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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Notas da imprensa

Na vizinha Espanha, as ondas de choque pela polémica eliminação do Málaga ocupam grande parte da imprensa desportiva. Sobretudo no sul do país, há uma enorme indignação, fazendo-se eco das declarações de jogadores e responsáveis do Málaga. Pelegrini diz que os jogadores do Dortmund "acabaram o jogo às cotoveladas" e que o árbitro perdoou duas expulsões aos alemães, tendo permitido tudo nos últimos 7 minutos, incluindo um inacreditável golo em que há um duplo fora-de-jogo, o primeiro dos quais com 4 jogadores. Joaquim diz que suspeitam "de Platini e de todos" pois o Málaga não é o Real Madrid. O xeque dono do Málaga fala de "racismo". Vários jornais usam a expressão "roubo".


Em Portugal, Bruno de Carvalho ocupa as primeiras páginas de "A Bola" e o "Record", a propósito de um alegado braço de ferro com a banca e das dificuldades de tesouraria do Sporting. A manchete do "Record" (de propósito ou sem querer) sugere algo mais, pois "Bruno mostra o que vale" faz perigosamente pensar em "Bruno mostra que é Vale".

O "Correio da Manhã" diz a este propósito que Bruno de Carvalho e Ricciardi se terão envolvido numa troca de insultos num telefonema.

"A Bola" noticia também que Peseiro está de saída do Braga, o que dificilmente pode ser considerado uma surpresa.

O mesmo periódico diz, citando "A Marca", que Falcão poderá estar a caminho do Manchester United.

No "Record" especula-se com outras transferências, nomeadamente a de Jackson Martinez para o Anzi, de Capel para o Liverpool e de Insua para o Benfica.

Finalmente, a imprensa tem também nos últimos dias, continuando hoje, dado destaque a declarações de André Villas Boas confirmando a utilização de um método de transfusões de sangue (próprio) para apressar a recuperação de Gareth Bale. Parece-me mais um sintoma de que métodos proto-dopagem são usados impunemente no desporto de alta competição!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Imprensa assume-se

Longe parecem ir os tempos em que a independência era vista como ideal de toda a imprensa, defendido por todos os cânones, e a marca da sua credibilidade. Longe vão os tempos em que essa independência, o rigor e a isenção da imprensa era apresentados como uma das marcas distintivas da democracia.
Cada vez mais, a imprensa alinha-se quase sem disfarçar com uma cor política ou clubística.
Talvez essa independência e isenção nunca tenham passado de um mito. Mas era ainda assim um mito em que se acreditava. Se algo vinha na imprensa, atribuia-se-lhe credibilidade.
Mas isso está a acabar.
São cada vez menos os exemplos de isenção, de pensamento equilibrado sobre um assunto, de uma escrita que procure a objectividade e se alicerce em factos.
Chegou-se ao caricato de um burlão cadastrado ser apresentado em jornais e televisões como um "especialista", um "perito insuspeito" com a chancela das Nações Unidas, que apresentava com suposta autoridade soluções milagrosas para o País.
Os gabinetes de imprensa e as tenebrosas agências de comunicação sopram hoje "notícias" e factos para os jornais, que muitas vezes, quase nem se dão ao trabalho de as verificar, ao passo que grupos económicos dominam uma série de orgãos de informação (expressão que em breve tem que começar a levar aspas, tal a tendenciosidade que demonstram), não se coibindo de fazer deles veículos para avançar as suas agendas.
Em Portugal, por razões que algum dia serão cabalmente explicadas, o grupo de Joaquim Oliveira adquiriu uma posição de influência na nossa sociedade que chega às esferas mais altas do poder.
Não é porém o único. A lógica de grupo da Imprensa também começa a imperar sobre a lógica - e a ética - de informação, à semelhança do que se passa noutros aglomerados de comunicação.
Sobre a forma como as coisas são feitas e o carácter das pessoas ficámos recentemente bastante esclarecidos com a lavagem de roupa suja entre o ex-director de comunicação da RTP, Nuno Santos, e uma série de jornalistas e quadros daquela televisão pública.

No futebol, onde o grau de discernimento das pessoas é ainda por cima toldado pelas paixões clubísticas, este fenómeno de parcialidade e de assumir cores, é ainda mais evidente e ainda mais descontrolado.

Muitos se recordarão do que o "jornalista" Manuel Tavares fazia na sua coluna n' "O Jogo" e que as escutas puseram a nú. Simplesmente deplorável.

Mas há muitos outros exemplos de gente que se servia e serve do espaço que lhes dado e da capacidade de chegar ao público para enganar, manipular, distorcer, induzir, influenciar ilegitimamente ou intoxicar os leitores, ao invés de os informar, como o código deontológico do jornalista diz que deve fazer.

Na passada segunda-feira e ontem, os três diários desportivos assumiram as suas cores: "A Bola" assumiu a posição benfiquista e criticou a postura portista de ataque ao árbitro do jogo, "O Jogo" assumiu a posição do Porto e procurou sustentar as respetivas teses, o "Record"... fez da vitória do Sporting em Olhão capa a toda a largura, dedicando ao clássico uma tira no cimo da primeira página.

Note-se bem que eu não estou com isto a dizer que "A Bola" é o orgão oficial do Benfica, como os portistas e sportinguistas gostam de dizer. Se fosse, não teria como colunistas Sousa Tavares, Rui Moreira, e Paulo Teixeira Pinto, entre outros. Não teria, por exemplo, Cruz dos Santos a dar "pareceres" sobre arbitragem constantemente desfavoráveis ao Benfica, até quando as evidências vão em sentido contrário e entram pelos olhos dentro. "A Bola" tenta ser equilibrada (e é, entre os 3 desportivos, a referência e o mais credível), embora sendo visível que há uma tendência mais benfiquista.

O "Record" é um jornal ligado ao Sporting. Tal como "A Bola" em relação ao Benfica, quando o Sporting perde (e tem sido muito), acaba por ser mais crítico para com o "seu" clube do que por vezes é em relação aos rivais.

Coisa diferente é o que se passa com "O Jogo". Se é verdade que existem lá jornalistas sérios e até alguns benfiquistas, a grande maioria é do Porto e não o esconde. E o jornal acaba por ser um eco das posições da direção do Porto. Aliás, existe uma diferença entre o conceito de isenção no Porto e em Lisboa, reflexo de uma mentalidade bairrista versus uma mais aberta.

Nessa medida, as coisas não ficam "empatadas". Ou seja, é muito mais pro-Porto "O Jogo" do que é pro-Benfica "A Bola".

Até aqui tudo relativamente normal. O problema (em termos de intoxicação da opinião pública) surge quando analisamos outra imprensa de referência, nomeadamente o Diário de Notícias, a TSF ou a RTP e a Antena 1 (com a agravante destas duas últimas serem estações públicas, que vivem do dinheiro dos contribuintes). Isto para já não falar, claro está da SportTV.

Porque nessa imprensa de referência verificamos que o clube do Porto continua a ter uma predominância muito grande. Só assim se explica que alguém como Manuel Queiroz, conhecido portista, com ligações fortes à direção do clube e absolutamente incapaz de ser imparcial nas suas análises, continue sistematicamente a comentar tudo que é jogo do Porto e até muitos do Benfica.

Este homem está na TSF, na Antena 1, no DN, na TVI, na RTP Norte. Ele está em todo o lado apesar de qualquer adepto de futebol conhecer bem a sua preferência clubística tanto mais que ela é absolutamente indisfarçável.

Ontem no "Diário de Notícias", que é o congénere de Lisboa ao "Jornal de Notícias", Manuel Queiroz fez algo que eu estava habituado apenas a ver em blogs clubísticos (e mesmo assim só nos mais fanáticos): enunciou todos os lances em que jogadores do Benfica poderiam ter levado cartões amarelos (algumas ridículas e patéticas na alegação de que seriam merecedoras dessa punição disciplinar) e não citou nenhum (e foram tantos!) em que jogadores do Porto podiam ter levado cartões amarelos e até vermelhos!

Que falta de seriedade! Que desonestidade intelectual! Que insulto à inteligência dos leitores!

Agora notem bem, isto não foi no "JN", isto foi no "DN". Mas como nós somos Mouros, temos que comer com isto.

O que sucederia se algum benfiquista fosse escrever dislates em sentido inverso (por exemplo dizendo que o Porto deveria ter acabado o jogo com 8 e ter tido duas penalidades contra) no JN?

Como o título deste post afirma, a imprensa assume cada vez mais as suas cores clubísticas e partidárias. É pena, porque deixamos de ter confiança nela. É pena porque somos empurrados para posições cada vez mais radicais e fecham-se as portas para o diálogo, para o entendimento, para a convivência.

Neste quadro não podemos porém ser os papalvos da história. Estou seguro de que não devemos optar pelos mesmos métodos, pois isso só nos tornaria iguais a eles. Mas temos a obrigação de não nos deixar espezinhar, de defender as nossas cores, de não deixar denunciar sempre, a todo o momento, a falta de honestidade desta gente.

No espectro oposto saúdo a lucidez de Carlos Daniel. Muito embora alguns benfiquistas possam não ter gostado da sua análise ao jogo, eu penso que ela foi equilibrada e que tentou identificar as causas pelas quais se arrasta a incapacidade do Benfica vencer o Porto, sem branquear proençadas e afins e deplorando as declarações do treinador do clube do Porto. Existem ainda assim muitos que se tentam distanciar, que tentam ser objectivos, cuja forma de estar não visa a propaganda ou ofender os adversários.

E há mais uma lição a tirar desta história: enquanto o grupo de Joaquim Oliveira tiver esta posição na sociedade portuguesa e no mundo do futebol em particular o Benfica terá muita dificuldade em vencer de forma consistente e sustentada. Era bom que os nossos dirigentes o percebessem de uma vez por todas. É que os jogos, como outros confrontos do domínio da estratégia, se começam a ganhar no plano das mentes e da psicologia. E esta, neste momento, apesar enfrentarmos gente sem ética desportiva, é-nos desfavorável. A causa? O anti-benfiquismo é todos os dias instilado na opinião pública.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Os "desvios" e as maçãs podres

Sobre o Sporting já praticamente todos dissemos o que havia a dizer: vive um momento demencial, não tem rumo e cada vez acelera mais a fundo sem saber para onde.
O problema é que cada dia que passa aquilo que dissemos ou escrevemos é ultrapassado pelos acontecimentos e o fim parece estar mesmo ao virar da esquina. Quando em Maio escrevi que o Sporting poderia estar em perigo de falência a curto prazo não imaginava porém que ainda antes do ano civil acabar essa fosse uma possibilidade admitida pelos próprios dirigentes do clube.

Na entrevista de Domingo, Godinho disse esta coisa espantosa: que o Sporting precisa até ao final da época de 45 milhões de euros, o que dá 5 por mês.

Onde os vão buscar? Desconheço em absoluto e estou mesmo quase seguro de que não conseguirão reunir essas verbas, estando a época desportiva arruinada e praticamente finalizada, depois da recepção ao Benfica.

Há outro factor, que sabemos desde ontem: o Sporting tem que comprar até 19 de Janeiro umas tais de VMOC's (num total de 12 milhões de euros) sob pena dos bancos ficarem donos da SAD.

O que me leva à única questão que verdadeiramente aqui interessa: estando o Sporting em liquidação total, parece que o Porto vai lá buscar mais umas maçãs, podres ou não.

Fala-se de Izmailov mas também de Ínsua e talvez outros. Elias, por exemplo, seria útil para um meio-campo do Porto com opções insuficientes (como aliás se viu no jogo para a Taça em Braga, em que Moutinho e Lucho tiveram que entrar para tentar mudar o jogo).

Isto também encaixa bem nos objectivos de muitos sportinguistas: tendo percebido que o clube praticamente acabou, trata-se agora de reforçar o Porto de modo a evitar a todo o custo um Benfica campeão.

Entretanto vão-se inventando histórias de novos "desvios" feitos ao Benfica para nos deixar muito tristes. O último deles seria Reys (penso que é assim que se escreve). Realmente, o clube do Porto assemelha-se em vários aspectos a uma central de propaganda, tal a dose de contra-informação que constantemente fornece a acólitos e imprensa. O espantoso é que alguma (não muita, felizmente) blogosfera ainda vai neste engodo. 

Parece que o Porto pagou vários milhões (fala-se em 6) por um jogador mexicano de 20 anos que só terá daqui a 7 meses.
Duvido que estejamos perante (mais) um novo Messi, até porque se trata de um central. Diz-se que "pode também jogar a trinco e a lateral direito". Não conheço nenhum grande central que também seja um grande lateral e um grande trinco mas talvez este novo fenómeno seja uma novidade sob este aspecto.

Em segundo lugar não precisamos de centrais - temos dois centrais de renome e classe internacional mais Jardel que quase sempre desempenha com enorme competência quando é chamado.

Em terceiro lugar não estamos em fase de gastar milhões, muito menos em jogadores que até podem vir a ser bons mas que neste momento são ainda uma grande incógnita. A aposta tem que ser em formar jogadores e em aproveitar devidamente os que se tem.

Em quarto lugar, com a excepção de Jardel ou Falcão (por sinal dois pontas de lança), não me lembro de nenhum jogador que o Porto tenha "roubado" ao Benfica (talvez James, mas está por provar) que tenha feito furor no dragon. Lembro-me, isso sim, de Jankauskas, Sokota, Panduro, Kennedy, Cebola e de um Sandro que joga com as mãos e não me parece melhor do que tantos outros, ou de um Danilo que custou 18 milhões.

Já os saldos de alvalade podem ser melhores negócios. Mas contra isso nada podemos fazer. A não ser fazer o nosso trabalho, com muita seriedade e competência e sem esperar favores de ninguém. Algo a que estamos habituados.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Barcelona A+C goleia Atlético de Madrid

O Barcelona goleou o Atlético de Madrid por 4-1 com 3 golos de jogadores da equipa C.

Recorde-se que o Benfica jogou há cerca de 2 semanas com o Barcelona C (como disseram vários comentadores) e - incrível e inaceitavelmente - foi na altura incapaz de ganhar. (Alguns indignaram-se mesmo por não ter goleado).

Pois bem, 6 dos jogadores que então alinharam pela "equipa C" também jogaram ontem. Não se percebe como é que Thiago Alcântara, Messi, Villa, Adriano, Puyol e Piqué, todos eles tendo actuado contra o Benfica, podem ter jogado neste jogo. É uma vergonha para a Liga Espanhola e para a integridade da competição. Do banco não saíram Pinto, Tello e Song, que jogaram contra o Benfica e são portanto também da equipa C do Barcelona.

Para completar este quadro, Adriano, jogador da equipa C titular contra o Benfica, marcou ainda por cima um golo de bandeira, que iniciou a reviravolta catalã.

Já antes tinha dito, não se percebe como Tito Vilanova pode ter feito uma coisa destas...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mas mal-amado por quem?

Cada vez que Cardozo joga bem e marca golos (e são muitas vezes, felizmente) lá vem a ladainha de que "há muitos adeptos benfiquistas que não gostam dele", que "não é consensual", que "existe entre Cardozo e os adeptos uma relação de amor-ódio",  que é mal-amado.

É impressionante como tudo o que possa ser negativo no Benfica é empolado à exaustão ao passo que noutro clube nem mesmo os acontecimentos mais graves, nem mesmo tiros e mortes sejam suficientes para motivar críticas ou sequer perguntas.

E assim lá tivemos que ouvir, depois do hat-trick em Alvalade a história do "mal-amado". O próprio jogador, na flash-interview (que expressão pomposa), em vez de ser questionado sobre o grande jogo que acabava de fazer teve que ouvir perguntas sobre a sua suposta impopularidade entre alguns adeptos.

Mas eu pergunto: quais? Quantos?

Cardozo teve e tem, como todos os jogadores, alguns jogos menos bons. Houve um determinado período em que foi um pouco menos produtivo e em que recebeu alguns assobios, tendo reagido de forma menos feliz com um dedo esticado à frente da boca. Foi esse evento, perfeitamente circunscrito e totalmente resolvido em jogos posteriores que serve para, há mais de ano, quase dois, alimentar esta ladainha.

Mas há algum jogador que não tenha em dado momento da sua carreira sofrido críticas? Hulk, o tal que era incrível e excepcional e valia 100 milhões, foi assobiado VÁRIAS vezes pelos seus adeptos.

Mas porquê esta fixação em Cardozo? Claro que a pergunta é retórica, porque já sabemos qual a resposta. Tudo serve para tentar criar polémicas, para desestabilizar e para tentar apoucar o Benfica. Só me espanta que alguns benfiquistas ainda embarquem nesta conversa.

Cardozo é, felizmente como vários outros jogadores do Benfica, um atleta de qualidade muito acima da média, de enorme valor e até de grande dedicação e paixão pelo Benfica. Tem certamente as suas carências, ou então estaria quase ao nível de Ronaldo ou Messi. Se à capacidade concretizadora acrescentasse uma mobilidade extraordinária e uma capacidade técnica ainda maior, não tenho dúvidas que estaria entre os melhores do mundo. Assim está entre os melhores de Portugal e os melhores do Benfica.

Um jogador que ao longo dos anos nos tem dado inúmeras alegrias e títulos e que trouxe de volta ao Benfica o instinto goleador e a capacidade de concretização que há muito nos faltavam. Há muitos, mas mesmo muitos anos, que o Benfica não tinha um goleador desta qualidade.

O resto nem sequer chega a ser conversa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Recortes de imprensa

Em dia de derby e para ir enganando o nervoso miúdinho, vamos a alguns recortes de imprensa, sobretudo de hoje mas não só.

Em primeiro lugar, destaque para uma belíssima crónica de Maria João Avilez n' "A Bola" - O Benfica ganha sempre. Conta histórias de vitórias celebradas em Alvalade, com os adeptos da casa a insultarem-na e a tentarem agredi-la. Termina com um "Viva o Benfica!". Grande Maria João Avilez, merece estar no topo.

Em matéria de visitas ao estádio do adversário e em puro contraste, surge Rui Moreira.

Na sua crónica no "Record", José António Saraiva descreve, a propósito da  morte do adepto do Braga (silenciada por quase todos), uma ocasião em que foi com os seus filhos ao Porto.

Vale a pena transcrever:

"Morte em Braga

O Braga-Porto foi marcado por um lamentável acontecimento: um atropelamento numa via rápida nas imediações do estádio, de que resultou um morto. Segundo alguns testemunhos, a vítima fugiria de adeptos do Porto. Não sei se é verdade.

 O que posso testemunhar é uma viagem que fiz há anos ao Porto com a família para assistir a um FC Porto-Benfica. Os meus filhos eram pequenos e, ao contrário do pai, fervorosos adeptos do Benfica, levando cachecóis ao pescoço. Logo à saída da estação percebemos que o ambiente era hostil, e aconselhei os rapazes a esconderem os cachecóis.

Mas o pior aconteceu no fim do jogo, à saída do estádio. O Porto não tinha ganho, e os seus adeptos queriam dar largas ao descontentamento. Nas ruas criou-se um ambiente de autêntica batalha campal. De caça ao homem. Os adeptos do Benfica, mesmo de bandeiras enroladas e cachecóis debaixo dos casacos, eram perseguidos e agredidos. Havia gritos e correrias em todos os sentidos. A dada altura o ambiente era tão assustador que peguei nos meus filhos e meti-me com eles num café, fazendo votos para que adeptos do Porto não entrassem por ali dentro à procura de “mouros”. Estivemos ali cerca de uma hora, aguardando que o ambiente na rua acalmasse. E dali partimos directamente para a estação, como sombras, esperando que ninguém nos identificasse.

Não sei se este indivíduo que morreu atropelado ia a fugir de adeptos do FC Porto. Mas sei uma coisa: pelo que vi naquele dia no Porto, podia muito bem ser que fosse. Aquela gente em fúria era de meter medo. Eu nunca tinha visto nada assim."

Claro que Rui Moreira, o tal que chamou Palermo a Lisboa e que saiu de um programa em directo depois de equiparar a leitura de uma escuta a um "auto de Fé" (ocasião em que a Inquisição queimava pessoas), se sentiu ofendido. Depois de atacar (?) Saraiva, vem ele garantir que em Lisboa acontece igual ou pior.

Pois bem, deixo aqui dois testemunhos, duas situações que eu presenciei.

1ª, há muitos anos atrás, não sei precisar quando:

Depois de uma vitória do Porto em Belém (penso que por 1-0 com golo de Gomes) duas ou três mulheres do Porto, enquanto desciam a Avenida Ilha da Madeira, ao lado do Estádio do Restelo(penso que ali já se chama Rua dos Jerónimos), entoavam a seguinte "balada": "E viva o alho e viva o alho e viva o alho, e o Belenenses foi p'ró ...". Umas autênticas senhoras. Não vi ninguém ir ao seu encontro ou persegui-las até ao Tejo. Na Ribeira não imagino o que lhes teria acontecido.

2ª, o ano passado no Estádio da Luz:

Hulk marca golo logo cedo no jogo e no terceiro anel, atrás de mim, na bancada TMN, dos sócios do Benfica, um indivíduo levanta-se aos berros a festejar, e gritando ainda "Hulk, Hulk, Hulk". Isto é tão verdade quanto este blog se chamar Justiça Benfiquista. Ninguém me contou, eu vi. Nada aconteceu a este indivíduo.

No mesmo jogo, na mesma bancada do terceiro anel, na zona interior do Estádio, ao pé dos bares e dos sócios e adeptos do Benfica, estava uma rapariga com um cachecol do Porto. Que eu tenha visto nada lhe aconteceu.

Mas Rui Moreira além de intelectualmente desonesto é de um enorme ridículo. No "Correio da Manhã" de hoje aparece num qualquer encontro de moda numa figura que não se acredita.

Outra "notícia" curiosa é a d' "A Bola" que declara: "Jackson - já são 5 pontos na conta pessoal". Muito bem. E na conta dos árbitros quantos são? E à conta das "defesas" de Alex Sandro? Ficam as perguntas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Razões para ganhar em Nou Camp

Aparentemente, uma crónica deslocada e até despropositada de Sílvio Cervan deu aos catalães razões para querer "humilhar" o Benfica.

Não que precisassem de muitas. De facto o Barcelona, um dos clubes com mais troféus europeus e que nos últimos anos tem tido quase a hegemonia do futebol europeu continua a chorar e a considerar injusta a derrota que sofreu numa final há 50 anos, numa das duas únicas vezes em que conseguimos conquistar a antiga Taça dos Campeões Europeus. "A final dos postes" é assim que no museu do clube catalão é classificado esse jogo, naturalmente histórico para o Benfica que, apesar da sua dimensão, tem um rol de títulos internacionais muito mais modesto do que o Barcelona. Mas mesmo esses poucos que tem, para os barcelonistas são demais. Esquecem, pelos vistos, ou consideram muito justas, a forma como obtiveram algumas das suas vitórias, nomeadamente ultrapassando numa meia final o Chelsea num jogo em que o árbitro não quis marcar pelo menos dois penalties flagrantes contra o Barcelona e que este acabaria por ganhar com um golo no último minuto de Iniesta. Suponho que no museu do Barcelona essa não esteja catalogada como a "saga dos penalties não marcados".

Mas voltemos a Sílvio Cervan. Numa crónica no jornal "A Bola", Cervan considerou que "o Barcelona não foi sério" no jogo contra o Celtic, que perdeu por 2-1. Não me parece (nem a mim nem a ninguém) que Cervan tenha razão. O Barcelona dominou amplamente esse jogo e teve pouca sorte, com o Celtic a marcar praticamente nos dois ataques que teve (um deles num canto). Mas ir pegar nessa crónica para encontrar aí razões para "dar ao Benfica uma grande lição" já me parece um pouco exagerado. Por várias razões, em que se inclui a simples modéstia - o Benfica não é assim tão incapaz quanto isso que o Barcelona tenha o jogo à partida ganho, tratando-se apenas de saber se acelera mais ou menos para dar essa tal "lição".

Da Catalunha haverá também algo mais a dizer. Em primeiro lugar, há ali uma certa antipatia anti-portuguesa que dificilmente se justifica, tanto mais que em Portugal existiu e ainda existe muita simpatia pelo Barcelona. Existe ali um ódio tremendo a Mourinho (por razões explicáveis mas também por exageros e sensibilidades desmesuradas, fazendo uso de dois pesos e duas medidas e não aplicando a eles próprios a mesma bitola que aplicam a Mourinho - a quem nada perdoam). Existe um ódio a Figo, que é verdade que sempre foi muito materialista na sua carreira e nem sempre se pautou por princípios éticos. Ainda assim Figo fez o que muitos outros fizeram e o ódio que lhe devotaram excedeu qualquer outra manifestação de desagrado por uma mudança para o rival. Novamente poderá haver aqui algum anti-portuguesismo à mistura.

A Catalunha não conseguiu ser independente de Castela (Madrid) e talvez isso explique alguma coisa. Não temos porém culpa disso nem sequer somos parte dessa equação. Mais natural seria até que a Catalunha olhasse para nós com respeito por termos alcançado e mantido a nossa soberania, apesar da desproporção de forças com Castela, mas pelos vistos não é o caso.

Nalguma imprensa catalã, para além das razões citadas, chega-se a dizer que o Barcelona "deve" ao Celtic, aparentemente um clube que lhes é muito mais querido, vencer o Benfica. No mínimo isso é estranho, pois se as contas estão como estão é precisamente porque o Barcelona perdeu um jogo que era "suposto" ganhar, "dando" ao Celtic 3 pontos inesperados. Não se percebe como é que vencer o Benfica é assim algo que se "deva" ao Celtic. A não ser que eliminar o Benfica fosse um objectivo do Barcelona, perante o que - aí sim - Cervan teria alguma razão.

Diz-se ainda ("Mundo desportivo") que o Benfica nos "últimos minutos" do jogo da Luz usou de uma dureza desnecessária, pelo que se impõe agora a tal "sova". Ora, se houve coisa que o Benfica foi nesse jogo foi macio. Mais só mesmo se estendesse uma passadeira vermelha aos barcelonistas (e alguns benfiquistas dizem até que foi isso que aconteceu). Foi pouco duro e fez pouquíssimas faltas - a dada altura até o Barcelona tinha mais faltas feitas!

Por fim, o tal desportivo da Catalunha fala ainda (!) de vingança (pela nossa vitória de há 50 anos...).

Cá em Portugal eu conheço já esta mentalidade. Pelos vistos temos um clube que em Espanha (sim, ainda são Espanha!) partilha o mesmo discurso e mentalidade. A seu favor tudo é legítimo e normal, contra si tudo é um atentado insuportável.

Para o Benfica, estão em jogo duas coisas quarta-feira em Nou Camp.

A sua continuidade na Champions e a sua dignidade. Uma vitória do Benfica garantiria automaticamente a qualificação. Essas são as nossas verdadeiras razões para ganhar esse jogo. Não precisamos de encontrar justificações ou explicações para ganhar e "humilhar" o adversário. Não partimos com a arrogância de quem acha que já ganhou à partida, que os outros são meros figurantes no jogo, que merecem ser "punidos" por se atreverem a dizer seja o que for.

O jogo começa 0 a 0. E o Benfica não entrará derrotado.

Não é impossível vencer em Barcelona.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Outras Ligas

Face à pausa no campeonato e à não definição do adversário do Benfica para a Taça, pouco mais nos resta senão dar um pouco mais de atenção ao que se passa nas outra Ligas Europeias, as quais ao contrário da nossa não param este fim de semana.

Assim teremos um interessante derby em Madrid, com o Real a receber o Atlético, amanhã pelas 21.00h. Futre disse à Bola TV que era este "o momento ideal para o Atlético ganhar no Barnabéu", considerando que a sua ex-equipa está "mais forte do que o Real em quase tudo". Tenho dúvidas de que esta análise seja completamente objectiva mas veremos.

O Barcelona joga duas horas antes, com o Bilbao, naquele que é o seu último compromisso antes de defrontar o Benfica.

Em Inglaterra, onde se antevê nova corrida a dois entre os "Manchesters", corrida que o United lidera agora com um ponto de avanço, não há grandes jogos neste fim de semana. O City com o Everton é talvez à partida o mais interessante (amanhã às 15.00h). Nota ainda para a campanha muito negativa do Arsenal que com apenas 14 jornadas jogadas está já a 12 pontos do 1º.

Em Itália, onde a Juventus cedeu nas últimas semanas algum terreno, tendo o Nápoles à perna agora a apenas dois pontos, há precisamente o derby de Turim, Juventus-Torino, amanhã às 19.45h.

Na Alemanha há um Bayern-Dortmund, amanhã às 17.30h.

Para terminar com uma nota positiva relativa ao futebol português, destaco que a UEFA premiou a FPF pela sua iniciativa de dar descontos de 50% em bilhetes em troca de compras no Continente. Refere também Luis Delgado n' "A Bola" que além dessa acção positiva (que se traduziu em grandes assistências nos jogos da selecção) a Federação deve também ser elogiada por ter liquidado verbas relativas ao Totonegócio, permitido aos clubes algum espaço para respirar. Essas verbas terão resultado da deslocação ao Gabão.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Crónica de Leonor Pinhão

A presunção estava lá toda. Só faltou a água benta.



"(...) entre o Porto e o Benfica não há quem descole (...)


" A queda abrupta do Sporting de Braga para posições a que não estava habituado é a novidade maior desta liga (...). Os analistas dados às forças do ocultismo dirão que o Sporting de Braga anda a penar com as alminhas desde que o seu presidente, António Salvador, lhe proclamou a ascensão ao estatuto de terceiro grande do futebol português.
A presunção estava lá toda. Faltou, no entanto, a água benta.
E como? E porquê?
Está aberta a época dos clássicos do futebol português (...) opuseram o Sporting de Braga ao Sporting (...) e ao FC Porto, em Braga, que redundaram em duas derrotas que muito atrasam os minhotos na luta pelo topo da tabela.
Diga-se que o Sp. de Braga dominou como muito bem quis a segunda parte do jogo de Alvalade e, depois, jogou taco-a-taco com o FC Porto, quase anulando as diferenças entre os dois. Mas perdeu sempre porque lhe faltou água benta em ambas as ocasiões.
O campeonato português seguia relativamente tranquilo até à chegada dos primeiros clássicos do calendário. Mas já se sabe com os clássicos chegam também os nossos valorosos árbitros internacionais e como não há belas sem senão... lá regressa em todo o seu esplendor o protagonismo de quem não devia.

O mau momento do Sporting é um exclusivo dos sportinguistas e não fica bem aos adversários (...) apontar incompetências ou espicaçar ânimos e desânimos com graçolas cruéis. (...)
e se é para falar do Sporting do momento presente só vale se for para apontar o que funciona bem, ou seja, as coisas boas. E há coisas boas e que funcionam bem em Alvalade.
O Presidente por exemplo.
A equipa de futebol saiu de Moreira de Cónegos mais longe de todos os seus objectivos e o treinador, mais um, saiu de rastos. Já o presidente saiu em grande e bastou atentar nas primeiras páginas dos jornais do dia seguinte para se concluir, de forma inapelável, que o responsável pela reviravolta no resultado foi Godinho Lopes.
(...)
Com um presidente destes nem é preciso treinador.
(...)
o argentino Juan Iturbe tem vindo a falhar estrondosamente as suas legítimas tentativas para se impor na equipa principal do FC Porto. (...) Dá conta a imprensa da especialidade que, aproveitando mais uma folga, Juan Iturbe optou por se deslocar em passeio até à capital e, fazendo-se fotografar junto à Torre de Belém, divulgou a referida imagem pelas redes sociais. Diz que agora lhe chamam mouro e no que se foi meter.

De uma entrevista antiga de Guilherme Espírito Santo, campeão de campeões no Benfica, 4 campeonatos de futebol, 3 Taças de Portugal, 147 golos em 207 jogos, e também recordista nacional do salto em altura, campeão nacional de salto em comprimento e de triplo salto:
-Naquele tempo, existiam alguns preconceitos racistas por causa dos jogadores de cor. Um dia, em 1947, num hotel da Madeira, queriam colocar-me num anexo por ser negro. Os jogadores do Benfica disseram que para onde eu fosse ele também iam. E acabámos todos a dormir no anexo.
Guilherme Espírito Santo, um símbolo do símbolo."
-

terça-feira, 27 de novembro de 2012

As anedotas do dia futebolístico

Godinho Lopes: "estamos a subir, degrau a degrau. Na jornada passada estávamos em 10º, agora já estamos em 8º".

"A Bola": "Tottenham: Villas Boas quer Van Wolfswinkel em janeiro". Como se isto por si só não bastasse para nos fazer rir (embora de Villas Boas tudo seja de esperar...), diz-se ainda que "o Arsenal, Liverpool e Sunderland também têm sido associados ao ponta-de-lança." Penso que desta vez se terão esquecido do Milan, da Juventus e do Barcelona, que também andam de cabeça perdida por este prodígio...

Outra anedota, também relativa ao Sporting. Como se sabe, o clube de Alvalade enfrenta graves dificuldades financeiras. Pois bem, ao intervalo do jogo de Moreira de Cónegos, Godinho Lopes foi ao balneário com isso contribuíndo para mais uma despesa: uma multa de 8 mil euros...

Para terminar a secção Sporting, mais uma pérola, desta vez de Rui Oliveira e Costa: "coitado do Vercauteren".

Ainda uma última situação caricata, esta oriunda de Inglaterra: depois de despedir o treinador que lhe realizou o sonho de ser campeão europeu (com uma equipa sem muitas estrelas, que aliás estivemos à beira de eliminar), Abramovic contratou Rafa Benitez, que não tem deixado saudades por onde passa. Pois bem, no seu primeiro jogo em Londres (contra o Manchester City) muitos foram os adeptos que pediram a... saída de Benitez, tendo mesmo exibido inúmeras tarjas nesse sentido (Rafa Out) e apupado o seu treinador. No mínimo insólito.

Noutras notas mais sérias, mas ainda assim com o seu quê de caricato, o mesmo Chelsea, depois de acusar um árbitro de racismo veio-lhe pedir desculpa e retratar-se, ao passo que Luiz Adriano, jogador que marcou um golo absolutamente vergonhoso na última jornada da Liga dos Campeões foi castigado pela UEFA com um jogo de suspensão por falta de fair play.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Braga-Porto - uma sorte de Xistra

Falei do post anterior deste jogo entre o azarado Braga de Peseiro e o clube de futebol de Pinto da Costa, que tem uma enorme sorte, sobretudo com as arbitragens. É um fenómeno curioso: na área do Porto os árbitros nunca vêm nada (estão tapados, estão distraídos, estão bloqueados), mas na área do Benfica vêm tudo: o que acontece e o que não acontece.

Por exemplo, em Coimbra Xistra viu dois penalties contra o Benfica quando nenhum existiu; ontem o mesmo Xistra não viu um contra o Porto que aconteceu.

Na 1ª jornada desta época, na Luz contra o Braga, o árbitro (um Soares Dias) viu falta num lance que daria o golo da vitória ao Benfica. Mas as imagens demonstram que  Cardozo não tocou no guarda-redes Beto. Curiosamente esse mesmo árbitro não viu no ano passado um penalty escandaloso de Polga sobre Gaitan. Mas ainda o mesmo árbitro no mesmo jogo de Alvalade conseguiu ver um penalty num lance em que Luisão toca ao de leve no pescoço de Wolfsvinkel. Luisão que viria a ser expulso, ao passo que o árbitro não viu razão para João Pereira o ser, apesar deste ter por mais do que uma vez agredido, pisado e insultado jogadores do Benfica.

São tudo coincidências.

O ano passado o Benfica empatou em Braga num lance em que Emerson, de costas e com os braços colados ao corpo, intercepta com o cotovelo um cruzamento numa jogada perfeitamente normal sem qualquer perigo. Proença viu ali penalty. Mas Xistra ontem não viu razão para penalty numa jogada perigosíssima do Braga em que um remate de Alan é deliberadamente interceptado por um braço levantado de Alex Sandro.

Há dois anos Xistra expulsou Javi Garcia numa disputa de bola em que este e Alan se envolvem. Xistra viu a alegada "chapada" de Javi no peito do adversário (que podia ou não merecer cartão amarelo ou vermelho, dependendo da interpretação) mas não viu a acção de Alan. Como ontem voltou a não ver as acções de Fernando passíveis de segundo amarelo.

Ainda no jogo do Benfica em Braga no ano passado, o do "penalty" de Emerson, Proença (o tal "rigoroso" árbitro, que expulsou o mesmo Emerson na Luz contra o Porto por duas faltas absolutamente triviais) viu na agressão de Djamal a Gaitan com uma cotovelada na cara razão para apenas cartão amarelo.

O mesmo Proença viu numa jogada normal do golo do Braga em Alvalade na jornada passada uma falta ofensiva. Como viu um penalty fantasma nas Antas sobre Lisandro Lopes ou um penalty inexistente de Moreira sobre Deivid do Sporting em anos passados. Mas coitado não viu, porque estava tapado ou distraído, penalties flagrantes os lances sobre Mantorras, Simão e Geovanni noutras épocas. É só seguir o link para ver o vídeo. Desde já advirto que as consciências mais honestas poderão sentir-se incomodadas.

Olegário é outro que e deixa de ver conforme as áreas e o mesmo se pode dizer de muitos outros, nomeadamente naqueles que vêm, por exemplo, num penalty sobre Aimar em Coimbra no ano passado, uma falta do nosso jogador. Coitados, eles são humanos.


Sim, foi Olegário. Sim, foi contra o Benfica. Sim, foi...perdão, não, não foi golo. Imagem do site "foi penalty".

Daí os jogadores do Porto, nomeadamente aqueles aos quais é permitido marcar golos em posições de fora-de-jogo de metro e meio dizerem: "Para nós está tudo bem com a arbitragem". Pudera.

Para terminar, uma nota sobre o jornalismo desportivo que se continua fazendo em Portugal. Cada um que tire as suas conclusões.

Dei-me ao trabalho de ir ver o que diziam os sites dos desportivos no seus "relatos" online sobre o lance em que Sandro corta com a mão a bola de Alan. Partilho-o convosco com os meus comentários.

"A Bola" online:

"Grande corte de Alex Sandro a negar o golo ao extremo do SC Braga. É a primeira jogada de perigo do ataque da equipa da casa. Alan ficou a pedir mão na bola do lateral esquerdo dos dragões."

Destaco como uma intercepção com a mão é classificada como "grande corte".


"Record" online:
"lance polémico na grande área portista. Alan rematou em boa posição, após desmarcação de Ruben Micael, e a bola é intercetada pelo braço de Alex Sandro. O árbitro nada assinalou."

A descrição é factual, pelo que não há nada a dizer.

"O Jogo":
"Que perigo na área do FC Porto! Alan a receber ao segundo poste e a rematar contra Alex Sandro, canto para o Braga!"
Não há qualquer menção ao uso da mão. Esta é a realidade paralela em que vivem os adeptos do Porto.
Para terminar, na Antena 1 ouvi ao intervalo a referência clara pelo locutor nos estúdios a "um penalty por assinalar" como um dos factos marcantes da primeira parte. Até aí tudo certo. Mas o que dizer de Manuel Queiroz, um DECLARADO portista, completamente incapaz de ser imparcial, ser sempre o comentador dos jogos do clube do Porto? Segundo li noutro blog, Queiroz terá ontem chegado a chamar "estúpido" ao árbitro por alegadamente prejudicar o seu clube. Isto num jogo em deveriam ter tido um penalty contra e uma expulsão! O grau de fanatismo, de doença desta gente é tal ponto que se realmente fossem prejudicados eu nem imagino do que seriam capazes.
Queiroz chegou em tempos a dizer na TVI que uma agressão de James Rodrigues que na altura mereceu o vermelho não era razão para expulsão, porque um vermelho só podia ser dado por "algo muito grave".
Quantas vezes teria Gobern sido demitido se dissesse só metade destas enormidades?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Últimas transferências - faltam 3 dias

Emisários do Manchester City estiveram em Setúbal. Só eles saberão quem vinham observar e a imprensa especula em Javi ou Witsel. Ambos são importantíssimos para o Benfica.
Modric finalmente assinou pelo Real Madrid, o que assegura que Witsel não sairá para o Barnabéu. Só mesmo o City poderia, nestes dias que faltam para o fecho do mercado de transferências, pagar a cláusula de rescisão e levar-nos este grande jogador. A possibilidade Javi também aumentou e o "Record" diz hoje que o próprio treinador já disso teria sido informado. A confirmar-se seria um dos mais duros golpes, mais ainda do que Witsel. Desde 2009 Javi esteve praticamente em todos os jogos. A sua presença na equipa, a sua capacidade física e a sua garra são fundamentais para o equilíbrio do Benfica. Espero muito honestamente que não saia.
Fala-se também na possível saída de Gaitan para o Liverpool por 12 milhões de euros. Seria um bom negócio que o Benfica deveria aceitar. Também o "Record" fala no interesse da Juventus por Cardozo e numa oferta de 8 milhões. Há a questão Eliseu, Saviola e outros empréstimos e saídas a negociar.

Por outro lado, no Porto, há ainda a questão Hulk. É evidente a vontade do jogador em sair e a necessidade do clube realizar dinheiro. Por outro lado, os valores da transferência de Modric mostram que o que o Porto quer por Hulk é irrealista - a não ser que o dinheiro venha da Rússia. Eu creio que o Porto tem um problema no meio campo, pois além dos titulares Fernando, Moutinho e Lucho tem apenas Defour e Castro (que também vai sair). A acrescer a este cenário, diz-se que Villas-Boas quer Moutinho, para substituir Modric. A sua eventual saída (em que apesar de tudo não acredito muito) seria desastrosa para o Porto. O que parece certo é que um deles sairá - Hulk ganha fortunas no Porto e o clube tem que realizar dinheiro até dia 31.

A "notícia" cómica do dia vem n' "A Bola". Depois de uma exibição como a de ontem do Sporting (que, como eu disse depois da 1ª jornada, não é candidato ao título e o mais certo é não se qualificar para a Liga dos Campeões), o jornal diz que o CSKA oferece 18 milhões por Wolfswinkel...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Hoje já é terça...

E Witsel ainda não saiu. Pelo contrário, questionado no estágio da sua selecção sobre o interesse do Real Madrid, afirmou que se sente bem no Benfica. Esperemos portanto que não se confirme a manchete d' "A Bola" da passada semana que garantia que por esta altura Witsel estaria já em Madrid.

Em sentido um pouco inverso ao de Witsel parecem estar Hulk e o próprio Moutinho. Witsel sente-se bem e por sua vontade continua no Benfica, apesar do interesse de alguns grandes clubes. A sua cláusula de rescisão nem sequer é proibitiva. Já Hulk e Moutinho, em graus diferentes, manifestaram já vontade de sair mas não parecem existir interessados.
O campeonato está aí mesmo à porta. É já sábado às 20.15 h que recebemos o Braga na Luz.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"A Bola" garante que Witsel está de saída

Já tinha aqui falado do assunto anteriormente. "A Bola" assegura que Benfica e Real Madrid já acordaram na transferência de Witsel. Como disse na altura, se a palavra de Vieira for mantida e o Real pagar a cláusula de rescisão, então nada poderemos fazer para impedir a saída. No entanto, teria que se garantir rapidamente um substituto de qualidade e provas dadas, pois Witsel foi fundamental no ano passado para o equilíbrio do meio campo - não podemos voltar ao sistema de Javi Garcia sozinho naquela zona do terreno. São porém vários "ses" e temos que aguardar para ver. Os desportivos têm, durante esta silly season, brindado os seus leitores com muitas "notícias" de proveniência duvidosa e intuitos mal disfarçados, desde os elogios desmedidos ao Sporting, que estaria a construir um plantel temível..., até às milionárias propostas por Hulk, que nunca se confirmaram. Enfim, há que escrever alguma coisa.
Até eu já estou a cair nisso...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Witsel (afinal) viajou com equipa

De acordo com a imprensa desportiva, Witsel poderia já não viajar com a equipa para o jogo de hoje com a Juventus, o que indicaria que a sua saída estaria eminente, tanto mais que o Tottenham terá recusado uma oferta de 48 Milhões de Euros por Modric.
Afinal, os mesmos desportivos dizem que afinal Witsel viajou. Temos entretanto já jogadores do Madrid como Pepe dizerem que Witsel é um grande jogador e seria uma boa contratação para o Real.

A confirmar-se a saída será uma pena, mas infelizmente o futebol dos nossos dias é assim. Desde o acordão Bosman e do fim da limitação do número de estrangeiros que era inevitável que assim fosse.

Indivíduos como Jorge Mendes (que estará envolvido no negócio) vivem luxuosamente à conta de transferir jogadores de uns clubes para os outros. O seu interesse é obviamente que existam muitas e vultuosas transferências. Quanto mais melhor.

Quanto a substitutos, os jornais falam de Manuel Fernandes, cujas "características agradariam a Jorge Jesus".

terça-feira, 17 de abril de 2012

No topo da actualidade futebolística




O blog Justiça Benfiquista existe há duas semanas e tem tentado acompanhar diariamente a actualidade futebolística benfiquista, simultaneamente analisando e comentando os temas mais quentes da agenda nacional e internacional.
Nestas duas semanas, para além da análise de jogos (Chelsea, Braga, Sporting, Taça da Liga) e de questões de arbitragem (muito mais do que desejaríamos), abordámos ainda a questão do uso de novas tecnologias, as causas do insuficiente sucesso desportivo do Benfica nos últimos 30 anos e o recambolesco caso Pereira Cristovão.

Na imprensa de hoje, quer nacional quer internacional, algumas destas questões voltam a estar na ordem do dia.

Em relação ao caso Pereira Cristovão, "A Bola" e o "DN" dão conta de uma guerra no seio do Sporting entre os que se colocaram do lado daquele vice e da sua pretensão de reassumir funções e os que se opunham (e que estariam em maioria). Terão existido ameaças de demissão de parte a parte, o que levantava o espectro de eleições antecipadas. "A Bola" diz que Godinho Lopes tomou a decisão final de reintegração.

O Sporting, já o disse anteriormente, vive um momento difícil. A sua crise de identidade ameaça a existência mesma do clube. A rivalidade com o Benfica transformou-se, por via da hegemonia portista que quase acabou com o estatuto de "grande" do Sporting, em esquizofrenia anti-benfiquista. O Sporting está hoje nas mãos das claques. O presente caso é demonstrativo do que atrás digo. Ouvi ontem com espanto, nos "Grandes adeptos" da Antena 1, o sportinguista Jaime Mourão Ferreira (não confundir com David Mourão-Ferreira, filho do poeta e grande benfiquista) fazer-se de ofendido. Afinal de contas, o caso mais não seria do que um ataque "miserável" ao Sporting. Paulo Pereira Cristovão estaria a pagar por "afrontar" o sistema. Que o sistema existe, é algo de que não duvido e que demonstrarei em breve. Dizer que a PJ está envolvida numa cabala é que já não aceito. Tal como não concordo que PCC tenha afrontado o sistema. O que ele fez foi, depois de incendiar o ambiente e incentivar as claques sportinguistas a fazerem o que fizeram na Luz, plantar provas e tentar incriminar o Marítimo e o árbitro Cardinal. A tese da cabala, usada em Portugal quando se é apanhado, já está gasta. Mas diz muito, insisto, sobre a presente mentalidade sportinguista.

Este caso ainda não acabou. Considero que há potenciais consequências desportivas a tirar das acções deste vice presidente sportinguista no exercício nas suas funções. Rui Alves (Nacional) sustenta hoje que o Sporting deve ser eliminado da Taça de Portugal, cenário que para mim não pode ser excluído à partida. Acima de tudo importa apurar cabalmente o que se passou.

Escrevi também há cerca de uma semana um artigo sobre o uso de tecnologias no futebol. No rescaldo do Chelsea-Tottenham, no qual mais uma vez se colocou a questão da bola ter ou não entrado na baliza, a imprensa inglesa volta à questão. É tempo consideram alguns jornais. Curioso também neste caso que, sobretudo desde a saída de Villas-Boas, o Chelsea esteja a ser "feliz" no que respeita a decisões arbitrais.

Por fim, a Taça da Liga volta a ser alvo de uma campanha denegritória por parte dos nossos adversários. Já escrevi sobre o assunto, sendo claras as razões que os motivam. Ontem foi o referido Mourão Ferreira (não sei o que foi dito nos programas televisivos). Hoje é Sousa Tavares n' "A Bola" (esse suposto bastião do benfiquismo que, além daquele jornalista, conta com colaborações semanais de Rui Moreira) a insultar a competição. É apenas mais uma manifestação de desrespeito por uma competição que não conseguem ganhar. Nada de novo portanto.



Nota: a foto reproduzida é retirada do site "Geek for Life", todos os direitos reservados.

domingo, 15 de abril de 2012

Taça Liga II - outras considerações e reacções

As taças valem o que valem e também o valor que lhes quisermos atribuir. Como assinala hoje Domingos Amaral no "Record", a Taça da Liga vale muito mais do que a Supertaça, troféu que permite ao Porto igualar o Benfica em número total de títulos (o Porto tem 18 Supertaças contra apenas 4 do nosso clube). Aquele cronista benfiquista assinala que para vencer a Taça da Liga uma equipa tem que jogar 5 jogos, ao passo que para conquistar a Supertaça basta ganhar um. (A bem do rigor, diga-se porém que no passado, até 2000, a competição era disputada em duas mãos e, em caso de empate, havia ainda uma finalíssima).
Resulta assim claro que desvalorizar uma competição em que estão presentes as equipas da primeira e segunda liga, atribuindo-se uma enorme importância a uma outra que se decide em apenas um jogo (que pode ter como adversário uma equipa secundária que no ano anterior tenha estado na final da Taça de Portugal), não é senão uma estratégia, na linha de outras que bem conhecemos. É bom que os benfiquistas o entendam.

Do jogo de ontem compete dizer que, não tendo sido uma exibição de grande fulgor do Benfica, foi ainda assim uma vitória justa e que teve mérito. Para alguns o Benfica deveria ter goleado por 4 ou mais uma equipa modesta como é o Gil Vicente. Mas convém perceber que nem sempre as coisas se passam assim. Recordo que na primeira edição desta mesma competição o Sporting perdeu com o Vitória de Setúbal. No ano passado, o "super-Porto" de Villas Boas venceu o Braga na final da Liga Europa apenas com um golo (e em fora de jogo). O Benfica campeão de Trapattoni perdeu em 2005 a final da Taça de Portugal também para o mesmo Setúbal. Recordo ainda que este mesmo Gil Vicente está na final após derrotar o Braga e o Sporting. No fim deste parágrafo, reitero a ideia do anterior: não contem comigo para desvalorizar vitórias do nosso clube.

O que me leva a outro acontecimento que emergiu da noite de ontem. Aparentemente alguns adeptos benfiquistas insultaram jogadores e treinadores do Benfica. Isto enquanto em Barcelos a equipa local era recebida com fogo de artifício. Era bom que esses adeptos entendessem que com esse comportamento estão a semear a discórdia e o desânimo nas nossas hostes. Estão a fazer o jogo dos nossos adversários, num ano em que a equipa já teve que suportar tantas injustiças e contratempos. O tempo para fazer balanços e tomar decisões virá no fim da época. Por enquanto há que manter a coesão e a calma. Isso mesmo diz também Hélder (nosso antigo central) no "Record".

Witsel foi eleito o melhor em campo. Fez realmente uma das suas melhores exibições desde que chegou ao Benfica. Gostei também de Rodrigo (ainda longe do que pode, mas a melhorar), de Eduardo, de Matic e da raça de Bruno César, sempre dos mais inconformados. De saudar ainda o golo de Saviola que não tem tido sorte esta época mas é um exemplo de profissionalismo. Saviola tem e sempre teve muita qualidade e pode ainda dar muito ao Benfica. Para o "Record", Nélson Oliveira desaproveitou a oportunidade e foi mesmo o pior em campo. Ao contrário de Saviola, Nélson está na fase de aprender e crescer e como tal é natural que alguns jogos não lhe corram bem. Se há aspecto em que tem que trabalhar e melhorar é na visão de jogo. É bom ter sentido de baliza mas o individualismo em demasia pode ser prejudicial.

A terminar, a pontaria de Rodrigo já depois do fim do jogo. Ao comentar a vitória disse que se o Benfica  tivesse sido derrotado, seria como se tivesse perdido a Liga dos Campeões mas como ganhou a coisa passava a não ter importância nenhuma.

domingo, 1 de abril de 2012

O que dizem os desportivos

Começando pela arbitragem, "A Bola" e o "Record" são unanimes em considerar penalty indiscutível o lance sobre Bruno César, o chuta-chuta (ou gordo, como ontem tantas vezes foi chamado). Já sobre o lance de Javi sobre Lima é considerado penalty pelo "Record" enquanto "A Bola" diz que a falta é ainda fora da área e ilustra-o com uma foto. O "Record" diz ainda que, antes disso, Douglão deveria ter sido expulso por falta sobre Witsel. Na minha opinião a arbitragem foi imparcial e, além do lance de Douglão e do de Javi, totalmente isenta de polémicas. O lance do penalty do Benfica é de facto incontroverso (embora, face às últimas arbitragens, quase tenha ficado surpreendido pela sua marcação). É verdade que é desnecessário mas o jogador do Braga redimiu-se marcando o empate, pleno de oportunidade. Já o lance de Javi está para mim no limite. No limite da linha da área e no limite da falta. O árbitro podia ter marcado e Javi tem por isso que ter cuidado. Podemo-nos considerar felizes por esse lance mas o Braga pode dizer o mesmo em relação à não expulsão de Douglão. Entendo as duas decisões da mesma forma - o árbitro não quis tomar uma decisão que poderia determinar o desfecho do jogo sem estar absolutamente seguro da respectiva justiça. Já o penalty sobre Bruno foi evidente e daí a sua marcação.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.