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terça-feira, 3 de maio de 2016

Vitória moralizadora e mais uma final

Como eu esperava, os jogadores libertaram-se um pouco da pressão das jornadas consecutivas a ter que ganhar e conseguiram uma exibição muito melhor e melhor produção atacante, em relação aos últimos jogos. Claro que houve muitas alterações no 11 - como tinha que ser - mas mesmo os que têm jogado mais me pareceram mais leves, mais libertos.

Tenho expectativa e confiança de que esta vitória nos dê o suplemento anímico que nos permita ir à Madeira, fazer um grande jogo e ganhar convincentemente.
 
Da noite desta segunda-feira ressaltam ainda um conjunto de boas exibições que dão garantias a Rui Vitória de que pode contar com estes jogadores. Antes de mais, como é óbvio, regista-se, saúda-se e felicita-se o regresso de Luisão, o grande campeão - e capitão - que aliás fez uma excelente exibição. Depois destaco Samaris que foi irrepreensível, apesar de um ou outro passe falhado na pior fase da equipa, e enorme a sair com a bola. Também gostei muito de Grimaldo, Carcela (belíssimas jogadas e uma assistência de antologia - depois, aliás, de um passe de rotura de Samaris para o belga-marroquino) e até de Sílvio que me surpreendeu pela capacidade físico-atlética, para além do habitual rigor defensivo. Lindelof e Raúl Jimenez estiveram no patamar de excelência a que nos têm habituado. Sálvio está à procura da melhor forma mas já teve alguns apontamentos positivos, especialmente nos poucos minutos em que jogou na segunda parte. Ederson esteve seguro e Renato alternou o bom com o mau, assim como Talisca que no apoio a Raúl não rendeu mas no meio campo esteve bem. Fedja não teve tempo para se mostrar. Jonas já dispensa considerandos.
 
Em suma, ganhámos mais ânimo, estamos em mais uma final e sinto que este pode ser o momento para a equipa se libertar da pressão e voltar a apresentar o seu futebol fluido e demolidor no ataque. Tal como a seguir ao jogo do Bayern temi que a equipa se pudesse ressentir, sinto que agora ela vai voltar a crescer. Para além disso, Luisão, Samaris, Carcela e Raúl mostraram que estão prontos para entrar em campo na Madeira caso Rui Vitória conte com eles.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Regresso à terra

O que era mais previsível aconteceu e o Benfica caiu na Champions perante uma das melhores equipas do mundo, claramente um dos favoritos à conquista do troféu.
Por algum tempo pareceu possível o Benfica surpreender mas o maior poderio do Bayern acabou por se impor. O golo de Raúl Jimenez deu esperança e empatou a eliminatórias mas talvez nas duas únicas falhas defensivas colectivas do Benfica, os bávaros deram a volta ao resultado e praticamente resolveram. Nessa altura passámos por momentos difíceis e poderíamos ter mesmo sofrido o 3º golo. Mas o Benfica teve ainda fôlego para marcar o segundo golo e voltar a colocar algum grau de incerteza na eliminatória. Mesmo a fechar a partida Jovic teve oportunidade de nos dar a vitória (no jogo que não na eliminatória) mas o remate encontrou o gigante Neuer no seu caminho.
O Benfica perde por um total de 3-2, não deslumbrou mas também não deslustrou. Bateu-se muito bem contra um adversário poderosíssimo, ainda para mais com algumas baixas muito importantes na equipa. Penso que não nos devemos concentrar muito nisso, porque estaríamos a desmerecer os que entraram para os seus lugares e que deram o seu melhor (com destaque para Raúl que mais uma vez teve uma excelente prestação e voltou a marcar num jogo tão importante) mas não há como não reconhecer que as ausências de Jonas e Gaitan sobretudo, na medida em que não há outros jogadores com as suas características no plantel, tiveram o seu peso.
Gostei muito de Jimenez, de Renato, de Talisca e de Gonçalo Guedes mas há que reconhecer que toda a equipa deu tudo o que tinha e bateu-se com enorme dignidade contra o colosso alemão. Ederson também por mais do que uma vez fez intervenções de classe que impediram o Bayern de alcançar outro resultado.
Tudo pesado, o Benfica deixou uma boa imagem na Europa, chegou a uma fase avançada da competição e conseguiu grandes receitas. É pois uma participação europeia altamente positiva que importa valorizar e que consolidar nos próximos anos. Se assim for voltaremos a ter oportunidades para chegar às meias finais, a partir de onde se torna possível ser campeão europeu. Não tenhamos porém ilusões no sentido em que será fácil repetir o que fizemos esta época. Será possível mas nunca fácil.
 
Encerrado este capítulo europeu, o Benfica volta a concentrar-se nas competições nacionais e claramente no campeonato. Segunda-feira recebemos o Vitória de Setúbal, num jogo que não podemos pensar que vai dar facilidades, tanto mais que vem na ressaca desta eliminação. Depois disso, quinta-feira, pelo que que acabei de ouvir Paulo Fonseca dizer há pouco, recebemos o Braga para a meia final da Taça da Liga, após o que vamos a Vila do Conde, naquele que está a ser considerado como dos mais difíceis (e no qual se poderá estar a preparar um "caldinho" mas a isso voltaremos mais tarde). Mas não nos iludamos, a partir de agora todos os jogos são de tremenda dificuldade. Importa pois pensar jogo a jogo como temos feito até aqui e enfrentar cada um deles com total e absoluta entrega. Começa já na segunda-feira. Este é o ciclo final da época, que importa começar bem já contra o Setúbal.
 
Há que recuperar física e mentalmente os jogadores (e de alguma forma os adeptos também precisam de interiorizar esta nova realidade mais "terrena" e nacional) de forma a abordar da melhor forma o que falta jogar que é, tão somente, a fase decisiva da época. Não pode haver, agora que saímos da Europa nenhum abrandamento ou nenhum alívio mental competitivo pois o mais decisivo está por fazer e os nossos adversários não vão facilitar.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sexta-feira há uma final para ganhar

O Benfica festejou sábado com toda a justiça a conquista de um campeonato em que foi líder desde a 5ª jornada e no qual manteve sempre uma vantagem relativamente confortável. Caso tivesse vencido em Paços de Ferreira, o Benfica teria aumentado a sua vantagem para 9 pontos e provavelmente sentenciado a Liga bem mais cedo. Isso não aconteceu e acabámos por passar por alguns sustos, como o golo tardio do Sporting em Alvalade, na sequência de um ressalto de bola que isolou o jogador adversário ou a derrota em Vila do Conde que lançou grandes dúvidas sobre a renovação do campeonato. No entanto Jardel em Alvalade e o empate concedido pelo Porto na Choupana mantiveram os adversários a uma distância senão confortável pelo menos gerível.

Depois do que aconteceu no Marquês era importante que as coisas corressem bem no sábado e foi isso que aconteceu. Foi uma festa bonita, sem qualquer problema e com famílias e crianças, incluindo os filhos do adepto agredido em Guimarães, o que deu um toque especial e um ambiente salutar como deveria ser sempre o do desporto. O jogo também foi bom, a vitória clara, apesar de uma 1ª parte algo apagada, e Jonas só não foi o melhor marcador por dois erros do fiscal de linha, aliás o segundo aos 90+2 ainda mais clamoroso do que o primeiro. Nesse lance Jonas rematou para a defesa do guarda-redes mas fê-lo já consciente de que o lance tinha sido (mal) interrompido. Caso contrário poderia ter finalizado e ganho a bola de prata. Mas ficará para a próxima. No Benfica tem que haver um desejo contínuo de vitórias e troféus.

É já na sexta-feira que o Benfica disputa mais uma final, mais um troféu, naquele que será o último jogo da época. Como é evidente, trata-se de um jogo no qual a vitória é aquilo que se pede, um jogo de grande importância a vários níveis. Está em jogo o registo brilhante do Benfica na Taça da Liga, com uma hegemonia absoluta (que, digam o que disserem, foi uma base para alicerçar as vitórias recentes nos campeonatos), um reforço do estatuto do Benfica como clube mais titulado no País e um acabar de época em beleza. Por todas estas razões, depois das 19.00h de hoje e da cerimónia na Câmara Municipal, aliás parte da praxe, haverá que voltar a índices de concentração elevados para poder conquistar mais este troféu.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Calendário estranho

Há célebre história do professor universitário que ao avaliar  do aluno lhe diz: "o seu trabalho tem ideias boas e ideias originais". O problema é que as ideias boas não são originais e as originais não são boas.

O futebol português tem ideias originais - muito más - e nem sequer consegue copiar as ideias boas.

Uma das originalidades do futeluso é a calendarização das provas. Por razões que ninguém entende começamos a época em pleno Agosto, quando toda a gente está de férias e o calor é insuportável. Em Espanha e Itália, onde os climas e a cultura são semelhantes, o campeonato (com mais equipas) começa uma ou duas semanas depois do nosso. Nós imitamos porém o calendário dos países nórdicos, esquecendo o "pormenor" de que ali não se joga durante Dezembro. Depois interrompemos o campeonato sucessivamente em setembro, outubro, novembro e dezembro, chegando o mesmo a parar por 3 semanas (!), seja para jogar competições a eliminar, seja por causa das provas das seleções. Com essas paragens constantes e prolongadas retira-se continuidade e fluência à competição. 

Mas sem dúvida que o mais extraordinário do calendário futebolístico português é o agendamento das taças. Em vez de se jogar em datas pre-estabelecidas, durante a semana, estas jogam-se quer à semana, quer ao fim-de-semana, aparentemente quando calha. Mas se isso não bastasse, há equipas a jogar a primeira mão de uma meia final da Taça de Portugal na véspera de outras jogarem a segunda! O mesmo se passa na Taça da Liga na qual o Benfica há muito que é finalista e só na passada semana conheceu o seu adversário. Isto não faz qualquer sentido e cria situações de desigualdade entre os clubes, bem como um caos e anarquia na estrutura das competições que não convêm a ninguém. 


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Benfica histórico!

O Benfica alcançou algo que no início da época era impensável: vencer TUDO a nível interno e chegar à Final da Liga Europa, que ademais merecia ter vencido.
Na Taça há momentos épicos, como os três golos de Cardozo ao Sporting ou a reviravolta contra o Porto com apenas 10 jogadores em campo.
Na Liga Europa (e o facto de não a termos ganho não o apaga) há um percurso notável, que tem em Londres, contra o Tottenham, e na eliminatória com a Juventus os seus momentos altos.
Na Taça da Liga há uma meia-final notável em que uma equipa menos rodada e a jogar em inferioridade numérica desde a primeira parte, consegue, a jogar fora, parar a melhor equipa do Porto e apurar-se para a final, que venceu fazendo o "penta" nesta competição.
No Campeonato destacam-se os jogos contra o Porto e o Sporting na Luz, ambos vencidos por 2-0 e vencidos com uma clareza e tal superioridade que não deixaram margem para dúvidas. O jogo contra o Porto fica marcado pela homenagem sincera e sentida de todos a Eusébio (e deixo aqui também uma palavra de reconhecimento aos adeptos do Porto que souberam respeitar aquele momento). 
Mas não podemos esquecer também a importância da reviravolta no jogo contra o Gil Vicente na Luz, operada já nos descontos. Nesse, como nalguns outros jogos, não se tendo podido jogar bem foi fundamental assegurar os pontos com raça e dedicação.
Ontem, o fechar de uma época histórica, teve mais uma vez essa componente: jogadores muitíssimo fatigados (e muitos lesionados) deram todo o seu suor e foram buscar as suas últimas réstias de energia para segurar a vitória. Foi uma vitória de esforço, dedicação e união.

Muito mais há para dizer e direi nos próximos dias. Temos todas as razões para aproveitar bem o momento, estar felizes e festejar.

Para quem desejar ver fotos do jogo de ontem, sobretudo do espectáculo nas bancadas, pode ver como habitualmente a nossa página no Facebook


Por estes dias deixaremos aqui mais uma série de posts quer sobre o jogo de ontem, quer sobre o momento do Benfica, quer ainda sobre esta época histórica e este tri inédito.

Viva o Benfica!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Penta na Taça da Liga

O Benfica venceu a Taça da Liga ao bater o Rio Ave por 2-0 na final em Leiria.
Foi uma vitória justa, apesar de um belíssimo início por parte do Rio Ave que nos criou problemas e inclusivamente teve uma grande oportunidade para marcar, tendo valido uma excelente defesa de Oblak.
Terá existido da parte do Benfica alguma ansiedade nesse início de jogo, compreensível dado o ciclo de três finais que se iniciava. Há também que dar mérito ao adversário, que tem bons jogadores e está bem orientado, que esteve muito organizado em campo e soube explorar as subidas dos defesas do Benfica com movimentos diagonais de jogadores rápidos.
Com o tempo porém o Benfica começou a assentar e fez um jogo em clara ascensão do princípio ao fim, contra um adversário, repito, difícil que se fechou muito na defesa mesmo em desvantagem no marcador. Algo que tem que se compreender e respeitar pois o Rio Ave não tem as mesmas armas que o Benfica.
Foi uma vitória bonita que representa a 5ª conquista benfiquista da Taça da Liga. Rodrigo foi eleito o melhor em campo, distinção que poderia também ter sido atribuída a Luisão ou mesmo, a meu ver, a Enzo Perez. Maxi também esteve bem tal como Markovic e Rúben Amorim. Lima trabalhou muito e Gaitan não teve o seu melhor jogo.
Há que perceber que o índice elevado de bolas perdidas se deve em grande parte à "sobrelotação" do meio-campo do Rio Ave, mas há também que retirar algumas ilações e algumas lições para as duas finais que vêm a caminho.
A partir do golo marcado, já na recta final da 1ª parte, na sequência de uma pressão mais intensa que então vínhamos exercendo, percebeu-se que o Benfica tinha tudo para vencer, pois ou o Rio Ave se mantinha encolhido e pouco perigo poderia criar face a um Benfica já em vantagem e sem necessidade  de correr riscos, ou arriscava e então criava os espaços que os jogadores do Benfica tanto gostam e que dificilmente não aproveitariam para ter oportunidades claras e possivelmente marcar.
O Rio Ave optou pela primeira e praticamente não incomodou o Benfica na segunda parte. De forma segura a nossa equipa foi-se aproximando da baliza adversária e com naturalidade chegou ao segundo golo que acabou desde logo com as dúvidas quanto ao vencedor. 
Em suma sofremos um pouco ( sobretudo no início e até ao primeiro golo) mas devemos aceitá-lo com naturalidade. Tendo chegado à final com mérito é totalmente legítimo que os jogadores do Rio Ave acreditassem na vitória e, estando muito motivados, não é de surpreender que nos criassem problemas.
O desfecho do jogo não merece porém qualquer contestação nem dúvida.
 
Foi bonita a cena criada com o corredor feito pelos jogadores aos seus colegas da outra equipa. Durante o jogo houve um ou outro jogador do Rio Ave que exagerou um pouco na virilidade e nos protestos mas há que compreender que a adrenalina é alta e que a vontade de vencer por vezes possa levar a atitudes menos correctas. Nada porém de excessivo e tudo "limpo" pelo que se passou após o apito final.
Por falar em apito, a arbitragem pode ter tido um ou outro erro, tendo perdoado alguns cartões a jogadores do Rio Ave e eventualmente um penalty, mas no geral considero que esteve bem.
Quanto aos comentários da TVI sinceramente nem vale a pena dizer muito. Todos ouviram o que foi dito e que já não surpreende ninguém que acompanhe estas coisas do futebol há um tempo mínimo. Nem vale a pena perder tempo com esse assunto.
 
O Benfica venceu pela 5ª vez este troféu e deu mais um passo para conquistar uma posição de hegemonia na competição e nela construir um historial notável.
 
Para mim esta Taça representa bastante quer pela razão aduzida, quer por ela representar de certa forma o início do ciclo de vitórias que temos conseguido nos últimos anos (a um título de campeão conseguido, embora com mérito, em 2005 mas de alguma forma num ano atípico e sem muita sustentação, como se viu nos anos seguintes, seguiram-se os títulos já muito fortes de 2010 e 2014), quer pelas páginas bonitas escritas na competição (vitória por 4-1 em Alvalade nas meias finais em 2010, vitória por 3-0 sobre o Porto na final do mesmo ano, vitória por 2-1 sobre o Sporting em 2011, com Javi Garcia a marcar o golo da vitória no último minuto, vitória por 3-2 sobre o Porto em 2012 e a vitória por penalties, com 10 e sem muitos titulares novamente sobre o Porto, no Porto, este ano), quer ainda por esta Taça, para poder ser conquistada, implicar sempre clássicos ou derbies, como atrás demonstrado, quer ainda por estes resultados demonstrarem que o Benfica tem de facto sido, em termos puramente futebolísticos, a melhor equipa em Portugal nos últimos anos.
 
Hoje celebramos e amanhã começamos a preparar a final de Turim. Queremos vencer mas sabemos que só o poderemos alcançar se formos humildes e se trabalharmos mais e melhor do que o adversário, como temos feito até aqui.
 
Viva o Benfica.
 
 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Depois do campeonato, 1ª final das Taças

Depois de conquistar com todo o mérito o campeonato, com um registo que, não fora a 1ª jornada e seria imaculado, o Benfica começa amanhã a disputar as finais que alcançou também por mérito próprio e com muito sacrifício.
Não tenho dúvidas de que todos (dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos) farão o possível para conquistar todas estas competições, vencendo portanto os três jogos decisivos. Se não o conseguirem não será certamente por falta de empenho ou por nenhum tipo sobranceria, pois o que aconteceu no fim da época passada está na mente de todos como um aviso de que até ao apito final do árbitro nada está garantido.

A oportunidade é boa e tudo temos que fazer para esta seja de facto uma época de sonho. Resta agora dar as respostas que todos esperamos.

Desse "sonho" à realidade vão apenas 12 dias, nos quais se realizarão os três jogos decisivos.

O primeiro, amanhã, quarta-feira dia 7 em Leiria, é a Final da Taça da Liga. O Benfica-Rio Ave disputa-se amanhã às 20.30 h no Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Transmissão TVI.

A segunda é a Final da Liga Europa, que tem lugar em Turim quarta feira dia 14 pelas 19.45h (hora portuguesa) Sevilha-Benfica no Estádio da Juventus. Transmissão SIC.

A terceira é a Final da Taça de Portugal que volta a ser um Benfica-Rio Ave e se disputa no Estádio Nacional no Jamor Domingo dia 18 a partir das 17.15 h. Transmissão RTP.

Na antevisão, Jorge Jesus disse o essencial: “Temos de pensar final a final. A primeira final é amanhã”;  “Numa final não há favoritos. Qualquer equipa que chega aqui fá-lo por mérito próprio e pensa vencer”; “O Rio Ave pensa vencer e o Benfica do mesmo modo. Para mim não há favoritos, seja em que final for. Teoricamente o Benfica é mais forte, mas no futebol não ganha a teoria, ganha a prática. Como em tudo na vida. Temos de demonstrar que somos melhores do que o Rio Ave”.

terça-feira, 4 de março de 2014

Não vamos repetir o desastre

É preciso recordar, pois a memória é selectiva e muito influenciável pela emoção, que na época passada estávamos nesta situação:

Campeonato (Liga Zon Sagres), 21ª jornada 

O Benfica acabava de passar para a frente do campeonato vencendo em Aveiro por 1-0 e beneficiando do empate do Porto em Alvalade (0-0). O Porto parecia em franco declínio, não sendo capaz de bater o pior Sporting de sempre, e o Benfica parecia virtualmente imbatível. Isto aconteceu há exactamente um ano: o Porto jogou dia 2 de Março e o Benfica dia 3.

Taça de Portugal

O Benfica tinha praticamente assegurado para lá de qualquer dúvida a presença no Jamor ao vencer por 2-0 em Paços de Ferreira a então equipa-sensação de Paulo Ferreira. A 1ª mão disputara-se a 30 de Janeiro e a segunda mão ocorreria apenas a 15 de Abril.

Taça da Liga

Tínhamos perdido a 27 de Fevereiro o acesso à final da Taça da Liga perdendo em Braga no desempate por grandes penalidade (2-3). Este ano, recorda-se, a eliminatória foi suspensa devido ao protesto do Sporting e ao "caso atraso".

Liga Europa

O Benfica eliminara o Bayer Leverkussen com um total de 3-1 (1-0 fora e 2-1 na Luz) em eliminatória disputada a 14 e 21 de Fevereiro. Os oitavos de final disputar-se-iam a 7 e 14 de Março (este ano serão uma semana mais tarde) na altura contra o Bordéus.

Análise

Ou seja, a época decorria às mil maravilhas e apresentando até muitas similaridades com a presente. Nomeadamente o Benfica parecia muito sólido e dava a ideia de ser quase impossível perder um jogo. Tendemos a dizer que agora a equipa denota uma grande segurança - e é verdade - mas já nessa altura demonstrava uma enorme solidez - certamente não foi um acaso termos (excepto a Taça da Liga) chegado a todas as finais.

A "moral da história" é que mais uma vez ainda não ganhámos nada.

É um facto que no campeonato estamos melhor do que há um ano atrás. A vantagem é bem mais substancial. Não é porém ainda de molde a garantir-nos o título. Para isso precisamos de a alargar ainda um pouco mais, sobretudo em relação ao Sporting. Só se e quando o conseguirmos, poderemos apontar baterias para a Liga Europa. Isto até porque por esta altura tínhamos já resolvido a questão da Taça (ou pelo menos o acesso à final) algo que este ano ainda não aconteceu, sendo a eliminatória obviamente difícil.

O ano passado o que aconteceu foi que alguma rotatividade praticada entre o campeonato e a Liga Europa (durante semanas a fio jogamos sempre a meio da semana e ao fim de semana) não aconteceu entre os jogos contra o Fenerbahçe (muito exigentes) e o jogo decisivo contra o Estoril (no qual ainda por cima Enzo Perez se lesionou, entrando Carlos Martins com os resultados que se sabem - foi expulso). Foi aí que tudo se começou a desmoronar.

A implicação da postura que temos vindo a adoptar esta época é que a eliminatória com o Tottenham deverá ser subalternizada aos confrontos decisivos para o campeonato (ademais com um Sporting-Porto na calha e uma recepção ao Estoril e uma visita à Choupana para o Benfica), o que poderá ter como consequência a eliminação da Liga Europa.

Mas que seja! O Campeonato é mesmo a prioridade! É preferível perder agora a Liga Europa e assegurar uma vantagem decisiva no Campeonato. Isto (o risco de ser eliminado pelo Tottenham, sem prejuízo dos que jogarem tentarem tudo para que assim não seja) tem que ser assumido por todos no Benfica face ao objectivo maior de reconquistar o título. O que não pode acontecer é "rebentar" a equipa agora para depois faltarem pernas nas jornadas decisivas e ver o campeonato esfumar-se mais uma vez!

Já sabemos que muitos virão criticar e atacar, com as conversas do costume de que o Benfica tem que entrar sempre com os melhores para ganhar todas as competições, face à sua história, blá, blá, blá.

Isso tudo é conversa para amolecer, conversa de burros que pode dar aos Ribeiros Cristóvãos, aos Joaquins Ritas, aos Davids Borges, aos Jorges Baptistas, tempo de antena em que se sentem muito importantes nas televisões ou rádios mas que não pode corresponder ao pensamento estratégico de quem decide no Benfica e quem assume as responsabilidades pelos resultados.

Campeonato e Taça são as prioridades. Liga Europa e Taça da Liga vêm depois e submetem-se àqueles objectivos maiores. Este ano queremos títulos e não finais!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A caminhada para o Jamor e os outros desafios que se avizinham

O Benfica joga hoje a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
A partir de agora e durante praticamente todo o mês de Fevereiro jogaremos dois jogos por semana. A excepção será precisamente a próxima semana, em que "folgaremos" depois do jogo com o Setúbal em casa e até à visita à Madeira para defrontar o Nacional.
Depois desse mês e caso avancemos na Liga Europa, Março será novo mês bastante sobrecarregado: aos 5 jogos da Liga

 
Dom 03, 16:00  Beira-Mar--SL Benfica  Liga Zon Sagres----
Dom 10, 16:00SL Benfica--Gil VicenteLiga Zon Sagres----
Dom 17, 16:00V. Guimarães--SL BenficaLiga Zon Sagres----
A 22 e 26 joga a seleção.
Sáb 30, 16:00SL Benfica--Rio AveLiga Zon Sagres----


acrescem os oitavos de final da competição europeia, disputados a 7 e 14 de Março, contra Dinamo de Kiev ou Bordéus.

A partir daí, para as competições nacionais ficam a faltar muito poucos jogos: as decisões finais. Para o campeonato, objectivo primeiro da época, ficam a faltar apenas 6 jogos, para ser preciso.

Em Abril jogam-se apenas 3 - três - jogos para o campeonato (7, 21 e 28) mas potencialmente muitos no total de todas as competições. De facto o Benfica jogará a segunda mão da meia final da Taça de Portugal, na Luz contra o Paços a 17 de Abril. Curiosamente a Final da Taça da Liga está aparentemente marcada para dia 14. Já para a Liga Europa, caso nos apuremos, os jogos dos quartos de final são a 4 e 11 e a primeira mão das meias a 25 de Abril.

Em Maio jogam-se as cartadas finais: a "final" do Campeonato (no Porto a 12 de Maio), a final da Taça de Portugal e, caso estejamos perante uma época de sonho, a 2ª mão da meia final da Liga Europa (dia 2) e a final dia 15.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Calendário dos próximos 12 jogos do Benfica

Académica-Benfica, quinta-feira dia 17, 20.45h, quartos de final da Taça de Portugal.
Moreirense-Benfica, segunda-feira 21, 20.00h, Liga Zon Sagres.
Braga-Benfica, Domingo 27 (hora a definir), Liga Zon Sagres.
Em caso de apuramento, o Benfica irá jogar quarta-feira dia 30 com o vencedor do Paços de Ferreira-Gil Vicente, para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Benfica-Setúbal, Domingo 3 de Fevereiro, 20.15h Liga Zon Sagres.
Nacional-Benfica, Domingo 10 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Bayer Leverkusen-Benfica, Quinta 14 de Fevereiro, 18.00h, Liga Europa.
Benfica-Académica, Domingo 17 de Fevereiro, Liga Zon Sagres.
Benfica-Bayer Leverkusen, Quinta 21 de Fevereiro, 20.05h Liga Europa.
Benfica-Paços de Ferreira, Domingo 24 de Fevereiro. Braga-Benfica, Quarta-feira 27 de Fevereiro, Meias-finais da Taça da Liga.

Beira Mar-Benfica, Domingo 3 de Março, Liga Zon Sagres.


Entre 10 e 27 de Fevereiro, ou seja em 18 dias, o Benfica tem agendados 6 jogos! Dá uma média de um jogo a cada 3 dias. Nessas alturas da época deixa propriamente de haver treinos. Estes servem sobretudo para descomprimir e ensaiar a táctica. É de admitir e é mesmo quase certo que o jogo Nacional-Benfica deverá ser antecipado, até porque antes disso teremos jogado apenas para o Campeonato no fim de semana anterior. De qualquer modo é uma sobrecarga enorme de jogos. Outra curiosidade é que nos próximos 30 dias jogaremos para todas as competições em que estamos envolvidos: Taça, Campeonato, Liga Europa e Taça da Liga.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Gestão de prioridades em noite de regressos

O Benfica ganhou bem ontem mas a sua qualificação para as meias-finais da Taça da Liga não deixou de ter alguns sobressaltos e estar mesmo ameaçada.

Com efeito, uma derrota em Moreira de Cónegos, que só foi evitada no último minuto teria desde logo deixado a nossa equipa numa situação muito difícil, a depender de 3ºs para o apuramento. Uma derrota no jogo de ontem também teria significado a eliminação.

No entanto isto tem que ser encarado como normal face ao definir de prioridades por parte da liderança: o Campeonato é a prioridade número 1. Nessa medida, houve que fazer alguma gestão do plantel, também mais possível este ano face à variedade de soluções que o plantel.

E nesse capítulo de dar tempo a jogadores menos utilizados nas outras competições (sobretudo no Campeonato) ou regressados de lesões houve indicações muito diferentes.

Em primeiro lugar, permitam-me destacar André Gomes. Mais uma excelente exibição. Passes de ruptura, recuperações de bola, pausas e acelerações no nosso jogo atacante, foram atributos que ontem exibiu a alto nível e que denotam um nível de maturidade que não pára de surpreender. A sua entrada na equipa está a ser bem gerida por JJ.

Depois temos os casos de Bruno César e Nolito. Jogadores com algumas credenciais e nome, que naturalmente têm expectativas de jogar com regularidade, eles têm sido apenas soluções de recurso no decurso da época. E ontem tiveram claramente exibições muito, mas mesmo muito abaixo do que é exigido no Benfica. Há uma ansiedade, uma vontade de monstrar o que sabem, que têm qualidade, que os está a prejudicar, mas há mais. Há claramente um estado anímico que não é bom, para não dizer que o problema chega a ser físico.

Vejamos: Bruno César começou por ter muitas oportunidades esta época. Ele foi inclusivamente titular contra o Barcelona na Luz no lugar de apoio ao ponta de lança. Já jogou no meio campo várias vezes. Já entrou para as alas. No entanto ainda não marcou nenhum golo e não convence minimamente. Ontem cometeu um erro primário que deu um golo à Académica.

Nolito tem ainda assim tido algumas oportunidades. É preciso recordar que Ola John nem sequer foi convocado nos primeiros jogos oficiais da época. Pelo menos durante uma dezena de jogos. No entanto soube aparecer e conquistar o seu espaço. Com Gaitan passou-se algo de semelhante: muitas vezes não convocado, está agora a conquistar um lugar no 11 inicial. Ora Nolito não tem sabido aproveitar as suas oportunidades e ontem jogou muito mal.

São dois jogadores com qualidade, com características muito próprias e interessantes, mas que têm que olhar mais para si e para o que estão (não) fazendo, antes de reclamarem oportunidades que neste momento não estão a justificar.

Um caso quase oposto é o de Kardec. Marginalizado, entre a equipa B e os não convocados do plantel principal, e praticamente sem espaço face à qualidade de Cardozo, Lima e Rodrigo, conseguiu ver a sua entrada em campo em apenas 2 jogos (e num deles por apenas um minuto) coincidir com duas recuperações no resultado, desta vez mesmo com a sua participação activa, com um golo e uma assistência. Por razões que não compreendo bem, Kardec prometeu e (ainda) não cumpriu no Benfica. Espero que seja feliz, porque me parece um bom rapaz, quem sabe no Benfica. Num sistema de 2 pontas de lança é natural que surjam oportunidades para o 4º do plantel no mínimo estar no banco e poder ser chamado a entrar.

Em relação aos regressados por lesão, Aimar não esteve bem. Demasiado adorno nos lances, muitas bolas perdidas em duelos físicos e muitos passes errados. Claramente precisa de acertar passo e ganhar ritmo antes de poder ambicionar a um lugar na equipa. Carlos Martins pareceu entrar com determinação e vontade mas também não mostrou muito.

Gostei de ver Roderick, que no geral esteve seguro e não comprometeu.

Quanto ao jogo, a Académica é uma equipa com sorte, que nos tem causado dissabores sem o merecer minimamente, várias vezes aliás contando com claros benefícios arbitrais. É também a equipa cujo vice-presidente tentou atacar à cabeçada Maxi Pereira há uns meses.

Foi também por isso muito positivo termos sido capazes de dar a volta ao jogo, depois da Académica marcar nos dois únicos remates que fez à baliza. A nossa equipa demonstrou vontade, determinação e raça para dar a volta ao resultado injusto e vencer.

Espero que este seja apenas um prenúncio de nova vitória sobre esta mesma equipa dentro de uma semana, dessa vez para a Taça de Portugal.

Quanto à meia-final da Taça da Liga, iremos a Braga dia 27 de Março.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Taça da Liga: convocados para jogo com Académica

Guarda-redes: Paulo Lopes e Mika;

Defesas: Maxi Pereira, André Almeida, Roderick Miranda, Miguel Vítor, Jardel e Luisinho;

Médios: André Gomes, Carlos Martins, Bruno César, Nolito, Ola John, Salvio, Gaitán e Aimar;

Avançados: Lima e Kardec

Face a este lote, no qual se destacam - e saúdam - os regressos de Miguel Vítor, Carlos Martins e Aimar, é muito difícil antever um onze, pois as combinações possíveis são mais do que muitas.

Certas parecem-me apenas as inclusões de Paulo Lopes, Luisinho, Miguel Vítor, Bruno César, Nolito e talvez Olha John na equipa inicial. Aimar deverá também começar a partida, provavelmente no apoio a um ponta de lança mais fixo.

Entre Maxi e André Almeida um jogará certamente na direita. Eu inclinar-me-ia para começar com Maxi e fazê-lo sair ao intervalo. Mas André Almeida pode também começar o jogo, inclusivamente no lugar de Matic.

Uma hipótese é este onze:

Paulo Lopes
Maxi
Roderick
Miguel Vítor
Luisinho
André Almeida
Bruno César
Nolito
Ola John
Aimar
Lima

 Dependendo do resultado, Lima, Aimar e Maxi poderiam sair entre os 45 e os 70 minutos, para as entradas de Kardec, Carlos Martins e André Gomes. Outra hipótese é jogar André Gomes de início em vez de Almeida, em cujo caso seria este a entrar ao intervalo por troca com Maxi. Ainda outra hipótese seria a entrada de Gaitan para o lugar de Aimar ou de Ola John na segunda parte. No caso das coisas estarem a correr menos bem, haveria menos "poupança" e teria que entrar também Sálvio.

Enfim estas dúvidas, que são mais do que muitas, mostram que existe qualidade e diversidade no plantel. Os dois "meninos" Andrés vieram de facto dotar a nossa equipa de muito mais soluções, quando eu próprio admiti e defendi, no início da presente época, que precisávamos de ir ao mercado em Dezembro/Janeiro.

A verdade porém é que mesmo com as prolongadas ausências de Aimar e Martins, Jesus encontrou no plantel soluções que nos permitiram manter todas as aspirações nas competições internas e, ainda que eliminados da Liga dos Campeões, mantermo-nos na Europa. Quem sabe até se Roderick, ganhando alguma capacidade física e poder de choque e aprendendo tacticamente com Jesus não poderia ser opção para substituir Matic quando tal for necessário?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Taça da Liga em "modo clássico"

O Benfica joga amanhã na Luz a passagem às meias finais da Taça da Liga.

Trata-se de uma competição para ganhar, estando o Benfica numa situação muito privilegiada para passar às meias finais, bastando-lhe empatar com a Académica.

Por outro lado, a prioridade para esta época é o Campeonato e Domingo há um jogo de grande importância.

Nesta medida, terá que existir uma gestão cuidada do plantel, tendo em conta sobretudo algumas posições chave, a começar pelos centrais.

Com efeito, o Benfica está esta época a ter problemas com os seus centrais: primeiro foi o castigo de Luisão, depois a lesão do mesmo, entretanto também Jardel, Miguel Vítor e parece que o próprio Sidney se lesionaram.

Face a este quadro, penso que JJ não deve arriscar Garay nem Jardel, embora possa por outro lado querer dar tempo de competição a Luisão. Não será pois de espantar que Roderick possa jogar ao lado do capitão.

Por outro lado, nas laterais, deverão jogar Luisinho e eventualmente André Almeida (com a hipótese de Maxi poder fazer meia parte).

Também no meio, face às poucas alternativas a Matic, penso que este deveria ser poupado a qualquer eventualidade e não jogar de início, embora JJ melhor saberá avaliar estas questões. Olhando para o plantel, uma hipótese seria Maxi jogar na primeira parte como lateral e André Almeida a "trinco", passando este a lateral na segunda parte e saindo Maxi para a entrada de alguém para o meio campo. Há por outro lado a novidade de Aimar estar aparentemente em condições, sendo que Bruno César poderá também ocupar um dos lugares.

Nas alas, parece seguro que Nolito jogará, provavelmente acompanhado de Ola John. Já na frente é possível que Kardec possa ter uma oportunidade. As ausências confirmadas de Rodrigo e Cardozo, abrirão um lugar para o brasileiro que nunca se conseguiu afirmar no Benfica. Resta ainda um lugar, que poderá ser ocupado por Lima, embora eu pense que este não jogará mais de 45-60 minutos. Enfim, admito que são muitas suposições e muitas dúvidas, mas ainda assim aqui fica um 11 pouco ortodoxo mas possível para o jogo de amanhã contra a Académica:


Paulo Lopes,
Maxi Pereira (apenas 45 m)
Roderick
Luisão
Luisinho
André Almeida/Miguel Rosa
Bruno César/Aimar
Nolito
Ola John
Kardec
Lima

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Janeiro louco começa com Taça

O Benfica começa hoje um novo ciclo de jogos muito importante, para as três competições nacionais. Caso vá progredindo na Taça de Portugal, o Benfica jogará sempre ao fim-de-semana e à quarta feira, com a única excepção da semana entre 20 e 27 de Janeiro.

Este ciclo que se inicia com o novo Ano de 2013, começa com a Taça e com a recepção ao Aves. Conhecemos casos de surpresas na Taça por parte dos chamados tomba-gigantes pelo que importa não facilitar de modo nenhum, jogue quem jogar. É aliás espectável que vários jogadores menos usados até ao momento venham a ser titulares esta noite, nem por isso se esperando que a equipa deixe de expressar a sua identidade e a sua qualidade.  

São três competições que o Benfica quer ganhar e que pode ganhar. Penso que seria uma grande época se conquistássemos esta "tripleta". Para isso, importa começar a ganhar hoje e fazê-lo seguidamente durante o mês de Janeiro. Seria um grande, grande passo para a conquista destes títulos porque nos deixaria necessariamente nas meias finais da Taça e da Taça da Liga e com uma vantagem substancial sobre o Porto com quem jogamos dentro de 11 dias.

Entremos então com o pé direito em Janeiro.

Aqui fica o calendário para o mês:

Benfica-Aves hoje dia 2, 20.15 h, Estádio da Luz, Taça de Portugal
Estoril-Benfica, Domingo dia 6, 20.15h, Estádio Coimbra da Mota, Liga Zon Sagres
Benfica-Académica, quarta-feira dia 9, 16.00h, Estádio da Luz, Taça da Liga
Benfica-Porto, Domingo dia 13 (hora a definir), Estádio da Luz, Liga Zon Sagres
Em caso de apuramento, o Benfica irá a Coimbra quarta-feira dia 16, quartos de final da Taça de Portugal
Moreirense-Benfica, Domingo 20 (hora a definir), Liga Zon Sagres
Braga-Benfica, Domingo 27 (hora a definir), Liga Zon Sagres
Em caso de apuramento, o Benfica irá jogar quarta-feira dia 30 com o vencedor do Paços de Ferreira-Gil Vicente, para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.

A Liga Europa vem em Fevereiro ao passo que as meias finais da Taça da Liga, caso nos apuremos, serão em Fevereiro. Curiosamente e como já aconteceu no passado, a segunda mão das meias-finais da Taça serão apenas em Abril.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Salvos sobre o gongo

Grande enchente em Moreira de Cónegos - só mesmo o Benfica arrasta estas multidões e entusiasmo.
Grande ambiente, grande presença e alegria dos nossos adeptos do Norte.
O Moreirense galvanizou-se e foi melhor durante grande parte do jogo. O Benfica melhorou na segunda parte e claramente mereceu o empate.
Não se pode dizer que o Moreirense, que teve poucos ataques e pouquíssimas oportunidades (marcou na segunda que teve), merecia ganhar e que o Benfica, que fez quase sempre as despesas do jogo e teve algumas oportunidades incluindo um penalty falhado, merecia perder.
O resultado foi justo, embora só mesmo no fim tenhamos conseguido o golo que evitou a derrota.
Golo que resulta de um penalty óbvio (não é só o agarrão, há um pontapé do defesa do Moreirense) mas que, sendo o segundo do jogo a nosso favor, nos podemos dar por satisfeitos por ter sido assinalado.

Salvou-se a invencibilidade, mesmo sobre o apito final.

JJ explicou que a equipa estava cansada em face da carga física que lhe foi aplicada antes do ciclo infernal de jogos que se inicia. Percebe-se também que tenha jogado a maioria dos titulares, uma vez que precisam de regressar ao ritmo da competição depois da paragem de Natal. Não seria uma semana antes do jogo com o Porto que os jogadores iriam ter o seu primeiro contacto com jogos oficiais em 3 semanas (o último jogo para o campeonato foi a 15 de Dezembro e para a Taça da Liga a 19, mas neste último não jogaram os habituais titulares).

Convém não esquecer que a recepção ao Aves para a Taça de Portugal é já daqui a três dias, quarta-feira dia 2 de Janeiro. E depois disso iremos ao Estoril logo dia 6, de novo para o Campeonato. Três dias depois (dia 9 de Janeiro) jogaremos de novo para a Taça da Liga, com a Académica em casa e para Domingo, dia 13, está agendado o Benfica-Porto.

Para já, em termos de Taça da Liga, a qualificação não ficou garantida, decidindo-se no último jogo em casa com a Académica. Um empate basta para o apuramento para as meias finais, onde estarão provavelmente o Braga e o Porto mas não o Sporting, hoje já eliminado face ao resultado do Paços de Ferreira (vitória sobre o Marítimo).

Caso o Benfica esteja nas meias finais, defrontará fora o vencedor do grupo do Braga, ao passo que o vencedor do grupo do Porto receberá o Paços de Ferreira. É assim possível um Benfica-Porto na final da Taça da Liga.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Boa resposta e passo importante para meias finais

Olhanense-Benfica, crónica do jogo

Taça da Liga, 19/12/2012.
1-2: Evandro Brandão 47', Rodrigo 69', Lima 87'.

O Benfica apresentou-se com muitas alterações, como era esperado.
Não jogaram Cancelo, como se chegou a admitir, nem Lima (de início).

Na defesa alinharam André Almeida, Jardel, Sidney e Luisinho, no meio campo estiveram André Gomes e Enzo Perez, nas alas Nolito e Bruno César e na frente Gaitan e Rodrigo.

O Benfica dominou amplamente a 1ª parte mas praticamente não criou oportunidades de perigo.
Na 2ª parte viu-se desde logo uma intenção mais atacante mas acabou por ser o Olhanense a marcar, numa jogada de contra-ataque na qual Paulo Lopes se vê obrigado a sair da área para servir de último defesa mas o pontapé saiu mal, diretamente para os pés de um adversário que só teve que chutar para a baliza deserta.

Entraram então Sálvio (para o lugar de Bruno César) e Lima (para a saída de André Gomes), tendo Gaitan derivado para o meio, para jogar ao lado de Enzo. Mais tarde entraria Ola John para o lugar de Nolito.

A partir daqui o Benfica começou a criar boas jogadas de ataque e a pressionar o Olhanense logo à saída da sua área, praticamente não deixando os algarvios jogar. O primeiro golo surgiu de uma bola parada (um cruzamento ao segundo poste que Jardel devolveu ao centro da área onde apareceu Rodrigo a finalizar) e o segundo de uma boa iniciativa de Sálvio que foi finalizada por Lima, completamente isolado e à boca da baliza.

O resultado é justo e dá ao Benfica já boas perspectivas de apuramento para as meias finais, face ao empate (2-2) entre Moreirense e Académica. Na próxima jornada o Benfica vai a Moreira de Cónegos (30 de Dezembro às 16h na TVI24), terminando a fase de grupos com a recepção à Académica (9 de Janeiro).

Negativo: a excessiva agressividade dos jogadores do Olhanense. A permissividade completa do árbitro perante isso (Jardel foi uma das vítimas predilectas, parecia mesmo um alvo dos olhanenses) e o inexplicável rigor com que pelo contrário amarelou os nossos jogadores, não perdoando quase nada. Digo quase, porque Rodrigo arriscou a expulsão que o árbitro não concretizou. Um penalty por marcar por falta sobre Enzo. A exibição indescritível de Bruno César. A fraca prestação do nosso ataque na 1ª parte. Um jogo menos conseguido de Luisinho, que este ano já fez muito melhor. A narração de Fernando Correia - com tantos anos disto devia ser capaz de disfarçar um bocadinho melhor o seu sportinguismo. Aliás não conheço outro caso de um narrador ou relatador que simultaneamente faz comentários numa perspectiva clubística.

Positivo: o regresso aos golos de Lima e o segundo golo consecutivo de Rodrigo. A exibição de Paulo Lopes que deu uma enorme segurança à equipa e não ficou manchada pelo golo do Olhanense (fez o que tinha a fazer, simplesmente não tendo sido feliz no local onde a bola foi cair). A parede Jardel. A exibição esforçada de Nolito (apesar das coisas nem sempre lhe terem saído bem) e a subida de rendimento de Gaitan quando jogou no meio. A boa exibição e intensidade de André Almeida. A boa entrada em jogo de Sálvio. A entrega dos jogadores, a capacidade de virar o resultado e de vencer com uma equipa praticamente sem os titulares habituais. Uma assistência bastante razoável no estádio, especialmente considerando ser um dia de semana e o jogo ter transmissão em direto em sinal aberto.

Em Olhão valha-nos Nolito e Gaitan

O Benfica joga hoje muito desfalcado em Olhão a 1ª jornada da Taça da Liga. Veja-se que todo o quarteto defensivo e o próprio guarda-redes serão segundas escolhas (com a excepção, até certo ponto, de Jardel), recaindo a minha principal dúvida na inclusão de Sidney, que no pouco que vi da equipa B me parece dar neste momento poucas garantias. Oxalá esteja enganado. O "miolo" do meio campo será também "novo".

Por outro lado, não sei se Kardec estará lesionado mas se não é o caso parece-me que poderia ser opção até para descansar Lima (que precisa pelo extremo brio com que tem desempenhado as suas funções e toda a carga física que acarreta a sua enorme mobilidade no ataque). Não sei se Gaitan poderá ou não ser opção para a posição de segundo ponta de lança, o que permitiria a Lima descansar.

Por outro lado, fico satisfeito por poder ver o já referido Gaitan e Nolito, dois jogadores extremamente talentosos que têm estado "tapados" pelo momento de forma de Ola John e pela categoria e fiabilidade que Sálvio oferece à equipa.

Nota positiva igualmente para a presença de vários portugueses, na sua maioria jovens, na equipa (em princípio 5).

Boa sorte para os nossos jogadores. Esta Taça é, também e mais uma vez, para ganhar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Calendário do Benfica em Dezembro (A e B)

Liga dos Campeões


Barcelona-Benfica, Camp Nou, quarta-feira, 5/12 às 19.45h (6ª e última jornada da fase de grupos)


Campeonato (Liga Zon Sagres)


Sporting-Benfica, Alvalade, segunda-feira, 10/12 às 20.15h (11ª jornada)
Benfica-Marítimo, Luz, Sábado, 15/12 às 20.30h (12ª jornada)

 

Taça da Liga


 Olhanense-Benfica, quarta-feira, 19/12 às 19.45h (1ª jornada)
Moreirense-Benfica, Domingo, 30 de Dezembro às 16.00h (2ª jornada)

Nota: a hora e data referentes à 2ª jornadas da Taça da Liga são as horas por defeito, que não contemplam ainda alterações (mais do que previsíveis) por motivos de transmissões televisivas.


Taça de Portugal

O Benfica aguardou o resultado de dois jogos em atraso: o Caldas-Coimbrões (referente à 3ª eliminatória) e Aves-Coimbrões. Finalmente sabemos que vamos jogar com o Aves para os oitavos de final e já há data: 2 de Janeiro (uma quarta-feira) às 20.00h no Estádio da Luz. Curiosamente o sorteio acontece antes disso e determinará não só os jogos dos quartos de final mas também das meias finais. O sorteio é já na terça-feira, dia 18 de Dezembro.


 

Benfica B (Segunda Liga)


Benfica B-Marítimo B, segunda-feira, 3/12 às 17.30h (transmissão na BenficaTV)
    Arouca-Benfica B, Domingo, 9/12 às 15.00h
Benfica B-Trofense, Domingo 16/12 às 15.00h
   Porto B-Benfica B, Domingo 23/12 às 15.00h
Benfica B-Freamunde, Domingo 30/12 às 15.00h.

Também aqui poderão existir alterações às horas dos jogos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sportinguismo e esquizofrenia

Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.

No futebol português há 30 anos que o pão é muito insuficiente para Benfica e Sporting: o sistema banqueteia-se e para aqueles só as sobras ficam.

Nos últimos anos, mesmo as migalhas de que o Sporting ia sobrevivendo escasseiam, ao passo que o Benfica para ter apenas uma refeição frugal tem lutar em campo até à exaustão.

Naturalmente que a fome é má conselheira e portanto assiste-se quer no Benfica, quer no Sporting a decisões erráticas e erróneas. Mas pior conselheiros ainda são a estultícia e o desespero.

Vem isto a propósito do descontrole de Dias Ferreira no "Dia seguinte" do dia de ontem.
São muitos dias, Dias Ferreira, a passar fome e muitas noites a sonhar com o Benfica.
É um fenómeno de que padecem alguns sportinguistas, que no passado já caracterizei como esquizofrenia paranóica.

Então não é que ontem, quando Rui Gomes da Silva dizia com todas as letras o que se tinha passado no estádio do Porto, denunciando a vergonha, e portanto defendendo o Sporting, Dias Ferreira se atira a ele?
É o cúmulo do surrealismo. Dias Ferreira indignou-se por Gomes da Silva defender o Sporting do roubo à mão desarmada do passado Domingo.

E então lá veio a Taça da Liga de há 4 anos atrás. Esse mesmo troféu que "nada importa", a "taça da cerveja" afinal é o que impede os sportinguistas de dormir há anos. Isso é que é gravíssimo. 30 anos de sistema, com o Porto a ganhar tri, tetra e pentacampeonatos "comprados no supermercado" (Alex Fergusson), com batota (Platini, Santiago Segurola), fruta e café com leite não incomodam Dias Ferreira.

Mas um erro do árbitro num jogo de uma competição que "nada vale" e que aconteceu há 4 anos, isso sim é gravíssimo e incomparavelmente mais importante do que erros grosseiros num jogo do campeonato deste fim-de-semana que afastam o Sporting da luta pelo título e ameaçam tornar esta época num longo suplício. O ex-candidato sportinguista já aliás tinha dito que a arbitragem não tivera influência no resultado.

Dias Ferreira ficou de tal forma indignado por Gomes da Silva denunciar o que se passou nas antas que, depois de, exaltado e indignado, falar no "roubo" de Lucílio Batista, já chamava a Gomes da Silva "um gajo".

É a isto que o Sporting chegou. Esquizofrenia no seu estado puro.

Dr. Dias Ferreia, cure-se. O Sporting está a morrer e acredite que não é por culpa do Benfica.

terça-feira, 17 de abril de 2012

No topo da actualidade futebolística




O blog Justiça Benfiquista existe há duas semanas e tem tentado acompanhar diariamente a actualidade futebolística benfiquista, simultaneamente analisando e comentando os temas mais quentes da agenda nacional e internacional.
Nestas duas semanas, para além da análise de jogos (Chelsea, Braga, Sporting, Taça da Liga) e de questões de arbitragem (muito mais do que desejaríamos), abordámos ainda a questão do uso de novas tecnologias, as causas do insuficiente sucesso desportivo do Benfica nos últimos 30 anos e o recambolesco caso Pereira Cristovão.

Na imprensa de hoje, quer nacional quer internacional, algumas destas questões voltam a estar na ordem do dia.

Em relação ao caso Pereira Cristovão, "A Bola" e o "DN" dão conta de uma guerra no seio do Sporting entre os que se colocaram do lado daquele vice e da sua pretensão de reassumir funções e os que se opunham (e que estariam em maioria). Terão existido ameaças de demissão de parte a parte, o que levantava o espectro de eleições antecipadas. "A Bola" diz que Godinho Lopes tomou a decisão final de reintegração.

O Sporting, já o disse anteriormente, vive um momento difícil. A sua crise de identidade ameaça a existência mesma do clube. A rivalidade com o Benfica transformou-se, por via da hegemonia portista que quase acabou com o estatuto de "grande" do Sporting, em esquizofrenia anti-benfiquista. O Sporting está hoje nas mãos das claques. O presente caso é demonstrativo do que atrás digo. Ouvi ontem com espanto, nos "Grandes adeptos" da Antena 1, o sportinguista Jaime Mourão Ferreira (não confundir com David Mourão-Ferreira, filho do poeta e grande benfiquista) fazer-se de ofendido. Afinal de contas, o caso mais não seria do que um ataque "miserável" ao Sporting. Paulo Pereira Cristovão estaria a pagar por "afrontar" o sistema. Que o sistema existe, é algo de que não duvido e que demonstrarei em breve. Dizer que a PJ está envolvida numa cabala é que já não aceito. Tal como não concordo que PCC tenha afrontado o sistema. O que ele fez foi, depois de incendiar o ambiente e incentivar as claques sportinguistas a fazerem o que fizeram na Luz, plantar provas e tentar incriminar o Marítimo e o árbitro Cardinal. A tese da cabala, usada em Portugal quando se é apanhado, já está gasta. Mas diz muito, insisto, sobre a presente mentalidade sportinguista.

Este caso ainda não acabou. Considero que há potenciais consequências desportivas a tirar das acções deste vice presidente sportinguista no exercício nas suas funções. Rui Alves (Nacional) sustenta hoje que o Sporting deve ser eliminado da Taça de Portugal, cenário que para mim não pode ser excluído à partida. Acima de tudo importa apurar cabalmente o que se passou.

Escrevi também há cerca de uma semana um artigo sobre o uso de tecnologias no futebol. No rescaldo do Chelsea-Tottenham, no qual mais uma vez se colocou a questão da bola ter ou não entrado na baliza, a imprensa inglesa volta à questão. É tempo consideram alguns jornais. Curioso também neste caso que, sobretudo desde a saída de Villas-Boas, o Chelsea esteja a ser "feliz" no que respeita a decisões arbitrais.

Por fim, a Taça da Liga volta a ser alvo de uma campanha denegritória por parte dos nossos adversários. Já escrevi sobre o assunto, sendo claras as razões que os motivam. Ontem foi o referido Mourão Ferreira (não sei o que foi dito nos programas televisivos). Hoje é Sousa Tavares n' "A Bola" (esse suposto bastião do benfiquismo que, além daquele jornalista, conta com colaborações semanais de Rui Moreira) a insultar a competição. É apenas mais uma manifestação de desrespeito por uma competição que não conseguem ganhar. Nada de novo portanto.



Nota: a foto reproduzida é retirada do site "Geek for Life", todos os direitos reservados.