que lhe chamam ladrão, gatuno e outros nomes bem piores. Foi durinho. Mas Xistra tem que saber porque as ouviu! Certamente que sabe porque as ouviu! Em todos os lances divididos Xistra apitou contra o Benfica na primeira parte. Num deles, numa das poucas saídas do Rio Ave para o ataque, há uma falta absolutamente evidente sobre Enzo Perez na origem da jogada. Xistra viu! Como eu vi e todo o estádio! Ora nesse lance Enzo ficou tocado e não mais foi o mesmo. Xistra não marcou porque o lance abria uma boa possibilidade para o Rio Ave! No lance já no fim, Oblak já com a bola é abalroado pelo jogador do Rio Ave. Oblak fica no chão, os jogadores do Benfica alertam para a sua lesão e Xistra retoma o jogo com bola ao ar! À entrada da pequena área do Benfica. Destaco o desportivismo dos jogadores do Rio Ave ao não disputarem essa bola mas vejam a situação em que o árbitro nos colocou! É verdade que não houve lances de penalty ou expulsões mas foi bem visível que as decisões eram sempre contra o Benfica. E isso os adeptos vêm e compreensivelmente não aceitam! Voltando ao jogo desportivamente falando, o Rio Ave tentou e teve oportunidades para empatar. O Benfica estava exausto, os jogadores queriam mas as pernas não respondiam. Gaitán, Enzo, Garay estavam no limite da resistência física. Restava-nos defender e tentar segurar um pouco a bola no ataque, o que não era fácil. Lima também estava muito desgastado, apesar de ter sido dos poucos que ainda fazia sprints. Nessa altura, além da segurança da nossa defesa, emergiu Oblak, o mãos de ferro, a segurar a vitória. Exibição monstruosa do nosso grande guarda-redes.
Depois disso fica a festa, que merecemos amplamente e a consumação de uma época histórica. O Benfica é campeão e o primeiro clube a vencer as três competições nacionais. Esperamos agora dar continuidade na próxima época, nomeadamente começando logo por vencer a Supertaça. Depois disso o campeonato voltará a ser prioridade máxima. O Benfica e os seus adeptos agora festejam. O mérito é absoluto.

Benfica histórico!

O Benfica alcançou algo que no início da época era impensável: vencer TUDO a nível interno e chegar à Final da Liga Europa, que ademais merecia ter vencido.
Na Taça há momentos épicos, como os três golos de Cardozo ao Sporting ou a reviravolta contra o Porto com apenas 10 jogadores em campo.
Na Liga Europa (e o facto de não a termos ganho não o apaga) há um percurso notável, que tem em Londres, contra o Tottenham, e na eliminatória com a Juventus os seus momentos altos.
Na Taça da Liga há uma meia-final notável em que uma equipa menos rodada e a jogar em inferioridade numérica desde a primeira parte, consegue, a jogar fora, parar a melhor equipa do Porto e apurar-se para a final, que venceu fazendo o "penta" nesta competição.
No Campeonato destacam-se os jogos contra o Porto e o Sporting na Luz, ambos vencidos por 2-0 e vencidos com uma clareza e tal superioridade que não deixaram margem para dúvidas. O jogo contra o Porto fica marcado pela homenagem sincera e sentida de todos a Eusébio (e deixo aqui também uma palavra de reconhecimento aos adeptos do Porto que souberam respeitar aquele momento). 
Mas não podemos esquecer também a importância da reviravolta no jogo contra o Gil Vicente na Luz, operada já nos descontos. Nesse, como nalguns outros jogos, não se tendo podido jogar bem foi fundamental assegurar os pontos com raça e dedicação.
Ontem, o fechar de uma época histórica, teve mais uma vez essa componente: jogadores muitíssimo fatigados (e muitos lesionados) deram todo o seu suor e foram buscar as suas últimas réstias de energia para segurar a vitória. Foi uma vitória de esforço, dedicação e união.

Muito mais há para dizer e direi nos próximos dias. Temos todas as razões para aproveitar bem o momento, estar felizes e festejar.

Para quem desejar ver fotos do jogo de ontem, sobretudo do espectáculo nas bancadas, pode ver como habitualmente a nossa página no Facebook. 


Por estes dias deixaremos aqui mais uma série de posts quer sobre o jogo de ontem, quer sobre o momento do Benfica, quer ainda sobre esta época histórica e este tri inédito.

Viva o Benfica!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Depois do campeonato, 1ª final das Taças

Depois de conquistar com todo o mérito o campeonato, com um registo que, não fora a 1ª jornada e seria imaculado, o Benfica começa amanhã a disputar as finais que alcançou também por mérito próprio e com muito sacrifício.
Não tenho dúvidas de que todos (dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos) farão o possível para conquistar todas estas competições, vencendo portanto os três jogos decisivos. Se não o conseguirem não será certamente por falta de empenho ou por nenhum tipo sobranceria, pois o que aconteceu no fim da época passada está na mente de todos como um aviso de que até ao apito final do árbitro nada está garantido.

A oportunidade é boa e tudo temos que fazer para esta seja de facto uma época de sonho. Resta agora dar as respostas que todos esperamos.

Desse "sonho" à realidade vão apenas 12 dias, nos quais se realizarão os três jogos decisivos.

O primeiro, amanhã, quarta-feira dia 7 em Leiria, é a Final da Taça da Liga. O Benfica-Rio Ave disputa-se amanhã às 20.30 h no Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Transmissão TVI.

A segunda é a Final da Liga Europa, que tem lugar em Turim quarta feira dia 14 pelas 19.45h (hora portuguesa) Sevilha-Benfica no Estádio da Juventus. Transmissão SIC.

A terceira é a Final da Taça de Portugal que volta a ser um Benfica-Rio Ave e se disputa no Estádio Nacional no Jamor Domingo dia 18 a partir das 17.15 h. Transmissão RTP.

Na antevisão, Jorge Jesus disse o essencial: “Temos de pensar final a final. A primeira final é amanhã”;  “Numa final não há favoritos. Qualquer equipa que chega aqui fá-lo por mérito próprio e pensa vencer”; “O Rio Ave pensa vencer e o Benfica do mesmo modo. Para mim não há favoritos, seja em que final for. Teoricamente o Benfica é mais forte, mas no futebol não ganha a teoria, ganha a prática. Como em tudo na vida. Temos de demonstrar que somos melhores do que o Rio Ave”.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Incrível, brilhante... inesquecível


O Benfica conseguiu ontem o que muitos consideravam improvável antes do jogo e impossível após a expulsão e (mais ainda) o golo do Porto.

A jogar em inferioridade numérica, o Benfica conseguiu marcar dois golos e apurar-se num jogo de proporções gigantescas, históricas, futebolisticamente falando. 

De facto parecia muito difícil que, sem Luisão, sem Fedja, sem Amorim, com uma equipa mais desgastada do que o adversário (que poupou várias peças para esta partida) o Benfica se pudesse superiorizar de uma forma clara ao seu principal rival das últimas décadas, ao qual não vencia em duas partidas seguidas há muitíssimos anos, e o qual o tinha vencido na maioria dos confrontos decisivos dos últimos anos.

A entrada em campo foi porém destemida, autoritária, muito confiante e deixou logo antever um domínio quase total do jogo que mais cedo ou mais tarde deveria resultar em golo. Restava depois ver como reagia o Porto que entrara a tentar disputar o jogo pelo jogo e ter bola no meio campo do Benfica mas rapidamente se encolhera e passara a jogar na expectativa. 

A partir do golo ficámos com a clara sensação de que o Benfica podia resolver a eliminatória com alguma facilidade, tal o domínio do jogo, a velocidade com que jogava, a convicção dos seus jogadores. Mas num ápice tudo mudou. Numa das suas jogadas de prestidigitação arbitral, Proença resolve expulsar Siqueira, depois de uma entrada mais ríspida. 

A questão aqui está e não está no segundo cartão amarelo. Não está na medida em que tem que se admitir tratar-se de uma jogada em que o árbitro pode dar cartão amarelo. Mas está na medida em que um árbitro deve evitar estar a condicionar um jogo decisivo de uma forma tão flagrante, ainda na primeira parte e ainda por cima quando o primeiro cartão amarelo foi manifestamente injusto. Mais: Proença não interrompe a jogada, não dá amarelo quando a bola sai pela linha lateral e só muito tempo depois, após se ir inteirar do estado de Quaresma (que obviamente teatralizou ao máximo) é que dá o 2º amarelo e vermelho a Siqueira. 



Depois disto o jogo do Benfica desconjuntou-se (até porque Cardozo praticamente não participava no jogo da equipa, por manifesta incapacidade física que aqui já referimos) e até ao fim da primeira parte não fez mais nenhuma jogada, tendo-se limitado a segurar o resultado, entrando entretanto André Almeida para o lugar de Cardozo.

Na segunda parte esperava-se um jogo de muito sofrimento e, na melhor das hipóteses, paciência para esperarmos por uma oportunidade de poder marcar. Viu-se que a equipa entrou bem e até a ser mais acutilante e perigosa mas do nada Varela tirou um coelho da cartola, que teve algum sabor a frango, pois a bola passa por baixo das pernas de Artur (já Fabiano me parecera mal batido no golo de Sálvio).

Tudo parecia perdido nessa altura. Mas eis que, coisa rara, coisa única, coisa inaudita, Proença marca um penalty a favor do Benfica e contra o Porto. Penso que o penalty não oferece dúvidas pois Reyes (muito verdinho - eu disse antes do jogo que ele tremeria como varas verdes) falha por completo a bola e derruba objectivamente Sálvio (que jogo!).

A esperança reacendia-se. A Luz acreditava no que parecia impossível. O Benfica crescia e o Porto diminuía, encolhia-se, assustava-se. Logo a seguir Rodrigo isola-se (nova infantilidade de Reyes) podia ter marcado mas adia o remate e escorrega no último momento, quando quer fazer mais uma finta.

A expectativa cresce, o Benfica mostra-se paciente, acredita e num golpe de génio, coroando um jogo enorme, André Gomes faz um golo monumental. É a loucura completa no Estádio. O vulcão incendia-se: todo o banco de suplentes corre para André, alguns adeptos loucos invadem o campo. Conseguimos! Ganhámos! Faltavam 10 minutos e jogávamos com 10 mas de modo nenhum deixaríamos fugir esta vitória.



Dali até ao fim já não houve futebol. Quesílias, perdas de tempo, discussões, talvez uma ou outra agressão que escapou ao árbitro e às câmaras de televisão e o apito final chegava. Os adeptos celebravam, meio atónitos, quase incrédulos quanto ao que acabara de se passar. 

Eu ontem avisei. Salvo um impedimento de força maior, jogos destes não se podem perder. A noite de ontem na Luz foi inesquecível.

Caso tenha oportunidade escreverei mais tarde acerca da inteligência com que Jorge Jesus e os jogadores, com especial destaque para os centro campistas abordaram este jogo e como se começou a construir tacticamente a vitória de ontem. Todos os Benfiquistas estão de parabéns pela vitória de ontem, sobretudo como é óbvio aqueles que acreditaram e apoiaram a equipa em muito a ajudando a superar-se e encontrar forças onde elas pareciam já não existir para conquistar esta presença no Jamor.

Os sentimentos ao Presidente do Benfica pelo falecimento da sua Mãe ainda na noite de ontem. Para ele e toda a família, as condolências e um abraço.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Benfica-Porto? Presente.

É um daqueles jogos que não se deve falhar, a não ser que exista uma boa razão para tal.

É um clássico, dá acesso à final da Taça e ajudará a definir a medida do nosso sucesso esta época. O jogo não dá na BenficaTV e os bilhetes para sócios são apenas 15 euros!

Não há razão para não encher o Estádio. Não digo à sua máxima capacidade, porque isso já sabemos que não acontecerá, devido a vários factores, mas pelo menos com uma casa na ordem dos 50.000 espectadores.

A equipa precisa de um ambiente forte para logo à noite, um ambiente que a faça crescer e contribua para vulgarizar o adversário. 

Eu vou estar presente. E vocês?



terça-feira, 15 de abril de 2014

Benfica-Porto: antevisão

Seria um grande erro - no qual estou certo que treinador e jogadores não incorrerão - subestimar o Porto.
O Benfica tem que entrar em campo sabendo que não é o favorito, que está em desvantagem e que só poderá ganhar se fizer de facto um grande jogo. 

A eliminação do Porto em Sevilha pode levar alguns (mais desatentos) a pensar que o Benfica não terá muitas dificuldades em passar à final, mas isso é um erro primário, por várias razões.

Em primeiro lugar porque a equipa do Porto que entrará em campo na Luz terá pouco a ver com a que esteve em Sevilha. 


Esta equipa do Porto (que, recorde-se eliminou o Nápoles, algo que eu considerei altamente improvável) tem qualidade e isso viu-se no jogo da 1ª mão em que durante toda a primeira parte o Benfica foi manietado. A sua qualidade e intensidade de jogo assentam em Fernando, Quaresma e Jackson (e Varela, quando está inspirado). Ora dois deles não jogaram em Sevilha. Sem Fernando o Porto perde a sua principal força do meio campo e muita consistência defensiva e sem Jackson o Porto perde muito da sua agressividade atacante. 

Na Luz não apenas jogarão todos, como inclusivamente foram "poupados" no jogo do campeonato para estarem frescos nesta partida. 

Atendendo a que no Benfica, pelo contrário, há vários indisponíveis e que o resultado da 1ª mão é negativo, considerando ainda que o Benfica sabe que tem outros compromissos importantes pela frente, ao passo que o Porto tem neste jogo a "salvação" da sua época (como assumiu inclusivamente o seu presidente), teremos que ser humildes, muito concentrados e querer mais do que o adversário para poder passar à final. Para isso o apoio do público poderá ser muito importante.


Uma entrada em jogo displicente, complacente ou sobranceira pode pelo contrário equivaler a quase "entregar" a eliminatória ainda na primeira parte. 

Dito isto, penso que desta vez não haverá "poupanças". Ou seja, que jogarão aqueles que estão em melhor forma e dão mais garantias, nomeadamente Siqueira, Enzo, Gaitan, Rodrigo e Lima. A questão de Maxi poderá ser mais discutível, considerando o desgaste que o jogador possa ou não apresentar, ao passo que entre Sálvio e Markovic sinceramente não sei qual deles pode dar mais à equipa, uma vez que estamos perante dois grandes jogadores, de características diferentes e a viver momentos da carreira distintos. No resto não há muitas dúvidas: Garay será titular e Luisão e Fedja também no caso de estarem totalmente recuperados e da sua utilização não acarretar riscos. Se houver riscos então não devem jogar pois uma final da Taça não justifica hipotecar a sua utilização em meias finais da Liga Europa e na própria final da Taça (caso possamos passar) e isto para já nem falar da Taça da Liga (obviamente de muito menor importância).

Dito isto, claro que Jorge Jesus até poderá surpreender e jogar com Cardozo. E quem sabe se essa hipotética opção não se poderá revelar muito acertada com Cardozo a "aparecer" e resolver a eliminatória. Apenas digo que eu escolheria os que refiro no anterior parágrafo, mas não estou seguro (ao contrário do que aconteceu no jogo da 1ª mão em que a aposta no paraguaio me pareceu errada a priori) de que outras opções sejam menos acertadas. 

Menos compreensível seria para mim a utilização de Sulejmani (que não está num bom momento e tem mostrado pouco nos últimos jogos), ou mesmo de André Gomes (a não ser que por necessidade) ou Ivan Cavaleiro. Este jogo é já, como JJ de resto referiu, decisivo e até (admitamo-lo) de grau de exigência muito maior do que a própria final, seja o Braga ou o Rio Ave o outro finalista. Por outro lado, o campeonato está neste momento quase resolvido, sendo o próximo adversário o lanterna vermelha, pelo que qualquer solução que pudesse ser equacionada para jogar contra o Porto (numa perspectiva de "poupança") seria por maioria de razão válida para enfrentar o Olhanense em casa. Em suma, este jogo é, neste momento, o mais importante da época. Não serve para salvar ou perder a época mas pode servir para alcançar um título muito importante no panorama do futebol português.

Por outro lado, olhando para o adversário, é fácil perceber que o jogo do Porto passará em larga medida por Fernando e Quaresma e que estes jogadores serão peças centrais do mesmo e dos equilíbrios defensivos e ofensivos do Porto. Pressionando-os, forçando o seu erro, estaremos melhor no jogo, poderemos ser mais dominadores. Em relação a Fernando, há que recordar que este jogador costuma ter entradas violentas e nomeadamente pisar os adversários, especialmente quando defronta o Benfica. Esses pisões, evidentemente merecedores de (pelo menos) cartão amarelo, têm passado impunes e inclusivamente no último jogo resultaram num golo do Porto. Neste aspecto teremos que estar atentos e ser pressionantes, quer os jogadores, quer o público, exigindo que o árbitro não faça vista grossa a tais situações.

Quanto a Quaresma, há que ter cuidado para que não receba a bola à vontade, com espaço para embalar, pois com a sua qualidade técnica, torna-se depois difícil desarmá-lo. Maxi terá que estar especialmente instruído para evitar entradas à queima, bem como entradas à margem das leis que possam ser punidas com cartões. 

Se o Benfica conseguir ser pressionante, se conseguir ocupar os espaços como fez em vários jogos esta época, se conseguir jogar em antecipação, poderá ter uma boa chance de dar a volta à eliminatória. Teremos que acreditar, estar concentrados e aproveitar as oportunidades de golo que surgirem. Temos qualidade e jogamos em casa mas isso só não chega. Para passar teremos que ser muito melhores do que o adversário.


quinta-feira, 27 de março de 2014

A gestão da Taça e o factor Proença

Eu sou daqueles adeptos a quem custa muito ver o Benfica perder com o Porto. Mas mais ainda do que perder, custa-me ver o Benfica dominado e a espaços desnorteado, perante o gáudio dos adeptos de Contumil. Trata-se de algo que já aconteceu muitas vezes desde que Jesus está no Benfica, a começar no ano em que podíamos ter sido campeões naquele estádio e "conseguimos" perder 3-1 a jogar contra 10, à infame goleada da noite em que houve galinhas em campo e até ao que se aconteceu o ano passado. 

Face a este passado, custa-me entender alguma passividade ou indiferença de muitos adeptos perante o que aconteceu ontem, mas admito que se trata de uma questão de feitio e natureza. Admito mesmo que eles estejam certos e que eu esteja a ser demasiado emotivo. 

Por outro lado, também me custa ver por aí em muitos espaços benfiquistas (mais no Facebook do que nos blogs) a conversa de nós, os coitadinhos, mais uma vez fomos prejudicados pelo árbitro. Tenham dó e deixem de se expôr ao ridículo. Claro que houve algumas entradas excessivas, nomeadamente a de Fernando, mas também a de Maxi foi bastante dura. O futebol é um jogo de homens, que tem algumas entradas mais duras. Não foi de modo nenhum pela arbitragem que perdemos o jogo. É desprestigiante estar com essa conversa. Depois daquele jogo miserável exista decoro para não falar do árbitro. 

O que aconteceu foi o que já ontem antecipei e depois critiquei: uma gestão exagerada num jogo que era de exigência máxima e que foi entendido pelo nosso adversário como tal. Pelos vistos para muitos benfiquistas, o facto do campeonato ser a prioridade implica que se corra o risco tremendo que foi jogar daquela forma (o resultado é o melhor da noite de ontem), quase abrindo caminho para que o Porto conquiste mais um troféu nacional.

Eu vejo a luta Benfica-Porto como uma luta sem quartel pelo domínio do futebol português, na qual não se pode baixar a guarda um segundo e não se dão benesses ao adversário. Se na Taça da Liga eu aceitaria uma abordagem destas, já na Taça de Portugal considero-a completamente errada sob vários pontos de vista. Mas, volto a dizer, posso ser eu que estou errado.

Compreendo por outro lado, que o "factor Proença", ou seja a sua funesta nomeação para Braga, possa ter pesado pelo menos sobre o subconsciente de Jorge Jesus e do Benfica como um todo.  

Com Proença o Benfica não ganha há vários anos. Perder pontos agora seria obviamente muito preocupante, sobretudo tendo em atenção que na última jornada jogamos de novo no Porto (e o jogo de ontem certamente não contribuiu para afastar os "medos" do "papão", o que para mim era mais uma razão para fazer uma exibição autoritária ou, como JJ disse, "mostrarmos o nosso poder no dragão"). Afinal o que mostrámos foi outra coisa. 

Mas adiante. 

O único aspecto que queria ainda questionar é o seguinte: se a ordem era poupar para depois (presume-se) tentar resolver a eliminatória em Lisboa, porque não um esquema mais conservador como o já utilizado esta época nomeadamente na Grécia, ou seja, um 4-3-3 com Rodrigo na frente e André Gomes ou mesmo Enzo juntamente com Fedja e Amorim? 

É isso que eu não entendo. Cardozo, como todos sabemos, não tem as características tácticas do Lima: 
não recua, não defende, não pressiona. Se as bolas não lhe chegam à área (como era óbvio que não chegariam com este 11) ele estar em campo ou não é completamente igual. Jogámos portanto com 10. Disso não pode haver dúvidas. Custa-me que isto que me parece ser óbvio não tenha sido visto por JJ que tão bem tem estado no resto da época. 

Mas enfim, apontemos baterias para Braga. Uma vitória nesse campo, onde nos últimos anos se têm passado "coisas estranhas", deixará a conquista do campeonato mais próxima, ainda que não completamente segura. Vencendo em Braga ficam a faltar 8 pontos em 5 jogos. Aí já só mesmo uma catástrofe nos levaria o título.

Espero vencer em Braga e espero que, quando chegar o momento, possamos dar a volta a este resultado negativo no dragão. Se isso acontecer naturalmente que todos esqueceremos o mau jogo de ontem e os erros (que são humanos, como bem se sabe) nele cometidos. Não será porém nada fácil. 


Previsível e lamentável

Será exagerado falar em erro colossal, mas não o é certamente classificar a abordagem de JJ ao jogo como um erro crasso.
Estou à vontade para o dizer porque antes do jogo escrevi aqui que o Benfica não podia de modo nenhum jogar sem os extremos habituais e ainda com Cardozo. E nem sequer me referi à questão de Enzo, um pêndulo desta equipa.

Entendamo-nos: entre o 80 e o 8 há muita coisa no meio. Uma coisa é jogar uns 16vos de final contra um PAOK ou mesmo uns oitavos contra um Tottenham, de uma competição na qual, realisticamente e tendo em conta que a final é em Turim e a Juventus está em prova, temos uma reduzida probabilidade de saírmos vencedores. Outra coisa bem diferente é jogar umas meias finais da Taça de Portugal contra o maior rival dos últimos 30 anos!

Se nos jogos da Liga Europa se compreende (e deva apoiar a meu ver) a opção de rotatividade, já num jogo deste calibre não pode haver poupanças. O adversário estaria naturalmente na sua máxima força e o jogo seria portanto previsivelmente de dificuldade máxima.

Jogar com Cardozo foi pois uma decisão a roçar o absurdo, sobretudo para quem viu como o paraguaio está neste momento numa forma fraquíssima. De igual modo, compreendia-se que um dos extremos pudesse ir para o banco - mas não os dois.

Todos erramos. O Benfica tem feito uma época muitíssimo boa até aqui e o mérito é muito do treinador. Contra o Porto e contra o Sporting em casa fizemos jogos a roçar a perfeição. Contra o Estoril e a Académica fizemos dos jogos mais dominadores e tranquilos que me lembro nos últimos anos. Contra o Nacional e o Tottenham demos espectáculo.
 
Mas esta noite JJ esteve mal e Luis Castro foi claramente mais inteligente.
 
Como digo, errar é humano, mas nem por isso deixo de lamentar que JJ tenda a errar em jogos contra o Porto, permitindo ao nosso adversário recuperar um alento quase perdido.

Porque, não tenham dúvidas, este jogo terá consequências. Espero que mínimas e emendáveis, mas as consequências existirão.
 
A opção por não colocar em campo Markovic, Enzo e Gaitan (e colocar Cardozo) é tanto mais errada quanto o Braga também jogou hoje. Não havia portanto aqui nenhuma questão do nosso adversário de Domingo se apresentar mais fresco na próxima jornada.
 
Claro que a prioridade é o campeonato mas a passagem a uma final da Taça está exactamente no mesmo nível de prioridade de uma jornada entre 30 da Liga.
 
Aliás, uma coisa não invalida a outra. Por o campeonato ser prioridade não significa que tenhamos que apresentar 5 ou 6 jogadores não habitualmente titulares. Ou será que por termos fortes possibilidades de ser campeões (motivo de evidente alegria) devemos enfrentar a Taça com sobranceria ou desprezo?
 
Demos alento ao Porto e semeámos novamente a dúvida no nosso seio, que vai alimentar o fantasma da última jornada no dragão. Além disso, perdendo o acesso à final, abrimos caminho a mais um título do Porto (que já está à nossa frente nessa contabilidade) para além de mais uma vez perdermos num confronto directo.
 
Dir-se-á que nada está perdido. É de facto assim. Mas quantas vezes nos últimos anos o Benfica venceu o Porto na Luz por mais do que uma bola ? Eu digo-vos: duas vezes, em 1998 (3-0) e este ano. As probabilidades não são pois as melhores.
 
Quanto ao jogo propriamente dito, deu raiva e dó ver o Benfica (não) jogar desta forma. Fomos inexistentes na primeira parte e pouco mostrámos na segunda. O resultado é lisonjeiro, o que diz muito.
 
O meio campo do Benfica desde o primeiro minuto que se viu que não tinha rotação para o do Porto. Com a equipa habitual, os extremos ajudam a defender e um dos avançados baixa quando a equipa não tem a bola. Com Sálvio (a recuperar de uma lesão gravíssima e Cardozo, sem ritmo nem vocação para isso) era evidente que não poderíamos contrariar um meio campo com Defour, Herrera e Fernando.
 
Entrámos como quase-campeões, grande equipa, melhor equipa a praticar futebol, convencidos de que até as reservas chegavam para o Porto (eu sabia que não seria assim, mas quem decide acreditava nessa ilusão). Saímos vergados a uma superioridade notória do adversário. É fatal subestimar o adversário. O discurso da humildade pelos vistos desta vez ficou esquecido.
 
É isto o que tenho a dizer. A partir de amanhã tentarei esquecer este jogo. Naturalmente que não podemos, por um erro de avaliação, deitar pela borda fora um trabalho excelente desenvolvido ao longo de meses.
 
Para já há que vencer em Braga e depois abordar as restantes competições jogo a jogo. A lição porém fica. E a mim custa-me muito a engoli-la.
 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Devem jogar os melhores

Para que fique devidamente registado, eu defendo que devem jogar hoje aqueles que Jesus achar que dão mais garantias, sem qualquer tipo de poupança ou gestão. Isto até porque, convém não esquecer, o Braga (adversário de Domingo) também joga hoje, pelo que a sua fatiga será semelhante.

Eu sempre defendi a gestão do esforço dos jogadores e a rotatividade do plantel na Liga Europa (nos termos e pelas razões que já tive oportunidade de explicar) e na Taça da Liga. Mas não na Taça de Portugal (que tem um nível de prioridade para o Benfica muito elevado, logo abaixo do do campeonato) e muito menos num jogo das meias-finais no estádio do Porto.

Confio que Jorge Jesus jogará com os melhores, com aqueles que estiverem em melhores condições e derem as maiores garantias (ou probabilidades) de rendimento. Colocar em campo dois extremos não habituais, ou seja não jogar Gaitan nem Markovic, e tirar Lima ou Rodrigo para colocar em campo Cardozo pareceria-me um erro nesta fase. Espero que não aconteça. Como disse anteriormente, este jogo é muito importante. 

Um jogo fundamental para a época

Sempre defendi que a Taça vinha logo a seguir ao campeonato em termos de prioridades para a época. Não que a Taça seja em si mesma mais importante do que a Liga Europa. Simplesmente ao passo que conquistar a Taça é bem possível, já a Liga Europa é um sonho muito mais distante, mesmo quando, como aconteceu o ano passado, chegamos à final. É que já vão 7 finais seguidas perdidas...
O jogo desta noite, das meias-finais da Taça, contra o adversário que tem ganho quase todos os campeonatos dos últimos anos, é pois da maior importância. 
O Benfica precisa de voltar a conquistar títulos de uma forma habitual, sistemática. Sobretudo numa época como esta em que estamos tão fortes importa capitalizar ao máximo essa qualidade, traduzindo-a em vitórias nas competições. A Taça de Portugal, ainda para mais, já nos foge há vários anos.
Acresce ainda que estes jogos têm um peso enorme na mentalidade dos jogadores, influindo muito no rendimento subsequente. Foi depois do jogo na Luz contra o Porto que "arrancámos" para a liderança destacada e foi a partir daí que o Porto caiu a pique. 
Por todas estas razões, logo à noite não será apenas "mais um jogo" mas sim um jogo da maior importância no qual poderemos começar de vez a acabar com os fantasmas do passado e iniciar uma nova era de conquistas.

terça-feira, 4 de março de 2014

Não vamos repetir o desastre

É preciso recordar, pois a memória é selectiva e muito influenciável pela emoção, que na época passada estávamos nesta situação:

Campeonato (Liga Zon Sagres), 21ª jornada 

O Benfica acabava de passar para a frente do campeonato vencendo em Aveiro por 1-0 e beneficiando do empate do Porto em Alvalade (0-0). O Porto parecia em franco declínio, não sendo capaz de bater o pior Sporting de sempre, e o Benfica parecia virtualmente imbatível. Isto aconteceu há exactamente um ano: o Porto jogou dia 2 de Março e o Benfica dia 3.

Taça de Portugal

O Benfica tinha praticamente assegurado para lá de qualquer dúvida a presença no Jamor ao vencer por 2-0 em Paços de Ferreira a então equipa-sensação de Paulo Ferreira. A 1ª mão disputara-se a 30 de Janeiro e a segunda mão ocorreria apenas a 15 de Abril.

Taça da Liga

Tínhamos perdido a 27 de Fevereiro o acesso à final da Taça da Liga perdendo em Braga no desempate por grandes penalidade (2-3). Este ano, recorda-se, a eliminatória foi suspensa devido ao protesto do Sporting e ao "caso atraso".

Liga Europa

O Benfica eliminara o Bayer Leverkussen com um total de 3-1 (1-0 fora e 2-1 na Luz) em eliminatória disputada a 14 e 21 de Fevereiro. Os oitavos de final disputar-se-iam a 7 e 14 de Março (este ano serão uma semana mais tarde) na altura contra o Bordéus.

Análise

Ou seja, a época decorria às mil maravilhas e apresentando até muitas similaridades com a presente. Nomeadamente o Benfica parecia muito sólido e dava a ideia de ser quase impossível perder um jogo. Tendemos a dizer que agora a equipa denota uma grande segurança - e é verdade - mas já nessa altura demonstrava uma enorme solidez - certamente não foi um acaso termos (excepto a Taça da Liga) chegado a todas as finais.

A "moral da história" é que mais uma vez ainda não ganhámos nada.

É um facto que no campeonato estamos melhor do que há um ano atrás. A vantagem é bem mais substancial. Não é porém ainda de molde a garantir-nos o título. Para isso precisamos de a alargar ainda um pouco mais, sobretudo em relação ao Sporting. Só se e quando o conseguirmos, poderemos apontar baterias para a Liga Europa. Isto até porque por esta altura tínhamos já resolvido a questão da Taça (ou pelo menos o acesso à final) algo que este ano ainda não aconteceu, sendo a eliminatória obviamente difícil.

O ano passado o que aconteceu foi que alguma rotatividade praticada entre o campeonato e a Liga Europa (durante semanas a fio jogamos sempre a meio da semana e ao fim de semana) não aconteceu entre os jogos contra o Fenerbahçe (muito exigentes) e o jogo decisivo contra o Estoril (no qual ainda por cima Enzo Perez se lesionou, entrando Carlos Martins com os resultados que se sabem - foi expulso). Foi aí que tudo se começou a desmoronar.

A implicação da postura que temos vindo a adoptar esta época é que a eliminatória com o Tottenham deverá ser subalternizada aos confrontos decisivos para o campeonato (ademais com um Sporting-Porto na calha e uma recepção ao Estoril e uma visita à Choupana para o Benfica), o que poderá ter como consequência a eliminação da Liga Europa.

Mas que seja! O Campeonato é mesmo a prioridade! É preferível perder agora a Liga Europa e assegurar uma vantagem decisiva no Campeonato. Isto (o risco de ser eliminado pelo Tottenham, sem prejuízo dos que jogarem tentarem tudo para que assim não seja) tem que ser assumido por todos no Benfica face ao objectivo maior de reconquistar o título. O que não pode acontecer é "rebentar" a equipa agora para depois faltarem pernas nas jornadas decisivas e ver o campeonato esfumar-se mais uma vez!

Já sabemos que muitos virão criticar e atacar, com as conversas do costume de que o Benfica tem que entrar sempre com os melhores para ganhar todas as competições, face à sua história, blá, blá, blá.

Isso tudo é conversa para amolecer, conversa de burros que pode dar aos Ribeiros Cristóvãos, aos Joaquins Ritas, aos Davids Borges, aos Jorges Baptistas, tempo de antena em que se sentem muito importantes nas televisões ou rádios mas que não pode corresponder ao pensamento estratégico de quem decide no Benfica e quem assume as responsabilidades pelos resultados.

Campeonato e Taça são as prioridades. Liga Europa e Taça da Liga vêm depois e submetem-se àqueles objectivos maiores. Este ano queremos títulos e não finais!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Penafiel-Benfica e outras notas soltas

Diz "A Bola" que o Penafiel-Benfica de hoje (19.00h) pode não se realizar devido ao estado em que o relvado se encontra depois do dilúvio de ontem.

Se fosse o jogo fosse do Porto e Proença fosse chamado podíamos estar certos de que não se realizaria, mas situações dessas só estão ao alcance dos melhores do mundo...

Assim quer-me parecer que haverá mesmo jogo, pelo que é bom que os jogadores estejam mentalizados de que esta partida não é para nota artística. 

Por outro lado não me parece que convocar todos os habituais titulares seja a melhor opção, uma vez que temos um jogo decisivo para o campeonato (prioridade da época) dentro de 4 dias e com um terreno como este os jogadores sofrerão fortíssimo desgaste. Esperemos que ainda assim exista alguma gestão.

Curioso ainda que se o jogo acabasse mesmo por não se realizar, Siqueira não cumpriria castigo pelo que não poderia jogar contra o Sporting.

Por falar em gestão de plantel, gostei imenso do golo e da exibição de Miguel Rosa, possivelmente o melhor em campo no jogo do Belenenses frente ao Braga. Gosto muito deste jogador, que espero que continue a ter sucesso na sua carreira e que ajude este ano o Belenenses a manter-se na 1ª divisão.

Nota também para um outro grande jogador, Matic, eleito igualmente o melhor em campo, na vitória do Chelsea em Manchester, assunto a que voltaremos ainda noutro post.

Escreveremos também em breve sobre as modalidades e nomeadamente o que se passou este fim-se-semana no hóquei em Valongo.


Por fim, não resisto a trazer para aqui um outro assunto extra-futebol e extra-Benfica. 


O que foi isto? Alguém consegue explicar?? Se ainda não sabem o que é um inconseguimento não percam este vídeo! 

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=98490



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Concentração total na Taça

De 3 já só podemos ganhar uma. Temos que a vencer.

Para o Benfica, a Taça terá sempre que ser um objectivo prioritário da época, independentemente do que tenha acontecido no seu decurso.

Não há aqui lugar para cansaço, falta de motivação ou desalento por ter visto os outros objectivos da época esfumarem-se. A Taça vale por si mesma.

Domingo aplicar-se-á o mesmo que a todos os outros jogos: ganhará quem for capaz de mostrar mais, quem for mais inteligente, quem conseguir aplicar todo o seu talento, quem tiver mais querer nas bolas divididas.

Acredito plenamente que será o Benfica e desejo não apenas que vençamos mas que acabemos bem a época, com uma grande exibição.


Não se trata de salvar coisa nenhuma, trata-se de ganhar o segundo troféu mais importante do calendário nacional.

Nos últimos dias tenho falado bastante sobre o que se passou esta época em termos de campeonato; sobre o que considero uma total falsificação da verdade desportiva, face à indiferença de um País que parece completamente anestesiado face aos evidentes e descarados atropelos à mesma.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/campeonato-falsificado.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/campeonato-falsificado-parte-ii.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/no-pais-do-frutabol.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/05/continuamos-ser-comidos-por-parvos.html

Sinto que é minha obrigação como benfiquista e que devo à verdade denunciar tudo o que vi passar-se nestas últimas semanas. 

Há ainda mais para dizer, mas neste momento creio que devemos concentrarmo-nos em absoluto no Jamor e em vencer essa final. Não podemos deixar que o que se passou nos afecte em relação a esse jogo. Aí sim, a corrupção sairia vencedora.